12 de março de 2022
Lugar ao sol era só para alguns.
27 de dezembro de 2021
Mini Entrevista Diário Insular
Diário Insular - No espectro político açoriano, a que
deveremos estar muito atentos no ano de 2022?
Nuno Barata - Desde logo à concretização (ou não) do discurso do Governo Regional de coligação. Está mais do que na hora de se evoluir do discurso da mudança de paradigma, para a efetiva mudança de paradigma. Importa maior arrojo na privatização de serviços e na libertação dos Açorianos do peso das empresas públicas perdulárias e da máquina administrativa burocrática; sermos mais exigentes na forma como os apoios sociais são concedidos e utilizados; sermos mais eficientes e eficazes nas políticas económicas, quer no apoio à recuperação da pandemia, quer na gestão dos recursos da saúde e da educação. Há longos caminhos a percorrer, mas sem anúncios de vãs paixões, porque dessas estamos cansados. A última “paixão pela educação” conhecida redundou na taxa mais alta de abandono escolar precoce e o desígnio regional “da saúde para todos” culminou nas mais longas listas de espera de sempre (para consultas e cirurgias). Em síntese, importa estarmos atentos ao efetivo fim das políticas socialistas que durante 24 anos conduziram a Região aos piores patamares sociais e económicos do País.
.
Diário Insular - Os sinais já dados pela coligação a 3 e
com outros 3 apoios parlamentares, podem sossegar alguém ou, pelo contrário,
serão indiciadores de problemas a caminho?
Nuno Barata - A Iniciativa Liberal (IL) conhece o seu lugar no espetro político regional. É na oposição, construtiva, dialogante e que sabe (hoje e no futuro) aproveitar a abertura do Governo para debater e implementar políticas liberais que conduzam a Região para um novo patamar de desburocratização, descomplicação, despartidarização e de sustentabilidade social, económica e ambiental. Tudo o que aliviar o cidadão do peso do Estado/Região e lhe devolva a Liberdade de escolha e de ação são sinais de tranquilidade; tudo que o que sejam políticas socialistas a prosseguir serão sinais de “problemas a caminho”.
Diário Insular - A Europa terá de dizer alguma coisa
sobre a SATA... Dada a dimensão do problema, poderemos estar perante a gota de
água que faz transbordar o copo (com um orçamento retificativo, por
exemplo...)?
Nuno Barata - Se esperam continuar a meter milhões de euros dos nossos impostos numa empresa em insolvência técnica, terão de procurar outro parceiro. Contra o esbanjamento de recursos que fazem muito mais falta em setores como a saúde, a educação e a qualificação profissional. O que é fundamental preservar é a SATA Air Açores. Ao contrário de alguns que só se preocupam com “umbiguismos” sectários e assomos de bairrismo serôdio, materializados em obrazinhas de paróquia, nós estamos atentos à sustentabilidade deste Povo e desta Região.
Diário Insular - Lisboa é historicamente centralista e,
de quando em vez, foge-lhe a boca para a verdade, como acaba de acontecer com o
ministro Manuel Heitor.,. O que poderemos fazer a partir dos Açores para ao
menos amainar os ventos centralistas?
Nuno Barata - O Estado Português não cumpre com os
cidadãos da Região e PS e PSD têm cedido em todas as matérias em que a
República passou por cima dos interesses da Região. A 30 de janeiro, os
Açorianos vão a votos pela 17.ª vez, para eleger 5 Deputados à Assembleia da
República. Arrisco a dizer que vamos voltar a ouvir os mesmos discursos e reivindicações
de sempre. PS e PSD já não têm cara de exigir à República absolutamente nada. Partilham
o poder desde 1975 e foram sempre cúmplices. É preciso mais Liberdade e menos amarras
político-partidárias. Esta liberdade só se encontra na IL. A Autonomia falhou, não
por falta de poderes, nem de recursos; falhou porque exerceu esses poderes e
consumiu esses recursos de forma errada, despesista e incapaz de gerar a riqueza
que nos tirasse do fosso da pobreza resiliente, que nos transformou num bando
de remediados. Custe a quem custar, os Açores são uma manta de retalhos
geográfica, presos por pinças de euros e engalfinhados em bairrismos bacocos. Urdiu-se
a Autonomia nos gabinetes, em vez de a discutir nos cafés, nos adros das
igrejas ou nos arraiais festivos. Ora, se falhámos internamente, jamais soubemos
ser suficientemente convincentes na defesa do nosso sistema, deixando o caminho
livre para que o espírito centralista pulule no espetro partidário luso. Em 45
anos de Autonomia, PS e PSD nunca foram capazes de inverter esta teoria em
Lisboa, pelo que só uma efetiva mudança de protagonistas e de forças políticas
será capaz de iniciar o processo de sensibilização dos centralistas. Deixar de
pedinchar a Lisboa e passar a exigir de Lisboa, fazendo ver a todos os partidos
que damos ao País mais do que qualquer financiamento que o País nos possa
conceder. Só gente livre dos aparelhismos e das visões carreiristas que os
mesmos de sempre têm da política pode alterar o status quo. Está nas mãos do
Povo Açoriano a 30 de janeiro!
Mini Entrevista Diário dos Açores
24 de dezembro de 2021
PS e PSD não fazem diferença na Assembleia da República
15 de dezembro de 2021
PS e PSD não são o voto últil para a Autonomia.
🔴 🔵 PS e PSD não são um voto útil para a Autonomia
14 de dezembro de 2021
Iniciativa Liberal quer reformas de facto.
7 de dezembro de 2021
O VOTO DA MUDANÇA É NA INICIATIVA LIBERAL
24 de novembro de 2021
Discurso final_Plano e Orçamento RAA 2022

A alteração do paradigma não pode ser apenas uma parangona,
um discurso, uma narrativa, tem que ser uma realidade concretizada.
Comecemos, então, pela análise do presente plano.
O documento que nos foi presente não assenta nessa alteração
de paradigma, bem pelo contrário, alem da rigidez de regulamentação que
obviamente também carece de ser alterada, é ponderoso mudar a forma de planear
o investimento da Região Autónoma dos Açores deixando no plano aquilo que, de facto
é investimento, e retirando dele aquilo que é despesa corrente.
O plano aqui apresentado, à semelhança dos planos dos
governos anteriores encerra uma panóplia de medidas que não podem nem devem ser
consideradas despesa de investimento, mas sim despesa corrente.
Essa realidade factual decorre da transferência para
entidades externas da prestação de serviços e fornecimento de bens que são da esfera
do estado, mas na prática não são prestados ou fornecidos pelo mesmo. O facto de
muitas das funções sociais, por exemplo, serem garantidas por entidades externas,
sejam elas IPSS, COOPERATIVAS, Associações ou empresas em regime de
outsourcing, não pode alterar a sua classificação
pois na verdade são despesa corrente. Na verdade, se essas entidades não
prestassem esses serviços aos cidadãos eles teriam que ser prestados pelos
serviços da administração publica regional e seriam despesas de funcionamento
apenas.
Em alguns casos pode até ser por uma questão de eficiência e
eficácia e isso nós somos os primeiros a reconhecer que é necessário garantir,
nós somos aquela força política que defende que os privados são quase sempre
mais eficazes e mais eficientes do que alguns serviços do Estado/Região, mas
isso não deve ser considerado investimento, mas sim despesa corrente.
Se deste plano subtrairmos grande parte desses contratos-programa,
protocolos de cooperação e outras formas de garantir transferências de verbas
para a aquisição de serviços, ele fica reduzido a muito pouco e essa é uma
realidade incontornável.
Nesta governação e nos documentos que hoje discutimos, Plano
para 2022 e sobretudo no orçamento que será executado ao longo do próximo ano,
a Iniciativa Liberal estará sempre a favor de todos os investimentos que sejam
criteriosos, racionais, justos e sustentáveis, mas estaremos contra qualquer
ação que vise apenas garantir clientelas eleitorais, adicionar estruturas de
poder e engordar o estado/região em prol só de uns poucos e pago por todos os
demais. Foi assim que nos apresentamos ao eleitorado e não o cumprirmos seria
trair esse mesmo eleitorado … também
nisso ousamos a utopia em confronto com a distopia.
A Iniciativa Liberal
tem uma visão diferente para a política regional, na esteira do
pensamento liberal do estado de direito e da separação de poderes, dos direitos
liberdades e garantias, mas também no
sentido mais contemporâneo do liberalismo económico que nos permite empreender,
criar emprego, criar riqueza e assim construirmos um futuro de liberdade e
crescimento económico capaz de fazer face aos anseios das populações e garantir
recursos para prosseguirmos e perseguirmos as metas da sustentabilidade social
e ambiental no quadro das nossas obrigações internacionais e para
com a humanidade, mas sobretudo das
nossas obrigações “inter-geracionais”.
Não temos o direito de hipotecar hoje o futuro das gerações que
hão de vir.
Esta alteração de paradigma que deverá mudar também a forma
de planear e a maneira de orçamentar é fundamental para que num futuro próximo,
num orçamento e num plano de 2023 possamos estar aqui a discutir, de fato, um
plano de investimentos e não um plano para o qual se transporta a despesa
corrente. Isso são habilidades que se fazem do ponto de vista contabilístico, para
dar a ideia às empresas e aos cidadãos de que há aqui um investimento enorme,
mas de fato aqui não há um investimento que se possa assumir como tal.
Esta forma de fazer transmitir a ideia de que é preciso
endividar a região para investir, se assim fosse não vinha qualquer mal ao
mundo, o problema é a região endividar-se para suportar despesa corrente
encapotada de despesa de capital e despesa de capital que tráz mais peso à
economia do que retorno futuro.
É imperioso a Região travar este caminho de endividamento permanente
sem retorno e é só olhar para o documento para perceber onde é que o dinheiro
se vai…. E não vai propriamente para investimento reprodutivo.
Passo a passo, de discurso em discurso vamos deixando os
nossos alertas. A grande prioridade da Iniciativa Liberal (IL) é um orçamento
que gaste menos do que os dos anos anteriores. Isto é, poupar tal como se faz
nas nossas vidas particulares e como se faz nas empresas. Não constituir divida
futura é o melhor investimento que podemos fazer para as gerações que hão de vir.
A dívida da região tem condições para ser travada, é preciso
é que a maioria do Governo tenha coragem para travar os investimentos onde eles
têm de ser travados.
Se a dívida da Região tivesse crescido como a dívida de
muitas empresas que estão permanentemente a investir e esse investimento tem
retorno, isso não seria perigoso. Grave é que muito do investimento feito foi
transformado em peso para a nossa parca economia e se, em alguns casos até
garantiu algum bem-estar social e coesão económica entre os Açorianos, na
verdade não conseguiu travar a espiral de empobrecimento e de perda de
rendimento das empresas e das famílias, esse é que é o resultado desastroso do
galopante endividamento da Região nos últimos anos.
Cada euro de endividamento corresponde a um euro que terá de
ser arrecadado em impostos, no futuro, acrescido dos respetivos juros (que se forem
ao preço que o Governo agora vai pagar à EDA torna-se num descalabro). Hoje, os
custos com o serviço da dívida, vulgarmente chamado de juros, custa-nos tanto
quanto é gasto com um serviço tão fundamental como assegurar a mobilidade dos
Açorianos.
Desenvolver uma economia, ou simplesmente dar-lhe ânimo
momentâneo é a diferença.
Se baseamos a nossa economia naquilo que todos conseguem ver
no imediato e que assente em obras publicas que apenas criam emprego enquanto decorrem,
mas que depois passam a constituir peso para a despesa da região, estamos
apenas a dar-lhe ânimo, essa é a parte fácil, mas isso não é desenvolver a
economia, é hipotecar o futuro das gerações que irão pagar a custo todas as
dividas agora contraídas.
A anteproposta de plano remetida aos parceiros sociais previa
um endividamento da Região de mais cerca de 295 milhões de euros, não era
aceitável. Dissemo-lo a tempo.
Na apresentação da proposta que hoje acabamos de discutir esse
valor foi reduzido de 295 para 170 milhões de euros, dizem que por imposição de
Bruxelas, é sempre preciso um “bode expiatório”.
Dissemos que estavam no bom caminho, mas que ainda seria
necessário fazer um esforço adicional na ordem dos 15 a 20 milhões de euros.
Água mole em pedra dura… (diz o Povo do alto da sua sabedoria).
Hoje, a maioria
parlamentar que suporta o Governo apresentou uma proposta que reduz o valor do
endividamento para 152 milhões de euros. Reduz mais 18 milhões de euros.
Assim, relativamente à anteproposta, cada açoriano viu
reduzidas as suas responsabilidades sobre o endividamento da Região em 646€,
menos 1789€ de endividamento a cada agregado familiar da região Autónoma dos
Açores.
É assim que fazemos a diferença!
Disse…
Horta sala das sessões, 24 de novembro de 2021
22 de novembro de 2021
Plano e Orçamento da Região Autónoma dos Açores 2022
4 de novembro de 2021
Entrevista ao Diário dos Açores 2021.11.04
1 Diário dos Açores - Exigiu que o
Governo dos Açores baixasse o montante de endividamento na proposta de Plano e
Orçamento para 2022 e o governo seguiu a sua exigência. Mesmo assim diz que não
está garantido o seu voto de aprovação aos documentos. O que é que falta então?
Nuno Barata- A questão da baixa do
endividamento é um bom princípio, é condição sem a qual não chegamos sequer a conversar,
mas por si só não é bastante para passarmos à fase seguinte. Nós alertamos para
o excesso e endividamento e para a dimensão do plano, exigindo uma diminuição
desse mesmo plano para reduzir o endividamento, a resposta do Governo não
satisfaz. Na verdade, a proposta que foi entregue no parlamento encerra um
aumento do Plano Anual em cerca de 10 milhões de euros e a redução das
necessidades de endividamento faz-se à custa da redução das transferências para
o Serviço Regional de Saúde. Ora, na nossa perspetiva, vale mais reduzir o
plano em áreas onde ele foi reforçado pela pressão das corporações do regime e
manter os níveis de financiamento da saúde. O Governo tem que perceber, de uma
vez por todas, que temos todos obrigação de devolver a centralidade ao
parlamento e que o corporativismo é um mau caminho, o caminho que nos trouxe
até ao lugar onde estamos, a cauda da Europa.
2 DA- Quais são as propostas que diz ter
apresentado na lista do acordo de incidência parlamentar e que não figuram
neste Orçamento?
NB- O acordo de incidência Parlamentar
entre a IL e o PSD não tem que estar plasmado no orçamento, tem é que ser
cumprido e para tal, nos momentos-chave da governação temos obrigação, nem se
trata de um direito, trata-se mesmo de uma obrigação, fazer cumprir esse
acordo. O programa com que nos apresentamos ao eleitorado não preconizava fazer
mais do mesmo, mas sim fazer diferente, é isso que queremos, transformar os
Açores num espaço geográfico e político onde todos tenham oportunidades e que o
despesismo de hoje não hipoteque o futuro das gerações que estão a emergir. Desde
logo, no primeiro ponto do acordo, que é publico, acordamos levar a cabo uma política
de proximidade, rigor nas decisões, mais humilde na atitude democrática e
transparência nos procedimentos, Isso não foi cumprido. Atente-se por exemplo o
recente caso das Agendas Mobilizadoras. É grave demais para deixarmos que tudo
fique na mesma, com enormes responsabilidades do executivo e das câmaras de
comércio que estavam todas alinhadas na forma e nas escolhas e algumas depois
aparecem como “virgens ofendidas” não é de todo aceitável.
3 DA- Para manter a Azores Airlines
a voar é preciso capitalizar a empresa. Diz que não aceita mais endividamento
para isso. Qual é a alternativa? Defende o fecho da empresa?
NB – A nossa posição sobre este assunto
é clara e coincide com aquilo que diz a União Europeia. Sem um plano de
restruturação credível, que não o que foi apresentado no início da legislatura
e que já levou a mais de 45 milhões de resultados operacionais negativos, só no
primeiro trimestre deste ano, não há solução para manter a Azores Airlines
(Sata Internacional) a voar. A Companhia aérea perde dinheiro todos os dias até
onde existem Obrigações de Serviço Público e isso é incomportável. A SATA-Air
Açores é uma empresa fundamental para a coesão dos Açorianos, para a nossa
mobilidade e é um símbolo inegável do nosso empreendedorismo. Não a podemos colocar
em causa por causa dos negócios ruinosos da Azores Airlines e de administrações
predadoras da própria empresa e da Região. Não podemos manter a companhia à
mercê dos apetites dos políticos, temos que a olhar com seriedade e sentido
estratégico de médio e longo prazo. Não há um economista e um gestor que seja
capaz de refutar estas nossas opiniões. O que este Governo está a fazer com o
Grupo SATA é o mesmo que foi feito no passado pelo partido Socialista, empurrar
o assunto para diante sem o resolver porque as soluções podem fazer perder
votos. Nós não estamos cá para isso, nós estamos cá para fazer a diferença, foi
isso que prometemos ao Açorianos e foi isso que eles nos responderam nas urnas
em 25 de outubro de 2020. Nós soubemos interpretar os resultados eleitorais,
nós mentemos o nosso rumo, o Governo, composto pelos três partidos, é que se
está a esquecer do que disseram aos Açorianos na campanha eleitoral.
4 DA- As suas exigências são todas para
este mandato?
NB – O acordo de incidência parlamentar
que assinamos com o PSD tem uma calendarização associada e permite a sua
execução em pleno, durante o tempo que decorre a legislatura. Queira o Governo,
nos momentos importantes, que são aqueles em que podemos fazer o ponto de
situação da execução desse acordo, demonstrar que o está a cumprir. Neste
momento, se analisarmos bem o acordo, apenas foram executados os pontos 9 e 10
e outros 2 pontos encontram-se em execução parcial, ou seja, temos 20% do
clausulado cumprido e cerca de 10 a 15%, em execução, o que é manifestamente
insuficiente.
5 DA- Acha que uma crise política na
região, em cima da nacional, e em menos de um ano de governação regional é
inevitável? Se houvesse novamente eleições, acha que haveria resultados
eleitorais diferentes do que há um ano?
NB – Não aceitamos que se agite a questão
orçamental ou o cenário de eleições antecipadas como uma crise. Crise é
passarmos a ser todos mais endividados e consequentemente mais pobres. Só agita
o fantasma da crise quem tem medo da democracia e quem quer poderes alargados
para continuar a fazer o que bem quer e entende. Veja-se o caso recente da
Bélgica e revisitem-se outros exemplos por este mundo fora para se perceber que
a instabilidade governativa nem sempre é perniciosa, pode até ser um fator de
reformismo e desenvolvimento. Só tem medo da democracia quem tem medo da Liberdade.
A democracia não nos assusta, as decisões dos eleitores também não. Todo o
resto são manobras de diversão dos políticos que só sabem governar aumentando a
despesa e aumentando o endividamento para garantirem assim clientelas políticas
que os mantêm no poder.
6 DA- Onde é que este governo está a
falhar mais clamorosamente? Quais os governantes ou áreas da governação que
considera que estão a falhar?
NB – Este Governo está a falhar em demasiadas
áreas porque não assumiu na plenitude a necessidade de reformas, perdendo-se em
coisas tão mesquinhas como substituir boys por outros boys,
clientelas por outras clientelas. Falhou na questão do PRR e das Agendas
Mobilizadoras, falhou na gestão do Hospital do Divino Espirito Santo, está a
falhar nas Florestas, está a falhar na Proteção Civil, está a falhar com as
IPSS, está a falhar com os Jovens e está principalmente a falhar com as
gerações que estão para entrar no mercado de trabalho e cujos impostos irão ser
usados apenas para garantir o pagamento de juros de uma dívida que ao ritmo que
estava a crescer, se o
permitíssemos, poderia chegar ao fim da legislatura a mãos de 3500
mil milhões de euros. Não fosse a existência e a coragem da Iniciativa Liberal
e teríamos um orçamento com um endividamento de cerca de 300 milhões de euros,
se ficarmos pelos 150 a 160 milhões de euros já não é mau de todo, mas continua
a ser mau. É a primeira vez em Portugal e nos Açores que um partido tem a
coragem de exigir uma redução do plano e uma diminuição do orçamento para
conter a espiral de endividamento.
19 de outubro de 2021
6 de setembro de 2021
1 de setembro de 2021
21 de julho de 2021
Os eleitos locais são a primeira linha de apoio aos cidadãos.
É urgente uma estratégia de diversificação e valorização dos nossos melhores produtos
13 de julho de 2021
Alteração ao decreto que regula o exercício da atividade industrial sobe a plenário
O tecido empresarial regional, onde se integra o setor industrial, caracteriza-se maioritariamente por micro, pequenas e médias empresas, muitas delas de cariz familiar, tornando-se assim fundamental a implementação de políticas que visem facilitar o licenciamento dessas empresas, aliviar os custos inerentes ao investimento e consequente contributo para a criação de autoemprego e emprego por conta de outrem.
Na sessão plenária de maio a Iniciativa Liberal dos Açores apresentou uma proposta de alteração ao decreto que regula o exercício da atividade industrial. Após audições em sede de Comissão Permanente de Economia, o projeto de alteração sobe a plenário este mês de julho, para ser discutido e votado:
Remoção do procedimento administrativo do regime de autorização prévia para estabelecimentos do tipo 2
20 de junho de 2021
Combater o desemprego não passa por camuflar os seus números
Se nos últimos 40 anos tivéssemos conseguido desenvolver os Açores convenientemente, não tínhamos que ter jovens há 33 meses em programas Estagiar. Nem precisávamos de ter tantos programas ocupacionais para camuflar os números do desemprego. Os tais 3.383 jovens que se encontram nessas condições são na realidade desempregados, apesar de não aparecerem nos números do desemprego. Em vez de desenvolver a economia, estivemos a sugar verbas dos contribuintes para manter o emprego de forma fictícia. E portanto, este tem de ser o desígnio do futuro, acabar de uma vez por todas com essa mentalidade para que possamos todos ter mais futuro.
🔴🔵 Um deputado liberal faz toda a diferença!
15 de maio de 2021
No Museu Carlos Machado.
27 de abril de 2021
21 de abril de 2021
Produtos de baixo valor não fazem riqueza.
20 de abril de 2021
Libertem os Açorianos de políticas estatizantes
26 de março de 2021
25 de março de 2021
23 de março de 2021
17 de março de 2021
3 de março de 2021
31 de dezembro de 2020
Adeus 2020! Benvindo 2021
O ano que agora finda fica
marcado pela pandemia de SARS-CoV-2 e pelas consequentes alterações que a doença
que ele provoca infligiram nos nossos
hábitos. Longe de ser negacionista, sou antes de tudo realista. No entanto
direi que faltaram estadistas ao mundo ocidental
capazes de lidar com esta situação Fecharam países, aferrolharam pessoas, destruíram
milhões de postos de trabalho, de negócios, de vidas, e deixaram morrer milhões
de pessoas de outras doenças para se dedicarem exclusivamente a um vírus que mata uma percentagem muito diminuta
de contagiados.
A História desta
pandemia ainda está por escrever e por contar, falta o distanciamento necessário
para se avaliar as verdadeiras consequências das medidas de contenção da propagação
e os resultados reais da doença em causa.
2020, fica
marcado pela forma abusiva como políticos de todo o Mundo usaram e abusaram do
Novo Coronavirus para esgrimirem combates políticos e partidários, até mesmo de
regime ou de ideologia. Uma miséria.
Fica a esperança
de um 2021 com mais confiança e mais
coragem. Que este ano que daqui a poucas horas começa seja o da recuperação da
economia mundial para níveis aceitáveis e que os lideres mundiais,
principalmente no mundo ocidental, percebam, de uma vez por todas, que a
intervenção que fazem nas suas respetivas economias há décadas, provoca mais desigualdades do que equilíbrios
e que se mude a forma de distribuir a riqueza porque só assim se muda o forma crescer
sustentadamente e com convergência
social.
Desejo a todos
um ano novo cheio de coisas boas.
Haja saúde.
29 de dezembro de 2020
Mini entrevista ao Jornal Diário Insular edição de 2020.12.25
1DI- Os Açores entraram num ciclo
novo de governação, após cerca de um quarto de século de governo do PS. O que
devem os açorianos exigir deste novo ciclo?
NB- Os Açoreanos devem fazer um
exame profundo sobre as suas opções politico-eleitorais e devem exigir do
governo e da maioria parlamentar que o suporta (PSD-CDS-PPM) soluções para as
questões que não têm sido resolvidas e que, algumas, permanecem desde Os primórdios
da autonomia constitucional. A sociedade açoriana é pouco exigente com os
governantes e com os parlamentares. Há uma carestia de literacia política na
região, até mesmo na classe dirigente da administração publica e ao nível dos
parlamentares eleitos o que no fundo representa e espelha a sociedade. Uma
sociedade que vê na política algo pernicioso e que opta por escolhas
clubísticas, não pode esperar grandes mudanças. Felizmente, o quadro
parlamentar atual irá permitir um escrutínio das políticas do Governo muito
mais plural. Essa pluralidade constituirá uma excelente barreira à instalação
de todo o tipo de oligarquias e outros vícios menos bons que se criam com as maiorias
absolutas prolongadas. Nesse aspeto, acho que os Açoreanos podem esperar uns
Açores mais livres.
2 DI- Quais os sinais que se notam
neste início de ciclo e que poderão tender a marcar a atual governação?
NB- Há ainda poucos sinais que se possam
considerar como indicadores de um novo paradigma (palavra muito ao gosto de
José Manuel Bolieiro) de governação. No entanto, seguindo o raciocino da resposta
anterior, diria que há sinais de grande abertura à sociedade sem subserviência
às grandes corporações. Acho esse processo de “desmame” muitíssimo importante.
Na verdade, a democracia parlamentar, moderna, liberal e do direito, não é, nem
deve ser, corporativa. As grandes associações empresariais também são
corresponsáveis pelo estado miserável a que chegou a nossa economia ainda antes
desta crise sanitária e social a ter afetado.
3DI
- Quais os dossiês mais complexos, herdados ou emergentes, que exigirão do novo
governo muita atenção e competência?
NB- Há um dossier que permanece por
resolver desde há muito. O dos transportes. Somos uma Região Arquipelágica
dispersa e periférica, com níveis de periferia interna inclusive, resolver os
problemas dos transportes, marítimo e aéreo de passageiros e mercadorias, é o
nosso grande desígnio para vencer a pobreza resiliente e crónica. Estamos longe
de o resolver. Nesse particular o dossier SATA é o mais complicado e urgente de
tratar e que carece de empenho, competência e, acima de tudo, verdade.
4DI - Dada a geometria da solução de
governo e parlamentar encontrada, não serão necessários demasiados
compromissos, ao ponto de a governação acabar por bloquear?
NB- Sem querer parecer um
parafrasta, diria que, também aqui, a “politica é a arte do possível” como
disse Bismarck. Não é fácil gerir questões de geografia, ideologia e de gênero
num mesmo governo. A única forma de evitar bloqueios é fazer uma boa gestão das
relações com o parlamento uma vez que, para questões de grande relevância
carece do apoio parlamentar dos deputados de partidos que não estão no governo.
Se por um lado o CHEGA assinou com a coligação um acordo que o transforma numa
extensão dos grupos parlamentares que suportam o Governo, já os restantes,
desde a aprovação do programa do Governo, estão de fora dessa equação. A
próxima prova-de-fogo será a aprovação do plano e orçamento, lá para abril.
14 de setembro de 2020
Até já.
Suspendo a partir de hoje a minha participação nesta coluna semanal por razões de opções editoriais compreensíveis. Não deixarei de star presente de outra forma e em outros lugares e espaços. A condição de candidato pela Iniciativa Liberal às eleições legislativas Regionais do próximo Outubro, não me tolhe nem o pensamento nem, muito menos, a liberdade de expressão. Nós, liberais, temos esse património intelectual, gostamos de pensar livremente e de plasmar de forma livre o nosso pensamento. Na esteira dos grandes autonomistas de oitocentos, somos revolucionários responsáveis, irreverentes ponderados, racionalistas com sentimentos e adversários com lealdade. Há decisões que por mais duras que sejam, quem gosta da vida pública não pode deixar de as tomar. O inconformismo, a cidadania irrequieta são mais poderosos que qualquer tipo de racionalismo. Ficar em casa à espera que as coisas mudem não faz parte do meu modo de vida. Ocorra o que ocorrer, resulte no que resultar, o ato eleitoral de 25 de outubro próximo, conto, no dia seguinte, poder regressar a esta coluna e por isso, esta não é uma despedida é uma espécie de adeus e até já.
In jornal Açoriano Oriental edição de 8 de Setembro de 2020



