30 de dezembro de 2010

Sondagem fechada.

Berta Cabral      144 votos 53%
Vasco Cordeiro   84 votos 31%
Sérgio Ávila        21 votos   7%
José Contente      19 votos   7%

Total de 268 votos apurados.

Estas sondagens nos blogues valem o que valem. Porém, é como aquela ideia do  “no creo en brujas pero que las hay, las hay”.
Perante os protagonistas em causa e para os leitores deste vosso humilde blogue, Berta Cabral leva uma grande vantagem.


Vale o que vale, mas...

...vale sempre a pena lembrar que a votação aqui ao lado acaba dentro de um par de horas.

29 de dezembro de 2010

Todos diferentes, todos iguais.


Quando eles começam a dizer que não querem é como aquele ditado antigo que diz:"Quem desdenha quer comprar".

25 de dezembro de 2010

INRI

O que se pode dizer sobre os dias que correm, é que o socialismo agnóstico, aburguesando e apropriando-se do essencial do natal, transformou o nascimento de Jesus Cristo Rei dos Judeus na festa da hipocrisia e do sms. Convém, por isso, lembrar os mais esquecidos que nós comunidades cristãs, hoje comemoramos o nascimento de Cristo o Salvador.

Happy Christmas

24 de dezembro de 2010

"O Pai Natal veio à Cidade"

Um Robin Hood ao revés.

«….61 por cento dos 2,2 mil milhões de euros [de ajudas aprovadas em 2009 pelo Governo para combater os efeitos da crise internacional em Portugal], foram para a banca, 36 por cento para as empresas e um por cento para o apoio ao emprego.»(p)
.
é este o estado social que temos e que Sócrates e o seu manga de alpaca Teixeira dos Santos tem sustentando.Uma notícia destas seria capa num país onde a imprensa fosse livre. Ou onde os cidadãos se interessassem em saber porque pagam, para quê e quem beneficia do seu dinheiro.  Mas a bovinidade geral leva a que se aceite que se torrem milhões em benefício de quem andou a fazer asneiras e que devia ter sofrido as consequências no seu património (como qualquer cidadão) mas que viram tal evitado por decisão de Teixeira dos Santos/Sócrates que foram a correr tirar mais dinheiro aos portugueses para ajudar os amigos. É este o estado social : roubar a quem trabalha para dar a parasitas.

Um post honestamente roubado do Blasfémias.

23 de dezembro de 2010

Um Homem com os ditos cujos no lugar.

O Deputado Regional do CDS/PP, Pedro Medina,  absteve-se na votação da reconfirmação da remuneração complementar, hoje no Parlamento dos Açores, violando assim a disciplina de voto (“carneirismo” anti-democrático). Segundo o site da Rádio Atlântida esse episódio, poderá chegar ao Conselho de Jurisdição Nacional, revelou hoje fonte do partido.

Da consciência ou da falta dela.

A respeito da remuneração compensatória e da sua tremenda injustiça social apetece-me apenas citar Torga numa pequena passagem do seu diário nº XVI, escrito em Coimbra há 20 anos. “…A hora é dos felizes que, acomodados no conforto de qualquer manjedoira, nem sequer têm má consciência da sua má consciência.”

22 de dezembro de 2010

Chegou o Inverno.

Foi a noite mais longa do ano, resta-nos o consolo de que os dias vão começar a crescer.

18 de dezembro de 2010

Sempre em frente para o abismo.

É óbvio que o facto do PSD não querer tirar do texto constitucional a frase “caminhar para o socialismo”a mim não me surpreende embora me entristeça. Eu costumo dizer aos meus amigos do PSD que são de direita e que falam como se fossem de direita, que eles estão no partido errado. Por vezes acredito que, de facto, o PSD é um partido mais à direita do que o PS, por outras fico com a sensação de que tinha toda a razão quando nos anos 80 e 90 do século passado dizia que o regime do PSD nos Açores e na república  era uma espécie de comunismo católico do Dr. Mota Amaral e do Professor Cavaco.
Na verdade, a única evolução foi no sentido das privatizações de alguns serviços mas sempre em regimes de monopólio e com acções douradas. Além disso essas privatizações não foram feitas por crença política mas por necessidade orçamental.
Leia-se, obrigatoriamente o seguinte texto do Duarte Calvão no Corta-fitas.
Sempre "a caminho do socialismo"

17 de dezembro de 2010

Post honestamente roubado ao Rui Rocha.

Não resisti a publicar aqui e na integra o último post do Rui Rocha no Delito de Opinião.

Um estudo que acaba de ser divulgado revela que 314.000 portugueses com idades compreendidas entre 15 e 30 anos não têm qualquer actividade. Nem estudam, nem trabalham. A, assim chamada, geração nem-nem não é um fenómeno exclusivo de Portugal. Um pouco por todo o Mundo tem sido identificada a mesma realidade. Tipicamente, esta é uma geração potencialmente melhor preparada do que as que a precederam e, aparentemente, muito segura de si. São, todavia, presa fácil da degradação do mercado laboral e não conseguem encontrar uma saída airosa, nem combater este estado de coisas. Os sociólogos identificam uma característica muito comum neste grupo: a inexistência de qualquer projecto de vida. As manifestações mais evidentes são a apatia e a indolência. O que os trouxe até aqui? Um ambiente familiar extremamente tolerante, um sistema educativo permissivo e desajustado das necessidades do mercado de trabalho e um contexto geral de facilitismo e de bem-estar que hoje sabemos ser insustentável. A Teresa, há dias, trouxe-nos aqui uma das justificações para que vagas disponíveis não sejam preenchidas: os baixos salários. É uma das faces do problema. A outra diz-nos que, para um grupo mais ou menos numeroso, é muito mais confortável viver à custa dos pais. Os salários são de miséria? É verdade. Mas, não são uma sentença perpétua. E não será  também uma miséria passar o dia a jogar wii e a colocar mensagens idiotas no mural do Facebook? Esta gente tem de saber o seguinte:
- as gerações anteriores estão absolutamente instaladas e não vão prescindir dos direitos adquiridos. Solidariedade inter-geracional? Bah!
- é provável que os pais não possam continuar a sustentá-los;
- o Estado não vai poder sustentá-los;
- o esforço e o trabalho não são uma vergonha. Qual o santo que terá dito a certa gente que é 'cool' não estudar e fazer disso bandeira no bar da escola, ao qual se chega arrastando os pés, de braços caídos e com as calças a cair pelas pernas abaixo? Essas cuecas são Tommy? Uma coisa te digo, Tiago Filipe: a Andreia Paula, sim aquela dos olhos verdes de quem não tiras os olhos, cansa-se facilmente de morcões. Põe lá as costas direitas e o passo firme!
- com todas as críticas que se possam fazer o estupor do país tem algumas coisas boas. A educação é quase de graça. Aproveitem. É das poucas coisas grátis que a vida vos vai dar. Lembram-se do vosso Avô? Pois, combateu na guerra colonial. A vossa avó criou cinco filhos quase sozinha. A vossa mãe passou fome. E o vosso Pai trabalhou numa empresa metalúrgica, com pouco salário e nenhuns direitos. Vidas um bocadinho mais difíceis, não? E deram-lhes a volta.
- as novas oportunidades não valem nada. Se não podem trabalhar, estudem. Mas, estudem coisas sérias. O mercado laboral não é estúpido e sabe distinguir.
- um emprego conquista-se. Mandem currículos, dirijam-se a empresas, batam às portas. Mandaram mil candidaturas? Mandem mais dez. Todos os dias. Não conseguem emprego? Façam voluntariado. Dar é receber. Nem que seja experiência e contactos.
- o que aí vem é pesado. É importante que cada um faça a sua parte para, depois, ter legitimidade para reclamar. O teu pai vive do rendimento mínimo? Tu não o vais ter!
Não tomo a parte pelo todo. Todos os dias me cruzo com gente jovem de enorme valor. Mas, o dado sociológico é que a parte está a a crescer. Em direcção a lugar nenhum.

16 de dezembro de 2010

Resultados da greve geral do mês passado?

O  Governo  vai ajudar as empresas a flexibilizarem os despedimentos.
As empresas vão pagar mais um imposto indirecto sob a forma de fundo.
Portugal, é um caso perdido e a retórica das 50 medidas inócuas não acalma nem mercados nem os nossos parceiros europeus. Somos cada vez mais o fundo do poço.

O estado da Região


Afinal quem tem razão?
A remuneração compensatória criada pelo Governo Regional é constitucional ou não?
Esta medida poderá prejudicar os Açores no plano nacional?
Quais as consequências?
“O Estado da Região” promove o debate esta semana com os comentadores Carmo Rodeia, Carlos Melo Bento, Pedro Arruda e Nuno Barata.
Esta quinta-feira, às 20H50 .

O estado da Região de hoje pode muito bem ser o debate que falta fazer neste inicio de século sobre as relações do Estado com a Região. Os neo-independentistas e os neo-autonomistas, renascidos qual Fénix das cinzas da crise, com licença de politólogos da subsidiariedade tirada nos pacotes da “farinha amparo.” Um programa a não perder e onde, sinceramente, preferia ficar de fora e “cagar sentença” depois do fecho da emissão.

Sublime melancomia...

Estou com medo: será que o WikiLeaks tem provas de que tomei uma bezana em 88 com uma garrafa de Martini  - episódio que me afastou para sempre desse glamoroso néctar e das suas possibilidades de sedução? Mais: será que o WikiLeaks sabe e vai divulgar ao mundo que em miúdo era do Belenenses e pedi ao meu pai,  com infinito temor, para mudar para o Benfica? Será que amanhã vou comprar o "El País" e topar que se tornou público que já gostei dos Bros e do Climie Fischer e que só depois é que passei para um universo musical, digamos, um bocadinho mais denso ao ouvir "Kiss Me Kiss Me Kiss Me", dos Cure? E não sou só eu que estou com medo: a vizinhança também está. O filho da Dona Odete, machão encartado, receia que se conheça a sua aventura homossexual aos 17 anos com um primo de Setúbal. O dietista do 2.º esquerdo treme só de pensar que o mundo vai comentar o seu vício das trufas de chocolate belga. O intelectual do rés-do-chão tem ataques de pânico ao imaginar que os seus tertulianos amigos podem vir a perceber que, enquanto lê o seu Zizek, tem a televisão sintonizada no Dr. Oz. Para agravar mais as coisas o Gonçalo Amaral ainda veio comunicar que há um satélite em cima do Algarve e do Norte de África que vai trazer mais provas contra os McCann. A gente pergunta-se: será que não há outros satélites por cima de nós a gravar tudo o que fazemos - para reproduzir mais tarde, em sessões de fazer corar o Zé Carlos do talho? Tenho medo. Tenho muito medo.

15 de dezembro de 2010

Região fica sem orçamento para 2011

Por causa da compensação remuneratória a Região fica sem orçamento para 2011 aprovado uma vez que, segundo o Diário de Notícias oneline, o "Representante da República para os Açores, José António Mesquita, vetou hoje politicamente o Orçamento Regional para 2011, onde se inclui a norma que cria a remuneração compensatória para os funcionários públicos da administração publica regional".

12 de dezembro de 2010

The Fletcher Memorial



The Fletcher Memorial Home (Waters)

Take all your overgrown infants away somewhere
And build them a home, a little place of their own.
The Fletcher Memorial
Home for Incurable Tyrants and Kings.

And they can appear to themselves every day
On closed circuit T.V.
To make sure they're still real.
It's the only connection they feel.
"Ladies and gentlemen, please welcome, Reagan and Haig,
Mr. Begin and friend, Mrs. Thatcher, and Paisly,
"Hello Maggie!"
Mr. Brezhnev and party.
"Scusi dov'è il bar?"
The ghost of McCarthy,
The memories of Nixon.
"Who's the bald chap?"
"Good-bye!"
And now, adding colour, a group of anonymous latin-
American meat packing glitterati.

Did they expect us to treat them with any respect?
They can polish their medals and sharpen their
Smiles, and amuse themselves playing games for awhile.
Boom boom, bang bang, lie down you're dead.

Safe in the permanent gaze of a cold glass eye
With their favorite toys
They'll be good girls and boys
In the Fletcher Memorial Home for colonial
Wasters of life and limb.

Is everyone in?
Are you having a nice time?
Now the final solution can be applied.

11 de dezembro de 2010

Insiste, persiste e não desiste.

Todos os dias 4 de Dezembro desde a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, alguém se lembra daquela coisa da AD que misturou monárquicos, Social-democratas e Democratas cristãos e que acabou por dar certo porque durou pouco.
Na verdade, não fora a prematura morte de Sá carneiro e, provavelmente, a AD tinha sido um fiasco igual à coligação Barroso/Portas, Portas/Santana, isso para não falar do famigerado governo do Bloco Central que reuniu a nata da nata da elite portuguesa e que nem por isso levou o País ao bom caminho. Ao invés, levou-nos a 10 anos de “boliqueinismo”.
Agora voltaram os líderes do PSD e do CDS a falar da coisa, numa espécie de esperança de que seja desta que vai resultar. Essa gente nunca ouviu aquela historio do “ nunca voltes ao lugar onde já foste feliz”? E já que estou numa de lugares-comuns, essa gente também nunca leu Gandhi e aquela célebre frase sobre a história que diz assim: “ Se queremos progredir não devemos repetir a história mas fazer uma nova história”?
Pronto, eu sei, são dois lugares-comuns. Mas, bolas, pensem só um bocadinho nisso se fazem favor.

Pink Floyd - Wish You Were Here



Wish You Were Here (Waters, Gilmour)

So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

10 de dezembro de 2010

Nada para lá do meu umbigo.

O caso Vale de Almeida é mais um daqueles casos que  pouco ou nada dignificam a instituição parlamentar e a política em geral.
Menos ainda abona –se é que há abono possível - à comunidade gay/lésbica a que o Professor Miguel Vale de Almeida pertence e defende com as unhas roídas e os dentes ralos.
Nada impende que os políticos eleitos representantes da nação tenham uma agenda pessoal. Nada obsta a que essa agenda seja de cariz sexual de género ou religiosa, para com a sua freguesia o bairro, o clube dos amigo de Apolo ou simplesmente para comer a secretária boa do grupo parlamentar. Importa no entanto que essa agenda pessoal não se sobreponha aos mais altos desígnios da nação para e pela qual o eleito tem que trabalhar e é por isso que é eleito por escrutínio secreto e universal e não escolhido paritariamente.

Ao demitir-se ao fim de um ano de mandato por entender que está cumprido o seu desígnio (a defesa dos direitos da “paneleiragem”, permitam-me a boçalidade por ser um direito que me assiste), o Deputado da nação, não só reduz os interesses nacionais a esse facto como se revela portador de um enorme “umbiguismo”.  Espero bem que, de futuro” e ao ir a votos, a nação se lembre bem deste caso, mais um do tipo “limiano” a conspurcar as já pouco límpidas águas da política à portuguesa.

Um ano no Parlamento

Missão cumprida num ano e ainda  há quem queira mandatos  maiores do que 4 anos. Isto é o que pode chamar de uma rapidinha.

Hoje há 62 anos.

Em 10 de Dezembro de 1948, três anos depois do fim do Holocausto e da segunda grande guerra e com Stalin procedendo a sucessivas purgas dos seus opositores (hoje há quem defenda que foram mais de 20 milhões de execuções), foi adoptada pela Organização das nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, provavelmente uma das datas mais marcantes no que à promoção dos direitos humanos concerne.
Embora existam antecedentes e episódios que remontam a quinhentos anos antes de Cristo como é o caso do Cilindro de Ciro, mais uma vez o Novo Mundo marca  a história  do pensamento sobre a liberdade e o respeito pelos direitos dos cidadãos. Na verdade, a história  da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 48 do século XX, começou com a Declaração dos Direitos (dos Cidadãos) da Virgínia a 12 de Junho de 1776 e que é reforçada pela redacção de Thomas Jefferson na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, a 4 de Julho do mesmo ano.
Por influência da Revolução Americana a Assembleia Nacional Constituinte da França Revolucionária, aprova, no ano 89 do mesmo século a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em cujo artigo primeiro se pode ler: “Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum”.
 Comemorar essa data é porém, ainda, um simples acto de fé. O Homem, único animal capaz de usar a razão, continua como dizia Hobbes a não ser grande coisa e a usar essa razão não como meio de concórdia mas, ao  invés, como instrumento de discórdia e até desordem.
Em 1998 a Assembleia da República, aprovou uma resolução que institui o dia 10 de Dezembro como Dia Nacional dos Direitos Humanos.

Post scriptum: Este texto continua em novas entradas.
Post scriptum 2: Afinal, se calhar, até não continua, estou a ver que não vale a pena.

9 de dezembro de 2010

Meu querido São Nicolau...

... eu até me tenho portado bem e fazem-me falta uns blocos de notas, moleskine plain notebook.


Obrigado meu querido Pai Natal.

8 de dezembro de 2010

7 de dezembro de 2010

Seja solidário com a fajãzinha.


BANIF NIB 003800005071886530109   IBAN PT50003800005071886530109 transferências internacionais codigo SWIFIT ( BNIFPTPL) Junta Freguesia Fajãzinha
para facilitar a tarefa da Junta de Freguesia no envio da declaraçao aqui segue o mail para onde devem enviar os dados após a transferencia , convem que insiram o nome o contribuinte morada contacto e montante. solidariosfajazinha@sapo.pt

6 de dezembro de 2010

Cesar 1 Cavaco 0

Carlos César acusa Cavaco de "dividir os portugueses" e tem toda a razão. Carlos Cesar está, porém, a dividir os Açorianos em duas classes  bem diferentes,  os filhos da mãe e os filhos da outra, sendo que os filhos da outra é que pagam para manter as regalias dos filhos da mãe. Como sempre foi.
No fundo ninguém está preocupado com o estado do Estado, mas sim com o estado dos votos. César vai bem na frente nessa guerra, mesmo que perca a batalha e seja proibido de compensar os funcionários, já ganhou os votos e as simpatias desse rebanho. Cesar poderá sempre dizer que queria aplicar a medida mas os centralistas não deixaram, os portugueses não quizeram pagar.
Na arte da guerra, a isto chama-se "dividir para reinar" e neste caso será dividir para "republicanar" que essa gente não tem nível para outra coisa.

5 de dezembro de 2010

Alphaville - Forever Young (with lyrics)

O Mundo gira ao contrário.


Foto DN oneline
No país dos cortes no abono de família dos mais pobres e da contenção dos gastos com a saúde, o mesmo estado social vai gastar dinheiro com um Kit gratuito para a inalação de drogas (cocaína) numa medida (dizem eles) de luta contra a sida. A notícia está no DN e foi lida via 31 D'Armada.

4 de dezembro de 2010

30 anos 30 para memória futura.


Eu tinha 14 para 15 anos e já andava nessa coisa dos partidos. Nisso pode dizer-se que sou pré-jurássico o que é o mesmo que dizer que o meu tempo político passou ou que não chegou sequer a ser tempo.
A minha prodigiosa memória, que umas vezes me ajuda outras me atormenta, não me deixa, porém, esquecer que muitos dos que mais tarde se juntaram e se foram juntando para fazer coro em busca do “tacho” perdido que hoje são a “nata “de uma leite azedo de velho, na altura estavam mais preocupados com os berlindes e com os piões, só quando acabaram os estudos e era preciso arranjar emprego se lembraram de exercer a cidadania e se sentiram importantes para a polis.
Passava pouco das seis da tarde nos Açores, estava na sede do então PPD Açores, na Rua de Santa Luzia que era simultaneamente a sede de Campanha do General Soares Carneiro. Era o dia do encerramento da campanha e esperava-se uma enchente na Praça do Pedro IV (Rossio),  por parte dos apoiantes do General Eanes. A RTP-A ia adiantando pormenores que nessa altura não havia lugar a directos. Estavam presente o Dr. Jaime Cabral (meu querido amigo) Director de Campanha, O Sr. João Vasco Paiva (Deus o tenha), a D. Zizi e a Maria João sua filha. Nem mais viva alma.
O Dr. Mota Amaral não se havia empenhado na campanha de Soares Carneiro, fez mesmo uma declaração televisiva muito infeliz sobre o assunto e a mensagem que passava, à boca pequena, é que ele estava empenhado na reeleição do General Ramalho Eanes. Foi o meu primeiro embate com a hipocrisia e a ética na política (esse assunto nunca mais deixou de me atormentar).
Dali a instantes corria a notícia de que o avião em que seguiam Sá Carneiro, Primeiro-ministro e Amaro da Costa, Ministro da Defesa e respectivas companheira e mulher bem como a comitiva, se havia despenhado não havendo sobreviventes.
Um balde de água fria caiu em cima de todos nós, perdera-se toda a esperança na eleição de Soares carneiro e o País órfão de um Primeiro-ministro carismático cairia numa profunda crise política. A sede do PSD encheu-se nas horas que se seguiram, eu desapareci.
Na segunda-feira seguinte juntei-me a um grupo de rapazes uns mais velhos outros mais novos e fechamos o Liceu (escola secundária Antero de Quental) em sinal de luto. Dali seguimos para a Escola (Escola secundária Domingos Rebelo) e fizemos o mesmo. Foi a nossa forma de manifestar o pesar pela morte prematura de uma figura do Estado na qual toda uma geração depositava enormes esperanças.


Bom tempo procura-se.

Barreiro da Faneca-StªMaria -Açores
Barreiro da Faneca-Santa Maria Island-Azores
Preciso, urgentemente, de bom tempo. Pode ser frio que não se espera outra coisa nesta altura mas, pelo menos, um céu azul. O bom tempo é o meu farol.

3 de dezembro de 2010

Efeitos da crise




Os Cantos ou Os Canto?


Já foi lançado e já estava nas bancas e na minha mesa-de-cabeceira. É uma interessante embora romanceada história de um Homem que tentou, como tantos outros, mudar um pouco os destinos desta santa terrinha. Deu, como não podia deixar de ser, “com os burros na água” mas deixou um legado que mais nenhuma figura foi capaz de deixar.
O título da obra não me parece muito correcto, Os Cantos, não deveria ser Os Canto? Lá estou eu armado em purista da língua portuguesa quando nem as vírgulas sei colocar. Pois Alevá!

2 de dezembro de 2010

Menos um dos obrigatórios.

Parece que O Jumento se vai. De facto, a blogosfera portuguesa fica um nadinha mais pobre. Também na "blogolândia" o período é de contenção.

F(IFA)MI

A Federação Internacional do Futebol Amador, acabou de decidir em prol do equilibrio das contas públicas de Portugal e Espanha.

R.I.P Ernâni Lopes

Imagem RTP.pt

Morreu hoje levado de vencido pela doença o antigo Ministro das Finanças e economista Ernâni Lopes. Um nome incontornável entre aqueles que teimam em pensar Portugal e para ele encontrar soluções, mesmo que isso signifique pregar no deserto.

Más notícias para o sector das pescas.

O preço dos combustiveis incluindo o gaz butano sobem amanhã.

Uma boa notícia para o sector das pescas.

As quotas do pescado vão manter-se em 2011 e 2012.

29 de novembro de 2010

Essa gente não aprende a separar águas?


Em causa, a interrupção na transmissão, em directo, das declarações finais sobre o Plano e Orçamento, na passada semana, que originou um protesto formal do Parlamento.O Conselho de Redacção vem, agora, dizer que a atitude do poder político revela "prepotência, arrogância e desrespeito pelos jornalistas".O longo comunicado do Conselho de Redacção considera que o que se passou na noite de quinta-feira, no Parlamento, ficará para a história como um dos dias mais negros da RTP /Açores.Em causa, o protesto formal da Assembleia Legislativa, pelo facto da televisão ter interrompido a transmissão, em directo, das declarações finais sobre o Plano e o Orçamento, para emitir o Telejornal.Os jornalistas da RTP dizem-se "ultrajados e envergonhados" pela "prepotência, arrogância e desrespeito", demonstrados pelo poder político.O Conselho de Redacção considera "inadmidssível a intromissão do Parlamento nos critérios editoriais da RTP, e, lamenta a subserviência da Direcção da empresa que decidiu transmitir, na íntegra, as mesmas declarações, no dia seguinte".Os jornalistas do canal regional lembram que a RTP disponibilizou à Assembleia uma janela de quatro horas para a transmissão das declarações, mas, o Parlamento optou por "esticar a corda" para permitir que a intervenção do Presidente do Governo entrasse pelo Telejornal, em directo.O Conselho de Redacção manifesta, por isso, a sua solidariedade e apoio ao Chefe de Serviço de Informação da RTP, João Soares Ferreira, que, entretanto, se demitiu, na sequência desta polémica.

Fez muito bem o João Soares Ferreira em demitir-se e faz muito bem o Conselho de Redacção da RTP tomando esta posição pública e peremptória

26 de novembro de 2010

Ganhou o PS mas...

O advogado nortenho Dr. Eduardo Vieira ganhou com 60% dos votos as eleições para a secção regional da ordem dos advogados. Ganhou o PS mas o menos PS de todos.

O PS já ganhou.

A Ordem dos Advogados escolhe hoje o seu novo Bastonário que por puro acaso até será, prospectivo eu, o velho.
Aqui nas nossas Ilhas também vai a votos a secção. 3 Listas concorrentes, 3 nomes indelevelmente ligados ao Partido Socialista, a extensão “azorica” do Grande Oriente Lusitano.


E o mesmo se vai repetir enquanto houver este Governo.

Tribunal de Contas alerta que Aeroporto de Beja avançou sem garantias de viabilidade

No Público oneline e em muitos outros sítios.

22 de novembro de 2010

Fim de tarde na Feira do Livro.

Ontem fui à tradicional Feira do Livro que o meu amigo José Carlos Pacheco, apesar da crise, insiste e bem, em promover. Por lá, além do maior cronista da nossa praça que, por puro acaso é meu primo, com quem tinha combinado lá encontrar-me, encontrei ainda o meu querido amigo Manuel Melo Bento, filósofo e artista plástico de reconhecido mérito com quem me travei de razões sobre o estado a que chegou esta choldra a que chamamos país. Na verdade, tal como na caserna da GNR se mandam os superiores para o “Cesto da Gávea” sem que um Juiz o entenda como ofensa, também nós chamamos ao País uma bosta com M e ao Primeiro-ministro e alguns dos seus correligionários o cardápio todo de epítetos menos elogiosos que o calão contem. Eu e o Melito temos um poderio de coisas em comum, uma delas é termos o coração ao pé da boca.
A Feira não traz grandes novidades, infelizmente, embora essa seja uma boa notícia para benefício do meu orçamento familiar que, obviamente, agradece.
Encontrei o meu velho companheiro de lides televisivas, charutos e tertúlias, de conversas na Praça Velha e de “bloguices” Francisco José Viegas. Não andava por lá em busca de livros, andava dentro dos seus Livros, entre o Crime em Ponta Delgada e O Mar de Casablanca.
Encontrei ainda, nos corredores, o poeta Emanuel Jorge Botelho, às voltas com as letras dos livros esses amontoados de papel e tinta que nos dão tanto prazer e paralelamente nos atormentam. Quanto mais sabemos, menos sabemos ou mais insignificantes nos sentimos. Feliz é o pobre de espírito, o ignorante que na sua falta de saber julga ser gente, julgam alguns até que o Mundo não vai além deles, que são o seu centro e a sua esfera de influência. Falamos de livros, livrarias, autores, de Fernando Aires de Vamberto Freitas e da Biblos, essa grande livraria que abriu em Lisboa tão depresa como fechou e que prometia ser, como tudo em Portugal, a maior livraria da Europa, a mais completa estante do mundo na melhor rua da melhor cidade com o maior balcão e o maior não sei quê. Portugal é o país da maior qualquer coisa. O País do maior tiro no maior pé.

Mesmo a tempo da Greve Geral

Os dois blindados que o Ministério da Administração Interna (MAI) comprou para a Cimeira da NATO já estão em Portugal, apurou o DN.

Gosto mesmo é daquela parte dos smile.

FLA em resposta à FLAD.


Num post scriptum do editorial da edição Outono/Inverno da revista Paralelo, órgão oficial da FLAD, Fundação Luso-Americana para o desenvolvimento, pode ler-se com todo o desplante da editora (a inenarrável ex-Ministra de educação Maria de Lurdes Rodrigues) o seguinte: “A FLAD a cujo Conselho Executivo presido desde Maio, tem um passado de intervenção e de apoio ao desenvolvimento económico, cientifico e tecnológico do país, em geral e dos Açores em particular.”

Alguém me aponta e situa no tempo um exemplo relevante, um apenas, de um evento, atitude, apoio, ou seja lá o que for que a FLAD tenha proposto, promovido apoiado, nesta santa terrinha que é um dos principais fundamentos para a existência da referida fundação. Um só, vai lá, não deve ser muito difícil.

21 de novembro de 2010

Antolhos?



Imaginemos que os protagonistas dos episódios retratados eram W. Bush e Mota Amaral e um Cão de Fila-de-São Miguel. O que não diria o cosmopolita Deputado da Região de tais parolices.

20 de novembro de 2010

Aliança do Pacifico e Índico?

No rescaldo da cimeira da NATO e das muitas reuniões bilaterais e decisões tomadas à margem da mesma e da redefinição do conceito estratégico da OTAN, gostava só de deixar duas notas para reflexão que são de todo importantes.
Primeiro quero lembrar os mais críticos do atlanticismo que é a esse que se devem 60 anos de paz na Europa com excepção dos Balcãs onde a culpa da instabilidade e guerras é mais da parte oriental do Atlântico do que propriamente daquela que os anti atlanticistas empedernidos odeiam.
Segundo, o conceito estratégico agora aprovado e discutido há muito no seio da OTAN, ficará sempre ligado ao nome da cidade de Lisboa. Porém, nunca uma revisão do conceito estratégico da OTAN esvaziou tanto a importância de Lisboa e do Atlântico no seio das suas intervenções. Aliás, a escolha de Lisboa é simbólica nesse sentido.

16 de novembro de 2010

É Jumento mas não é burro.

Precisamos de produzir
Tudo no nosso país está especializado no consumo, os empresários bem sucedidos são os que têm empresas que vendem crédito ou bens de consumo, os programas eleitorais são programas de consumo, os debates orçamentais centram-se no consumo. Toda a sociedade está especializada no aumento do consumo, a própria democracia é alimentada por uma classe política mais preocupada em ter sucesso e aumentar o seu padrão de consumo do que com os problemas do país, é uma democracia do Audi, do Mercedes e do BMW.
Mesmo quando o grande problema do país é não gerar riqueza suficiente para manter os padrões de consumo a que se habituou não se ouve uma única voz a questionar a economia portuguesa na perspectiva da produção. Não se ouve o ministro das Finanças falar da eficiência do Estado, em vez disso assistimos à criação de cargos e organismos sem critério e agora promove-se uma vaga populista e destroem-se serviços públicos importantes para servirem de exemplo de um falso rigor na gestão do Estado. Temos um ministro da Economia a quem ninguém ouvir falar daquilo que é ministro, da economia. Temos um ministro da Agricultura que ninguém viu. Temos um ministro das Obras Públicas que deveria designar-se ministro do TGV ou, melhor, ministro do Poceirão. (...)

Livros e gadgets.



Con un libro electrónico, sea El Gatopardo o El perro de los Baskerville, no puedo anotar en sus márgenes, subrayar a lápiz, sobarlo con el uso, hacerlo envejecer a mi lado y entre mis manos, al ritmo de mi propia vida. No hay cuestas de Moyano, ni buquinistas del Sena, ni librerías como las de Luis Bardón, Guillermo Blázquez o Michele Polak donde los libros electrónicos puedan ocupar sus venerables estantes y cajones. Nada decora como un buen y viejo libro una casa, o una vida. Ninguna pantalla táctil huele como un Tofiño, un Laborde o un Quijote de la Academia, ni tampoco como un Tintín, un Astérix o un Corto Maltés al abrirlos por primera vez. Ninguna conserva la arena de la playa o la mancha de sangre que permiten evocar, años después, un momento de felicidad o un momento de horror que jalonaron tu vida. Y déjenme añadir algo. Si los libros de papel, bolsillo incluido, han de acabar siendo patrimonio exclusivo de una casta lectora mal vista por elitista y bibliófila, reivindico sin complejos el privilegio de pertenecer a ella. Que se mueran los feos. Y los tontos. Tengo casi treinta mil libros en casa; suficientes para resistir hasta la última bala. Quien crea que esa trinchera extraordinaria, su confortable compañía, la felicidad inmensa de acariciar lomos de piel o cartoné y hojear páginas de papel, pueden sustituirse por un chisme de plástico con un millón de libros electrónicos dentro, no tiene ni puta idea. Ni de qué es un lector, ni de qué es un libro.



Via Carlos M. Fernandes no incontornável O Insurgente.

15 de novembro de 2010

Começa a voltar à normalidade.

Já recuperei alguns links, a bandeira e os comentários antigos. O mais importante está feito. O design vai ser mais dificil de conseguir. Entretanto ando às voltas com a Ética e as Relações Internacionais. Por isso, vou fazer uma pausa na orgaização do template.

Antes azul do que laranja, dizem Eles e Eu acredito

Uma vez que o laranja estava a incomodar alguns visitantes deste espaço (até sms recebi) por agora e até que consiga resolver o problema do template e da caixa de comentários vão ter que se “amanhar”. Infelizmente foi um erro comum e que cometi por ignorância. Tentando alterar algumas coisas migrei o bloigue para a versão mais recente do blogger que não aceita a minha “pré-jurássica” escrita em HTML.
Quero e devo esclarecer que não houve qiualquer tentativa de apagar qualquer comentário ou qualquer outra informação, foi mesmo um acidente o que é perfeitamente compreensível, toda a gente de boa-fé perceberá que perdi muito mais do que seria suposto ganhar. Perdi, por exemplo, o contador de visitas, o Clusters map, os links, a bandeira da FLA. Enfim uma infinidade de coisas que será muito difícil reaver a não ser que apareça ajuda externa.

14 de novembro de 2010

Agora fica assim depois se verá.

Fiz aqui uma asneira qualquer e não sou capaz de repor o design retro deste blogue. Por agora ficam assim, o resto logo se verá.

10 de novembro de 2010

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COLÓQUIO ÉTICAS APLICADAS NA UNIVERSIDADE DOS AÇORES
No próximo dia 20 de Novembro, por ocasião da celebração do Dia Mundial da Filosofia, declarado como tal pela UNESCO, terá lugar o Colóquio Éticas Aplicadas no Anfiteatro C da Universidade dos Açores.Este evento dividir-se-á em duas partes: a manhã será dedicada a algumas conferências plenárias sobre a Ética enquanto área fundamental de estudos e a tarde será preenchida com diversos workshops simultâneos, incidindo cada um deles sobre uma ética aplicada: Ética e Relações Internacionais, Ética e Biomedicina, Ética e Comunicação Social e Ética e Serviço Social. Os workshops terão um carácter eminentemente prático, privilegiando a análise e resolução de casos concretos, bem como a discussão de questões legislativas e/ou códigos deontológicos.
As inscrições decorrem até ao próximo dia 15 de Novembro, devendo ser enviadas para o Secretariado do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade dos Açores. A ficha de inscrição poderá ser obtida através do seguinte site: www.eticasaplicadas.net
O evento dirige-se a todo o público interessado, com destaque, por um lado, para alunos da Universidade dos Açores que, em várias licenciaturas, frequentam cadeiras de Ética e, por outro, para profissionais de diversas áreas que se confrontam frequentemente com problemas ético-deontológicos na sua prática quotidiana.
Nas últimas décadas, a Ética tem sido significativamente renovada devido ao aparecimento de novos domínios de reflexão, como a Bioética, a Ética Ambiental e as Éticas Profissionais. O Colóquio Éticas Aplicadas pretende reflectir sobre este fenómeno, integrando-se num projecto editorial mais vasto, com a mesma designação, que visará a publicação de diversas obras sobre várias éticas aplicadas.

R.I.P Dr. Fernando Aires.


1928-2010
Nesta hora em que não sei o que dizer por falta de habilidade com as palavras e porque a emoção me tolhe a força dos dedos e da mente, ficam as palavras do Daniel de Sá.

Hoje a cidade amanheceu cinzenta. É seu velho hábito vestir esse hábito de quase penumbra. Que incomoda. Que amolece o gosto pela vida. Que nos tira a vontade de nos levantarmos. Hoje, a cidade voltou a vestir os seus andrajos mais frequentes, como viúva pobre em permanente aliviar luto. E não me apeteceu levantar. Na minha “Ilha de Nunca Mais” não voltarei a erguer-me. O tempo… o tempo, para mim, agora já “era uma vez”.


A notícia de que não me apeteceu levantar acinzentou de quase trevas pedacinhos de mundo aqui e acolá. Escureceu a claridade na Ponta da Galera. Arrefeceu o vento nordeste na Maia. Gelou corações em Providence ou em Lisboa, em New Bedford ou em Toronto, na Califórnia ou em Santa Catarina. Estranha sensação, esta, a de saber que eu, “uma unidade de sentimentos/ sensações”, fazia parte dos sentimentos bons de tantos amigos.


Se for possível farei o possível para estar com ela, mas a Linda ouvirá sozinha a nossa música. Como eu amei esta Mulher! Como ela conseguiu ser o braço que me levantou tantas vezes em manhãs em que não me apeteceu levantar! Mas, hoje, não. Hoje tornou-se no nunca mais. Talvez tentem aliviar este insidioso luto cinzento com um cheiro a flores.


Hoje não me levantei. Não volto a levantar-me, já disse. Não me cansei da vida, nem da família, nem dos amigos. Nem sequer me cansei de mim. Mas tinha de haver este dia. O dia de nunca mais.

Até qualquer dia, companheiros.

Maia, 9 de Novembro de 2010

(Daniel de Sá)

8 de novembro de 2010

E julguei que já tinha visto tudo.

Eu sei que não sou o melhor utilizador do idioma de Camões. Nem sequer sou bom no uso que faço do Português. Porém, há coisas que não se admitem e que saltam à vista mesmo de um leigo como eu. Por exemplo, li hoje num documento feito por um licenciado em vias de ser Mestre em regime “bolonhês” a seguinte frase: Quando tive na Ilha Graciosa pude constatar que havia por lá muitos burros cinzentos . O uso da primeira pessoa do singular no pretérito perfeito do verbo ter, no lugar do mesmo tempo verbal mas do verbo estar é um erro inadmissível.
No mesmo paper li ainda uma coisa mais grave que até se admite na linguagem oral por via do costume mas que é totalmente inadmissível na linguagem escrita ao nível académico. A páginas tantas o autor escrevia: Os graciosenses forem muito simpáticos com a nossa equipa. Ora, o uso do verbo ir conjugado na terceira pessoa do plural do futuro do conjuntivo é completamente errado e deveria estar o mesmo verbo conjugado na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
Sei que, no meu caso, é preciso ter muito desplante para corrigir seja quem for, sou um exemplo dos que dá mais valor ao conteúdo do que à forma. Sei também que não sei usar a pontuação e em especial as virgulas. No entanto, há coisas que ultrapassam o razoável.

3 de novembro de 2010

Na Guerra com as agências de rating.


Em The Art of War (incompreensivelmente nunca traduzido para português), o grande estratega Sun Tzu diz que a guerra é a arte da simulação. O que se passou por estes dias no Parlamento foi uma autêntica simulação mas com resultados que estão longe de serem satisfatórios. O espectáculo pouco edificante que os debates proporcionaram e as atrapalhadas e politiqueiras justificações do Ministro Teixeira dos Santos, em nada abonam em favor da confiança dos mercados. As taxas continuam a subir.
Obviamente, o País precisava de um orçamento e os mercados esperavam um entendimento entre os dois maiores partidos. Porém, não há mercados que não tenham percebido que, mais uma vez, a táctica partidária sobrepôs-se ao interesse estratégico nacional.

1 de novembro de 2010

CSB 81.

Aqui Açores, Portugal, CSB 81 do Clube Asas do Atlântico, era assim que há mais de 40 anos o António Valente abria as emissões do Asas. Ontem ouvi o António à conversa com o José Maria, antigo colega de estação e de muitas horas de rádio. O António Valente é uma referência do Asas do Atlântico e da rádio açoriana em geral. Faz hoje 43 anos que se iniciou aos microfones do emissor do Clube Asas do Atlântico.
Há 43 anos as coisas eram bem diferentes do que são hoje, mas para os distraídos é sempre bom lembrar que havia rádios privadas em Portugal e nos Açores. Quem cresceu em Santa Maria, ou na costa sul da Ilha de São Miguel até ao Nordeste (como é o meu caso) o Asas era presença habitual nos velhos rádios de válvulas sintonizados na onda média do CSB 81 do Clube Asas do Atlântico.

21 de outubro de 2010

Daqui a pouco, pelas 20h45m na RTP-a

Estado da Região
As consequências das medidas de austeridade nos Açores e os cortes nas transferências de verbas para as autarquias locais vão estar em debate no programa da RTP-Açores, “O estado da região”, na próxima quinta-feira.O jornalista Osvaldo Cabral terá como convidados o Eng. João Ponte, Presidente da Associação de Municípios dos Açores e da Câmara Municipal da Lagoa, Dr. José Carlos Carreiro, Presidente da Câmara Munisipal de Nordeste, e os comentadores Eng. Mário Abrantes e Nuno Barata Almeida e Sousa.“O estado da região” é transmitido pelas 20.45 na RTP- Açores e inclui ainda telefonemas e emails dos telespectadores.

Estranho, no mínimo.

O Grupo Paím está representado duas vezes na nova Direcção da Associação de Turismo dos Açores, por Sandro Paím e por Francisco Madeira.
Entretanto os investimentos daquele grupo na área do turismo na Ilha de São Miguel estão mais do que emperrados.

19 de outubro de 2010

Não havia necessidade.

O Francisco respondeu ao Clélio, hoje no Parlamento dos Açores, com um ataque. Um ataque frouxo do tipo eu fiz mas tu também fizeste, mas pior ainda do que frouxo, fraquinho mesmo e do tipo que o Francisco diz para o Clélio: Eu posso estar todo cagado até aos pés mas tu tens as cuecas sujas porque limpaste mal o rabo.
Na arte da guerra, o ataque é a melhor defesa. Contudo, essa premissa apenas é válida quando se tem armas para o fazer. Não foi o caso do Francisco a responder ao Clélio a respeito dos gastos com a jantarada de 196.000 euros na BTL e nos milhões gastos para animar a malta e comprar os prémios das 7 maravilhas naturais de Portugal. Na verdade, o Francisco ataca com uns míseros 20.000 euros que a Câmara Municipal de Ponta Delgada (único alvo a abater na mira dos socialistas açorianos para quem Manuel Rita num repente passou de besta a bestial) terá alegadamente gasto com a edição de um livro, “isso é cultura estúpido.” O ridículo da história não seria assim tão ridículo se o Governo de César não tivesse andado a distribuir dinheirinho do nosso para satisfazer o ego cultural de alguns amigos do regime.

Estado da Região

As consequências das medidas de austeridade nos Açores e os cortes nas transferências de verbas para as autarquias locais vão estar em debate no programa da RTP-Açores, “O estado da região”, na próxima quinta-feira.

O jornalista Osvaldo Cabral terá como convidados o Eng. João Ponte, Presidente da Associação de Municípios dos Açores e da Câmara Municipal da Lagoa, Dr. José Carlos Carreiro, Presidente da Câmara Munisipal de Nordeste, e os comentadores Eng. Mário Abrantes e Nuno Barata Almeida e Sousa.

“O estado da região” é transmitido pelas 20.45 na RTP- Açores e inclui ainda telefonemas e emails dos telespectadores.

15 de outubro de 2010

Na guerra dos números...

...Berta Cabral já nem dá troco a Carlos César, “manda” o seu “Ministro dos Negócios Estrangeiros,” o seu Ali Alatas responder por ela.

Acelerar para o abismo.

Por aquilo que já se conhece da proposta do orçamento de Estado para 2011, estamos perante a inevitabilidade de uma recessão acentuada que poderá durar muito para além do fim da década. Então, porque razões estão os Bancos interessados em que este documento seja aprovado?
Não há razões, há apenas uma razão, reaccionarismo.

14 de outubro de 2010

Lições da História 6

Nunca nenhum médico perguntou a um doente que ele desejava tomar, mas apenas o que é que lhe dói.

António de Oliveira Salazar,1929

Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005), pag. 349 Tribuna, Lisboa 2005.

13 de outubro de 2010

Em nome do bom nome da Baronesa Thatcher

Sobre a Guerra das Malvinas/Falkland, uma certa esquerda jacobina e mal formada, insiste na teoria de que a venerada Srª. Thatcher a promoveu por capricho pessoal e para salvar a sua reputação interna. Acontece porém, que não foi bem isso que se passou. Já diziam os nossos avós e bisavós e tetravós e por ai a diante que a ignorância é atrevida e que uma mentira depois de muito repetida pode chegar a verdade. Mas, aqui estamos para lembrar os factos que a história confirma.

Os factos são claros. A Inglaterra ocupou as Malvinas a que chamou de Falkland nos meados do Sec. XIX e desde então não mais largou o seu domínio. Em 2 de Abril de 1982 tropas Argentinas lideradas pelo seu Presidente o General Leopoldo Galtieri, um obstinado ditador, com problemas conhecidos e reconhecidos pelo abuso do consumo de álcool, invadiram as Ilhas. De seguida, Conselho da Segurança da ONU (que umas vezes é soberano noutras nem por isso, é como dá jeito) aprovou a Resolução 502 pela expressiva votação de 10 votos a favor e apenas 2 voto contra e 4 abstenções. Essa resolução exige a retirada imediata das tropas argentinas e a abertura de um processo negocial. A Inglaterra (mais lastrada democracia do Mundo) liderada pela Srª Thatcher, com um governo livre e eleito democraticamente e sujeito a sufrágio, ao contrário do Argentino cujo poder advinha de uma ditadura militar, defendeu o seu Espaço Vital e as suas tropas chegaram às Malvinas a 22 de Abril e no estrito âmbito do cumprimento da resolução do Conselho da Segurança da ONU.
Alguns analistas e politólogos apontam a Guerra das Malvinas como sendo a principal causa da queda da ditadura militar e portanto a intervenção das tropas de Sua Majestade teve ainda a boa função de contribuir para a democratização de um Estado devolvendo o poder à nação.

Jogo da Cabra Cega.

Passos Coelho acaba de receber Pina Moura, representante de importantes interesses económicos estrangeiros e os principais 4 banqueiros portugueses para falar do orçamento. Viva a democracia corporativa a fazer-se, cada vez mais, sobrepor à democracia parlamentarista.
Não interessa saber o que contem o Orçamento de Estado para 2011, o que interessa é não haver ondas.
Não sei bem porquê mas isto está a fazer-me lembrar a fase da Revolução Francesa em que a Burguesia para garantir privilégios adquiridos com a própria revolução, apoiou Luís XVI para ver se o poder não caia na Rua.
Será a greve geral do próximo mês o despoletar da nossa revolução jacobina? Não me admirava nada.

Hoje sou Eu o convidado.


A Safra do atum e a pesca nos Açores é o tema do "Estação de Serviço" de dia 13 de Outubro às 18h45

A grande quantidade de atum que apareceu este ano nos mares dos Açores trouxe à actualidade uma série de constrangimentos que impedem os armadores de pescadores de capturar todo o peixe que seria possível.A falta de capacidade das instalações frigoríficas em diversas ilhas para armazenar o pescado levou, mesmo, a LOTAÇOR, a empresa pública regional que gere as lotas dos Açores, a impor quotas de captura aos armadores, numa fase de grande abundância de atum.Desta situação, o Estação de Serviço de hoje parte para uma conversa não só sobre a safra do atum, como também sobre os problemas da pesca nos Açores em geral.A jornalista Teresa Nóbrega convida o gestor de frota de pesca Nuno Barata Almeida e Sousa para ajudar a analisar os problemas.A partir das 18:45, na RTP-Açores e na Antena 1, pode participar no programa, ligando o número 296 202 767, escrevendo para o endereço electrónico http://ww1.rtp.pt/acores/?article=17710&visual=22&tm=28 e deixando o seu comentário no blog (http://ww1.rtp.pt/acores/?article=17710&visual=22&tm=28) ou no mural do programa no Facebook.

Lições da História 5

Falta pouco para a legitimação da ditadura.

Lições da História 4

"O Partido Democrático é hoje uma agência de negócios em véspera de falência fraudulenta"
José Domingos dos Santos, 1926
Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005), pag. 321 Tribuna, Lisboa 2005.

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Foto Wikipédia.
O João Nuno Almeida e Sousa (mê prime más gande) lembrou e bem a passagem do octogésimo quinto aniversário da Dama de Ferro. Lembrou também o livro A Arte de Bem Governar a 3€ na Feira do Livro de Ponta Delgada. Fazem falta à Europa lideres com a Lady Thatcher, Helmut Kohl, Jacques Delors e Romano Prodi. Estes deram lugar à má moeda.
PS: Um post que também podia ter como epígrafe e expressão Lições da História.

12 de outubro de 2010

Lições da História 3

"Sobre a ordem pública vim encontrar o País melhor, sobre a questão política, na mesma. Se as oposições tivessem um sucessor para dar a a António Maria da Silva já o tinham deitado abaixo. Assim, é de prever que se mantenha e que consiga votar algumas ou alguma das propostas de finanças. Isso é absolutamente preciso para evitar a desorientação financeira que se acentua".

(Augusto de Castro, em carta a João Chagas)

Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005), pag. 285 Tribuna, Lisboa 2005.

Lições da História 2

"Em Portugal, no campo político, não se discutem ideias, discutem-se homens para os arruinar, como se dessa demolição não adviesse um grande mal para o regime e para o País".
Barros Queirós, 1921
Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005),pag. 275, Tribuna, Lisboa 2005.

Lições da História 1

A história não se repete porque ela é do domínio do cronos. Porém, a história ensina-nos a importância de reflectirmos sobre os acontecimentos passados tirando deles ensinamentos futuros. A história é um instrumento de governação e de apoio no mecanismo de decisão racional e pessoal que nenhum ser pode desprezar. Essa coisa de dizer que a política não me interessa e eles são todos iguais é reduzir a nossa existência à condição do idiota.

5 de outubro de 2010

Hoje comemoramos exactamente o quê?

18 Anos de caos económico e social da primeira república?
Os quase quarenta anos da república Salazarista?
Os anos do marcelismo?
O PREC?
Os dez anos de cavaquismo e o desperdício de dois QCA mais os escândalos de corrupção que ainda se reflectem hoje?
O Pântano Guterrista?
A fuga do Barroso?
A demissão de um governo sustentado por uma maioria?
A fraude “socretina”?

No meio de tudo isso prefiro comemorar os 867 anos do tratado de Zamora e gritar vivas a EL-REI D. Duarte de Portugal, prestando assim a minha singela e humilde homenagem à memória de D. Manuel II um dos mais prestigiados Reis de Portugal e um intelectual de referência.

30 de setembro de 2010

Magnificas políticas

O Prof. João Luís Gaspar cessou as suas funções como Director Regional para regressar à carreira académica. Até aqui tudo normal.
Pelos corredores da Universidade dos Açores corre o disse que disse que Gaspar poderá estar na corrida para a sucessão a Avelino de Menezes no cargo de Magnifico Reitor da UAÇ. Nada tenho contra ou a favor da personagem. Contudo, aprendi, há muito, a desconfiar de quem usa a política como “trampolim” para outras carreiras (até pode não ter sido o caso).
Espero bem que o bom senso impere na comunidade académica e que essa mesma comunidade pondere bem se o Prof. João Luís Gaspar será um “ponta de lança” da UAÇ no Governo e no PS ou se, ao invés, será apenas mais um “ponta de lança” do PS e do Governo numa instituição que se quer independente.

29 de setembro de 2010

Orçamento corrente?

Se é para ter um orçamenmto sem despesas de capital, então para que querem um orçamento?

28 de setembro de 2010

Cuidados paliativos.

O receituário da OCDE que as parangonas nos apresentam por estes dias parece-me feito por encomenda. Sem dados absolutamente rígidos e claros que os diferentes serviços de estatísticas insistem em não fornecer, ainda há dias se ouviu da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, que 45% das empresas estão em situação difícil. Facilmente podemos transportar a realidade micaelense para o todo nacional. Dessas empresas, a grande maioria é constituída por micro, pequenas e médias empresas cujos gerentes e familiares são a principal força de trabalho e de onde sai o rendimento dos respectivos agregados familiares.
O aumento do IVA em 2 pontos percentuais e do IMI em não sei quantos, é uma carga enorme sobres as famílias e embora não o seja directamente sobre as empresas, reflecte-se inevitavelmente no consumo e constitui uma medida de básica injustiça por ser transversal à população. Apanha todos, desempregados incluídos.
Não sei quem ensinou economia aos senhores da OCDE, mas certo é que a economia e a sociedade portuguesas não aguentam mais uma subida de impostos. Quem vê a solução para o défice das contas públicas pela parte do aumento da receita e não pelo lado da redução da despesa, está a ver a película em reverse mode quando o país precisa de fast foward.

17 de setembro de 2010

A propósito.

O post imperdivel no Barbearia do Senhor Luís.

Ossos do ofício.

A minha vida é mais do que um livro aberto, é uma exposição itinerante.

16 de setembro de 2010

César acha normal.

Cesar acha normal e não vê qualquer problema neste assunto do “estudante” Malaquias. Deve entender-se que, aqui neste blogue, não sugeri “qualquer excepcionalidade ou disposição específica para a atribuição da bolsa ao aluno Miguel Marques Malaquias”.
O que aqui se diz e se repete é que esta situação é amoral, eticamente reprovável e ainda de muito duvidosa importância para as necessidades formativas da Região. Já agora, há muita gente que pagou os seus cursos na integra e com rendimentos muito menores do que a Sr.ª Secretária Regional. E houve também gente que, por estar próxima de Carlos Cesar, teve pejo em candidatar-se. Essa Gente, distingue-se assim da “gentalha”.

Esclarecimento da Presidência do Governo

Os apoios para a frequência do curso de piloto de aviação civil começaram a ser concedidos muito antes da publicação do Regulamento aprovado pela Portaria nº 80/2009, de 6 de Outubro de 2009.

Numa primeira fase, até 2007, o apoio para a frequência do curso de piloto de aviação civil era efectuado através do PRODESA/FSE apoio este que rondava os 35 000€uros. Esta medida (acesso individual á formação) vigorou de 2000 a 2007, contemplando 3 candidatos.

A partir de 2008, numa fase transitória, foram atribuídos apoios a 8 alunos deste curso por portarias do membro do Governo.

Para tornar mais transparente a atribuição destes apoios foi decidido integrar no âmbito do Regulamento de Concessão de Bolsas de Estudos para Formação Profissional não disponível nos Açores, aprovado pela Portaria nº 80/2009, de 6 de Outubro de 2009, os cursos de piloto de aviação civil.

No âmbito deste Regulamento já foram atribuídas 74 bolsas de estudo, sendo quatro para a frequência do curso de piloto de aviação civil.

Todos estes apoios foram publicados no Jornal Oficial da Região.
Não se verificou, assim, qualquer excepcionalidade ou disposição específica para a atribuição da bolsa ao aluno Miguel Marques Malaquias, ao contrário do que tem sido sugerido com má fé.

Perderam totalmente a vergonha.


Uma bolsa. Dois actos.
by
Chá Verde Mário Freitas on Thursday, September 16, 2010 at 12:01pm

1º Acto: Muda um Regulamento
S.R. DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE SOCIAL
Portaria n.º 80/2009 de 6 de Outubro de 2009

Pela Portaria n.º 89/2005, de 22 de Dezembro, foi aprovado o Regulamento de concessão de bolsas de estudo para frequência de cursos de formação profissional para os quais não existaoferta suficiente em estabelecimentos de ensino integrados no sistema educativo regional. Talveio permitir a generalização do acesso a cursos ministrados fora dos Açores em condiçõesmais favoráveis.Na senda das alterações preconizadas pela Portaria n.º 89/2005, de 22 de Dezembro, asquais introduziram, naquele regime, os cursos que conferiam certificação do nível II,conservando a generalidade das regras anteriores e mantendo-se a similitude com o regimeaplicável aos cursos do ensino superior.Nesta mesma prossecução, e com a experiência obtida, após a aplicação daquele diploma,urge responder a novas necessidades formativas, em especial aos cursos que visem formarpilotos profissionais de avião civil.Nesta lógica modificadora, procedeu-se, igualmente, à introdução de ligeiros masimportantes aperfeiçoamentos nos mecanismos de procedimento deste Regulamento, visandopromover e agilizar a concessão das bolsas de estudo para frequência de cursos de formaçãoprofissional para os quais não exista oferta suficiente em estabelecimentos de ensinointegrados no sistema educativo regional.Em suma, a presente alteração deste Regulamento, prevê uma maior abrangência formativae simultaneamente qualificadora, fomentando, consequentemente, uma aquisição progressivade níveis mais elevados de qualificação profissional para a Região Autónoma dos Açores.Assim, manda o Governo Regional, pela Secretária Regional do Trabalho e SolidariedadeSocial, nos termos das alíneas c) e e) do artigo 13.º do Decreto Regulamentar Regional n.º25/2008/A, de 31 de Dezembro, bem como ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 89.º eainda das alíneas a) e d) do artigo 90.º ambos do Estatuto Político-Administrativo da RegiãoAutónoma dos Açores, o seguinte:
1 - É aprovado o novo Regulamento de Concessão de Bolsas de Estudo para FormaçãoProfissional não Disponível nos Açores, anexo à presente Portaria.
2 - É revogada a Portaria n.º 89/2005, de 22 de Dezembro.
3 - O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade SocialAssinada em 8 de Setembro de 2009.

A Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Pereira Marques.

Anexo

Regulamento de Concessão de Bolsas de Estudo para Formação Profissional nãoDisponível nos Açores
Artigo 1.º
Objecto
O presente regulamento estabelece as normas a seguir na atribuição de bolsas de estudodestinadas à frequência de cursos de formação profissional não disponíveis na RegiãoAutónoma dos Açores e que confiram certificação profissional dos níveis II, III e IV da UniãoEuropeia.
Artigo 2.º
Âmbito
1. Podem aderir ao presente regime complementar de bolsa de estudo os alunos residentespermanentes na Região Autónoma dos Açores que, independentemente dos seus recursoseconómicos, da idade e do ano que frequentem, façam prova de estarem matriculados fora daRegião Autónoma dos Açores num curso de formação profissional que satisfaça os requisitosfixados no número seguinte.
2. São elegíveis para comparticipação os cursos que satisfaçam cumulativamente osseguintes requisitos:
a) O curso seja realizado numa instituição legalmente acreditada na União Europeia que, nostermos da legislação em vigor, confira certificação profissional de nível II, III ou IV;
b) O curso, ou cursos que confiram perfil de saída semelhante, não seja ministrado emnenhuma instituição de formação profissional dos Açores ou, quando o seja,comprovadamente o aluno não tenha sido admitido por motivos alheios à sua vontade;
c) O curso confira habilitação profissional para a qual nos Açores exista, ou se preveja venhaa existir a curto prazo, procura devidamente comprovada pela direcção regional competenteem matéria de formação profissional.
3. O presente regulamento aplica-se ainda, com as necessárias adaptações, aos cursos deaviação civil.

Artigo 3.º
Adesão
1. A adesão ao presente regime de bolsa de estudo pode ser solicitada, a todo o tempo,através de requerimento dirigido ao Director Regional competente em matéria de formação profissional, acompanhado de certificado de matrícula e inscrição no curso e do preenchimentode uma declaração de compromisso de honra de prestação de serviço, conforme modelo emanexo.
2. Cabe ao candidato apresentar a documentação que permita comprovar que o curso satisfaz os requisitos estabelecidos no n.º 2 do artigo anterior.
3. A concessão da bolsa depende da existência de disponibilidade orçamental do FundoRegional do Emprego.

Artigo 4.º
Bolsa
A bolsa de estudo compreende:
a) Concessão de um subsídio mensal equivalente a 65% da remuneração mínima mensalmais elevada garantida por lei na Região Autónoma dos Açores, pago dez vezes por cada anolectivo para os cursos referidos no nº2 do Artigo 2º do presente regulamento;
b) Concessão de um subsídio mensal equivalente a 150% da remuneração mínima mensalmais elevada garantida por lei na Região Autónoma dos Açores para os cursos referidos no nº3 do Artigo 2º do presente regulamento;
c) Concessão, por ano lectivo, de duas passagens de ida e volta, pela tarifa, ligação emodalidade mais económicas, entre o local de residência do aluno e a localidade onde estude,mediante a apresentação dos respectivos recibos.

Artigo 5.º
Aceitação
A aceitação da bolsa de estudo, através da assinatura do compromisso de honra e dorecebimento da primeira mensalidade, implica, como contrapartida, e com dispensa dequalquer outra formalidade, a aceitação simultânea das seguintes condições:
a) A obrigatoriedade de inscrição, como desempregado disponível, numa das Agência para aQualificação e Emprego da Região Autónoma dos Açores, durante os últimos 90 dias do cursoe em todos os períodos em que não esteja a exercer actividade remunerada, a tempo inteiro,na área profissional a que o curso dá acesso durante os 3 anos subsequentes ao termodaquele;
b) A aceitação de emprego na Região Autónoma dos Açores, durante um período não inferiorao dobro daquele durante o qual beneficie de bolsa, até ao máximo de 5 anos;
c) O compromisso de início de funções na Região Autónoma dos Açores, caso sejaseleccionado para emprego, imediatamente após a conclusão do curso;
d) Apresentação, no início de cada ano lectivo, de certificado de inscrição no curso, até suaconclusão.

Artigo 6.º
Processamento
O processamento das quantias devidas pela bolsa de estudo é efectuado a partir da data dodespacho do director regional competente em matéria de formação profissional que faz aatribuição, nos seguintes termos:
a) O processamento efectua-se a partir do próprio mês, se o despacho for da primeiraquinzena;
b) O processamento efectua-se a partir do mês seguinte, se o despacho for da segundaquinzena.

Artigo 7.º
Rescisão e reembolso
1. Os alunos beneficiários podem prescindir, a qualquer momento, através de requerimentodirigido ao Director Regional competente em matéria de formação profissional, do estatuto debolseiro desde que, para o efeito, reembolsem a Região Autónoma dos Açores, através doFundo Regional do Emprego, da totalidade dos valores entretanto recebidos a título de bolsa,incluindo as despesas com passagens.
2. Os alunos bolseiros ficam ainda obrigados a reembolsar a Região Autónoma dos Açores,através do Fundo Regional do Emprego, na totalidade dos valores entretanto recebidos a títulode bolsa, incluindo as despesas com passagens, quando:
a) Não cumpram qualquer das condições constantes do artigo 5.º do presente regulamento;
b) Desistam da frequência do curso em que estejam inscritos;
c) Reprovem por falta de aproveitamento mais do que um ano ao longo do curso;
d) Reprovem por falta de assiduidade ou outros motivos a eles directamente imputáveis;
e) Reprovem por razões disciplinares ou, por qualquer motivo, sejam excluídos da frequênciado estabelecimento de ensino onde estejam inscritos.
3. A reprovação por motivo de doença clinicamente comprovada, ou por outra razãojustificada, não implica o reembolso, se os alunos bolseiros repetirem, e concluírem comaproveitamento, a parte do curso que reprovaram, não podendo contudo o número de anosreprovados ao longo do curso ser superior a dois, sob pena de lhes ser aplicada a obrigaçãode devolução estabelecida no número anterior.
4. Os alunos bolseiros abrangidos pelo número anterior ficam obrigados a daratempadamente conhecimento da repetição e razões que a determinaram à Direcção Regionalcompetente em matéria de formação profissional.
5. O montante do reembolso referido nos números anteriores é pago pela totalidade, numa sóvez, e na data estabelecida pelo Fundo Regional do Emprego.
6. O Director Regional competente em matéria de formação profissional, em casosexcepcionais, devidamente fundamentados, poderá autorizar o pagamento do reembolsoprevisto nos números anteriores num máximo de doze prestações mensais consecutivas.

Artigo 8.º
Garantia
A Direcção Regional competente em matéria de formação profissional poderá, a qualquertempo, exigir aos bolseiros a prestação de garantia bancária, ou outra qualquer forma idóneade garantia, que cubra, em caso de incumprimento pelo próprio, o reembolso das quantiasrecebidas, nos termos dos números anteriores.

Anexo I
Modelo de requerimento para concessão de bolsa de estudo

(nome), (filiação), (naturalidade), (residência), com o número de (telefone e/ou telemóvel),portador do Documento de Identificação n.º (número do B.I. ou equiparado), emitido peloArquivo de Identificação de (localidade), em (data), matriculado no (designação do curso), no__ ano do curso (ano do curso), de nível (nível do curso), ministrado pela (instituiçãofrequentada ou a frequentar), vem por este meio solicitar a V. Ex.ª, ao abrigo da Portaria n.º----/2009, de ----, a concessão de bolsa de estudo.Em anexo segue o comprovativo da matrícula e inscrição (e outros pertinentes a juntar).(localidade), (data).Pede Deferimento.(Assinatura do candidato)Anexo IIModelo de declaração de compromisso de honra de prestação de serviço na RegiãoAutónoma dos Açores(nome), (filiação), (naturalidade), portador do Documento de Identificação n.º (número do B.I.ou equiparado), emitido pelo Arquivo de Identificação de (localidade), em (data), inscrito no(designação do curso), no __ ano do curso (ano do curso), de nível (nível do curso), ministradopela (instituição frequentada ou a frequentar), declara por sua honra, que, em contrapartidapela concessão da bolsa de estudo criada ao abrigo da Portaria n.º ---/2009, de ------, aceita ocumprimento integral do regulamento anexo àquela Portaria, nomeadamente a prestaçãoserviço na Região Autónoma dos Açores, imediatamente após a conclusão do curso, durantepelo menos o tempo igual ao dobro daquele durante o qual beneficiar da bolsa, até ao máximode cinco anos, excepto quando indemnize a Região Autónoma dos Açores da totalidade dosvalores recebidos a título da referida bolsa, incluindo os valores despendidos em passagens,acrescidos dos juros legais.(localidade), (data).(Assinatura do candidato)

2º Acto: Atribui-se uma Bolsa

Despacho N.º 818/2010 de 16 de Agosto

Sumário: Concessão de bolsa.

Órgão(s) Emissor(es): D.R. do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor

Nos termos do n.º 3 do artigo 2.º e das alíneas b) e c) do artigo 4.º, ambos do Regulamentode concessão de bolsas para formação profissional não disponível nos Açores, anexo àPortaria n.º 80/2009, de 6 de Outubro, é atribuído a Miguel Marques Malaquias uma bolsa deestudo, correspondendo a mesma ao montante de € 9.489,38 (nove mil quatrocentos e oitentae nove euros e trinta e oito cêntimos) e ao pagamento, após apresentação de recibos, de duaspassagens de ida e volta Ponta Delgada – Lisboa – Ponta Delgada.A presente bolsa destina-se a financiar a frequência do Curso ATP (A) – Piloto de Linha Aérea, ministrado na Academia Aeronáutica de Évora, S.A..A bolsa é processada pelo orçamento do Fundo Regional do Emprego, conforme o dispostono n.º 3 do artigo 3.º do citado Regulamento.28 de Julho de 2010. - O Director Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesado Consumidor, Rui Jorge da Silva Leite de Bettencourt.
Tirado do Facebook de Mário Freitas
Miguel Marques Malaquias é filho de Ana Paula Marques.
Isto até pode ser tudo legal e eu nem contesto esse facto. Mas é totalmente amoral e por várias razões que nem vou-me dar ao trabalho de enumerar.
Essa "gentalha" perdeu totalmente a vergonha.
Numa Região onde falta dinheiro para dar de comer a quem passa fome, dão-se bolsas de estudo aos ricos.
Socialistas desta terra, revoltem-se se fazem favor.
PS: O menino já deve ter emprego garantido numa das duas companhias aéreas que nós sabemos, isso se acabar o curso até 2012 porque de lá para diante vai ser muito dificil.

2 de setembro de 2010

Os extremos tocam-se.

Leitura obrigatória para o post do Diogo Belford Henriques no 31D'Armada, em resposta ao Daniel Oliveira.

Factos são factos.

Há mais de 30 anos a ser governado por um regime socialista e obsessivamente controlador, Portugal é dos países com mais desigualdade de oportunidades. Isso explica bem o ponto de pobreza a que o País chegou. Já aqui escrevi várias vezes sobre o “empreendorismo” e a inovação, sobre a falta dos chamados self-made men, sobre a estagnação do tecido empresarial.
O relatório tornado público há pouco mais de 15 dias pelo Instituto Alemão IZA, vem confirmar o que já aqui tinha sido dito, em Portugal não há igualdade de oportunidades e nem todos são remunerados pelo mesmo esforço da mesma forma.
Porém, é preciso atentar numa outra questão que vai para além da igualdade de oportunidades para os trabalhadores. A igualdade de oportunidades ao nível dos investidores e empreendedores. Se a luta entre empresas é desigual e injusta com umas mais protegidas do que outras, umas com melhor acesso aos recursos do que outras, é natural que o nível remuneratório seja igualmente diferente. Por isso, aqui como em muitas outras questões, o problema tem que ser combatido a montante, neste caso no combate às desigualdades de oportunidades das empresas e dos empresários.
Se o regulador do sistema financeiro e o Estado insistirem no controlo do acesso ao crédito e nas medidas excessivas de regulação e regulamentação da actividade empresarial, nomeadamente ao nível do licenciamento das novas unidades e dos novos negócios, então permanecerão no mercado os mesmo actores e certamente com os mesmos resultados.
O excesso de regulamentação regulação, contribuiu para a construção de um sistema do tipo “feudal” e para regimes de monopólio ou “duopólio” em que quem é detentor das licenças e das “beneces” do Estado, explora muitas vezes abusivamente, quem tem que recorrer as esses serviços ou bens que podem não ser de primeira necessidade mas não deixam de ser importantes para o desenvolvimento da economia e consequentemente para a paz social e bem-estar das populações.
Não será preciso fazer muito esforço para perceber que o fim do monopólio da PT em relação às redes de cobre seria um enorme beneficio para todo o país.
Mas não é preciso ir tão longe, até nas coisas mais simples e que nos cercam todos os dias existem exemplos desta natureza, em que o Estado intervém licenciando e limitando esses licenciamentos, obrigando a maioria dos cidadãos a se subjugarem ao detentor das licenças.
Nos Açores, protegem-se alguns e deixam-se cair outros. Licenciam-se uns e atiram-se as responsabilidades para os outros. Nos Açores, a desigualmente de oportunidades é ainda mais gritante porque o poder está mais perto e isso tanto serve para facilitar como para complicar.

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