31 de janeiro de 2005

Todos diferentes todos iguais

O meu amigo António (nome fictício, história verídica) é um empresário de sucesso no ramo das instalações eléctricas. Socialista dos 4 costados, um dia destes queixou-se que a EDA-Electricidade dos Açores lhe estava a fazer concorrência desleal através da sua subsidiária SEGMA. Nada mais verdadeiro. Não percebo é porque razão o meu amigo António ainda é socialista. É que nos socialismos, puros, o António é que não pode ser empresário.
Na verdade, a EDA através das suas subsidiárias SEGMA e GLOBALEDA, faz concorrência ao sector privado, sem que isto se tenha transformado numa melhoria dos serviços prestados, pelo contrário. Não entendo é o silêncio da CCIA-Câmara do Comércio e Indústria Dos Açores e da AICOPA-Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras públicas dos Açores. Ou melhor, eu percebo, não quero é acreditar. Será que o Silencio da CCIA tem a ver com uma espécie de pagamento pelas regalias recebidas da Secretaria Regional da Economia com a realização das Feiras? Ou serão favores directamente pagos aos interesses da Investaçor e do Sr. Horácio Roque?

E o silêncio da AICOPA? Bem, aí o caso é mais interessante. O Presidente da AICOPA também sofre concorrência desleal da SEGMA. Então porque é que está tão calado? Só se for pelo facto da sua empresa ser uma das privilegiadas nas empreitadas da EDA? Será?

30 de janeiro de 2005

O blogue do meu sobrinho

O meu sobrinho mais velho, tem 14 anos e criou um Blogue, o "Fora de Jogo". Ainda há dias andava com ele ao colo e já tem um blogue.

É verdade que é um blogue sobre a bola, mas pronto já é um principio. Especialista em assuntos do futebol, com sub especialização em assuntos do Benfica, esperam-se muitas e boas postas do Martim Almeida e Sousa. Força.

S.Lourenço-Santa Maria-Açores

28 de janeiro de 2005

Manobra de diversão

No debate de ontem na RTP-Açores, o Dr. Ricardo Rodrigues chamou-me mentiroso quando o acusei, a respeito da Zona Económica Exclusiva, de estar a defender uma coisa contrária ao que havia considerado bom anteriormente e insinuou que eu estava a usar conversas privadas trazendo-as para a Praça pública. Que o candidato do PS era fraco de memória nós já sabíamos, que é um especialista em manobras de diversão, eu também já sabia, agora ficam todos a saber quem é o mentiroso.
Aqui fica um excerto das palavras proferidas por Ricardo Rodrigues à TSF e transcritas no Açoriano Oriental a 14 de Outubro de 2003.

Em declarações à TSF/Rádio Açores, o secretário regional da Agricultura e Pescas, Ricardo Rodrigues, afirmou que "atendendo à ameaça que constituía a liberalização dos mares, pensamos que este acordo não foi mau. No entanto, dentro do que era a nossa reivindicação das 200 milhas ficámos aquém das nossas expectativas". O secretário da Agricultura e Pescas enalteceu o "bom relacionamento" entre o Governo Regional e o da República na fase decisiva das negociações.

A hipocrisia de Ricardo Rodrigues vai ao ponto de, depois de proferir estas palavras e de saber que pouco mais há a fazer, usou meios da Região para encetar uma acção de propaganda mediática e demagógica que está a servir de arma de arremesso politico, intentando uma acção judicial contra a Comissão Europeia. Autêntica manobra de diversão, que durará alguns anos a ficar resolvida, se é que a Região não a irá retirar entretanto e nessa altura já ninguém se lembrará.
Foi assim em tempos que o Sr. Dr. Ricardo Rodrigues fez com o sistema eleitoral dos Açores. Num acto de cidadania de elogiar, levantou o problema da inconstitucionalidade do sistema, intentou judicialmente, fez o anúncio público dessa intenção, apareceu nas televisões e nos jornais e depois retirou a acção, ou não chegou a pôr, e nem mais uma palavra.
Caro Dr. Ricardo Rodrigues, o mentiroso, ontem foi o Senhor. Se for um homenzinho peça-me desculpa publicamente.

27 de janeiro de 2005

Hoje há 104 anos

A 27 de Janeiro de 1901, morreu Giuseppe Verdi. O autor das famosas operas Aida, Rigoletto, Otello, Macbeth, Simão Bocanegra, entre outras. Morreu em Itália depois de ter vivido em Paris e Londres. No regresso, 1870, começou a trabalhar na Aida, opera que ofereceu à Cairo Opera House, como forma de marcar a abertura do Canal de Suez. Já em Milão, onde viria a falecer compôs Falstaff de Shakespeare.
Morreu nessa mesma cidade, rico, autoritário como sempre havia sido mas com uma sensibilidade social e caritativa impares que faziam dele uma das pessoas mais visitadas da cidade.
Além de músico, Verdi foi também político. Lutou pela unificação da Itália. O seu nome foi mesmo utilizado pelos adeptos do resorgimento, como slogan de campanha pintado pelas paredes de Roma. Os partidários do movimento de unificação da Itália escreviam, assim, pelas paredes o nome de Verdi, tendo como signicicado um apelo à unificação e à entronização daquele que viria a ser p primeiro Rei da Itália unificada.
Vittorio
Emanuele
Rei de
Itália.
Não posso ir além dessa minha singela homenagem a Verdi, perdoem-me os que sabem dessa poda a minha intromissão. Provávelmente este post encerra alguma imprecisão pois foi escrito apenas fundamentado nas memórias que guardo, de conversas com uma amiga especialista no assunto (a melhor especialista no assunto).
peço, por isso, perdão.

E a EDA?

Polícia Judiciária investiga Sata. Em causa estarão, alegadamente, abusos com o uso indevido e abusivo de ajudas de custo.
Então e a EDA? Também está sob investigação?

Ecce Homo

Estou deveras impressionado com a preocupação dos meus amigos e inimigos com esta minha ausência. Não sei se repararam mas até a minha mulher comentou. É verdade a "Lolocas", nick pelo qual a minha encarregada de educação é conhecida entre os familiares e amigos, a certa altura, estranhando a ausência de telefonemas para casa foi ao blogue. Estava certa que iria encontrar uma dezena de postas e inúmeros comentários, julgou-se traída pelo blogue. Eis senão se depara que a blogosfera também procurava o marido e exclama: "Afinal não somos as únicas votadas ao silêncio!... O tempo realmente anda escasso pelos lados de Santa Maria. É muita areia! Beijos, Lolocas". Acertou em cheio, estive muito ocupado, desde Sábado que não tenho tido tempo senão para colocar uma posta de circunstância e para dormir, mas pouco, dormir rápido e concentrado, apenas.
Estive, de facto, muito ocupado com a descarga de areia em Santa Maria, actividade que não me permite muito tempo para navegar, para ler e para ripostar. Por isso, optei por não comentar.

Caro Abel, o Gusmão foi-se mesmo embora, irá trabalhar para o Partido da Andorinha. As voltas que o Homem dá. Ele que foi contra Manuel Monteiro no Congresso de Braga, agora é todo Monteirista. Vivam as cambalhotas. Quanto a quem serão os outros, meu caro, não sei, agora trataremos das legislativas e logo se verá.

Meu caro primo João Nuno, eu não amuo, não me vou abaixo com qualquer coisa, já me devias conhecer um bocadinho melhor.

Caro ToZé, apeteceu-me, de facto, escrever sobre os assuntos que levantaste, mas era humanamente impossível. Nestes dias, de Sábado até hoje, mal ouvi noticias e mal tive tempo para fazer a barba. Principalmente a questão que envolveu o discurso de Jorge Sampaio, é importante escalpelizar. Contudo, ainda nem ouvi as palavras dele. Tenho promessa de ter a cassete ainda hoje. Assim, talvez amanhã já possa escrever qualquer coisa sobre isso.
De resto, Santa Maria está linda, como sempre, mas continua a viver de quimeras vãs e de coisas velhas, bugigangas do passado.

25 de janeiro de 2005

Choque de Gerações-Equipa

Porque hoje é Terça-feira

Não! Nunca é demais lembrar que hoje pelas 21h30 m na nossa RTP-A passa mais um "Choque de Gerações". Desta feita e sempre com a mediação do Joel Neto. A agricultura nos Açores e a cidadania nos Açores, em Portugal e no Mundo, serão os temas comentados por Miguel Monjardino, Maria da Graça Silveira e Armando Mendes.

Maria da Graça Silveira, irá revelar-nos uma sua descoberta

Teremos ainda as habituais rubricas
Reportagem: Nuno Costa Neves.
Amor de estimação: Alexandre Borges.
Ódio de estimação: Luís Filipe Borges.

Pela primeira vez, toda a equipa do "Choque de Gerações", com excepção da minha pessoa (por razões profissionais), esteve reunida entre gravações. Tive pena de não estar presente. Muita pena mesmo.

Assistam e comentem aqui, mais esta edição do melhor programa da RTP-Açores do momento.

24 de janeiro de 2005

Santa Bárbara-Santa Maria-Açores

Nos últimos dias os relógios têm andado muito rapidamente. Peço-vos desculpa por não estar mais presente mas tenho a vida feita numa turbina, com imensos trabalhos para acabar e que exigem a minha presença. Estou na lindíssima Ilha de Santa Maria, chamam-lhe Ilha amarela. Olho à volta e só vejo o verde das encostas do Pico Alto e o azul acinzentado do céu reflectido no mar.
Santa Barbara é, de todas, a freguesia que guardo no meu coração. Aos de lá chamam-lhes labregos. Eu chamo-lhes homens livres. A freguesia não tem quase nada para além da igreja, um minúsculo café e uma mercearia com pretensões a minimercado. Santa Bárbara não está coberta por nenhuma rede de telemóvel, não tem ADSL nem sequer uma casa de Povo. Santa Bárbara, a dez minutos de Vila do Porto é hoje tão ultra periférica como o era há 30 ou 50 anos atrás. Dela partiram quase todos em busca de novas vidas em terras do tio Sam, ficaram os que estavam agarrados à terra e os que não tiveram sequer coragem para partir. Santa Bárbara ficou cada vez mais pobre e velha.

21 de janeiro de 2005

Coisas que ouço na rua

Um sábio, daqueles com "saber de experiência feito", abeirou-se hoje de mim e disse: Caro Barata tu é que vais falar pela gente, lá no Parlamento, não é aquele pequeno que andou no seminário, aquilo não é boa rês. Já diziam os antigos "seminarista que não chega a padre , nem para amigo nem para compadre". Boca Santa!

Há dias assim!

O meu relógio, hoje, andou mais rápido do que o costume. Foi um dia sem tempo para mim e para vocês.

20 de janeiro de 2005

Para todas as minhas amigas

Poemas para todas as mulheres

No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!


Vinicius de Moraes


Anjo mudo e surdo

Caro Pedro
Falamos de coisas diferentes e da mesma coisa.
Vamos aos factos e aos argumentos.
Em primeiro lugar, gosto pouco de comparações, existimos como Região Autónoma, na minha leitura e intenção, para sermos diferentes e melhores, não para sermos iguais, aos outros, Algarve, Templários, Brasil ou "Conxichina".
Julguei ter sido esclarecedor no meu primeiro "post" sobre que tipo de estratégia que defendo. Acho que devemos vender o destino Açores num conjunto. Embora admita que possam existir ofertar diferenciadas. Faz, por exemplo, sentido vender São Miguel com o complemento Santa Maria, ou Santa Maria como extensão de São Miguel. Faz, por exemplo, sentido vender a Terceira com uma extensão designada Graciosa. Faz sentido, por exemplo, vender o Chamado triângulo, Faial Pico São Jorge. Contudo, faz muito mais sentido vender AÇORES como marca.
Se bem tens seguido o Foguetabraze, os problemas do turismo como actividade emergente e segmento importante da nossa economia, têm sido aqui tratados de forma bastante séria e aturada, até com algumas criticas vindas de quem não percebe nada da poda.
Eu continuo a achar que se deve promover a marca Açores e não esta ou aquela Ilha este ou aquele concelho e cuidado com o turismo ambiental, não é o que muitos pensam.
Na minha opinião de cidadão preocupado, interessado e com responsabilidades ao nível da cidadania, acho que devemos apostar em vários segmentos de mercado.
Neste momento os Açores vivem de dois mercados, o Continental e o Nórdico. Por hora os operadores estão muito contentes pois ao invés de 2003 em que o mercado nacional teve uma quebra grande, estes dois mercados estão em alta. Uma região não sustenta um sector dependendo exclusivamente destes dois mercados, há que diversificar, pois ao haver uma crise num deles perdemos um segmento importante.
Para diversificar, são necessárias estratégias concertadas com as companhias de aviação. Por exemplo, com a SATA, que deverá ter um ou dois voos regulares por semana para os USA e Canadá. Destes dois mercados, até há bem pouco tempo, chegava-nos o turista da saudade, este mercado está em queda muito acentuada, sendo por isso necessário investir na captação de turistas norte americanos que não apenas os emigrantes e seus familiares de segunda e terceira gerações.
Além dos mercados nórdicos que já estão trabalhados, há que trabalhar outros mercados frios, com economias emergentes, como são o caso dos mercados dos países da ex-união soviética.
Para uma promoção eficaz será necessário investir nos chamados MICE, Meetings, Incentives, Congresses and Events. Estes quatro conceitos não poderão ser levianamente tratados. Para isso, é necessário usar canais e marcas consolidadas no mercado, A TAP, goste-se ou não, é uma dessas marcas, o ICEP, goste-se ou não é um desses canais, será certamente necessário inventar outros.
Finalmente, é preciso vender os Açores com profissionalismo e não o fazer como quem vende batatas no Mercado da Graça.
Fico-me por aqui que o tamanho deste "post" irá já desencorajar muita gente de o ler.

O Foguetabraze feito pelos seus leitores

Gostei, bastante, do "post" sobre a BTL, nomeadamente por ser um exemplo concreto do modelo (familiar?) que triunfou na Autonomia açoriana. Torna-se cómico sentir - pena é o dinheiro que custa a quem paga impostos - as loucuras competitivas, caseiras, de interesse, negócios de raiva, favor que são feitos em torno das fogueiras das vaidades insignificantes, de aldeia. No entanto, para mim o pior é que não existe, em tantos anos de alegada Autonomia, uma opinião pública açoriana informada, culta, crítica. Temos, infelizmente, uma massa popular (em todos os estratos da sociedade) que apenas se revê no modelo da esperteza, do golpe, da briga de taberna para uma pequena vantagem: o modelo dos pavilhões! Nem mais.

Texto recebido por e-mail de um leitor identificado perante mim. Se ele quiser que saibam quem é, eu direi. Contudo, achei o texto bem ao jeito do que eu gosto de escrever e mais bem escrito do que eu uso fazer. Por isso, aqui fica.

19 de janeiro de 2005

Quando o Anjo do Mundo devia ter sido Anjo mudo

Caríssimo Pedro

Não se tratam assuntos desta importância à distância de um click. Eu explico. Insinuas que eu tratei o assunto sem o conhecer, ou seja, "a vole d'oiseau" . Ao invés, para ti bastou um ckick no sitio da BTL para saberes tudo. Toda a sabedoria com um click. Isso poderia ser um bom slogan para um servidor ou para um motor de busca. Não! Tu ficaste a saber tudo numa conversa de alcova (legitima claro).
O meu post, em poucas palavras diz tudo. As câmaras de São Miguel estão, de facto, com um stand no Cú do Judas dos pavilhões da BTL e se para ti ficar ao lado da Madeira é bom, para mim nem por isso. Basta visitares a feira ou consultares uma planta para veres onde estão.
No meu post, está também, bem escarrapachada a minha opinião sobre o que interessa, a estratégia que deve ser única e concertada e sem "politiquices", afinal não estamos a falar de património político nem do PSD nem do PS, estamos a falar dos Açores e do seu futuro. Tudo isso não passa de uma "guerrinha" entre Duarte Ponte e Berta Cabral e nós a pagarmos.
Antes de escrever o post a que te referes, ao contrário de muitos outros que, de facto, podes dizer foram escritos em cima do joelho, tinha acabado de ter uma conversa bem longa com dois operadores turísticos, dos mais importantes, da Ilha de São Miguel. Parece que a Drª Berta Cabral e o Prof. Duarte Ponte não tiveram conversa similar. Porque se a tivessem tido, e em tempo útil, provavelmente as suas estratégias seriam outras e bem mais eficazes.
Estamos perante "politiquice", protagonizada por duas pessoas muito teimosas e isto é mau para todos nós.

Ora nem mais

Em Fevereiro próximo, aqui nos Açores, vamos ter mais uma daquelas eleições "sem sabor", em que a nossa contribuição para o objectivo principal é - para não dizer nula - diminuta!Pode mesmo acontecer a quem for votar na última hora, que, querendo, o possa fazer já com o conhecimento quase exacto do resultado daquilo que de facto está causa.Quem habitualmente vota levado pelo marketing partidário, para variar, tem uma oportunidade de exercitar um voto em sentido divergente ao das maiorias dominantes; basta para isso colocar a ênfase no candidato, na sua real possibilidade em vir a ser eleito, e sendo-o, no modo como irá exercer o cargo. Bem vistas as coisas, não é o voto dos açorianos que vai decidir a eleição do próximo primeiro-ministro!

18 de janeiro de 2005

"Politiquice"

As Câmaras de São Miguel entenderam promover os seus concelhos na BTL numa estratégia desconcertada dos restantes Açores. O Stand dos Açores fica numa das melhores zonas da feira, o das Câmaras de São Miguel fica "in judas ass".
Esta estratégia só se explica por "politiquice". As câmaras respondem à "politiquice" de Duarte Ponte, com mais "politiquice" liderada pela incansável Berta Cabral. E de "politiquice" em "politiquice" lá vamos nós cantando e rindo convencidos de que somos gente e que vamos desenvolver o turismo nas nossas Ilhas.
Esta é uma má estratégia, uma estratégia bairrista e comezinha. É caso para dizer que "merecíamos políticos melhores".

Provocação de Terça-feira

Já se sabe que Terça-feira é dia de "Choque de Gerações". Cuidavam os meus assíduos leitores que eu me esquecia de vos lembrar desse acontecimento mediático regional? Olvidem-se disso. Mesmo estando suspenso do programa continuo a ser um seu acérrimo defensor e não é por ter lá amigos é porque o programa é bom mesmo.
Esta Semana, como sempre, mediados pelo Incansável e insubstituível Joel Neto, vão estar na mesa o Miguel Monjardino, o Nuno Costa Santos e o Pedro Arruda, para discutirem e pensarem alto sobre os seguintes temas:

-Desolação nacional nas estatísticas sobre a nossa relação com a matemática e a língua portuguesa (Nacional);
-Brasil e os problemas no governo de Lula (Internacional);
-Perspectiva de a RTP2, a SIC e a TVI também serem difundidas por antena nas ilhas (Regional).

Além disso ainda poderão ver
Amor de estimação: Alexandre Borges;
Ódio de estimação: Luís Filipe Borges;
Descoberta: Nuno Costa Santos;
Reportagem: Nuno Costa Neves.

Vejam na RTP-A hoje às 21h30m e comentem aqui no vosso Foguetabraze a qualquer hora do dia.

17 de janeiro de 2005

Fabulosa

Zhao Ziyang


Morreu um lutador pela causa reformista na China.
Luta inglória.

Cooperação

Jorge Sampaio diz que Portugal necessita cooperar mais com a China.
Razões objectivas?
Aquelas que toda a gente sabe.

Esperteza Saloia

Já muito se escreveu e falou sobre a inflação provocada pela entrada em vigor da moeda única. Na verdade, nada tenho contra o euro, aliás quanto a isso, quantos mais melhor.
O que eu critico veementemente é a esperteza saloia daqueles que, à pala do euro, aproveitaram, para subir os seus produtos. Há cerca de dois anos, um café custava, em média, 80$00, no dia seguinte à entrada em vigor da moeda única os cafés passaram a custar 0,50 euro, ou seja 25% mais. Houve coisas que passaram a custar o dobro pois de 100$00 passaram a custar 1 euro, ou seja 200.482 escudos.
O estado não quis ficar na retaguarda desta tendência inflacionária. Vejam o exemplo abaixo.

Este impresso custava 10$00 (riscado a negro), passou a custar 0,10 euro ou seja cerca de 20$00. Quando o próprio estado nos mete a mão no bolso tão descaradamente o que dizer daqueles que estão a fazer pela vida.

Não há pachorra!

Não! Não há pachorra para escrever nem para discorrer. Não! Enquanto eu, empresário, continuar a pagar impostos a torto e a direito e houver por ai sindicatos a dizerem que os empresários não pagam impostos eu não me calarei. Recebi hoje a cartinha do amigo possidónio. Quase chorei, para quê trabalhar tanto e privar-me de ver as minhas filhas a crescerem? Para quê? Para quê pagar rios de dinheiro de previdência e IRS para daqui a meia dúzia de décadas receber uma esmola do sistema de protecção social? Para quê? Para quê ter feito um esforço para criar o meu e mais 18 postos de trabalho? Para quê?
Eu quero é que os senhores ministros das finanças e da economia, que governaram este país comunista e intervencionista, desde o tempo do Estado Novo, encontrem um poste e se esborrachem com muita força.
Um país governado 30 anos com regimes socialistas, uns mais outros menos, mas todos socialistas, com horror ao liberalismo e que paga aos seus reformados pensões de pouco mais de 100 euros.
"Vade retro" país de espertezas saloias, "vade retro".

16 de janeiro de 2005

"Açores Sem Plano"

E o Governo dos Açores levou quatro anos à espera desta oportunidade eleitoral. Qual irresponsabilidade.
Apetece-me citar o meu amigo Pedro Arruda. "Mereciamos politicos melhores"

A Minha Vela


Esta vela acompanha-me há mais de 25 anos. Quando jovem estudante do Liceu de Ponta Delgada, tinha por hábito estudar ou ler com uma vela acesa em cima da secretária. Dizia-se que a vela queimava o fumo, nessa altura eu fumava bastante e a verdade é que aquelas velas acesas dissimulavam um pouco o cheiro do fumo do tabaco e do cinzeiro pleno de beatas.
Um dia saí à pressa, talvez um telefonema de uma namorada ou um enredo político, não me recordo. A vela ficou acesa. Ao chegar a casa a vela havia derretido toda e feito um bonito pingo de cera que quase chegava ao chão. A partir dai nunca mais deixei de abastecer a minha vela com todos os restos das velas que minha mãe usava nos castiçais lá de casa. Quando me casei, deixei em cima da minha velha secretária de solteiro a minha vela de estimação. Agora mudei-a com o máximo cuidado para a secretária da minha biblioteca. Nunca mais me separo da minha vela.

15 de janeiro de 2005

Perigo ecológico

Já que estivemos a falar de turismo e eu tenho falado muito em ambiente e para que não digam que não avisei, cá vão uns dados sobre a falta de segurança nos mares dos Açores e os perigos ambientais que dai poderão advir.

Sabiam que o navio motor tanque denominada GALP LEIXÕES, propriedade da Sacor Marítima SA, que transporta Fuel Oil entre o Continente Ponta Delgada e a Terceira está classificado entre os cinco mais perigosos da Europa?
Não! Não sabiam, mas ficaram agora a saber.
Sabiam que o Navio motor tanque denominada TOM ELBA que está ao serviço da Transinsular e faz o transporte de combustíveis entre as ilhas dos Açores não tem duplo casco?
Não sabiam mas ficaram agora a saber. Neste último caso, a responsabilidade é totalmente da Secretaria Regional da Economia, pois é ela que consigna o serviço. Segundo relatório do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, O N/M TOM ELBA tem duplo fundo, o que é bem diferente de ter duplo casco. Contudo o mesmo relatório diz que pode considerar-se o navio como tendo duplo casco. Ora há coisas que ou são ou não são, não estamos a falar de conceitos subjectivos, estamos a falar de matéria, e nesse caso ou é ou não é. A minha opinião de técnico abalizado é que estamos perante um caso em que manifestamente não é um navio de casco duplo.
Agora imaginem que o Navio GALP LEIXÕES se parte ao meio a entrar no Porto de Ponta Delgada ou da Praia da Vitória. Acho que não é necessário dizer mais nada.

14 de janeiro de 2005

Hoteis para camionistas Suecos

As nossas Ilhas têm grandes apetências para o desenvolvimento de actividades turísticas. Pessoalmente não acredito muito no desenvolvimento dos Açores por via deste sector, principalmente da forma que tem vindo a ser divulgado. Eu sei que muita gente não gosta disso que eu vou dizer. Contudo, de uma coisa estou seguro, o turismo que se está a promover é para camionistas e torneiros mecânicos escandinavos. Já sei que virão por aqui os arautos das igualdades de outras hipocrisias chamar-me de classista, o André será um deles, não seria a primeira vez que me pergunta o que tenho contra os camionistas suecos ou os torneiros mecânicos Noruegueses. Devo responder ao André, por antecipação, que nada tenho contra os camionistas ou os torneiros mecânicos em geral, escandinavos, portugueses ou argentinos. Contudo sempre posso ir adiantando que os portugueses são bem mais educados do que os suecos. Eu já fui camionista e voltarei a ser se for preciso. Mas o que eu gostava mesmo era que os camionistas Açorianos e os torneiros mecânicos de todo o país pudessem ir fazer férias nos fiordes da península escandinava. Isso só será possível se não forem empregados de bar e as suas companheiras não forem mulheres de arrumar quartos nos nossos hotéis feitos para camionistas suecos.

13 de janeiro de 2005

Amigos

AMIGOS! TENHO amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências? a alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer?Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes (1913-1980)

Atenção Coimbra

Podem votar em pessoas com grande experiência politica.
Podem sempre votar na Mulher de Sousa Franco, na Irmã de Manuel Alegre ou na Filha de Almeida Santos.Viva a quota das "mulheres de".

12 de janeiro de 2005

Está aberto o mercado.

O :Ilhas, blogue colectivo e eclético está em negociações para a contratação de mais um escriba. Desta feita, segundo conseguiu apurar o Foguetabrtaze, Carlos Riley, é o reforço que a equipa do :Ilhas tem na mira. Com as negociações já adiantadas, o Foguetabraze ficou a saber que apenas faltam questões de pormenor.


Carlos Riley, um Homem com convicções de direita vem assim reforçar aquela ala da sensibilidade política dentro do :Ilhas que era defendida, até agora, apenas pelo João Nuno. Força Carlos, força :Ilhas.

11 de janeiro de 2005

Foi-se embora a luz

Numa sala de embarque com mais de 2000m2 existe uma única luz de emergência assinalando a saída. Se fosse um incêndio morríamos todos intoxicados. Se corrêssemos no sentido da tal luz de emergência atropelávamos umas dezenas de cadeiras, tropeçávamos uns nos outros.
Burquina-Faso? Não, Lajes-Terceira-Açores, aeroporto Internacional. Já lá vão mais de 20 minutos, este aeroporto não tem luzes de emergência, não tem geradores alternativos, estão a embarcar os passageiros do SP 473 à luz de Vela. Os funcionários da Sata, muito diligentes tentam, a toda a força, meter os passageiros no Avião.

O Voo SP 405, vai certamente atrasar, o pessoal de chek-in não tem luz para emitir cartões de embarque mesmo que à mão.
O que se está aqui a passar é inacreditável.
Em qualquer país civilizado, o director deste aeroporto já estava demitido.

Porque hoje é Terça-feira

É outra vez Terça-feira. É verdade dia em que a nova geração de intelectuais açoreanos e amigos dos açores se senta a uma mesa, no Auditório do Ramo Grande, para pensar em voz alta. Hoje e como sempre, com a mediação de Joel Neto, Miguel Monjardino, Nuno Costa Santos e Armando Mendes, vão evoluir sobre a questão da sucessão e da eminente guerra civil na Ucrânia, a Discriminalização do consumo de drogas em Portugal e finalmente sobre as perspectivas para o congresso antecipado do PSD/Açores.
Com dois especialistas em questões internacionais sentados à mesa, o primeiro segmento será mais sobre o saber do que o pensar, nos outros dois esperam-se mais ideias novas.
Com pena fico de fora do programa, por razões obvias, até 20 de Fevereiro, até lá divertiam-se e votem bem.

10 de janeiro de 2005

Gosto de ti

Hoje estou na Capital do ex-império, na Lisboa que foi dos Mouros, de Camões, de Pessoa e Ary dos Santos. Onde Florbela debitou para blocos de notas algumas das suas mais belas poesias e Natália e tantas e tantos outros que se inspiraram nessa luz que só Lisboa tem, neste Inverno frio e seco de céu azul com a Tejo aos pés. Eu gosto de Lisboa, não pelo que ela representa mas pelo que tem de bonito e singular. Gosto da Cidade como gosto de Roma, Londres, Milão ou Nova Iorque.



Alfama-Lisboa-Portugal

9 de janeiro de 2005

Razões para a educação ambiental 2

Para se perceber como toda a questão climática tem sido tratada de forma leviana, vejamos uma pequena cronologia da questão climática.
Em 1896, final do século XIX, o Suéco Svante Arrrehius avanço a teoria do aquecimento global e inventou o termo "efeito de estufa". Só cerca de 60 anos mais tarde, em 1957 é que cientistas Britãnicos eniuciam medições à camada de ozono na antárctica, cujo objectivo era compreender o papel do ozono ao absorver a energia solar e determinar a temperatura da atmosfera. Passados 10 ano, em 1967 Mabade e Wetherald predizem que o aumento da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera conduzirá ao aquecimento global.
Que fizemos nós, Humanidade, entretanto? Desenvolvemos a indústria automóvel e aeronáutica, desenvolvemos o motor de explosão e o motor a jacto, cada vez mais potentes e consequentemente mais produtores de dióxido de carbono, quanto mais potência, mais oxigénio necessita o motor.
Em 1974 Rowland e Molinas lançam o aviso de que os clorofluorcarbonetos (CFCs), produzidos pelos spray e pelos ares condicionados, estão a destruir a camada de Ozono. Fizemos (Humanidade) orelhas moucas a esse aviso, continuamos a produzir tudo e mais alguma coisa numa latinha milagrosa, elas serviam para insecticidas, fungicidas, produtos de cosmética automóvel, de higiene doméstica, de higiene pessoal. Felizmente no que concerne aos spray, passados muitos anos conseguimos ganhar a guerra. Mas quanto aos ares condicionados, o que temos feito? Nada, ou seja nada contra e tudo a favor. Na verdade, a instalação de aparelhos de ar condicionada generalizou-se até em sociedades mais pobres como a nossa. Todo o "biscareta" tem um aparelho de AC no Gabinete ou em casa. Também os automóveis passaram a ter esse extra quase como obrigatório.


Só em 1985 quando o British Antarctic Survey, anunciaram a descoberta de um "buraco" na camada de ozono que se desenvolve sobre a Antártica todos os invernos, tomamos alguumaas medidas, mas poucas. Ao invés de combater, os as causa, passamos a tentar minimizar as consequências, apareceram os cremes protectores solares "ecrã total".
Só em 1992, na conferência do Rio, a comunidade internacional, 154 países mais a união Europeia, sob a égide das nações Unidas, mais propriamente da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), foi assumido o primeiro compromisso colectivo das nações sobre esta ameaça global.
1997 Assinatura em Quioto do protocolo que ficou conhecido pelo mesmo nome e que decidiu as percentagens de aumento e ou redução do conjunto de gases com efeito de estufa. Segunda Conferencia das Partes (Cop-2)Em 1999, na COP-5, em Bona, os responsáveis pelas nações unidas reconhecem a falta de resultados ao nível mundial.

Razões para a educação ambiental 1

São várias as questões ponderáveis que me levaram a concluir a necessidade de educar para a protecção ambiental com maior veemência. A questão climática e as suas repercussões na nossa qualidade de vida vem a ser estudada de há muito, quanto mais sabemos sobre as alterações do clima, menos fazemos para alterar os nossos comportamentos. A educação ambiental é fundamental para o exercício da cidadania, só a mobilização dos cidadãos permita a criação de uma consciência global para a prevenção do meio ambiente.
A educação dever ter um papel preventivo e participativo e intervenção na resolução de problemas práticos do ambiente. A revolução ambiental é feita em cada um de nós.

Glaciar Grey-Chile Patagónico.

Julgamos sempre que o aquecimento global e o efeito de estufa não nos atinge. Pelo contrário, estamos já a sentir os efeitos nefastos das alterações climatéricas, note-se a seca que se está a registar em alguns distritos do território continental português.
Um dos indicadores mais visíveis das alterações climatéricas é o recuo em cerca de 200 metros em oito anos do grande Glaciar Grey no Lago com o mesmo nome, na Patagónia, extremo sul do Chile. Esse recuo representa cerca de 72.000 m3 de água que não voltará ao estado sólido. O Glaciar ainda não está um perigo de desaparecer definitivamente. Contudo são necessárias medidas contra o aquecimento global.
Continua

8 de janeiro de 2005

sobre tudo e sobre nada

Cheguei ao escritório com uma enorme vontade de trabalhar. Sim trabalhar ao Sábado de manhã! Qual é o espanto? Não é pecado. Além disso, nós empresários, somos assim mesmo, não há dia nem hora, nem feriado ou dia Santo que se safe de pelos menos um par de horas de trabalho. Essa coisa de dois dias de descanso semanal obrigatórios, e 38 horas de trabalho semanal é só para quem pode.
Quando se começa o dia (embora tarde porque ontem tive a casa cheia de amigos), com vontade tudo corre às mil maravilhas. Coisas que estiveram pendentes em cima da secretária toda a semana, foram hoje despachadas num ápice.
O Sol entra radioso pela minha Janela, o Meterosidero do Campo está um mimo, Mota Amaral está no Santo Cristo. Dois bêbados pedem ao Senhor uma ajudinha para a bebida, Mota Amaral pede para não perder as eleições, ao lado um agiota pede o euromilhões e está irritado com os outros que estão a distrair o Santo Cristo. "Pega lá nestes cinco euros vai beber para o raio que te parta e não distraias o Senhor Santo Cristo".
Acabei o trabalhinho e está tudo destinado até Quarta-feira de manhã. Segunda e Terça feiras vou estar ausente em Lisboa e na Terceira, tudo tem que ficar programado de modo a que o meu telefone móvel e eu tenhamos algum descanso e discernimento nas tarefas da semana que vem.
Apeteceu-me escrever qualquer coisa, não saiu nada, só isso. Também o que é que isso interessa, ao fim-de-semana não vem quase ninguém às leituras do Foguetabraze. O nível de visitas desce significativamente. Isso quer dizer que a malta anda a ler os blogues no local de trabalho, isto é, em vez de trabalhar. Bem mas antes blogues do que sites de gajas nuas de carros ou de motas, são essas merdas que os gajos costumam ver! Não é?
E elas? As que não vêem blogues na hora de serviço? Elas não sei. Contudo, a avaliar pela banca das revistas da tabacaria Açoriana deve ser do tipo lux.pt ou hola.com.
Bem. Não digo mais asneiras hoje. Mais logo lá por volta das 20 horas teremos oportunidade de ouvir os comentadores desportivos debitarem com grande eloquência os seus chorrilhos de asneiras. É dia de Sporting/Benfica, um clássico do futebol português que os jornalistas modernos que, gostam muito de ser diferentes e de tanta tentativa de o serem, inventam tanto disparate que até lhe chamam o Derby da 2ª circular. "Tai asno".

7 de janeiro de 2005

Cinzentismo


Eis uma boa razão para votar num projecto, diferente, desassombrado.

Eu não queria usar o Blogue para promover a minha candidatura. Contudo, não o fazer seria abandonar o Foguetabraze e os seus leitores até ao dia 20 de Fevereiro. E como tenho muito respeito por todos vocês, lá terei que fazer uma inversão nas minhas intenções.

Duas bandeiras

É obvio que não poderei avançar com propostas de programa eleitoral sem que as debata com a Direcção do Partido que me propõe e com os restantes membros da lista. Isto acontecerá já na próxima segunda-feira. Contudo, há duas questões pelas quais me baterei com todas as minhas forças e sobre as quais venho reflectindo há muito tempo.
Uma de âmbito nacional e que tem a ver com as questões ambientais.
-Inclusão de uma disciplina curricular obrigatória de educação ambiental nos 2º e 3º ciclos.
Na verdade, penso que estamos muito longe de atingirmos um estádio próximo do bom no que concerne á consciência ambiental. Essa consciência não se cria apenas com campanhas publicitárias e panfletárias. A preservação do meio ambiente, do qual os humanos fazem parte, só se faz com uma revolução de mentalidade. Em minha opinião, só um plano de educação ambiental devidamente integrado no sistema de ensino português, com a inclusão de uma disciplina curricular ao nível dos 2º e 3º ciclos, poderá operar em cada um dos nossos filhos essa necessária revolução.
Outra, de interesse estritamente Regional.
- A desanexação de terrenos do Aeroporto de Santa Maria para fins urbanísticos.
A ANA EP, através dos serviços do Aeroporto de Santa Maria, administra uma quantidade significativa de terrenos que são património do Estado Português e que poderiam estar a potenciar o desenvolvimento da economia da Ilha. Estes terrenos, uns com aptidões agrícolas, outros vocacionados para a habitação e até alguns que serviriam para a instalação de unidades industriais, são servidos de uma rede de estradas fabulosa, riscada a esquadro como as mais modernas cidades do Mundo, com zonas verdes maravilhosas embora maltratadas, com uma rede de águas própria e com uma rede de esgotos, efectuada há mais de 50 anos de meter inveja ao mais recente dos engenheiros. Todos estes equipamentos estão bastante degradados mas com possibilidades de reabilitação relativamente barata. Já se começou pelas estradas, falta o resto.
A desanexação destes terrenos e a sua venda em hasta pública, permitirá a muitos Marienses, particulares e empresas, promoverem a construção das suas casas ou dos seus empreendimentos comerciais e industriais. Facilitaria ainda a possibilidade da Câmara Municipal de Vila do Porto, querendo, utilizar aquela infra-estrutura como pólo dinamizador da actividade lúdica e cultural numa Ilha onde falta quase tudo mas há vontade para fazer outro tanto.

6 de janeiro de 2005

O proteccionismo,

O proteccionismo, encapotado em liberalização controlada, que ambos os Governos fizeram à TAP e à SATA, deixaram-nos ainda pior do que estávamos. Venha a liberalização a sério porra! Deixem-se de merdas proteccionistas que só servem para nos lixar, a todos.

FUNDOPESCA-incentivo à preguiça

Governo atribui apoio de 320 mil euros a pescadores
Açoriano Oriental 06-01-2005

O governo regional vai apoiar em cerca de 320 mil euros algumas embarcações açorianas.

Os pescadores de 310 embarcações regionais vão beneficiar desta verba no âmbito do Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores.
Os apoios agora decididos pelo gabinete do subsecretário regional das pescas, resultam da aprovação de 1250 candidaturas no âmbito daquele fundo, mais conhecido por FUNDOPESCA, um mecanismo estrutural de protecção social para pescadores.
Com estas verbas agora aprovadas, eleva-se para 950 mil euros o total das ajudas financeiras concedidas pelo FUNDOPESCA, que desde a sua entrada em funcionamento já despachou 3600 processos de pescadores. O FUNDOPESCA foi criado há dois anos e tem como objectivo apoiar os pescadores sempre que, por razões de mau tempo, estes não possam exercer a sua actividade.
O subsecretário regional das pescas reforça que este fundo de componente regional é "um apoio à actividade da pesca por questões de mau tempo".
Marcelo Pamplona adiantou que no Inverno passado, no período de Dezembro a Abril, se registou uma quebra de capturas e da actividade piscatória, devido ao mau tempo. Assim, o governo regional aplicou a activação deste fundo por forma a compensar os pescadores de 310 embarcações regionais pelos meses que não puderam exercer a sua actividade.




O fundo de garantia salarial para os pescadores é um incentivo à preguiça, ao laxismo e à letargia da classe piscatória. Não! Não sou daqueles que diz que o Rendimento Mínimo Garantido ou, como agora se chama, Rendimento Social de Inserção tem estes efeitos nefastos na sociedade. Não! Numa sociedade cada vez mais mecanizada onde será cada vez mais difícil combater o desemprego, garantir o mínimo de condições de sobrevivência e dignidade àqueles que não têm emprego ou são mal remunerados é o mínimo que podemos fazer. Há por aí muita demagogia feita à volta deste tema. Eu não entro nesse jogo.
Já em relação ao FUNDOPESCA, a coisa é diferente. Estamos a falar de um sector que, por um lado importa mão-de-obra não qualificada (não há pescadores qualificados), muito bem paga e por outro, luta com trabalhadores locais que se queixam de falta de rendimento. Esta falta de rendimento está directamente e proporcionalmente ligada à pouca produtividade, ao número de dias de trabalho e a um sistema de distribuição do produto da pesca ancestral que não é justo para o pescador.
Não faz qualquer sentido a Região, através dos impostos de quem, de facto, não tem medo do trabalho, andar a pagar para quem não quer trabalhar.
A minha empresa pagou de salário médio aos seus pescadores entre Dezembro e Abril de 2004, a quantia, livre de impostos, de 1.680,00 ? mensais. Estes Homens trabalham durante 8 a 10 dias no mar, fazem a descarga e ficam cerca de 48 horas em porto para descanço. De 60 em 60 dias vão a casa durante 10 dias, ou seja, em cada ano gozam cerca de 60 dias de férias e têm mais 75 dias de folgas trabalhando, efectivamente cerca de 230 dias no ano. São quase todos oriundos de Vila do Conde, (Caxinas) e, apesar das boas condições de habitabilidade na embarcação, da cama comida e roupa lavada e uma boa remuneração mensal, os únicos dois que consegui recrutar nos Açores, um é "Caxineiro" aqui radicado há muito e o outro é oriundo da Madeira.
Mesmo com rendimentos da ordem dos que acima referi, a pesca é uma actividade tendente a perder gente, com incentivos à "malandragem" alguns ficarão no sector, mas apenas com o sentido no "Subsidio" nada mais.

5 de janeiro de 2005

Amor com amor se paga

Quando gravei o Choque de Gerações de ontem, ainda o Professor Cavaco Silva não tinha feito a birrinha de mandar tirar a sua fotografia de um cartaz elogioso do PSD. Mesmo assim, sem ter conhecimento desse episódio, defendi que Cavaco Silva não tem condições para ser o candidato da direita à Presidência da República. Depois desta fita de criancinha birrenta, o professor de Boliqueime bem pode meter a viola no saco, se é que alguma vez a tirou.

Para quê uma administração?

É a segunda vez que as tarifas da SATA sobem desproporcionalmente à inflação. Para o Sr. Eng. Cansado há sempre uma razão externa que condiciona a administração. Então porque é que não vão buscar o "Bruce lee" à vitrina do Domingos Vieira e o nomeiam para a Administração da SATA?

4 de janeiro de 2005

Tirem o cavalinho da chuva que...

...este Blogue não será uma plataforma para potenciar a campanha da minha candidatura a Deputado à Assembleia da República. Espero que os meus amigos e leitores "blogosfericos" entendam que aquilo que digo aqui é completamente desprovido de qualquer interesse político e partidário. Na verdade, não estava nos meus planos, mais imediatos, assumir um papel tão activo na cena politica Regional como esse que a partir de hoje é público e que se vem a desenhar desde há uns dias a esta parte. O Foguetabraze continuará a ser o blogue de um especialista em generalidades que pretende lançar as sementes de um novo movimento filosófico nos Açores. Para isso, espero continuar a contar com os vossos comentários.
Não vos inibíeis.

Un ano

O Ponta Delgada, blogue associado deste Foguetabraze, faz hoje um ano.

Da Maia para o Mundo

Danialice é o blogue do Rodrigo de Sá, Filho do Daniel de Sá e da Alice, da muito nobre Vila da Maia, na costa norte da Ilha de São Miguel, de onde descendo directamente de uma família de Agricultores e Industriais, os Bento de Sousa.
Ao Rodrigo desejo muita força e persistência para o seu trabalho e que não lhe falte inspiração e indignação.
Bem hajam Daniel e Alice por este vosso rebento.

Porque Hoje é Terça-feira

Pois é caros amigos. Hoje é Terça-feira. Para além de uma estrondosa noticia que vão ter oportunidade de ouvir e ver lá para os noticiários da tarde e que deixará muitos contentes, outros a roer de raiva mas ninguém a roer de inveja, é dia de "Choque de Gerações". Hoje pelas 21h30m na nossa RTP-A, com a apresentação e a mediação do incansável Joel Neto, os comentadores Mário Cabral que, infelizmente faz o seu último programa, o Pedro Arruda, em estreia e este vosso servo, vão discutir os seguintes temas:
Preparação das eleições presidenciais + candidatos naturais e supostos + influências da dissolução da Assembleia da República no processo (nacional);

Ponto da situação no Protocolo de Quioto + não cumprimento de Portugal + avanços e retrocessos no processo (internacional);

Revisão da lei eleitoral açoriana + desproporcionalidade existente durante anos + importâncias conflituais de cidadãos e território (regional).

Não percam, vai valer a pena ainda assistir ao "ódio de estimação" do Luís Filipe Borges e ao "olhar cândido" do seu irmão Alexandre Borges que fará o "amor de estimação". Nuno Costa Neves traz-nos uma reportagem e Mário Cabral apresenta-nos uma descoberta.
Se falharem, ainda podem ver amanhã, em repetição pelas 19 horas na mesma RTP-Açores. Quem sabe em breve poderá ainda assistir ao programa numa outra televisão perto de si.

3 de janeiro de 2005

"Alea Jacta est"

Seria previsível traçar um cenário de calmaria para o ano 2005. Com eleições autárquicas marcadas para Outubro e Presidenciais apenas para 2006. Um clima de "descontenção" orçamental nas autarquias, pelo menos naquelas onde os actuais protagonistas serão candidatos e a capacidade de endividamento não está esgotada, poderia aumentar o consumo e com isso os indicadores económicos. Por outro lado, a retoma anunciada, mesmo que não seja verdade, ajudaria a aumentar os níveis de confiança dos agentes económicos, a moralizar os agentes bancários e a promover, também, algum consumo. Porém, não é este o quadro que vamos ter por diante. Na verdade, vamos entrar num ano novo com eleições antecipadas marcadas já para 20 de Fevereiro, estamos com um Governo de gestão há cerca de 2 meses e a confiança dos investidores sobre a hipotética retoma não se faz sentir. Além disso, vamos enfrentar uma das maiores crises económicas à escala mundial com o sector emergente do turismo a sofrer um revés estrondoso por via da sucessão de catástrofes naturais e humanitárias que assolaram o sudeste asiático, de tal forma grandes que por dias, nos fizeram esquecer as tragédias humanitárias no Darfur, no Rowanda, na Guiné, na Somália e em tantos outros países do Continente Africano.
Embora, segundo o New York Times, That surreal contrast, economists say, helps explain the perverse likelihood that one of the world's largest human disasters may have a relatively marginal economic impact.
2005 será um ano de grandes lutas politicas interna e externamente, de grandes desafios económicos quer no plano nacional quer no plano internacional. Por isso, serão necessários protagonistas à altura, com novas ideias, novos conceitos e desprendidos de estereótipos doutrinários e dogmáticos, capazes de falar uma linguagem que todos entendam e tratar os assuntos que a todos interessam. A bem da Nação e da Humanidade.

2 de janeiro de 2005

Dinheiros públicos mal gastos

Se há coisa que me irrita ao ponto de me fazer perder as estribeiras, é o desperdício de dinheiros públicos. Talvez porque ninguém paga os meus impostos ou porque tenho que fazer a retenção dos impostos dos meus trabalhadores. Não sei a razão. Sei sim que quando ouço historias de má gestão da coisa pública fico possesso.
Uma Associação recreativa e cultural da Ilha de Santa Maria, reconhecida como de utilidade pública, sem razões para tal, concorreu a fundos do orçamento da Região, do Estado e da União para dinamizar e animar a oferta turística na lindíssima Baia de São Lourenço. Até ai, tudo bem, acção louvável de quem, por amor à camisola, sem qualquer tipo de remuneração, se dedica a proteger e desenvolver (dentro do conceito de desenvolvimento sustentável) a região onde gosta de estar.
Contudo, muitas vezes, o excesso de voluntarismo em pessoas mal preparadas para a gestão de negócios privados e com uma doze de "umbiguismo" que lhes faz perderem o tino (desconhecedores do principio de peter), faz desses fenómenos poços sem fundo.
Em Santa Maria, o Circulo de Amigos de São Lourenço tem, ao longo dos últimos anos, tentado desenvolver a oferta turística naquela baia reserva ambiental dos Açores. Exploraram um restaurante, compraram canoas, gaivotas e pranchas a pedais. Tudo isso com recurso a capitais públicos e que, por isso, devem ser curados convenientemente.
As primeiras canoas, de fibra de vidro, acabaram nas rochas, partidas e sem poderem ser usadas, eram novas ainda. Logo apareceu dinheiro para se comprarem mais, e compraram-se em plástico, mais resistentes.

Há cerca de 1 ano, também com recurso a dinheiros públicos, foi adquirida uma embarcação rápida (julgo até que foram 2 mas não estou seguro) do tipo semi-rigido, que só funcionou durante um verão, pois por falta de manutenção avariou e não foi possível durante toda a época estival do ano seguinte coloca-la ao serviço dos turistas e locais que quisessem e ele recorrer. Eu não faço ideia quanto custa uma embarcação como aquela, mas posso assegurar que é muito dinheiro. O mesmo Círculo de Amigos de São Lourenço, adquiriu, no verão do ano passado, uma Canoa Baleeira. Pequena embarcação à vela e remos que era utilizada na caça à Baleia no mar dos Açores. Por sinal São Lourenço não era porto baleeiro, dai que a ideia não parecesse fazer muito sentido. Mas o que não faz mesmo sentido algum é que a dita Canoa que, não terá sido nada barata, nunca foi à água e depois de andar em bolandas acabou resignada sem a dignidade dos caçadores de baleias, no fundo de um armazém do Aeroporto.
Trata-se de esbanjar dinheiros públicos, sem rigor e sem ter o mínimo de respeito por quem paga impostos. Isso passa-se aqui, mesmo debaixo dos nossos olhos na nossa pequena Ilha de Santa Maria, onde faltam tantas coisas na área da animação cultural e turística. Por exemplo, o orçamento da CMVP tem inscrita uma verba de 5000 euros para o projecto do campo de Golfe da Ilha, esta verba não dá para pagar tampouco um estudo prévio.

1 de janeiro de 2005

ACC de Santa Maria

Neste primeiro dia do ano o Aeroporto de Santa Maria registou um tráfego anormal. Escalas técnicas, turistas remediados de regresso ao Novo Mundo, milionários em jactos privados, escolheram Santa Maria para reabastecimento e até para descanso de tripulações.

Dois aviões na placa do aeroporto de Santa Maria, neste momento estavam quatro aviões na mesma.

Também o tráfego controlado pela ACC (Area Control Center) foi anormal neste final e inicio de ano. No dia 22 de Dezembro o ACC de Santa Maria controlou 436 aviões e hoje às 14 horas já havia controlado 173 aviões. A crise que se prevê nas estâncias turísticas do sudeste asiático, pode aumentar a procura pelas praias e ilhas das Caraíbas. O mal de uns pode bem ser o bem para outros, nesse caso, Santa Maria passará a ter, ainda mais, importância estratégica do que aquela que tem no momento. Nem tudo são más notícias e quimeras vãs nesta Ilha de Gonçalo Velho.


Vista aérea da aerogare, obtida desde a nova torre de controlo.

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