26 de dezembro de 2011

Coisas intemporais.

"(…) Para cada povo existe, como para os indivíduos, uma conta de Deve e Haver, que nos dá o quilate das suas prosperidades, e por onde, cedo, os pródromos da decadência se denunciam. (…)"

Azevedo, João Lúcio de, Épocas e Portugal Económico-Esboços de História, Clássica Editora, Lisboa 1928.

24 de dezembro de 2011

Litania para este Natal (1967)

Vai nascer esta noite á meia-noite em ponto
num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
numa casa de Hanói ontem bombardeada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
tem no ano dois mil a idade de Cristo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
vê-lo-emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
e anda já um terror no látego do vento
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para nos vir pedir contas do nosso tempo

David Mourão Ferreira

22 de dezembro de 2011

Elementar meu caro... elementar.

Porta de entrada

A licitação da EDP pelos tipos dos “Três Desfiladeiros” pode indiciar a escolha de Portugal como porta de entrada dos capitais chineses na Europa. Que não se limitará ao investimento na EDP, mas também na instalação de Bancos em território português.
Curiosamente, na última cimeira do G20, com a Europa de mão estendida, a China declinara participar no reforço do FEEF. O que, admitindo que a EDP é o início de um ciclo, mostra uma enorme clarividência: preferem financiar directamente a economia do que o Estado Social.

21 de dezembro de 2011

Tiros e bombas? Já falta pouco.

O Estado deixou de ser, há muito, o garante da segurança e da equidade para se transformar num “bando de malfeitores" que, de incapacidade em incapacidade, de incompetência em incompetência, de prepotência em prepotência e de excepção em excepção, vai retirando aos cidadãos esse mesmo estatuto para os transformar em idiotas.

Este modelo a que chegamos é um modelo de Estado omnipresente, totalitário, regulador em demasia que tende para ir ocupando, cada vez mais e paulatinamente, os espaços de liberdade dos cidadãos.

Do espírito liberal das revoluções atlânticas (Francesa e Americana) de XVIII, passamos para a obsessão do proteccionismo e regulação deste séc. XXI que não nos augura coisa boa.

Já esteve mais longe o dia em que o Povo vai sair à rua. Não para se manifestar pacificamente - isso é chão que já deu as uvas que tinha para dar - mas para deitar bombas e dar tiros. O dia em que o primeiro desesperado meter uma bomba numa repartição de finanças ou na porta de um ministério, será o dia que vai marcar o princípio do fim deste regime totalitário (neste momento está suspenso o estado de direito), usurário, podre e incompetente.

16 de dezembro de 2011

E se alterássemos o Primeiro-ministro?

Passos Coelho poderia ter tentado ficar na História como o melhor Primeiro-ministro de Portugal a seguir a Salazar, mas não, está a competir para ficar na dita por ter conseguido ser ainda pior do que o Sócrates. Isto não vai acabar bem, ai não vai não!

29 de novembro de 2011

Isso é a estatistica estupido!

“O Açoriano Oriental notícia hoje que, segundo o INE, Vila do Porto é o município dos Açores onde o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem é mais alto e o segundo em todo o país, em 2009.

Estamos perante um caso paradigmático de como a estatistica nos pode levar a pensar coisas que não são verdade. A larga maioria dos trabalhadores do sector privado em Santa Maria, ganha pouco mais do ordenado mínimo e tem uma situação de instabilidade no emprego gritante. Há inumeras situações de ordenados em atraso e de falsos recibos verdes. Porém, Vila do Porto tem também uma cminoria  de priviligiados que ganha muito acima da média nacional (políticos incluidos).
Estamos perante um daqueles casos em que eles comem duas galinhas por dia e nós ficamos por dois chicharros. Mas, estatisticamente, cada um de nós comeu uma galinha e um chicharro.

Literalmente bem respondido.


Quem inventou este cartaz não o podia ter feito de melhor maneira. Na Foto, Paulo Portas responde literalmente aos seus provocadores.

17 de novembro de 2011

Ninguém quer ser político....

A noticias de hoje diziam em unissono, Governo de Mario Monti tem 14 ministro e nenhum é político. Dá-me cvontade de rir... à garagalhada, a bandeiras despregadas mesmo. Dá-me quase tanta vontade de rir como me dá o facto desswe governo, em pleno séc. XXI, ter 5 Ministros sem pasta. 5 Ministros que não se sabe sequer que nome lhe dar. Vai, sem dúvida, doente a Democracia. Já não há Povos como antigamente e isso não me vontade de rir, dá-me vontade de chorar..

PS: Eu gostava de ter tempo para explicar porque razão tudo isto me dá vontade de rir, outras de chorar. Mas, não tenho. Talvez um dia.

14 de novembro de 2011

Na Grécia como na Itália

Vivemos em periodo de soberania da dívida soberana. Acabou a brincadeira, arrume-se a democracia na gaveta.  Em quantos estados mais? Por quanto tempo?

11 de novembro de 2011

11 de Novembro.

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

John McCrae

5 de novembro de 2011

Leitura obrigatória.

Michael Sandel é, provavelmente, um dos filósofos mais pertinentes e fascinantes da actualidade. Inspirado na ética kantiana, nesta obra Sandel viaja entre a filosofia política e a filosofia do direito, com um olho posto nos deveres e o outro nos direitos, liberdades e garantias sempre numa perspectiva humanista e por vezes individualista. Estudante e Professor em  Harvard (onde havia de ser?) Sandel é um comunitarista assumido e um crítico feroz das teorias da Justiça de John Rawls.
Leitura obrigatória para quem gosta ou teima em gostar destas coisas, num país onde os políticos primeiro passam pelo poder e depois estudam filosofia política, ou seja, uma inversão total dos valores.

2 de novembro de 2011

Papandreou é lider.

Temos lider. Venham mais como ele. Papandreou fez o que devia ser feito, "esmurrou" com luva branca os que andam há quase um ano a humilhar os seus governos e o Povo Grego. Ora toma.

25 de outubro de 2011

Rendimento Social de inserção, o fantasma do estado social.

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. Ou melhor, muda-se da oposição para a situação e muda-se rapidamente de discurso e de prática. Há os que pensam que isso é normal, que até é o regular funcionamento das instituições. Eu não penso assim. Eu sinto que me enganaram, que me usaram como quem apanha um murganho numa ratoeira com uma côdea de queijo podre.
Onde pára o discurso de Paulo Portas contra o RSI? Eclipsou-se? Ou descobriu que tal e coiso, aquilo até dá uns votos e a malta não pode viver do ar e tal? Ah! Pois é! Bem prega Frei Tomaz.

Leitura recomendada para estes dias.



Para quem gosta destes temas da Filosofia Política e Filosofia do Direito e não se quer cingir aos clássicos que se lêem nas cadeiras da academia, aqui fica uma sugestão para os dias que passam. Nunca será demasiado reflectirmos sobre o Estado de Excepção numa altura em que se apresenta como fundamental a perca dos chamados direitos adquiridos e a “violação” ou pelo menos a omissão de cumprir com certos preceitos da Lei Fundamental.

Estamos perante novos tempos e novos paradigmas, saibamos ultrapassar essa privações e sacrifícios sem sacrificarmos o que de mais valioso temos, os nossos direitos, liberdades e garantias, Título II, Capítulo I artigos 24º a 57º da Constituição da República Portuguesa.

O Estado de Emergência Social (Artigo 19º da CRP), anunciado a propósito da Lei do Orçamento de Estado para 2012 é, apesar de normativo, um quadro de clara excepção.

Esta obra de  Giorgio Agamben, muito bem dissecada numa outra de João Afonso Gil trazida aos escaparates pala Bicho-do-mato em 2010 e que se intitula O Estado de Excepção na Teoria Política Internacional, remete-nos para  os perigos em que nos movimentamos hoje.

Agambem e Gil ajudam-nos a perceber como o Estado de Excepção, em períodos da nossa história de grande aflição, se tendeu a confundir com a regra.


19 de outubro de 2011

de 6 para 23%. E porque não?

O meu amigo Alexandre Pascoal diz não entender o porquê de se manter a taxa mínima do IVA nos livros e a taxa dos espectáculos subir para a máxima. Eu talvez possa explicar, na minha óptica, o porquê dessa diferenciação com a qual desde já concordo (tinha que concordar com qualquer coisinha).
Os livros são fontes de conhecimento ou pelo menos de informação enquanto os espectáculos são meras fontes de alienação. Basta? Se não basta posso sempre esgrimir argumentos sobre a perenidade das coisas, a necessidade de eternizar informação, de condensar conceitos, de sistematizar conhecimentos. Isso para não ir ao fundo económico da questão porque eu não olho a cultura pelo lado da economia como alguns teimam em fazer.

Uma homenagem.


Mais uma singela homenagem ao António Borges Coutinho (Praia), bem lambrado pelo nosso comum amigo Professor Carlos Cordeiro.

18 de outubro de 2011

E depois de gasta a última bala?


O orçamento de Estado para 2012 com as perspectivas financeiras deixadas no ar para 2013, contem medidas extremas de corte na despesa pública pelo lado dos rendimentos dos portugueses. Na verdade, o corte do subsídio de férias e do chamado 13º mês para os funcionários com vencimentos acima dos 1000 euros e o corte de uma dessas remunerações para os titulares de rendimentos que se encontrem acima do ordenado mínimo e abaixo dos 1000 euros, é uma medida extrema, um teste à resistência financeira da classe média e um limite à sua paciência.
Esta espécie de orçamento que nos aprestaram por estes dias quer dizer apenas que a situação do país é bastante pior do que imaginávamos. Obviamente, este é um orçamento levado ao limite, uma espécie de última bala no tambor do revolver que nos pode salvar do descalabro total. Essa é a questão e essa é a parte mais preocupante deste orçamento, é pensarmos o que será do país em 2013 se estas medidas não surtirem o efeito desejado nos mercados. Note-se que este é um orçamento feito não para resolver os problemas do défice (apenas permitirá pagar 70% do necessário) mas simplesmente para permitir sossegar os mercados para podermos recorrer a nova dívida e renegociar prazos para a dívida contratada.
Faltou também e claramente neste orçamento a inclusão de medidas que, embora de efeito diminuto no que à poupança concerne, aumentariam exponencialmente os níveis de confiança do contribuinte como por exemplo a redução das reformas para um máximo de 5000 euros, o congelamento por parte do Estado da compra de viaturas, uma redução do nº de viagens dos titulares de cargos públicos, a diminuição do vencimento do Presidente da República e consequente efeito nas classes indexadas, a reforma da acção executiva, algumas medidas de desregulamentação da actividade económica, o encerramento de alguns Institutos públicos e fundações. Enfim uma boa série de coisas que, feitas, teriam pelo menos a bonomia de não gerarem desconfiança.

R.I.P António


Foto Quotidiano in Jornal Diário

Politólogo, como ele gostava de dizer que era, o meu amigo António estava a preparar a sua tese de mestrado sobre os antecedentes do 25 de Abril nos Açores. De militante da extrema-esquerda à sua admiração pela direita moderna e moderada, o seu percurso sobre o pensamento político é feito sem dogmas e sem peias. Uma das mentes mais irrequietas que conheci, uma intelectualidade de tal forma acelerada que, de quando em vez, era necessária meter freio. Deixa-nos prematuramente depois de ter lutado contra os devastadores efeitos de um AVC e ter encetado, há uma dúzia de anos,  uma recuperação fantástica .
Ao António os meus votos de que descanse em paz, à família o desejo de que tenham muita força e esperança para ultrapassar mais este momento.
O seu funeral realiza-se hoje às 13 horas da Ermida de Santana em Ponta Delgada para o Cemitério de São Joaquim nesta mesma Cidade.

15 de outubro de 2011

Um movimento em crescimento e mutação constante.

Alguém lembrou que hoje passam 9 anos sobre o aparecimento da Coluna Infame, o primeiro blogue feito em Portugal, por autores portugueses versando temas generalistas desde o mais cosmopolita dos assuntos até ao “enredo” mais caseiro e comezinho. O blogue do Mexia, como na gíria era conhecido, foi, de facto, um marco importantíssimo para a chamada blogosfera Portuguesa. Porém, a grande espoleta desse movimento (há quem teime na tese de um novo movimento filosófico ter aparecido com os blogues em Portugal) não foi tanto o aparecimento da Coluna Infame mas precisamente o seu fim. Na verdade, quando em 10 Junho de 2003 o Pedro Mexia anunciou o fim do blogue, este final antecipado e inesperado saltou para as páginas do Jornal Público e dá-se então oi grande boom de blogues e os restante media começam a olhar de uma forma mais séria para o fenómeno. Em 23 de Junho (data da fundação do Fôguetabraze) José Manuel Fernandes, na altura um dos jornalistas e opinion makers mais lidos de Portugal, faz um trabalho sobre o fenómeno. Na realidade, o Jornal Público foi o OCS que mais se dedicou a esse fenómeno que José Manuel Fernandes descreve desta forma: "Na verdade, a blogosfera é a mais vibrante das expressões modernas da Ágora ateniense, esse espaço público onde os cidadãos se encontravam para discutir os assuntos que a todos diziam respeito. A blogosfera é mais democrática, mais aberta, mais plural, mais interessante e mais rica do que os espaços de debate da maioria dos meios de comunicação tradicionais, mesmo os famosos fóruns de discussão radiofónicos."
JMF, Público.
Por isso, não hesito em dizer que mais do que o princípio da Coluna Infame, foi o seu fim que mais importância teve para o desenvolvimento deste movimento.

12 de outubro de 2011

Está aqui uma coisa bem asseada!



As palavras ouvidas hoje da boca de Fernando Ullrich e Henrique Granadeiro, na esteira do pensamento de Cavaco Silva, são assustadoras para o comum dos cidadãos.
No fundo, a forma como a União Europeia, o BCE e o FMI bem como os governos nacionais abordaram a crise  , nas palavras daqueles experts, é desprovida de riqueza intelectual e reflecte a ausência de pensamento, de doutrina e até de desígnio.
Estamos bem amanhados!

9 de outubro de 2011

CDS-Madeira e José Manuel Rodrigues

Estão de Parabéns o Partido e o Líder Regional, passou a ser segunda força política na Madeira e triplica o número de mandatos e votos. O CDS e José Manuel Rodrigues mostram-se como a alternativa a Jardim num futuro que não está a mais de 4 anos.

Inside information?

Caro amigo Medeiros Ferreira, a informação que recebi, foi a mesma que o meu caríssimo amigo terá recebido e em cima da hora. Levei cerca de um ano, a avaliar e a analisar as palavras e as atitudes do nosso comum amigo Carlos César e desde algum tempo que não tinha dúvidas que a decisão dele seria a que foi. É verdade, foi mesmo a minha capacidade de dedução que me ajudou a ganhar a aposta consigo e com  mais uns quantos.

Daniel Oliveira é mau conselheiro.

...ao invés do que acabou de dizer o DO na SIC-notícias, a oposição não tem nada que se entender para as autárquicas na madeira, tem é 2 anos para fazer o seu trabalho sem arranjinhos.

Ouvido aqui ao lado...

Ainda existe PS-Madeira?

Madeira 2011

Alea jacta est.

7 de outubro de 2011

Fumo branco no Bairro da Vitória.

Mais uma vez César não desiludiu na análise política do momento. Tal como aqui escrevi, há pouco, e apesar das críticas, Carlos César deu mais importância à dimensão ético-politica do que à político-constitucional. Acabo de ganhar 5 apostas.
PS: A referência ao lugar que há a dar a uma nova geração, retira de cena um dos perfilados, restam, na minha opinião 2, Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila, saibam os 3 gerar consensos e encontrar a melhor solução.

No fim do tabu.

Hoje, daqui a pouco pelas 19h30m, a cerca de um ano das eleições  para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a pouco mais de 24 da reconfirmação de Jardim na frente dos destinos da Madeira, Carlos César irá anunciar se é ou não indicado pelo PS-A para o cargo de Presidente do Governo Regional dos Açores (PGRA) por um período de mais quatro anos naquele que seria o seu quinto mandato nessa qualidade.
Este meu parágrafo pode parecer rebuscado  e levar o leitor mais  desatento a pensar porque razão não disse logo que César vai anunciar se é ou não candidato a PGRA. Ora, a questão começa, desde logo por esse equívoco. Na verdade, não há candidatos a PGRA, há-os sim a Deputados à Assembleia Regional e cabe ao Partido mais votado ou à maioria parlamentar mais estável, indicar ou indigitar a figura que pretende seja nomeada pelo Senhor Representante da República para o desempenho dessas funções de PGRA.
Ora, nada obsta a que César seja candidato a Deputado, essa parece-me uma questão pacífica e inequívoca. Já não  tão pacífico e obvio é que seja possível César ser nomeado para um quinto mandato no Palácio de Santana e, é aí que reside não só a questão meramente jurídico-constitucional como uma questão ético-política.
Vamos supor que, apesar de existir algum ruído à volta da inconstitucionalidade de um quinto mandato, o PS e César insistem em levar por diante essa intenção. Essa tese não é de desconsiderar, pelo menos tendo em conta o que se anda a ouvir nos últimos dias. Que cenários se podem colocar?
Um primeiro cenário, pouco animador por sinal, é entrarmos já hoje num longo período de campanha eleitoral chegando a Outubro de 2012 num estado de enfartamento só possível de ultrapassar à conta de caixas de patilhas anti-ácidas.
Outro cenário, é a oposição, nomeadamente o PSD que nessa matéria tem acrescidas responsabilidades, levar um ano a insistir de todas as formas e feitios nas diversas teses da inconstitucionalidade com estudos e mais estudos, pareceres e contra-pareceres e por aí adiante levando a um desgaste não só da figura de Carlos César e do PS mas, certamente, esse cenário ao afastamento da gente pelo mesmo fenómeno de enfartamento que referi no cenário anterior. Neste segundo cenário continua a ser necessário o recurso às Renie e ao  Konpensan (passe a publicidade).
Um terceiro cenário é resistirmos todos a isso tudo e não resistirmos ao Embaixador Pedro Catarino que é o mesmo que dizer sucumbirmos à mão do Presidente da República. Ou seja, se César mantiver o tabu quanto à indigitação de um líder de governo e disser apenas que vai ser candidato a Deputado e chegada a hora o PS ganhar as eleições e  indicar o seu nome para o cargo, a decisão final ficará na mão do PR.
Nesse terceiro cenário, gostava de lembrar que, no caso do Representante da República (RR) aceitar a indicação de César para o cargo de (PGR)  e o nomear, essa decisão tem recurso para o Tribunal Constitucional, o que pode ser interpretado como uma espécie de tentativa de ganhar o jogo na secretaria. Ao invés, se o RR entender não aceitar e disser ao PS que indique uma outra figura, Não há recurso possível a não ser para o interior do PS.
Uma coisa é certa, nesta roleta da democracia, desde que a inteligência nacional coarctou por decreto a possibilidade do Povo escolher directamente limitando o nº de mandatos, atropelo esse de que dei conta várias vezes, a última em 2009, ninguém sairá a ganhar nem sequer a Democracia.

Soluções esdrúxulas não são solução.

Apesar do meu amigo Medeiros Ferreira achar que Maximiano Martins tem perfil executivo, a confirmarem-se os resultados da sondagem RTP que abaixo se mostra, a solução bicéfala, tal como alertei durante a silly season, e que já havia sido testada nos Açores em 1992,  não seria eficaz. Se há coisa que me deixa quase furibundo é ter razão antes do tempo. Pois alevá!
Na sondagem divulgada pela Antena 1, os sociais-democratas obtêm 48% dos votos, que na reconversão em mandatos representam entre 22 e 26 deputados. A Assembleia Legislativa da Madeira elege 47 deputados, pelo que a maioria de 24 cabe naquele intervalo.O CDS/PP, com 16% da votação, ultrapassa o PS e elegeria entre seis a nove deputados. A queda dos socialistas para os 14% faz com este partido fique reduzido a seis a oito deputados. Em quarto lugar mantém-se a CDU, que com 5% elegeria dois a três deputados, ficando com a mesma percentagem e deputados que o PTP, de José Manuel Coelho. A Nova Democracia obtém nesta sondagem 4%, o que daria um a dois deputados. O BE consegue 2% e um deputado, a mesma percentagem que é atribuída ao MPT e PAN que podem, ou não, eleger um representante.

3 de outubro de 2011

Ilha Montanha

Estou-me preparando para ir ao Pico por um par de dias assistir à 1ª Conferência de Turismo do Mar. A Vila de Dias de Melo e ErmelindoÁvila, a Vila mais Baleeira de todas as vilas destes Açores, vértice de um triângulo de influências numa Ilha ela também vértice mas de outro triângulo, vai receber no seu auditório Municipal um leque de ilustres e sábios conferencistas com os quais espero aprender alguma coisa. Encontro marcado, certamente, com esse monstro da blogosfera que dá pelo nome de Medeiros Ferreira que mais não seja para um revigorante café e meio dedo de conversa.

1 de outubro de 2011

Cada vez gosto mais dos meus cães.

Eu sei que já farta de Cavaco e também sei que os ódios de estimação são uma maçada para quem nos lê. Mas a herança que o Pau-de-canela nos deixa é de veras assustadora. Ora vejamos.

Depois de ter governado Portugal como Primeiro-ministro durante os dois quadros comunitários de apoio que mais verbas destinaram a Portugal, Cavaco Suila deixou-nos um legado invejável:

-Milhares de quilómetros de auto-estradas inúteis;

-A destruição do transporte publico e ferroviário a favor do uso do transporte rodoviário particular para sustentar a indústria automóvel entretanto incentivada com milhões;

- Plutocracia a rodos;

-Apoio ao investimento estrangeiro sem estratégia e sem preocupações de longo prazo mas apenas para garantir a paz social no imediato;

-Desmantelamento da estrutura agrária e, consequentemente, das agro-indústrias.

Deixou-nos ainda coisas como Dias Loureiro, Isaltino Morais, Oliveira e Costa, Duarte Lima e tantos outros que pululam ainda por aí. Tudo gente ao pé da qual Santana Lopes não só parece como é de facto um menino de coro.

Com um legado tão vasto com este e num país aonde um autarca condenado ganha eleições, não é de estranhar o estado do Estado.

Eu não tenho culpa mas já paguei e vou continuar apagar caro porque o País foi e continua a a ser governado por esta gentalha.

30 de setembro de 2011

Do joio, do trigo e da peneira que o não separa.

(...)
José Adelino Maltez no Forte Apache.

Perigosa democracia

Violar direitos e garantias dos cidadãos em nome de um suposto combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito?
Violar um princípio base do ordenamento jurídico português como é o da presunção de inocência ( Já bem basta no direito fiscal) em nome de um conceito generalista como é o combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito (este último redundante uma vez que se é ilícito é porque deriva de outros crimes), é colocar em perigo  a democracia, porque é dar administrativamente ao Estado a possibilidade de espiolhar a vida de um qualquer cidadão apenas invocando, por exemplo, sinais exteriores de riqueza.

19 de setembro de 2011

Repensar a Europa e em força.

A organização da Europa numa nova realidade política, embora esdrúxula, mas inspirada nos modelos federalistas até então conhecidos, emerge da necessidade de mudança de paradigma para evitar o desmoronar do velho continente. Este Livro ajuda-nos a compreender, de forma invulgar e clarividente, como chegamos a este estado de confusão generalizada e como podemos sair, colectivamente, desse estado de alma.
Num momento em que olhamos para o presente e sentimos que no passado havia mais futuro, no contexto da organização das comunidades políticas, há que repensar os modelos e aplicar novas soluções aos velhos problemas, sobe pena de, não o fazendo, comprometer-mos ainda mais o futuro da Europa.
Pensar a reorganização política da Europa ao nível supra estatal, ou seja para cima dos Estados, seja num modelo Presidencialista puro ou em modelos mais brandos, tal como os conhecemos desde o dealbar da modernidade é fundamental para sairmos deste tenebroso caminho. Também ao nível infra-estatal, ou seja, para baixo do Estado, no sentido do regionalismo como ideologia de organização e governação, urge repensar conceitos, pré-conceitos e medir convenientemente, a dimensão das autonomias no sentido mais abrangente que esse termo possa ter.
As autonomias, hoje ninguém tem dúvidas, foram pensadas como medida de contenção dos ímpetos separatistas de algumas regiões da Europa, nomeadamente na Catalunha, no País Basco, Na Sicília, na Sardenha, nos Açores, no Tirol e outros. Porém, as Autonomias podem ser um instrumento fundamental para a governação da Europa, na medida em que podem ser o elo de ligação entre o poder centralizado no Parlamento e na Comissão europeus e os cidadãos dispersos e com hábitos culturais e idiomas bem diferentes.
Fazer da Europa uma União de Estado Federados é tanto mais fácil quanto mais próximo dos cidadãos o poder estiver. Pode parecer um paradoxo falar de cedência dos poderes dos Estados para uma entidade supra-estatal e ao mesmo tempo defender um reforço dos poderes das entidades infra-estatais, ou seja o regionalismo. Porém, em nosso entender, uma não é possível sem a outra e esse é que é o novo paradigma desejável para a Europa do séc. XXI.

Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos.

Tony Judt (1948-2010) é um de entre os melhores historiadores e pensadores do séc. XX e, nesta primeira década de XXI, contribuiu significativamente para a sistematização e um novo paradigma da Europa saída do 11 de Setembro. No seguimento de leituras anteriores, Tony Judt representa uma geração de intelectuais que viu a Europa Crescer e tornar-se incapaz de se manter organizada em estados independentes e soberanos depois da Segunda Grande Guerra.

17 de setembro de 2011

1 milhão

Mesmo numa espécie de limbo, este blogue ultrapassou já o milhão de hits.

16 de setembro de 2011

Perigo eminente para as autonomias.

As mais recentes notícias sobre a dívida oculta da Madeira e sobre o endividamento externo das autonomias espanholas, são um rude golpe quer na confiança dos Portugueses em relação às actuais regiões Autónomas quer no que concerne a eventuais ímpetos regionalistas que ainda pudessem resistir. Na Verdade, mais regiões significa mais caciques e um risco acrescido de proliferação de Albertos João. A Autonomia da Madeira está em perigo e isso não é bom, nada bom mesmo para os Açores.

9 de setembro de 2011

Juramento de Hipócrates.

Está hoje no Açoriano Oriental e andou ontem pelas redes sociais uma certa indignação com os professores por causa dos atestados médicos. Eu cá não me indigno apenas  com o facto de haver 194 em mais de 3 mil professores a apresentarem baixa e ainda por cima com uma larga maioria a fazê-lo por motivo de gravidezes de risco. Não, eu indigno-me é com a leviandade com que alguns “profissionais” põem a sua assinatura em certos atestados.

2 de setembro de 2011

24 de agosto de 2011

E depois foi ...



...bem, depois foi hora de acordar com a barulheira deste tipos, mas foi só mesmo na última deles. Foi uma noite fantástica de festival. Resonando.... dizem.

Foi o Diabo nas couves.



Consta que durante o concerto destes senhores Domingo passado no Maré de Agosto, dormi profundamente. Consta e eu acredito até porque não me lembro do concerto e há quase 20 anos que sou abstémio.




21 de agosto de 2011

Santa Maria chamam-te a Ilha Amarela.

Ruminando 2007.08.13
Numa semana em que todos os caminhos foram dar à Praia Formosa e o bom tempo foi uma benção para uma larga maioria,  a seca prolongada é preocupação para outros. A Agro-pecuária, em Santa Maria, é uma actividade de grande risco. Porém, continua a ser a grande almofada para a débil economia local.

20 de agosto de 2011

Pensar durante a silly season.

A pré-campanha para as regionais na Madeira não está a correr nada bem aos socialistas que, apesar de Jardim estar mais do que estafado e sem dinheiro para fazer cantar um ceguinho, nãop conseguem “descolar”. A solução esdrúxula que o PS-Madeira adoptou, escolhendo para indigitável ao cargo de Presidente do Governo uma figura que não é o Presidente do mesmo partido, não terá resultado como os socialistas madeirenses imaginavam.

Por cá, no PS dos Açores, anda muita gente  a pensar em soluções igualmente esdrúxulas e bicéfalas. É bom, se querem manter alguma esperança para lá de 2012, que façam desta “estação tontinha” um bom período de reflexão.

19 de agosto de 2011

Andamos por aqui...

30 Julho 2009

Manhã de sonho




Infelizmente são imagens de arquivo de 2009, último ano em que foi possivel desfrutar desta bais na sua plenitude. Talvez no proximo ano seja possivel voltar a banho aqui mas nunca mais será a mesma coisa.

18 de agosto de 2011

Sobre a espuma dos dias.


Trabalhar para e com turistas é muito aliciante. É bem verdade que não se fazem omeletas sem ovos mas há ovos que não servem para certas omeletas.

10 de agosto de 2011

O dia não está a correr-me nada bem...

"Em cada boa impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre".

Citando de memória o Grande Oscar Wilde

26 de julho de 2011

H amas à puta ques os pariu

O Hamas executou dois activistas por terem colaborado com as autoridades de Israel. Já passaram largas horas sobre esta notícia e os Arrastões ainda não disseram absolutamente nada sobre ela.

Parabéns ao : Ilhas

O Blog :ILHAS atingiu o seu primeiro milhão de page views, é o mais visitado e um dos mais antigos blogues dos Açores. Bem-haja quem tem tido a paciência de ir mantendo viva essa chama.

6 de julho de 2011

R.I.P

Já li quase tudo o que se pode dizer sobre a Drª Maria José Nogueira Pinto, a Zezinha para alguns. De todas as suas qualidades realço a sua perseverança e liberdade de pensamento. Conheci-a em 1996, estávamos em pré-campanha eleitoral para as regionais que viriam a marcar uma viragem de rumo nos Açores. O CDS estava a crescer e revelava-se a possibilidade de eleger, ao fim de muitos anos, um Deputado por São Miguel. De repente, lá em Lisboa, onde nunca se lembram que o resto do País existe, a pretexto de uma eleição de líder parlamentar mal parida, deflagra uma guerrinha interna entre o então líder Manuel Monteiro e Paulo Portas e o primeiro demite-se. Era mesmo disso que estávamos a precisar, da demissão do líder nacional do partido nas vésperas do arranque da campanha eleitoral. Rosado Fernandes iria fazer a ignição da campanha na Cooperativa do Bom-pastor, cancelou. A Zézinha não cancelou o programa que tinha para os Açores e veio por aí a baixo ajudar-nos no meio da guerra. Recordo, como se fosse hoje, as suas primeiras palavras, “ vamos a isso, estão todos doidos, parecem putos a brincar com um  brinquedo novo, vocês não mereciam isto”. Fomos, fomos e fizemos o nosso trabalho. Manuel Monteiro e lobo Xavier vieram mais tarde e ajudaram também bastante. O resultado foi o que sabemos.
Resta-me dizer, paz à sua alma.

2 de julho de 2011

Houve arte no Campo.


Diego Ventura no Campo Pequeno, isto é arte. Tempo houve em que os cavalos apareciam desarrumados, mas a isto chama-se ciência e arte, mesmo que à espanhola.

30 de junho de 2011

Então para que nos serve o Estado?

Cada vez mais o Estado, esse grande Leviatã, O Deus mortal de Thomas Hobbes que deveria existir para servir os cidadãos, não tem cor partidária, não tem ideologia, mas é dogmático, é forte com os fracos e fraco com os fortes.

29 de junho de 2011

Mais um ano na rede.

Passou mais um aniversário do Fôguetabraze e nem me dei conta. São oito anos fazendo este blogue com altos e baixos, momentos de gloria e outros de alguma indignidade. Pois é assim que vai a blogosfera feita nos Açores, vai ao ritmo do verão, da espuma dos dias.
 Em Junho de 2003, logo depois do fim do Coluna Infame que teve direito a notícia de primeira página no jornal Publico, dei inicio a este espaço de desabafos e reflexões. Por aqui andei sozinho até que em Novembro do mesmo ano descobri que era lido por uns “gaijos” que também tinham um blogue chamado :ILHAS. Através deles descobri o Entramula do Mário Roberto e do Francisco Botelho. Pode dizer-se que esses são os 3 blogues fundadores daquilo a que um dia chamei de “blogosfera de endemismo açorico”. Sobre os blogues,  tive ilusões desilusões contra-tempos e  ventos a favor. Umas vezes à bolina outras com vento de nariz fui fazendo o que sabia e podia. Hoje não tenho dúvidas, o panorama político e cultural dos Açores era diferente sem estes 3 pioneiros.
Tenho ponderado bastante o regresso ao espaço de comentários nesta casa, um pouco por causa dos prevaricadores e cobardes, ficou por debater muita coisa que poderia tê-lo sido num clima de critica mas de respeito.
Nesse particular, 2004, 2005 e 2006 foram anos dourados para a blogosfera feita nos Açores e para isso contribuiu a visibilidade que a RTP-Açores entendeu dar a alguns bloggers, primeiro através do programa “Choque de Gerações” e depois com o “Língua Afiada” (passados tantos anos ainda me param na rua para falar desse programa). É com  saudade e emoção que recordo os meus desaguisados com a Maria do Céu Rego Costa (R.I.P.) que foi a pessoa que mais posts me dedicou, ou com o André Bradford, sempre com a maior justiça e respeito mesmo quando as coisas estavam mais "azedas".
Para o passado ficam as recordações, para o futuro haverá de ser o que for, com mais ou menos tempo, com mais ou menos auto-censura, com mais ou menos assunto, não interessa, o que interessa mesmo é que este blogue vai continuar por aqui nem que seja em banho-maria e à espera de melhores dias.

28 de junho de 2011

I will be back soon

Só por causa das coisas convém esclarecer que esta minha prolongada ausência não tem nada a haver com “alforra” nos tomates ou com falta de assunto mas apenas  com falta de tempo.

13 de junho de 2011

Barreiros

Ontem, uma madrugada de Verão, hoje uma manhã de Inverno. Esta chuvinha vale ouro.

8 de junho de 2011

Via Blasfémias, um aviso.

Preparem-se

Li e reli este comentário que saiu ontem (segunda-feira) no Público e ainda não estou bem em mim:
“As eleições de ontem marcam a maior vitória com que a direita poderia alguma vez sonhar, porque não só institucionalizam a captura destas posições pela direita, como compõem um Parlamento onde a oposição ao Governo estará resumida a uma vintena de lugares, já que o PS estará em larga medida manietado pela sua assinatura do acordo com a troika – e esse é o programa com que o PSD e o CDS sonham.
Se se desse o caso de esta composição reflectir fielmente o comportamento da sociedade portuguesa durante os próximos quatro anos, não haveria nada de estranho na coisa. Mas pode muito bem acontecer que a prática do futuro Governo suscite uma contestação que exceda em muito o que se poderia esperar desta composição parlamentar. Esse facto, aliado à mais elevada abstenção de sempre em legislativas, desenha um Parlamento que poderá ser o mais distante de sempre das aspirações e da vontade do povo. O que é uma péssima notícia para a democracia, por muito que alguém repita que as eleições são sempre uma festa.”
Vamos ver se compreendi bem, isto é, se alcancei a lógica do artigo:
a)      As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque os que se opõem ao acordo com a troika apenas elegerem 24 de 230 deputados;
b)      As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque pode acontecer que, no futuro, venha a existir muita contestação fora do Parlamento;
c)       As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque houve muita abstenção;
d)      As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque os eleitores escolheram um parlamento que será o mais distante de sempre das aspirações e da vontade do povo;
e)      As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque a direita venceu.
Na verdade, acho que o último ponto poderia bem substituir todos os anteriores. Da mesma forma que os donos do “consenso social” já ontem adivinharam dificuldades, os donos da verdade política e os áugures das “aspirações do povo” já proclamam o divórcio entre o voto do povo e a “vontade do povo”.

Preparem-se.

6 de junho de 2011

Importante mesmo é combater a abstenção.

Aos partidos, todos, é importante lembrar que nos Açores a abstenção, numas eleições de importância redobrada para o futuro do país, atingiu um valor vergonhoso cerca dos 60%, mais 4 pontos percentuais do que em 2009. Também não é de descuidar o facto de apesar de terem votado menos 5.000 pessoas do que em 2009 o universo de eleitores em relação à mesma eleição cresceu em igual valor. São mais 10.000 desinteressados, cerca de 5% dos eleitores. É a todos os níveis lamentável que o mais simples e eficaz exercício de cidadania seja desprezado por 60 por cento dos potenciais eleitores. Obviamente, para um liberal como eu, o direito a abster-se é tão legítimo como o de exercer o voto. Porém, parece-me que não está em causa uma abstenção consciente mas sim um reflexo da letargia em que o Povo dos Açores se deixou envolver no que aos assuntos nacionais e da União concerne, em regionais sempre votam mais alguns.
É aos partidos políticos que compete alterar este estado de letargia e de desinteresse que tomou conta de um a faixa significativa de eleitores.

Façam, todos, o vosso trabalho sff.

Uma primeira análise.

Não tive, por razões de ordem vária, a possibilidade de acompanhar a noite eleitoral como seria meu desejo e como faço desde que me lembro. Porém, analisando hoje, mais friamente, os resultados e os discursos, torna-se imperioso tecer uma meia dúzia de considerações sobre o que aconteceu ontem em Portugal e nos Açores (distinguir as coisas faz ainda mais sentido sendo hoje dia 6 de Junho).
Indiscutivelmente o PSD  foi o grande vencedor da noite o PS o grande derrotado. O Bloco de Esquerda é também um dos derrotados da noite, cai cerca de 50% na votação e perde metade do seu grupo parlamentar.
Pelo caminho fica a expectativa criada à volta do crescimento do CDS que se esperava maior. Porém, não será difícil encontrara no sentimento de voto útil uma razão para esse crescimento abaixo das expectativas. As sondagens que davam, erradamente como se pode comprovar, um empate técnico entre PS e PSD terão levado muitos eleitores a votarem no projecto de Passos Coelho para assim assegurarem uma mudança. Mesmo assim, é de realçar o facto de o CDS ter subido a percentagem e o número de Deputados eleitos mesmo num ciclo de crescimento do PSD, o que nunca aconteceu anteriormente.
Importa agora saber o nome do senhor que se segue na liderança do Partido Socialista, já que pouco interessa o que vai acontecer no BE, Louçã, ao contrário de Sócrates, agarrou-se ao lugar de coordenador nacional

Na Região.
Em primeiro lugar é de dar os parabéns ao PSD que, apesar de recandidatar o Dr. Mota Amaral que, já havia perdido dois actos eleitorais para a Assembleia da República, consegue uma votação bastante clara perdendo apenas na pequena e pacata Insula corvi marini onde, todos sabemos, as eleições e os resultados eleitorais são sempre uma caixinha de surpresas.
O PS Açores, penalizado pela governação de José Sócrates sofre a sua mais pesada derrota desde que foi pela primeira vez poder na Região em 1996. Mas, cuidado, não embandeirem em arco o mais incautos, estes resultados não são directamente transportáveis para outros actos eleitorais. 2012 está à porta e César sabe, melhor do que ninguém como ganhar eleições Regionais.
O CDS ficou aquém das expectativas que o seu líder regional colocou à sua candidatura. No entanto, obteve uma expressiva votação, subiu em todas as Ilhas em relação a 2009 e só peca por ter elevado a fasquia ao nível bastante exigente da eleição do Deputado. Conseguir aguentar e crescer em ciclo de crescimento do PSD é obra que  tem um nome e esse nome á Artur Lima. Nesse particular, gostei das palavras do presidente Carlos César: “Direita por Direita prefiro o CDS”.
O resto não conta.

6 de Junho.



Cumpre-se hoje mais um aniversário do dia que mudou a vida dos Açorianos. Este sim era o dia que devia ser comemorado como o nosso dia. Muito embora reconheça que culturalmente o traço mais comum se não mesmo o único transversal à sociedade açoriana é o culto ao Divino Paracleto, não deixa também de ser verdade que, depois de 2 de Março de 1895, o 6 de Junho de 1975 foi o marco mais importante da nossa história autonómica e a marca do nosso tempo.

4 de junho de 2011

Dia para reflectir.

Nunca percebi bem a necessidade deste dia existir, deve ser para permitir a campanha encapotada com os meios institucionais para quem os tem e em detrimento de quem os não tem. Por mim tanto se me dá como se me deu, desde votem em consciência. Bom Sábado e, já agora, não se esqueçam de votar amanhã. O voto não é um dever como por aí se diz às vezes, é um direito, uma arma, uma garantia. Usemo-lo com dignidade.

3 de junho de 2011

Sondagem fechada.

Estes são os resultados da segunda e última sondagem deste blogue. Uma de duas coisas é certa, ou nesta segunda sondagem socialistas empenharam-se menos ou os efeitos da campanha eleitoral estão a fazer-se sentir.
 
 
BE   
 
 
 
 
6 (4%)
 
CDS
  18 (13%)
 
CDU
  8 (6%)
 
PS
  42 (31%)
 
PSD
  48 (36%)
 
OUTRO/BRANCO
  7 (5%)
 
INDECISO
  3 (2%)
 

Votos apurados: 132

Partido                                                                        2ªsondagem                  1ªsondagem

PS
  45 (34%)            42 (31%)
 
PSD
  41 (31%)            48 (36%)
 
CDS-PP
  19 (14%)            18 (13%)
 
BE
  4 (3%)                    6 (4%)
 
CDU
  4 (3%)                    8 (6%)
 
Outro
  3 (2%)                    7 (5%)
 
Branco
  12 (9%)
 
Indeciso
  1 (0%)                   3 (2%)
Votaram 129 leitores.
 
 

2 de junho de 2011

Sondagem.

É só para lembrar que a votação na sondagem aqui ao lado está a chegar ao fim. Faltam poco mais de 24 horas. Votem, quanto maior a amostra mais fiáveis serão as previsões.

1 de junho de 2011

Primavera? Onde?

Só se for nos antipodas, porque aqui parece que continuamos no Inverno. Seco, é verdade, mas Inverno.

31 de maio de 2011

Temos Reitor.

O Professor Jorge Medeiros é o novo Reitor da Universidade dos Açores. Parabéns amigo.

30 de maio de 2011

Rotundas

A nova rotunda do Caldeirão (ao contrário de um sem número delas que estão mal pensadas por esta Ilha do Arcanjo fora), está um primor. Importa porém ensinar aos automobilistas micaelenses como usar uma rotunda. Talvez não fosse mal pensado por um sinalinho com este, bem grande e de preferência com o nome dos destinos pintados na faixa de rodagem, a ver se essa gente aprende. É que não há jeito.

26 de maio de 2011

N/M Sete Cidades em Vila do Porto


Está hoje atracado no pacato porto comercial de Santa Maria, o N/M Sete Cidades propriedade do Armador Transinsular. O Sete Cidades é um navio construído em 1999 para o transporte de contentores, devidamente apetrechado com 2 gruas de 40 toneladas cada para poder operar nos portos Açorianos que não têm equipamento de descarga. O N/M Sete Cidades tem cerca de 100metros de comprimento,  16 de boca e cala à volta dos 6 metros e meio.
Apesar do investimento efectuado na rede de abate, a maioria do gado produzido na Ilha é exportado vivo para o que esta visita quinzenal contribui de forma decisiva e importância redobrada para a economia da Ilha. Embora muita gente goste de encher a boca com os ordenados do aeroporto, NAV e ANA, facto inegável é que a agricultura e nomeadamente a produção de gado de carne  a principal actividade económica da Ilha e o único produto que daqui é exportado. Também se exporta dinheiro e gente mas isso não me parece que seja bom para a economia da comunidade mariense.

Há um realismo intrínseco na administração americana.

If there is one thing President Obama can be counted on to do, it's to give a good speech. His much-anticipated speech on the Middle East at the State Department did not disappoint. Once again, the President displayed his oratorical skills and his ability to present a compelling narrative. His discussion of the Arab spring, beginning with the self-immolation of Mohamed Bouazizi, the Tunisian market vendor, to the current brutal crackdown now happening in Syria demonstrated a clear grasp of the underlying forces behind this momentous change in Middle East politics.
Obama mentioned the word "dignity" six times in his speech, recognizing that the desire for dignity has been a driving force of the Arab spring. He also acknowledged the political repression, corruption, and lack of economic opportunities that have frustrated and angered people in the region for so long, although he did not acknowledge that for decades U.S. foreign policy towards the region has contributed to these ills through its support for autocratic, unaccountable governments (something that Middle Easterners themselves are not likely to forget anytime soon). (...) ler o resto aqui.

25 de maio de 2011

Na rua aprende-se mais do que nos manuais de ciência política.

Resolviam-se os problemas da Europa num ápice: Era só fechar a Ângela Merkel na cela do Strauss-Khan.
Ò Sr. Barata desta vez vais ganhar bastante, já começou em Espanha. Pois é companheiro mas em Espanha não há um partido comunista a fingir que é de direita como temos por cá o PSD.

Nova e última sondagem antes de irmos a votos

Está já a decorrer aqui ao lado uma última sondagem antes de irmos a votos no próximo dia 5 de Junho. Entretanto relembro os resultados da última que fizemos.
PS
  45 (34%)
 
PSD
  41 (31%)
 
CDS-PP
  19 (14%)
 
BE
  4 (3%)
 
CDU
  4 (3%)
 
Outro
  3 (2%)
 
Branco
  12 (9%)
 
Indeciso
  1 (0%)
Votaram 129 leitores.

Livros e leituras

Depois do Roger Scruton e das leituras obrigatórias, fico com este do Jean François Revel que está na "linha de montagem" há algum tempo. Este fabuloso livro esteve (ou ainda está) a 3€ na Feira do Livro.

23 de maio de 2011

Masturbem-se à vontade.

Há algum tempo que venho reparando que o debate na caixa de  comentários deste blogue raramente se faz à volta do tema do post. Estejam à vontade. O tema hoje é um não tema.
Dizem por aí que o diabo é gay. Será mesmo verdade? O Timtim era e ninguém proibiu os seus livros por isso, nem no tempo do mais conservador dos mundos. Mas proibiram, agora, na era de todas as tolerâncias,  um dos seus livrinhos por ter um conteudo supostamente racista.

17 de maio de 2011

Convite.


Terá lugar, no próximo dia 19 de Maio, pelas 16h30, no Anfiteatro C do campus de Ponta Delgada, a Sessão de Apresentação à Comunidade Académica do Projeto da Candidatura a Reitor pelo Prof. Doutor Jorge Manuel Rosa de Medeiros.
O evento, especialmente dirigido à comunidade académica, estará aberto aos órgãos de comunicação social e à comunidade açoriana em geral.

16 de maio de 2011

Um grande tiro no pé

Imagem RTP-Açores

Pedro Medina, o presidente da Comissão Política de Ilha de São Miguel do CDS, encenou uma tentativa de enfrentar a liderança regional que acabou por redundar num enorme tiro no pé. Foi tudo feito ao contrário, eu explico:

- Foi à guerra sem contar espingardas;
- Já no campo de batalha pede reforços que obviamente já tinham percebido que ele não passaria do primeiro embate;
- Retira em debandada sem sequer dar luta.

Essa técnica do toca e foge, até é capaz de funcionar no recreio da escola primária. Mas, em política e com adversários do calibre de Artur Lima e Paulo Portas, não se pode esboçar qualquer tentativa de oposição que não esteja claramente fundada em “armas”.

Medina pode muito bem dizer “bye bye” a uma carreira política dentro do CDS. Saiu do Congresso com um honroso lugar de Presidente do Concelho Regional ( “posto” que não serve para nada e costuma ser guardado para os chamados “Senadores” do Partido e reservas morais, estatuto que, me parece, Medina nada fez  por atingir).
A legitimidade eleitoral saída das legislativas regionais de 2008 ninguém lhe pode retirar (muito embora o Partido tenha perdido muitos votos em relação a 2000 e 2004 ser um ano de difícil avaliação) e por isso deve continuar Deputado Regional do CDS até ao final do mandato em 2012. Porém, Medina deve ponderar seriamente a possibilidade de abandonar a presidência (não digo liderança porque ele de facto nunca o liderou) do CDS de São Miguel e provocar eleições antecipadas em todas as estruturas dirigentes da Ilha por forma a garantir que o CDS chega às regionais de 2012 organizado por forma a poder aproveitar o potencial gerado pelo excelente momento que as lideranças nacional e regional atravessam.

11 de maio de 2011

Nem de propósito.




Há dias estive envolvido numa reunião onde muito se falou de cidadania e do interesse ou desinteresse que tal disciplina provoca nas crianças em idade adolescente. Vim para casa remoer o que focou por dizer e, nem de propósito, nas leituras que ando a fazer aparece-me esta frase lapidar: (…)Sempre que tinham que ser tomadas decisões acerca da escolarização, os “educacionistas” que eram consultados – muitas vezes pessoas que tinham mostrado tão pouca capacidade de adquirir conhecimentos  de uma verdadeira disciplina que tinham decidido aprender antes a ensina-la.(…)
Scruton, Roger, As vantagens do pessimismo e o perigo da falsa esperança, Quetzal, Lisboa, 2011 p. 168.
Um livro de leitura obrigatória que nos coloca na testa um rótulo de reaccionários mas que dá, como diz um amigo meu, um maná infindável para a escrita de posts.

10 de maio de 2011

Uma história da pré campanha.

Personagens
Eu, um irreparável personalista democrata cristão, o meu Pai, um inveterado social-democrata embora desiludido e o Gouveia, político mas sem o saber. Todos  numa sala de espera do Hospital do Divino Espírito Santo.
Eu: O Pai viu ontem o debate Sócrates/Portas?
Pai: Vi, o Portas deu-lhe das boas, safou-se bem!
Eu: Também vi o Catroga com o Silva Pereira.
Pai: Quem é esse Silva Pereira?
Gouveia: Ó Sr. Eng. É o Ministro da Presidência, um gáz que tem uns bêces que parece as bordas dum alguidá!
Eu e o meu Pai olhamos um para o outro e desatamos à gargalhada que os doentes até arrebitaram.

9 de maio de 2011

Sim Sr. Ministro.

A quatro semanas das eleições legislativas antecipadas tudo parece estar por decidir. 3 a 6 pontos percentuais separam o PS do PSD, o Bloco de Esquerda parece remetido directamente para o lugar que lhe é devido, isto é, entre os 2 e 4 por cento dos votos e o PCP através da CDU conseguirá manter a sua votação média dos últimos anos.

Uma coisa parece já certa, o CDS de Paulo Portas subirá bastante já que essa tendência se reflecte já nas intenções de voto dos Portugueses manifestadas em sondagens. O CDS será governo, resta saber se com o Partido Socialista se com o PSD.

Outra coisa também é certa, o “programa de governo” imposto pela troyka é muito mais próximo do discurso que o CDS tem adoptado nos últimos anos do que o é em relação a qualquer outro partido e qualquer outro programna. Nesse aspecto, o CDS irá governar em coerência e em contraponto total com o "neo-keynesianismo" deturpado dos últimos governos de Cavaco Silva, António Guterres e José Sócrates que levaram o País e as suas contas públicas ao estado lastimável em que se encontra. Pode estar em marcha a verdadeira revolução liberal de que Portugal necessita.

Que este exemplo sirva para abrir horizontes a muitos gestores da res publica, sejam eles empresariais, locais, regionais ou estaduais que ainda acreditam que Keynes pode ressuscitar ou estará mesmo vivo.


6 de maio de 2011

Serviço público.

Tudo o que um cidadão mais ou menos irrequieto precisa de saber sobre a revolução que vai ocorrer no País. Em regime de voluntariado, o memorando da Traika,  no incontornável  Aventar.

5 de maio de 2011

Sondagem fechada.

Confesso que não me surpreende o resultado. PS de César saí vencedor e Mota Amaral volta a perder eleições  legislativas. Talvez só o caso do CDS esteja um pouco inflacionado mas mesmo assim não estará muito longe da realidade. Esquerda radical foi fogacho que deu o que tinha a dar. A confirmar-se esta tendência a nível regional, Paulo Portas, Artur Lima e o CDS podem estar á beira de fazer história elegendo pela primeira vez um Deputado à Assembleia da República. Má altura escolheu Pedro Medina para desafiar a liderança de Artur Lima. Pois Alevá!

2 horas 2

Restam apenas 2 horas para encerrar a votação aqui ao lado.

3 de maio de 2011

28 de abril de 2011

Nova sondagem.

Depois dos visitantes deste blogue terem escolhido Carlos César como melhor candidato do PS às eleições de 5 de Junho e terem deixado Ricardo Rodrigues como terceira escolha. Depois de  terem escolhido Duarte Freitas, de longe, a melhor escolha do PSD deixando o também escolhido Mota Amaral a “milhas”, ficamos a saber que, pelo menos no que concerne à Blogosfera (o que não é de todo desprezível), as escolhas dos partidos não foram as mais acertadas. Os partidos são da sociedade civil mas estão longe de a compreender.
Fica agora uma nova sondagem, essa sobre a intenção de voto para o próximo dia 5 de Junho. Aqui os votos encerram a 5 de Maio.

27 de abril de 2011

Tragam uma dose reforçada de Kompensan S.

Ainda estou a digerir (mal) os quatro discursos das comemorações do 25 de Abril passado. E, nem fazeis ideia o que para aqui vai de azia. Sobe-me do estômago passa a válvula gástrica e arde-me no esófago até chegar à boca.
Deixando escapar Ramalho Eanes por ser o menos culpado do estado a que o Estado chegou e Mário Soares pelo adiantado estado de senilidade que aparenta, deixemo-nos ficar pelas duas últimas “aves-raras” que andaram por Belém a fingir que eram o que não são para que a gente acreditasse que o poderiam ser mas agora já não querem. Eu explico este arrazoado to tipo “Zézinha” Nogueira Pinto: Os dois últimos inquilinos do Palácio de Belém fingiram sempre exercer o magistério de influência e condicionar as decisões dos governos nas áreas mais sensíveis da governação. Fizeram-nos (a mim nunca) acreditar que isso era possível quando na verdade eles e alguns de nós sabíamos que a única arma que Presidente da República pode usar é a chamada “Bomba atómica” ou seja a dissolução do Parlamento, todo o resto é fingimento como aliás se viu claramente visto com Cavaco e os Gays.
Ouvir Jorge Sampaio, falar de bom senso, quando usou da tal poderosa arma de forma terrorista e contra um Parlamento devidamente constituído e com uma maioria estável, não só dá vontade de rir. Mas, ouvir o mesmo ex-Presidente apelar ao rigor, à austeridade e à unidade nacional em torno dos interesses das conta públicas depois de ter dito e redito que havia “vida para além do défice” não só é de rir como é de levar às lágrimas o mais insensível dos seres da terra.
 E que dizer de um Cavaco, vazio como sempre, sem qualquer habilidade e preparação para o cargo? Dizer, simplesmente que, não comemorar o 25 de Abril com os representantes do Povo é de uma grosseria anti-democrática inaceitável. Bons ou maus, mal educados ou assim assim, os Deputados que temos são os que foram eleitos directamente pelo Povo em eleições livres e por sufrágio secreto e universal, uma senão a mais importante conquista do 25 de Novembro de 1975 que nasceu a 25 de Abril de 1974.

Arquivo do blogue