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2 de fevereiro de 2008

As causas dos enredos.

A compilação que se segue, tem como único e especial intuito facilitar a vida aos instrutores do processo.

Janeiro 25, 2008
Cesar corre contra Cesar.
Falta no panorama jornalístico e de opinião dos Açores gente com memória capaz de avaliar o presente e perspectivar o futuro com base na história recente.As eleições regionais de 2004 aconteceram num cenário muito semelhante (com outros protagonistas e outros vencedores) àquele em que se desenrolaram as de 1988.Nesse tempo, andava-se na rua e ouvia-se que o Povo estava cansado, que Mota Amaral tinha lançado para a ribalta pessoas pouco preparadas e demasiado jovens como Joaquim Machado e José Manuel Bolieiro. Dizia-se que era agora, que o PS estava reforçado. Havia um sentimento de mudança. Houve coligações secretas, apoios de bastidores, campanhas difamatórias. Em fim, erros atrás de erros que levaram o PSD a uma maioria absoluta quase tão grande como a que César obteve em 2004.A minha memória regressiva e os diversos exercícios que tenho feito levam-me a perspectivar um resultado, para o Partido Socialista em 2008, semelhante ao do PSD de Mota Amaral de 1992. O Povo já sente e acredita nisso e quando o Povo sente e acredita, o Povo quer e se o Povo quer, mais vale o PSD não gastar dinheiro em campanha, poupe-o para pagar o resto da campanha de 2004 e para ajudar à de 2012.Cesar também sabe disso. Sabe-o melhor do que ninguém. Contudo, tal como já o Pedro Arruda lembrou, Cesar corre em Outubro contra Cesar. Ou seja. O Presidente do Governo não deseja, não quer e não vai arriscar ter um voto que seja a menos do que obteve em 2004.Cesar sabe que, dificilmente, vai buscar mais eleitorado ao PSD, já o esvaziou o que havia para esvaziar. Então qual é a estratégia? Ir buscar as franjas de eleitorado que votam no CDS-PP e nos outros pequenos partidos. Isolando o PSD e dando apoio a Artur Lima, Cesar adquire simpatias no eleitorado do CDS e obtém os poucos votos necessários para obter um que seja mais do que em 2004.O que é que o CDS tem a ganhar com esta estratégia de aproximação e quase namoro de língua na boca com o PS? Nada, absolutamente nada.Assim, a continuar nesse caminho, o CDS-PP de Artur Lima e Renato Moura, com o apadrinhamento de Paulo Portas (esse poço de virtudes governativas) arrisca-se a nem eleger um Deputado pelo círculo de compensação, quanto menos os quatro que os resultados de Alvarino Pinheiro e Paulo Gusmão em 2000 proporcionariam com o novo sistema.As estruturas locais do CDS-PP de São Miguel e São Jorge têm um papel importante no chamar à razão do Presidente do Partido. Afinal, foi com o empenho destas duas Ilhas que Artur Lima conseguiu uma lista consensual no Congresso. Contudo, o seu comportamento enquanto presidente do Partido não tem sido o de apoiar essas estruturas de Ilha mas, pelo contrário, um comportamento traiçoeiro de morder a mão que lhe deu de comer.NB: Cabe aqui fazer um alerta e uma declaração de interesses. Sou Presidente do Conselho Regional do CDS-PP Açores e Vice-presidente da Comissão Política de Ilha de São Miguel do mesmo partido.
# posted by Nuno Barata às 1/25/2008 03:26:00 PM Largaram fogo (26)


Janeiro 24, 2008

Ruido.
Paulo Portas esteve hoje nas galerias da Assembleia Legislativa Regional dos Açores para assistir de plateia á mais infame palhaçada que a democracia Açoriana conheceu nos últimos anos.Cesar, num acto político de grande inteligência, visando isolar o PSD na oposição, apoiou 3 miseras medidas propostas pelo Deputado do CDS-PP. Costa Neves que, embora menos habilidoso, também sabe como se tratam esses assuntos, entendeu, e bem, apoiar as tais 3 propostas para não ficar isolado. O resultado foi voto por unanimidade e aclamação de 3 medidas praticamente inconsequentes. Alarido houve bastante, lá isso houve. A Portas sou-lhe a votos tilintantes e logo se pôs em bicos de pés qual bailarina num palco depois de se acenderem as luzes da ribalta.Por este caminho, o CDS-PP vai averbar uma boa derrota nas eleições regionais do final deste ano. O ruido já começou, vão ser 10 meses de pré-campanha, haja pachorra.
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# posted by Nuno Barata às 1/24/2008 11:14:00 PM Largaram fogo (13)


Dezembro 02, 2007
Portas o impoluto? Já era?
Portas apanhado no FuracãoO Ministério Público considera que existem «fortes suspeitas» e «elevada plausibilidade» de que os donativos de um milhão de euros, depositados pelo CDS numa conta bancária, em Dezembro de 2004, tiveram origem no concurso dos submarinos, decidido por Paulo Portas quando era ministro da Defesa.
A ser verdade, Paulo Portas não só mancha a imagem do CDS como envergonha uma larga maioria dos seus militantes que não vão nessas "filhaputices."
# posted by Nuno Barata às 12/02/2007 08:29:00 AM Largaram fogo (2)



Julho 25, 2007
O apito dourado e o colarinho imaculado.
De repente, em Portugal, passam-se coisas estranhas. Não sei se a Drª Maria José Morgado vai chamar a depor o benemérito do CDS/PP de seu nome Jacinto Leite Capelo Rego. Espero bem que sim. A Procuradora adjunta da moda, embora sempre fora dela, está a fazer um trabalho mediático fantástico, até parece o nosso Primeiro, só falta mesmo o recrutamento de mão-de-obra infantil e uma sala cheia de computadores com o “screensaver” com um apito dourado e um colarinho branco a deambular pelo ecrãs e a bater nos limites como um bola de ping-pong. Genial.De repente, em Portugal – só mesmo em Portugal - um árbitro de futebol é acusado de vários crimes de corrupção passiva sem que se conheça ou se acuse o corruptor. Fantástico fantasma. Semanas depois, Abel Pinheiro, o responsável pelas finanças de um certo Partido Político (CDS-Paulo Portas), é acusado de vários crimes de corrupção ligados ao caso Portucale, e os ministros que assinaram o despacho (dois são do mesmo partido) ficam a rir-se. Fantásticos malabaristas.
# posted by Nuno Barata às 7/25/2007 03:39:00 PM Largaram fogo (3)

Julho 16, 2007
Problemas de consciência.
Quando estamos habituados a fazer só merda, depois achamos que os outros também a fazem. Mas isso nem sempre é bem verdade.
O Paulo Pinto de Mascarenhas, escreveu há pouco no 31 Da Armada assim: Parabéns. Quero dar aqui os meus parabéns a todos os militantes do PSD e do CDS que estão manifestamente felizes com a vitória de António Costa, o terceiro lugar de Fernando Negrão e a não-eleição de qualquer vereador do CDS. Eu compreendo os rancores dos "portistas" nestas horas. Mas gostava de lembrar ao Paulo que as eleições não se perdem por culpa daqueles que não fazem campanha, mas sim, por culpa dos que a fazem mal feita.
E mais, em eleições nacionais elocais como as de Lisboa, não se manipulam as votações como nas internas dos partidos. Pode-se ganhar o partido com meia dúzia de golpes e contra-golpes mas não se conquista a nação da mesma forma.
A verdade, é que a Direcção do Dr. Paulo Portas recentemente eleita (sabe-se lá como) , malbaratou a base eleitoral do CDS em Lisboa que rondava os 10% e que nunca foi menor do que 7%.
# posted by Nuno Barata às 7/16/2007 09:59:00 PM Largaram fogo (3)

Julho 15, 2007
Já sei, já sei...
... não precisam dizer-me.
O Dr. Marques mendes não se demitiu ainda da liderança do PSD e o Dr. paulo Portas assobia para o ar com aquela carinha de peido engarrafado.
Que a Senhora de Fátima os embençoe.
# posted by Nuno Barata às 7/15/2007 07:09:00 PM Largaram fogo (8)

Junho 30, 2007
Ainda não percebeste que não te gramam?
Nas últimas sondagens para Lisboa, o candidato do Dr. Paulo Portas fica em último lugar do ranking. Nas sondagens de opinião para a globalidade do país, o partido do Dr. Paulo Portas fica a 2 pontos percentuais do Bloco de Esquerda. E a gente cora de vergonha. Vergonha por ter um directório partidário feito de cordeirinhos bem ensinados e liderado por um ex-ministro de estado, que conseguiu levar as intenções de voto no CDS abaixo do seu núcleo duro de sempre. Qualquer dia até o Monteiro nos passa á frente.
# posted by Nuno Barata às 6/30/2007 10:44:00 PM Largaram fogo (15)

Junho 29, 2007
É só a "raia miuda"?
Mais três arguidos no caso Portucale. Segundo o JN, trata-se de funcionários administrativos do CDS-PP suspeitos de ajudar a preencher, em 2005, perto de quatro mil recibos com nomes fictícios, para justificar o depósito de um milhão de euros na conta do partido, em 2004.
E não vai acontecer nada aos "SENHORES" que fruiram desses fundos, foram eleitos através de campanhas financiadas por esses dinheiros e chegaram a Ministros de Estado?
Entre esses "SENHORES" estão Paulo Portas e o see inseparável amigo Luís Nobre Guedes qiue foram apoiados na campanha para o regresso à lideranlça do CDS-PP pelas estruturas regionais do partido. Tudo gente boa.
Pobre do Dr. Costa Neves que, não dúvido, foi apanhado na rede por mera ingenuidade.
# posted by Nuno Barata às 6/29/2007 03:18:00 PM Largaram fogo (2)

Maio 19, 2007
Um presidente não é necessáriamente um líder
Decore em Torres Novas o 22º Congresso Nacional do CDS-PP. Pela primeira vez ao fim de 30 anos, não estão presentes congressistas da Ilha de São Miguel. Tudo isso, por causa de uma birrinha tonta do Senhor Presidente do partido e único deputado Regional Dr. Artur Lima.Merecia o Dr. Lima que lhe fizessem o mesmo que fez o seu amiguinho Paulo Portas a José Ribeiro e Castro, ou seja que lhe tirassem o tapete.
Enquanto a Paulo Portas não assistia qualquer razão objectiva para antecipar a disputa eleitoral dentro do CDS nacional, aqui, na Região, as razões para afastar Artur Lima da Presidência do CDS-Açores, são mais que muitas. O seu bairrismo doentio e explicitamente declarado, o seu desprezo pelas estruturas partidárias das outras Ilhas que não a Terceira, e acima de tudo a sua fraca prestação pública que se resume a meia dúzia de notícias redigidas pelo incansável Presidente da Comissão Directiva Regional José Renato Moura, são razões mais do que suficientes para que deixe de ser Presidente do CDS-Açores permitindo que este tenha, definitivamente um líder.Artur Lima foi apoiante de Paulo Portas a questão das directas e no decorrer estas, não se entende, então, porque não promove as directas nos Açores.“Bem prega Frei Tomaz, faz o que ele diga não faças o que ele faz”.
# posted by Nuno Barata às 5/19/2007 07:41:00 AM Largaram fogo (3)

Abril 24, 2007
Partidos Politicos
A atitude digna de Ribeiro e Castro neste processo tão pouco limpo leva a perguntar se vale a pena que pessoas de bem continuem a tentar fazer política dentro de qualquer partido - aqueles que se recusem a jogos inenarráveis do aparelhês, que não alinhem em interpretações abstrusas dos Estatutos, que não se associem à cacicagem acéfala dos votos nas eleições internas mas que ainda acreditam que fazer política tem uma dimensão que ultrapassa a pessoal e a que for servida ao bando, esse número cada vez mais escasso de pessoas normais dentro dos partidos terão realmente condições para estarem na política e insistirem nesta tarefa tão árdua e demasiado propícia a muitas salpicadelas de lama?
A pergunta fica no ar neste post do Blasfémias. Calou fundo, muito fundo. A minha passagem ou passagens pela política, foi uma permanente luta contra os jogos do aparalhês, as jogadas de baixa política, as votações internas que têm um pouco de tudo menos de democráticas. Enfim, acho que me posso auto classificar como aquilo que o CAA diz ser uma pessoa normal. E em abono da verdade, eu acho que só há uma maneira de evitar que os "partidos políticos portugueses e os seus inenarráveis aparelhos” serem” definitivamente entregues a "profissionais" sem profissão, quase sempre sem qualificações, sem ideias, sobretudo sem um pingo de vergonha na cara, que não conhecem limites éticos ou de qualquer espécie para alcançar o poder e aí residir custe o que custar”, só há uma maneira de evitar isso, dizia eu, é se as tais pessoas normais estiverem por dentro, sempre por dentro e sempre que é preciso irem à luta, não deixarem de o fazer. Ribeiro e Castro, tal como muitos dos seus apoiantes e outros tantos militantes anónimos do CDS, ainda têm muito que dar à política portuguesa, mais não seja depois da próxima saída do Dr. Paulo Portas, lá para Outubro de 2009.
# posted by Nuno Barata às 4/24/2007 10:35:00 PM Largaram fogo (5)

Abril 22, 2007
A primavera dura pouco.
Paulo Portas diz que directas foram "a primavera do CDS", o problema é que depois vem o Verão, a seca, os incêndios e a estação tontinha.
# posted by Nuno Barata às 4/22/2007 11:41:00 PM Largaram fogo (6)

Abril 21, 2007
Vem aí uma má hora
Portas acaba de arrasar nas directas do CDS-PP. Embora ainda não haja resultados defenitivos, os já conhecidos indicam para uma vitória de cerca de 70% dos votos. Em algumas Ilhas dos Açores (Graciosa e Corvo) a votação em Paulo Portas atingiu os 100%.
Aguentem-se agora que o que por aí vem é uma limpeza "étnica".
# posted by Nuno Barata às 4/21/2007 08:59:00 PM Largaram fogo (9)



O Eucalipto outra vez? Não!
José Ribeiro e Castro é a única candidatura possível entre as duas que se apresentam a votos no próximo dia 21 de Abril. Paulo Portas, apesar de “controlar o processo eleitoral”, não pode ter do seu lado os militantes de um partido que o tem visto lançar mais bombas para dentro do que para fora. “Voltar para traz é construir o desastre”, disse, há pouco, Ribeiro e Castro em Ponta Delgada. Sem dúvida, estas são palavras avisadas, principalmente para os dirigentes regionais do CDS-PP que já foram vitimas, por duas vezes, da desconsideração de Paulo Portas. Lembro o que escrevi aqui aquando da realização do 7º Congresso regional. Na verdade, Portas quase nos estragava a campanha eleitoral para as Regionais de 1996, lançando um crise interna, com o intuito de assaltar o poder que, levou à demissão de Manuel Monteiro. Depois, lançou outra crise interna, com o mesmo intuito, quando nos Açores se preparava uma sucessão e na Madeira os nossos companheiros se preparavam para eleições regionais. Ninguém, que pretenda ser líder, pode ter atitudes destas. Nenhum líder Regional que se preze pode apoiar um candidato a presidente do partido que tem esse tipo de desrespeito pelos momentos mais importantes da vivência do Partido nas Regiões autónomas.O Dr. Paulo Portas até pode vencer a corrida à liderança do CDS-PP, mas não contará, jamais, com o apoio daqueles que têm os ditos cujos no seu lugar e a memória ainda desperta para a sua passagem desastrosa pelo Governo da Nação.
# posted by Nuno Barata às 4/16/2007 11:52:00 AM Largaram fogo (8)



Abril 15, 2007
Por falar em politicos de plástico.
Cerca de 70% das concelhias e distritais do CDS/PP apoiam Paulo Portas na candidatura às directas dentro do Partido. Contudo quem decide são os militantes de base.Alguns apoiam Portas porque, mesmo que não ganhe, é mais fácil lidar com Ribeiro e Castro depois das eleições do que seria com Portas caso não o apoiassem e ele ganhasse. Ora, aí está um bom argumento para apoiar Ribeiro e Castro com vigor e afinco. É o que estou a fazer.
# posted by Nuno Barata às 4/15/2007 04:42:00 PM Largou fogo (1)



Março 29, 2007
E ele toma-se a sério?
"As pessoas a sério não o tomam a sério". Baptista Bastos sobre Paulo Portas no Jornal de Negócios.
# posted by Nuno Barata às 3/29/2007 06:59:00 PM
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Abril 12, 2007
Juizos de carácter
Mais do que saber se o Sr. é ou não é engenheiro, está em causa uma avaliação e um juízo de carácter do Primeiro-ministro desta "choldra" a que, erradamente, chamamos país. Ajuizar do carácter de Sócrates é fácil, basta reler o seu programa eleitoral e as sucessivas mentiras que disse à tal "choldra" para verificarmos que o Sr. nosso primeiro é um mau carácter.Aliás só há um político "choldranês" (nacional da choldra) sobre o qual me recuso a avaliar o carácter, é o do Dr. Paulo Portas, e é pelo simples facto de que não se pode avaliar uma coisa que não existe.
# posted by Nuno Barata às 4/12/2007 01:51:00 PM Largaram fogo (9)

2 de abril de 2019

Números para todos os gostos




São muito animadores os dados relativos à evolução da economia e finanças públicas de 2018. Na verdade, os propagandistas do regime têm se desdobrado em “papaguear” que  0,5% de défice é um feito histórico. Sem dúvida, é de louvar, eu não sou daqueles que entende que há vida para lá do défice e quem o diz ou é irresponsável ou demagogo. Foi assim que ganharam eleições. Mentindo.
José Lúcio de Azevedo, porventura o primeiro e único historiador da economia portuguesa, no seu incontornável “Épocas de Portugal Económico”(Livraria Clássica Editora, 1929) diz a certo trecho e cito de memória por isso com possível imprecisão que “Para cada povo existe, como para os indivíduos, uma conta de Deve e Haver, que nos dá o quilate das suas prosperidades, e por onde, cedo, até para os maiores impérios, os pródromos da decadência se denunciam.” É uma frase de fazer arrepiar os cabelos de Jorge Sampaio (a pior memória que a república pode ter) e dos seus seguidores de então.
Na verdade, só há vida para cá do défice, para lá do défice há apenas sacrifícios e se não estruturáramos a nossa economia para nos libertarmos do serviço da divida jamais atingiremos o crescimento desejado para convergirmos com os restantes parceiros da denominada zona euro . Esse número fantástico do défice foi atingido com base numa redução da prestação de serviços do estado através de cativações orçamentais e um brutal aumento de impostos. Duas mentiras resolveram, rapidamente os problemas do estado mas não resolvem os problemas do país. A primeira mentira é o orçamento de Estado aprovado pela “Assembleia do Povo” que não é cumprido a segunda mentira é a de que foi virada a página da austeridade.
O total desrespeito pelo orçamento aprovado é mais uma prova de que a política à portuguesa carece de outros e melhores protagonistas, o governo não pode desrespeitar um documento do parlamento sem consequências politicas e eleitorais, estão em causa o próprio Estado de Direito Liberal, a tão propalada legitimidade democrática e a básica teoria moderna da separação de poderes.
A carga fiscal aumentou, de acordo com os dados do INE, para um  novo máximo histórico dos últimos 25 anos. O valor de impostos e contribuições entregue pelos portugueses, pelas empresas e outras entidades ao Estado em 2018 atingiu os 35,4% do PIB. Austeridade encapotada e dissimulada por uma narrativa mentirosa, falaciosa e demagógica que atira para diante, para gerações futuras, alguns dos problemas estruturais do país. Não foi virada a página da austeridade, nem poderia ter sido, pois que para atingir um défice de tal cifra só é possível com mais receita de impostos e cortes nos investimentos.
Contudo, a austeridade das “esquerdas encostadas”, citando Assunção Cristas, é diferente da das direitas coligadas de então. Mas,  não deixa de ser austeridade. Encerra, no entanto, uma enorme diferença, aliás duas, a primeira é que a austeridade de agora é dissimulada, disfarçada e indirecta enquanto a outra era assumida e directa e sentida nos recibos dos vencimentos, fazendo soar campainhas para que todos ganchássemos consciência colectiva do esforço que estávamos a fazer para o Estado superar as dificuldades em que Sócrates, Costa e companhia nos haviam deixado. A segunda é que esta de agora é feita com recurso a impostos indirectos e de consumo e a cortes cegos nos básicos serviços públicos o que se reveste de uma enorme injustiça por tratar os mais favorecidos da mesma forma que trata os menos bafejados pelos rendimentos. Os pobres e os remediados pagam a redução do défice do mesmo modo que pagam os estabilizados e os ricos. A cifra de 0,5% de défice foi também conseguida à custa de serviços públicos reduzidos (cativações e reduzida execução das despesas de capital/investimento), o que também contribui para um desequilíbrio entre os mais desfavorecidos e os que estão mais confortáveis na vida podendo pagar no sector privado. O Estado Socialista Republicano e Laico é assim o Estado que se faz fraco com os mais fortes e forte com os mais fracos.

In Jornal Diário dos Açores edição de 31 de Março de 2019.



25 de agosto de 2022

A tirania da mediocridade

 

Ao longo das minhas cogitações trazidas a público, não raras vezes, tenho refletido sobre o deficiente estudo das humanidades e o desprezo que as sociedades tecnocráticas contemporâneas têm manifestado pelas disciplinas que nos ajudam a entender o comportamento humano em sociedade. Na verdade, a ideia de que a sociologia, a história ou a filosofia, para só citar algumas, são ciências do passado que nada podem fazer pelo presente foi passada pelos tecnocratas dos anos 90 do século XX e pelos apologistas dessa tecnocracia dominadora que dá pelo nome de “estudos económicos e financeiros”. Ora nada há de mais falacioso do que acreditar que pode haver estudos económicos sem o devido conhecimento dos comportamentos humanos que nos dão, não só, a história como sobretudo a sociologia e a filosofia. Entender o porquê do aparecimento de algumas correntes da filosofia política e perceber que hoje persistem questões do passado, da modernidade, que carecem de ser reestudadas e readaptadas é fundamental para a melhoria da literacia política e consequente construção de uma sociedade mais esclarecida e logo de melhores cidadãos, mais exigentes com os eleitos e mais intolerantes com os seus erros na mesma proporção que devem ser mais tolerantes com os seus pares. O pauperismo da política regional é apenas uma das muitas fragilidades dos Açores de hoje. Verdadeiramente, não se compram livros, não se vai o teatro porque não o há e se existe é uma coisa sem ideias. Nos cafés ou noPasseio Publico” que em tempos era a “avenida de cú pró mar” e que hoje são as redes sociais virtuais, o mesmo enfado, a mesma ausência de conhecimentos, o debate do imediato sem consequência e sem um sentido de bem-comum. A conclusão assusta o mais benévolo dos leitores. Os desencantos de hoje, são ainda mais assustadores se nos centrarmos no que escreveram e sobre o que se debruçaram os principais filósofos pós-modernos. Nietzsche, por exemplo, um dos principais exemplos desse pensamento e um dos seus críticos mais acérrimos, lido com as devidas recolocações geográficas e temporais, está tão atual que chega a assustar. Assim como, se revisitarmos Eça de Queiróz, Ramalho Ortigão ou Antero, isso para citar apenas alguns dos nossos melhores, veremos que os problemas nacionais de oitocentos permanecem na atualidade. Mas recentrando estas minhas lucubrações no desprezo pelo estudo das humanidades e na apologia das tecnocracias, a crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que ”o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera”. Ora, “in our days” é precisamente a libertação dessas quimeras, que não passam de mentiras vendidas a néscios, que temos que nos libertar e construir uma sociedade de verdade, livre de plutocratas bem-falantes que nos vendem ilusões e “amanhãs que cantam” mantendo numa espécie de limbo lírico coletivo uma maioria trabalhadora e sacrificada em prol do bem-estar de uns poucos. Um político Regional de enorme craveira dizia em tempos, que era preciso acabar com os gastos em “violas e brasileiras” o que foi entendível por alguns como o fim de uma época de “pão e circo” como na Roma antiga na sua fase de decadência. Nada disso acabou, bem pelo contrário, até há quem por aí defenda mais circo e mais forró e até mais pão sob a forma de esmola que é para os contribuintes ficarem satisfeitos como se essas esmolas não viessem do trabalho deles próprios transformado em taxas e impostos. Na verdade, menos circo significa mais pão, mas não pela via da distribuição ao jeito do socialismo de bodo, mas sim por via do crescimento económico e do desenvolvimento social e cultural que aqui se preconiza. Só com uma sociedade mais culta, mais informada e mais humanizada se pode garantir que são escolhidos os melhores e há um verdadeiro escrutínio da governação e das decisões dos eleitos e escolhidos. Caso contrário, viveremos como já vivemos recentemente numa espécie de tirania liderada pelos piores.   Com efeito, e ainda centrado em Nietzsche, a decadência do ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, se afastou das virtudes da verdade e se deixou substituir pela propaganda, ou seja, por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. 

Haja saúde


In Jornal Diário Insular, edição de 23 de agosto de 2022

 

 


18 de julho de 2010

A diferença entre os filhos da Mãe e os da Maria da Conceição

No processo de construção do Casino de São Miguel e do Furnas SPA há irregularidades desde a primeira palavra que Duarte Ponte proferiu sobre aquele projecto. Mentiras, omissões, um chorrilho de disparates. Desde logo, o Governo Regional não cumpriu com as recomendações da ALRAA (na altura sem maioria absoluta) sobra a ocupação do solo. Grave medida anti democrática que a ALRA deixou passar (já com maioria absoluta) porque está como a Alemanha perdeu a Guerra, de rabo espetado para o ar ao serviço do Governo. Pode ser que um dia o Povo acorde e seja já tarde. Depois, o Governo Regional teimou (por dívidas de gratidão do PS) adjudicar o empreendimento a dois grupos financeiros (Martins Mota e Paim) que não tinham demonstrado capacidade financeira para tal empreendimento (O Grupo Martins Mota estava já em falência técnica).
Agora, sabe-se que o Governo Regional dos Açores, através da Sociedade Ilha de Valor SA e segundo notícias vindas a público nos últimos dias, injectou (adiantou) à ASTA-atlântico, 12 milhões de euros para acelerar o processo de conclusão do Hotel e Casino da Calheta e do Furnas SPA. É sempre bom lembrar que os projectos financiados por verbas da União e com componente regional têm por lei prazos de execução. O Governo Regional não só não exigiu à ASTA o reembolso dos apoios como a lei obriga como ainda injectou, ilegalmente através de um instrumento terceiro, mais 12 milhões de euros. Ao mesmo tempo, a SRAF/DRACA exige a todos os agricultores que não tenham cumprido os prazos de execução a devolução do montante da ajuda, bem como deixa de pagar algumas ajudas à perca de rendimento por pormenores burocráticos absurdos.
A Agricultura continua a ser o parente Pobre da economia Açoriana, serve apenas para alguns votos e para os políticos se pavonearem nas feiras.
Entretanto, o Grupo Martins Mota vendeu a sua participação na ASTA ao Grupo Ferreira Machado e ficou a saber-se que este não se entende com o Grupo Paim quanto ao valor a pagar pelas suas acções da ASTA. Nem se poderia entender, as referidas acções se forem dadas ainda serão caras, até porque o Governo Regional pode ser obrigado pelo Tribunal de Contas (se esse funcionasse era assim que já tinha acontecido) a exigir o reembolso das ajudas.
A atitude do Grupo Ferreira Machado neste processo é canibalesca, vai adiar o mais possível uma decisão até ao ponto do Grupo Paím estar agonizando por não conseguir suportar o serviço da dívida com o investimento. Nessa altura de agonia, o Ferreira Machado ficará com a quota do Grupo Paím na ASTA e mais algum património valioso que o Grupo da Terceira possa ter, tudo pelo preço da Uva Mijona.

E assim vai a Região onde o desemprego aumentou 27% mas continua abaixo da média nacional, assim justifica César a sua governação como quem diz: OH Sócrates eu estou todo borrado com a “merda” que fiz mas tu ainda estás mais.

22 de outubro de 2006

Sócrates em Ponta Delgada com perna curta.

In Urbi et Orbi-Jornal da Covilhã nº 254 Dezembro de 2004
Estas foram as palavras de José Sócrates em campanha eleitoral. O discurso agora é outro, Sócrates anda repetidamente a mentir dizendo que quem mente é a oposição. Acontece porém que as suas palavras, ditas em campanha eleitoral, estão registadas em muitos órgãos de comunicação lembrabdo o nosso primeiro que a mentira tem perna curta.
Hoje, Sócrates o "batateiro" está em Ponta Delgada onde se irá encontrar com militantes e simpatizantes do PS. Irá explicar qual das mentiras? Aquela que ia dando como mentiroso o líder Regional do PS ou esta das scuts?

6 de novembro de 2007

As mentiras e a lata do Pinto de Sousa.

Quando o primeiro-ministro, José Sócrates, diz, do alto da sua cátedra de papelão e folheta, à deputada do CDS/PP, Teresa Caeiro, que se estava preocupada com a vacina de prevenção do cancro do colo do útero, que a tivesse colocado no Plano Nacional de Vacinação enquanto esteve no Governo, está a fazer o quê?
Estará a mentir descaradamente, abusando da sua condição de PM no debate, pois sabe que a vacina só está disponível há cerca de 10 meses?
Ou, pelo contrário, não sabe que a vacina só está disponível há um ano e está a passar um completo e mal redigido atestado de incompetência a si próprio?
Uma das hipóteses é verdadeira. Qualquer uma delas, não pode ser a atitude de um primeiro-ministro.
Pobre Portugal no que te tornaste.

15 de novembro de 2006

José Pinóquio Sócrates

Há três dias o Primeiro-ministro de Portugal, o tal das sucessivas mentiras e que reúne em seu torno perigosas unanimidades, anunciou que o orçamento de estado combate o défice sem "recurso a truques e subterfúgios". Hoje, o tribunal de contas, vem falar em mais de 300 milhões de desorçamentação.
Noutros tempos já se estava por aí a falar de degradação da vida politica e de outros disparates.
Parece que este país que "precisa que tudo mude para que tudo fique igual", continua cada vez mais igual.

12 de abril de 2007

Juizos de carácter

Mais do que saber se o Sr. é ou não é engenheiro, está em causa uma avaliação e um juízo de carácter do Primeiro-ministro desta "choldra" a que, erradamente, chamamos país. Ajuizar do carácter de Sócrates é fácil, basta reler o seu programa eleitoral e as sucessivas mentiras que disse à tal "choldra" para verificarmos que o Sr. nosso primeiro é um mau carácter.
Aliás só há um político "choldranês" (nacional da choldra) sobre o qual me recuso a avaliar o carácter, é o do Dr. Paulo Portas, e é pelo simples facto de que não se pode avaliar uma coisa que não existe.

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