18 de junho de 2010

Uma vergonha na morte de Saramago.

Raramente me leram ou ouviram atacando a instituição parlamentar, o coração da democracia e a nossa casa, onde estão os nossos directos representantes. As poucas vezes que o faço (como há dias no caso das viagens e do tribunal de contas) é por me entristecer pela forma como os Senhores Deputados se curvam ao politicamente correcto e cedem à tentação da politiquice. O nível baixou bastante, acho mesmo que alguns andam por lá convencidos que aquilo é a sede do partido e que o Povo é uma massa anónima e amorfa que apenas serve para lhes garantir, de quatro em quatro anos, um lugar bem pago.
Hoje os parlamentares voltaram a portar-se de forma a envergonhar não só quem os elege mas também quem lutou, no passado longinquo e no mais recente, pela instituição parlamentar regional. Há vezes que chego a sentir vergonha.
Se PSD, CDS e PPM não queriam aprovar o voto de pesar pela morte de Saramago, estavam no seu direito (em meu entender mal e Eu nem gosto do Saramago como pessoa e político). Mas e porque razão a esquerda não apresentou a levou a votação o seu texto mesmo para ser votado apenas por maioria? Falta de "tomates"? claro, de um lado e do outro. Ficaram todos mal no retrato. Todos sem excepção. Para adiar para a sessão de Julho mais vale não fazer nada, sempre pode passar despercebido. Segundo noticia a agência Lusa, "Na origem do problema esteve o teor do voto de pesar, redigido por Aníbal Pires, deputado regional do PCP,o que mereceu o reparo do PSD, CDS/PP e PPM, alegadamente por causa de uma referência à militância comunista de José Saramago." Ora se há coisa que não se deve esconder é precisamente esse facto de Saramago ser um comunista militante, ajuda a compreender as suas fraquezas.

15 de junho de 2010

A reboque da crise.

German chancellor Angela Merkel's centre-right coalition government looked to be close to collapse today, weakened by a string of disagreements and intense infighting over austerity cuts, policy reform and the departure of senior conservatives.
As medidas de autoridade adoptadas pelos governo europeus, ou por Bruxelas, ou pelo eixo franco-alemão, (é à vontade do freguês) estão a causar embaraços e incómodos por esse mundo fora. Na Alemanha parece que a Chanceler está a enfrentar algumas dificuldades para manter a coligação centro-direita. Nestes momentos há sempre quem tente sair do barco provocando o naufrágio e depois se comportar como um rebocador abutre.

14 de junho de 2010

Lição para tirar desta crise.



Sendo a América o mais capitalista dos estados parece-me óbvio que se os socialistas tivessem razão, a América seria, certamente, um excelente terreno para a propagação da “praga” socialista, para a demagogia das direitos do proletariado e para a castrante omnipresença do Estado Providência. Sendo a América essa coisa horrível que nos pintam as “esquerdalhas” europeias, não se percebe como o socialismo nunca vingou, nem sequer há um partido socialista com uma expressão significativa, o socialismo, na América, é mesmo insignificante e por isso ela é grande, livre, multicultural e multirracial como nenhuma Nação do Mundo consegue ser.

6 de junho de 2010

Porque hoje é 6 de Junho mas não só por isso.

Estávamos no Verão quente de 1975, o mote tinha sido dado e aos poucos, o país ia caminhando para a Liberdade que apenas se havia de conquistar em Novembro desse mesmo ano, a 25. Ia-se configurando o regime autonómico na esperança de uma autonomia Político-administrativa progressiva e tendente à Independência dos Açores assentes em aspirações económicas legítimas de um Povo que lutara pela sua dignidade durante séculos. As motivações económicas foram-se esbatendo com as transferências dos sucessivos orçamentos do Estado central e o sentir Açoriano foi-se redimindo ao calendário da barriga cheia. A lei de finanças regionais de 1995, qual mesada estabelecida pelo Pai de um filho que vai estudar para a metrópole, golpeia de morte as aspirações de alguns, dos mais orgulhosos e patriotas açorianos e dá alento às de outros, aos que preferem a vida fácil e dependente do poder central.
Hoje, o Estado falido grita pela solidariedade de Bona e de Paris, eixo que decide em Bruxelas. Porém, do lado de lá o tempo não está para solidariedade, está para cobrança.
Neste Verão morno de 2010 estamos longe dos ideais da democracia. Os Parlamentos são motivo de chacota, até os políticos e ex políticos se riem dos eleitos e de quem deriva ou derivou o seu próprio poder. Ou seja, até o regime, por demagogia ou ignorância, se ri de si próprio.
Melhores dias virão.

2 de junho de 2010

R.I.P.

Morreu Rosa Coutinho, deve estar mesmo, mesmo a tornar-se numa pessoa fantástica. Há vinte anos era um vilão, há 10 ninguém se lembrava que existira hoje será um heroi da pátria. Não sei quem é pior se ele se os hipócritas que hoje tecem os elogios fúnebres. Morreu um ser humano, tenho pena, mas isso não faz dele o que ele não foi.
Temos pena.
A esse respeito, convém ler a Raquel Vaz Pinto no 31 D'Armada

1 de junho de 2010

E a missa ainda nem chegou ao Pai Nosso.

"Governo diz-se surpreendido por desemprego de 10,8% "

Portugal parece um barco no meio duma tempestade.

"Há uns meses atrás, em nome da crise, o governo apresentou medidas excepcionais de apoio aos desempregados, incentivos e bonificações ao crédito às empresas, novos investimentos que gerariam emprego. Surpreendentemente, nos últimos dias, o mesmo governo anunciou o fim das medidas de combate à crise… em nome da própria crise "
Para ler na integra aqui

27 de maio de 2010

São Lourenço - Santa Maria - Açores

Baía de São Lourenço- Stª Maria-Azores
Não há nada que justifique a destruição de um paraiso destes, nem as casas nem sequer a segurança de pessoas e bens. Nada justifica esta destruição.

PQP









Os crimes ambientais sucedem-se como as ondas do mar de Vigo.
Onde andam os ambientalistas?
Onde andam os biólogos?
Esta Baía é zona protegida. Foram destruídas centenas de pequenas poças que eram autênticos viveiros para Meros, Sargos e outras espécies menos importantes. A destruição das zonas costeiras ocupando-as por betão é um enorme revés para o desenvolvimento de biótipos. Viva a destruição em nome não se sabe bem de quê.
Cada regresso a Santa Maria é mais doloroso, cada vez me apetece menos voltar. Houve tempo em que quase inventava trabalhos para cá vir. Agora só venho mesmo quando as sirenes já se ouvem no Alasca.

26 de maio de 2010

farto de futebois.

Não João, não és o único a estar farto do Mundial. Eu, pelo menos, estou tmabém já farto do Mundial.
NB: E ainda não começou a ouvir-se o som das "cornetinhas" manhosas.

Fim de semestre académico.


Edifício da Biblioteca da Universidade dos Açores, campus de Ponta Delgada

13 de maio de 2010

Tão actual como há 100 anos.


(...) Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social. (...)
Papa Leão XIII na Encíclica Rerum novarum Maio de 1891

12 de maio de 2010

Caritas in veritate.

Devíamos aproveitar esta visita papal para reflectirmos sobre a carta encíclica de Bento XVI, Caritas in veritate. Documento essencial para percebermos a dimensão intelectual do Santo Padre em lugar de o julgarmos pelos erros, faze-lo pelas virtudes.
(…)Pela sua estreita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública. Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida.(…)

6 de maio de 2010

Ouvida no taxi há pouco.

O gaijo anda a perder qualidades, agora rouba e deixa-se apanhar.

Back to the 80s?

Eu queria dizer um montão de coisas sobre as eleições no Reino Unido. Porém, ficam apenas as não poucas palavras de Niall Ferguson retiradas do 31 D’Armada esta manhã e que dizem tudo, sobre o actual momento em terras de Sua Majestade e do resto da Europa: (...) I think Britain was more ready for Thatcherism in 1979 than it is today, and yet it needs it more today than it did then(...).

Ouvida no café há pouco...

... e bem demonstrativa do espírito reinante.
Eu, este fim-de-semana sou, como sempre, do Porto e depois do Rio Ave e do Braga.

5 de maio de 2010

As mesmas razões opção diferente


Foto Açoriano Oriental
Aqueles que teimaram em não entender a razões pelas quais estive com Alegre em 2006, vão continuar sem entender porque razão não estou com Alegre em 2011. Por outro lado, aqueles que perceberam bem as minhas razões para estar em 2006 já perceberam porque não estarei em 2011.
Se dúvidas houvessem, bastava olhar as filas da frente do Salão Nobre do Teatro Micaelense ontem e ouvir uma ínfima parte do discurso do poeta para perceber que não estamos, de todo, a falar da mesma coisa que falávamos em 2006.

4 de maio de 2010

Nostalgia.

AS FADAS

As fadas...eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras, velhas de pasmar...
Umas vivem nos rochedos,
Outras pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar...

(...)
Antero de Quental

29 de abril de 2010

O Governo Regional está em Santa Maria.

Devem estar todos muito orgulhosos desta merda ...
Idiotas! Idiotas no sentido mais clássico do termo.

Foto honestamente roubada daqui

28 de abril de 2010

Não há saída.


E mudando os personagens de cadeira a resposta seria precisamente a mesma.
Imagem honestamente retirada do Candilhes.

23 de abril de 2010

O Estado é uma galinheiro.

Estou, há uma hora, numa repartição pública à espera que um funcionário se digne dar-me uma resposta simples. Estou perdido nas minhas cogitações próprias sobre o futuro da nossa economia e do nosso sistema político, condimentadas pelo fel da espera. Quanto mais vejo, ouço e penso, mais me apetece gritar. Estamos metidos num galinheiro em que os galos são os pilha-galinhas. A guerra só acaba quando não houver mais nada para pilhar.

21 de abril de 2010

Em cheio, na mosca!

De espanto em espanto. Acabo de ouvir na RDP/A que os Srs. Deputados à Assembleia Legislativa vão passar a ter de elaborar relatórios de todas as deslocações em serviço que façam inter-ilhas. Espanto! A decisão foi tomada pela mesa da Assembleia, na sequência de uma recomendação feita pelo Tribunal de Contas. Espanto maior! Primeiro, pensava eu que a Assembleia Legislativa dos Açores era um órgão de governo próprio da Região de cariz essencialmente político. Segundo, pensava eu que os representantes do Povo Açoriano apenas respondiam politicamente perante o povo açoriano e não administrativamente perante o Tribunal de Contas. Terceiro, pensava eu que as deslocações inter-ilhas dos Srs. Deputados se faziam em trabalho político devidamente justificado pelas respectivas direcções parlamentares. Quarto, pensava eu que o Estatuto dos Srs. Deputados, ainda, não seria equivalente ao dos funcionários públicos, de modo que tivessem de justificar formal e administrativamente o trabalho efectuado. Quinto, não consigo encontrar justificações para que sejam os Deputados a dar esse tipo de explicações formais e administrativas quando existe um corpo técnico e administrativo na Assembleia que deve instruir devidamente essas matérias. Sexto, e último, não sei como os Srs. Deputados aceitam que lhes sejam exigidos escrutínios que, e, sublinho, muito bem, aos membros do Governo dos Açores não são. Claro, que, nestas coisas, o problema deve ser, apenas, meu! Bem diz o nosso povo "Quem muito se agacha, o cu lhe aparece..."


Este texto foi retirado agorinha mesmo do Chá Verde (puro) do Guilherme Marinho. O bold na frase popular final é da minha responsabilidade. De perda de dignidade em perda de dignidade a Democracia Parlamentar vai definhando. Em vez de se darem ao trabalho de explicar ao Povo e ao Tribunal de Contas a essência e as virtudes do parlamentarismo, Os Senhores Deputados vão cedendo ao populismo reinante . Tenho pena, tenho muita pena. Cada vez que o Parlamento entra nesses jogos de poder e cede, só há um perdedor, a Democracia.
Não deveria ser a Assembleia a fiscalizar as contas do Tribunal de Contas? Se calhar, um qualquer Juiz Concelheiro do TC viaja mais do que qualquer Presidente de um grupo parlamentar e ninguém lhe pede contas desse rosário.

20 de abril de 2010

SATA não é SCUT.



Sobre essa guerra dos preços das passagens aéreas e dos transportes marítimos de passageiros eu não entro nem na crítica fácil nem faço da SATA bombo ou bobo da corte.
Digo e volto a dizer, não quero o dinheiro dos meus impostos a pagar as passagens de quem quer viajar.
Quem precisa por imposição, por doença, para estudara, tem já subsídios mais que bastantes.
O dinheiro dos nossos impostos faz falta, é cada vez mais escasso e ainda vai ser mais difícil. Admira-me bastante que os mesmos que pedem controlo nas contas públicas por um lado, reclamam por outro que o Estado gaste os seus recursos na exportação de capitais com passagens baratas. Criticam as violas e brasileiras, mas já se for forro no avião, tudo está bem.
A Região Açores, 30 anos depois da democracia, da autonomia e dos socialismos bacocos e desastrados do PSD e do PS, é a Região mais pobre de Portugal e da Europa.
E porquê? Porque essa gentinha que governou e governa esta santa terrinha, nunca percebeu que a única maneira de acabar com a pobreza é produzindo riqueza, não é esbanjando recursos subsidiando as importações ou pagando para que a nossa classe média de funcionários vá a Lisboa em passeios turísticos e idas às compras ao EL Corte Inglês.

19 de abril de 2010

Nasceu ontem


Teria hoje 178 anos e um dia. Antero Tarquinio de Quental, poeta e filósofo universal, nasceu e morreu nesta Ilha do Arcanjo São Miguel onde a geografia teima em condicionar a vida de muita e boa gente que não acredita na possibilidade de ultrapassar esses condicionalismos. Essa geografia que determinou o caminho de alguns que se arrogam de autores da açorianidade não tolheu a grandeza do pensamento desse grande vulto das humanidades que deu e dá pelo nome de Antero de Quental. Qual cavaleiro andante em luta contra moinhos de vento, Antero partiu e regressou à Ilha sem deixar que esta fosse determinante para o seu pensamento filosófico cosmopolita e para a sua poesia de carácter universalista. Antero foi um poeta filósofo dos Açores sem ser da açorianidade.

15 de abril de 2010

Roosevelt, Salazar e os de agora.



Lajes Field-1943



Está a decorrer na Ilha Terceira, onde não estou com grande pena minha, o II Fórum Açoriano Franklin D. Roosevelt, em homenagem a esse grande estadista que governou os Estado Unidos da América durante a II Guerra Mundial e contribuiu relevantemente para o estreitar de relações entre os velho e novo mundos.
Quando falamos de F. D. Roosevelt, na Ilha Terceira, nos Açores ou em Portugal, não podemos esquecer o papel fundamental que Salazar desempenhou no decurso daquele conflito e a forma como soube gerir o estatuto de neutralidade de Portugal, sem beliscar a “Velha Aliança” e sem por em risco o equilíbrio financeiro do Estado mantendo o negócio do volfrâmio com as potências do Eixo, nomeadamente com a Alemanha. Essa habilidade diplomática e capacidade negocial valeu a entrada de um novo conceito no léxico da geopolítica, o da “Neutralidade Colaborante”.
Salazar assumira as pastas do Negócios Estrangeiros e da Guerra, queria ser ele a tratar esses assuntos. Diz-se que Kennan, encarregado de negócios dos EUA em Lisboa, confessou um dia a Champbell, embaixador de Sua Majestade, que ficava nervoso antes de se ir encontrar com Salazar.
Um pequeno Estado periférico fez-se valer dos seus recursos e da sua importância geoestratégica para garantir a integridade do Império e para obter regalias para o seu Povo, mantendo-se firme nas negociações.
Hoje, os negociadores são de pouca têmpera, preparam-se para permitir o voo de caças em treino para garantir os postos de trabalho. Dizem-me que sempre que os negociadores regionais tentam ir mais além, ministros e embaixadores começam logo a falar de cuidados redobrados nas negociações. Eu acredito.
Acontece que Portugal, embora haja quem aqui pense o contrário, continua a ter uma base negocial muito forte com os EUA. Quem conhece bem o realismo que graça em Washington e entre os salões da Casa Branca e o Pentágono, sabe bem que se a Base das Lajes não fosse importante para os EUA já estaria fechada. Isso mesmo, em Washington, seja quem for o inquilino, reina um realismo intrínseco. O simples facto do Lajes Field continuar aberto é prova mais do que bastante da sua importância, vergar às posições americanas é não ser capaz de perceber isso e isso faz a diferença entre os grandes estadistas e os pequenos fazedores de baixa política.
Um bom estadista, no plano externo, não olha a éticas e moral, defende os interesses do Estado que representa e isso Salazar fez melhor do que ninguém. Pronto D. João II foi um bocadinho, só um bocadinho melhor.

14 de abril de 2010

De que é feito o Estado hoje.

Há gente que julga que é, de facto, Gente. Contudo, essa gente não passa de um existência miserável, inculta, enfadonha, cheia de coisa nenhuma, gente esperta e que não chega a ser Gente. Mas, como é gentinha que se julga Gente, incomoda a Gente que é Gente e que sustenta a corja da gentinha.

5 de abril de 2010

Pescas navegando à vista e sem rumo.


Mais uma vez a ouvir políticos regionais a falarem do sector piscatório. É confrangedora a ignorância associada à demagogia.

O Estado em Thomas Hobbes por breves palavras.


Thomas Hobbes, Wikipédia

Um dos meus companheiros dos últimos meses, Thomas Hobbes, nasceu há 422 anos. Apesar do seu radicalismo e do seu pensamento sobre o governo totalitário dos Homens está muito próximo do que seria necessário hoje. A realidade é que Hobbes está demasiado actual. Na verdade, a sua teoria sobre o Estado Natureza, como sendo um estado natural de guerra entre os Homens, o Homem lobo do Homem (homo homini lupus), é tão actual como era há cerca de 400 anos quando Hobbes escreveu o Leviatã.
Hobbes recorreu ao método dedutivo cartesiano para concluir sobre a necessidade de formação do Estado, como entidade forte e capaz de fazer os Homens abdicarem dos seus apetites individuais em prol do bem comum. Esse Estado, omnipotente e omnipresente, poderia ser personificado num homem ou numa assembleia de Homens.
Hobbes esforçou-se por pensar um modelo político em que a natureza humana é caracterizada de forma trágica, o Homem é incapaz de se governar se não se organizar politicamente. O desejo de sair desse estado natural de guerra, o cuidado com a vida boa, a vida mais satisfeita e a segurança individual, são os fundamentos para a construção de um poder superior capaz de, pela coerção, pelo medo do castigo, fazer respeitar as leis da natureza (justiça, equidade, modéstia) e capaz de contrariar as paixões naturais dos homens. Para o autor, não basta a existência de um pacto, ele precisa de ser consubstanciado num poder capaz de o fazer cumprir. Nas suas palavras, “pactos sem a espada não passam de palavras”, folhas de papel pintadas com tinta.

4 de abril de 2010

Greguerías.

Lo que defiende a las mujeres es que piensan que todos los hombres son iguales, mientras que lo que pierde a los hombres es que creen que todas las mujeres son diferentes.
Ramón Gómez de la Serna, Greguerías.

3 de abril de 2010

Portal do Vento.

Portal do Vento-Sete Cidades
Pormenor de um projecto de correcção torrencial levado a cabo nos anos 70 do séc. XX e que perdurou, com algumas intervenções para manutenção, até aos nossos dias. Esse projecto permitiu manter os terrenos e taludes estáveis em períodos de grande pluviosidade. No final de um Inverno impar, os resultados estão à vista. O que é bem feito é feito para durar.

1 de abril de 2010

29 de março de 2010

Safra à vista.

No cais com o olho no mar
A frota atuneira regional começa a preparar-se para a campanha de 2010. Que seja igual à de 2009, pelo menos.

28 de março de 2010

25 de março de 2010

Um Inverno...

2009.08.09
... excessivamente chuvoso torna perigosa a vida na maioria das Fajãs dos Açores.

24 de março de 2010

Tudo bons rapazes.

O julgamento de dois gestores da OPERPDL por existência de uma contabilidade paralela e um saco azul destinado a “comprar” a paz social na empresa, está a gerar uma onda de solidariedade para com os arguidos. O primeiro argumento é de que era uma prática comum, não há nada mais falacioso do que isto, o crime não deixa de ser crime porque sempre foi praticado, até porque o nosso direito não é consuetudinário.
Depois surge o argumento de que eram vítimas de chantagem, outro argumento falacioso. Se assim foi (não nego) então tinham o dever moral de denunciar a “coacção moral”, não o fizeram porque isso seria confessar o crime que sabiam terem praticado de forma continuada.
Tenho dúvidas que esse saco azul e essa contabilidade paralela de que se fala na acusação tenha sido em beneficio próprio (conheço pessoalmente os dois arguidos). Contudo, a prática de contabilidade paralela e pagamentos por saco azul configura vários crimes económicos e fiscais.
Em ultima análise, a paz social “comprada” seria também um garante da sua manutenção como gestores da tal empresa. Não sei quanto auferiam e se essa verba era significativa, o que sei é que a manutenção de um posto de trabalho de forma ilícita pode ser considerado prática de um acto ilegal em beneficio próprio. Devo ser um chato moralista do “catano”.
Como dizia o meu Avô acerca de uma casa que frequentava amiúde, “é tudo gente séria mas roubaram o meu guarda-chuva”.

23 de março de 2010

Euroscut, uma espécie de donatários da República.

A empresa Euroscut comporta-se como se fosse a dona da Ilha. Entra nos terrenos, destrói linhas de água, caminhos vicinais, servidões seculares que são direitos adquiridos e pior que tudo, não pagam aos donos dos terrenos nem a tempo nem a horas nem a desoras. Comportam-se como se fossem uma espécie de capitão do donatário dos tempos modernos. A Região/Estado, assobia para o ar e não acciona quaisquer mecanismos de fiscalização e controlo por ser incompetente.
Entretanto as populações vão ficando mais pobres e com os seus haveres dem préstimo. Também as estradas regionais vão ficando mais abandonadas que o dinheirinho vai todo para a renda de 10 milhões por ano para os espanhóis. Um belo exemplo é a estrada entre a Praia do Pópulo e a Atalhada ou a entrada da Cidade de Ponta Delgada pela Avenida Abel Ferin Coutinho, ou ainda a ligação da Rotuda dos Valados até à Covoada.
E ainda estamos no princípio.

21 de março de 2010

No dia mundial da poesia...

... o meu poema preferido de todos os tempos.

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

20 de março de 2010

Haja contenção na despesa pública.

Tirada do facebook do Nicolau
COMUNICADO DO GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
Faz o Governo saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.

Filho de peixe sabe nadar.

Ameaça entre deputados parou Parlamento regional
Ontem
Uma alegada ameaça de agressão de um deputado do PS a outro do PSD, que terá sido feita pelo circuito telefónico interno do parlamento açoriano obrigou, hoje, sexta-feira, à interrupção dos trabalhos do plenário durante cerca de meia hora.

O incidente teve origem numa conversa telefónica entre o socialista Francisco César e o social-democrata Clélio Meneses, enquanto decorria a discussão de uma proposta de revisão do acordo laboral da Base das Lajes.

António Marinho, líder da bancada parlamentar do PSD, insurgiu-se contra a situação, lamentando que o Parlamento tenha "chegado ao ponto de um deputado do PS, através do telefone, fazer uma ameaça de agressão física, usando palavras pouco próprias e pouco dignas para esta casa".

Esta versão foi, de imediato, contestada pelo líder parlamentar do PS, Hélder Silva, que considerou "exageradas" as declarações de António Marinho.

Na sequência deste incidente, o deputado do PCP, Aníbal Pires, que estava a discursar, pediu um intervalo de 15 minutos para que o assunto fosse devidamente esclarecido.

No regresso dos trabalhos acabou por ser o presidente da Assembleia Legislativa Regional, Francisco Coelho, a suspender o plenário, convocando, de urgência, uma conferência de líderes.

Os trabalhos parlamentares foram retomados cerca de meia hora mais tarde, mas sem qualquer explicação por parte de nenhum dos deputados envolvidos, que terão esclarecido a divergência longe dos olhares dos jornalistas.
Há cerca de 15 anos, um deputado (minuscula não é gralha) de apelido Cesar, atravessou a sala do plenário para ir ao outrlo lado prometer na cara a um membro do Governo de apelido Machado. O agora deputadinho Cesar aprendeu com essa referência do PS-Açores. O grau de parentesco entre os dois, a mim pouco ou nada interessa, nunca interessou.

17 de março de 2010

Liberdade de expressão? Onde?

A mais inequívoca prova de que não há liberdade de expressão em Portugal, reside no facto de 99% dos comentários que nos aparecem nos blogues e outros fora, serem feitos sob a capa do anonimato.

14 de março de 2010

Eu cá não tenho culpa.

O PSD é um partido em implosão, há já algum tempo que digo isto. Também já aqui escrevi que grande parte dos militantes do PSD, estão mais próximos do pensamento democrata cristão que norteia o CDS do que da social-democracia do PSD.
A “lei da rolha” agora imposta estatutariamente é mais um tiro nos pés de um partido que perdeu o rumo desde que perdeu o poder. Um partido órfão de pai vivo. Um partido com bases (mesmo que vivendo um equivoco) mas, sem dirigentes à altura de mater essas mesmas bases animadas.
Continuem dando esses tiros nos pés que o Sr. “Inginheiro” agradece.

9 de março de 2010

Absolvido.

O ex autarca Mariense Alberto Costa foi absolvido pelo tribunal de Vila do Porto dos crimes de que tinha sido acusado e de que dei conta aqui neste espaço.

23 de fevereiro de 2010

Solução para o Golfe é boa.

Deixando de parte uma boa maquia dos considerandos por serem vagos e em parte pouco rigorosos, a solução encontrada por Sérgio Ávila e Vasco Cordeiro para que se mantenham os campos de Golfe de São Miguel abertos é, a única aceitável, de entre as muitas possiveis.
leia-se, pelo menos esta parte:
(...)Considerando que a sustentabilidade do sector turístico na Região, é essencial ao incremento da estrutura produtiva regional;

O Governo dos Açores decidiu estabelecer com a Verdegolf, S.A., um contrato de cedência da exploração comercial dos campos de Golf da Batalha e Furnas e estruturas adjacentes, por um período de 1 ano, eventualmente renovável, a partir de 1 de Março de 2010.

No âmbito deste contrato a Verdegolf cede à Região, sem qualquer contrapartida financeira, a exploração dos campos de Golf das Furnas e Batalha, estruturas adjacentes e respectivos equipamentos.

Neste contexto o Governo dos Açores, irá a partir de 1 de Março, através da empresa Ilhas de Valor, S.A., assegurar a gestão destas infraestruturas, assumindo os proveitos e os custos decorrentes do seu funcionamento, garantindo elevados padrões de prestação de serviço e cumprindo todos os compromissos com os trabalhadores e fornecedores no âmbito desta actividade
.(...)
O resto pode ler-se aqui.
Por fim, fica a esperança (sempre a última a morrer) de que Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila prefiram estar do lado dos Cowboys do que dos Índios.

22 de fevereiro de 2010

A "alarvidade" é soberana, o Estado é incapaz.




Um Estado que nem sequer é capaz de fazer cumprir as mais básicas regras do código da estrada, é o quê?
O civismo ensina-se. Não cuidem os líricos que os Nórdicos nasceram civilizados, hoje isso acontece, porque no passado houve um Estado repressivo e coercivo que ensinou aos cidadãos como se comportarem em sociedade.
Ocupar os passeios com uma viatura é um acto de vandalismo social, de falta de respeito pelo próximo, que é punível por lei mas é absolutamente possível e quotidiano porque o Estado é incapaz de fazer cumprir o contrato que estabeleceu com os cidadãos.

20 de fevereiro de 2010

Centralismo intrinseco ou neo-colonialismo?

"Os Madeirenses podem contar com a solidariedade dos Portugueses". Palavras do Sr. Silva, esta tarde aos microfones da Antena 1.
Confesso que gosto desta ditinção entre Portugueses e Madeirenses, como adoro quando o mesmo se passa em relação aos Açorianos.
Vetos à parte, mais Povo menos Povo, o certo é que, quando é preciso falar de improviso, eles dizem o que lhes vai na alma. E, o que lhes vai na alma é que há Portugueses, Madeirenses e Açorianos, por esta ou outra ordem qualquer.

10 de fevereiro de 2010

"(...)começam a olhar para o líder como um problema".

Há dias dei comigo perdido na minhas cogitações a tentar perceber o que pensariam os históricos do Partido Socialista sobre o assunto da ordem do dia. Quando digo históricos, não quero dizer vetustos. Mas, tão somente, os que fizeram e fazem história no bom sentido da palavra. Gente séria como Jaime Gama, Vera Jardim, João Cravinho ou António José Seguro entre muitos mais e menos conhecidos. O que pensará essa gente das manobras pouco claras e das inqualificáveis atitudes do Primeiro-ministro?
Hoje a resposta vem um pouco no jornal Público e pela boca, precisamente de um desses nomes sonantes, Jaime Gama.

9 de fevereiro de 2010

E onde está a pica?

Ontem não escrevi neste meu diário. Hoje também não. Os dias não estão para isso e o País não está para graças. Uma coisa é certa, estou mesmo farto de chuva e nevoeiro.
Já não bastava os políticos a incomodar, agora também o tempo. Sei lá se é o tempo? Deus? Pelo menos São Pedro. Não?

7 de fevereiro de 2010

Crise política não é culpa da crise internacional.

Mesmo presumindo a inocência do cidadão Pinto de Sousa, há mais de um ano que esse indivíduo não tem condições para desempenhar um cargo de estado, se é que alguma vez o teve.
Seria enfadonho relembrar aqui o percurso profissional e político do “escroque”. Além disso, foi legitimado nas urnas, o que não é, propriamente um pormenor. Neste momento, depois das ultimas notícias vindas a público, não se demitindo, Sócrates confirma a sua falta de estofo para ser Primeiro-ministro de um país da União Europeia, tal como Berllusconi, são o tipo de gente que traz à política, pouco ou nada e o pouco que traz não tem préstimo.
Estranho muito, muito mesmo, não ouvir uma única palavra, da boca daqueles que “por razões de todos conhecidas” aplaudiram de pé a atitude de Jorge Sampaio a quando da dissolução da Assembleia da República, regular e legitimamente constituída, que levou à queda do Governo do PSD e do CDS liderado por Pedro Santana Lopes, a quem a história deste pobre país ainda vai fazer justiça.
A crise das e nas instituições, no Portugal de agora, não é só do Governo. Faz falta lembrar, lembrar repetidamente, que também o Procurador-geral da Republica e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça não se estão a portar à altura de que os cargos exigem.
Cavaco Silva, esperará ter um orçamento aprovado para demitir o governo e nomear ou indigitar quem forme outro? Estará à espera de não o poder fazer por manifesta inconstitucionalidade?
Ou, também Cavaco (como eu desconfio, digo e escrevo há anos) não tem estofo para ser Presidente da República?
Temo que, assistirei a mais uma revolução neste pobre, triste e espoliado país.

6 de fevereiro de 2010

Quem teme...

... ser visto pelo buraco da fechadura, faz o que não deve.


(Corrigido)

Nem vergonha nem consequências.

O medo e a farsa
1. É inacreditável. As pessoas estão com medo de ver a evidência: José Sócrates não pode continuar a ser primeiro-ministro de Portugal. Os factos contados pelo Sol são graves demais para fingirmos que eles não existem. Cada dia que passa com Sócrates no poder é uma farsa, um desrespeito por qualquer dignidade democrática. Estamos a viver uma farsa.

2. Se isto se passasse com Durão, Cavaco ou Santana, já toda a gente estava a dizer o que eu acabei de escrever. Esta duplicidade de critérios é inaceitável. Uma fraude intelectual e moral.

5 de fevereiro de 2010

Governa que é para não seres tolo...

A nação deve fazer um esforço para manter o cidadão Pinto de Sousa a governar o Estado. Afinal, os portugueses merecem-no, como castigo por terem votado nele. Além disso, Sócrates merece que o país bata no fundo com ele na proa seguido dos seus “cães-de-fila”. Tal como um toxicodependente, o país está doente e só se cura querendo e como não quer, tem que cair na valeta para renascer do caos, qual fénix das cinzas renascida.

4 de fevereiro de 2010

Para quem não viu e quer ver.



PROVA DAS 9, RTP-Açores, 03 de Fevereiro 2010

Sobre a SINAGA e outras bostas.

Eu acho que é um enorme disparate intervir na economia para salvar empresas e empregos condenados a prazo. Se houvesse intervenção e União Europeia na Época da Laranja, continuavamos a produzir citrinos com "moléstia" e recebiamos, por isso, ajudas à perca de rendimento.
Como diz o meu filho de 3 anos: "pensa cerberozinho, pensa".

2 de fevereiro de 2010

De regresso à RTP-A

Amanhã no , depois do telejornal, um Programa de Rui Goulart com os comentadores residntes Gilberta Rocha, Joaquim Bastos e Silva e Álvaro Borralho, esta semana com este V. servo como convidado.
Uma hora para debater a exclusão social, a crise no Haiti e o OE/Finanças Regionais.

1 de fevereiro de 2010

Mário Crespo no Sol

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

28 de janeiro de 2010

Só agora reparei...

...que há uma semana que não escrevo um único post. Entretanto foi aprovado um orçamento de estado e saiu mais um artigo sobre o acordão do tribunal do tribunal de Ponta Delgada, confirmado pela Relação de Lisboa, que confirma as ligações de Ricardo Rodrigues “a um gang internacional”. Por cá, a imprensa, rádio e televisão, continuam cegas, surdas e mudas sobre esse assunto.

22 de janeiro de 2010

Um centenário de quê?

Um escelente texto do meu amigo Carlos Andrade Botelho no seu A luta dos neurónios. Um texto para ler e medidar antes de irmos prestar uma singela homenagem (Direita uni-vos, a democracia não é propriedade da esquerda e muito menos o é Melo Antunes) ao Sonhador Pragmático, logo mais à noite e enquanto ouvimos, descontraidamente e sugestão musical do Miguel Soares de Albergaria.

República Portuguesa
Antes de mais gostava de afirmar que nunca pensei em ser defensor da monarquia.
Vamos comemorar o primeiro centenário da República Portuguesa. Não queria estar na pele dos políticos que têm que fazer discursos sobre o assunto.
A verdade é que não há muito para comemorar.
A República Portuguesa foi proclamada a 5 de Outubro de 1910. Daí até 1926 decorre o período a que se chama normalmente a 1ª República. Foi um período tumultuoso da vida portuguesa, com a primeira guerra pelo meio, em que a marca foi o empobrecimento e a insegurança. Período, portanto triste.
A seguir o exército tomou o poder em 1926 e em 1928 Salazar foi nomeado Ministro das Finanças. Logo em 1932 foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Até 25 de Abril de 1974 segue-se um período de forte limitação da liberdade e de ruralização da mentalidade portuguesa. Será que é este período que querem comemorar?
Depois vem com o 25 de Abril o período revolucionário em curso com a descolonização e uma forte perturbação da vida dos portugueses. É um período em que tudo é posto em causa. Também não é altura que se possa comemorar.
Em 1977 temos o primeiro Governo com uma orientação política europeia e começa o aperto do cinto, como normalmete é denominada pelos portugueses a política de controlo das finanças do Estado.
Daí até agora temos vivido uma democracia frágil que ainda não conseguiu garantir uma justiça forte, independente e credível, uma estabilização do ensino e uma economia suficientemente geradora de riqueza para viver-mos sem uma permanente ameaça dos credores.
Esta República tem muito para dar e temos todos de trabalhar para isso, mas até agora não há muito para festejar. Vamos por isso assistir a discursos inflamados sobre virtudes imaginadas e irreais. A não ser que alguém tenha o arrojo de fazer uma análise rigorosa e culta e de mostrar os caminhos para percorrer num futuro que nos leve a ter razões para comemorar o 2ª Centenário da República.

21 de janeiro de 2010

Um poema para dia de amigos.

Tenho amigos que não sabem o
quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes
devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela
se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências ….
A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com
assiduidade, não posso lhes dizer o
quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e
não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem
noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte
do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do
meu encanto pela vida.

Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos
sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de
lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome
e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Paulo Santana)

20 de janeiro de 2010

Álamo "Batanete" de Menezes 2

(...)a maior intervenção que jamais se fez nos Açores. E também a mais profunda em termos de alteração do uso do solo que já se fez no arquipélago. Palávras de Álamo de Menezes relativamente à intervenção que o Governo dos Açores está a fazer na Lagoa das Furnas. Tamanha ignorância, meu Deus. Alguém pode fazer-me o favor (já perdi a pahorra) de explicar ao Sr. Professor que os Açores não começaram em 1996.
Na verdade, o plano de florestação dos Distritos de Ponta Delgada, Angra do heroísmo e Horta, permitiram, a plantação de 1 milhão de hectares de floresta para fins comerciais e cerca de 400.000 hectares de perímetro florestal . No final dos anos 80 (os Serviços Florestais passaram, definitivamente para a Região apenas em 1980) do século XX, a Região adquiriu a privados, por negociação, cerca de 170hectares de pastagens para transformar em Matas Regionais, em Água Retorta, Faial-da-Terra (Labaçal), Povoação e Mata dos Bispos.
A ignorância é, de facto, muito atrevida.
Mas se não quizermos regressar ao passado, basta lembar ao Secretário do Ambiente, o atentado ambiental que é a construção das estradas para o Nordeste e para a Vila Franca em regime de Scut. Esta sim, é a maior intervenção que jamais se fez nos Açores. E também a mais profunda em termos de alteração do uso do solo que já se fez no arquipélago, e com efeitos, nefastos e irreversíveis.

Cheira a 4 milhões perdidos e a peixe podre.

Depois da Santa Catarina, da Verdegolf SA e da SINAGA, a Governo Regional prepara-se para entrar no capital social de mais uma ou duas empresas.
Não nos esqueçamos, vale sempre a pena recordar, o grande negócio que foi a compra e reprivatização da COFACO-Açores, sem lucros nem prejuízos. Pois, na verdade, compraram por um milhão e venderam por um milhão. Acontece que compraram por um milhão de contos e venderam por um milhão de euros.
Entretanto a ANA SA, continua a demonstrar uma enorme incompetência na gestão do património do Estado a seu cargo nos Açores.

19 de janeiro de 2010

Açúcar Amargo.

A SINAGA é mais uma das empresas na mira do Governo regional dos Açores e a necessitar de intervenção. Mais uma vez é o contribuinte que vai pagar, não apenas pelos erros das administrações da SINAGA mas também pela incompetência dos políticos.
Os políticos do poder, entre PSD e PS, foram os principais responsáveis, por incompetência, manifesta falta de empenho e desleixo, pela situação em que a SINAGA se encontra. Na verdade, o problema da SINAGA é tão somente o de falta de autorização para importar e laborar ramas importadas, assunto esse que foi descurado pela Região.
Acresce o facto da Região ter conseguido um amplo subsidio comunitário para aos agricultores produtores de beterraba (o maior subsidio atribuído pela EU, salvo erro são 1100€ por ha ) mas não ter capacidade de o pagar a tempo e horas para que os agricultores possam sentir-se motivados a produzirem beterraba para abastecer a SINAGA.
Não faz falta intervir na economia e nas empresas, faz falta deixar trabalhar e essa é a base do liberalismo económico ao contrário do que afirma os seus detractores.
A falência de muitas empresas e o estado de letargia em que se encontram outras, ao contrário da VERDEGOLF SA, não deriva da incompetência dos seus gestores nem de contingências de mercado, deriva da intervenção e do excesso de regulação que tira da boiça dos capazes para meter na boca dos incapazes e amigalhaços.

18 de janeiro de 2010

Vamos pagar a Verdegolf mais uma vez?

O Governo regional vai entrar, mais uma vez, no capital social de algumas empresas com o intuito de as salvar. É invocado o interesse estratégico regional das mesmas. É nomeada, na notícia, a Verdegolf SA como exemplo. Não duvido que esta seja uma das empresas a ser readquirida pelo Governo regional. Resta saber o que é que o Governo vai pagar desta vez e o que vai fazer com os incompetentes que a administram há anos e com os que põem e dispõem do erário público sem pejo algum.
Os sucessivos governos do PS, desde que tomaram conta da Verdegolf, só lá fizeram disparates em cima de disparates (mais uma vez a mão desse desaparecido que dá pelo nome de Duarte Ponte que nem teve coragem para assumir o lugar para que foi eleito). É hora de agir com firmeza e por toda a malandragem mal formada que por lá anda a engordar há anos, no seu devido lugarzinho, ou seja, em casa.
Vasco Cordeiro tem, agora, a última oportunidade (antes de 2012) de mostrar o que vale e o peso que tem dentro do PS e do Governo.

15 de janeiro de 2010

O blogger, hoje no Estação de Serviço

Estação De Serviço Concorda com os voos Low cost para os Açores?

Neste início 2010, volta a falar-se de voos Low Cost para os Açores, a propósito da abertura de uma petição na Internet. Neste momento, a petição já reuniu quase 10 mil assinaturas. Os promotores da iniciativa queixam-se do elevado preço das passagens da SATA e da TAP e quer...em ver outras companhias a voar para o Açores. O governo continua a defender o actual modelo de serviço público.

Desde outubro de 2007 que o Funchal tem ligações "low cost". Devem os Açores seguir o exemplo da Madeira?

No Estação de Serviço de hoje, queremos saber se concorda os voos Low Cost para a Região. O que podem ganham os Açores com esta abertura? Quais as vantagens para o turismo na Região?



No dia em que o Estação de Serviço completa três anos, o jornalista João Simas convida Nuno Barata para abordar estas e outras questões relacionadas com a abertura dos aeroportos regionais às companhias aéreas de baixo custo e com as acessibilidades ao arquipélago.



Como sempre, contamos com a sua opinião, que pode expressar ligando o 296 202 767, através do endereço electrónico http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/estacaodeservico/?k=Concorda-com-os-voos-Low-cost-para-os-Acores.rtp&post=19701 ou na rede social Facebook . O programa começa às 18 horas e 45 minutos.

12 de janeiro de 2010

Business as usual

FLAD: business as usual
Leio que o governo português tem um novo nome para a FLAD: uma antiga ministra do governo de Sócrates, alegadamente (mais) um produto típico da qualidade política dos últimos anos.

Resta lembrar que a FLAD apenas existe por causa dos Açores e mais uma vez o povo açoriano é ultrapassado numa decisão política humilhante e insultuosa.

Defendi no lugar próprio que a FLAD teria de ter sede nos Açores, uma administração/gestão nomeada pelo governo regional dos Açores e apenas apoiar projectos açorianos.

Vi, recordo, abertura e compreensão por parte dos EUA, resistência do bloco central de Lisboa que controla a FLAD (natural, pois são milhões em jogo) e uma patética oposição do governo regional que prefere que seja o bloco central de Cascais-Lisboa (o antigo ministro Gama aqui dá cartas) a decidir o que fazer com o património dos açorianos. Enfim, "business as usual"...
António João Correia, no seu resistente Resistir.

A nação Açores no Brasil.



A maioria dos leitores deste blogue é portuguesa. No último ano foram cerca de 70 mil. Seria de esperar que em segundo lugar se encontrassem os leitores das comunidades tradicionais de emigrantes, Estados Unidos e Canadá. Contudo, não é isso que acontece, logo a seguir a Portugal que segue destacado, vem um pelotão comandado pelo Brasil com cerca de 6000 visitas o que não chega a representar 10% dos portuguesas seguido dos Estados Unidos com cerca de 2 mil (menos de 50% dos Brasileiros) e o Canadá com pouco mais de mil, (cerca de 50% dos estadunidenses, acordo ortográfico oblige) .
Se atentarmos ao facto de que a grande maioria dos visitantes brasileiros é proveniente dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, podemos, sem qualquer abuso cientifico, excluir a possibilidade de se tratarem de visitas acidentais (que as há) e reforçar a tese de que se trata, efectivamente de uma comunidade interessada nas noticias e opiniões que se publicam na sua região (pátria) de origem.
Cada vez mais se reforça a ideia de Nação Açores, de Santa Maria até ao Havai, do Corvo a Porto Alegre. Onde existe um Açoriano de primeira ou segunda geração, está a Nação Açores. Uma nação sem Estado mas com um povo, uma cultura e com tradições que foram passando de forma inequívoca para as gerações nascidas no Novo Mundo e que aí foram mantidas com tanto ou mais afinco do que o são no seu território de origem.
Não sou um fervoroso defensor das nossas tradições etnográficas, é sabido. Porém, quando visito os meus amigos na Nova Inglaterra ou falo com outros que estão no Brasil e vejo e sinto a sua paixão e a maneira como se orgulham de ser Açorianos, não posso deixar de pensar que essa Nação, dispersa pelo Mundo, merece que nos dediquemos mais a manter vivas as nossas raízes e a nossa cultura, sem deixar, porém, de ter os binóculos assentes no nariz para observar e adquirir novos conceitos e novos paradigmas.

11 de janeiro de 2010

Das possibilidades do liberalismo.

Para os politólogos e aprendizes de. Para os estudiosos e amantes da filosofia social e política e demais filósofos, são imperdíveis os últimos posts que o Miguel Soares de Albergaria dedica às possibilidades do Liberalismo no Brasil e em Portugal, a seguir no já indispensável O nó do problema ocidental.

Pacto para a "bovinização" definitiva.

Muito há para dizer sobre essa coisa esdrúxula a que chamam acordo parlamentar de legislatura entre PS e PSD para a estabilidade orçamental.
Haverá alguma coisa mais anti-democrática do que um pacto de regime entre dois lideres que impõem disciplina de voto aos supostos representantes do Povo fazendo deles ainda mais carneiros do que são?
Duvido. Infelizmente não tenho muito tempo para desenvolver este tema, mas conto fazê-lo logo que esteja um pouco mais liberto.

Resolvido

O Haloscan, servidor de comentários do Fôguetabraze, alterou as suas regras de funcionamento. Por isso, o sistema esteve em baixo durante todo o fim-de-semana. O assunto mestá resolvido mas vai custar cerca de 10 USD por ano, infelizmente.

8 de janeiro de 2010

Depois das questões fracturantes, o país real.

Agora que se resolveram as “paneleirices”, o que é que vão inventar para não discutirmos o país, a falta de liquidez dos bancos e fecho de empresas, o aumento do IVA no próximo trimestre e o fecho de empresas, o aumento dos combustíveis ontem e o fecho de mais empresas, o aumento do ordenado mínimo e o fecho de empresas, a avidez do fisco e o fecho de mais empresas, o aumento da despesa indirecta sobre o sector produtivo (licenças, coimas e requerimentos) E O FECHO DE AINDA MAIS EMPRESAS, enfim um sem número de coisas que precisam solução e que vão muito para além das “paneleirices”.

7 de janeiro de 2010

Eu sou homofóbico...

.... mas quero é que os gaijos se fodam, literalmente.

Triste sina.


Desde a 1ª República, passando pelo Estado Novo e até aos mais recentes dias, Portugal é um país governado por pacóvios provincianos, idolatrados por outros tantos iguais que prezam tanto o valor da liberdade como as minhas vacas prezam o pasto que as alimenta cangando-lhe em cima.

4 de janeiro de 2010

De regresso.

Cais pescas
Este blogue e o seu blogger estiveram de férias em terras do Tio Sam, algures no mar das Caraibas e perdido no Atlântico. O blogger não esteve totalmente ausente, não é capaz. Contudo o blogue não foi, propositadamente, actualizado. Foi uma espécie de sabática, um período de auto-suspensão na tentativa de perceber se valia a pena continuar ou fazer um post final a 31 de Dezembro de 2009.
Decidi, por fim, continuar a dar corpo a este espaço livre de pensamentos e ilusões. Muito haverá para dizer do discurso do pau-de-canela e seria agradável fazer um apanhado dos principais acontecimentos políticos desta 1º década do século XXI. Por hora, porém, vou ficar-me por um simples desabafo que fiz , ontem à noite, no facebook. Quanto mais visito e quanto mais conheço deste país (EUA), desta gente, ou melhor, destas gentes, mais me convenço de que só os ignorantes, os estupidos e os pobres de espírito podem alimentar sentimentos anti-americanistas. Viva a liberdade e a desregulação, com crash ou sem crash, com walfare ou sem walfare, God save the USA, and take a look on me.

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