O :Ilhas, blogue colectivo e eclético está em negociações para a contratação de mais um escriba. Desta feita, segundo conseguiu apurar o Foguetabrtaze, Carlos Riley, é o reforço que a equipa do :Ilhas tem na mira. Com as negociações já adiantadas, o Foguetabraze ficou a saber que apenas faltam questões de pormenor.
12 de janeiro de 2005
11 de janeiro de 2005
Foi-se embora a luz
Numa sala de embarque com mais de 2000m2 existe uma única luz de emergência assinalando a saída. Se fosse um incêndio morríamos todos intoxicados. Se corrêssemos no sentido da tal luz de emergência atropelávamos umas dezenas de cadeiras, tropeçávamos uns nos outros.
Burquina-Faso? Não, Lajes-Terceira-Açores, aeroporto Internacional. Já lá vão mais de 20 minutos, este aeroporto não tem luzes de emergência, não tem geradores alternativos, estão a embarcar os passageiros do SP 473 à luz de Vela. Os funcionários da Sata, muito diligentes tentam, a toda a força, meter os passageiros no Avião.
O Voo SP 405, vai certamente atrasar, o pessoal de chek-in não tem luz para emitir cartões de embarque mesmo que à mão.
O que se está aqui a passar é inacreditável.
Em qualquer país civilizado, o director deste aeroporto já estava demitido.
Burquina-Faso? Não, Lajes-Terceira-Açores, aeroporto Internacional. Já lá vão mais de 20 minutos, este aeroporto não tem luzes de emergência, não tem geradores alternativos, estão a embarcar os passageiros do SP 473 à luz de Vela. Os funcionários da Sata, muito diligentes tentam, a toda a força, meter os passageiros no Avião.
O Voo SP 405, vai certamente atrasar, o pessoal de chek-in não tem luz para emitir cartões de embarque mesmo que à mão.
O que se está aqui a passar é inacreditável.
Em qualquer país civilizado, o director deste aeroporto já estava demitido.
Porque hoje é Terça-feira
É outra vez Terça-feira. É verdade dia em que a nova geração de intelectuais açoreanos e amigos dos açores se senta a uma mesa, no Auditório do Ramo Grande, para pensar em voz alta. Hoje e como sempre, com a mediação de Joel Neto, Miguel Monjardino, Nuno Costa Santos e Armando Mendes, vão evoluir sobre a questão da sucessão e da eminente guerra civil na Ucrânia, a Discriminalização do consumo de drogas em Portugal e finalmente sobre as perspectivas para o congresso antecipado do PSD/Açores.
Com dois especialistas em questões internacionais sentados à mesa, o primeiro segmento será mais sobre o saber do que o pensar, nos outros dois esperam-se mais ideias novas.
Com pena fico de fora do programa, por razões obvias, até 20 de Fevereiro, até lá divertiam-se e votem bem.
Com dois especialistas em questões internacionais sentados à mesa, o primeiro segmento será mais sobre o saber do que o pensar, nos outros dois esperam-se mais ideias novas.
Com pena fico de fora do programa, por razões obvias, até 20 de Fevereiro, até lá divertiam-se e votem bem.
10 de janeiro de 2005
Gosto de ti
Hoje estou na Capital do ex-império, na Lisboa que foi dos Mouros, de Camões, de Pessoa e Ary dos Santos. Onde Florbela debitou para blocos de notas algumas das suas mais belas poesias e Natália e tantas e tantos outros que se inspiraram nessa luz que só Lisboa tem, neste Inverno frio e seco de céu azul com a Tejo aos pés. Eu gosto de Lisboa, não pelo que ela representa mas pelo que tem de bonito e singular. Gosto da Cidade como gosto de Roma, Londres, Milão ou Nova Iorque.
Alfama-Lisboa-Portugal
9 de janeiro de 2005
Razões para a educação ambiental 2
Para se perceber como toda a questão climática tem sido tratada de forma leviana, vejamos uma pequena cronologia da questão climática.
Em 1896, final do século XIX, o Suéco Svante Arrrehius avanço a teoria do aquecimento global e inventou o termo "efeito de estufa". Só cerca de 60 anos mais tarde, em 1957 é que cientistas Britãnicos eniuciam medições à camada de ozono na antárctica, cujo objectivo era compreender o papel do ozono ao absorver a energia solar e determinar a temperatura da atmosfera. Passados 10 ano, em 1967 Mabade e Wetherald predizem que o aumento da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera conduzirá ao aquecimento global.
Que fizemos nós, Humanidade, entretanto? Desenvolvemos a indústria automóvel e aeronáutica, desenvolvemos o motor de explosão e o motor a jacto, cada vez mais potentes e consequentemente mais produtores de dióxido de carbono, quanto mais potência, mais oxigénio necessita o motor.
Em 1974 Rowland e Molinas lançam o aviso de que os clorofluorcarbonetos (CFCs), produzidos pelos spray e pelos ares condicionados, estão a destruir a camada de Ozono. Fizemos (Humanidade) orelhas moucas a esse aviso, continuamos a produzir tudo e mais alguma coisa numa latinha milagrosa, elas serviam para insecticidas, fungicidas, produtos de cosmética automóvel, de higiene doméstica, de higiene pessoal. Felizmente no que concerne aos spray, passados muitos anos conseguimos ganhar a guerra. Mas quanto aos ares condicionados, o que temos feito? Nada, ou seja nada contra e tudo a favor. Na verdade, a instalação de aparelhos de ar condicionada generalizou-se até em sociedades mais pobres como a nossa. Todo o "biscareta" tem um aparelho de AC no Gabinete ou em casa. Também os automóveis passaram a ter esse extra quase como obrigatório.
Só em 1985 quando o British Antarctic Survey, anunciaram a descoberta de um "buraco" na camada de ozono que se desenvolve sobre a Antártica todos os invernos, tomamos alguumaas medidas, mas poucas. Ao invés de combater, os as causa, passamos a tentar minimizar as consequências, apareceram os cremes protectores solares "ecrã total".
Só em 1992, na conferência do Rio, a comunidade internacional, 154 países mais a união Europeia, sob a égide das nações Unidas, mais propriamente da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), foi assumido o primeiro compromisso colectivo das nações sobre esta ameaça global.
1997 Assinatura em Quioto do protocolo que ficou conhecido pelo mesmo nome e que decidiu as percentagens de aumento e ou redução do conjunto de gases com efeito de estufa. Segunda Conferencia das Partes (Cop-2)Em 1999, na COP-5, em Bona, os responsáveis pelas nações unidas reconhecem a falta de resultados ao nível mundial.
Em 1896, final do século XIX, o Suéco Svante Arrrehius avanço a teoria do aquecimento global e inventou o termo "efeito de estufa". Só cerca de 60 anos mais tarde, em 1957 é que cientistas Britãnicos eniuciam medições à camada de ozono na antárctica, cujo objectivo era compreender o papel do ozono ao absorver a energia solar e determinar a temperatura da atmosfera. Passados 10 ano, em 1967 Mabade e Wetherald predizem que o aumento da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera conduzirá ao aquecimento global.
Que fizemos nós, Humanidade, entretanto? Desenvolvemos a indústria automóvel e aeronáutica, desenvolvemos o motor de explosão e o motor a jacto, cada vez mais potentes e consequentemente mais produtores de dióxido de carbono, quanto mais potência, mais oxigénio necessita o motor.
Em 1974 Rowland e Molinas lançam o aviso de que os clorofluorcarbonetos (CFCs), produzidos pelos spray e pelos ares condicionados, estão a destruir a camada de Ozono. Fizemos (Humanidade) orelhas moucas a esse aviso, continuamos a produzir tudo e mais alguma coisa numa latinha milagrosa, elas serviam para insecticidas, fungicidas, produtos de cosmética automóvel, de higiene doméstica, de higiene pessoal. Felizmente no que concerne aos spray, passados muitos anos conseguimos ganhar a guerra. Mas quanto aos ares condicionados, o que temos feito? Nada, ou seja nada contra e tudo a favor. Na verdade, a instalação de aparelhos de ar condicionada generalizou-se até em sociedades mais pobres como a nossa. Todo o "biscareta" tem um aparelho de AC no Gabinete ou em casa. Também os automóveis passaram a ter esse extra quase como obrigatório.
Só em 1985 quando o British Antarctic Survey, anunciaram a descoberta de um "buraco" na camada de ozono que se desenvolve sobre a Antártica todos os invernos, tomamos alguumaas medidas, mas poucas. Ao invés de combater, os as causa, passamos a tentar minimizar as consequências, apareceram os cremes protectores solares "ecrã total".
Só em 1992, na conferência do Rio, a comunidade internacional, 154 países mais a união Europeia, sob a égide das nações Unidas, mais propriamente da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), foi assumido o primeiro compromisso colectivo das nações sobre esta ameaça global.
1997 Assinatura em Quioto do protocolo que ficou conhecido pelo mesmo nome e que decidiu as percentagens de aumento e ou redução do conjunto de gases com efeito de estufa. Segunda Conferencia das Partes (Cop-2)Em 1999, na COP-5, em Bona, os responsáveis pelas nações unidas reconhecem a falta de resultados ao nível mundial.
Razões para a educação ambiental 1
São várias as questões ponderáveis que me levaram a concluir a necessidade de educar para a protecção ambiental com maior veemência. A questão climática e as suas repercussões na nossa qualidade de vida vem a ser estudada de há muito, quanto mais sabemos sobre as alterações do clima, menos fazemos para alterar os nossos comportamentos. A educação ambiental é fundamental para o exercício da cidadania, só a mobilização dos cidadãos permita a criação de uma consciência global para a prevenção do meio ambiente.
A educação dever ter um papel preventivo e participativo e intervenção na resolução de problemas práticos do ambiente. A revolução ambiental é feita em cada um de nós.
Glaciar Grey-Chile Patagónico.
A educação dever ter um papel preventivo e participativo e intervenção na resolução de problemas práticos do ambiente. A revolução ambiental é feita em cada um de nós.
Glaciar Grey-Chile Patagónico.
Julgamos sempre que o aquecimento global e o efeito de estufa não nos atinge. Pelo contrário, estamos já a sentir os efeitos nefastos das alterações climatéricas, note-se a seca que se está a registar em alguns distritos do território continental português.
Um dos indicadores mais visíveis das alterações climatéricas é o recuo em cerca de 200 metros em oito anos do grande Glaciar Grey no Lago com o mesmo nome, na Patagónia, extremo sul do Chile. Esse recuo representa cerca de 72.000 m3 de água que não voltará ao estado sólido. O Glaciar ainda não está um perigo de desaparecer definitivamente. Contudo são necessárias medidas contra o aquecimento global.
Continua
8 de janeiro de 2005
sobre tudo e sobre nada
Cheguei ao escritório com uma enorme vontade de trabalhar. Sim trabalhar ao Sábado de manhã! Qual é o espanto? Não é pecado. Além disso, nós empresários, somos assim mesmo, não há dia nem hora, nem feriado ou dia Santo que se safe de pelos menos um par de horas de trabalho. Essa coisa de dois dias de descanso semanal obrigatórios, e 38 horas de trabalho semanal é só para quem pode.
Quando se começa o dia (embora tarde porque ontem tive a casa cheia de amigos), com vontade tudo corre às mil maravilhas. Coisas que estiveram pendentes em cima da secretária toda a semana, foram hoje despachadas num ápice.
Quando se começa o dia (embora tarde porque ontem tive a casa cheia de amigos), com vontade tudo corre às mil maravilhas. Coisas que estiveram pendentes em cima da secretária toda a semana, foram hoje despachadas num ápice.
O Sol entra radioso pela minha Janela, o Meterosidero do Campo está um mimo, Mota Amaral está no Santo Cristo. Dois bêbados pedem ao Senhor uma ajudinha para a bebida, Mota Amaral pede para não perder as eleições, ao lado um agiota pede o euromilhões e está irritado com os outros que estão a distrair o Santo Cristo. "Pega lá nestes cinco euros vai beber para o raio que te parta e não distraias o Senhor Santo Cristo".
Acabei o trabalhinho e está tudo destinado até Quarta-feira de manhã. Segunda e Terça feiras vou estar ausente em Lisboa e na Terceira, tudo tem que ficar programado de modo a que o meu telefone móvel e eu tenhamos algum descanso e discernimento nas tarefas da semana que vem.
Apeteceu-me escrever qualquer coisa, não saiu nada, só isso. Também o que é que isso interessa, ao fim-de-semana não vem quase ninguém às leituras do Foguetabraze. O nível de visitas desce significativamente. Isso quer dizer que a malta anda a ler os blogues no local de trabalho, isto é, em vez de trabalhar. Bem mas antes blogues do que sites de gajas nuas de carros ou de motas, são essas merdas que os gajos costumam ver! Não é?
E elas? As que não vêem blogues na hora de serviço? Elas não sei. Contudo, a avaliar pela banca das revistas da tabacaria Açoriana deve ser do tipo lux.pt ou hola.com.
Bem. Não digo mais asneiras hoje. Mais logo lá por volta das 20 horas teremos oportunidade de ouvir os comentadores desportivos debitarem com grande eloquência os seus chorrilhos de asneiras. É dia de Sporting/Benfica, um clássico do futebol português que os jornalistas modernos que, gostam muito de ser diferentes e de tanta tentativa de o serem, inventam tanto disparate que até lhe chamam o Derby da 2ª circular. "Tai asno".
Acabei o trabalhinho e está tudo destinado até Quarta-feira de manhã. Segunda e Terça feiras vou estar ausente em Lisboa e na Terceira, tudo tem que ficar programado de modo a que o meu telefone móvel e eu tenhamos algum descanso e discernimento nas tarefas da semana que vem.
Apeteceu-me escrever qualquer coisa, não saiu nada, só isso. Também o que é que isso interessa, ao fim-de-semana não vem quase ninguém às leituras do Foguetabraze. O nível de visitas desce significativamente. Isso quer dizer que a malta anda a ler os blogues no local de trabalho, isto é, em vez de trabalhar. Bem mas antes blogues do que sites de gajas nuas de carros ou de motas, são essas merdas que os gajos costumam ver! Não é?
E elas? As que não vêem blogues na hora de serviço? Elas não sei. Contudo, a avaliar pela banca das revistas da tabacaria Açoriana deve ser do tipo lux.pt ou hola.com.
Bem. Não digo mais asneiras hoje. Mais logo lá por volta das 20 horas teremos oportunidade de ouvir os comentadores desportivos debitarem com grande eloquência os seus chorrilhos de asneiras. É dia de Sporting/Benfica, um clássico do futebol português que os jornalistas modernos que, gostam muito de ser diferentes e de tanta tentativa de o serem, inventam tanto disparate que até lhe chamam o Derby da 2ª circular. "Tai asno".
7 de janeiro de 2005
Cinzentismo
Eis uma boa razão para votar num projecto, diferente, desassombrado.
Eu não queria usar o Blogue para promover a minha candidatura. Contudo, não o fazer seria abandonar o Foguetabraze e os seus leitores até ao dia 20 de Fevereiro. E como tenho muito respeito por todos vocês, lá terei que fazer uma inversão nas minhas intenções.
Duas bandeiras
É obvio que não poderei avançar com propostas de programa eleitoral sem que as debata com a Direcção do Partido que me propõe e com os restantes membros da lista. Isto acontecerá já na próxima segunda-feira. Contudo, há duas questões pelas quais me baterei com todas as minhas forças e sobre as quais venho reflectindo há muito tempo.
Uma de âmbito nacional e que tem a ver com as questões ambientais.
-Inclusão de uma disciplina curricular obrigatória de educação ambiental nos 2º e 3º ciclos.
Na verdade, penso que estamos muito longe de atingirmos um estádio próximo do bom no que concerne á consciência ambiental. Essa consciência não se cria apenas com campanhas publicitárias e panfletárias. A preservação do meio ambiente, do qual os humanos fazem parte, só se faz com uma revolução de mentalidade. Em minha opinião, só um plano de educação ambiental devidamente integrado no sistema de ensino português, com a inclusão de uma disciplina curricular ao nível dos 2º e 3º ciclos, poderá operar em cada um dos nossos filhos essa necessária revolução.
Outra, de interesse estritamente Regional.
- A desanexação de terrenos do Aeroporto de Santa Maria para fins urbanísticos.
A ANA EP, através dos serviços do Aeroporto de Santa Maria, administra uma quantidade significativa de terrenos que são património do Estado Português e que poderiam estar a potenciar o desenvolvimento da economia da Ilha. Estes terrenos, uns com aptidões agrícolas, outros vocacionados para a habitação e até alguns que serviriam para a instalação de unidades industriais, são servidos de uma rede de estradas fabulosa, riscada a esquadro como as mais modernas cidades do Mundo, com zonas verdes maravilhosas embora maltratadas, com uma rede de águas própria e com uma rede de esgotos, efectuada há mais de 50 anos de meter inveja ao mais recente dos engenheiros. Todos estes equipamentos estão bastante degradados mas com possibilidades de reabilitação relativamente barata. Já se começou pelas estradas, falta o resto.
A desanexação destes terrenos e a sua venda em hasta pública, permitirá a muitos Marienses, particulares e empresas, promoverem a construção das suas casas ou dos seus empreendimentos comerciais e industriais. Facilitaria ainda a possibilidade da Câmara Municipal de Vila do Porto, querendo, utilizar aquela infra-estrutura como pólo dinamizador da actividade lúdica e cultural numa Ilha onde falta quase tudo mas há vontade para fazer outro tanto.
Uma de âmbito nacional e que tem a ver com as questões ambientais.
-Inclusão de uma disciplina curricular obrigatória de educação ambiental nos 2º e 3º ciclos.
Na verdade, penso que estamos muito longe de atingirmos um estádio próximo do bom no que concerne á consciência ambiental. Essa consciência não se cria apenas com campanhas publicitárias e panfletárias. A preservação do meio ambiente, do qual os humanos fazem parte, só se faz com uma revolução de mentalidade. Em minha opinião, só um plano de educação ambiental devidamente integrado no sistema de ensino português, com a inclusão de uma disciplina curricular ao nível dos 2º e 3º ciclos, poderá operar em cada um dos nossos filhos essa necessária revolução.
Outra, de interesse estritamente Regional.
- A desanexação de terrenos do Aeroporto de Santa Maria para fins urbanísticos.
A ANA EP, através dos serviços do Aeroporto de Santa Maria, administra uma quantidade significativa de terrenos que são património do Estado Português e que poderiam estar a potenciar o desenvolvimento da economia da Ilha. Estes terrenos, uns com aptidões agrícolas, outros vocacionados para a habitação e até alguns que serviriam para a instalação de unidades industriais, são servidos de uma rede de estradas fabulosa, riscada a esquadro como as mais modernas cidades do Mundo, com zonas verdes maravilhosas embora maltratadas, com uma rede de águas própria e com uma rede de esgotos, efectuada há mais de 50 anos de meter inveja ao mais recente dos engenheiros. Todos estes equipamentos estão bastante degradados mas com possibilidades de reabilitação relativamente barata. Já se começou pelas estradas, falta o resto.
A desanexação destes terrenos e a sua venda em hasta pública, permitirá a muitos Marienses, particulares e empresas, promoverem a construção das suas casas ou dos seus empreendimentos comerciais e industriais. Facilitaria ainda a possibilidade da Câmara Municipal de Vila do Porto, querendo, utilizar aquela infra-estrutura como pólo dinamizador da actividade lúdica e cultural numa Ilha onde falta quase tudo mas há vontade para fazer outro tanto.
6 de janeiro de 2005
O proteccionismo,
O proteccionismo, encapotado em liberalização controlada, que ambos os Governos fizeram à TAP e à SATA, deixaram-nos ainda pior do que estávamos. Venha a liberalização a sério porra! Deixem-se de merdas proteccionistas que só servem para nos lixar, a todos.
FUNDOPESCA-incentivo à preguiça
Governo atribui apoio de 320 mil euros a pescadores
Açoriano Oriental 06-01-2005
O governo regional vai apoiar em cerca de 320 mil euros algumas embarcações açorianas.
Os pescadores de 310 embarcações regionais vão beneficiar desta verba no âmbito do Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores.
Os apoios agora decididos pelo gabinete do subsecretário regional das pescas, resultam da aprovação de 1250 candidaturas no âmbito daquele fundo, mais conhecido por FUNDOPESCA, um mecanismo estrutural de protecção social para pescadores.
Com estas verbas agora aprovadas, eleva-se para 950 mil euros o total das ajudas financeiras concedidas pelo FUNDOPESCA, que desde a sua entrada em funcionamento já despachou 3600 processos de pescadores. O FUNDOPESCA foi criado há dois anos e tem como objectivo apoiar os pescadores sempre que, por razões de mau tempo, estes não possam exercer a sua actividade.
O subsecretário regional das pescas reforça que este fundo de componente regional é "um apoio à actividade da pesca por questões de mau tempo".
Marcelo Pamplona adiantou que no Inverno passado, no período de Dezembro a Abril, se registou uma quebra de capturas e da actividade piscatória, devido ao mau tempo. Assim, o governo regional aplicou a activação deste fundo por forma a compensar os pescadores de 310 embarcações regionais pelos meses que não puderam exercer a sua actividade.
O fundo de garantia salarial para os pescadores é um incentivo à preguiça, ao laxismo e à letargia da classe piscatória. Não! Não sou daqueles que diz que o Rendimento Mínimo Garantido ou, como agora se chama, Rendimento Social de Inserção tem estes efeitos nefastos na sociedade. Não! Numa sociedade cada vez mais mecanizada onde será cada vez mais difícil combater o desemprego, garantir o mínimo de condições de sobrevivência e dignidade àqueles que não têm emprego ou são mal remunerados é o mínimo que podemos fazer. Há por aí muita demagogia feita à volta deste tema. Eu não entro nesse jogo.
Já em relação ao FUNDOPESCA, a coisa é diferente. Estamos a falar de um sector que, por um lado importa mão-de-obra não qualificada (não há pescadores qualificados), muito bem paga e por outro, luta com trabalhadores locais que se queixam de falta de rendimento. Esta falta de rendimento está directamente e proporcionalmente ligada à pouca produtividade, ao número de dias de trabalho e a um sistema de distribuição do produto da pesca ancestral que não é justo para o pescador.
Não faz qualquer sentido a Região, através dos impostos de quem, de facto, não tem medo do trabalho, andar a pagar para quem não quer trabalhar.
A minha empresa pagou de salário médio aos seus pescadores entre Dezembro e Abril de 2004, a quantia, livre de impostos, de 1.680,00 ? mensais. Estes Homens trabalham durante 8 a 10 dias no mar, fazem a descarga e ficam cerca de 48 horas em porto para descanço. De 60 em 60 dias vão a casa durante 10 dias, ou seja, em cada ano gozam cerca de 60 dias de férias e têm mais 75 dias de folgas trabalhando, efectivamente cerca de 230 dias no ano. São quase todos oriundos de Vila do Conde, (Caxinas) e, apesar das boas condições de habitabilidade na embarcação, da cama comida e roupa lavada e uma boa remuneração mensal, os únicos dois que consegui recrutar nos Açores, um é "Caxineiro" aqui radicado há muito e o outro é oriundo da Madeira.
Mesmo com rendimentos da ordem dos que acima referi, a pesca é uma actividade tendente a perder gente, com incentivos à "malandragem" alguns ficarão no sector, mas apenas com o sentido no "Subsidio" nada mais.
Açoriano Oriental 06-01-2005
O governo regional vai apoiar em cerca de 320 mil euros algumas embarcações açorianas.
Os pescadores de 310 embarcações regionais vão beneficiar desta verba no âmbito do Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores.
Os apoios agora decididos pelo gabinete do subsecretário regional das pescas, resultam da aprovação de 1250 candidaturas no âmbito daquele fundo, mais conhecido por FUNDOPESCA, um mecanismo estrutural de protecção social para pescadores.
Com estas verbas agora aprovadas, eleva-se para 950 mil euros o total das ajudas financeiras concedidas pelo FUNDOPESCA, que desde a sua entrada em funcionamento já despachou 3600 processos de pescadores. O FUNDOPESCA foi criado há dois anos e tem como objectivo apoiar os pescadores sempre que, por razões de mau tempo, estes não possam exercer a sua actividade.
O subsecretário regional das pescas reforça que este fundo de componente regional é "um apoio à actividade da pesca por questões de mau tempo".
Marcelo Pamplona adiantou que no Inverno passado, no período de Dezembro a Abril, se registou uma quebra de capturas e da actividade piscatória, devido ao mau tempo. Assim, o governo regional aplicou a activação deste fundo por forma a compensar os pescadores de 310 embarcações regionais pelos meses que não puderam exercer a sua actividade.
O fundo de garantia salarial para os pescadores é um incentivo à preguiça, ao laxismo e à letargia da classe piscatória. Não! Não sou daqueles que diz que o Rendimento Mínimo Garantido ou, como agora se chama, Rendimento Social de Inserção tem estes efeitos nefastos na sociedade. Não! Numa sociedade cada vez mais mecanizada onde será cada vez mais difícil combater o desemprego, garantir o mínimo de condições de sobrevivência e dignidade àqueles que não têm emprego ou são mal remunerados é o mínimo que podemos fazer. Há por aí muita demagogia feita à volta deste tema. Eu não entro nesse jogo.
Já em relação ao FUNDOPESCA, a coisa é diferente. Estamos a falar de um sector que, por um lado importa mão-de-obra não qualificada (não há pescadores qualificados), muito bem paga e por outro, luta com trabalhadores locais que se queixam de falta de rendimento. Esta falta de rendimento está directamente e proporcionalmente ligada à pouca produtividade, ao número de dias de trabalho e a um sistema de distribuição do produto da pesca ancestral que não é justo para o pescador.
Não faz qualquer sentido a Região, através dos impostos de quem, de facto, não tem medo do trabalho, andar a pagar para quem não quer trabalhar.
A minha empresa pagou de salário médio aos seus pescadores entre Dezembro e Abril de 2004, a quantia, livre de impostos, de 1.680,00 ? mensais. Estes Homens trabalham durante 8 a 10 dias no mar, fazem a descarga e ficam cerca de 48 horas em porto para descanço. De 60 em 60 dias vão a casa durante 10 dias, ou seja, em cada ano gozam cerca de 60 dias de férias e têm mais 75 dias de folgas trabalhando, efectivamente cerca de 230 dias no ano. São quase todos oriundos de Vila do Conde, (Caxinas) e, apesar das boas condições de habitabilidade na embarcação, da cama comida e roupa lavada e uma boa remuneração mensal, os únicos dois que consegui recrutar nos Açores, um é "Caxineiro" aqui radicado há muito e o outro é oriundo da Madeira.
Mesmo com rendimentos da ordem dos que acima referi, a pesca é uma actividade tendente a perder gente, com incentivos à "malandragem" alguns ficarão no sector, mas apenas com o sentido no "Subsidio" nada mais.
5 de janeiro de 2005
Amor com amor se paga
Quando gravei o Choque de Gerações de ontem, ainda o Professor Cavaco Silva não tinha feito a birrinha de mandar tirar a sua fotografia de um cartaz elogioso do PSD. Mesmo assim, sem ter conhecimento desse episódio, defendi que Cavaco Silva não tem condições para ser o candidato da direita à Presidência da República. Depois desta fita de criancinha birrenta, o professor de Boliqueime bem pode meter a viola no saco, se é que alguma vez a tirou.
Para quê uma administração?
É a segunda vez que as tarifas da SATA sobem desproporcionalmente à inflação. Para o Sr. Eng. Cansado há sempre uma razão externa que condiciona a administração. Então porque é que não vão buscar o "Bruce lee" à vitrina do Domingos Vieira e o nomeiam para a Administração da SATA?
4 de janeiro de 2005
Tirem o cavalinho da chuva que...
...este Blogue não será uma plataforma para potenciar a campanha da minha candidatura a Deputado à Assembleia da República. Espero que os meus amigos e leitores "blogosfericos" entendam que aquilo que digo aqui é completamente desprovido de qualquer interesse político e partidário. Na verdade, não estava nos meus planos, mais imediatos, assumir um papel tão activo na cena politica Regional como esse que a partir de hoje é público e que se vem a desenhar desde há uns dias a esta parte. O Foguetabraze continuará a ser o blogue de um especialista em generalidades que pretende lançar as sementes de um novo movimento filosófico nos Açores. Para isso, espero continuar a contar com os vossos comentários.
Não vos inibíeis.
Un ano
O Ponta Delgada, blogue associado deste Foguetabraze, faz hoje um ano.
Da Maia para o Mundo
Danialice é o blogue do Rodrigo de Sá, Filho do Daniel de Sá e da Alice, da muito nobre Vila da Maia, na costa norte da Ilha de São Miguel, de onde descendo directamente de uma família de Agricultores e Industriais, os Bento de Sousa.
Ao Rodrigo desejo muita força e persistência para o seu trabalho e que não lhe falte inspiração e indignação.
Bem hajam Daniel e Alice por este vosso rebento.
Bem hajam Daniel e Alice por este vosso rebento.
Porque Hoje é Terça-feira
Pois é caros amigos. Hoje é Terça-feira. Para além de uma estrondosa noticia que vão ter oportunidade de ouvir e ver lá para os noticiários da tarde e que deixará muitos contentes, outros a roer de raiva mas ninguém a roer de inveja, é dia de "Choque de Gerações". Hoje pelas 21h30m na nossa RTP-A, com a apresentação e a mediação do incansável Joel Neto, os comentadores Mário Cabral que, infelizmente faz o seu último programa, o Pedro Arruda, em estreia e este vosso servo, vão discutir os seguintes temas:
Preparação das eleições presidenciais + candidatos naturais e supostos + influências da dissolução da Assembleia da República no processo (nacional);
Ponto da situação no Protocolo de Quioto + não cumprimento de Portugal + avanços e retrocessos no processo (internacional);
Revisão da lei eleitoral açoriana + desproporcionalidade existente durante anos + importâncias conflituais de cidadãos e território (regional).
Não percam, vai valer a pena ainda assistir ao "ódio de estimação" do Luís Filipe Borges e ao "olhar cândido" do seu irmão Alexandre Borges que fará o "amor de estimação". Nuno Costa Neves traz-nos uma reportagem e Mário Cabral apresenta-nos uma descoberta.
Se falharem, ainda podem ver amanhã, em repetição pelas 19 horas na mesma RTP-Açores. Quem sabe em breve poderá ainda assistir ao programa numa outra televisão perto de si.
3 de janeiro de 2005
"Alea Jacta est"
Seria previsível traçar um cenário de calmaria para o ano 2005. Com eleições autárquicas marcadas para Outubro e Presidenciais apenas para 2006. Um clima de "descontenção" orçamental nas autarquias, pelo menos naquelas onde os actuais protagonistas serão candidatos e a capacidade de endividamento não está esgotada, poderia aumentar o consumo e com isso os indicadores económicos. Por outro lado, a retoma anunciada, mesmo que não seja verdade, ajudaria a aumentar os níveis de confiança dos agentes económicos, a moralizar os agentes bancários e a promover, também, algum consumo. Porém, não é este o quadro que vamos ter por diante. Na verdade, vamos entrar num ano novo com eleições antecipadas marcadas já para 20 de Fevereiro, estamos com um Governo de gestão há cerca de 2 meses e a confiança dos investidores sobre a hipotética retoma não se faz sentir. Além disso, vamos enfrentar uma das maiores crises económicas à escala mundial com o sector emergente do turismo a sofrer um revés estrondoso por via da sucessão de catástrofes naturais e humanitárias que assolaram o sudeste asiático, de tal forma grandes que por dias, nos fizeram esquecer as tragédias humanitárias no Darfur, no Rowanda, na Guiné, na Somália e em tantos outros países do Continente Africano.
Embora, segundo o New York Times, That surreal contrast, economists say, helps explain the perverse likelihood that one of the world's largest human disasters may have a relatively marginal economic impact.
2005 será um ano de grandes lutas politicas interna e externamente, de grandes desafios económicos quer no plano nacional quer no plano internacional. Por isso, serão necessários protagonistas à altura, com novas ideias, novos conceitos e desprendidos de estereótipos doutrinários e dogmáticos, capazes de falar uma linguagem que todos entendam e tratar os assuntos que a todos interessam. A bem da Nação e da Humanidade.
2005 será um ano de grandes lutas politicas interna e externamente, de grandes desafios económicos quer no plano nacional quer no plano internacional. Por isso, serão necessários protagonistas à altura, com novas ideias, novos conceitos e desprendidos de estereótipos doutrinários e dogmáticos, capazes de falar uma linguagem que todos entendam e tratar os assuntos que a todos interessam. A bem da Nação e da Humanidade.
2 de janeiro de 2005
Dinheiros públicos mal gastos
Se há coisa que me irrita ao ponto de me fazer perder as estribeiras, é o desperdício de dinheiros públicos. Talvez porque ninguém paga os meus impostos ou porque tenho que fazer a retenção dos impostos dos meus trabalhadores. Não sei a razão. Sei sim que quando ouço historias de má gestão da coisa pública fico possesso.
Uma Associação recreativa e cultural da Ilha de Santa Maria, reconhecida como de utilidade pública, sem razões para tal, concorreu a fundos do orçamento da Região, do Estado e da União para dinamizar e animar a oferta turística na lindíssima Baia de São Lourenço. Até ai, tudo bem, acção louvável de quem, por amor à camisola, sem qualquer tipo de remuneração, se dedica a proteger e desenvolver (dentro do conceito de desenvolvimento sustentável) a região onde gosta de estar.
Contudo, muitas vezes, o excesso de voluntarismo em pessoas mal preparadas para a gestão de negócios privados e com uma doze de "umbiguismo" que lhes faz perderem o tino (desconhecedores do principio de peter), faz desses fenómenos poços sem fundo.
Em Santa Maria, o Circulo de Amigos de São Lourenço tem, ao longo dos últimos anos, tentado desenvolver a oferta turística naquela baia reserva ambiental dos Açores. Exploraram um restaurante, compraram canoas, gaivotas e pranchas a pedais. Tudo isso com recurso a capitais públicos e que, por isso, devem ser curados convenientemente.
As primeiras canoas, de fibra de vidro, acabaram nas rochas, partidas e sem poderem ser usadas, eram novas ainda. Logo apareceu dinheiro para se comprarem mais, e compraram-se em plástico, mais resistentes.
Há cerca de 1 ano, também com recurso a dinheiros públicos, foi adquirida uma embarcação rápida (julgo até que foram 2 mas não estou seguro) do tipo semi-rigido, que só funcionou durante um verão, pois por falta de manutenção avariou e não foi possível durante toda a época estival do ano seguinte coloca-la ao serviço dos turistas e locais que quisessem e ele recorrer. Eu não faço ideia quanto custa uma embarcação como aquela, mas posso assegurar que é muito dinheiro. O mesmo Círculo de Amigos de São Lourenço, adquiriu, no verão do ano passado, uma Canoa Baleeira. Pequena embarcação à vela e remos que era utilizada na caça à Baleia no mar dos Açores. Por sinal São Lourenço não era porto baleeiro, dai que a ideia não parecesse fazer muito sentido. Mas o que não faz mesmo sentido algum é que a dita Canoa que, não terá sido nada barata, nunca foi à água e depois de andar em bolandas acabou resignada sem a dignidade dos caçadores de baleias, no fundo de um armazém do Aeroporto.
Trata-se de esbanjar dinheiros públicos, sem rigor e sem ter o mínimo de respeito por quem paga impostos. Isso passa-se aqui, mesmo debaixo dos nossos olhos na nossa pequena Ilha de Santa Maria, onde faltam tantas coisas na área da animação cultural e turística. Por exemplo, o orçamento da CMVP tem inscrita uma verba de 5000 euros para o projecto do campo de Golfe da Ilha, esta verba não dá para pagar tampouco um estudo prévio.
Uma Associação recreativa e cultural da Ilha de Santa Maria, reconhecida como de utilidade pública, sem razões para tal, concorreu a fundos do orçamento da Região, do Estado e da União para dinamizar e animar a oferta turística na lindíssima Baia de São Lourenço. Até ai, tudo bem, acção louvável de quem, por amor à camisola, sem qualquer tipo de remuneração, se dedica a proteger e desenvolver (dentro do conceito de desenvolvimento sustentável) a região onde gosta de estar.
Contudo, muitas vezes, o excesso de voluntarismo em pessoas mal preparadas para a gestão de negócios privados e com uma doze de "umbiguismo" que lhes faz perderem o tino (desconhecedores do principio de peter), faz desses fenómenos poços sem fundo.
Em Santa Maria, o Circulo de Amigos de São Lourenço tem, ao longo dos últimos anos, tentado desenvolver a oferta turística naquela baia reserva ambiental dos Açores. Exploraram um restaurante, compraram canoas, gaivotas e pranchas a pedais. Tudo isso com recurso a capitais públicos e que, por isso, devem ser curados convenientemente.
As primeiras canoas, de fibra de vidro, acabaram nas rochas, partidas e sem poderem ser usadas, eram novas ainda. Logo apareceu dinheiro para se comprarem mais, e compraram-se em plástico, mais resistentes.
Há cerca de 1 ano, também com recurso a dinheiros públicos, foi adquirida uma embarcação rápida (julgo até que foram 2 mas não estou seguro) do tipo semi-rigido, que só funcionou durante um verão, pois por falta de manutenção avariou e não foi possível durante toda a época estival do ano seguinte coloca-la ao serviço dos turistas e locais que quisessem e ele recorrer. Eu não faço ideia quanto custa uma embarcação como aquela, mas posso assegurar que é muito dinheiro. O mesmo Círculo de Amigos de São Lourenço, adquiriu, no verão do ano passado, uma Canoa Baleeira. Pequena embarcação à vela e remos que era utilizada na caça à Baleia no mar dos Açores. Por sinal São Lourenço não era porto baleeiro, dai que a ideia não parecesse fazer muito sentido. Mas o que não faz mesmo sentido algum é que a dita Canoa que, não terá sido nada barata, nunca foi à água e depois de andar em bolandas acabou resignada sem a dignidade dos caçadores de baleias, no fundo de um armazém do Aeroporto.
Trata-se de esbanjar dinheiros públicos, sem rigor e sem ter o mínimo de respeito por quem paga impostos. Isso passa-se aqui, mesmo debaixo dos nossos olhos na nossa pequena Ilha de Santa Maria, onde faltam tantas coisas na área da animação cultural e turística. Por exemplo, o orçamento da CMVP tem inscrita uma verba de 5000 euros para o projecto do campo de Golfe da Ilha, esta verba não dá para pagar tampouco um estudo prévio.
1 de janeiro de 2005
ACC de Santa Maria
Neste primeiro dia do ano o Aeroporto de Santa Maria registou um tráfego anormal. Escalas técnicas, turistas remediados de regresso ao Novo Mundo, milionários em jactos privados, escolheram Santa Maria para reabastecimento e até para descanso de tripulações.
Dois aviões na placa do aeroporto de Santa Maria, neste momento estavam quatro aviões na mesma.
Dois aviões na placa do aeroporto de Santa Maria, neste momento estavam quatro aviões na mesma.
Também o tráfego controlado pela ACC (Area Control Center) foi anormal neste final e inicio de ano. No dia 22 de Dezembro o ACC de Santa Maria controlou 436 aviões e hoje às 14 horas já havia controlado 173 aviões. A crise que se prevê nas estâncias turísticas do sudeste asiático, pode aumentar a procura pelas praias e ilhas das Caraíbas. O mal de uns pode bem ser o bem para outros, nesse caso, Santa Maria passará a ter, ainda mais, importância estratégica do que aquela que tem no momento. Nem tudo são más notícias e quimeras vãs nesta Ilha de Gonçalo Velho.
Vista aérea da aerogare, obtida desde a nova torre de controlo.
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