Censurado
14 de setembro de 2012
13 de setembro de 2012
De besta a bestial num ápice
Não deixa de ser curioso assistir aos maiores críticos de Manuel
Ferreira Leite, estarem agora do seu lado e a darem crédito às suas palavras. De
toda a tralha que governou este país desde o 25 de Abril, esta SENHORA é das
poucas pessoas que pode, de facto, falar.
Entrevista para conferir na íntegra aqui.
7 de setembro de 2012
A nação não aguenta mais...
Passos pode anunciar novas medidas de austeridade ao final da tarde, anuncia a RR na sua edição online.
A nação não aguenta mais impostos.
A receita falhou, insistir na mesma é correr para o abismo. Medidas de
austeridade serão admissíveis apenas se forem cortes nas gorduras do Estado e
não cortes cegos na economia e aumento de impostos.
Os portugueses estão a fazer
enormes sacrifícios para aguentarem um sistema financeiro absolutamente
desenfreado e “canibalesco” que levou Portugal e os portugueses à bancarrota.
Estamos todos a fazer sacrifícios para salvar quem nos lançou no abismo.
Deixar cair o sistema financeiro
teria sido mais avisado do que o manter desta forma. Os resultados serão, mais
tarde ou mais cedo socialmente catastróficos. O Estado – que é o principal
culpado da situação em que a nação se encontra - está a empurrar os cidadãos
para as mãos dos banqueiros que são os segundos culpados dessa mesma situação.
O resultado final será uma nação mais pobre, um estado mais fraco e os
financeiros, especuladores e agiotas mais ricos. Não auguro um bom fim nesta
estória.
A história o dirá, o registo previsional aqui
fica até porque “depois de comer não faltam colheres”.
4 de setembro de 2012
29 de agosto de 2012
Ontem como hoje repensar a Europa.
"O europeu não pode viver a não ser que embarque numa empresa unificadora. (...) Os nacionalismos não são nada, apenas uma mania, um pretexto para fugir da necessidade de inventar algo de novo, alguma grande empresa. Seus métodos primitivos de acção e o tipo de homens que o lideram revelam que é o oposto da criação histórica. Só a determinação de construir uma grande nação, daria nova vida à Europa. Começaríamos a acreditar nela de novo."
José Ortega y Gasset, A Rebelião das Massas, 1929
19 de agosto de 2012
Bairrismo são.
Hoje ouvi, pela segunda vez, da boca dum
intelectual mariense na diáspora, a expressão "mariencidade" num
clara alusão à expressão “açorianidade” lançada por Nemésio e já de si
recuperada do conceito de portugalidade. Falava-mos por causa de uma
distribuição de "sopas" em honra do Divino Paracleto. Na verdade, não
há nada que une tanto os açorianos como a fé no Senhor Espirito Santo. Porém, a
forma de expressar e festejar essa mesma fé varia bastante de ilha em ilha.
Essa forma de culto que se mescla entre o religioso e o profano, adquire em
Santa Maria vivências distintas e marcadamente locais. A
"mariencidade" é a expressão de um "bairrismo" são, quase
ingênuo, que faz de nós todos diferentes e longe de nos sentirmos uma
comunidade política única. Somo um conjunto de nove diferentes comunidades
políticas.
16 de julho de 2012
Neville Keynes explicado aos mais pequeninos.
Via O Insurgente, o mais independente e liberal dos blogues portugueses na actualidade.
11 de julho de 2012
Qualquer dia nem a mosca muda...
António Pires de Lima, um dos mais lúcidos e abnegados
políticos da atualidade neste pobre país de poucas esperanças, lançou hoje o
alerta. Um novo aumento de impostos causará “mal-estar no CDS. Ou pelo menos em
muito militantes do CDS”. Está nos livros e até os que completam as
licenciaturas ao Domingo ou com acreditação de competências o sabem, o aumento
de impostos impede o crescimento económico e pode até levar á recessão. Também
está nos livros e toda a gente sabe que, a consequência primeira da recessão é
uma diminuição da receita fiscal e um aumento proporcional do desemprego
acompanhado do consequente aumento do custo com as prestações sociais.
Qualquer medida recessiva só resulta em mais recessão.
Mas, o problema nem fica por aí. Na verdade, o que se está a passar em Portugal
neste momento é uma total falta de medidas reformistas, nada muda com exceção
dos impostos que crescem e da eficiência na cobrança dos mesmos que melhorou
bastante mas apenas nos casos em que o contribuinte é assumidamente devedor.
Porque, ao invés, nos casos de fuga ao fisco e do aproveitamento ilícito de
benefícios fiscais, nada mudou, se é que não piorou mesmo.
Para que se alterem os resultados é necessário altear os
paradigmas e os métodos, caso contrário, apenas se podem esperar resultados
idênticos aos do passado. Portugal necessita de reformas e isso leva tempo a
implementar e a pensar e esse era o papel que PSD e CDS deviam ter assumido
enquanto oposição para, chegados ao poder, as implementarem de imediato. Poucas
vezes, na nossa longa história, houve condições para reformar como há uns anos
havia. A nação estava cansada de facilitismos e disposta a sacrifícios, o
estado de emergência social latente exigia-o, o Governo estava em estado de
graça.
Hoje, podemos concluir ou essa gente não soube
implementar as ideias que tinha ou então, mais grave, nem sequer tinha
cogitadas soluções para o país que pretendiam governar.
Enquanto nos afundamos na mais profunda crise económica, financeira
e social de que há memória e enquanto cavamos cada vez mais fundo o fosso entre
os poucos ricos e muitos pobres, o tempo
vai passando e tudo vai ficando na mesma, como disse um dia D. Giuseppe Tomasi
di Lampedusa, pela boca do protagonista principal do seu livro Il Gattopardo, o Príncipe de Salinas. "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".
10 de julho de 2012
Eu tentei mas não é fácil...
...juro que tentei escrever sobre a greve dos médicos. Mas, depois de ler Deus é dificil, muito dificil dizer mais com tão poucas palavras.
Há progressão nas carreiras, ao contrário da função pública;
Há preenchimento de vagas, ao contrário da função pública;
Há pleno emprego;
Há dinheiro;
logo...vamos fazer greve.
Há progressão nas carreiras, ao contrário da função pública;
Há preenchimento de vagas, ao contrário da função pública;
Há pleno emprego;
Há dinheiro;
logo...vamos fazer greve.
5 de julho de 2012
Panem et circenses
Ou pão e circo, para não me chamarem de snob.
Não há dinheiro para garantir a saúde, dar mais educação ou até mesmo para garantir as liberdades fundamentais dos cidadãos mas, para queimar, há sempre.
Faz-me lembar um pescador que me dizia : " Haja saúde e dinheiro para pão que para vinho há sempre".
A festa de reentrada no
Verão de 2012 na Praia de Santa Bárbara terá, a partir das 23h30m do próximo
dia 07 de julho, uma queima de fogo-de-artifício que durará cerca de 15 minutos.
Como esta haverá dezenas se não mesmo centenas por esse pobre país fora.
Não há dinheiro para garantir a saúde, dar mais educação ou até mesmo para garantir as liberdades fundamentais dos cidadãos mas, para queimar, há sempre.
Faz-me lembar um pescador que me dizia : " Haja saúde e dinheiro para pão que para vinho há sempre".
4 de julho de 2012
Para ler e reler.
Córtex Frontal: Depois das juventudes uma licenciatura#links e sobretudo para pensar.
4 July 1776
27 de junho de 2012
Tudo às claras
Se houve um tempo em que os cacetetes dos polícias eram as borrachas
que, pela calada da noite, apagavam as ideologias. Hoje, a fome, o desemprego e a miséria fazem esse
papel à luz do dia.
19 de junho de 2012
Federalismo Integral ou Estados Soberanos?
Uma reflexão sobre a Europa
Se é inequívoca verdade que os Estados-Membros têm cedido, aos poucos, de tratado em tratado, poderes outrora soberanos, diretamente para os órgãos da União numa perspetival supra-estatal, também não é menos verdade que, ao longo de todo o processo de construção Europeia, tem existido uma tendência para o reforço dos poderes das Regiões assente no princípio da subsidiariedade o que, numa perspetiva infra-estatal também constitui uma perda de soberania por parte dos EM.
Quando, no “lavar dos cestos” do século XX, nos parecia que o Estado Moderno, Vestefaliano, como forma de organização do político, era a mais eficaz e universal de todas a formas até então tentadas, eis que se nos deparam novos desafios, desenterram-se velhos projetos, novos federalismos, novos nacionalismos e novas formas de pensar a organização política. O Estado Moderno está agora, de novo, posto à prova. A par da crise económica e financeira, o Estado Moderno também está em crise e já não se revela uma forma do político capaz de resolver os problemas dos Homens (cidadãos) sejam esses problemas e questões individuais ou de âmbito mais abrangente e coletivo. O Estado, deixou de ser, assim como que de repente, o garante da segurança e da equidade para se transformar numa espécie de “bando de malfeitores” que, de incapacidade em incapacidade, de incompetência em incompetência, de prepotência em prepotência e de exceção em exceção, vai retirando aos cidadãos esse mesmo estatuto para os transformar em idiotas ( no sentido classico do termo). Daí, nascem novas teorias quer federalistas quer nacionalistas quer ainda algumas de cariz mais regionalista. Sem esquecer aqueles que, procuram na globalização uma raiz para a construção de uma Nova Ordem Mundial à luz da ONU ou de outra qualquer organização a fundar que assegure o governo do planeta.
Tal como já aqui escrevi em setembro passado , é necessário repensar a Europa e em força. Porém, entendo que à Europa e ao Mundo faltam tantos filósofos como sobejam tecnocratas.
18 de junho de 2012
A Grécia escolheu a Europa.
A Grécia escolheu o caminho da
estabilidade e da construção europeia. Foi essa a resposta que o Povo grego deu
nas urnas ao votar maioritariamente no partido da Nova Democracia de centro
direita e no PASOK, o partido socialista do centro esquerda e recusando,
liminarmente, as propostas radicais.
A manutenção da Grécia na Zona
euro e o cumprimento dos compromissos orçamentais traz um novo alento ao
processo de construção dessa unidade política a que se pretende chamar Estados
Unidos da Europa.
Tal como havia escrito ontem, os
dados estavam lançados, só havia duas opção opções que significavam também dois
caminhos para a Grécia dentro da Europa, o caminho escolhido foi, obviamente o
mais sensato e o da estabilidade, resta saber se a nação Grega que agora escolheu
assim vai manter por muito tempo a sua fidelidade ao projeto de uma possível coligação
entre a Nova Democracia de Samaras e o PASOK de Evangelos Venizelos. Não é de menosprezar o facto deste
último ter afirmado ontem ao final da noite que só formaria uma coligação em
que entrasse a Nova Democracia se também o Syrisa de Alexis
Tsipras fosse
envolvido. Compreende-se, veem aí dias difíceis e deixar de fora do projeto
Grego a esquerda radical é abrir caminho ao seu crescimento em atos eleitorais futuros.
Por seu lado Tsipras foi muito
pertinente e rápido logo mal foram divulgados os primeiros resultados que projetavam
já o resultado final, “o Syrisa não participará de em qualquer projeto de governo
e vai ser a principal força de oposição à coligação que sair deste ato eleitoral”,
foram as palavras daquele dirigente partidário.
O primeiro passo foi dado, falta
percorrer o resto do caminho.
17 de junho de 2012
Está por dias...
“Tremendistas”, alarmistas, histéricos, sã alguns dos qualificativos que temos ouvido desde, pelo menos, 2008 sobre aqueles que, dotados de “ligação à terra”, têm vindo a alertar para as consequências das sucessivas políticas inconsequentes levadas a cabo na Europa e que têm conduzido ao aumento das chamadas dívidas soberanas, ao empobrecimento das populações e que continua a engordar “ tubarões”.
O resultado das eleições de hoje na Grécia irá ditar
bastante do futuro da Europa, ninguém que tenha estado atento nos últimos anos
poderá desconsiderar a possibilidade da Grécia abandonar o Euro o que seria o
fim de um dos mecanismos de integração de maior sucesso que a União conheceu. O
fim do euro é um rude golpe na construção dos Estados Unidos da Europa, dos “eurobonds”
e da democratização das instituições da união.
Em Espanha, desde o sector primário, passando pelas minas, caminhos-de-ferro
e até no sector financeiro, o descontentamento é enorme e a corrida ao
armamento já começou (ver noticias da Galiza, País Basco e Andaluzia, isso para
não falar do caso Catalão). O rastilho foi a ajuda financeira à banca. 100mil milhões
de euros e dizemos analistas que já não é suficiente.
Em países como Portugal, Espanha. Itália, Grécia, França
onde o cidadão comum, durante anos, ouviu falar de lucros astronómicos e de chorudos
ordenados do gestores bancários, tudo à custa dos sacrifícios que esse mesmo
cidadão comum fez para pagar o carro a
casa e as férias, não é compreensível, para uma larga maioria que ainda tem
tempo para pensar, que seja essa mesma massa anónima a ser mais uma vez
sacrificada com a autoridade e o aumento de impostos para financiar/pagar as
perdas e danos causadas no sector financeiro.
“Alea jacta est”, resta-nos esperar pelo resultado das
eleições na Grécia e na França de mais logo à noite.
13 de junho de 2012
12 de junho de 2012
Bei! Bei! Bei!
8 de junho de 2012
ironias
Fazia, religiosamente, o sinal da cruz sempre que saia de
casa e pedia a Deus que a protegesse dos perigos da rua. Morreu eletrocutada
fazendo uma torrada pela manhã.
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