10 de novembro de 2008

Um lado assim tipo meio de esquerda, ou talvez não.

A luta final
Por António Barreto.
ESTADO E SOCIALISMO não são sinónimos. Há quem esqueça esta banalidade, mas é por vezes preciso lembrar. Não são. Pode haver, há Estado, muito Estado, até Estado a mais, sem socialismo. O que não há é Socialismo sem Estado. Até mesmo sem Estado a mais. Nas crises actuais do sistema financeiro e nas que ainda aí vêm, incluindo as económicas, uma palavra tem servido de receita miraculosa: o Estado! Primeiro, como fiscal e regulador; depois como juiz e polícia; agora como proprietário e accionista. A esquerda delira de entusiasmo. Falhou o regulador. Vai falhar o juiz e o polícia, pois os ricos escapam sempre. Sobra o Estado proprietário. É a grande oportunidade. Talvez se consiga, pensam uns, construir o socialismo, à socapa, sem luta de classes e sem revoluções. Grandes esperanças!
(...)

2 comentários:

Papio cynocephalus disse...

um estado pode ser mais justo e mais social mesmo sendo pequeno; um estado grande não é para criar o socialismo: é para dar mais a quem controla o aparelho..

Açores Livres disse...

Um Estado grande é como uma Puta, chupa mas não engole.

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