30 de novembro de 2007

De sucesso em susexo.

Uma crónica fabulosa do Pedro Lomba no DN de ontem sacada via o Estado Civil. Eu diria que este Homem de sucesso do Lomba está entre o Filho-de-Puta do Pimenta, o outro filho-de-puta do Mexia e ainda este outro Filho-de-Puta

Greve Geral, a adesão do costume.

Para o Governo 20%;
Para os sindicatos 90%.

Congresso do PSD-Açores

Costa Neves assume, "ganhar 2008" é o objectivo, nem poderia ser outgro, afinal o PSD é o maior partido da oposição. "Não por nós, por cada um de nós mas pelos Açoreanos," tenho dúvidas. "Pelos nossos vizinhos," começo a acreditar.

Um congresso sem surpresas.


Vai ter inicio dentro de horas mais um congresso do PSD dos Açores. É o congresso da consagração do primeiro Presidente eleito em sistema de voto directo. É também o primeiro congresso partidário realizado nos Açores em que vão estar acreditados como “jornalistas” alguns blogues, nomeadamente este Vosso Fôguetabraze e o :Ilhas. Da minha parte, farei o que for possível já que, este fim-de-semana, estou de babysitter. Contudo, lá estarei às 17 para a acreditação e depois se verá.

Ponta Delgada.

Igreja de São Pedro-P.Delgada-Açores
É urgente uma reflexão sobre o presente e o futuro da cidade. É óbvio que essa reflexão não passa pela actual oposição socialista, feita de figuras da terceira linha do PS-Açores, obsecadas com o estilo mais ou menos populista da líder da cidade que, a governa, no melhor dos socialismos populares. Passa, obviamente, por um movimento de cidadãos, mais liberais e mais à direita, onde pode ou não estar o CDS-PP mas onde, sobretudo, estejam os verdadeios cidadãos, os que gostam da cidade e que vivem na e para a cidade, fazendo dela o maior e mais importante centro económico e financeiro da Região.

26 de novembro de 2007

Não sei se ria se chore.

"À medida que os problemas forem sendo ultrapassados, é claro que a dimensão à esquerda poderá ser mais visível" Vitalino Cana ao Diário de Noticias. Então os Senhores do socialismo socrático precisam governar à direita para fazer o País ultrapassar a crise. E Eu que julgava que os senhores tinham uma solução socialista para tudo. Ingénuo.

Os incómodos da democracia.

Haverá alguma coisa mais anti-democrática do que os pactos de regime? Não serão uma espécie de democracia feita na secretaria?

25 de novembro de 2007

Circulo eleitoral da emigração.

É por isto que eles querem um circulo eleitoral da emigração.

Não Hélder, isto não é parte do que a Directora anda a fazer, isto é tudo o que a Directora anda a fazer. Passear e colar cartazes.

Nem mais nem menos.

Alguma vez havia de concordar com o Daniel Oliveira.

Não será V.Excelêcia culpado?

Claro que é. O Senhor Presidente da República só teve um filho, fêmea no caso o que já não é de todo ruim. Eu tenho 3, duas "fêmas" e um "rapá mache" acho que fiz o meu papel o Sr. é que parece não fez o seu.

É preciso foder senhor Presidente!

Perguntou o Presidente de todos os portugueses, hoje, dia 24 de Novembro, através dos esgotos da comunicação social portuguesa: “ O que é preciso para nascerem mais crianças em Gouveia?” Oh, senhor Presidente! É preciso foder! – Convém dizer que este verbo é utilizado pela RTP 1, quando traduz fazer amor em línguas estrangeiras de filmes importados e não só. Trata-se de um órgão oficial! Por esta razão o utilizo. Não sou adepto de “palavrões”, a não ser quando são necessários… Ora, o português de hoje não fornica. Explico, “estúpido” (dizia o Alceu): se trabalha, passa entre duas a três horas em transportes. Quer esteja a utilizar a viatura própria ou transportes públicos. Dormir, trabalhar e ter tempo para refeições roubam-lhe dezoito horas. Ora some-se as três dos transportes e veja-se se não dá vinte e uma horas. Utilizar a casa de banho, dar dois dedos de conversa com os amigos, falar ao telemóvel, ir ao Multibanco pagar as contas, ler os jornais desportivos, etc. Bem, só ficam o sábado e o domingo para a “higiene sexual”. Nestes dias também se come e se dorme. A família junta-se e penso que sexo para procriar só à noite. Muitos machos portugueses, dizem as suas mulheres depois de alguns meses de casadas, transformam-se em pedras mal se deitam. Esta é uma das razões. Outra, pode ser o facto de as habitações só terem espaço para gaiolas de periquitos. Quanto à juventude? O álcool é um inibidor. E na falta de tesão metem-se em brigas ou então põem-se a dançar dengosamente só para dar nas vistas. Como são educados oficialmente a usar preservativo, aqueles que ainda se dão ao luxo de praticar sexo não poderão ter filhos, como é óbvio. A população portuguesa não pode aumentar. Cada casal, mesmo que ganhe bem, não tem mais de um ou dois filhos. É o caso do senhor Presidente, que tendo um óptimo ordenado acrescido do da mulher não teve senão um casal de filhos. Outros, com menos rendimentos, a mais não se atrevem. Homens como Francisco Sá Carneiro criador do PPD , que teve cinco filhos do primeiro casamento, Santana Lopes idem, já não se fabricam. É preciso copiá-los, devia ter dito o Presidente. Mas a política inibi-o de citar “inimigos”… Senhor Presidente, seja mais sincero e mande foder. Hitler, não comparando, apadrinhava o décimo primeiro filho de casal alemão. Talvez por isso mesmo a Alemanha, depois de destruída, ainda seja dos mais populosos países da União Europeia. Hoje, também, me apeteceu mandar foder (para procriar, claro!) o ministro Severiano. O soldado português que morreu no Afeganistão estava a defender a Pátria, disse Severiano, acolitado, mais tarde, por uma série de imbecis que recebem o vencimento dos impostos que a malta de parvos paga. Qual Pátria, qual carapuça! Que tenhamos uma sociedade para fins económicos com alguns países europeus, tudo bem. Misturar a Pátria com terras longínquas e negócios de ingleses e americanos é coisa esquisita. Já nada nos deve admirar. Tive grande dificuldade em voltar a sentir-me português depois do que a esquerdalha fez da Pátria. Lentamente readaptei-me. Foram trinta anos de feridas. Já passou! Agora, chamar Pátria à Europa e aos seus negócios, nem peço desculpa: vão para a puta que os pariu.
mmb

25 de Novembro

Alguma direita radical apropria-se desta data como que na esperança de um regresso ao 24 de Abril de 1974. Alguma esquerda radical, saída das escolas do PC e do MRPP, uma esquerda COPCON, faz um esforço para que a data passe totalmente em claro.
Contudo, não podemos deixar de lembrar, a uns e a outros, a importância desta data no contexto da conquista da democracia. Lembrar o chamado Grupo dos Nove e o papel preponderante que o “sonhador pragmático”, o Tenente Coronel Ernesto Melo Antunes, teveram nesses dias, é o mínimo que se pode fazer para ir consolidando e lastrando a nossa ténue e deslastrada democracia.
Nunca é demais ousar, Num país onde se desconhece em absoluto a frontalidade, pensar é um delito, opinar um crime e não trazer trela ou açaime uma ignominia.

24 de novembro de 2007

Somebody to Love

à memória de Freddie Mercury.

Porque Espanha é um grande país.


Façam o favor de dar una mirada no rol dos patrocinadores. Por cá, fala-se de lodaçal e mais uns quantos disparates. Não perdi a esperança de ver um dia um encontro de bloggers devidamente apoiado e noticiado.

23 de novembro de 2007

Muitafrente

Vai para o ar das 22 às 24h nos 103.2 da frequência modelada com sinal estereofónico do Clube Asas do Atlântico. Pode ser ouvido em Santa Maria e na costa sul da Ilha de São Miguel ou ainda on-line em qualquer parte do mundo aqui e aqui. Hoje a animação vai estar a cargo do Zé Amaral, já que o João Vasco está-se preparando para ir à faca, um menisco está a complicar-lhe os movimentos, e toda a gente sabe como ele gosta de se movimentar.

A economia mundial e o crude


KAL's cartoon
Nov 22nd 2007
From The Economist print edition

Sim é verdade.

Baía de Porto Pim
Mas, foi mais a poente, na Praia do Porto Pim.

Na Praia da minha Freguesia.

A Praia da minha Freguesia
Diz-se por aí que aconteceram, Na Praia da minha Freguesia, coisas que foram abafadas?
Alguém sabe quem fez o quê, onde, como e porquê?

22 de novembro de 2007

O velho truque do colchão.

O Cristiano Ronaldo sabe muito de futebol mas não sabe nada de finanças. O dinheiro rende é no colchão, no banco é só prejuízo. Senão vejamos: Os juros pagos estão abaixo da inflação, as despesas de manutenção sobem todos os meses, os cheques são cada vez mais caros, os cartões de débito estão pela hora da morte. Então, para quê ter o dinheiro no Banco? Ponha o seu dinheiro debaixo do colchão, não paga nada aos banqueiros e contribui para a redução nas vendas de fatos cinzentos de qualidade duvidosa e gravatas sintéticas vermelhas com nós grossos.

Permanentemente em trânsito

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Ando ao ritmo dos aviões, dos gerentes dos bancos e dos fiscais de tudo e mais alguma coisa.
Apetece-me gritar como o Rui Velosso as palavras do Carlos Tê:"Quero ser um funcionário, ter orgulho em ter patrão deitar cedo e ter horário."

21 de novembro de 2007

Acham isso normal?

Uma empresa de artes gráficas faz um investimento em maquinaria para fazer um jornal. Fá-lo, acreditando em dois advogados (primeiro erro) um ligado ao Governo e Deputado nacional e o outro industrial e figura conhecida pela falência de uma instituição de crédito e ainda num Jornalista que se pensava com capacidades de gestão (mais um erro). Começa então o mau cheiro. O primeiro, foi advogado e mentor das vítimas do segundo no dito processo de falência, depois, anos mais tarde, tornam-se sócios e constituem uma Sociedade Anónima com testas de ferro para que os seus nomes não apareçam nos papeis. Contudo, mesmo assim, dão a “carinha” junto dos credores para a coisa ir andando já que o tal jornalista não servia para avalizar coisinha nenhuma.
Ao fim de 1 ano, o tal jornal fecha as portas manda os “putos” então contratados para o desemprego e deixa um calote de muitos milhares ( cerca de 750mil) de euros à tal gráfica. Mais um ano passado e a tál gráfica compra uma outra empresa que tem um outro jornal e pôe lá o tal director sem préstimo para a gestão.
Aqui começam as interrogações sem resposta:
Como é que uma empresa gráfica deixa chegar uma dívida a um montante destes?
Com que interesses?
Com que garantias?
Qual é o volume de trabalho institucional que essa empresa faz?
Coisas que se vão passando aqui mesmo ao nosso lado e das quais mingúem dá conta porque não quer.
Talvez um dia haja outra coragem quer no Ministério Público quer na Polícia Judiciária para investigar o que se passa nos Açores.
Ou será que, tal como aconteceu na Madeira, é preciso vir alguém com maior peso na procuradoria?
E alguém manda nessa "choldra" chamada investigação?

Eu blogger me confesso

Tenho um draft (coisa rara).
Guardado há 3 dias (coisa muito rara).
Auto censurado (coisa raríssima).
Em compensação tenho um outro quase prontinho a sair do forno.

No Julgamento de Débora Raposo

Na sessão de ontem, três antigos arguidos no primeiro processo recusaram prestar depoimento, tendo, apenas, Duarte Borges prestado explicações ao Tribunal. O antigo bancário adiantou que os vários empréstimos solicitados por Débora Raposo ascenderam a "145 mil contos" (720 mil euros), mas que a arguida "nunca pagou um centavo" deste montante. Duarte Borges disse, ainda, que concedeu os empréstimos a Débora Raposo porque a arguida se "rodeava de pessoas que credibilizavam o retorno do dinheiro"
Julgava ele e julgaram todos os que acreditaram no projecto do "Jornal dos Açores"

Pesca sem Natal e Natal sem Peixe.

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A grande maioria da frota pesqueira Açoriana poderá ter que parar a sua actividade e consequentemente as lotas dos Açores, já a partir desta semana e até ao final do ano. Em causa está a ultrapassagem da quota de duas das espécies entre as quais uma (Alfonsim) é das mais capturadas nos nossos mares. Embora se saiba desde 2004 que esta quota nacional de cerca de 5000 toneladas existe, a tutela nunca tratou de informar os armadores do andamento das capturas, não tomou qualquer medida de gestão desse recurso e dessa quota e foi apanhada agora de surpresa com uma ordem da República para suspender a venda em lota das espécies Alfonsim e Imperador.
A maioria das embarcações, para não ter que parar numa altura em que o pescado atinge os melhores preços médios do ano, poderá optar por continuar as pescarias, devolvendo ao mar todo o Alfonsim capturado do qual uma larga maioria não sobreviverá.
Entretanto, o Governo dos Açores, sabendo de tudo isso, tem aprovadas cerca de 60 novas construções de embarcações de pesca local e costeira.
Pergunto eu que não percebo nada disso. O que é que essa gente toda vai pescar?

20 de novembro de 2007

F*****S e mal pagos.

Confesso que, quando fiz o post desta madrugada sobre a a notícia do DN, apenas estavam disponíveis, na edição online do referido jornal, os títulos. Ao constatar agora que, de facto, os valores são o que são, nomeadamente, os 4251,00€ mensais de salário médio, só posso dizer que nada me choca. Eu não seria Administrador de qualquer das Empresas Públicas Regionais por esse dinheiro, nem sequer por mais 50 ou 60%.
É caso para dizer que os administradores das empresas públicas estão f*****s e mal pagos.
Além disso, há a referir a forma como a notícia é apresentada. Mau jornalismo associado a má fé, duas coisas que me custa muito engolir.

Notícias de Lisboa

Sempre me disseram e eu acreditei que os gestores públicos eram mal pagos na região. Hoje o Diário de Notícias diz o inverso:

19 de novembro de 2007

Nunca aposto mas...

No 31 da Armada fazem-se apostas sobre o novo Presidente da RTP. O Rodrigo diz que aposta 15 no Rangel, o Paulo Portas Mascarado, perdão, o Paulo Pinto Mascarenhas, diz que são 20 no Luís Nazaré. Eu aposto 30 em como o PPM têm razão, que mais não seja na parte das promessas por cumprir.

A mais do que insuspeita SPEA


A SPEA tem vindo a alertar ao longo dos últimos meses para a possibilidade das obras de construção da estrada para a Fajã do Calhau poderem estar a afectar a população de cagarros que nidifica nas zonas costeiras daquela área. Exige-se que a segunda fase da obra, a começar brevemente, inclua um estudo de incidências ambientais e um plano de protecção ambiental que salvaguardem a protecção deste troço de costa na ilha de São Miguel. A costa entre o Nordeste e o Faial da Terra está desde 2003 identificada pela SPEA, de acordo com critérios internacionais, como uma Área Importante para as Aves (IBA), devido ao elevado número de cagarros Calonectris diomedea que tem sido contabilizado ao longo desta área e ainda pela presença de Frulhos Puffinus assimilis. Supõe-se que este troço de costa possa albergar cerca de 10.000 cagarros e 25 casais de frulhos.
A obra em curso tem provocado uma destruição impressionante de parte da linha costeira, com grandes impactos potenciais ao nível das populações de aves marinhas, da vida marinha costeira, da vegetação e da paisagem. O facto de não existirem dados seguros para o local específico onde a estrada está a ser construída levou a SPEA a exigir que fosse realizado um estudo que permitisse salvaguardar as aves nidificantes durante este período crítico, que dura até final do Verão. A continuação dos trabalhos antes da obtenção, de informação adicional, poderá ter naquela área graves consequências sobre aves que constituem umas das principais referências naturais da região.

18 de novembro de 2007

Panem et circenses.

Porto: Milhares assistem inauguração da maior árvore de Natal. Já na Roma Imperial era assim. Nós, por cá é mais circenses et circenses, o pão que se lixe, pode ficar para depois, já os Romanos diziam procastinare lusitanum est ou, deixar para amanhã é um costume dos portugueses.

Por supuesto.

Yo, tambien, siempre he sido muy de Elena. Um belo texto, em castelhano da melhor qualidade, pela pena da Rita Barata Silvério.

Lixo por aqui e por ali 2

Assim não vamos lá

Novo logótipo oficial da Casa Pia


Parece impossível que alguém desenhe um logótipo assim, sem se aperceber do que está a fazer. Incompetência. Quem aprovou e obviamente pagou a conta ainda é mais incompetente. Tenham ao menos o discernimento de mandar retirar essa porcaria das fachadas.
Fotografia retirada do Sete vidas como os gatos

17 de novembro de 2007

Lixo por aqui e por ali.


José Ramos Horta

Claro o Sr. habituou-se a viver bem, no estrangeiro, à conta da resistência não foi propriamente a resistir.

Logistica

MNE procura local para tenda de Kadhafi .
E que tal se fosse o Jardim Zoológico

O Pico

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Da Ilha do Pico.

Aborto de Ministro.

Será que o Sr. Ministro e mais uma esquerda empedernida que se apregoa muito defensora das liberdades individuais e colectivas, não conseguem perceber que a cada um cabe o direito de decidir sobre a IVG e que a lei em vigor não obriga seja quem for a fazer abortos mas, ao invés, apenas descriminaliza quem os pratique e em condições devidamente regulamentadas?
Além disso, mesmo que o Ministério Público não interprete desta forma a actual lei, e que os tribunais façam da lei o que ela não é, aos médicos cabe sempre o direito à desobediência civil, uma forma de luta tanto ao gosto da “esquerdalha.”

16 de novembro de 2007

De luto

Morreu Gastão Pacheco. O Gastão da Toyota como é conhecido em todo o Arquipélago. Empresário do ramo automóvel e antigo Deputado Regional eleito em listas do PSD pelo circulo de São Miguel na V legislatura (1992 a 1996). Ficaram famosas algumas das suas intervenções e apartes regimentais, pelo humor de que usava e abusava.
O seu corpo está em câmara ardente na Ermida de Nossa Senhora das Dores no Campo de São Francisco nesta Cidade de Ponta Delgada.

Definitivamente

Os políticos não entendem nada de pesca. Nem de chernes, nem de polvos nem sequer de simples moreias.

15 de novembro de 2007

A ver se a gente começa a trabalhar.

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O jornal diário O Incentivo que se publica aqui na Cidade da Hortas traz hoje como título de primeira página parangonas sobre a subida das regalias dos Deputados Regionais, notícia ontem avançada pela Antena 1 Açores. Diz aquele diário que os “Deputados aumentaram as suas regalias pela calada.” A mim não me parece nada que tenha sido “pela calada”, afinal esse aumento (irrisório) está plasmado na proposta de revisão do Estatuto Politico Administrativo dos Açores. Há alguma coisa mais descarada do que isto?
Os senhores jornalistas é que, pela calada, só encontram fantasmas onde eles não existem e, ligando ao acessório, deixam passar o fundamental. Então, ao fim de longos meses de discussão de um diploma que se entende fundamental para a região, os senhores só encontram , ao fim destes meses todos, esse assunto para debater e noticiar.
Eu cá acho que estão em causa coisas muito mais importantes e que não vão passar na Assembleia da República. Tais como a expressão “Povo Açoriano” ou “Livre Administração dos Açores pelos Açorianos” ou ainda a ridicularia de prever a audição anual do delegado da Rádio e Televisão de Portugal nos açores.

Manhãs de Outono na Horta

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Eurostat

A economia portuguesa desacelerou no 3º trimestre, quedando-se pelo pior desempenho da União Europeia.

É que os nossos parceiros não fazem a retoma para decreto nem por anúncio do ministro.

14 de novembro de 2007

CO2

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Não, não é um discurso sobre a falta de oxigénio á la Costa Neves. Até porque, habituei-me a usar a guelras e a pô-las de fora durante a asfixia que o comunismo católico do Dr. Mota Amaral impôs às nossas Ilhas. No fundo, sabia que a longa primavera oxigenada de 1996 a 2000 não duraria muito e, talvez por saber isso mesmo, nunca me desabituei do uso e abuso de pôr as guelras de fora.
São 500 anos de feudalismos e de oligarquias. Não lhes incomodam as oligarquias, eu sei, o que lhes incomoda é não serem os oligarcas. Não lhes incomoda a falta de oxigénio, nem a uns nem aos outros, desde que possam garantir que a única garrafa do precioso gás está nas suas mãos.

PQP. Isto é roubar.

O Serviço SAPO ADSL na Horta é uma bosta com M, um verdadeiro roubo. Vou já denunciar o contrato com base nos cortes permanentes. Já não há pachorra.

Maradona não modificado.

É um professor do ensino secundário
Através do
Daniel Oliveira chego ao blogue do homem que ganhou o prémio de professor do ano. Estas coisas costumam ser melhores que o Pacheco Pereira quando fala sobre o seu Abrupto. Este professor de Aveiro diz-nos logo no primeiro post que lhe li que tem saudades dos estendais, nas sua proprias palavras, da "roupa ao vento". Um excerto:

"Vejo poucos estendais quando passo nas ruas de Aveiro, como se a roupa lavada desta aldeia tenha sido escondida em vãos de escada, ou quem sabe, em tambores de milhares de máquinas de lavar e de secar roupas. O número de máquinas é prova de desenvolvimento e progresso da cidade? Ver poucos estendais nesta cidade de vento à solta é prova de parolice de novos-ricos e isso nada tem a ver com desenvolvimento e progresso. Tem a ver com compra e venda de um bem escasso, de energia eléctrica num país doentiamente dependente do estrangeiro, e incapaz de criar formas alternativas para a produção de energia eléctrica."

A "máquina de lavar e de secar" como sinal de "parolice de novos ricos", um afastamento do verdadeiro "desenvolvimento e progresso". Isto é a parte fausto. Depois vem o anti-capitalismo: o horror da "compra e venda de um bem escasso", a perene fobia de estar "dependente do estrangeiro", num sinal claro que Salazar não morre, que [segue-se poesia] o verdadeiro e indestrutivel museu de Santa Comba Dão está em cada um de nós, e não sei se não mais à esquerda que à direita.

Depois vem a pérola em cima do colar rubis e diamantes: "Não me parece que a esta situação sejam alheias decisões políticas, urbanísticas." Temos portanto aqui um professor do ensino secundário, o nosso melhor professor do ensino secundário segundo não sei quem, a pensar o Estado como instrumento para evitar a "parolice" dos "novos ricos". Dá ideia que não se passou nada nos últimos 50 anos.

Carreguei no link do Daniel Oliveira no intuito de me divertir. Vim de lá preocupado [pequena demagogiazinha, coisa pouca, só para terminar o post em pose de Estado].
publicado por acausafoimodificada às 12:17
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13 de novembro de 2007

Atrasos de vida

O voo que deveria ter ocorrido às 12h está atrasado, mais de 2 horas, por razões de ordem técnica. Este facto tem-se repetido inúmeras vezes nas últimas semanas. E sei que não sei nada de aviação. Mas, parece-me que aquele “aviãozinho” que está na Madeira está a fazer muita falta.

E se a gente acredita?

E se a moda pega
Mentiria se dissesse que não fico contente com noticias como a da passada semana sobre a classificação que a National Geographic Traveler fez das nossas Ilhas. Dizem-me que está tudo comprado. Eu não sei se foi ou se não foi tudo comprado. Contudo, se foi um artigo comprado pelo Governo Regional, então foi muito bem comprado e dinheiro muito bem empregue. Se foi a própria agência que se auto regulou para ver se consegue vender um novo destino. Então também fico contente na mesma.
Acontece porém que estamos perante clara e inequívoca publicidade enganosa. Todos sabemos dos resultados catastróficos que podem ter campanhas publicitárias que assentem num produto que não corresponde minimamente.
Mas, mais grave ainda, é a propaganda que o Governo Regional e os seus mais diversos apoiantes e assalariados andaram a fazer sobre o tal artigo numa tentativa de capitalizar votos e simpatias. Essa embalagem levou mesmo a Secretária Regional do Ambiente à Lua e a afirmar ir fazer dos Açores o melhor destino de turismo ambiental do Mundo. Imagine-se.
Nunca é demais repetir, porque nunca é demais insistir na verdade. Os Açores não são um paraíso ambiental e estão longe de o ser.
Atente-se ao perigo destes discursos. Imaginemos que o nosso Povo que até acha que faz tudo bem feito, acredita no que dizem os políticos e as revistas. Vão ficar convencidos que têm andado a fazer tudo bem feito nos últimos anos, quando, na verdade, têm andado a fazer tudo mal feito.
O problema não está naquilo que dizem os políticos. O problema está na gente com falta de filtros e que acredita em tudo o que ouve.
Um post escrito a voo para a Horta em busca de um Povo sofisticado e de um paraiso ambiental. Mas, já sem esperança de os encontrar.

12 de novembro de 2007

Aposta fortissima na cultura.

Segundo o Açoriano Oriental de hoje, a " Câmara de Angra do Heroísmo apresentou uma nova empresa municipal para a área da Cultura que pretende “agilizar os contactos com a sociedade civil e obter melhores colaborações, incluindo os apoios”.Em conferência de imprensa, José Pedro Cardoso, presidente da edilidade, salientou ser “fundamental que os cidadãos percebam que passam a dispor de um organismo que os ajudará a promover as suas iniciativas, estimulando a criação artística”.
Ainda segundo o mesmo jornal, o Presidente da Câmara de Angra do Heroismo, José Pedro Cardoso revelou ainda que a “Culturangra” vai ter um orçamento de anual de cinco milhões de euros. O bold é da minha responsabilidade. Cinco milhões de euros para "violas e brasileiras."
Cinco milhões de euros por ano para gerir uma empresa de eventos culturais são muito dinheiro. Bem sei que o próximo ano é de eleições regionais e logo a seguir há autárquicas. Nada como um pouco de cultura, de preferência "apimbalhada", acompanhada de bifanas e "minis", para garantir resultados eleitorais.
Ao pé essa gente a minha querida "Dama de Folheta" e o seu incansável Carlos Decq Mota, são uns anjinhos.

11 de novembro de 2007

Só para confirmar

Alguém me diz quem foram os jogadores que marcaram os 3 golos do Sporting esta noite.

Obrigados.

Os leitores, entre os quais me incluo, e que esperavam pelo regresso do espaço de comentários deste blogue estão obrigados a:
Manuel Melo Bento, Carlos Sousa Teixeira, Paulo Henriques, Rui Gamboa, João Nuno Almeida e Sousa e outros que não refiro por não estar à vontade para divulgar os seus nomes.

O regresso dos comentários.

A “bauer pump” dos bombeiros já deu um par de viagens entre a fossa séptica e o aterro sanitário.
2007.10.06 020
Dos 648 IPs diferentes usados nos últimos 4 anos para comentar no Fâguetabraze, 16 foram banidos, dos quais 2 foram identificados para utilização judicial, é o exemplo do engraçadinho que assinou com o meu nome para injuriar e difamar o Sr. Jeremias Pimentel e um outro, menos engraçadinho por se tratar de quem se trata, que assinou com o nome do sr. Gustavo Moura e depois anónimo ofendeu aquele. Estes dois casos, por não terem sido contra mim mas contra terceiros, já seguiram a tramitação legal junto da ANACOM que, irá tratar do resto.
Quanto à restante plêiade de energúmenos, ficam, para já, impedidos de comentar aqui.
2007.10.06 026
Cada porco no seu curral.

Quanto à restante plêiade de energúmenos, ficam, para já, impedidos de comentar aqui.
Reservo-me no direito de apagar e banir todos os comentadores que não respeitem as mais elementares regras da boa educação e bom senso. Esta é a minha casa e na minha casa só entra quem eu quero e quem se souber portar à altura.
Por último quero agradecer a todos os que me escreveram com mensagens de solidariedade e mais a todos aqueles que me solicitaram que voltasse a abri a caixa de comentários.
Com a fossa séptica limpa e os porquinhos arrumados no seu chiqueiro, estão criadas as condições para reabrir o espaço de comentários.
Entretanto, portem-se bem que eu vou ali e já volto.

São Martinho.

O São Martinho é na Feira da Golegã, de resto não dá pica.

"De pequenino se torce o pepino."

Estratégia blogueira?

A blogosfera aos fins-de-semana é demasiado morna. Bem sei que o número de visitas diminui entre Sexta-feira ao final do dia e a Segunda-feira pela manhã. De facto, a análise dos números indica-nos que a maior parte das visitas é feita em horário laboral. Bem a gente toda espera que isso não seja feito em prejuízo da produtividade nacional, não v´o Ministro dos Santos inventar um imposto blogosférico.
Tenho vindo a reparar que uma larga maioria dos blogues não publicam aos sábados e domingos. Não será isso uma falta de consideração pelos seus leitores? Ou será que, também aqui, a lei das audiências é que manda?

Momento de autocontemplação.


Eu no pincel do Mélito.

10 de novembro de 2007

Para fazer germinar caciques?

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES
Portaria n.º 167/2004 de 23 de Março de 2004
Manda o Governo da Região Autónoma dos Açores, pelo Presidente do Governo, ao abrigo do disposto na alínea g) do n.º 1, do artigo 227.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea z) do artigo 60.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, devido ao interesse Regional do mesmo, atribuir o subsídio de €1.229,18 (mil duzentos e vinte e nove euros e dezoito cêntimos), à Escola Básica Integrada de Ginetes, destinado a apoiar o projecto “Observação em sala de aula do efeito da temperatura na germinação e desenvolvimento de sementes de trigo, milho, ervilheira e feijoeiro para posterior divulgação na sala de aula e comunidade escolar”, no âmbito do “Dicas e Inventos”, a ser suportado pela dotação inscrita no capítulo 40, despesas do plano, programa 16 - desenvolvimento da actividade científica e tecnológica, projecto 16.01 – investigação, ciência e tecnologia nos Açores, Acção 16.01.04 – Projecto Apoio ao Ensino Experimental das Ciências e da Educação Científica, classificação económica 08 03 06 – Serviços e Fundos Autónomos, do plano de investimentos da Presidência do Governo para o corrente ano.

Si porque hay que tenerlos

Uma T-Shirt para os dias que correm.

9 de novembro de 2007

O PSD fica na mesma como a lesma.


Foto de autor desconhecido
Mais de 65% dos votos expressos, 67,2% mais própriamente. Uma grande vitória que não faz, porém, de Costa Neves um líder. A derrota em São Miguel também não vai ajudar.

Porque sim.

Em onze anos de Governo.

Cesar diz que em todos estes anos separou o governo do partido e o partido do governo. Pois não havia de ser assim, o PS mal existe e desaparecerá para a dimensão de 1995 tão rápido saia do governo.

Os Homens não se medem aos palmos.

Morreu o Dr. Anibal Furtado Lima. Cirurgião e fundador da Clinica do Bom Jesus.

As eleições no PSD-Açores

É já conhecido o grande vencedor da noite.
Senhoras e Senhores
Carlos César!

Muito à Frente.

Na melhor tradição radiofónica e na esteira do CSB81 do Clube Asas do Atlântico, vai hoje para o ar, entre as 22 e as 24 horas um novo programa de música chamado “Muito à Frente”. Em frequência modelada com sinal estereofónico, em 103.2, pode ser ouvido em toda a Ilha de Santa Maria e na costa sul da Ilha de São Miguel . Os animadores de serviço são o Faialense mais cagarro que já conheci, José Amaral, melómano de vocação e controlador de tráfego aéreo de profissão e o João Vasco Costa, o cagarro mais cagarro de entre os cagarros, Advogado de profissão, melómano e com outras vocações e atributos no que a “dar música” concerne.
Aos dois, meus amigos, um grande abraço e boa sorte.

E a Assembleia Regional serve para quê?


Passei ontem na Freguesia dos Cedros na minha querida Fayal, onde se reunia o Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. Mais um daqueles orgãos consultivos que não servem senão para o governo fingir que ouve os sectores.
E as corporações, não entendem isso?

A qualidade ambiental de Ana Paula Marques.




Fotos tiradas do Blogue do Pedro Rocha Ananás de São Miguel.

Chamem os bombeiros sff.

Agradeço, sentidamente, as manifestações de solidariedade que me chegaram por e-mail nas últimas horas. Entendo, também, o desalento de alguns pelo facto de eu ter suspendido o espaço de comentários deste Vosso Blogue. Contudo, facilmente compreendereis que o Blogue não é o seu espaço de comentários. No meu entender, o blogue tem que valer pelo seu conteúdo e não pelos comentários que recebe. Além disso, o espaço destinado ao debate que, outrora, foi de extrema importância, havia se tornado num chiqueiro sem nível algum e onde mais de 99% eram comentários anónimos e muitos deles, feitos sempre pelas mesmas pessoas que numa atitude doentia falavam consigo próprios. Quem sabe lidar com a Haloscan apanha-os com facilidade.
Este blogue começou em Junho de 2003, já vai para 4 anos e meio, sem espaço de comentários e sem contador de visitas. Na altura não me parecia importante, escrevia para mim, para registar coisas que me pareciam importantes ficassem escritas. O crescimento do número de visitas depois do aparecimento, seis meses mais tarde, do :Ilhas e o crescente interesse por estas coisas da blogosfera levaram-me à colocação da caixa de comentários e do contador de visitas. Confesso que nunca acreditei fosse dada tanta importância ao blogues como acabou por acontecer.
À semelhança do que foram obrigados a fazer dos melhores blogues nacionais e estrangeiros, chegou a hora de limpar a caixa de comentários.
Como diz uma amigo meu, a caixas de comentários dos blogues são como as fossas sépticas, de quando em vez é preciso chamar os bombeiros para fazer uma limpeza.

8 de novembro de 2007

Qual paraiso ambiental?

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Andei aqui a tentar descobrir como seria que a Senhora Secretária Regional do Ambiente poderia fazer dos Açores o melhor destino turístico ambiental da Humanidade. Deve ser com a Estrada para a Fajã do Calhau, os Aterros/Lixeiras, As SCUT para o Nordeste, Com a sucata que o nosso “povo sofisticado” abandona por aí juntamente com os plásticos e a restante lixo atirado à orla costeira. Deve ser deve. Deve ser por isso e pelas outras razões todas que, os mais do que suspeitos, jornalistas ou agentes secretos da National Geographic Travel venderam.
“Águentái” Patagónia que os Açores vão no encalce. Foge da frente Islândia que a Drª de História já decidiu quem tem o melhor ambiente do mundo.
Infelizmente. Os Açores estão longe de ser um paraíso ambiental. Infelizmente o caminho que estão a seguir é o pior de todos.
Salve-se a política para as energias renováveis, única área onde se pensa estratégicamente nos Açores e algum esforço na gestão dos recursos marinhos, esse ultimo feito mais com o olho no voto do que no futuro.

Bairrismo bacoco e idiota.

Recebi da Presidência do Governo Regional um convite para assistir aos concertos do Festival de Música Contemporânea XX-XXI MúsicaAçores que está a decorrer em todas as ilhas do Açores de 2 a 16 de Novembro.Os autores propostos não fazem propriamente as minhas delícias. Em matéria de contemporaneidade, fico-me por um Prokofieff ou um Stravinski, que já pertencem mais à história que aos nossos dias, embora eu ainda tivesse tido o privilégio de ouvir a «Sagração da Primavera» no Coliseu dos Recreios em Lisboa dirigida pelo próprio Stravinski.Mas os meus gostos musicais não retiram um ponto que seja à qualidade que me parece objectiva do dito Festival. Aliás, o facto de a direcção do evento estar a cargo de Emanuel Frazão, há anos presidente da Juventude Musical Portuguesa e distinto professor da Academia Superior Nacional de Orquestra, é uma antecipada garantia da seriedade do projecto e do rigor das escolhas. Espero, pois, que a assistência remunere com a sua presença o esforço para pôr de pé este projecto, cuja existência penso que se enquadra bem numa perspectiva de dar a conhecer diferentes momentos da divina ars musica.
Não posso deixar, no entanto, de fazer dois reparos que tem mais a ver com definições prévias e estratégias, do que com o programa propriamente dito.O programa é muito claro quanto à organização do Festival – «Presidência do Governo dos Açores – Direcção Regional da Cultura», como, aliás, seria natural esperar, sendo este um projecto concebido e executado pelo Governo, uma vez que a DraC é o braço armado da Presidência do Governo para a actividade cultural na Região.Mas não posso deixar de notar que sendo a DraC sedeada em Angra – e magnificamente instalada num palacete rigorosamente restaurado para esse efeito –, a apresentação pública do Festival se tenha feito em Ponta Delgada, e nem sequer pelo próprio Director Regional, mas pelo subdirector regional, que, como se sabe, não funciona para nele se delegarem certas competências da DRaC, mas para tratar da outra metade dos Açores que é S. Miguel. Quer isto dizer que um projecto cultural de alcance regional foi apresentado ao público fora da sua sede própria e para mais apresentado por um funcionário que não tem dimensão regional.Com isto não sei quem ficou a perder – se a cidade de Angra, que uma vez mais é despejada da sua já saudosa condição de «Capital Açoriana da Cultura», se o próprio Festival que não teria a dignidade suficiente para ser apresentado pelo mais alto representante da hierarquia cultural açoriana.O segundo reparo tem a ver com a concepção do próprio Festival, não em termos musicais – área que me eximo de comentar, confiando na experiência e reconhecida competência do responsável, que, para mais, se soube rodear de importantes apoios institucionais –, mas em termos de distribuição espacial.Creio ter alguma experiência de Festivais de Música, não só pelos que organizei, como pelos que frequentes. Nos Açores organizei 15, em Macau acompanhei e organizei 5, e em todos eles, como, na realidade, em todos os festivais dignos desse nome, para que a característica essencial do evento se verifique, é necessário que haja uma certa concentração de espectáculos no mesmo local, ou ao alcance do mesmo público.Em Macau, durante 10 dias davam-se cerca de 20 espectáculos, todos concentrados numa área inferior à Base Aérea das Lajes. No Açores, se há ainda quem se lembre, o Festival Internacional concentrava-se essencialmente em Ponta Delgada e Angra, onde todos os concertos era rigorosamente repetidos – variava de ano para ano, em função dos orçamentos, mas num mínimo de 5 e num máximo de 8 concertos em cada ilha, em dias consecutivos. Depois 3 concertos na Horta e, pelo menos dois concertos no Pico, em S. Jorge e na Graciosa. É evidente que aos melómanos de S. Miguel lhes é indiferente o que se passa na Terceira, como aos desta ilha lhes é indiferente o que se passa no Faial, porque não consta que alguém viajasse de ilha em ilha atrás dos concertos. Mas garantia-se aos melómanos de cada ilha, e tentando ser proporcionais à massa potencial de assistentes, um conjunto de actividades musicais que lhes desse a sensação, a todos e cada um, de que estavam a assistir a um Festival.Ora não é isso o que acontece com este Festival. Aparentemente, e numa leitura diagonal, temos uma série de 10 concertos, o que dito assim poderá parecer um Festival, mas depois, quando se olha com atenção para o programa, o que vemos é um conjunto de concertos isolados – um em cada ilha, sendo certo que o mais conhecido agrupamento que nos visita, o «Remix Ensemble», agrupamento musical da Casa da Música, só irá a Ponta Delgada, naquele que será o segundo concerto naquela cidade. Quer isto dizer que Angra e os seus potenciais melómanos – os melómanos da tão decantada capital açoriana da cultura – não têm o direito de assistir àquele que será certamente um dos pontos altos do Festival.Ficam aqui estes reparos. Apetecia-me, todas as vezes que usei a expressão «Festival», dizer antes o «soi-disant Festival» – mas isto poderia ser mal interpretado, pois não pretendo minimamente beliscar o esforço de organização, a qualidade objectiva dos intérpretes e a bela qualidade do material gráfico que já me foi possível apreciar. Não posso deixar de recordar os tempos do célebre Festival Gulbenkian, que um dia se lembrou de estender os seus benefícios aos Açores trazendo um concerto a Ponta Delgada, outro a Angra e outro à Horta. Não era mau, era alguma coisa, era, talvez mesmo, muito bom, mas não era um Festival - era, quando muito, uma série de concertos. O que me parece ser o caso em apreço.


Diário Insular 2007-11-07
O bairrismo bacoco e idiota de Jorge Forjaz. O Sr. Será, certamente muito mais culto do que eu, até já teve responsabilidades políticas nessa area. O Sr. escreve muito melhor do que eu, fá-lo há muito mais tempo e tem formação que o obriga. O Sr. até já chegou a uma idade em que lhe são permitidos alguns atrevimentos. Agora, daí até chegar ao bairrismo bacoco e idiota a que chegou é que a gente não esperava. Talvez a gente da Terceira devesse fazer uma auto análise. Não estará esse bairrismo doentio a consumir os vossos recursos já de si escassos?

Da Horta para o resto do Mundo part 2


Da Horta para o resto do Mundo

Acabou a brincadeira. A Bola é minha. Se eu não jogar ou se não for com as minhas regras, ninguém joga.

7 de novembro de 2007

A Horta os anónimos o bom tempo e a SATA.


Fotografia do dia 20 de Setembro

Tudo à uma.
Cheguei à Horta esta manhã como o tempo posto a jeito de que não me queria por cá. Juro que quase ficava deprimido. Achando-me triste, o tempo foi-se pondo mais a modos. Está uma noite fabulosa, o ideal para uma descarga pela madrugada dentro. Conto acabar lá para as 6h30m quando o sol começar a raiar por detrás do Pico.
Quanto ao que se vai passando na caixa de comentários deste vosso blogue, disponham sempre, façam de conta que eu não me importo com os anónimos, pseudo anónimos, pedaços de asno e aprendizes a pedaços de asno.

Olhe! Pssssst! Oh faxavore! não se arranja uma coisa assim tipo um passa social da SATA?
Ah não! Então pleo menos mais uns voozitos e mais uns lugarezitos para a malta que precisa dessa porcaria para trabalhar. Ok?

Com presidente mas sem líder.

Acabei de ouvir o debate radiofónico entre Américo Viveiros e Carlos Costa Neves. Por mais que ambos tenham tentado convencer a gente de que não fazem parte do passado, pelo menos a mim não convenceram.
Uma coisa ficou clara. Ganhe quem ganhe, ainda não é desta que o PSD vai ter um verdadeiro líder.

6 de novembro de 2007

As mentiras e a lata do Pinto de Sousa.

Quando o primeiro-ministro, José Sócrates, diz, do alto da sua cátedra de papelão e folheta, à deputada do CDS/PP, Teresa Caeiro, que se estava preocupada com a vacina de prevenção do cancro do colo do útero, que a tivesse colocado no Plano Nacional de Vacinação enquanto esteve no Governo, está a fazer o quê?
Estará a mentir descaradamente, abusando da sua condição de PM no debate, pois sabe que a vacina só está disponível há cerca de 10 meses?
Ou, pelo contrário, não sabe que a vacina só está disponível há um ano e está a passar um completo e mal redigido atestado de incompetência a si próprio?
Uma das hipóteses é verdadeira. Qualquer uma delas, não pode ser a atitude de um primeiro-ministro.
Pobre Portugal no que te tornaste.

4 anos 4

A rapaziada do :ILHAS completa hoje 4 anos de blogosfera. O meu primo João Nuno queixa-se da falta de qualidade e fala mesmo em declínio. Caríssimo, apenas te digo, um pouquinho mais de trabalho e menos de lamuria e, acredita, o :ILHAS podia bem voltar a ser o que já foi. Se trabalhasses menos para os projectos publicitários do Eduardo Brum e mais para o teu blogue, a coisa seria bem diferente.
Seja como for, ainda prefiro ler-te no blog do que no pasquim digital, caixa de ressonância das agências noticiosas.
Para todos, incluindo para o ToZé que, em tempo, foi um importante contributo para o desenvolvimento do movimento blogosférico Regional, um bem-haja.
Temo que, daqui até ás próximas eleições, irão aparecer muito blogs. Se o Sr. Viveiros ganhar as eleições no PSD vão mesmo aparecer centenas deles que, desaparecerão depois das eleições regionais de 2008.
Ainda hoje de manhã fiz uma busca no blogger sobre blogs da Horta e encontrei 94. Quase todos inactivos, há mais de dois anos. Este é um fenómeno muito volátil e temporário. Estar há 4 anos no ar e com as audiências a crescer é sempre um feito de realçar.
Cá estaremos para o ano.
Parabéns :Ilhas

5 de novembro de 2007

Andam a brincar com o fogo.

Núcleo recreio-Horta
O Porto da Horta caracterizou-se, ao longo dos anos, pela sua centralidade e operacionalidade. Talvez não seja fácil e eviddente para os Faialenses entenderem o quão central é a sua Ilha e a importância que o Porto tem para que essa centralidade se afirme. Em tempos aqui aportaram baleeiras e amararam os primeiros aviões de rotas comerciais. Hoje o porto é porta de entrada e saída de importância relevante par a economia da Ilha. Continua a ser central para as embarcações que cruzam o Atlântico, para as que desenvolvem o exercício da pesca nos pesqueiros aqui próximos, para os iatistas, para os perdidos e achados, para os sinistrados.
As obras previstas para esta infraestrutura , constituirão, salvo melhor opinião técnica, um constrangimento à sua operacionalidade. Nunca é demais lembrar o que aconteceu no Porto de Vila do Porto, espero que os Faialenses sejam menos acomodados e não permitam que lhes destruam o porto que fez e faz entrar e sair o pão de cada dia.

4 de novembro de 2007

Terceiro dia do segundo congresso

No cais com o olho no mar
Chegado a Ponta Delgada depois de um dia atribulado e na preparação de uma semana não menos atribulada que começa já esta noite com a entrada de um barco para a venda de amanhã, foi tempo de estar com a família.
Por isso, só agora me estou a debruçar sobre o terceiro dia de congresso, nomeadamente sobre as suas conclusões e reflexões futuras.
Nunca é demais referir a excelente organização leda a cabo pela APEDA-Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores que, em boa hora, aceitou o desafio da Federação das Pescas dos Açores para organizar este evento. À APEDA, na +pessoa do Jorge Gonçalves o nosso sincero muito obrigado.
Da apresentação das conclusões realce para a evolução que tem tido o papel das mulheres no sector. Para a melhoria da qualidade dos produtos da pescas e, acima de tudo, o grande empenho dos profissionais do sector em mudar atitudes e valorizar o seu produto sem aumentar o esforço de pesca para manter os recursos sem perder rendimento.
Uma nota final para o discurso de Marcelo Pamplona. Pouco politico e portanto menos politiqueiro. Talvez a plateia tenha ajudado à contenção.

3 de novembro de 2007

Periféricos até no clima.


Estar em qualquer sitio, assim, sem nada que fazer é terrível. O chamado triângulo, Pico/Faial/São Jorge é, talvez, um dos lugares mais bonitos e mais agradáveis para se viver nestas Ilhas que foram do Infante D.Henrique. Contudo, estar na Horta com mau tempo há já 4 dias e ter pela frente perspectivas pouco animadoras depois de ter estado fechado numa sala de conferências, não é muito agradável.
Pela frente tenho as actas do colóquio realizado no Faial e São Jorge de 12 a 15 de Maio de 1997, versando “O Faial e a periferia Açoriana nos Séculos XV a XX”.
Importa estudar, conhecer e diagnosticar as doenças e as soluções para o Faial e a periferia Açoriana no século XXI .

2 de novembro de 2007

Segundo dia de segundo congresso.

Barcos de Pesca Ponta Delgada
Neste segundo dia de II Congresso das Pescas dos Açores, a decorrer na Cidade da Horta, falou-se de Recursos, manuseamento, qualidade, certificação e do papel das mulheres na pesca. Confesso que de todos os assuntos o que mais me interessava era o da gestão dos recursos e o da qualidade. Se no segundo foi fácil intervir e dizer o que penso, já no primeiro, foram tantos os disparates, os ataques à falsa fé feitos à minha pessoa e tanta tontaria que entendi não falar. O despreza é sempre uma boa arma.

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A estrela rodoviária


A propósito desta nova ideia do MAI de colocar um dístico em cada condutor relativamente ao número de sinistros obtido, senti imediatamente uma repulsa sem perceber de onde me vinha a náusea.

A catalogação, a humilhação, o ostracismo, a forma básica como se destrói em vez de construir e agregar, é exactamente o mesmo princípio que Hitler utilizou para com os Judeus.

Depois da Estrela de David ao peito, foi o que se viu!!


Um escelente post do Manuel Castelo-Branco no 31 da Armada.(corrigido)

II Congresso Regional das Pescas dos Açores

Foi ontem 1 de Novembro. Decorreu num novo e excelente espaço na cidade da Horta o Barão Palace, um investimento arrojado e atrevido para a dimensão do Faial, a primeira sessão do II Congresso Regional das Pescas dos Açores. Falou-se de segurança, nomeadamente de busca e salvamento e, confesso, fiquei muito mais descansado ao ouvir os intervenientes. Falou-se de formação profissional pela boca do Eng. Luís Rodrigues e aí fiquei mais irrequieto. Não pelas palavras do Luís que acertou em cheio, mas por ter confirmado o que há muito desconfiava. Está quase tudo mal no que concerne à formação profissional dirigida para o sector. Curricula desadequados, falta de público-alvo, sectores com falhas que não têm resposta. “serve mais para encher os formadores” do que para servir as empresas, “também serve para encher os formandos” e formar candidatos a marítimos de recreio.
Falou-se também de transportes e escoamento de pescado. Os mesmos problemas de há 20 anos, as mesmas “ovelhas ranhosas”, as mesmas vítimas de sempre e os maus “maus da fita” (SATA, TAP e Direcção regional de Transportes) não quiseram estar presentes apesar de convidados.
Um reparo de boa nota. Muitos profissionais da fileira das pescas, pescadores, armadores, comerciantes. Poucos políticos.
Uma organização que está de parabéns.

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