... de parabéns o Terras do Nunca e o Descrédito. Para eles os meus parabéns.
25 de junho de 2005
2 anos 2
Dois anos de Foguetabraze, para comemorar mais logo com os amigos da blogosfera com epicentro nos Açores.Não percam o anúncio dos prémios deste ano. A saber: 1- Prémio Persistência
2- Prémio Quem tem medo compra um cão.
3- Prémio Eclipse.
4- Prémio É D'Homem.
5- Prémio Elefantes Brancos.
6- Prémio Ainda não percebeste que não te gramam.
Aqui no blogue do costume.
2- Prémio Quem tem medo compra um cão.
3- Prémio Eclipse.
4- Prémio É D'Homem.
5- Prémio Elefantes Brancos.
6- Prémio Ainda não percebeste que não te gramam.
Aqui no blogue do costume.
24 de junho de 2005
Já está...
... esta é a nova template do Foguetabraze, construida pelo Milton Moura com um pequeno arranjo deste vosso especialista em generalidades. Falta só descobrir onde colocar o código do haloscan para disponibilizar comentários. Vou chegar lá, não fosse a teimosia um dos meus maiores defeitos.
Por agora...
...fica assim, com o template do Ponta Delgada feita pelo Pedro Arruda que não tenho tempo para mais alterações.
Até já.
Até já.
Demónio nas couves.
É o que dá mexer onde não se deve e onde não se sabe. Vai dar um bocadinho de trabalho mas vamos conseguir por isso a funcionar.
Novo visual
Vem a caminho um novo template para o Foguetabraze, tenham paciência que na fase de testes haverá umas coisinhas que não vão funcionar bem.
Em nome do Défice e do PEC...
.. eu imploro (embora devesse exigir) aos Senhores governantes deste País (será ainda) quem poupem já que eu não posso mais. É que não posso mesmo.
A casa Real de Windsor, liderada por Sua Majestade a Rainha Izabel II, gasta do erário público a módica quantia de ? 53.993.000,00 (cinquenta e três milhões novecentos e noventa e três milhões de euros). Uma quantia irrisória se atendermos ao facto de que os dois ministros da República, para os Açores e para a Madeira, representantes da soberania nacional, gastam, cada um, cerca de ? 200.000.000,00 (duzentos milhões de euros).
Eu só espero que a minha fonte esteja redondamente enganada.
Eu só espero que a minha fonte esteja redondamente enganada.
23 de junho de 2005
Greve terrorista abortada
O Direito à Greve é um dos direitos intocáveis de entre quase todos os conquistados em Novembro de 1975. Contudo, há direitos e direitos e há greves e greves. Da mesma forma que classifiquei de terrorista a greve prevista para o inicio do Euro 2004 de terrorista, não posso deixar de dizer o mesmo desta dos Professores marcada para o dia dos exames do 12ºano. Convocar greves para estes dias não é exercer o direito à greve é terrorismo.
Só não entendo é aquela interpretação de Álamo de Menezes (um dos melhores senão o melhor Secretário da Educação desde sempre) de acatar a decisão do Tribunal administrativo de Lisboa e não acatar a decisão do Tribunal administrativo de Ponta Delgada. Quer dizer, eu fui apanhado em excesso de velocidade em Ponta Delgada e levo com uma pena de 45 dias de suspensão de carta, em contraponto a minha prima em Lisboa pela mesma infracção leva só 30 dias de suspensão e eu acato a decisão do Juiz de Lisboa que dá mais jeito do que acatar a do Juiz de Ponta Delgada.
Bem hajam os Professores que, não obstante serem uma das carreiras técnicas mais mal pagas em Portugal, cumpriram os serviços mínimos para garantir que os alunos faziam os seus exames, desrespeitando assim as directivas radicais dos seus respectivos sindicatos e dignificando, mais uma vez, a sua nobilíssima profissão.
Façam greve já a seguir aos exames, lutem pelas V. carreiras e pela garantia de que não perdem direitos adquiridos, mas não o façam irresponsavelmente como pretendem alguns sindicatos afectos às forças da esquerda radical.
Só mais uma nota para Álamo de Menezes. Não percebi qual a intenção de dizer que esta greve nada tem a ver com o governo dos Açores limpando as mãos, qual Pilatos, sobre as decisões do Governo da República, as tais decisões que se consideram importantes para o País. É muito querer lavar as mãos é muito querer sair ileso de um processo.
Só não entendo é aquela interpretação de Álamo de Menezes (um dos melhores senão o melhor Secretário da Educação desde sempre) de acatar a decisão do Tribunal administrativo de Lisboa e não acatar a decisão do Tribunal administrativo de Ponta Delgada. Quer dizer, eu fui apanhado em excesso de velocidade em Ponta Delgada e levo com uma pena de 45 dias de suspensão de carta, em contraponto a minha prima em Lisboa pela mesma infracção leva só 30 dias de suspensão e eu acato a decisão do Juiz de Lisboa que dá mais jeito do que acatar a do Juiz de Ponta Delgada.
Bem hajam os Professores que, não obstante serem uma das carreiras técnicas mais mal pagas em Portugal, cumpriram os serviços mínimos para garantir que os alunos faziam os seus exames, desrespeitando assim as directivas radicais dos seus respectivos sindicatos e dignificando, mais uma vez, a sua nobilíssima profissão.
Façam greve já a seguir aos exames, lutem pelas V. carreiras e pela garantia de que não perdem direitos adquiridos, mas não o façam irresponsavelmente como pretendem alguns sindicatos afectos às forças da esquerda radical.
Só mais uma nota para Álamo de Menezes. Não percebi qual a intenção de dizer que esta greve nada tem a ver com o governo dos Açores limpando as mãos, qual Pilatos, sobre as decisões do Governo da República, as tais decisões que se consideram importantes para o País. É muito querer lavar as mãos é muito querer sair ileso de um processo.
22 de junho de 2005
E eu que não sabia
"A festa brava é uma das componentes identitárias dos açores"
Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, há minutos no canal 1 da RTP
Desde quando? Mas desde quando!?
A escolha certa
A escolha do Restaurante "O SILVA" para o nosso jantar de Sábado tem agora mais uma justificação.
O restaurante "O Silva", na Ribeira Grande, e o "Hidroavião", no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, são os primeiros estabelecimentos de restauração açorianos a receberem a estrela azul da "Selecção" um símbolo que garante a aplicação de exigentes normas de qualidade, de acordo com as novas normas europeias soBre higiene alimentar.
O restaurante "O Silva", na Ribeira Grande, e o "Hidroavião", no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, são os primeiros estabelecimentos de restauração açorianos a receberem a estrela azul da "Selecção" um símbolo que garante a aplicação de exigentes normas de qualidade, de acordo com as novas normas europeias soBre higiene alimentar.
O blogger metódico
Desde que descobriu que o Planeta Açores é actualizado de meia em meia hora só escreve entre a hora e 25 e a hora e 55.
Em casa de ferreiro...
Reparei hoje que o Jornal dos Açores não tem palavras cruzadas. Será para o Nuno Mendes não perder tempo?
21 de junho de 2005
Os prémios Foguetabraze...
... este ano vão ser diferentes dos do ano passado. O corpo redactorial deste Blogue irá atribuir, depois de longas reuniões e de várias votações em sucessivos encontros dos accionistas desta sociedade unipessoal, os seguintes prémios:
1- Prémio Persistência
2- Prémio Quem tem medo compra um Cão
3- Prémio Eclipse
4- Prémio É D'Homem
5- Prémio Elefantes Brancos
6- Prémio Ainda não percebeste que não te gramam.
Esteja atento é já dentro de dias num Blogue perto de si
Porque Hoje é Terça-feira
...e não há Choque de Gerações, foi muito mais difícil de escrever no Blogue
Bairrismo o cancro das Ilhas
Sempre me disseram que o pior dos bairristas é o bairrista de importação. É verdade. O bairrista de importação, mercê da sua condição de imigrante, tenta a todo o custo afirmar-se no meio onde passa a residir defendendo-o contra todos os factos e argumentos. O Professor Tomaz Dentinho e a sua entrevista ao Expresso das Nove desta semana são bons exemplos dessa demagogia bairrista com necessidades de afirmação. Não obstante concordar com muitas das coisas que diz, não posso deixar de reparar nesta pérola do bairrismo doentio e cego.
Basta imaginarmos que se a sede da SATA, os combustíveis ou o transbordo de navios se fizesse livremente e fossem, de alguma forma, os portos de Angra ou da Praia reforçados como devem ser... Nessa altura, o equilíbrio seria diferente, e até se potenciaria a ligação entre Praia da Vitória e Ponta Delgada.
Oh! Sr. Professor se a sede das empresas, os combustíveis e os transportes fossem de opção livre dos seus operadores, a Terceira estaria como a Graciosa está hoje, ou seja com um navio de 15 em 15 dias para abastecer o hiper Modelo e a Graciosa estaria como há 30 anos com o Espírito Santo a fazer cabotagem entre o Porto das Pipas e a Praia da Graciosa levando gaz e trazendo meloas.
Basta imaginarmos que se a sede da SATA, os combustíveis ou o transbordo de navios se fizesse livremente e fossem, de alguma forma, os portos de Angra ou da Praia reforçados como devem ser... Nessa altura, o equilíbrio seria diferente, e até se potenciaria a ligação entre Praia da Vitória e Ponta Delgada.
Oh! Sr. Professor se a sede das empresas, os combustíveis e os transportes fossem de opção livre dos seus operadores, a Terceira estaria como a Graciosa está hoje, ou seja com um navio de 15 em 15 dias para abastecer o hiper Modelo e a Graciosa estaria como há 30 anos com o Espírito Santo a fazer cabotagem entre o Porto das Pipas e a Praia da Graciosa levando gaz e trazendo meloas.
Se os Micaelenses, em tempos idos, não tivessem fundado uma companhia de transportes marítimos, outra de Aviação (a primeira do País), um banco e uma seguradora, que foram postos ao serviço de todos os Açorianos, provavelmente os Açores seriam hoje muito mais pobres.
Caríssimo Tomaz
Aparentemente, a centralidade de Ponta Delgada é artificial, na verdade ela é uma realidade incontornável e que só não é mais porque este Povo daqui não tem o desplante nem a insensatez de ser bairrista e trabalha mais um bocadinho em vez de estar a desgastar-se com guerrilhas inúteis.
Basta consultar os sucessivos planos e orçamentos regionais desde 1975 para confirmar que o investimento público per capita efectuado na Ilha de São Miguel foi sempre menor do que em qualquer outra Ilha dos Açores.
A Terceira tem tudo para ser central, falta-lhe gente e iniciativa empresarial, coisa que por aqui vai havendo, apesar dos constrangimentos e da falta de investimento público em infra-estruturas fundamentais. Dou-lhe o exemplo das pescas. 90% do investimento foi canalizado para os Portos da Horta, Madalena e Praia da Vitória. Em Ponta Delgada só agora se está a fazer o que devia ter sido feito há 20 anos. Mesmo assim, a única Ilha onde o sector cresceu foi nesta do Arcanjo. Só posso concluir uma coisa, quanto mais o estado investe e protege pior para a economia, já que abandonados durante o reinado de Adolfo Lima crescemos enquanto outros, apaparicados minguaram.
20 de junho de 2005
medidas avulsas
Já aqui escrevi que as medidas do Governo de Sócrates contra o grupo de pressão das Farmácias era apenas cosmética e de importância relativa senão mesmo baixa,redundando apenas numa atitude de afronta aos farmaceiticos cedendo a outro grupo de pressão, os retalhistas.
Constantino Saklarides, do observatório da Saúde, disse hoje que a medida de retirar às farmácias o exclusivo da comercialização de medicamentos de venda livre é uma medida sem consequências para o sector.
Lembro os mais distraídos que o Prof. Dr. Constantino Saklarides é considerado um dos melhores da Europa em sistemas de saúde pública e já foi Secretário de Estado da Saúde num dos Governos de António Guterres (se é que isto abona a favor de alguém).
Constantino Saklarides, do observatório da Saúde, disse hoje que a medida de retirar às farmácias o exclusivo da comercialização de medicamentos de venda livre é uma medida sem consequências para o sector.
Lembro os mais distraídos que o Prof. Dr. Constantino Saklarides é considerado um dos melhores da Europa em sistemas de saúde pública e já foi Secretário de Estado da Saúde num dos Governos de António Guterres (se é que isto abona a favor de alguém).
À mulher de César...
...não basta ser séria tem de parecer.
O Ex-Secretário das Finanças do Governo de César, Roberto Amaral, era o responsável pelas finanças regionais a quando do processo de privatização da EDA-Electricidade dos Açores. Agora, depois de privatizada, ele é o Presidente do Conselho de Administração da mesma empresa.
E depois querem credibilizar os políticos.
O Ex-Secretário das Finanças do Governo de César, Roberto Amaral, era o responsável pelas finanças regionais a quando do processo de privatização da EDA-Electricidade dos Açores. Agora, depois de privatizada, ele é o Presidente do Conselho de Administração da mesma empresa.
E depois querem credibilizar os políticos.
Jantar de Blogues
Falta só uma semana para o Foguetabraze fazer 2 anos. Vamos aproveitar essa efeméride para juntarmos o maior número possivel de Bloggers, comentadores e leitores de Blogs .
Está confirmado, é Sábado 25 de Junho pelas 20h30m no Restaurante O SILVA na Ribeira Seca da Ribeira Grande. Espero apareçam todos e levem os Vossos amigos.
ATENÇÃO
Devem confirmar a Vossa presença até Quinta-feira 23 de Junho à noite no espaço de comments deste post ou para o seguinte endereço de e-mail: foguetabraze@nunobarata.com
Está confirmado, é Sábado 25 de Junho pelas 20h30m no Restaurante O SILVA na Ribeira Seca da Ribeira Grande. Espero apareçam todos e levem os Vossos amigos.
ATENÇÃO
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AM.DM
No rescaldo da 3ª mostra de Teatro de Ponta Delgada

Eu sei que não é novidade mas quero realçar. Nos açores culturais há dois tempos, o AM e o DM, antes da MUU e depois da MUU.
Parabéns ao, Alexandre ao Pedro e ao Vítor pela teimosia e perseverança.
18 de junho de 2005
Atenção 2 anos de Foguetabraze
Falta só uma semana para o Foguetabraze fazer 2 anos. Vamos aproveitar essa efeméride para juntarmos o maior número possivel de Bloggers, comentadores e leitores de Blogs .
Está confirmado, é Sábado 25 de Junho pelas 20h30m no Restaurante O SILVA na Ribeira Seca da Ribeira Grande. Espero apareçam todos e levem os Vossos amigos.
ATENÇÃO
Devem confirmar a Vossa presença até Quinta-feira 23 de Junho à noite no espaço de comments deste post ou para o seguinte endereço de e-mail: foguetabraze@nunobarata.com
Está confirmado, é Sábado 25 de Junho pelas 20h30m no Restaurante O SILVA na Ribeira Seca da Ribeira Grande. Espero apareçam todos e levem os Vossos amigos.
ATENÇÃO
Devem confirmar a Vossa presença até Quinta-feira 23 de Junho à noite no espaço de comments deste post ou para o seguinte endereço de e-mail: foguetabraze@nunobarata.com
Ainda Cunhal...
Parece que Álvaro Cunhal foi uma figura "importante", "central", "ímpar" do século XX português. Muito bem. Estaline não foi uma figura "importante", "central", "ímpar" do século XX? Parece que Álvaro Cunhal foi "determinado" e "coerente". Hitler não foi? Parece que Álvaro Cunhal era "desinteressado", "dedicado" e "espartano". Salazar não era? Parece que Álvaro Cunhal era "inteligente". Hitler e Salazar não eram? Parece que Álvaro Cunhal sofreu a prisão e o exílio. Lenine e Estaline não sofreram? As virtudes pessoais de Álvaro Cunhal não estão em causa, como não estão as de Hitler, de Estaline, de Lenine ou de Salazar. O que está em causa é o uso que ele fez dessas virtudes, nomeadamente o de promover e defender a vida inteira um regime abjecto e assassino. Álvaro Cunhal nunca por um instante estremeceu com os 20 milhões de mortos, que apuradamente custou o comunismo soviético, nem com a escravidão e o genocídio dos povos do império, nem sequer com a miséria indesculpável e visível do "sol da terra". Para ele, o "ideal", a religião leninista e estalinista, justificava tudo.
Parte de uma crónica de Vasco Pulido Valente no Público
17 de junho de 2005
Portas do Mar
Acerca do projecto das Portas do Mar eu ficava contente com meia dúzia de respostas convincentes a mais dúzia de perguntas pertinentes:
1- Como é que o Sr. Secretário da Economia prevê recuperar os 45.000.000 de euros deste investimento?
2- Quantos navios de cruzeiro esperam escalem Ponta Delgada por ano?
3- Como vão arranjar dinheiro e argumentos para fazer um novo porto comercial de Ponta Delgada depois de gastar estes 45 milhões neste projecto?
4- Como se vai resolver o problema do trânsito na Litoral de Ponta Delgada durante as obras?
5- Como se vai resolver o problema do trânsito na Litoral de Ponta Delgada depois deste projecto estar concluído e em dia de "vapor"?
6- Como vão resolver os problemas dos serviços portuários de apoio a estas embarcações? Duplicando custos e meios? Ou fazendo circular estes meios entre o actual porto e as pomposamente chamadas "Portas do Mar"?
Tenho pena, vergonha até de viver numa Região que até há bem pouco tempo era um bom exemplo de bom-senso e onde os governantes se preocupavam mais com a nossa qualidade de vida do que em deixar obras de regime com placas com o seu nome. Estamos a caminhar para a "Jardinização" dos Açores, até César depois de anunciar que saia, já recuou e voltou, esta semana, a dizer que enquanto achar que está a ser útil aos Açores ficará. João Jardim não diria melhor.
Uma última nota. O projecto até é interessante do ponto de vista estético, Manuel Salgado é um dos melhores Arquitectos Portugueses, mas estamos a falar de um Elefante Branco, não é por existir um cais de cruzeiros que vão vir mais navios aos Açores. Marselha, recebe dezenas de navios de cruzeiro por mês que traçam entre os porta-contentores, Civitavechia, porto que serve Roma, idem, Barcelona , Lisboa, Fort-Lauderdale, New York e muitos outros exemplos que eu poderia aqui deixar. E olhem que sei do que falo porque para além da minha vida empresarial ser toda ela ligada à actividade marítima e portuária, sou um grande fã das férias de cruzeiro, já levo cinco cruzeiros feitos, 3 na América e Caraíbas e 2 no Mediterrâneo e mais um programado para Setembro. Conheço as companhias, as rotas, os navios os portos as gentes e os hábitos deste tipo de turista. Estou seguro de que os técnicos da Secretaria da Economia saberão muito menos, mas muito menos mesmo, saberão o conto do vigário que lhes contam os operadores turísticos locais com interesse nesta actividade (um só) e saberão o que lhes diz Manuel Salgado, que se está "cagando" para a qualidade de vida dos Açorianos e para o desenvolvimento económico mas saberá bem, inventar argumentos para levar a sua obra por diante.
Desculpem-me a arrogância mas estão a atirar-nos areia para os olhos porque querem deixar o seu nome ligado à cidade. São todos diferentes são todos iguais.
Tenho pena, vergonha até de viver numa Região que até há bem pouco tempo era um bom exemplo de bom-senso e onde os governantes se preocupavam mais com a nossa qualidade de vida do que em deixar obras de regime com placas com o seu nome. Estamos a caminhar para a "Jardinização" dos Açores, até César depois de anunciar que saia, já recuou e voltou, esta semana, a dizer que enquanto achar que está a ser útil aos Açores ficará. João Jardim não diria melhor.
Uma última nota. O projecto até é interessante do ponto de vista estético, Manuel Salgado é um dos melhores Arquitectos Portugueses, mas estamos a falar de um Elefante Branco, não é por existir um cais de cruzeiros que vão vir mais navios aos Açores. Marselha, recebe dezenas de navios de cruzeiro por mês que traçam entre os porta-contentores, Civitavechia, porto que serve Roma, idem, Barcelona , Lisboa, Fort-Lauderdale, New York e muitos outros exemplos que eu poderia aqui deixar. E olhem que sei do que falo porque para além da minha vida empresarial ser toda ela ligada à actividade marítima e portuária, sou um grande fã das férias de cruzeiro, já levo cinco cruzeiros feitos, 3 na América e Caraíbas e 2 no Mediterrâneo e mais um programado para Setembro. Conheço as companhias, as rotas, os navios os portos as gentes e os hábitos deste tipo de turista. Estou seguro de que os técnicos da Secretaria da Economia saberão muito menos, mas muito menos mesmo, saberão o conto do vigário que lhes contam os operadores turísticos locais com interesse nesta actividade (um só) e saberão o que lhes diz Manuel Salgado, que se está "cagando" para a qualidade de vida dos Açorianos e para o desenvolvimento económico mas saberá bem, inventar argumentos para levar a sua obra por diante.
Desculpem-me a arrogância mas estão a atirar-nos areia para os olhos porque querem deixar o seu nome ligado à cidade. São todos diferentes são todos iguais.
16 de junho de 2005
Já descobri!!!!!!!!!!!!!!!!!!...
...o que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros
Tem a demagogia do Daniel Oliveira.
Tem a demagogia do Daniel Oliveira.
Nem sei o que diga...
Embora atrasado, venho aqui manifestar a minha indignação.
O incompetente assumido (ler Jornal dos Açores) Vasco Pereira da Costa, não se dignou a deixar a sua cadeira de damasco de Angra do Heroísmo para representar o Governo na inauguração do Centro Cultural da Caloura. Uma obra de cariz particular em prol do desenvolvimento e da promoção da cultura nos Açores.
É caso par citar, mais uma vez, o meu querido amigo Pedro Arruda: "merecíamos políticos melhores".
Fogo te abrase Vasco Pereira da Costa.
O incompetente assumido (ler Jornal dos Açores) Vasco Pereira da Costa, não se dignou a deixar a sua cadeira de damasco de Angra do Heroísmo para representar o Governo na inauguração do Centro Cultural da Caloura. Uma obra de cariz particular em prol do desenvolvimento e da promoção da cultura nos Açores.
É caso par citar, mais uma vez, o meu querido amigo Pedro Arruda: "merecíamos políticos melhores".
Fogo te abrase Vasco Pereira da Costa.
15 de junho de 2005
2% menos
Daqui a quinze dias todas as familias Portuguesas vão perder 2% de poder de compra. Bem se sabe que em ordenados de Ministro e Secretário de Estado isso não influi, mas em quem ganha o ordenado minimo nacional ou tem uma reforma miserável, sempre são menos 2% na mercearia.
É caso para reeditar o meu velho autocolante com novo protagonista.
Eu não tenho Culpa
Não votei José Sócrates
Desfile de vaidades?
Um alto dirigente do PCP teve a lata de me dizer ontem: "Não vou aos blogues, são um desfile de vaidades".
Pois, pois, mas não de arrogâncias...
Coerência até ao fim
Um camarada de boina preta, debaixo de um guarda sol com os simbolos do comunismo estalinista, à entrada do edifício onde está o corpo de Álvaro Cunhal é entrevistado pelo repórter da RTP e diz a respeito do camarada: "Desde o Marquês de Pombal que não havia um português como ele".
Pois claro! De Sebastião José a Álvaro Cunhal não vai qualquer distância. Ambos eram amantes do absolutismo. Doze anos em Moscovo terão contribuído para essa tendência. Não esquecendo que Cunhal foi contra a Perestroika de Gorbatchev.
Pois claro! De Sebastião José a Álvaro Cunhal não vai qualquer distância. Ambos eram amantes do absolutismo. Doze anos em Moscovo terão contribuído para essa tendência. Não esquecendo que Cunhal foi contra a Perestroika de Gorbatchev.
14 de junho de 2005
Choque de Gerações
É hoje, às 21h30m na nossa RTP-A para quem vive nestas Ilhas ou em http://www.acores.net/rtp/ para ver em qualquer parte do mundo.
A última emissão do programa mais badalado de sempre da RTP-Açores tem como convidado especial Carlos César. O Presidente do Governo regional dos Açores irá conversar com Joel Neto e os comentadores residentes do programa durante cerca de 50 minutos. Não vão faltar o ódio de estimação do Luís Filipe Borges e o Amor do seu irmão Alexandre.
(Fotografia do Presidente do Governo Regional ficou indisponivel no servidor de origem, embora alheio peço as minhas desculpas pelo incómodo)
A última emissão do programa mais badalado de sempre da RTP-Açores tem como convidado especial Carlos César. O Presidente do Governo regional dos Açores irá conversar com Joel Neto e os comentadores residentes do programa durante cerca de 50 minutos. Não vão faltar o ódio de estimação do Luís Filipe Borges e o Amor do seu irmão Alexandre.
(Fotografia do Presidente do Governo Regional ficou indisponivel no servidor de origem, embora alheio peço as minhas desculpas pelo incómodo)
César não tem direito a caricatura como teve Mota Amaral, porque é bem mais difícil de lhe apanhar o traço. Embora o ar de batráquio pudesse parecer facilitar, não o faz. Não tendo saído caricatura que se pudesse mostrar, fica a imagem oficial do site da Presidência do Governo Regional dos Açores.
Michael Jackson not guilty
Aos olhos do Mundo, se os tribunais tivessem condenado Jackson, ter-se-ia feito justiça. Como assim não aconteceu ninguém dá crédito às decisões dos tribunais. Aquele a quem um dia a paris match classificou de "ni homme ni femme ni noir ni blanch" , foi considerado inocente de 10 crimes de pedofilia e abuso sexual de menor portador de doença terminal. A defesa fez o que em bom português se chama virar o feitiço contra o feiticeiro e esgrimiu argumentos contra os queixosos transformando Jackson numa vítima de calúnias e tentativas de extorsão.

A estrela "cadente" do panorama musical internacional saiu ilibada dos tribunais ma não se livra da condenação em Praça pública.
13 de junho de 2005
"Cisma"
O Cismógrafo, com C para dar nas vistas, é um Blogue colectivo que promete, tal como fica explicito no seu manifesto editorial, não passar desapercebido. Pena ser mais um anónimo.
Quase dois anos passados sobre o inicio deste vosso Foguetabraze, estava longe de imaginar que o bloguesfera com epicentro nas Ilhas Atlânticas tivesse tal desenvolvimento. São cada vez mais e melhores. Dia 25 de Junho, Sábado, este blogue faz dois anos de existência. Ainda não sei o local nem a hora nem o programa mas vão se preparando para uma jantarada, estão todos convidados a pagar cada um o seu. Aceitam-se sugestões e inscrições que podem ser deixadas na caixa de comentários ou no foguetabraze@nunobarata.com.
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes
E eu acreditava.
Acreditava.
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugenio D'Andrade
in "Os Amantes sem Dinheiro" (1950)
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes
E eu acreditava.
Acreditava.
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugenio D'Andrade
in "Os Amantes sem Dinheiro" (1950)
12 de junho de 2005
Era só o que faltava
Mário Soares e Freitas do Amaral enalteceram as qualidades de grande humanista do General Vasco Gonçalves.
Então o gajo que liderou cinco governos não democráticos e de inspiração estalinista foi um grande humanista. Passa Cão.
Então o gajo que liderou cinco governos não democráticos e de inspiração estalinista foi um grande humanista. Passa Cão.
10 de junho de 2005
IV Semana Cultural da Maia
Resolvi seguir o "teaser" do Rodrigo e, de fim-de-semana nas Furnas meti-me Pedras acima, Achada adiante, Calços abaixo e fui, com a família, até à mui nobre Freguesia vizinha, onde decorre a Semana Cultural da Maia. Jantamos bem, uns torresmos com inhame e uns chicharros com batata doce que estavam divinais. O serviço, para feira gastronómica (nome pomposo que se dá a um conjunto de barraquinhas) estava óptimo. Só não gosto de copos, pratos e talheres de plástico, mas atendendo ás circunstâncias até admito.
A rematar, o momento cultural da noite, Grupo Folclórico das Camélias do Vale das Furnas e Grupo Folclórico de São Bartolomeu da Ilha Terceira, a expressão genuína da cultura Açoriana, sem "pimbalhada". Valeu por isso.
A rematar, o momento cultural da noite, Grupo Folclórico das Camélias do Vale das Furnas e Grupo Folclórico de São Bartolomeu da Ilha Terceira, a expressão genuína da cultura Açoriana, sem "pimbalhada". Valeu por isso.
Um Presidente...
... de um Instituto Público Regional que chama de idiota o seu antecessor, esquece-se que o seu sucessor pode ser uma besta arrogante e mal-educada como ele. Assim ele será o idiota do meio.
9 de junho de 2005
Faltará muito...
..para que a Levi's passe a fazer cintos com fivelas de baquelite?
Estou farto de fazer figuras pornográficas nos aeroportos.
Estou farto de fazer figuras pornográficas nos aeroportos.
8 de junho de 2005
Incrivel
No ano em que entrou em vigor um novo Código da Estrada que proibe e pune pesadamente os inergumenos que estacionem em cima dos passeios, uma Câmara Municipal do Sul da Ilha de São Miguel, marca lugares de estacionamento assim.

É caso para gritar Foguetabraze Rui (escovinha) Melo!

É caso para gritar Foguetabraze Rui (escovinha) Melo!
7 de junho de 2005
Atenção...
... hoje há Choque de Gerações, nos sitios do costume e às horas do costume, com o apresentador do costume e os comentadores do costume, o ódio é o mesmo de sempre o momento "Zen" também, a reportagem é do jornalista do costume e o convidado especial é João Bosco Soares Mota Amaral.

Não percam, é já a seguir, é que é mesmo já a seguir.

Não percam, é já a seguir, é que é mesmo já a seguir.
6 de junho de 2005
Planeta Açores
O Milton Moura, do Cá e Lá meteu mãos à obra e fez aquilo a que se chama um agregador de Blogues. Uma boa ideia e muito bem executada. Não deixem de passar por lá. O Planeta Açores agrega alguns dos melhores blogues Açorianos.
4 de junho de 2005
Mais uma vez...
Estou 100% de acordo com Vital Moreira. O descrito no seu post do Causa Nossa aqui abaixo transcrito, é uma imoralidade, um abuso, uma aberração.
3 de junho de 2005
FACTOS Nº5
Está nas bancas a partir de agora o nº 5 da revista FACTOS.
Com um interessante trabalho sobre o "golfinho Azul" navio da Açorline com desenvolvimentos sobre as razões dos sucessivos atrasos. Merece ser lido e debatido aqui na Blogosfera.

Governo prepara exclusão do "Golfinho Azul"
A actual concessão do transporte marítimo de passageiros termina em Outubro e o governo regional encontra-se já a preparar um novo concurso público. É para já uma incógnita o tempo que irá a durar a próxima concessão, já que o executivo pretende adquirir quatro novos barcos de transporte de passageiros entre as ilhas, nos quais prevê investir cerca de 50 milhões de euros.
De acordo com o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, já foram estabelecidos alguns contactos com diversos estaleiros navais. No entanto, esses navios só deverão estar construídos dentro de dois ou três anos. Até lá uma nova concessão terá de ser atribuída, embora esteja posta de parte a prorrogação do actual contrato com a Açorline, como chegou a ser ponderado há pouco mais de um ano.
A grande prioridade do governo regional no próximo concurso é "iniciar um novo ciclo, de forma a evitar que os problemas do passado se repitam no futuro", disse à FACTOS fonte próxima do processo. "Tudo terá que ser feito para impedir que barcos como o "Golfinho Azul" sejam usados no futuro", assegurou a mesma fonte.
Parece ser assim um dado adquirido a exclusão do navio da AçorLine do próximo concurso público, não restando à empresa, caso concorra, apresentar outra embarcação de transporte de passageiros.
Quanto ao caderno de encargos que vai ser elaborado para o concurso público nada está definido. Segundo fonte próxima do processo, a secretaria regional da Economia "está a estudar várias hipóteses", de modo a que os Açores tenham "um sistema de transporte marítimo de passageiros a sério".
Com um interessante trabalho sobre o "golfinho Azul" navio da Açorline com desenvolvimentos sobre as razões dos sucessivos atrasos. Merece ser lido e debatido aqui na Blogosfera.

Governo prepara exclusão do "Golfinho Azul"
A actual concessão do transporte marítimo de passageiros termina em Outubro e o governo regional encontra-se já a preparar um novo concurso público. É para já uma incógnita o tempo que irá a durar a próxima concessão, já que o executivo pretende adquirir quatro novos barcos de transporte de passageiros entre as ilhas, nos quais prevê investir cerca de 50 milhões de euros.
De acordo com o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, já foram estabelecidos alguns contactos com diversos estaleiros navais. No entanto, esses navios só deverão estar construídos dentro de dois ou três anos. Até lá uma nova concessão terá de ser atribuída, embora esteja posta de parte a prorrogação do actual contrato com a Açorline, como chegou a ser ponderado há pouco mais de um ano.
A grande prioridade do governo regional no próximo concurso é "iniciar um novo ciclo, de forma a evitar que os problemas do passado se repitam no futuro", disse à FACTOS fonte próxima do processo. "Tudo terá que ser feito para impedir que barcos como o "Golfinho Azul" sejam usados no futuro", assegurou a mesma fonte.
Parece ser assim um dado adquirido a exclusão do navio da AçorLine do próximo concurso público, não restando à empresa, caso concorra, apresentar outra embarcação de transporte de passageiros.
Quanto ao caderno de encargos que vai ser elaborado para o concurso público nada está definido. Segundo fonte próxima do processo, a secretaria regional da Economia "está a estudar várias hipóteses", de modo a que os Açores tenham "um sistema de transporte marítimo de passageiros a sério".
2 de junho de 2005
Já está aí...
...a campanha "Blogosferica" contra o cais de cruzeiros em Ponta Delgada. No PariPassu e nos comments deste vosso Foguetabraze, foram lançados os primeiros arremessos da blogosfera contra tal aberração.
Ao contrário dos fundamentalistas do ambiente e das preocupações estéticas que também tenho, acrescento preocupações de ordem técnica.
Na verdade, Ponta Delgada tem um Porto que, por obra da diplomacia portuguesa e graças à Segunda Grande Guerra, obteve a sua configuração actual durante o Estado Novo. Foi obra feita com sentido de oportunidade e visão de longo prazo, coisa que vai escasseando por estas paragens.
O Porto de Ponta Delgada está a rebentar pelas costuras e só quem não o utiliza diariamente, como eu, pode ter uma ideia contrária a esta. Contudo, não é aliviando os navios de cruzeiro e os de passageiros inter-ilhas que se torna o Porto menos congestionado. A cidade necessita, há muito, de um terminal de granéis, ou seja um segundo porto que permita efectuar a descarga de cereais e combustíveis para aliviar a actual estrutura. Assim sendo, a actual zona de molhe Salazar, até à chamada cortada (dente que fica sensivelmente a meio do porto) poderia ficar livre para a atracagem e operação dos navios de passageiros. A tal gare marítima que se apregoa tão necessária ficaria localizada no actual edifício da alfândega e dos serviços portuários, bonito e degradado exemplar de arquitectura do Estado Novo. A Poente, na zona da antiga torre de pilotos, seria construído um edifício de raiz para acomodar os serviços portuários e criada uma zona para venda ou aluguer às empresas ligadas à actividade portuária.
Todas estas são ideias que, desde 1990, venho transmitindo às sucessivas administrações portuárias. Penso que não haverá um único operador que vá de encontro elas, pelo contrário irão, certamente, ao seu encontro.
Continua?
Ao contrário dos fundamentalistas do ambiente e das preocupações estéticas que também tenho, acrescento preocupações de ordem técnica.
Na verdade, Ponta Delgada tem um Porto que, por obra da diplomacia portuguesa e graças à Segunda Grande Guerra, obteve a sua configuração actual durante o Estado Novo. Foi obra feita com sentido de oportunidade e visão de longo prazo, coisa que vai escasseando por estas paragens.
O Porto de Ponta Delgada está a rebentar pelas costuras e só quem não o utiliza diariamente, como eu, pode ter uma ideia contrária a esta. Contudo, não é aliviando os navios de cruzeiro e os de passageiros inter-ilhas que se torna o Porto menos congestionado. A cidade necessita, há muito, de um terminal de granéis, ou seja um segundo porto que permita efectuar a descarga de cereais e combustíveis para aliviar a actual estrutura. Assim sendo, a actual zona de molhe Salazar, até à chamada cortada (dente que fica sensivelmente a meio do porto) poderia ficar livre para a atracagem e operação dos navios de passageiros. A tal gare marítima que se apregoa tão necessária ficaria localizada no actual edifício da alfândega e dos serviços portuários, bonito e degradado exemplar de arquitectura do Estado Novo. A Poente, na zona da antiga torre de pilotos, seria construído um edifício de raiz para acomodar os serviços portuários e criada uma zona para venda ou aluguer às empresas ligadas à actividade portuária.
Todas estas são ideias que, desde 1990, venho transmitindo às sucessivas administrações portuárias. Penso que não haverá um único operador que vá de encontro elas, pelo contrário irão, certamente, ao seu encontro.
Continua?
31 de maio de 2005
Porque Hoje é Terça-feira...
...há Choque de Gerações.
Pelas 21h30m na nossa RTP-Açores ou clicando aqui
Temas:
1) os cuidados com o corpo, a obsessão com o corpo, os nosos padrões de beleza (tudo sobre o nosso corpo) ;
2) o décimo aniversário da Internet (e as mudanças que o fenómeno provocou no mundo e no nosso próprio trabalho).
Apresentação: Joel Neto.
Comentários: Maria Graça da Silveira, Nuno Costa Santos e Pedro de Mendoza.
Descoberta: Graça Silveira.
Reportagem: Nuno Costa Neves.
Crónicas: Alexandre Borges (Amor de Estimação) e Luís Filipe Borges (Ódio de Estimação).
Desafio aceite.
Eu lancei o desafio ao Luís Anselmo para que desse mais vida ao seu pari passu. Assim fez o Homem. Temos de novo o blogue em grande actividade.
30 de maio de 2005
União Ibérica
Por estes dias estou a viver mais uma experiência nas relações comerciais com "nuestros hermanos". Apetece-me gritar. Morram os restauradores, Viva D. Miguel de Vasconcelos. Como seriamos grandes se fossemos um Estado Federado de uma suposta União Ibérica.
Verdadeiro serviço público
O noticiário da Antena 1 esta manhã fechou com a seguinte frase: "nuvens nos Açores e na Madeira". Nuvens? Onde?
Isso é o que se chama o verdadeiro serviço público. Estou cada vez mais farto de ouvir notícias e informações de (des) utilidade pública.
Isso é o que se chama o verdadeiro serviço público. Estou cada vez mais farto de ouvir notícias e informações de (des) utilidade pública.
28 de maio de 2005
Educação Financeira
Não podia estar mais de acordo com o tema dessa entrada de Maria Manuel Leitão Marques no "Causa Nossa". Na verdade, os portugueses há muito que perderam o respeito pelo dinheiro. Os funcionários desperdiçam o dinheiro dos contribuintes, os empregados desperdiçam o dos patrões, os filhos "estrafegam" o dos Pais, os Pais esbanjam o fruto do seu próprio trabalho.
Como empresário passei por uma situação, há cerca de 2 anos, que me ficou marcada para o resto da vida.
Adquiri uma empresa em dificuldades com 17 empregados em risco de perderem o seu posto de trabalho. Injectei, com mais dois sócios, algum capital e pedi sacrifícios aos trabalhadores para salvar o seu próprio emprego e logo o único garante das suas respectivas economias familiares.
A falta de respeito pelo dinheiro levou esse grupo de trabalhadores a não fazerem o mínimo de esforço, os consumos de combustíveis, papel, telefones, sobressalentes, reparações aumentaram. O absentismo disparou a produtividade ainda baixou mais. Afinal, cuidavam eles, o dinheiro era dos donos da empresa, tinham agora, julgavam eles, patrões ricos e podiam "estarraçar" à vontade.
Mentira, o meu dinheiro, naquele caso, era o seguro financeiro deles, desperdiçaram-no. Um ano mais tarde tive que dissolver a empresa perdi cerca de 150.000 Euros e eles foram todos para o desemprego. Tudo por falta de respeito pelo dinheiro e falta de sentido de responsabilidade. O País precisa, urgentemente, de ganhar respeito pelo dinheiro e pelo trabalho. Custa-me dizer isso mas talvez a subida da taxa de desemprego para os níveis que está a atingir possa contribuir para a melhoria dessa situação. Pois como diz o Povo, ao qual me orgulho de pertencer, "a fome aguça o engenho".
Como empresário passei por uma situação, há cerca de 2 anos, que me ficou marcada para o resto da vida.
Adquiri uma empresa em dificuldades com 17 empregados em risco de perderem o seu posto de trabalho. Injectei, com mais dois sócios, algum capital e pedi sacrifícios aos trabalhadores para salvar o seu próprio emprego e logo o único garante das suas respectivas economias familiares.
A falta de respeito pelo dinheiro levou esse grupo de trabalhadores a não fazerem o mínimo de esforço, os consumos de combustíveis, papel, telefones, sobressalentes, reparações aumentaram. O absentismo disparou a produtividade ainda baixou mais. Afinal, cuidavam eles, o dinheiro era dos donos da empresa, tinham agora, julgavam eles, patrões ricos e podiam "estarraçar" à vontade.
Mentira, o meu dinheiro, naquele caso, era o seguro financeiro deles, desperdiçaram-no. Um ano mais tarde tive que dissolver a empresa perdi cerca de 150.000 Euros e eles foram todos para o desemprego. Tudo por falta de respeito pelo dinheiro e falta de sentido de responsabilidade. O País precisa, urgentemente, de ganhar respeito pelo dinheiro e pelo trabalho. Custa-me dizer isso mas talvez a subida da taxa de desemprego para os níveis que está a atingir possa contribuir para a melhoria dessa situação. Pois como diz o Povo, ao qual me orgulho de pertencer, "a fome aguça o engenho".
27 de maio de 2005
Golfinho Vermelho
Confesso que não estava à espera que este projecto "bloguistico" fosse para além da data das eleições no Santa Clara. A enorme vitória da lista presidida pelo Paulino Pavão e liderada pelo Luciano Melo teve o efeito de lhe calar o "bico" por uns dias. Mas ele voltou e passado um ano aqui está sempre a trazer as boas e as más notícias do meu, nosso Santa Clara.
Bem haja o Jorge Gomes. Parabéns.
Bem haja o Jorge Gomes. Parabéns.
As mules
Há mules para todos os gostos, azuis vermelhas, com flores e com brilhantes. Há mules de marca, sem marca, mas são todas mules. As mules são uma espécie de calçado de trazer por casa, são uma evolução da vulgaríssima chinela ou da "selipa". São uma moda ao correr dos tempos. A mulher moderna deixou de andar na cozinha e de um lado para o outro a fazer as tarefas da casa, mas não deixou de usar chinelas.
25 de maio de 2005
24 de maio de 2005
Acabei de ouvir...
... retrospectivamente o Senhor Primeiro-ministro. E Portugal vai de trapalhão em trapalhão, de trapalhada em trapalhada, cantando e rindo, rezando à Senhora de Fátima, gritando vivas à selecção e ao benfica e alegremente empobrecendo.
Já se sabe que, como diz o Pedro Arruda,"mereciamos politicos melhores".
Já se sabe que, como diz o Pedro Arruda,"mereciamos politicos melhores".
Atrevam-se

Papá eu sei que estás falido mas se te atreves a tocar na minha mesada saio de casa.Pronto.
Porque Hoje é Terça-feira...
...já sabe que mais logo pode ver na RTP-A pelas 21h30m ou em http://www.acores.net/rtp/, mais uma edição do "Choque de Gerações", hoje discutimos e fazemos o balanço dos primeiros 2,5 meses da acção governativa do executivo liderado por José Sócrates e ainda as novas ameaças à paz mundial nomeadamente as vindas do Extremo Oriente. Joel Neto conduz a conversa entre Miguel Monjardino, Pedro de Mendoza e Arruda e este vosso servo.
23 de maio de 2005
Melancómico
Ele é, além de um pensador açoriano, da nova geração de açorianos e amigos dos açores, um dos melhores cronistas contemporâneos. A sua faceta de criador de textos de humor é, talvez, a menos conhecida. Tem um problema com as opções sexuais dos amigos, mas disso falará ele. Melancómico é a sua mais recente criação bloguistica e é um dos melhores blogues de humor que andam por aí.
22 de maio de 2005
SLB, SLB, GLORIOSO SLB!!!!!!!!!!!!!!
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21 de maio de 2005
Mais uma vez...
... os Jornais do continente não chegaram a São Miguel hoje. É inadmissível que em pleno século XXI, com um acréscimo de voos significativo , essas coisas estejam a acontecer.Com a agravante deste serviço, num passado ainda recente, ter funcionado muito bem. Não sei se a culpa é da Lider Press se da SATA se da TAP ou se são os frutos do monopólio encapotado. Só sei que já fui três vezes às tabacarias em busca dos Jornais e nada!
20 de maio de 2005
CIAU!
O ToZé do :Ilhas disse-me um dia: "vamos fartar-nos uns dos outros muito rapidamente". Ele sabia de que falava. Da minha parte não estou nem farto nem desiludido, vou a caminho de dois anos de blogue e parece que foi ontem.
Resta-me lamentar a sua decisão de dizer "Ciau" à blogosfera e pedir-lhe as minhas mais sinceras desculpas se alguma vez o ofendi. Fica por aí, fica bem ToZé.
Resta-me lamentar a sua decisão de dizer "Ciau" à blogosfera e pedir-lhe as minhas mais sinceras desculpas se alguma vez o ofendi. Fica por aí, fica bem ToZé.
19 de maio de 2005
100% de acordo
Boa ideia
É boa a ideia ontem defendida por João Cravinho no "prós e contras" da RTP, no sentido de que o Governo do PS deveria fazer acompanhar as medidas de rigor financeiro que aí vêm com uma forte iniciativa política na luta contra a corrupção e pela moralização da vida pública. De facto, não se podem pedir sacrifícios a toda a gente e depois consentir a continuação da situação de impunidade da corrupção e da improbidade política e administrativa que grassam em muitas esferas da nossa vida pública.
Vital Moreira no Causa Nossa
É boa a ideia ontem defendida por João Cravinho no "prós e contras" da RTP, no sentido de que o Governo do PS deveria fazer acompanhar as medidas de rigor financeiro que aí vêm com uma forte iniciativa política na luta contra a corrupção e pela moralização da vida pública. De facto, não se podem pedir sacrifícios a toda a gente e depois consentir a continuação da situação de impunidade da corrupção e da improbidade política e administrativa que grassam em muitas esferas da nossa vida pública.
Vital Moreira no Causa Nossa
18 de maio de 2005
Já agora...
..."um em cada 3 portugueses sofre de perturbações mentais"
António Sampaio, psiquiatra, RTP1, citado pela revista Sábado.
António Sampaio, psiquiatra, RTP1, citado pela revista Sábado.
O que pode um Bolgger querer mais?
Um supostamente ilustre advogado da nossa praça, terá ficado ofendido com o Foguetabraze por este lhe ter chamado "oligoasno" num comment de um post do blogue :Ilhas.
O fascista terá mesmo dito que iria processar o blogger. Que mais pode querer um blogger? Ser processado por ter atribuído a um supostamente conceituado causídico um epíteto híbrido.
Arre burra pró caminho!
O fascista terá mesmo dito que iria processar o blogger. Que mais pode querer um blogger? Ser processado por ter atribuído a um supostamente conceituado causídico um epíteto híbrido.
Arre burra pró caminho!
Operação Agente Dourado
Um exclusivo a um canal de televisão dado por um agente da justiça sobre um caso em segrego ou em investigação pode valer tanto como um penalty, ou seja uma ida às putas.
17 de maio de 2005
..e por falar em comendas
In-Jornal Correio dos Açores em 2002.05.23
Foge Cão...
O Partido Socialista apresentou, através do seu Grupo Parlamentar, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, uma proposta que visa a criação de Insígnias Honorificas, vulgarmente conhecidas por medalhas, comendas, louvores e outras designações que o comum cidadão usa.
Está agora aberto o caminho para a criação de meia dúzia de "Zés das medalhas", nesta Região Atlântica.
Quando não há ideias para legislar, mesmo que pequenas coisas, mesmo que pequenas propostas de resolução, mesmo que pequenos assuntos que dizem respeito a muita gente como foi o caso da desratização, há que arranjar motivos folclóricos para o povo ver. É a velha história do Pão e Circo e o Povo vai nisso, alegre, cantando e rindo com o bolso cheio de ilusões e fantasias, as mãos carregando sacos plásticos do hipermercados e histórias feitas de gente feliz chorando podriz.
Numa sociedade mediatizada como a que vivemos hoje, facilmente se criam heróis e mitos, com a mesma facilidade com que não se fala de grandes beneméritos anónimos e pessoas que passam a vida a ajudar os outros sem nada em troca esperarem. Estes últimos são sem dúvida os grandes construtores da autonomia, mais não seja porque são os verdadeiros construtores de uns Açores melhores, mais solidários, mais ricos, com mais emprego e com mais tolerância.
Criar insígnias para agraciar detentores ou ex-detentores de cargos nos órgãos de Governo próprio da Região é, no mínimo, escandaloso. Afinal, a política não é um serviço público? Afinal a política não é uma actividade nobre? Afinal a política não é feita com voluntarismo e por voluntários? Afinal os funcionários públicos não são promovidos nas suas carreiras profissionais pelo mérito no desempenho das suas funções? Afinal as insígnias nacionais não são suficientes? Ou o que está em questão é agraciar aqueles que sem obras valorosas não têm unhas para chegar à conquista das insígnias nacionais?
Nos fundamentos da Proposta do Grupo Parlamentar do P.S. são apresentadas medidas e preocupações no sentido de se evitar a "vulgarização social deste tipo de condecorações". Mas então quem vai ser agraciado com as insígnias Regionais? Se não é para vulgarizar, é para agraciar aqueles que já foram condecorados pelo Senhor Presidente da Republica, ou seja vai a Região condecorar os condecorados? Isto é "Chover no Molhado".
Perdoem-me alguns que, de facto, merecem as insígnias que receberam ou até mais como são os casos do decano dos autarcas Portugueses Sr. João Carlos Macedo ou do Eng. Jaime Sousa Lima, outros houve que apenas souberam multiplicar aquilo que já encontraram e que foram agraciados com insígnias semelhantes.
É caso para dizer uma frase que se dizia em pleno Liberalismo quando os títulos nobiliárquicos eram distribuídos ao mais pequeno gesto de simpatia para com a realeza. "Foge cão que te fazem barão. Para onde se me fazem visconde?"
Foge Cão...
O Partido Socialista apresentou, através do seu Grupo Parlamentar, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, uma proposta que visa a criação de Insígnias Honorificas, vulgarmente conhecidas por medalhas, comendas, louvores e outras designações que o comum cidadão usa.
Está agora aberto o caminho para a criação de meia dúzia de "Zés das medalhas", nesta Região Atlântica.
Quando não há ideias para legislar, mesmo que pequenas coisas, mesmo que pequenas propostas de resolução, mesmo que pequenos assuntos que dizem respeito a muita gente como foi o caso da desratização, há que arranjar motivos folclóricos para o povo ver. É a velha história do Pão e Circo e o Povo vai nisso, alegre, cantando e rindo com o bolso cheio de ilusões e fantasias, as mãos carregando sacos plásticos do hipermercados e histórias feitas de gente feliz chorando podriz.
Numa sociedade mediatizada como a que vivemos hoje, facilmente se criam heróis e mitos, com a mesma facilidade com que não se fala de grandes beneméritos anónimos e pessoas que passam a vida a ajudar os outros sem nada em troca esperarem. Estes últimos são sem dúvida os grandes construtores da autonomia, mais não seja porque são os verdadeiros construtores de uns Açores melhores, mais solidários, mais ricos, com mais emprego e com mais tolerância.
Criar insígnias para agraciar detentores ou ex-detentores de cargos nos órgãos de Governo próprio da Região é, no mínimo, escandaloso. Afinal, a política não é um serviço público? Afinal a política não é uma actividade nobre? Afinal a política não é feita com voluntarismo e por voluntários? Afinal os funcionários públicos não são promovidos nas suas carreiras profissionais pelo mérito no desempenho das suas funções? Afinal as insígnias nacionais não são suficientes? Ou o que está em questão é agraciar aqueles que sem obras valorosas não têm unhas para chegar à conquista das insígnias nacionais?
Nos fundamentos da Proposta do Grupo Parlamentar do P.S. são apresentadas medidas e preocupações no sentido de se evitar a "vulgarização social deste tipo de condecorações". Mas então quem vai ser agraciado com as insígnias Regionais? Se não é para vulgarizar, é para agraciar aqueles que já foram condecorados pelo Senhor Presidente da Republica, ou seja vai a Região condecorar os condecorados? Isto é "Chover no Molhado".
Perdoem-me alguns que, de facto, merecem as insígnias que receberam ou até mais como são os casos do decano dos autarcas Portugueses Sr. João Carlos Macedo ou do Eng. Jaime Sousa Lima, outros houve que apenas souberam multiplicar aquilo que já encontraram e que foram agraciados com insígnias semelhantes.
É caso para dizer uma frase que se dizia em pleno Liberalismo quando os títulos nobiliárquicos eram distribuídos ao mais pequeno gesto de simpatia para com a realeza. "Foge cão que te fazem barão. Para onde se me fazem visconde?"
Será verdade...
...que Mota Amaral soube pelos Jornais que iria receber uma comenda Regional imposta pelo Presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César?
Porque hoje é Terça-feira...
... vai para o ar pelas 21h30m na nossa RTP-Açores e que também pode ser visto via internet bastando, para tal, clicar aqui, o vigésimo sexto programa desta 1ª série do "Choque de Gerações". Esta semana, apresentado, como sempre, por Joel Neto, Maria Graça da Silveira, Nuno Costa Santos e eu próprio, discutimos os novos desafios do comércio tradicional nas cidades açorianas e a problemática da legalização da eutanásia. Não percam mais logo e não se esqueçam de comentar aqui no vosso Foguetabraze.
16 de maio de 2005
Outra vez a tanga
Ao confirmarem-se as previsões do Governador do Banco de Portugal sobre a situação financeira do País, ficamos à espera que o Sr. Ministro das Finanças, entre duas visitas a Bruxelas, nos apresente as medidas extraordinárias que pretende tomar para contrariar a tendência "derrapante" que herdamos do "Pântano Guterrista".
Não olvidemos que parte da situação se deve ao presente orçamento da responsabilidade do governo (governo é obviamente um eufemismo)de Pedro Santana Lopes e do Ministro das Finanças Bagão Felix, mas também não esqueçamos que esse mesmo orçamento foi tacitamente aprovado por Sua Excelência o Presidente da República e aceite por este Governo.
E depois só falta idolatrarem o Professoar de Boliqueime que todos ajudaram a "fugir" do Governo em 1993. O Meu voto ele não leva, eu sou de boa memória.
14 de maio de 2005
Uma entrada rápida...
...no blogger via GPRS só para dizer aqui do Vale das Furnas.
SLB,SLB, GLORIOSO, SLB.
SLB,SLB, GLORIOSO, SLB.
13 de maio de 2005
Estou a tentar descobrir
... a diferença entre a Açorianidade e a "Açorianite", mas como a minha mãe é Angolana, não sei se penso Açoriano ou se penso os Açores.
12 de maio de 2005
Fico pior do que uma barata...
... quando um tipo me diz obrigada em vez de obrigado.
Fico ainda pior quando me dizem obrigadinha.
Fico ainda pior quando me dizem obrigadinha.
11 de maio de 2005
Condutor típico
Porque será que sempre que vai um "bronco" à minha frente a fazer "alfaces", tem sempre qualquer coisinha pendurada no espelho retrovisor.
10 de maio de 2005
Terça-feira
Já sabe hoje há Choque de Gerações na RTP-Açores. Pelas 21h30m, hora dos Açores, ou a qualquer hora e lugar do Mundo através da internet, basta clicar aqui. Não sei os temas nem me recordo quem são os comentadores, não sei nada mas sei que vale a pena ver e comentar aqui no seu Foguetabraze.
9 de maio de 2005
Factos 3
Porque o número 4 da revista factos já está nas bancas, aqui fica para quem não comprou a revista, o texto publicado no seu número 3.
Do culto religioso à resignação
Ou razões para o empobrecimento
Esta crónica será publicada numa altura em que os Açorianos, de todo o mundo, mas em especial os Micaelenses estarão envolvidos até ao mais recôndito espaço das suas entranhas, nas festividades em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Sei que não é politicamente correcto entrar nas convicções religiosas de cada um, mas também não é católico os senhores da Igreja entrarem no campo da política. A promiscuidade entre a politica e a Igreja foi uma constante ao longo dos tempos, a fé pouco conta quando se trata de politica ou quando o que está em causa é a barriguinha a dar horas. Mesmo os agentes religiosos tratam primeiro o seu corpo e só depois o espírito.
Sei que poucos irão gostar deste meu texto, toca em demasiadas feridas, mas isso é o que eu sei fazer, tocar onde arde, onde dói, para ver se a sociedade Açoriana trata estas feridas de longa duração que teimam em perdurar com a passagem dos tempos. Apetece-me gritar: Porra! Estamos no Século XXI!
O leilão para os lados do campo começa na segunda-feira imediatamente depois da Páscoa e só pára na semana seguinte ao Domingo do Senhor. À cidade chegam forasteiros de toda a parte. Elas vestem as primeiras roupas claras e leves anunciando a proximidade do verão. Eles, vestem fatos novos, com gravatas floridas, tudo vindo nos barris da América ou comprado nas promoções permanentes que Ponta Delgada vive desde que se instalou uma duradoira crise no comércio tradicional.
É tempo de consumo e de fé. Fé mas pouca que esta coisa do consumo dá muito mais gozo do que ir à missa. E depois um gajo até tem boa memória, e já vai à missa há mais de 30 anos, e de tanto ouvir a mesma "lenga-lenga" já sabe aquela "coisada" toda de trás para frente e de frente para trás.
Esta Região de fés exacerbadas, e romarias e procissões, pobre e carente, pouco produtiva e letárgica, deve, bastante, desse seu subdesenvolvimento ao excesso de religiosidade. Felizmente já vai havendo algum pragmatismo e algum agnosticismo por estas paragens e esse estado de espírito vai, também, dando os seus frutos. O desenvolvimento está à vista embora ainda haja quem confunda esse tal desenvolvimento com obras públicas e quem ache que empregadas camareiras de hotéis para nórdicos remediados trarão riqueza ao nosso Povo.
Felizmente o agnosticismo e o pragmatismo estão a tomar o lugar, pouco a pouco, daquela atitude tipicamente ilhoa do "seja o que Deus quiser".
Pergunta uma técnica de acção social a uma mãe carenciada mas com numerosa família: Porque razão a Senhora tem tantos filhos e está outra vez grávida se já não tem meio de sustentar a família que já tinha?
Foi Deus que quis assim ? Diz, resignada, a mulher de trinta anos, com ar de quem já passou dos cinquenta, apontando para a barriga que carrega o seu décimo filho e louvando a Deus que lhe deu mais este.
Se é bem verdade o ditado popular que diz "antes mais um do que menos um", também é verdade que o Deus que lhe pôs na barriga aquela décima criatura não tratará do seu sustento nem dos seus nove irmãos, não tratará de pagar nem a conta da farmácia nem a conta da mercearia. Esse Deus que levamos aos ombros a vida toda acaba por ser ingrato com quem, tão cegamente, o louva e acredita.
In revista Factos nº 3 Abril 2005
8 de maio de 2005
Ao calor da lareira
Chuva vento e frio, condicionaram o fim de semana. Passado no Vale das Furnas, também conhecido como "o penico da Ilha" foi um fim de semana diferente. Sem Internet de banda larga, com o recurso apenas ao GPRS que é desesperante, tive por companhia os meus velhos discos de vinil e a minha adorável lareira. Para além da minha familia. Claro!
6 de maio de 2005
À mulher de César...
O Grupo SATA pôs a concurso a concepção e construção do seu edifício sede. Na corrida estão dois projectos e dois grupos económicos. Um desses grupos é muito próximo do PS e consta que atravessa grandes dificuldades financeiras. O seu presidente dizia na noite eleitoral de 13 de Outubro de 1996 alto e a bom som para toda a gente ouvir "agora é que vai ser consolar a ganhar dinheiro". Muito embora o seu projecto seja bastante inferior em termos de qualidade e nem cumpra o caderno de encargos, tem melhor preço, o que não quer dizer que, relativamente à qualidade do projecto e à localização seja mais barato. Custar menos dinheiro não quer dizer mais barato. Mais estranho foi ter hoje visto o Presidente do grupo Sata a passear de automóvel com o presidente desse tal grupo da construção civil. À mulher de César não basta ser séria tem que parecê-lo.
5 de maio de 2005
Factos nº 4
Já está nas bancas o nº 4 da revista Factos. Não sei bem se pelos laços de amizade que se fortalecerem com o seu director se por outra qualquer empatia, tenho com esta publicação uma relação especial. Na verdade, espero ansiosamente a saída dos seus números. Garanto que não é para me ler, isso posso fazer quase todos os dias em diversos sítios.
Este mês a Factos traz-nos uma reportagem sobre o Jogo. Os milhões (1014 milhões de euros em 2004) que os Portugueses gastam nos Jogos da Santa Casa, a relação que temos com a sorte e o azar. Os Açorianos contribuíram para os cofres da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no ano de 2004 com cerca de 11 milhões de euros, aproximadamente 5% do orçamento regional, quase tanto como a receita da Região em sede de IRS. São realidades e números que nos deixam perguntas no ar. Será que um casino é, do ponto de vista social, uma boa aposta para o desenvolvimento dos Açores? Será o Jogo legal uma forma de combater o jogo ilegal (bicho. tômbolas, bingos etc.) que por aí anda há anos?
Este mês a Factos traz-nos uma reportagem sobre o Jogo. Os milhões (1014 milhões de euros em 2004) que os Portugueses gastam nos Jogos da Santa Casa, a relação que temos com a sorte e o azar. Os Açorianos contribuíram para os cofres da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no ano de 2004 com cerca de 11 milhões de euros, aproximadamente 5% do orçamento regional, quase tanto como a receita da Região em sede de IRS. São realidades e números que nos deixam perguntas no ar. Será que um casino é, do ponto de vista social, uma boa aposta para o desenvolvimento dos Açores? Será o Jogo legal uma forma de combater o jogo ilegal (bicho. tômbolas, bingos etc.) que por aí anda há anos?
Até que enfim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A "javardice" das festas está a chegar ao fim e com ele a paz e o sossego voltam ao meu local de trabalho. Mais tarde virá o grande "churrascão" da "Sóra" Berta que, por ser ano de eleições, deverá ser muito mais porco e mais barulhento do que costuma ser. Enfim, daqui até Setembro não há sossego nesta zona da Cidade de Ponta Delgada. É levar com paciência, vidros duplos e ar condicionado.
3 de maio de 2005
Choque de Gerações

Programa nº 24, Emissão: 03.05. (21h30m na RTP-Açores)
Temas:
1) a limitação de mandatos proposta por José Sócrates para primeiro-ministro, presidentes dos governos regionais e autarcas;
2) eleições autárquicas.
Comentários: Francisco José Viegas, Pedro de Mendoza y Arruda e Pedro Mexia.
Descoberta: Francisco José Viegas.
Reportagem: Nuno Costa Neves.
Crónicas: Alexandre Borges (Amor de Estimação) e Luís Filipe Borges (Ódio de Estimação).
Um verdadeiro "generation gap"
Eu sou da geração Joe Jackson mais do que da geração Jack Johnson. Ouvir hoje, Look Sharp ou Fool in Love é relembrar como era capaz de pular, saltar, gritar e curtir o som e as letras. Hoje, seguindo o conselho do André Bradford, ouço mais Jack Johnson In Between Dreams.


Contudo, Aproveitei o meu fim-de-semana nas Furnas, onde tenho todos os meus velhos discos de vinil, para reouvir Joe Jackson, The J. Geil Band, Men at Work, Duffo, América, Lou Reed, Taxi (Cairo é um álbum fantástico), Creedence Clearwater Revival e tantos e tantos outros. Como no próximo weekend voltarei ao vale Formoso, aqui deixarei mais recordações.
1 de maio de 2005
30 de abril de 2005
Cavaleiro Andante
Eu gostei do Cavaleiro Andante. Um novo blogue sustentado com textos e fotografias do André Bradford, do Francisco Botelho e do Mário Roberto. Gostei porque estes são três dos melhores escritores da Blogosfera. Sim da Blogosfera em geral escrita em Português, não apenas da Açoriana.
Gostei do Template, não gostei do relógio e não gostei do facto de não ter links para outros blogues. Parece-me importante a questão dos links, mais não seja como forma de divulgar estes espaços de debate e de opinião, do pensar contemporâneo e que vão senda cada vez mais e melhores entre nós. Boa sorte para vocês. Vou ficar atento.
Gostei do Template, não gostei do relógio e não gostei do facto de não ter links para outros blogues. Parece-me importante a questão dos links, mais não seja como forma de divulgar estes espaços de debate e de opinião, do pensar contemporâneo e que vão senda cada vez mais e melhores entre nós. Boa sorte para vocês. Vou ficar atento.
Coisas que só eu vejo
Vão longe os anos em que me passeava pelo arraial do Senhor Santo Cristo, pela Avenida, pelo Campo, pelos Retiros Académicos. Há muitos anos que escolho sair da Ilha nesta altura, este ano porém, não foi possível, refugiei-me no edílico Vale da Furnas, onde vivi nos meus primeiros anos de casado.
Da infância recordo o ?Cantinho Vicentino?. Era ali na Avenida Conselheiro Luís Bettencourt, onde hoje está o horripilante edifício Costa Dias. (assunto tratado pelo Dr. Carlos Falcão no Indispensáveis)
Recordo as carrocinhas de madeira atreladas a um cavalo com uma roda. Hoje vi um ancião a vender dessas carrocinhas, numa banca a monte e a competir com as inúmeras bugigangas made in China que os Ciganos vendem nas sofisticadas barracas, globalizadas, mesmo ali ao lado.
Recordo os novelos de algodão doce, também conhecidas por Rocas de Açúcar.
Hoje ela estava ali, no mesmo sítio de sempre, frente às escadas que dão acesso ao lado sul do Campo de São Francisco. A inquilina da barraca ainda é a mesma. Era linda, de cabelos longos negros e escorridos, com um busto bem fornecido e firme, parecia uma Princesa Charazade de carne e osso, olhos negros , grandes e brilhantes de tanta esperança no futuro prometido pelo seu Príncipe encantado. Ele era o Nez Perces em pessoa, seco de carnes, cabelo igualmente negro e escorrido, grande como um tronco de árvore e parecendo ser forte como um toiro bravo. Sem sorrisos, na barraca ao lado da dela, vendia pipocas (freiras), simples com sal ou vermelhas com açúcar, era o seu Príncipe das mil e uma noites.
Eles ainda lá estão, vão de festa em festa, de vila em vila de terra em terra e tudo começa com o Senhor Santo Cristo dos Milagres e vai acabar não sei onde e quando lá para o Outono. Estão Velhos a beleza escultural dela deu lugar a um monte de banhas desmazeladas, os cabelos frisaram e esbranquiçaram, deixou de ser a minha Charazade, os seus olhos já não brilham, estão agora baços e fixados num horizonte distante. Ele está grizalho e igualmente desmazeladamente farto de sebos.
Igual mesmo está apenas a sua barraca de vender "Rocas da sucar" uma preciosidade digna de um Portugal no seu melhor.
Da infância recordo o ?Cantinho Vicentino?. Era ali na Avenida Conselheiro Luís Bettencourt, onde hoje está o horripilante edifício Costa Dias. (assunto tratado pelo Dr. Carlos Falcão no Indispensáveis)
Recordo as carrocinhas de madeira atreladas a um cavalo com uma roda. Hoje vi um ancião a vender dessas carrocinhas, numa banca a monte e a competir com as inúmeras bugigangas made in China que os Ciganos vendem nas sofisticadas barracas, globalizadas, mesmo ali ao lado.
Recordo os novelos de algodão doce, também conhecidas por Rocas de Açúcar.
Hoje ela estava ali, no mesmo sítio de sempre, frente às escadas que dão acesso ao lado sul do Campo de São Francisco. A inquilina da barraca ainda é a mesma. Era linda, de cabelos longos negros e escorridos, com um busto bem fornecido e firme, parecia uma Princesa Charazade de carne e osso, olhos negros , grandes e brilhantes de tanta esperança no futuro prometido pelo seu Príncipe encantado. Ele era o Nez Perces em pessoa, seco de carnes, cabelo igualmente negro e escorrido, grande como um tronco de árvore e parecendo ser forte como um toiro bravo. Sem sorrisos, na barraca ao lado da dela, vendia pipocas (freiras), simples com sal ou vermelhas com açúcar, era o seu Príncipe das mil e uma noites.
Eles ainda lá estão, vão de festa em festa, de vila em vila de terra em terra e tudo começa com o Senhor Santo Cristo dos Milagres e vai acabar não sei onde e quando lá para o Outono. Estão Velhos a beleza escultural dela deu lugar a um monte de banhas desmazeladas, os cabelos frisaram e esbranquiçaram, deixou de ser a minha Charazade, os seus olhos já não brilham, estão agora baços e fixados num horizonte distante. Ele está grizalho e igualmente desmazeladamente farto de sebos.
Igual mesmo está apenas a sua barraca de vender "Rocas da sucar" uma preciosidade digna de um Portugal no seu melhor.
28 de abril de 2005
Cortejo de vaidades
Estou grande parte do meu tempo no escritório, no Campo de São Francisco. Da minha janela vejo o Campo, a Igreja de São José e a do Santo Cristo, o Santuário da Esperança. Nestes dias que antecedem a festa em honra do Senhor, vejo centenas de pessoas numa azáfama "formiguenta", dum lado para o outro, acartando, pregando, colando, atarrachando, cuspindo para o chão e até mijando contra a parece que serviu de pano de fundo ao suicídio do grande, do verdadeiramente Santo, Antero.
Nestes dias vejo gente, supostamente de bem (serão de bem longe) gente fina (de canelas e pulsos) numa roda-viva de entrar e sair para assegurar um lugarzinho mais aqui ou mais ali no cortejo das vaidades. São todos muito crentes! Porque razão só os vejo nesta zona da cidade nesta altura do ano? No resto do ano são descrentes?
Pois como diria a minha amiga Juvenália, é "cagança" senhor, "cagança".
25 de abril de 2005
23 de abril de 2005
Bárbaro iletrado
"Não sabia que gostavas de literatura! É mais uma das tuas facetas que eu não conhecia!" Disse-me ela com um ar reprovador como naquele dia em que o pescador disse ao a um certo filósofo que sabia que ele era paneleiro mas que não sabia era que o tipo era escritor, essa coisa abjecta.
É verdade, nunca me senti tão mal, ela achava estranhando encontrar-me no lançamento de um livro. E eu também achei estranho. Eu sempre fui homem de poucos pudores. Falo dos meus sapatos, dos meus defeitos, dos defeitos dos outros dos romances, das aventuras, mas raramente, muito raramente, falo dos meus livros. Mostro a minha casa, abro a porta a todos sem me arrepender, mas nunca lhes mostro os meus livros. Os meus livros são meus e guardo-os só para mim. Ela achou que eu não gostava de livros.
Será porque não vou a lançamentos? Então também não gosto de artes plásticas ou de teatro. Não gosto de música, nem de cinema. Não vou a estreias ou a inaugurações de exposições. Os meus gostos culturais não são de ordem sócio-estética, não são para aparecer na revista cor-de-rosa da semana seguinte. Para isso, eu prefiro que ela continue a pensar que eu sou um bárbaro iletrado.
É verdade, nunca me senti tão mal, ela achava estranhando encontrar-me no lançamento de um livro. E eu também achei estranho. Eu sempre fui homem de poucos pudores. Falo dos meus sapatos, dos meus defeitos, dos defeitos dos outros dos romances, das aventuras, mas raramente, muito raramente, falo dos meus livros. Mostro a minha casa, abro a porta a todos sem me arrepender, mas nunca lhes mostro os meus livros. Os meus livros são meus e guardo-os só para mim. Ela achou que eu não gostava de livros.
Será porque não vou a lançamentos? Então também não gosto de artes plásticas ou de teatro. Não gosto de música, nem de cinema. Não vou a estreias ou a inaugurações de exposições. Os meus gostos culturais não são de ordem sócio-estética, não são para aparecer na revista cor-de-rosa da semana seguinte. Para isso, eu prefiro que ela continue a pensar que eu sou um bárbaro iletrado.
22 de abril de 2005
Ponto final
Hoje não posto.
Há dias assim.
Começam cedo e parecem que nunca mais acabam.
Hoje não posto.
Amanhã quem sabe.
Amanhã talvez. Ponto.
Ponto parágrafo.
Ponto final.
Há dias assim.
Começam cedo e parecem que nunca mais acabam.
Hoje não posto.
Amanhã quem sabe.
Amanhã talvez. Ponto.
Ponto parágrafo.
Ponto final.
21 de abril de 2005
Só para chatear
O Açoriano Oriental de Hoje traz um flagrante igual ao que foi publicado num blogue anteontem.

Já não é a primeira vez que isto acontece com este mesmo jornal e este mesmo blogue. Coincidência?

Já não é a primeira vez que isto acontece com este mesmo jornal e este mesmo blogue. Coincidência?
20 de abril de 2005
Justiça lenta ?
A frase "a justiça em Portugal é lenta" deve ser o maior mito que conheço. Só se é com os outros, comigo ela é sempre rápida, seja contra seja a favor. Terei eu azar ou sorte?
O Sr. Primeiro-ministro anunciou como uma das primeiras medidas deste governo a redução das férias judiciais. Provavelmente fê-lo sem ponderar os prós e contras da medida, mas ponderando bem os efeitos "eleiçoeiros" e populistas da mesma. O Cidadão pode dizer, muitas vezes, que apresenta queixa à policia sobre um certo furto continuado ou sobre uma certa situação e nada acontece. Todos nós já o dissemos centenas de vezes na vida. Contudo, isso não é o mesmo que dizer que a justiça não funciona ou é lenta. Se as policias não funcionam bem, se o sistema penal e judicial permite sucessivas fugas, se o ladrão é conhecido e a policia não o pega, isso não significa que a justiça não funcione.
Pelo contrário, muitas vezes, é porque o sistema judicial funciona que não se prende um indivíduo só porque a vizinha se farta de telefonar à polícia a dizer que ele lhe rouba as galinhas e lhe chamou aquele nome que se chama às vizinhas que encornam os maridos. Não se olvidem que impera no nosso sistema jurídico o princípio sagrado (para mim pelo menos) da presunção da inocência. Outro princípio sagrado (para mim pelo menos) é o "in dubio pro reu", princípio pelo este que leva a, que muitas vezes, ouvimos os senhores agentes da PSP dizerem, "nós prendemo-los mas os juízes põem-nos cá fora". Precisamente por isso, porque na incerteza não se condena ninguém, em caso de falta de garantias mais vale que fique em liberdade.
O cidadão desinformado não acredita mas o sistema funciona, e o Senhor Primeiro-ministro devia sabê-lo. Assim como devia saber, o Senhor Primeiro-ministro, que as férias judicias são aproveitadas para por em dia alguns processos mais morosos e complicados. A redução desse período fará acumular os processos nos tribunais, pois ao invés do esperado os processos poderão continuar a entrar mas não serão despachados convenientemente porque o pessoal gozará as suas regulamentares férias.
Esta foi uma medida só para o povinho ver, tal como a dos medicamentos e a da limitação de mandatos, o tempo irá dar-me razão.
Vem este tema a propósito do número de juristas e advogados que frequentam este blogue, gostaria de vos ouvir (ler).
O Sr. Primeiro-ministro anunciou como uma das primeiras medidas deste governo a redução das férias judiciais. Provavelmente fê-lo sem ponderar os prós e contras da medida, mas ponderando bem os efeitos "eleiçoeiros" e populistas da mesma. O Cidadão pode dizer, muitas vezes, que apresenta queixa à policia sobre um certo furto continuado ou sobre uma certa situação e nada acontece. Todos nós já o dissemos centenas de vezes na vida. Contudo, isso não é o mesmo que dizer que a justiça não funciona ou é lenta. Se as policias não funcionam bem, se o sistema penal e judicial permite sucessivas fugas, se o ladrão é conhecido e a policia não o pega, isso não significa que a justiça não funcione.
Pelo contrário, muitas vezes, é porque o sistema judicial funciona que não se prende um indivíduo só porque a vizinha se farta de telefonar à polícia a dizer que ele lhe rouba as galinhas e lhe chamou aquele nome que se chama às vizinhas que encornam os maridos. Não se olvidem que impera no nosso sistema jurídico o princípio sagrado (para mim pelo menos) da presunção da inocência. Outro princípio sagrado (para mim pelo menos) é o "in dubio pro reu", princípio pelo este que leva a, que muitas vezes, ouvimos os senhores agentes da PSP dizerem, "nós prendemo-los mas os juízes põem-nos cá fora". Precisamente por isso, porque na incerteza não se condena ninguém, em caso de falta de garantias mais vale que fique em liberdade.
O cidadão desinformado não acredita mas o sistema funciona, e o Senhor Primeiro-ministro devia sabê-lo. Assim como devia saber, o Senhor Primeiro-ministro, que as férias judicias são aproveitadas para por em dia alguns processos mais morosos e complicados. A redução desse período fará acumular os processos nos tribunais, pois ao invés do esperado os processos poderão continuar a entrar mas não serão despachados convenientemente porque o pessoal gozará as suas regulamentares férias.
Esta foi uma medida só para o povinho ver, tal como a dos medicamentos e a da limitação de mandatos, o tempo irá dar-me razão.
Vem este tema a propósito do número de juristas e advogados que frequentam este blogue, gostaria de vos ouvir (ler).
19 de abril de 2005
Abaixo o especialista
Eu até nem gosto muito de citar frases de outras pessoas, gosto de ouvir alguém citar as minhas. Lembro-me de um dia, depois de um professor de filosofia ter feito um reparo sobre a minha abordagem pouco académica ao pensamento de Kant eu ter respondido arrogantemente: Os grandes Homens fizeram-se com as suas grandes ideias, não com as ideias dos outros grandes Homens. Dai que alguns me chamem de filósofo, coisa que nego. Mas serei muito mais filósofo do que sei de filosofia. Há anos que manifesto a minha ira contra os especialistas, eu detesto especialistas, sabem de uma coisa e nada mais, e quase proíbem os outros de pensarem sobre esse mesmo assunto. Eu gosto de pensar sobre tudo e sobre nada, sobre a macroeconomia, a fome no mundo, os comportamentos estranhos dos Homens e tantas e tantas outras coisas. Por isso, me auto classifico como um especialista em generalidades, não há nada menos especializado do que isto.
"Estou fazendo uma campanha contra o especialista, sabia? Abomino o sujeito que só sabe algo relacionado com a profissão dele. Cheguei a um ponto da minha vida em que não admito mais o especialista."
"Estou fazendo uma campanha contra o especialista, sabia? Abomino o sujeito que só sabe algo relacionado com a profissão dele. Cheguei a um ponto da minha vida em que não admito mais o especialista."
Oscar Niemeyer, em entrevista a Eduardo Graça, Sexta-feira 15 de de Abril na revista Sábado
Teaser sem teaser
Por constrangimentos vários, resultantes da greve dos funcionários da RTP - e por isso alheios à equipa de moderador, comentadores e cronistas -, não terão lugar as emissões do Choque de Gerações previstas para 19 e 26 de Abril. O programa volta a 3 de Maio, prosseguindo depois, ao ritmo normal de um por semana (terças-feiras à noite, repetição às quartas-feiras ao final da tarde), até ao final da temporada.
18 de abril de 2005
Parabéns a você...

170º aniversário do mais antigo jornal Português. Parabéns a todos os que ao longo destes quase dois séculos nos trouxeram as notícias a casa.
17 de abril de 2005
Pequenino. Muito pequenino
PSD antecipa limitação de mandatos.O PSD vai antecipar-se ao Governo e agendar para o seu debate potestativo do dia 28 a discussão um projecto-lei que introduz a limitação de mandatos autárquicos... Pois é. É aquilo a que poderíamos chamar de política da terra queimada. Nem mais. O Sr. Marques Mendes mostra como, afinal, não é um pequeno grande Homem, mas confirma ser um pequeno e minúsculo homenzinho.
Ou talvez não, até pode ser um acto de coragem, mas para isso bastava votar a proposta do Governo.Afinal, segundo o estudo publicado no EXPRESSO deste fim-de-semana, é o PSD que sai mais prejudicado com a presente lei. Na verdade, dos 40% de mandatos em risco, 62% são do PSD. O que também nos pode levar a pensar que o PS quer ganhar as autárquicas de 2009 por decreto. Aqui de El Rei! Se fosse ao invés e fosse a direita a falar nisso pela primeira vez. Cairia o Carmo a Trindade e mais o Castelo e a Mouraria.
16 de abril de 2005
Pois pois...
Aumento das passagens aéreas deve-se ao preço do petróleo. Explicou o Governo dos Açores.
Pois e os lucros anúnciados com pompa e circunstância? Também se deveram à subida dos preços do ouro negro?
Porque razão nunca nos dizem a verdade?
"merecemos politicos melhores" MUITO MELHORES!!!
13 de abril de 2005
Acomodados 2
Para continuar o debate que, no fim das contas é o que interessa, vem este post em jeito de resposta ao comentário do PJG (que parece toda a gente sabe quem é menos eu) no post "acomodados". Espero que os Bloggers participem mais neste debate, sei que alguns têm opiniões muito próprias sobre este assunto mas não as quiseram discutir aqui. Valia a pena fazer mais um esforço
Antes de passar à resposta propriamente dita gostava de lançar mais um tema ao debate ainda sobre a lei da limitação dos mandatos dos políticos ou de alguns politicos. O Dr. Jorge Coelho anunciou ontem que a lei, em alguns casos, terá efeitos retroactivos. Não sou jurista nem advogado, andei por lá mas sei pouco do assunto. Contudo, sempre me disseram que a retroactividade é um principio que se deve evitar quando se legisla e que este mecanismo só deverá ser utilizado em casos extremos de flagrante injustiça decorrente da aplicação da lei nova. Ora não me parece que a aplicação destas novas regras para os detentores de alguns cargos políticos promova qualquer injustiça retroactiva.
Caro JPG
É bem verdade que o anonimato decorre do direito à privacidade. Mas no caso das opiniões politicas, o anonimato, em meu entender, é um sinal de medo. Aqueles que sentem necessidade de opinar sobre as questões de interesse público devem fazê-lo usando o seu nome, sob pena das suas opiniões anónimas serem relevadas por isso mesmo. Não se trata de buscar as "luzes da ribalta" os holofotes da TV ou os flash dos fotojornalistas, trata-se de uma obrigação de cidadania. Não podemos generalizar. Nem toda a gente que opina o faz por ânsia de aparecer, muitos o fazem com sentido de servir o bem comum. É redutora a leitura de que quem dá a cara o faz só para aparecer. A imagem pública também se desgasta e isso tem um preço muito alto, devemos ser um pouquinho mais puros e acreditar que os que o fazem só para o retrato são a minoria.
Um silogismo é verdadeiro se as suas premissas também o forem. Ora o anonimato bloguista é, em meu entender, um reflexo do medo de debater de discutir de questionar o poder instituído que atravessa a sociedade portuguesa, essa atitude permite a proliferação do caciquismo e da prepotência. Se o cidadão comum não tiver pejo em pensar e em opinar, quem está no poder terá por ele muito mais respeito e logo muito mais cuidado na forma como exerce esse poder. Foram esses abusos e esse caciquismo que estiveram no espírito do legislador quando pensou esta lei. Dai a meu raciocínio dedutivo.
Antes de passar à resposta propriamente dita gostava de lançar mais um tema ao debate ainda sobre a lei da limitação dos mandatos dos políticos ou de alguns politicos. O Dr. Jorge Coelho anunciou ontem que a lei, em alguns casos, terá efeitos retroactivos. Não sou jurista nem advogado, andei por lá mas sei pouco do assunto. Contudo, sempre me disseram que a retroactividade é um principio que se deve evitar quando se legisla e que este mecanismo só deverá ser utilizado em casos extremos de flagrante injustiça decorrente da aplicação da lei nova. Ora não me parece que a aplicação destas novas regras para os detentores de alguns cargos políticos promova qualquer injustiça retroactiva.
Caro JPG
É bem verdade que o anonimato decorre do direito à privacidade. Mas no caso das opiniões politicas, o anonimato, em meu entender, é um sinal de medo. Aqueles que sentem necessidade de opinar sobre as questões de interesse público devem fazê-lo usando o seu nome, sob pena das suas opiniões anónimas serem relevadas por isso mesmo. Não se trata de buscar as "luzes da ribalta" os holofotes da TV ou os flash dos fotojornalistas, trata-se de uma obrigação de cidadania. Não podemos generalizar. Nem toda a gente que opina o faz por ânsia de aparecer, muitos o fazem com sentido de servir o bem comum. É redutora a leitura de que quem dá a cara o faz só para aparecer. A imagem pública também se desgasta e isso tem um preço muito alto, devemos ser um pouquinho mais puros e acreditar que os que o fazem só para o retrato são a minoria.
Um silogismo é verdadeiro se as suas premissas também o forem. Ora o anonimato bloguista é, em meu entender, um reflexo do medo de debater de discutir de questionar o poder instituído que atravessa a sociedade portuguesa, essa atitude permite a proliferação do caciquismo e da prepotência. Se o cidadão comum não tiver pejo em pensar e em opinar, quem está no poder terá por ele muito mais respeito e logo muito mais cuidado na forma como exerce esse poder. Foram esses abusos e esse caciquismo que estiveram no espírito do legislador quando pensou esta lei. Dai a meu raciocínio dedutivo.
"Longe de Manaus"
É o novo romance do Francisco José Viegas, companheiro de outras andanças, vai ser lançado em Lisboa terça-feira 19 e eu vou estar lá.
12 de abril de 2005
Porque Hoje é Terça-feira
...a partir das 21.30 (hora dos Açores), Maria Graça da Silveira, Nuno Costa Santos e Armando Mendes discutem a nova tendência para a instalação nos Açores de casas de striptease, alterne e prostituição e ainda a suprema importância que a fama e os famosos cada vez mais assumem em Portugal e nas ilhas.A apresentação é de Joel Neto, enquanto Nuno Costa Neves tem a cargo a reportagem e Luís Filipe e Alexandre Borges tomam conta das habituais rubricas Ódio e Amor de Estimação. É a edição número 23 do Choque de Gerações, programa exibido semanalmente pela RTP-Açores e acessível também através do site acores.net (basta ter uma versão recente do programa Real Player).
Acomodados
Nos últimos meses apareceram dezenas de blogues Açorianos. Foram tantos que perdi a capacidade de os consultar diariamente e até de os classificar na lista de links aqui ao lado que, como se pode constatar, está bastante desactualizada. Essa "diarreia" de blogues é um bom prenúncio para uma Região onde a letargia e o comodismo imperam há séculos. Contudo, infelizmente, a grande maioria destes novos blogues e os comentadores dos mesmos são anónimos. Este facto, além de me irritar (as coisas que só me irritam a mim), deixa transparecer que existe nos Açores uma certa opinião envergonhada.
Os Açores, Portugal a Europa, a Humanidade em geral, precisam de debate, de discussão de ideias e se estas são boas pouco interessa, de facto, de onde são provenientes. Mas este medo de dar a cara de ser frontal de mostrar que se existe, esta atitude de ter pejo de pensar constitui um perigo enorme para a consolidação da nossa democracia, com a agravante de que estamos a falar de cidadãos de uma faixa etária bastante jovem.
Os déspotas nascem pelo medo que conseguem criar na sociedade. Só uma sociedade cobarde, medrosa e acomodada permite a criação de sistemas totalitários.
Desta reflexão, concluí, as razões de tanta gente estar de acordo com a limitação de mandatos dos detentores de cargos políticos, é uma questão de medo e de falta de confiança na capacidade de reacção da sociedade, porque somos um grande número de acomodados.
Os Açores, Portugal a Europa, a Humanidade em geral, precisam de debate, de discussão de ideias e se estas são boas pouco interessa, de facto, de onde são provenientes. Mas este medo de dar a cara de ser frontal de mostrar que se existe, esta atitude de ter pejo de pensar constitui um perigo enorme para a consolidação da nossa democracia, com a agravante de que estamos a falar de cidadãos de uma faixa etária bastante jovem.
Os déspotas nascem pelo medo que conseguem criar na sociedade. Só uma sociedade cobarde, medrosa e acomodada permite a criação de sistemas totalitários.
Desta reflexão, concluí, as razões de tanta gente estar de acordo com a limitação de mandatos dos detentores de cargos políticos, é uma questão de medo e de falta de confiança na capacidade de reacção da sociedade, porque somos um grande número de acomodados.
11 de abril de 2005
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