Uma medida previsível há mais de
10 anos. É urgente repensar o potencial geoestratégico das nossas Ilhas e
alterar o paradigma militarista por um paradigma económico. Nos últimos 20 anos
temos assistido ao esvaziamento da importância Geoestratégica dos Açores na
área da aeronáutica civil e agora assistimos a um rude golpe na questão
militar. Depois do fim dos Cabos submarinos outras decadências se denunciam.
Nas últimas duas décadas muito se
escreveu sobre o encerramento da base das lajes e sobre o Aeroporto de Santa
Maria. Mas, que planos de contingência se forjaram? Que soluções se buscaram?
Que alternativas para o emprego se apresentaram?
Nada! Para não ser injusto teria
que dar exemplos de tentativas falhadas como a da Zona Franca de Santa Maria ou
a ainda não testada solução do centro de treinos da SATA, ou ainda o tiro de
pólvora seca em que se transformou a estação de rastreio de satélites da ESA.
Se dúvidas houvesse sobre a
fragilidade da economia das nossas Ilhas e a sua capacidade de gerar emprego e
meios de sobrevivência, os dois exemplos, quase dramáticos, que estamos a viver
em Santa Maria e Terceira, vêm demonstrar à saciedade que de retórica e de eloquência
oratória não se faz o futuro destas Ilhas. É caso para dizer que no passado
havia mais futuro.
Os Açores têm quase 600 anos de existência
mas, as suas épocas de fartura resumem-se aos últimos 50 anos do século XIX e à
segunda metade do século XX. De resto, fomos sempre um lugar onde era muito difícil
viver e onde até os ricos eram pobres. Preparemo-nos, vêm aí dias muito difíceis.

























