29 de novembro de 2011

Isso é a estatistica estupido!

“O Açoriano Oriental notícia hoje que, segundo o INE, Vila do Porto é o município dos Açores onde o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem é mais alto e o segundo em todo o país, em 2009.

Estamos perante um caso paradigmático de como a estatistica nos pode levar a pensar coisas que não são verdade. A larga maioria dos trabalhadores do sector privado em Santa Maria, ganha pouco mais do ordenado mínimo e tem uma situação de instabilidade no emprego gritante. Há inumeras situações de ordenados em atraso e de falsos recibos verdes. Porém, Vila do Porto tem também uma cminoria  de priviligiados que ganha muito acima da média nacional (políticos incluidos).
Estamos perante um daqueles casos em que eles comem duas galinhas por dia e nós ficamos por dois chicharros. Mas, estatisticamente, cada um de nós comeu uma galinha e um chicharro.

Literalmente bem respondido.


Quem inventou este cartaz não o podia ter feito de melhor maneira. Na Foto, Paulo Portas responde literalmente aos seus provocadores.

17 de novembro de 2011

Ninguém quer ser político....

A noticias de hoje diziam em unissono, Governo de Mario Monti tem 14 ministro e nenhum é político. Dá-me cvontade de rir... à garagalhada, a bandeiras despregadas mesmo. Dá-me quase tanta vontade de rir como me dá o facto desswe governo, em pleno séc. XXI, ter 5 Ministros sem pasta. 5 Ministros que não se sabe sequer que nome lhe dar. Vai, sem dúvida, doente a Democracia. Já não há Povos como antigamente e isso não me vontade de rir, dá-me vontade de chorar..

PS: Eu gostava de ter tempo para explicar porque razão tudo isto me dá vontade de rir, outras de chorar. Mas, não tenho. Talvez um dia.

14 de novembro de 2011

Na Grécia como na Itália

Vivemos em periodo de soberania da dívida soberana. Acabou a brincadeira, arrume-se a democracia na gaveta.  Em quantos estados mais? Por quanto tempo?

11 de novembro de 2011

11 de Novembro.

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

John McCrae

5 de novembro de 2011

Leitura obrigatória.

Michael Sandel é, provavelmente, um dos filósofos mais pertinentes e fascinantes da actualidade. Inspirado na ética kantiana, nesta obra Sandel viaja entre a filosofia política e a filosofia do direito, com um olho posto nos deveres e o outro nos direitos, liberdades e garantias sempre numa perspectiva humanista e por vezes individualista. Estudante e Professor em  Harvard (onde havia de ser?) Sandel é um comunitarista assumido e um crítico feroz das teorias da Justiça de John Rawls.
Leitura obrigatória para quem gosta ou teima em gostar destas coisas, num país onde os políticos primeiro passam pelo poder e depois estudam filosofia política, ou seja, uma inversão total dos valores.

2 de novembro de 2011

Papandreou é lider.

Temos lider. Venham mais como ele. Papandreou fez o que devia ser feito, "esmurrou" com luva branca os que andam há quase um ano a humilhar os seus governos e o Povo Grego. Ora toma.

25 de outubro de 2011

Rendimento Social de inserção, o fantasma do estado social.

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. Ou melhor, muda-se da oposição para a situação e muda-se rapidamente de discurso e de prática. Há os que pensam que isso é normal, que até é o regular funcionamento das instituições. Eu não penso assim. Eu sinto que me enganaram, que me usaram como quem apanha um murganho numa ratoeira com uma côdea de queijo podre.
Onde pára o discurso de Paulo Portas contra o RSI? Eclipsou-se? Ou descobriu que tal e coiso, aquilo até dá uns votos e a malta não pode viver do ar e tal? Ah! Pois é! Bem prega Frei Tomaz.

Leitura recomendada para estes dias.



Para quem gosta destes temas da Filosofia Política e Filosofia do Direito e não se quer cingir aos clássicos que se lêem nas cadeiras da academia, aqui fica uma sugestão para os dias que passam. Nunca será demasiado reflectirmos sobre o Estado de Excepção numa altura em que se apresenta como fundamental a perca dos chamados direitos adquiridos e a “violação” ou pelo menos a omissão de cumprir com certos preceitos da Lei Fundamental.

Estamos perante novos tempos e novos paradigmas, saibamos ultrapassar essa privações e sacrifícios sem sacrificarmos o que de mais valioso temos, os nossos direitos, liberdades e garantias, Título II, Capítulo I artigos 24º a 57º da Constituição da República Portuguesa.

O Estado de Emergência Social (Artigo 19º da CRP), anunciado a propósito da Lei do Orçamento de Estado para 2012 é, apesar de normativo, um quadro de clara excepção.

Esta obra de  Giorgio Agamben, muito bem dissecada numa outra de João Afonso Gil trazida aos escaparates pala Bicho-do-mato em 2010 e que se intitula O Estado de Excepção na Teoria Política Internacional, remete-nos para  os perigos em que nos movimentamos hoje.

Agambem e Gil ajudam-nos a perceber como o Estado de Excepção, em períodos da nossa história de grande aflição, se tendeu a confundir com a regra.


19 de outubro de 2011

de 6 para 23%. E porque não?

O meu amigo Alexandre Pascoal diz não entender o porquê de se manter a taxa mínima do IVA nos livros e a taxa dos espectáculos subir para a máxima. Eu talvez possa explicar, na minha óptica, o porquê dessa diferenciação com a qual desde já concordo (tinha que concordar com qualquer coisinha).
Os livros são fontes de conhecimento ou pelo menos de informação enquanto os espectáculos são meras fontes de alienação. Basta? Se não basta posso sempre esgrimir argumentos sobre a perenidade das coisas, a necessidade de eternizar informação, de condensar conceitos, de sistematizar conhecimentos. Isso para não ir ao fundo económico da questão porque eu não olho a cultura pelo lado da economia como alguns teimam em fazer.

Uma homenagem.


Mais uma singela homenagem ao António Borges Coutinho (Praia), bem lambrado pelo nosso comum amigo Professor Carlos Cordeiro.

18 de outubro de 2011

E depois de gasta a última bala?


O orçamento de Estado para 2012 com as perspectivas financeiras deixadas no ar para 2013, contem medidas extremas de corte na despesa pública pelo lado dos rendimentos dos portugueses. Na verdade, o corte do subsídio de férias e do chamado 13º mês para os funcionários com vencimentos acima dos 1000 euros e o corte de uma dessas remunerações para os titulares de rendimentos que se encontrem acima do ordenado mínimo e abaixo dos 1000 euros, é uma medida extrema, um teste à resistência financeira da classe média e um limite à sua paciência.
Esta espécie de orçamento que nos aprestaram por estes dias quer dizer apenas que a situação do país é bastante pior do que imaginávamos. Obviamente, este é um orçamento levado ao limite, uma espécie de última bala no tambor do revolver que nos pode salvar do descalabro total. Essa é a questão e essa é a parte mais preocupante deste orçamento, é pensarmos o que será do país em 2013 se estas medidas não surtirem o efeito desejado nos mercados. Note-se que este é um orçamento feito não para resolver os problemas do défice (apenas permitirá pagar 70% do necessário) mas simplesmente para permitir sossegar os mercados para podermos recorrer a nova dívida e renegociar prazos para a dívida contratada.
Faltou também e claramente neste orçamento a inclusão de medidas que, embora de efeito diminuto no que à poupança concerne, aumentariam exponencialmente os níveis de confiança do contribuinte como por exemplo a redução das reformas para um máximo de 5000 euros, o congelamento por parte do Estado da compra de viaturas, uma redução do nº de viagens dos titulares de cargos públicos, a diminuição do vencimento do Presidente da República e consequente efeito nas classes indexadas, a reforma da acção executiva, algumas medidas de desregulamentação da actividade económica, o encerramento de alguns Institutos públicos e fundações. Enfim uma boa série de coisas que, feitas, teriam pelo menos a bonomia de não gerarem desconfiança.

R.I.P António


Foto Quotidiano in Jornal Diário

Politólogo, como ele gostava de dizer que era, o meu amigo António estava a preparar a sua tese de mestrado sobre os antecedentes do 25 de Abril nos Açores. De militante da extrema-esquerda à sua admiração pela direita moderna e moderada, o seu percurso sobre o pensamento político é feito sem dogmas e sem peias. Uma das mentes mais irrequietas que conheci, uma intelectualidade de tal forma acelerada que, de quando em vez, era necessária meter freio. Deixa-nos prematuramente depois de ter lutado contra os devastadores efeitos de um AVC e ter encetado, há uma dúzia de anos,  uma recuperação fantástica .
Ao António os meus votos de que descanse em paz, à família o desejo de que tenham muita força e esperança para ultrapassar mais este momento.
O seu funeral realiza-se hoje às 13 horas da Ermida de Santana em Ponta Delgada para o Cemitério de São Joaquim nesta mesma Cidade.

15 de outubro de 2011

Um movimento em crescimento e mutação constante.

Alguém lembrou que hoje passam 9 anos sobre o aparecimento da Coluna Infame, o primeiro blogue feito em Portugal, por autores portugueses versando temas generalistas desde o mais cosmopolita dos assuntos até ao “enredo” mais caseiro e comezinho. O blogue do Mexia, como na gíria era conhecido, foi, de facto, um marco importantíssimo para a chamada blogosfera Portuguesa. Porém, a grande espoleta desse movimento (há quem teime na tese de um novo movimento filosófico ter aparecido com os blogues em Portugal) não foi tanto o aparecimento da Coluna Infame mas precisamente o seu fim. Na verdade, quando em 10 Junho de 2003 o Pedro Mexia anunciou o fim do blogue, este final antecipado e inesperado saltou para as páginas do Jornal Público e dá-se então oi grande boom de blogues e os restante media começam a olhar de uma forma mais séria para o fenómeno. Em 23 de Junho (data da fundação do Fôguetabraze) José Manuel Fernandes, na altura um dos jornalistas e opinion makers mais lidos de Portugal, faz um trabalho sobre o fenómeno. Na realidade, o Jornal Público foi o OCS que mais se dedicou a esse fenómeno que José Manuel Fernandes descreve desta forma: "Na verdade, a blogosfera é a mais vibrante das expressões modernas da Ágora ateniense, esse espaço público onde os cidadãos se encontravam para discutir os assuntos que a todos diziam respeito. A blogosfera é mais democrática, mais aberta, mais plural, mais interessante e mais rica do que os espaços de debate da maioria dos meios de comunicação tradicionais, mesmo os famosos fóruns de discussão radiofónicos."
JMF, Público.
Por isso, não hesito em dizer que mais do que o princípio da Coluna Infame, foi o seu fim que mais importância teve para o desenvolvimento deste movimento.

12 de outubro de 2011

Está aqui uma coisa bem asseada!



As palavras ouvidas hoje da boca de Fernando Ullrich e Henrique Granadeiro, na esteira do pensamento de Cavaco Silva, são assustadoras para o comum dos cidadãos.
No fundo, a forma como a União Europeia, o BCE e o FMI bem como os governos nacionais abordaram a crise  , nas palavras daqueles experts, é desprovida de riqueza intelectual e reflecte a ausência de pensamento, de doutrina e até de desígnio.
Estamos bem amanhados!

9 de outubro de 2011

CDS-Madeira e José Manuel Rodrigues

Estão de Parabéns o Partido e o Líder Regional, passou a ser segunda força política na Madeira e triplica o número de mandatos e votos. O CDS e José Manuel Rodrigues mostram-se como a alternativa a Jardim num futuro que não está a mais de 4 anos.

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