20 de outubro de 2008

Em directo de Santa Maria

Farol dos Navegantes
Farol do Cais-Vila do Porto-Santa Maria-Azores

Hoje não estou virado para a política. Contudo, permitam-me apenas um pequeno “pormaior”. Tenho lido por aí que a abstenção prejudicou muito o PS e por isso se justifica a perca de um mandato e de mais de 15.000 votos em toda a Região. Quase todos os partidos em quase todas as Ilhas perderam votos, não foi apenas o PS. O CDS-PP, por exemplo, perdeu, só em São Miguel, 1222 votos em relação a 1996 com José Monjardino e 2035 em relação a 2000 com Paulo Gusmão.
Nós perdemos para os outros, o PS perde para a abstenção. Haja paciência.

14 comentários:

geocrusoe disse...

Vamos ter um governo com maioria absoluta legítimo, mas que não mereceu o apoio de 3 em cada quatro eleitores açorianos...

Paulo Pereira disse...

Essa foi mesmo forte, Geocrusoe. Mais palavras para quê...

Papio cynocephalus disse...

também gostei de ver o senhor que estava ao seu lado, e para quem o único partido que perdeu foi o PSD...

Rui Coutinho disse...

Todos os partidos se deviam envergonhar da abstenção.
Talvez a abstenção revele algum pudor dos eleitores em não punir o seu eleito anterior. Isto poderá indicar falta de cultura política (se é que essa merda existe?!)
Por outro lado, é bom questionar a máxima "o povo é sábio" e admitir a possibilidade de ser alienadamente ignorante.

Papio cynocephalus disse...

eu vou pela última, rui

Nuno Barata disse...

Caro Amigo Coutinho

O Povp é sábio, disso não tenhas dúvidas. Além de sábio, também é alienado, interseiro, egoista e teimoso, mas sábio não duvides que é.

Abel disse...

Achei especial graça ao: "NÓS"

RM disse...

O mais curioso, para mim, de tudo isto são duas coisas: 1º que o PS tenha maioria absoluta na Região (e, por isso, mandará nela como bem entender) com os votos de 1/4 da população votante insular (o que signifca pouco mais de 18% da população açoriana); 2º que muita gente se ponha agora a divinhar o porquê da abstenção, mas que, em breve, tudo isso caia no esquecimento e, daqui a quatro anos, tudo volte ao mesmo.
Abraço Barata e parabéns pelo regresso.

Rui Messias
www.arepublicadasfaias.blogspot.com

DR.PARDAL disse...

Oxalá que aquel farol ilumine esta praça e o juizo do Nuno Barata.

Rui Coutinho disse...

Sr. Rui Messias

Estas são as vicissitudes da democracia. A realidade é que, apesar das barreiras arquitectónicas, ninguém foi impedido de participar no acto eleitoral.
Não há que lamentar a vitória deste ou daquele partido mas, antes, o alheamento da população.
O Sr. Churchill já há muito que teceu as devidas considerções sobre o "mal menor" que é a democracia.

Nuno Barata disse...

Caríssimo Abel
Eu sou do CDS/PP, simpatizante desde que me lembre e militante desde 1993. Não mudei nem tenciono mudar de partido a não ser que me expulsem. Se nas vitórias falo das NOSSAS, nas coisas menos boas porque deveriam ser as DELES?

RM disse...

Caro Rui Coutinho
Ao realçar os números (que valem o que valem), não pretendi "atacar" a Democracia, da qual sou acérrimo defensor. Apenas (e se calhar fi-lo no formato errado) sublinhar que o alheamento do eleitorado açoriano permitiu uma maioria absoluta assente em 25 por cento de quem pode votar no arquipélago. Ou seja, em boa verdade (e numa discussão mais teórica que prática), só um em cada quatro açorianos pode, de facto, criticar, julgar ou aplaudir as opções governativas. Porque só esse validou a representatividade. E na sequência de todas as análises à abstenção, não duvido que o tema caia em esquecimento em breve e que apenas regresse daqui a quatro anos. E se continuar - o que seria útil - não vale a pena é desviar as responsabilidades dos partidos, porque é a sua prática que afastou o eleitorado.

OPAPA disse...

Porque é que ninguém fala do facto dos votos em branco terem mais que duplicado nestas eleições?
Se não me engano, foram mais os votos brancos que os dos MPT PPM e PDA todos juntos!! isso sim é que devia dar que pensar ...

AQUILES disse...

OPAPA
No alvo. E devemos considerar que muita abstenção é um voto em branco preguiçoso.

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