Chamava-se Carlos. Todos lhe chamavam “Carlins”, a mãe também, excepto quando estava zangada com ele ou com a vida que lhe chamava, Carlos Manuel. Nessa altura, ao ouvirmos aquele horripilante e estridente Carlos Manuel!, saltávamos os quintais em fuga , cada um para suas casa.. O dia de brincadeira acabava ali mesmo, não havia coragem para voltar a casa do “Carlins”.
Estava-mos na quarta Classe, era Abril, as flores de laranjeira já tinham dado lugar a pequenos frutos, as palmas começavam a florescer e a anunciar a proximidade da Festa do Santo Cristo. Senhor Santo Cristo dos Milagres, corrigia sempre a mãe do Carlins quando nos ouvia falar displicentemente do ECCE HOMO.
O mestre Escola, era daquelas pessoas que na altura admirávamos muito, severo, ríspido, mais tarde vim a saber que era Comunistas, depois vendeu a alma ao diabo e juntou-se aos Social Democratas em busca de uma carreira política que geriu sempre entre muita hipocrisia e a ajudar a missa e a dar a comunhão ao Domingo na Igreja da paróquia. Desmoronou-se a integridade do meu mestre escola. Passa cão vendido!
O Carlins era um anti-comunista primário, tínhamos grandes discussões. Eu na altura era mais do “reviralho”, como eles diziam, tinha acontecido a revolução em Lisboa e nós ainda não sabíamos bem o que se tinha passado, afinal para nós estava tudo um pouco melhor, não sabíamos bem porquê mas o mestre Escola já não nos mandava cantar o Hino Nacional, de pé, virados para o Cristo crucificado ao fundo por cima do velho quadro de ardósia. Diga-se que na minha Escola nunca houve fotografias nem de Marcelo Caetano nem de Américo Tomaz, na minha Escola só havia Cristo. A Dona Marta, que era a única auxiliar de acção educativa e o Sr. Virgíneo que era o Jardineiro, tinham um gabinete onde se diz que estavam guardadas as fotografias dos Estadistas. Nunca as vi.
30 de março de 2004
27 de março de 2004
Sobre o "Ensaio sobre a lucidez"
Já está, “Ensaio sobre a lucidez” já era. Devorado que está o último de Saramago, faltam agora os resumos e as recensões. Para já mantenho a opinião formada pela critica de que o titulo é arrogante e presunçoso. O facto de Saramago pensar, demagogicamente, que o sistema está corrompido e podre, o que é já um lugar comum, é outra arrogância e presunção. Se passados praticamente 30 anos de conquistada a democracia, deixamos de acreditar nela, então estamos a caminhar para um perigoso pântano que culminará numa qualquer ditadura. Recuso-me a pensar assim. Eu acredito na Democracia, sei que a cunha não é uma instituição, a antiguidade não é um posto e acredito que os Juizes e demais magistrado fazem tudo pela Justiça. Saramago parece acreditar ser o único dono da verdade, não acredita numa sociedade pluralista e não admite que os seus adversários politicos possam ganhar seja o que fôr, nem sequer legitimidade democrática.
Apetece-me assim, repetir aqui o teor de um artigo de 2002 in “Correio dos Açores”
“Um Nobel presunçoso
José Saramago, 0 hispano/português laureado com o prémio Nobel da Literatura pela Academia Sueca, avisou esta Semana(2002-03-07) que se o PSD ganhar as eleições, ele Saramago não participará¡ em qualquer iniciativa governamental ou cerimonia Pública. Qual Presunção. O Nobel Saramago talvez não saiba, por ignorância ou por maldade, que não tem lugar cativo no Protocolo de Estado ou nas listas de precedências das Regiões Autónomas. Por isso, quando é convidado, o é apenas por especial deferência do mesmo Estado ou Região Autónoma, entidades que, principalmente em Democracia pluralista, não deixam de ser o que são por serem representadas por quem são.
Assim, quem declina convites, deferentes, do Estado Nação, declina um convite do seu próprio Povo. Quem o faz, é mal educado, intolerante, arrogante, presunçoso e não merece a cidadania Portuguesa. Aliás, Saramago despreza a Nação e agora pretende desprezar o Estado, optando mesmo por, viver a maior parte do tempo fora do País, numa luxuosa casa na Ilhas canárias, longe dos problemas e das questões que afligem quotidianamente os Portugueses. De quando em vez, vem a Portugal., dá uma meia dúzia de arrotos para a imprensa, para lembrar ao Portugal anónimo que existe, para lembrar ao Portugal generalista (que está nas tintas para a literatura e para a língua Portuguesas) que afinal ele existe e que não é Espanhol.
Resta saber e a dúvida permanecerá se Saramago não anunciou esta medida numa antecipação aquilo que Ele acha que vai acontecer. Ou seja, como sabe que, com o PSD no poder, não vai ter qualquer tipo de especial deferência apadrinhamento ou “apaparicamento”, antecipou-se e disse que era ele que não queria ir a cerimónias públicas. Assim o “Povão” fica sempre sem saber se o Homem não foi porque não quis ou se não foi por não Ter sido convidado.
Contudo, a grande verdade é que o facto de ser Português, o facto de Portugal não ser laureado com um nobel há já bastantes anos pesou, certamente muito, na decisão da academia Sueca. Se Saramago não fosse Português, provavelmente não tinha recebido o Prémio Nobel.
No dia em que Saramago ganhou o Nobel, o galardão terá envaidecido o autor, terá envaidecido muitos Portugueses, terá envaidecido quase todos os comunistas mas certamente ao nível das elites intelectuais do resto do mundo, o prémio nobel perdeu o valor que tinha em termos de objectividade e de imparcialidade nas suas escolhas. Na verdade, o prémio que se pretendia laureasse um escritor de causas, generalista, internacional e abrangente, acabou por agraciar um escritor que já se sabia era Sectário, requintadamente vingativo, visceralmente Comunista e agora se sabe que é presunçoso, arrogante e intolerante. Qual erro.”
Apetece-me assim, repetir aqui o teor de um artigo de 2002 in “Correio dos Açores”
“Um Nobel presunçoso
José Saramago, 0 hispano/português laureado com o prémio Nobel da Literatura pela Academia Sueca, avisou esta Semana(2002-03-07) que se o PSD ganhar as eleições, ele Saramago não participará¡ em qualquer iniciativa governamental ou cerimonia Pública. Qual Presunção. O Nobel Saramago talvez não saiba, por ignorância ou por maldade, que não tem lugar cativo no Protocolo de Estado ou nas listas de precedências das Regiões Autónomas. Por isso, quando é convidado, o é apenas por especial deferência do mesmo Estado ou Região Autónoma, entidades que, principalmente em Democracia pluralista, não deixam de ser o que são por serem representadas por quem são.
Assim, quem declina convites, deferentes, do Estado Nação, declina um convite do seu próprio Povo. Quem o faz, é mal educado, intolerante, arrogante, presunçoso e não merece a cidadania Portuguesa. Aliás, Saramago despreza a Nação e agora pretende desprezar o Estado, optando mesmo por, viver a maior parte do tempo fora do País, numa luxuosa casa na Ilhas canárias, longe dos problemas e das questões que afligem quotidianamente os Portugueses. De quando em vez, vem a Portugal., dá uma meia dúzia de arrotos para a imprensa, para lembrar ao Portugal anónimo que existe, para lembrar ao Portugal generalista (que está nas tintas para a literatura e para a língua Portuguesas) que afinal ele existe e que não é Espanhol.
Resta saber e a dúvida permanecerá se Saramago não anunciou esta medida numa antecipação aquilo que Ele acha que vai acontecer. Ou seja, como sabe que, com o PSD no poder, não vai ter qualquer tipo de especial deferência apadrinhamento ou “apaparicamento”, antecipou-se e disse que era ele que não queria ir a cerimónias públicas. Assim o “Povão” fica sempre sem saber se o Homem não foi porque não quis ou se não foi por não Ter sido convidado.
Contudo, a grande verdade é que o facto de ser Português, o facto de Portugal não ser laureado com um nobel há já bastantes anos pesou, certamente muito, na decisão da academia Sueca. Se Saramago não fosse Português, provavelmente não tinha recebido o Prémio Nobel.
No dia em que Saramago ganhou o Nobel, o galardão terá envaidecido o autor, terá envaidecido muitos Portugueses, terá envaidecido quase todos os comunistas mas certamente ao nível das elites intelectuais do resto do mundo, o prémio nobel perdeu o valor que tinha em termos de objectividade e de imparcialidade nas suas escolhas. Na verdade, o prémio que se pretendia laureasse um escritor de causas, generalista, internacional e abrangente, acabou por agraciar um escritor que já se sabia era Sectário, requintadamente vingativo, visceralmente Comunista e agora se sabe que é presunçoso, arrogante e intolerante. Qual erro.”
26 de março de 2004
Hoje há 10 anos
Hoje, há 10 anos, no pacato e bucólico vale das Furnas, casei com a mulher que havia de ser a melhor mãe possível para as minhas duas adoráveis filhas, a minha companheira inseparável, a minha conselheira, a minha melhor amiga, a minha segunda consciência, a única mulher capaz de entrar na minha vida depois da minha Mãe.
Obrigado Leonor.
Obrigado Leonor.
O Supremo Tribunal Administrativo deu razão à Air Luxor na queixa contra o Estado português pelo facto de a companhia ter sido afastada do concurso público para as ligações aéreas entre Ponta Delgada e o continente, em 2001.
Em 2001, um entendimento entre o Governo de Gutterres e o Governo de César, afastou administrativamente a Air Luxor da corrida às rotas entre Açores e Lisboa. Lembro que a proposta da Air Luxor previa a prestação do serviço sem recurso a indemnizações compensatórias por parte do Estado. A escolha da Air Luxor, significava assim, uma poupança de cerca de 5000.000€ ano aos cofres do Estado.
A decisão politica, na altura, visou apenas salvar a SATA-Internacional de um processo de reestruturação e emagrecimento que não trazia mal nenhum à Região ou ao Estado. Além disso, se em última instância for dada razão à Air Luxor, o Estado Português terá que pagar uma pesadíssima indemnização aquela empresa, até porque a decisão tomada colocou a mesma numa situação financeira complicada que se tem agravado com sucessivos azares e campanhas difamatórias.
Receio que nós Portugueses, por um capricho de dois governos que intervêm onde não devem, vamos pagar duas vezes pelo mesmo serviço.
Em 2001, um entendimento entre o Governo de Gutterres e o Governo de César, afastou administrativamente a Air Luxor da corrida às rotas entre Açores e Lisboa. Lembro que a proposta da Air Luxor previa a prestação do serviço sem recurso a indemnizações compensatórias por parte do Estado. A escolha da Air Luxor, significava assim, uma poupança de cerca de 5000.000€ ano aos cofres do Estado.
A decisão politica, na altura, visou apenas salvar a SATA-Internacional de um processo de reestruturação e emagrecimento que não trazia mal nenhum à Região ou ao Estado. Além disso, se em última instância for dada razão à Air Luxor, o Estado Português terá que pagar uma pesadíssima indemnização aquela empresa, até porque a decisão tomada colocou a mesma numa situação financeira complicada que se tem agravado com sucessivos azares e campanhas difamatórias.
Receio que nós Portugueses, por um capricho de dois governos que intervêm onde não devem, vamos pagar duas vezes pelo mesmo serviço.
25 de março de 2004
Insularidade
Os custos da Insularidade, são assunto recorrente quando se quer arremessar contra Lisboa ou contra uma Ilha maior. Os custos da Insularidade nada têm a ver com o supermercado, o pão, o gás ou a Gasolina. Os custas da Insularidade, são rajadas de vento de 100Km hora e estar aqui há 12 horas à espera de um avião que nem se sabe ainda se chega a vir.
Justiça? Mas afinal o que é isso?
As amendoeiras vão florir pela segunda vez, e a culpa ficou para tia. O Tribunal de Castelo de Paiva considerou não haver matéria suficiente para levar qualquer arguido a julgamento.
Comparem isso com o tal assassino da Ministra Suéca. Seis meses depois. Prisão prepétua.
Comparem isso com o tal assassino da Ministra Suéca. Seis meses depois. Prisão prepétua.
O tempo. O tempo de Hoje.
Ele estava ali sentado na esplanada da Mexicana a ver passar gente atarefada na volúpia do quotidiano. Eles e elas de pasta cheia de ilusões. Ele, abstémio por convicção, afogando a sua solidão entre tragos de um refrigerante de extractos vegetais . A Esplanada estava cheia de gente bem vestida e bem portada com idade de quem já contribuiu bastante para estar ali a gozar o cheque da reforma. Eram seis da tarde, Lisboa apresentava aquela Luz que só ela sabe ter, um lindo final de dia de primavera. As flores desabrocham em múltiplas cores nos jardins da Guerra Junqueiro.
Lá dentro, ao balcão, tudo fervilhava entre grandes discussões sobre o último jogo do Real Madrid, uns tremoços e umas cervejas. Vestidos todos de igual, fato cinzento escuro, camisa azul claro e gravata cor de vinho com pintas douradas , fazendo todos os mesmos gestos sincronizados e estudados, parecem marionetas manipuladas por um qualquer ser invisível. Superior.
E Ele deu por si, ali deslocado, longe da família perdido em cogitações várias.
Afinal, os cafés, os bares, as esplanadas de Lisboa estão repletos de Gente que não tem tempo para os Filhos.
Lá dentro, ao balcão, tudo fervilhava entre grandes discussões sobre o último jogo do Real Madrid, uns tremoços e umas cervejas. Vestidos todos de igual, fato cinzento escuro, camisa azul claro e gravata cor de vinho com pintas douradas , fazendo todos os mesmos gestos sincronizados e estudados, parecem marionetas manipuladas por um qualquer ser invisível. Superior.
E Ele deu por si, ali deslocado, longe da família perdido em cogitações várias.
Afinal, os cafés, os bares, as esplanadas de Lisboa estão repletos de Gente que não tem tempo para os Filhos.
24 de março de 2004
O Monólogo do Vaqueiro
O que é um “Blog”?
MUU!!
E “macaquins”?
MUU!!
E design?
MUU!!
E curta metragem?
MUU!!
E produções culturais?
MUU.!!
Não sabes dizer mais nada?
MUU!!
MUU!!
E “macaquins”?
MUU!!
E design?
MUU!!
E curta metragem?
MUU!!
E produções culturais?
MUU.!!
Não sabes dizer mais nada?
MUU!!
Tabucchi no PE pelo BE
A Presença de António Tabucchi
na lista do BE ao Parlamento Europeu, em lugar não elegivel, é como contratar o Homem maior do Mundo ou o mais velho ou o mais feio ou o mais bonito para pôr numa lista de um qualquer outro partido. Tabucchi não trará nada de novo ao discurso de Miguel Portas, trará apenas, aliás já trouxe, notoriedade à lista. Os Bloquistas, certamente não estavam seguros dos seus candidatos a conseguirem por si sós.
na lista do BE ao Parlamento Europeu, em lugar não elegivel, é como contratar o Homem maior do Mundo ou o mais velho ou o mais feio ou o mais bonito para pôr numa lista de um qualquer outro partido. Tabucchi não trará nada de novo ao discurso de Miguel Portas, trará apenas, aliás já trouxe, notoriedade à lista. Os Bloquistas, certamente não estavam seguros dos seus candidatos a conseguirem por si sós.
23 de março de 2004
Comentários no Foguetabraze
A pedido de várias famílias O Foguetabraze, a partir de hoje e até ver, tem disponível uma secção para comentários. O respeito pelo próximo é uma coisa que prezo muito. Por isso, agradeço que se identifiquem, detesto o anonimato.
A campanha já começou
A retirada dos cartazes do PSD ( Factos são factos os Açores são a Região mais pobre de Portugal), tem sido objecto de grande celeuma, principalmente pela “blogosfera” rosada e pouco ou nada isenta. Na verdade, os ditos cartazes, além de infelizes, como o são os de igual teor do PS, eram cartazes do PSD. Assinado que foi o acordo de coligação “Todos pelos Açores” não fazia nem faz sentido que se mantenham cartazes só do PSD nas ruas.
Mesmo que não fosse por uma questão de “timing”, vamos admitir que a retirada é estratégica, seria bom sinal, seria mais um sinal de mudança, de sentido político, de estratégia política. Aliás, é essa capacidade de intervenção junto da sociedade, o conteúdo programático, o movimento de consciências, o pulsar das gentes, que anda a incomodar o Partido Socialista e o seu mais recente aliado o PCP. Não André, nós no CDS/PP, não agitamos o fantasma do Comunismo. Vocês no Partido Socialista é que não são, nem capazes de recusar as ofertas grátis do PCP nem são capazes de admitir que governarão com eles caso não tenham maioria absoluta e caso a direita também não a consiga. Nós há muito tempo que deixamos de nos preocupar com o PCP, foi chão que já deu as uvas que tinha para dar.
Outra campanha, que o articulistas socialistas têm vinda a fazer, é a de colar a actual coligação aos erros do passado do PSD. Articulistas alguns que no tempo até nem eram do PS eram do “acomodanço”, agora até já são do Partido do poder mas esperaram para ter a certeza. A diferença entre estes articulistas e o Sr. José Andrade, é que este último deixou a Câmara para trabalhar para a coligação, os outros continuam a receber do erário público para trabalharem para o PS. Passa cão.
Mesmo que não fosse por uma questão de “timing”, vamos admitir que a retirada é estratégica, seria bom sinal, seria mais um sinal de mudança, de sentido político, de estratégia política. Aliás, é essa capacidade de intervenção junto da sociedade, o conteúdo programático, o movimento de consciências, o pulsar das gentes, que anda a incomodar o Partido Socialista e o seu mais recente aliado o PCP. Não André, nós no CDS/PP, não agitamos o fantasma do Comunismo. Vocês no Partido Socialista é que não são, nem capazes de recusar as ofertas grátis do PCP nem são capazes de admitir que governarão com eles caso não tenham maioria absoluta e caso a direita também não a consiga. Nós há muito tempo que deixamos de nos preocupar com o PCP, foi chão que já deu as uvas que tinha para dar.
Outra campanha, que o articulistas socialistas têm vinda a fazer, é a de colar a actual coligação aos erros do passado do PSD. Articulistas alguns que no tempo até nem eram do PS eram do “acomodanço”, agora até já são do Partido do poder mas esperaram para ter a certeza. A diferença entre estes articulistas e o Sr. José Andrade, é que este último deixou a Câmara para trabalhar para a coligação, os outros continuam a receber do erário público para trabalharem para o PS. Passa cão.
22 de março de 2004
Raciocínios enviesados
O Sr. Ariel Sharon, não merece da minha parte qualquer tipo de reverência ou sequer respeito. Contudo, serei incapaz de sentir qualquer nó na garganta ou verter uma lágrima sequer pela morte do Sheikh Ahmed Yassin.
"Todos eles estão errados a lua é dos namorados".
Judeus e Árabes andam às turras há anos, décadas, séculos até.
Não acredito, até porque ainda não estou senil, na solução milagrosa do Dr. Soares. Mas tudo é possével, já o foi no passado. Imaginem no presente: Ariel Sharon a pedir um encontro com Ahmed Iassin, depois encontravam-se em Nova York, com a arbitragem de Kofi Annan. Mais tarde a Academia Sueca, hipocritamente galardoava os dois com o prémio nóbel da Paz e um deles aparecia assassinado uns tempos mais tarde. Adivinhem que estava à vez..?
Mas o que mais me incomoda no meu disto tudo, além dos inocentes, mulheres bomba, crianças sem Pai e sem Mãe, é a esquerda Barnabéziana, que acha bem a escolha dos Espanhóis contra os senhores da Guerra e da mentira, mais pela mentira do que pela guerra, vir agora defender o Hamas e condenar o ataque perpetrado pelas tropas de Israel.
"Todos eles estão errados a lua é dos namorados".
Judeus e Árabes andam às turras há anos, décadas, séculos até.
Não acredito, até porque ainda não estou senil, na solução milagrosa do Dr. Soares. Mas tudo é possével, já o foi no passado. Imaginem no presente: Ariel Sharon a pedir um encontro com Ahmed Iassin, depois encontravam-se em Nova York, com a arbitragem de Kofi Annan. Mais tarde a Academia Sueca, hipocritamente galardoava os dois com o prémio nóbel da Paz e um deles aparecia assassinado uns tempos mais tarde. Adivinhem que estava à vez..?
Mas o que mais me incomoda no meu disto tudo, além dos inocentes, mulheres bomba, crianças sem Pai e sem Mãe, é a esquerda Barnabéziana, que acha bem a escolha dos Espanhóis contra os senhores da Guerra e da mentira, mais pela mentira do que pela guerra, vir agora defender o Hamas e condenar o ataque perpetrado pelas tropas de Israel.
Sol na eira e ...
O Nuno resolveu limpar as unhas sujas e deitar-se ao Sol. O tipo, por ser cubano (usando o significado de cubano na mente do troglodita A J Jardim ) não sabe que por cá o ditado não é igual. De facto, nos Açores não se diz - “Sol na eira e chuva no nabal”. Mas sim - “Sol na eira e água nas couves”.
Todos pelos Açores (II)
Foi com agrado que notei a ausência de alguns históricos do PSD e do CDS na cerimónia de assinatura do acordo de coligação. São sinais de mudança.
Todos pelos Açores
Há dias o projecto PPD/PSD e CDS/P era criticado por não ter ideias, agora é criticado por Ter ideias demasiado ambiciosas. Passa cão!
21 de março de 2004
Natália Correia e o Aborto
Cara Maria do Ceu,
andei à procura do discurso proferido por Natália Correia na AR, dois dias antes da publicação deste poema no Diário de Lisboa. Não o encontrei na bagunça do meu escritório. Mas fica o poema ao morgado.
Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
NATÁLIA CORREIA
andei à procura do discurso proferido por Natália Correia na AR, dois dias antes da publicação deste poema no Diário de Lisboa. Não o encontrei na bagunça do meu escritório. Mas fica o poema ao morgado.
Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
NATÁLIA CORREIA
O meu Liceu
O João do professorices lançou um "post" sobre o nosso Liceu. O Carlos, Pai da Ana, desafiou os restante conterrâneos "blogosféricos" a participarem. Eu aqui estou.
O meu Liceu. No meu tempo chamava-se Escola Secundária Antero de Quental, Mas será sempre o meu Liceu. O liceu que foi do meu avô e do meu pai. O liceu que vinte anos depois do João sair foi o meu Liceu. Com “cromos” como os que havia no tempo do João, o cromo principal não era o “Casiá” era o Tadeu ou o Amâncio Faria e Maia .
O Amâncio era aquele tipo que parecia e parece andar sempre em campanha eleitoral, acho que o Amâncio nunca foi candidato a nada mas é um politico nato. Quando me dirigia a ele com a tradicional saudação matinal:
– “Bom dia, Amâncio”- respondia seca e prontamente - amanse-o Você que eu já o amansei.
Recordo os dias que passei a recrutar alunos para se matricularem em Latim para que a cadeira passasse a existir no meu liceu. Missão cumprida. Recordo o Jornal "Antero" que fiz com a ajuda do Rui Silva e da Professora Natália Almeida. Acho que ainda se publica. Recordo uma semana de Latim de organizei com a Professora Margarida Palhinha Machado Pires.
Recordo com alguma sadade as conversas mantidas com alguns dos professores, Margarida Machado Pires a Professora que mais me marcou. E outros que de forma indelével deixaram um importante registo na minha vida e que comigo travavam discusões muito interessantes, Eu roçando quanse a arrogância de querer contrariar o mestre. Eles com mestria, usando da sua spaiência para contrariarem as minhas ideias radicais, Natália Almeida, Conceição Teixeira, Manuel Sá Couto, Olga Faria, Alberto Moura, Fátima Patrício, e mais e mais e mais...
Recordo os dias de luta politica pelo poder na Associação de Estudantes, os copos de vinho de cheiro no Avião, os meios pães com pé de torresmo. O Agostinho..... e mais e mais e mais. O João e o Carlos que me perdoem mas há tanto para dizer sobre o meu liceu que vou fazê- lo no Foguetabraze.
(Este "post" foi escrito a partir de um comentário num post do Professorices)
O meu Liceu. No meu tempo chamava-se Escola Secundária Antero de Quental, Mas será sempre o meu Liceu. O liceu que foi do meu avô e do meu pai. O liceu que vinte anos depois do João sair foi o meu Liceu. Com “cromos” como os que havia no tempo do João, o cromo principal não era o “Casiá” era o Tadeu ou o Amâncio Faria e Maia .
O Amâncio era aquele tipo que parecia e parece andar sempre em campanha eleitoral, acho que o Amâncio nunca foi candidato a nada mas é um politico nato. Quando me dirigia a ele com a tradicional saudação matinal:
– “Bom dia, Amâncio”- respondia seca e prontamente - amanse-o Você que eu já o amansei.
Recordo os dias que passei a recrutar alunos para se matricularem em Latim para que a cadeira passasse a existir no meu liceu. Missão cumprida. Recordo o Jornal "Antero" que fiz com a ajuda do Rui Silva e da Professora Natália Almeida. Acho que ainda se publica. Recordo uma semana de Latim de organizei com a Professora Margarida Palhinha Machado Pires.
Recordo com alguma sadade as conversas mantidas com alguns dos professores, Margarida Machado Pires a Professora que mais me marcou. E outros que de forma indelével deixaram um importante registo na minha vida e que comigo travavam discusões muito interessantes, Eu roçando quanse a arrogância de querer contrariar o mestre. Eles com mestria, usando da sua spaiência para contrariarem as minhas ideias radicais, Natália Almeida, Conceição Teixeira, Manuel Sá Couto, Olga Faria, Alberto Moura, Fátima Patrício, e mais e mais e mais...
Recordo os dias de luta politica pelo poder na Associação de Estudantes, os copos de vinho de cheiro no Avião, os meios pães com pé de torresmo. O Agostinho..... e mais e mais e mais. O João e o Carlos que me perdoem mas há tanto para dizer sobre o meu liceu que vou fazê- lo no Foguetabraze.
(Este "post" foi escrito a partir de um comentário num post do Professorices)
19 de março de 2004
Ele querer queria ...
O Chanceler alemão Gerard Schroeder manifestou hoje a sua intenção de continuar por mais um mandato à frente dos destinos da Alemanha, depois de ter liderado o país por duas legislaturas.
Ele querer queria os alemães é que não querem.
Ele querer queria os alemães é que não querem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)