31 de outubro de 2009

O regresso de Marcelo.

Em política, a mesma água passa muitas vezes debaixo da mesma ponte, parece-me uma verdade insofismável.
Porém, também me parece claro que, sempre que a mesma água passa a segunda vez debaixo da mesma ponte, já vem cheirando a lodo.

30 de outubro de 2009

Um erro a desvanecer-se

Eu também gosto de poucas pessoas e gosto do João Gonçalves que gosta do Paulo Rangel e do Pedro Santana Lopes. Por isso eu também gosto do Paulo Rangel e do Pedro Santana Lopes a quem a historiografia portuguesa haverá de fazer justiça sobre o que o “traliteirismo” socialista provocou não só à sua carreira politica como ao País.
O problema é que essas pessoas e mais uma boa maquia de seus iguais, militam no partido errado. São conservadores, católicos, ou pelo menos cristãos e defendem teorias do Estado mínimo entre o liberalismo e o neo-liberalismo. Essa gente, afinal, está no PSD por um equívoco, o que tratando-se de gente culta e inteligente, assusta. O PSD é, na verdade, um partido socialista, proletário e estaticista, na forma, no conteúdo e nas bases. Essa é que é essa.

Corrupção



Corrupção: acordem, acordem! E recordem...
O resultados conhecidos da operação face oculta são inequívocos e a abstenção comentarista dos políticos, como ainda ontem foi demonstrado pelo formal oposicionista José Luís Arnaut, permitem que esse vazio seja ocupado pelos grandes jornalistas de investigação que ainda temos. Seria uma boa oportunidade para o novo ministro da justiça mostrar que voltou a haver ministro no sector.
O tipo de corrupção que marca Portugal e grande parte dos países da nossa área não consegue ser detectado pelas melhores polícias. A parte visível do "iceberg", isto é, passível de provas, é bem mais ínfima do que as profundezas tentaculares de uma cultura laxista que nos entorpece. O combate é árduo, mas vale a pena e todas as forças políticas, morais e económicas não podem continuar a afastar-se do povo.
(...)
Leitura integral obrigatória do Professor José Adelino Maltez, hoje do incontornável Sobre o Tempo que Passa.

27 de outubro de 2009

Das Autonomias à Autonomia e à Independência.

Colóquio “Das Autonomias à Autonomia e à Independência: o Atlântico político entre os séculos XV e XXI”, que se realiza nos próximos dias 29 a 31 de Outubro, na Câmara Municipal de Ponta Delgada e na Universidade dos Açores
PROGRAMA

Quinta-feira, 29 de Outubro
Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada – 21h 00m
- Conferência de Abertura:
Avelino de Freitas de Meneses, O Governo dos Açores: das autonomias do passado à autonomia do presente


Sexta-feira, 30 de Outubro
Anfiteatro C, Universidade dos Açores – 9h 30m – 12h 30m
- ­­Vítor Ruas, Modelos de política autonómica na Antiguidade
- Pedro Cardim, Os representantes das cidades ultramarinas nas Cortes de Portugal da época moderna
- Debate

Coffee break

- José Damião Rodrigues, História de um motim: Nordeste, 1758
- Ricardo Madruga da Costa, Finanças municipais de Angra entre 1800-1805: coexistência de jurisdições e conflitualidade com o capitão-general
- Debate

14h 30m -18h 30m
- Arlindo Caldeira, Elite local, poder municipal e conflitualidade social e política na ilha de São Tomé nos séculos XVI a XVIII
- Teresa Lacerda, Os “discursos” da Insurreição Pernambucana
- Jelmer Vos, Portugal e o Reino do Congo, 1860-1913. Uma tragédia inevitável?
- Debate

Coffee break
- Paulo Miguel Rodrigues, Da Autonomia na Madeira: uma proposta de reapreciação da sua génese e desenvolvimento durante a primeira metade do século XIX
- Margarida Vaz do Rego Machado, Urbano de Mendonça Dias e as Autonomias
- Susana Goulart Costa e Wellington Nascimento, A Autonomia no Museu: divagações sobre uma proposta museológica
- Debate

Sábado, 31 de Outubro
Anfiteatro C, Universidade dos Açores – 9h 30m – 10h 30m
- Carlos Cordeiro, Da proclamação da República à instauração do Estado Novo: Regionalismo e Autonomia na imprensa açoriana
- Susana Serpa Silva, A autonomia no discurso das primeiras gerações republicanas dos Açores. Breve contributo
- Debate

11h 00m – 13h 00m
- Debate / mesa-redonda: O novo Estatuto dos Açores e o futuro da Autonomia
Moderadora: Carmo Rodeia (jornalista)
Intervenientes:
- Jorge Miranda (Universidade de Lisboa)
- Carlos Amaral (Universidade dos Açores)
- Ricardo Rodrigues (Assembleia da República)

22 de outubro de 2009

Coisas que importa saber...

... sobre o novo Governo da República.

Fotografia SAPO.PT

Quem é que vai ser o/a novo/a Director/a Regional da Cultura?

Quando é que vai haver governo?

O Governo desta choldra a que alguns teimam a chamar Portugal, regressou da sua silly season directamente par a campanha eleitoral das autárquicas. Digamos que para lá de 2 meses que não temos governo. Fez falta? Nenhuma.
Post Scriptum: "Governa melhor quem governa menos".

21 de outubro de 2009

INCOMPETÊNCIA

Já lá vão 3 anos deste quadro comunitário de apoios e no que concerne ao programa PRORURAL estamos com 0% de execução. Nunca, em nenhum quadro comun itário de apoio, a Região foi tão incompetente na análise, aprovação e execução de projectos como agora. Nunca.
Foi inventada uma nova estrutura, criada uma Direcção Regional para o efeito (ou terá sido para empregar os amigos e formar clientelas políticas?), foram descartados os serviços do IFAP e a experiência dos seus técnicos e o resultado é esta vergonha nacional.
Onde param as Corporações que as não ouço? Deviam estar brandando permanetemente, ficam-se por uns meros "latidos" institucionais. Vão podres as coisas nesta amostra de região governada por politicos de terceira categoria.
Post Scriptum: "Governa melhor quem governa menos".

20 de outubro de 2009

O Lugar de Baco.



Conheço o Rui Teixeira quase desde que tenho a noção da minha própria existência. Companheiro, amigo, partilhamos uma paixão, os cavalos. No meio equestre, marialva, o vinho tinto e as castanhas estão sempre presentes.
Há 17 anos que me tornei abstémio, quase fui um fundamentalista anti álcool, mas nem por isso deixei de apreciar conversar e ouvir quem aprecia os vinhos e a gastronomia. Há caçadores, pescadores, enólogos e aqueles que gostam de falar com eles, é nessa última classe que me incluo. Quando recebo em casa amigos gosto de lhes proporcionar uma “boa pinga”, recorro assim aos amigos que sabem da poda e estão em cima do acontecimento.
Depois do +Lapas do Paulo Pacheco, aqui vos trago este O Lugar de Baco, do Rui Ribeiro Teixeira que, sendo um enólogo amador, mete toda a sua paixão e empenho o que nos traz garantias de qualidade nas escolhas e boas pistas para as nossas idas ao mercado em dia de festa.
Parabéns ao Rui e votos de muitas visitas ao blogue.

Depois do Isaltino...já acredito em tudo.


Foto Público online

Segundo o jornal Público de hoje que cita ao Jornal Nacional da TVI, aquela estação de televisão divulgou a existência de um fax trocado entre administradores do Freeport, no qual é feita uma referência explícita a um suborno de dois milhões de libras (três milhões e duzentos mil euros). A linhas tantas pode ler-se: “Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro”, escreve Payne a Rick Dattani, que, por sua vez, reenvia o texto para um outro administrador, Jonathan Rawnsley.

19 de outubro de 2009

Eleição do “lambe botas” do ano 2009


Uma iniciativa do O Sono Luso
São elegíveis figuras mais ou menos públicas, maiores de 18 anos, e não reconhecidas como portadores de cartão de militância PS. Esta figura deverá ter dado apoio mais ou menos directo ao governo PS e utilizado os meios ao seu dispor (jornais, internet, pombos-correio, etc.) que permitam inequivocamente entender o apoio a José Sócrates.

O Povo é que sabe.

Eu bem vos digo que o Povo é sábio. Demora, há vezes em que demora muito tempo, a perceber o que é a "boa e a má moeda" mas chega sempre lá.

Nossa Senhora de Fátima ilumine Paulo Portas.

Nem me parecia uma ideia do Paulo Pinto de Mascarenhas. Mas, “pois alevá”. Vejo que numa certa direita que gostou de passar pelo poder, resiste uma nostalgia do salamaleque.
Ao contrario de alguns “think thankers”, próximos de Portas que vêem com olhos benévolos uma aproximação do CDS ao PSD ou pior, ao PPD/PSD (distingam-se os partidos), eu penso e julgo pensar como a maioria do eleitorado0 do CDS, que a última frase do post do Paulo é bem mais interessante para o partido do Largo do Caldas, do que uma coligação ou acordo com o saco de gatos em que se transformou o partido da São Caetano à Lapa.
O CDS não tem que ser muleta de ninguém, muito menos de um PSD que uns dias é liberal a seguir defende o estatismo, no outro social-democrata, mais tarde é conservador para depois ser socialista. O PSD é, na verdade, um partido de matriz ideológica socialista, construído no pós 25 de Abril com inspiração nos países social-democratas do Norte da Europa, não é, por isso, um partido de direita.
A direita, ou as direitas se quisermos seguir o raciocino de Jaime Nogueira Pinto, em Portugal, é protagonizada, única e simplesmente, pelo CDS e por Paulo Portas. Ponto. Agora chegamos aos dois dígitos amanhã as duas dezenas depois os 30% que nos permitam ser poder sem ser muleta de seja quem for.
Neste sentido, ao CDS, só interessa uma coisa, caríssimo Paulo, que o PSD continue de líder em líder, passo a passo até à derrota final.

18 de outubro de 2009

17 de outubro de 2009

Escolha ética.

Tenho andado, nos últimos dias, embrenhado em livros e apontamentos que me relacionem a ética com o exercício do poder. Na minha mais pura ingenuidade, poder é uma sucessão de escolhas e, escolhas em poder, são uma sucessão de decisões baseadas em valores éticos e morais. Obviamente não sou assim tão ingênio para acreditar que do outro lado vou encontrar alguém que pensa da mesma forma do que eu. Mas, contudo, tenho esse vício de forma de partir do principio, que me parece bom, de que toda a gente tem boas intenções (tenho me enganado tanto).
Seguindo a máxima popular de que a verdade vem sempre ao de cima e que, tal como nos filmes, os vilões acabam sempre por perder, sigo tranquilo à espera de que o “peru tenha o seu natal”.
Infelizmente, nem sempre tenho tido razão. Mas, nem por isso deixo de decidir e de fazer as minhas escolhas éticas.
A esse respeito, vale a pena ler o Miguel Soares de Albergaria no seu O nó do problema ocidental, especialmente este post que a linhas tantas reza: (...) Assim são as escolhas: umas levam a uns resultados, outras levam a outros, no fim nunca tudo se dissolve como se a escolha afinal fosse só aparente! Daí a necessidade da ética - a disciplina que visa assinalar os valores que orientam as escolhas cujos resultados se revelam em geral os melhores; ainda que para lá chegar a médio prazo seja preciso pagar um preço a curto prazo.(...)

16 de outubro de 2009

Na selva?

Sexta Feira Nem Que Chova

Carlos Tê / Rui Veloso


São oito menos cinco
Já piquei o cartão
Para começar o dia
Entro na oficina
São oito menos cinco
De mais uma bela matina

Ao toque da sirene
Ponho as mãos no aço
Saltam as limalhas
Ficam no cachaço
Ao toque da sirene
Marco o meu compasso

A manhã vai lenta
Do meio-dia nem sinais
Tenho a boca amarga
Com o sabor dos metais
A manhã vai lenta
E as horas duram mais

Vou fumar um cigarro
Até ao w.c.
Sabe-me pela vida
E sempre dá alento
Vou fumar um cigarro
Aproveito e queimo o tempo

O que vale é sexta-feira
Depois é dia de alcova
Cuidado com a soneira
Cuidado com a escova
O que vale é sexta - feira
Sexta - feira nem que chova

Vou indo devagar
Não ligo a louvores
Não me vou esfolar
Também não sou um sorna
Mas para a obra acabar
Há tempo até à reforma.

Pelo beicinho.

Mais um excelente post de um excelente blogger que dá pelo nome de Fernando Freitas.

Nem de propósito.

Um post do Professor José Adelino Maltez no seu incontornável Sobre o tempo que passa.

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