Foi com D. João II, com o Marquês de Pombal e o Intendente
Pina Manique, com Rodrigo da Fonseca, com Oliveira Salazar e agora com um pacto
de regime. Este país só estabiliza e se deixa ser governado de forma musculada.
Falta lastro a este Povo para poder navegar nas águas atribuladas da democracia.
16 de julho de 2013
14 de julho de 2013
Ramón Gómez De La Serna
De quando em vez revisito Ramón
Gómez de la Serna, mesmo com outras leituras entre dedos e na espuma destes
dias em que os afazeres da academia me obrigam a ler outras coisas, revisito
Goméz de La Serna e a sua magistral
autobiografia. A sua prosa desconcertante, não é dificilmente catalogável no
espectro das correntes estético-literárias. O autor nasceu já no fim do
realismo e naturalismo que caracterizaram a segunda metade de XIX tendo, por
isso, desenvolvido toda a sua atividade literária na primeira metade de XX,
portanto, sob influência estética do modernismo. As suas obras são referência dessa
corrente literária à escala planetária com especial relevo na chamada hoje de
Ibero-América. Na verdade, Gómez De La Serna influenciou muitos escritores hispano-americanos
da época nomeadamente os brasileiros Mário de Andrade e Oswald Andrade (outro
revisitado). Em Portugal foi António Ferro, editor da revista Orpheu e como tal
digno representante do Orfismo (modernismo português) quem melhor caracterizou o percurso de Gómez
de La Serna sobre o qual Ferro disse um
dia ser um “palhaço, saltimbanco, cujos
dedos são acrobatas na barra da sua pena”.
(…)No
quiero haber vivido mucho, ni viajado mucho, ni amado mucho, ni escrito mucho,
sino haber levantado mucho la vista hacia las cosas asistido por mi alma limpia
y altruista de pobre de solemnidad, y haber comprendido en esa contemplación y
con tolerancia la inanidad de todo, y que entre lo inane lo que lo es menos es
lo bueno y lo bello, entendiendo por bondad el cariño desinteresado por las
ideas, por las cosas visibles e invisibles, por las personas nobles, y
entendiendo por lo bello lo que ya está revelado como tal o lo que lleva
latente y aun en secreto la belleza futura y sólo se sabe que es así por lo que
se oye en los sueños y en los suspiros. (…)
Para quem gosta de ler em castelhano recomenda-se como
leitura para este verão ou para outros verões que virão. Automoribundia (http://www.wook.pt/ficha/automoribundia-1888-1948-/a/id/2597552)
ou ainda, uma leitura mais leve de algumas das sua Greguerias. (http://www.wook.pt/ficha/greguerias/a/id/2236297).
13 de julho de 2013
Porque a história da nossa vida não passa da história da nossa morte.
"Titulo este libro 'Automoribundia', porque un libro de esta clase es más que
nada la historia de cómo ha ido muriendo un hombre y más si se trata de un
escritor al que se le va la vida más suicidamente al estar escribiendo sobre el
mundo y sus aventuras. (...)
Ramón Gómez De La Serna
Ramón Gómez De La Serna
Não, não temos elites.
As elites Açorianas padecem de uma moléstia cuja cura não
será fácil. Os que se julgam urbanos e cosmopolitas, cultos e contemporâneos, pensam demasiado pequeno,
prenhes de preconceitos esquecem muito rapidamente os que trabalham a terra
para lhes por a comida na mesa. São como aquela cão que morde a mão que lhe dá
de comer.
Não, não temos elites e isso faz toda a diferença.
10 de julho de 2013
Não me ofendam a Bimby sff...
Paulo Portas "a uma espécie de "bimby" governante".
E a Cecília Honório é uma Bimba falante.
Eu adoro essas "piquenas" do bloco que comem Mac Donalds às escondidas e nos convencem que cozinham em panelas de ferro com trempe em cima das brasas.
9 de julho de 2013
Depois é que são elas.
Nem parece que estamos em crise….
É só ver o que vai por esses Açores fora de programas de “violas
e brasileiras”. Autárquicas a quanto obrigas.
6 de julho de 2013
Um macaquinho numa loja de porcelanas.
Portas no Governo não é “um elefante numa loja de loiças”, é
mais um macaquinho numa loja de porcelanas. Explico. Um elefante entra na loja de loiças e parte a
loiça toda. Um macaquinho, ao invés, salta de prateleira em prateleira e vai partindo
uma peça aqui outra acolá, bem escolhida e de preferência as melhores. De vez em quando faz uma paragem e põe um ar
comprometido. Quando se trata de limpar os cacos, o macaquinho prontifica-se a
juntar alguns deles e porta-se como se não tivesse sido ele o culpado da
sujeira.
No meio de tudo isso tenho pena que Portas e Passos tenham
conseguido “queimar” e deixar pelo caminho Victor Gaspar e, segundo consta, Álvaro Santos Pereira duas figuras nas quais detinha alguma esperança. Se as notícias que correm se confirmarem, preparam-se ainda para queimar mais duas figuronas que , na minha opinião, são uma reserva moral na política à portuguesa. Pires de Lima que
representa o que de melhor existe na direita liberal em Portugal e Jorge Moreira
da Silva que no espectro do centro-esquerda é uma mais-valia indiscutível.
5 de julho de 2013
Aqui só passa quem eu quero...
Portugal tratou o voo de Evo Morales como se deve tratar um
terrorista. Assim como tratou os voos da CIA como os tinha que tratar, como antiterroristas.
O terrorismo é a maior ameaça externa a que estão expostos os
estados-nação nos dias que correm. Combatê-lo é agir de forma a garantir a
segurança nacional.
4 de julho de 2013
Somos herdeiros das revoluções atlânticas, felizmente.
Hoje, 4 de
Julho, comemora-se a passagem de mais um aniversário da constituição dos
Estados Unidos da América. Daqui a 10 dias estaremos a comemorar o feriado
nacional francês, a tomada da bastilha a 14 de julho de 1789, dez anos depois
da Revolução Gloriosa que originou capitulação de Jaime II de Inglaterra e do
fim da dinastia Stuart com o culminar da chamada Bill of Rights, ao fim do
absolutismo em terras de Sua Majestade e ao início de uma prática política e um
regime de subjugação do monarca às leis imanadas do parlamento que que havia
começado com Cromwel em 1649 e que se consagrou depois de 1689 e permaneceu com
notório sucesso até aos nossos dias.
Estes três
marcos, também conhecidos como revoluções atlânticas, foram o rastilho e a
semente para incremento das democracias parlamentares que hoje conhecemos no
ocidente. Embora na Europa se aponte muitas vezes a Revolução Francesa como
revolução fundadora do liberalismo e da democracia ou das democracias liberais
se assim se entender chamar, facto é que esta foi a última das três revoluções
e o seu "jacobinismo" e o seu carácter radical inspiraram
revoluções antidemocráticas como foram os casos conhecidos na
Ibero-América e até o caso português da chamada Primeira República.
Celebremos, por isso este 4 de
julho, como símbolo da liberdade, do liberalismo e da democracia e saudemos
Guilherme D’Orange e os seus seguidores por terem materializado em governos e
sistemas políticos nacionais e internacionais aquilo que os filósofos políticos
do seu tempo se deram ao trabalho de pensar e transmitir, com especial relevo e
destaque para os contratualistas, Thomas
Hobbes (1588-1679),John Locke (1632-1704), Montesquieu (1689-1755),
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).
Se somos herdeiros dessas
revoluções atlânticas? Claro que somos, ainda não fomos foi capazes de transportarmos para
a nossa ordem política, para a nossa ordem social essa carga
genética.
3 de julho de 2013
Portas, um perigoso esquerdista...
Eu tinha avisado que Paulo Portas era uma boa solução para a
esquerda órfã. Portas confirmou-o por estes dias com as suas atitudes de menino
mimado e irresponsável. Nenhum Homem de direita vira o peito às balas.
2 de julho de 2013
1 de julho de 2013
28 de junho de 2013
Se me permitem a pergunta...
A greve de ontem alterou alguma coisa em Portugal face à crise em que vivemos?
27 de junho de 2013
Contra a corrente.
Sobre a guerrilha política que por aí se vai travando sobre os preços das passagens aéreas e dos transportes marítimos de passageiros eu não entro nem na crítica fácil nem faço da SATA nem bombo nem bobo da corte.
Já escrevi e volto a fazê-lo, não quero ver o dinheiro dos impostos de quem não pode sequer sonhar em passar um fim-de-semana nas Furnas a pagar as passagens de quem pode viajar de avião.
Quem precisa por imposição, por doença, para estudar, tem já apoios e se se entende que são reduzidos então que se os aumentem.
O dinheiro dos nossos impostos faz falta, é cada vez mais escasso e ainda vai ser mais difícil de o encontrar num futuro próximo. Admira-me bastante, espanto-me mesmo que os mesmos que pedem controlo nas contas públicas por um lado, reclamam por outro que o Estado gaste os seus recursos na exportação de capitais com passagens baratas. Criticam as violas e brasileiras, mas já se for "forró" no avião, tudo está bem.
A Região Açores, 30 anos depois da democracia, da autonomia e de "bacoquismos" e desastrados planos de desenvolvimento, é a Região mais pobre de Portugal e da Europa.factos são factos.
E porquê? Porque quem governou esta "santa terrinha", teve sempre muita dificuldade de perceber que a única maneira de acabar com a pobreza é produzindo riqueza, não é esbanjando recursos subsidiando as importações ou pagando para que a nossa classe média (constituída por funcionários) vá a Lisboa, Paris ou Nova Iorque, em passeios turísticos e idas às compras aos armazéns da moda.
Já escrevi e volto a fazê-lo, não quero ver o dinheiro dos impostos de quem não pode sequer sonhar em passar um fim-de-semana nas Furnas a pagar as passagens de quem pode viajar de avião.
Quem precisa por imposição, por doença, para estudar, tem já apoios e se se entende que são reduzidos então que se os aumentem.
O dinheiro dos nossos impostos faz falta, é cada vez mais escasso e ainda vai ser mais difícil de o encontrar num futuro próximo. Admira-me bastante, espanto-me mesmo que os mesmos que pedem controlo nas contas públicas por um lado, reclamam por outro que o Estado gaste os seus recursos na exportação de capitais com passagens baratas. Criticam as violas e brasileiras, mas já se for "forró" no avião, tudo está bem.
A Região Açores, 30 anos depois da democracia, da autonomia e de "bacoquismos" e desastrados planos de desenvolvimento, é a Região mais pobre de Portugal e da Europa.factos são factos.
E porquê? Porque quem governou esta "santa terrinha", teve sempre muita dificuldade de perceber que a única maneira de acabar com a pobreza é produzindo riqueza, não é esbanjando recursos subsidiando as importações ou pagando para que a nossa classe média (constituída por funcionários) vá a Lisboa, Paris ou Nova Iorque, em passeios turísticos e idas às compras aos armazéns da moda.
A SATA-Air Açores e a Sata-Internacional, são uma uma auto-estrada, não são uma SCUT. Se é que me faço entender?
25 de junho de 2013
Eu mesmo dormindo ouço muito bem...
É isso Rodrigo Moita de Deus, aqui, nas ilhas adjacentes como vocês dizem, é uma hora mais cedo e portanto, eu estava ainda com um olho meio aberto e outro meio fechado. No entanto ouvi muitíssimo bem e vi "claramente visto" o mesmo que tu viste. Nem precisei de pedir que me beliscassem, afinal conheço Paulo Portas há muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo.
Hoje há 10 anos
Manifesto editorial
Hoje, há dez anos foi assim que dei inicio a este Foguetabraze, que foi Fogotabrase (expressão escrita pela primeira vez na trilogia "Raiz Comovida" de Cristóvão de Aguiar). depois foi Fogotabraze e finalmente Foguetabraze. No fundo, são tudo formas populares de escrever por contracção a a frase "que o fogo te abrase ou que o fogo te faça em brasas.
Hoje, este que foi um dos mais procurados e comentados blogues dos Açores mas que ninguém lia e ninguém comentava, passa por dias de grande angustia e de alguma auto-censura. Não, não estou nem cansado nem desiludido com os Homens, são as vantagens de nunca me ter iludido, são as vantagens de ser optimista em relação ao que sei fazer e pessimista em relação ao que esperar dos outros.
Que venham mais 10 anos de blogas e de muitas coisas boas que é sinal que Deus me deu vida e saude para andar por aqui, ou como disse um dia aquele a quem a história fará justiça, "vou andar por aí".
Que venham mais 10 anos de blogas e de muitas coisas boas que é sinal que Deus me deu vida e saude para andar por aqui, ou como disse um dia aquele a quem a história fará justiça, "vou andar por aí".
22 de junho de 2013
Limitação de mandatos, um folhetim constitucional.
Corria
o já distante ano de 2005 quando o partido Socialista (PS) liderado pelo inominável,
recuperando a ideia da 22º emenda da Constituição dos Estados Unidos da América,
trouxe a público um esboço de lei para limitação dos mandatos dos titulares dos
órgãos do poder político autárquico e regional.
Vem,
novamente, essa lei à liça pelo facto de estarmos na proximidade de mais um ato
eleitoral para as Autarquias Locais e pelos “casos” constituídos pelas supostas
candidaturas de Luís Filipe Menezes ao Porto e Fernando Seabra a Lisboa.
Dizem
os Jornais desta semana que a candidatura de Seabra está comprometida porque o
Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a sentença do Cível sobre o
procedimento cautelar interposto pelo Movimento Revolução Branca. No entanto, a
interpretação dos Tribunais tem sido diferente para casos iguais uma vez que, o Tribunal de Évora rejeitou a
providência cautelar interposta pelo Movimento Revolução Branca contra a
candidatura da CDU à autarquia local, protagonizada por Carlos Pinto de Sá.
Todas essas dúvidas persistem porque os responsáveis
políticos insistem, e mal, na “ditadura do politicamente correto” e o Povo insiste
e mal em deixar-se ir como se de bovinos se trate.
O Tribunal Constitucional vai agora ser “convidado”
a pronunciar-se sobre a potencial candidatura de Fernando Seabra (já existe
entretanto recursos pendentes sobre os caso do Porto e da Guarda) quando esse
mesmo tribunal devia sim ter sido chamado a pronunciar-se sobre a própria Lei
46/2005 que, no meu entender, viola claramente
a Constituição da República Portuguesa (ver artigos 2º e 26º pelo menos) desde logo porque constrange o exercício da
democracia limitando o direito de propositura que é um direito de cidadania.
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