30 de março de 2008

La Palice

Portugal, desde Marcelo Caetano que diverge dos seus parceiros europeus. Está nas estatisticas oficiais. Por isso, Portugal é a recessão em forma de País. Qualquer economista, mediano, sabe isso e sabe também que num País onde se partiu da regulação para o mercado esse não existe de facto. Quando não existe mercado, mas Estado em seu lugar, as crises não afectam senão as contas públicas. Está nos livros.
Por exemplo a descida de 1 ponto percentual no IVA vai afectar quem? O Estado. Mais ninguém. Todo o resto que se possa dizer a esse respeito é pura demagogia. Ah! Também dá um jeitinho ao Sr. Belmiro de Azevedo e a mais duas ou três grandes empresas.

E os Senhores o que fazem?

PS/Madeira
Socialistas aprovam voto de protesto contra elogios de Jaime Gama a Alberto João Jardim

30.03.2008 - 17h08 Lusa
A Comissão Regional do PS/Madeira aprovou hoje um voto de protesto contra os elogios do "camarada Jaime Gama", na qualidade de presidente da Assembleia da República, ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim. A comissão considera que o socialista “ofendeu todos os cidadãos deste país, particularmente aqueles que, na Região Autónoma da Madeira, têm sido severamente prejudicados, no seu corpo e na sua alma, pelo exercício autocrático do poder regional vigente, já lá vão trinta anos".
E os Senhores do PS-Madeira quando insultam os orgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira, sufragados em eleições livres e democráticas, não estarão a insultar os milhares de Madeirenses que, há 30 anos, votam no PSD e no Dr. Alberto João Jardim?
E mais esses "tijolos" de esquerda da Região Açores, que vivem obcecados com a boçalidade de Jardim, também não estarão a julgar o Povo Madeirense como mentecapto?
A democracia é uma coisa optima, quando ganhamos nós, não é?

O Blogue feito pelos jornais.

A balbúrdia na escola

Por António Barreto

AS CENAS DE PANCADARIA NA ESCOLA têm comovido a opinião. A última em data, com especial relevo, ocorreu numa escola do Porto e foi devidamente filmada por um colega. Em poucas horas, o “clip” correu mundo através do YouTube. A partir daí, choveram as análises e os comentários. Toda a gente procura responsáveis, culpados e causas. Os arguidos são tantos quanto se possa imaginar: os jovens, os professores, os pais, o ministério e os políticos. E a sociedade em geral, evidentemente. As causas são também as mais diversas: a democracia, os costumes contemporâneos, a cultura jovem, o dinheiro, a televisão, a publicidade, a Internet, a permissividade, a falta de valores, os “bairros”, o “rap”, os imigrantes, a droga e o sexo. Para a oposição, a culpa é do governo. Para o governo, a culpa é do governo anterior. O trivial.
Deve haver um pouco disso tudo. O que torna as coisas mais complicadas. Sobretudo quando se pretende tomar medidas ou conter a vaga crescente de violência e balbúrdia. Se as causas são múltiplas, por onde começar? Mais repressão? Mais diálogo? Mais disciplina? Mais co-gestão? Há aqui matéria para a criação de várias comissões, a elaboração de um livro branco, a aprovação de novas leis e a realização de inúmeros estudos. Até às eleições, haverá alguns debates parlamentares sobre o tema. Não tenho a certeza, nem sequer a esperança, que o problema se resolva a breve prazo.

DE QUALQUER MANEIRA, a ocasião era calhada para voltar a ver a obra-prima do esforço legislativo nacional, o famoso “Estatuto do aluno”. A sua última versão entrou em vigor em finais de Janeiro, sendo uma correcção de outro diploma, da mesma natureza, de 2002. Trata-se de uma espécie de carta constitucional de direitos e deveres, a que não falta um regulamento disciplinar. Não se pode dizer que fecha a abóbada do edifício legal educativo, porque simplesmente tal edifício não existe. É mais um produto da enxurrada permanente de leis, normas e regras que se abate sobre as escolas e a sociedade. É um dos mais monstruosos documentos jamais produzidos pela Administração Pública portuguesa. Mal escrito, por vezes incompreensível, repete-se na afirmação de virtudes. Faz afirmações absolutamente disparatadas, como, por exemplo, quando considera que “a assiduidade (...) implica uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada...”! Cria deveres inéditos aos alunos, tais como o de se “empenhar na sua formação integral”; o de “guardar lealdade para com todos os membros da comunidade educativa”; ou o de “contribuir para a harmonia da convivência escolar”. E também os obriga a conhecer e cumprir este “estatuto do aluno”, naquele que deve ser o pior castigo de todos! Quanto aos direitos dos alunos, são os mais abrangentes e absurdos que se possa imaginar, incluindo os de participar na elaboração de regulamentos e na gestão e administração da escola, assim como de serem informados sobre os critérios da avaliação, os objectivos dos programas, dos cursos e das disciplinas, o modo de organização do plano de estudos, a matrícula, o abono de família e tudo o que seja possível inventar, incluindo as normas de segurança dos equipamentos e os planos de emergência!

TRATA-SE DE UM ESTATUTO burocrático, processual e confuso. O regime de faltas, que decreta, é infernal. Ninguém, normalmente constituído, o pode perceber ou aplicar. Os alunos que ultrapassem o número de faltas permitido podem recuperar tudo com uma prova. As faltas justificadas podem passar a injustificadas e vice-versa. As decisões sobre as faltas dos alunos e o seu comportamento sobem e descem do professor ao director de turma, deste ao conselho de turma, destes à direcção da escola e eventualmente ao conselho pedagógico. As decisões disciplinares são longas, morosas e processualmente complicadas, podendo sempre ser alteradas pelos sistemas de recurso ou de vaivém entre instâncias escolares. Concebem-se duas espécies de medidas disciplinares, as “correctivas” e as “sancionatórias”. Por vezes, as diferenças são imperceptíveis. Mas a sua aplicação, em respeito pelas normas processuais, torna inútil qualquer esforço. As medidas disciplinares são quase todas precedidas ou acompanhadas de processos complicados, verdadeiros dissuasores de todo o esforço disciplinar. As medidas disciplinares dependem de várias instâncias, do professor aos órgãos da turma, destes aos vários órgãos da escola e desta às direcções regionais. Os procedimentos disciplinares são relativos ao que tradicionalmente se designa por mau comportamento, perturbação de aula, agressão, roubo ou destruição de material, isto é, o dia-a-dia na escola. Mas a sua sanção é de tal modo complexa que deixará simplesmente de haver disciplina ou sanção.

O ESTATUTO cria um regime disciplinar em tudo semelhante ao que vigora, por exemplo, para a Administração Pública ou para as relações entre Administração e cidadãos. Pior ainda, é criado um regime disciplinar e sancionatório decalcado sobre os sistemas e os processos judiciais. Os autores deste estatuto revelam uma total e absoluta ignorância do que se passa nas escolas, do que são as escolas. Oscilando entre a burocracia, a teoria integradora das ciências de educação, a ideia de que existe uma democracia na sala de aula e a convicção de que a disciplina é um mal, os legisladores do ministério da educação (deste ministério e dos anteriores) produziram uma monstruosidade: senil na concepção burocrática, administrativa e judicial; adolescente na ideologia; infantil na ambição. O estatuto não é a causa dos males educativos, até porque nem sequer está em vigor na maior parte das escolas. Também não é por causa do estatuto que há, ou não há, pancadaria nas escolas. O estatuto é a consequência de uma longa caminhada e será, de futuro, o responsável imediato pela impossibilidade de administrar a disciplina nas escolas. O estatuto não retira a autoridade na escola (aos professores, aos directores, aos conselhos escolares). Não! Apenas confirma o facto de já não a terem e de assim perderem as veleidades de voltar a ter. O processo educativo, essencialmente humano e pessoal, é transformado num processo “científico”, “técnico”, desumanizado, burocrático e administrativo que dissolve a autoridade e esbate as responsabilidades. Se for lido com atenção, este estatuto revela que a sua principal inspiração é a desconfiança dos professores. Quem fez este estatuto tinha uma única ideia na cabeça: é preciso defender os alunos dos professores que os podem agredir e oprimir. Mesmo que nada resolva, a sua revogação é um gesto de saúde mental pública.

Jornal Público de hoje.

Out of control.

Isto está prestes a deixar de ser um blog e passar a sala de chat.

29 de março de 2008

Dias grandes.


Nada há melhor que os dias grandes para a vida ao ar livre, para a "reforma agrária", para os passeios em familia. Dias grandes. Finalmente e por uns meses. O pior é ter que acertar os Swatch todos. Tarefa que me parece vai ser todinha para a perceira do lado.

27 de março de 2008

Os resultados do trabalho do Paulinho das feiras

wishfulthingings

Recomenda-se a leitura completa do artigo da Helena Matos e já agora aos manuais de história universal contemporânea, aos manuais de macro-economia e ainda uma meia dúzia de biografias politicas. É que a malta vomita demasiado por ignorância. Sempre se disse que a "ignorância é atrevida".

O lá fora.

Caríssimo Francisco, esse um dia destes, aqui nestas Ilhas de Jesus Cristo, já aconteceu, não só à porta da sala de aula como dentro da sala de aula. Sim, não se espantem, Polícia ao lado do professor dentro da sala de aula para o proteger dos alunos.
E é claro que concordo contigo, a culpa não está “lá fora”, está lá dentro, dentro da escola, dentro do sistema de ensino, do Estatuto da Carreira Docente, da má preparação académica dos professores (qualquer um é professor ou mestre-escola), da desmotivação que a salgalhada de políticas de ensino e estatutos remuneratórios causou. Enfim, um país que desinvestiu sistematicamente na educação nos últimos 30 anos e que tem um ensino virado para a estatística. O luxo é dizer que agora vão todos à escola e que antes nada.
Esta geração que nos manda é fruto das reformas do Veiga Simão, são, por isso, umas nulidades.

O blogue feito de outro blogue.



Paulo Estêvão
Um Novo Projecto para os Açores

Do ponto de vista ideológico, a nova solução política que defendo situa-se na área de centro-direita.

O contexto da sua linha programática e da respectiva acção política diferenciar-se-á bastante das outras forças políticas situadas no mesmo espaço ideológico, na medida em que não contextualizará as sua propostas no actual marco constitucional e pugnará pela ruptura do actual estatuto político de dependência hierárquica entre o Estado e a Região.

Na quase totalidade das relações político-institucionais entre a entidade estatal e os Açores, defenderei a construção de um quadro relacional, de natureza bilateral, sem áreas de exclusividade ou de imposição unilateral por parte do Estado.

Na prática, isto significará, 32 anos depois da criação desta autonomia, o início da luta política destinada a alcançar um novo modelo – muito mais ambicioso – de autogoverno dos Açores: a II Autonomia, ou melhor, a concepção de um modelo de autogoverno definido fora das actuais fronteiras do Estado unitário.

Nessa medida, considero fundamental apresentar, nas próximas eleições regionais, medidas muito concretas que passo, sinteticamente, a enumerar:

A luta por uma revisão constitucional muito mais ambiciosa no âmbito dos mecanicismos de autogoverno do Povo Açoriano;

A extinção de qualquer figura de representação estatal nos Açores (seja o actual Representante da República ou qualquer outra solução semelhante);

A criação de uma polícia regional sob a directa responsabilidade do Governo Regional;

A criação de selecções desportivas açorianas inscritas nas respectivas federações internacionais;

A definição de um currículo escolar regional que inclua o ensino pormenorizado do quadro histórico, geográfico e cultural dos Açores;

A defesa de um modelo estatutário, cuja concepção e aprovação pertença exclusivamente ao Parlamento Açoriano;

A obtenção de direito de veto sobre a negociação e eventual aprovação de Tratados Internacionais que integrem o território dos Açores;

A implementação de uma política externa dos Açores independente, nomeadamente em áreas do nosso interesse específico (diáspora, Macaronésia, mundo lusófono e União Europeia);

A aquisição, por parte da Região, da faculdade de assinar Convénios, Tratados Internacionais e de possuir representação diplomática autónoma em áreas do nosso interesse vital;

A reivindicação de assento próprio na CPLP;

A aquisição de poder de veto sobre todas as políticas ou acordos referentes à exploração do Mar dos Açores;

A criação de um domínio próprio de, primeiro nível, dos Açores na internet;

A reivindicação de um modelo de financiamento, por parte das transferências do Estado, que integre a totalidade das receitas provenientes da projecção geoestratégica dos Açores e da exploração dos seus recursos marítimos;

Em áreas como a segurança – em que é necessário desenvolver uma política de combate, sem contemplações, à criminalidade – a educação, a saúde, os transportes, a coesão territorial, o urbanismo, o ambiente, a inovação e a sociedade de informação, a juventude, o turismo, a igualdade de género, o emprego, a cultura, a agricultura e pescas, o comércio e industria, o desporto, a fiscalidade, a economia, o ambiente, a imigração, a justiça, a segurança social, os transportes, as infra-estruturas, a habitação e a função pública e administração, deverá ser desenvolvido um programa eleitoral minucioso, conceptualmente assente num modelo de economia sustentada que privilegie um crescimento económico em que seja possível inserir a promoção da qualidade de vida das populações, o respeito pelo ambiente, a sobrevivência dos sectores económicos tradicionais e o aumento da produtividade derivada da qualificação dos recursos humanos e da inovação tecnológica.

Nesse mesmo quadro conceptual, queremos inserir a defesa de políticas sociais avançadas, visando o combate à crescente desigualdade social, a todas as formas de dependência, à exclusão social e a protecção aos idosos e demais sectores populacionais mais desprotegidos.

26 de março de 2008

Brigam as comadres....

Clinton Attacks Obama and Wright Relationship
Muita da imprensa tradicional europeia e uma larga maioria dos blogues, tem desenvolvido uma enorme e permanente campanha contra os conservadores americanos. Tudo levado por “wishfulthingings” e preconceitos anti administração Bush. Já se inventaram gerrilhas internas entre os mais conservadores e os menos conservadores. Já se vaticinaram vitórias antecipadas de Obama por suposta cisão da direita mais á direita.
No final, John McCain, já está em campanha, com um programa para o país, para a economia e embora tenha que ultrapassar de forma hercúlea o peso do desnorteio da administração de Georg W.Bush, já leva vantagem sobre os seus adversários
Democratas que agora se envolvem em pequenos enredos de baixa política que levaram a uma cisão no seio do Partido Democrata. 28% dos democratas admitem votar McCain caso Clinton seja a candidata democrata e 19% admitem fazer o mesmo se for Obama a vencer as primárias.
Contudo, ainda estamos em Março, a batalha ainda nem começou. Quando a poeira assentar depois das respectivas convenções, então será de levar mais a sério as sondagens e estudos de opinião.

O João Gonçalves é que sabe

25 de março de 2008

São votos, Senhor. São votos.

É claro que isto nada tem que ver com o facto de estarmos em ano de eleições regionais e de Cesar estar a correr contra o seu resultado de 2004. É só uma questão de necessidade.
E a gente fica “menente” com tanto desplante. Os Açores já têm o seu Alberto João Jardim, mas só com o que de mau aquele representa, a parte boa ficou apenas para os madeirenses. Sorte deles.
Tal como na madeira não há PS, aqui não há já PSD e o CDS é mais Cesarista do que algum PS. Resta, portanto, a reorganização da direita, o ressurgimento para a política de gente que não precise da reforma ou das subvenções vitalícias para pagar a renda da casa e a conta do supermercado, gente que mesmo precisando prefere abdicar dessas benesses em prol da sua terra, gente que esteja na política para fazer dela a mais nobre das actividades. Gente digna de se chamar gente.

24 de março de 2008

Malditas comparações.

O António Monteiro fez as contas e a comparação entre o custo de uma passagem aérea Madeira/Porto Santo/Madeira e São Miguel/Santa Maria/São Miguel. O resultado é verdadeiramente interessante. Contudo, esta é mais uma daquelas comparações que não se podem fazer. Estamos a falar de serviço público numa rota enquanto que nos Açores falamos de serviço público em mais de 15 rotas, três delas talvez pudessem ter preços mais compatíveis com a vontade da gente, mas, para isso, era necessário que as outras fossem ainda mais caras do que são. Solidariedade inter-ilhas é o que é e isso também tem um nome, qualidade, e um preço, alto.
Os Micaelenses e os Marienses podiam pagar muito menos mas, para isso, os Graciosenses e os Florentinos teriam que pagar muito mais ou ter menos voos semanais.
"o Porto Santo movimentou 97.731 passageiros na sua ligação com a Madeira. Dividindo este número de passageiros pelo número de movimentos de aeronaves na mesma rota (4275), podemos concluir que a taxa de ocupação da ligação Madeira-Porto Santo é de 22.86 passageiros por voo.
Santa Maria movimentou 53.842 passageiros "interiores" e teve 1407 movimentos regulares (Satinhas de e para São Miguel, basicamente). Ora, 53842/1407= 38,26 passageiros por voo na ligação PDL-SMA.
4275 ligações com média de 22,86 passageiros, custa 37€ a cada madeirense.
1407 ligações com média de 38,26 passageiros, custa 80€ a cada açoriano. (agora já são 82€)
Escândalo não. ULTRAJE!

Realmente

Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa



A Mãe bem que o vestiu de equipamento completo do Sporting e o pôs a ver o Jogo da final da Taça da Liga. Mas, o rapaz, bom filho que é, gritava eufórico BENFICA!!!!!!!!!


PS: O Ar de soberba é do lado da Mãe.

23 de março de 2008

Raças perigosas.

Estou, de veras, preocupado com alguns perigosos donos de cães. Também conhecidos na zona da Praia das Melicias e Jardim António Borges por "Palins". O "Palim" é uma espécie de humano que passeia cães com ar aterrador e pára na esplanada para ver as "fêmas". Há uma coisa que os Políticos portugueses ainda não perceberam e se querem acabar com os cães perigosos se com os "Palins". Eu acho que eles querem acabar com os "Palins" mas não o querem dizer assim como eu digo.
Eu cá acabava era com esses políticos.

Isso não há quem entenda.

A Ilha de Jesus Cristo tem uma rara "aficion" taurina e bastante clubismo. Uns são do José Albino outros do Rêgo Botelho, também há os do Ezequiel.
Nos Blogues uns são do Barata os outros contra ele.
E Pachorra?

20 de março de 2008

A Beiça

Um blogue amigo da Amadora, vai ser feito, nos próximos dias, a partir daqui.

Arquivo do blogue