16 de julho de 2012

11 de julho de 2012

Qualquer dia nem a mosca muda...




António Pires de Lima, um dos mais lúcidos e abnegados políticos da atualidade neste pobre país de poucas esperanças, lançou hoje o alerta. Um novo aumento de impostos causará “mal-estar no CDS. Ou pelo menos em muito militantes do CDS”. Está nos livros e até os que completam as licenciaturas ao Domingo ou com acreditação de competências o sabem, o aumento de impostos impede o crescimento económico e pode até levar á recessão. Também está nos livros e toda a gente sabe que, a consequência primeira da recessão é uma diminuição da receita fiscal e um aumento proporcional do desemprego acompanhado do consequente aumento do custo com as prestações sociais.
Qualquer medida recessiva só resulta em mais recessão. Mas, o problema nem fica por aí. Na verdade, o que se está a passar em Portugal neste momento é uma total falta de medidas reformistas, nada muda com exceção dos impostos que crescem e da eficiência na cobrança dos mesmos que melhorou bastante mas apenas nos casos em que o contribuinte é assumidamente devedor. Porque, ao invés, nos casos de fuga ao fisco e do aproveitamento ilícito de benefícios fiscais, nada mudou, se é que não piorou mesmo.
Para que se alterem os resultados é necessário altear os paradigmas e os métodos, caso contrário, apenas se podem esperar resultados idênticos aos do passado. Portugal necessita de reformas e isso leva tempo a implementar e a pensar e esse era o papel que PSD e CDS deviam ter assumido enquanto oposição para, chegados ao poder, as implementarem de imediato. Poucas vezes, na nossa longa história, houve condições para reformar como há uns anos havia. A nação estava cansada de facilitismos e disposta a sacrifícios, o estado de emergência social latente exigia-o, o Governo estava em estado de graça.
Hoje, podemos concluir ou essa gente não soube implementar as ideias que tinha ou então, mais grave, nem sequer tinha cogitadas soluções para o país que pretendiam governar.
Enquanto nos afundamos na mais profunda crise económica, financeira e social de que há memória e enquanto cavamos cada vez mais fundo o fosso entre  os poucos ricos e muitos pobres, o tempo vai passando e tudo vai ficando na mesma, como disse um dia D. Giuseppe Tomasi di Lampedusa, pela boca do protagonista principal do seu livro Il Gattopardo, o Príncipe de Salinas. "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".

5 de julho de 2012

Panem et circenses

Ou pão e circo, para não me chamarem de snob.

A festa de reentrada no Verão de 2012 na Praia de Santa Bárbara terá, a partir das 23h30m do próximo dia 07 de julho, uma queima de fogo-de-artifício que durará cerca de 15 minutos. Como esta haverá dezenas se não mesmo centenas por esse pobre país fora.

Não há dinheiro para garantir a saúde, dar mais educação ou até mesmo para garantir as liberdades fundamentais dos cidadãos mas, para queimar, há sempre.
Faz-me lembar um pescador que me dizia : " Haja saúde e dinheiro para pão que para vinho há sempre".

4 de julho de 2012

Para ler e reler.

Córtex Frontal: Depois das juventudes uma licenciatura#links e sobretudo para pensar.

4 July 1776




Porque nunca é demais lembrar os feitos da conquista da liberdade e o exercício da democracia, tenha ela acontecido aqui, ali ou mais acolá. Assim como é bom lembrar, de vez em quando, que ainda há muito lugar no mundo onde os Direitos Humanos ditos de primeira geração são  uma miragem.

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