27 de abril de 2021
21 de abril de 2021
Produtos de baixo valor não fazem riqueza.
20 de abril de 2021
Libertem os Açorianos de políticas estatizantes
26 de março de 2021
25 de março de 2021
23 de março de 2021
17 de março de 2021
3 de março de 2021
31 de dezembro de 2020
Adeus 2020! Benvindo 2021
O ano que agora finda fica
marcado pela pandemia de SARS-CoV-2 e pelas consequentes alterações que a doença
que ele provoca infligiram nos nossos
hábitos. Longe de ser negacionista, sou antes de tudo realista. No entanto
direi que faltaram estadistas ao mundo ocidental
capazes de lidar com esta situação Fecharam países, aferrolharam pessoas, destruíram
milhões de postos de trabalho, de negócios, de vidas, e deixaram morrer milhões
de pessoas de outras doenças para se dedicarem exclusivamente a um vírus que mata uma percentagem muito diminuta
de contagiados.
A História desta
pandemia ainda está por escrever e por contar, falta o distanciamento necessário
para se avaliar as verdadeiras consequências das medidas de contenção da propagação
e os resultados reais da doença em causa.
2020, fica
marcado pela forma abusiva como políticos de todo o Mundo usaram e abusaram do
Novo Coronavirus para esgrimirem combates políticos e partidários, até mesmo de
regime ou de ideologia. Uma miséria.
Fica a esperança
de um 2021 com mais confiança e mais
coragem. Que este ano que daqui a poucas horas começa seja o da recuperação da
economia mundial para níveis aceitáveis e que os lideres mundiais,
principalmente no mundo ocidental, percebam, de uma vez por todas, que a
intervenção que fazem nas suas respetivas economias há décadas, provoca mais desigualdades do que equilíbrios
e que se mude a forma de distribuir a riqueza porque só assim se muda o forma crescer
sustentadamente e com convergência
social.
Desejo a todos
um ano novo cheio de coisas boas.
Haja saúde.
29 de dezembro de 2020
Mini entrevista ao Jornal Diário Insular edição de 2020.12.25
1DI- Os Açores entraram num ciclo
novo de governação, após cerca de um quarto de século de governo do PS. O que
devem os açorianos exigir deste novo ciclo?
NB- Os Açoreanos devem fazer um
exame profundo sobre as suas opções politico-eleitorais e devem exigir do
governo e da maioria parlamentar que o suporta (PSD-CDS-PPM) soluções para as
questões que não têm sido resolvidas e que, algumas, permanecem desde Os primórdios
da autonomia constitucional. A sociedade açoriana é pouco exigente com os
governantes e com os parlamentares. Há uma carestia de literacia política na
região, até mesmo na classe dirigente da administração publica e ao nível dos
parlamentares eleitos o que no fundo representa e espelha a sociedade. Uma
sociedade que vê na política algo pernicioso e que opta por escolhas
clubísticas, não pode esperar grandes mudanças. Felizmente, o quadro
parlamentar atual irá permitir um escrutínio das políticas do Governo muito
mais plural. Essa pluralidade constituirá uma excelente barreira à instalação
de todo o tipo de oligarquias e outros vícios menos bons que se criam com as maiorias
absolutas prolongadas. Nesse aspeto, acho que os Açoreanos podem esperar uns
Açores mais livres.
2 DI- Quais os sinais que se notam
neste início de ciclo e que poderão tender a marcar a atual governação?
NB- Há ainda poucos sinais que se possam
considerar como indicadores de um novo paradigma (palavra muito ao gosto de
José Manuel Bolieiro) de governação. No entanto, seguindo o raciocino da resposta
anterior, diria que há sinais de grande abertura à sociedade sem subserviência
às grandes corporações. Acho esse processo de “desmame” muitíssimo importante.
Na verdade, a democracia parlamentar, moderna, liberal e do direito, não é, nem
deve ser, corporativa. As grandes associações empresariais também são
corresponsáveis pelo estado miserável a que chegou a nossa economia ainda antes
desta crise sanitária e social a ter afetado.
3DI
- Quais os dossiês mais complexos, herdados ou emergentes, que exigirão do novo
governo muita atenção e competência?
NB- Há um dossier que permanece por
resolver desde há muito. O dos transportes. Somos uma Região Arquipelágica
dispersa e periférica, com níveis de periferia interna inclusive, resolver os
problemas dos transportes, marítimo e aéreo de passageiros e mercadorias, é o
nosso grande desígnio para vencer a pobreza resiliente e crónica. Estamos longe
de o resolver. Nesse particular o dossier SATA é o mais complicado e urgente de
tratar e que carece de empenho, competência e, acima de tudo, verdade.
4DI - Dada a geometria da solução de
governo e parlamentar encontrada, não serão necessários demasiados
compromissos, ao ponto de a governação acabar por bloquear?
NB- Sem querer parecer um
parafrasta, diria que, também aqui, a “politica é a arte do possível” como
disse Bismarck. Não é fácil gerir questões de geografia, ideologia e de gênero
num mesmo governo. A única forma de evitar bloqueios é fazer uma boa gestão das
relações com o parlamento uma vez que, para questões de grande relevância
carece do apoio parlamentar dos deputados de partidos que não estão no governo.
Se por um lado o CHEGA assinou com a coligação um acordo que o transforma numa
extensão dos grupos parlamentares que suportam o Governo, já os restantes,
desde a aprovação do programa do Governo, estão de fora dessa equação. A
próxima prova-de-fogo será a aprovação do plano e orçamento, lá para abril.
14 de setembro de 2020
Até já.
Suspendo a partir de hoje a minha participação nesta coluna semanal por razões de opções editoriais compreensíveis. Não deixarei de star presente de outra forma e em outros lugares e espaços. A condição de candidato pela Iniciativa Liberal às eleições legislativas Regionais do próximo Outubro, não me tolhe nem o pensamento nem, muito menos, a liberdade de expressão. Nós, liberais, temos esse património intelectual, gostamos de pensar livremente e de plasmar de forma livre o nosso pensamento. Na esteira dos grandes autonomistas de oitocentos, somos revolucionários responsáveis, irreverentes ponderados, racionalistas com sentimentos e adversários com lealdade. Há decisões que por mais duras que sejam, quem gosta da vida pública não pode deixar de as tomar. O inconformismo, a cidadania irrequieta são mais poderosos que qualquer tipo de racionalismo. Ficar em casa à espera que as coisas mudem não faz parte do meu modo de vida. Ocorra o que ocorrer, resulte no que resultar, o ato eleitoral de 25 de outubro próximo, conto, no dia seguinte, poder regressar a esta coluna e por isso, esta não é uma despedida é uma espécie de adeus e até já.
In jornal Açoriano Oriental edição de 8 de Setembro de 2020
25 de agosto de 2020
Açores Livres
18 de agosto de 2020
Constitucionalmente.
Quando se governa, seja onde for, desde que em Democracia há inerentes duas coisas. A responsabilidade de garantir equidade no acesso aos bens essenciais, alguns dos quais fornecidos pelo Estado, e a obrigação de cumprir e fazer cumprir a Lei. Quanto mais forte é o valor dessa Lei mais obrigação os governantes têm de a cumprir e fazer cumprir. A mais importante Lei de um País é a sua Constituição cuja importância decorre não só do facto de ser democraticamente aprovada mas, principalmente, por ser a única arma de defesa de um Povo contra assomos de tirania dos seus governantes. Sim porque é de tirania que se fala quando um Governante viola direitos liberdades e garantias de cidadãos em nome de outra coisa qualquer mesmo que se trate ( o que não é o caso) de bem moralmente superior. Quando esse governante é um jurista, e como tal não se pode dizer que seja ignorante, a coisa fica ainda mais grave. A violação reiterada e sistemática da Constituição da Republica Portuguesa a mando do Presidente do Governo Regional dos Açores é uma ato de tirania inadmissível num Estado de Direito Democrático.
In Jornal Açoriano Oriental, edição de 18 de Agosto de 2020




