20 de setembro de 2013

Holanda diz adeus ao Estado social e entra no século XXI. E nós? Para onde vamos?


Por cá - embora não possamos classificar o nosso regime como "Velha Democracia" - vai passar-se o mesmo, não tarda muito.

António José Seguro vai ser Primeiro-ministro em 2015 ou ainda antes disso que mais não seja porque tem um calendário eleitoral muito vantajoso à sua frente e o Povo, desde o mais bem instalado até ao mais desprotegido,  já decidiu que não quer fazer sacrifícios pelo país. Por isso, vai votar em peso e contra a austeridade (as informações que vêem do estrangeiro como a que acima transcrevi   apenas servem para confirmar a alguns aquilo que já sabiam. Para a grande maioria é, como se usa dizer, letra de música). 

Mesmo que as eleições autárquicas do próximo dia 29 não corram de feição ao Partido Socialista (coisa que não acredito), poucos argumentos haverá para pedir a cabeça de Seguro. Portanto, se o mesmo não for vítima de um "golpe palaciano" no Largo do Rato, manter-se-à na liderança do PS até às eleições europeias de 2014 onde, prevejo, o PS terá um excelente resultado uma vez que  o PSD e o CDS estarão ainda mais agastados pelo clima de recessão e de falta de indicadores de retoma como todos os dados disponíveis indicam. 

Paulo Portas, esta semana, caiu na tentação de dizer que "já saímos do fundo e não vamos lá voltar"  e esse não é, certamente o melhor discurso para o momento porque a gente ainda não sente esse descolar do fundo  até porque ainda nem lá bateu.

Um Governo de António José Seguro em 2015, será construído ou com base em acordos de incidência parlamentar ou num acordo de coligação com o PCP e o Bloco de Esquerda, ou seja será tudo menos aquilo que indica o apelido do Secretário Geral do PS. 

Teremos então um calendário eleitoral propício ao disparate. Na verdade, com a eleição do Presidente da República que, se for cumprida a tradição, ocorrerá em meados do ano de 2016 e ainda Eleições Legislativas Regionais em Outubro do mesmo ano, não faltarão os discursos e as práticas despesistas. Ainda antes do final do prazo, teremos novo resgate e novo Governo. Aí sim, teremos batido no fundo e aí sim teremos que começar a criar os alicerces para a construção de uma escada que nos tire do "fundo do poço".
Temo que nessa altura seja decretado o estado de emergência social e suspensa a lei, entraremos então num estado de excepção, um caminho para o totalitarismo.

9 comentários:

Anónimo disse...

Caro Barata
Comparar o Estado Social da Holanda com o nosso, é o mesmo que comparar uma noite estrelada com um dia de sol.
Depois este post é uma confusão de assuntos que mete dó, mistura todas as eleições e não só, não tira a devida ilação das eleições, nem entende nada do momento que vivemos...
"Ó homem de Deus" o resgate a haver é para já e com este governo, os problemas não são de
despesa, mas de má politica, e esta é tanto do PS como do PSD e CDS.
Não sei se já entendeu, mas a questão que se coloca ao País é mesmo, saber-se se a democracia Nacional e a salvaguarda do País, se irá ou não adiantar ao estado avançado de venda e retalho a que conduziram os governantes(PS, PSD e CDS)com politicas vende Pátrias este País, tudo o resto são palavras ocas para enganar os mais distraídos.
Açor

Anónimo disse...

Se o estado não for social, para que serve? Se o estado for não social, o que é que isso quer dizer?. Haverá nesta Europa estado mais pro-políticos do que o nosso?. Se calhar esta faceta social do estado (o que há mais são sociedades e associações políticas em Portugal) é que deveria ser abolida. Quem quizesse ser eleito deveria pagar despesas do seu bolso e não ter uma semana de dispensa de trabalho para concorrer a suplente à Junta de Freguesia.

Anónimo disse...

Caro Anonimo
Tem razão quando se interroga sobre o que é isto de um Estado não social.
De facto o estado é a representação publica do Povo, se não existisse uma sociedade não haveria lugar a Estado.
Quando alguém(neste caso o governo de Passos Coelho)diz que quer acabar ou diminuir o Estado Social, o que de facto esta a dizer, é que vai organizar um estado que tenha uma preocupação com um grupo reduzido de cidadãos, neste caso uma classe social, com meios económicos, para não necessitar que o Estado se preocupe com as suas necessidades "básicas"(muito menos com os menos abastados) e que passe a usar os meios dos impostos em proveito desta mesma classe, mas em grandes subvenções, como aconteceu ao BPN, BPP, Banif, etc. e que as grandes empresas não só vão passar a receber subsídios vários como isenções na cobrança de impostos, como acontece, não só aos que fogem ao fisco, como ás rendas da EDP, e as PPPs de muitas empresas, entre elas a Luso-ponte, gerida por homens da confiança do PSD e de Cavaco.
Esta história de menos Estado é uma treta, pois no fim, a despesa com o estado será igual ou maior, mas a favorecer um reduzido numero de pessoas no caso, os mesmos de sempre, que enriquecem ao sabor da fuga aos impostos e de apoios vários, sem esquecer de uma legislação laboral que cria trabalhadores submissos(pelo medo do desemprego)e baratos.
Esta história do estado social é uma desculpa para os poderosos imporem a sua luta de classes de forma a que os trabalhadores passem a ser cada vez mais escravos e os grandes(que serão cada vez mais os estrangeiros, pelo garrote que este governo aplica aos pequenos e médios empresários)senhores ou lacaios dos estrangeiros, quer sejam privados ou públicos como são os Chineses.
Enfim é necessário interpretar estes sinais pois eles estão a moldar o tecido social Português e não é pelas melhores razões.
Açor

Anónimo disse...

Seria interessante o contraponto do Sr. Especialista em Generalidades sobre esta matéria. Um blog de política mesmo que de generalidades merece mais substrato.
A crise do Estado Social é talvez nesta primeira metade do século uma descontrução da história que vai levar a grave convulsão social e a uma grande guerra na segunda metade deste século, se tiver seguidores e apoiantes ignorantes.

Anónimo disse...

Vocês livrem-se se me acabarem com a reforma.

Só me estão a dar parte do que descontei.
A outra parte foi, e muito bem, dada solidariamente aos que por vicissitudes várias, descontaram menos.

Há alguma coisa de errado nisto?

Anónimo disse...

Entre 5 e 7% do orçamento do estado vai DIRECTAMENTE para as grandes emresas (Rendimento Social ^De Inserção Dos Ricos), para já não falar na política macro económica ( no que entra pela porta do cavalo.

Estou de acordo que com o estado social só faltava que as pessoas exigissem que o estado lhes arranjasse uma noiva.

Mas acho que se sectariza e simplifica tudo- até porque as grandes empresas não têm dado grandes exemplos de " patriotismo"- a banca, as PPP's e era um tal enumerar

Há que redimenssionar o estado social, mas acompanhar de outras medidas de fundo- desburocratização, melhor justiça, etc

Anónimo disse...

Aos poucos, já deu para perceber o que está errado neste modelo de estado social. Ordem para os pobres, progresso para os ricos. Foi por isso que rolaram cabeças em todas as revoluções, lembram-se?

Cristina Silva Sky disse...

Direct Democracy, we dont need politicians! Let the people decide!

Anónimo disse...

Ainda vai demorar muito atá o país cair na anarquia? É que gostaria de dar uns tirinhos pelas ruas.

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