Iniciativa Liberal acusa Governo da coligação
29 de agosto de 2024
Sobre aumento do imposto dos combustíveis
4 de agosto de 2024
Se Azores Airlines não for “vendida ou fechada”...
SATA não terá dinheiro para pagar ordenados no fim do ano
O Deputado da Iniciativa Liberal (IL) no Parlamento dos Açores, Nuno Barata, insiste na necessidade urgente de vender ou fechar a Azores Airlines, porque caso contrário, disse, “a SATA não terá dinheiro para pagar os ordenados dos seus trabalhadores já no final deste ano e em 2025”.Nuno Barata é perentório: “Se não conseguirem vender a Azores Airlines nos prazos previstos e definidos com a União Europeia importa que o Governo diga como vai conseguir pagar os salários dos trabalhadores do Grupo depois da operação deste verão e no ano de 2025”.
1 de agosto de 2024
Baixar os impostos nos Açores foi essencial ...
30 de julho de 2024
Dívida dos Açores
IL diz que atual montante de encargos
Aerogare Civil das Lajes precisa de intervenção urgente
21 de maio de 2024
Discurso dia da Região 2024 proferido na ALRAA
Açorianos,
Comemorar a
nossa Região quando passam 50 anos do 25 de Abril, é comemorar os clamores da Liberdade
dessa madrugada, mas é também não deixar de recordar a luta pela mesma
liberdade efetiva que nestas ilhas começou no dia 6 de junho de 1975 e que
culminou com o “Movimento dos 9” e o consequente 25 de novembro.
Pelo meio – nunca é demais recordá-la e fá-lo-ei
enquanto vida tiver –, a madrugada de 9 de junho de 1975, na qual foram
arrancados de casa e às suas famílias, sob ameaça de metralhadora G3, 31 Micaelenses.
Arrancados é bonomia minha- Na verdade, foram criminosamente sequestrados e, na
mesma noite, deportados à força para prisão militar noutra ilha, sem direito a
qualquer assistência judiciária ou equivalente.
Isso mesmo refere o Relatório da Comissão de Averiguação de Violência Sobre Presos Sujeitos Às Autoridades Militares, de 19 Janeiro de 1976, que sublinha as prisões efetuadas "noite alta", por tropa de "armas aperradas"; com dias de cárcere em que os detidos foram tratados "de forma humilhante"; com mandados de captura emitidos em branco em que "não foi invocado o tipo de crime".
Todo o processo que assim "excedia a capacidade de atuação do Comando Territorial Dos Açores" foi enviado para Lisboa e, depois do Verão Quente, arquivado por despacho do primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo, em 12 de Dezembro de 1975, no último dos governos provisórios pós revolução e depois da deriva comunista do Gonçalvismo.
Presos políticos por delito de consciência na defesa dos Açores e do exercício da liberdade de expressão dessa Açorianidade. ( nunca homenageados por este Parlamento que, no entanto, não teve pejo em atribuir, em 2008, a Insígnia Autonómica de Reconhecimento ao General Altino de Magalhães, mandante e executor das prisões de:
Abel Da Câmara Carreiro, Aguinaldo Almeida Carneiro, Álvaro Branco Moreira, António Dourado, António Costa Santos, António José Amaral, António Gomes de Meneses, António Câmara, Armando Goyanes, Bruno Tavares Carreiro, Carlos Melo Bento, Eduardo Pavão, Fernando Mont’Alverne, Gualberto Cabral, Gustavo Moura, João Gago da Câmara, João Luís Índio, João Manuel Rodrigues, José Franco, José Manuel Domingues, José Nuno de Almeida e Sousa, Luís dos Reis Índio, Luís Manuel Domingues, Luís Moreira, Luís Octávio Índio, Luís Vasconcelos Franco, Manuel Tavares de Brum, Manuel Oliveira da Ponte, Tomaz Caetano, Valdemar de Lima Oliveira e Victor Cruz).
Foram presos
políticos depois do 25 de Abril, apenas por defenderem os interesses dos Açores
e do seu Povo e a livre administração dos Açores pelos Açoreanos e por desejarem
para as nossas ilhas e para o nosso Povo a verdadeira liberdade anunciada, cerca
de um ano antes, mas ainda não totalmente garantida e isso mesmo se podia ler
num cartaz na frente da manifestação de 6 de junho.
Os Açoreanos
continuam a sair destas ilhas em bardas silenciosas de emigração, porque a
economia delas não vai além de pagar salários baixos e mesmo os mais
qualificados e com o acesso que hoje temos às novas tecnologias não são
devidamente compensados financeiramente.
A integração
europeia veio abrir novas portas. No entanto, passados milhares de milhões de ecus
e de euros, quer em incentivos ao investimento, quer nos chamados fundos de
coesão, nos apoios do Fundo Social Europeu e das chamadas ajudas à perda de
rendimento e à ultraperiferia, seguimos sendo uma das regiões mais pobres desta
Europa dos milhões, com os indicadores de pobreza a crescerem ano após ano
mesmo depois do chamado novo paradigma.
Em suma, foram-se aproveitando os fundos não
com sentido de colmatar falhas, não para fazer o que tinha de ser feito no
sentido da convergência, não com objetivos estratégicos e em investimentos que
fossem necessárias, mas sim para fazer aquilo que os fundos permitiam e fazer
tudo o que dava votos. O resultado está
à vista.
Por fim, salientar a urgência de inverter a
trajetória de endividamento da região.
Há que introduzir mecanismos de controlo orçamental para garantir que a dívida não cresce ao ritmo que tem crescido, sob pena da Região ter de recorrer a um terceiro resgate financeiro o que se traduzirá, sempre, numa perda da sua autonomia.
O fracasso
não é da Autonomia enquanto projeto subsidiário do Estado, mas sim de quem
dirigiu e dirige as suas instituições. Ou seja, o problema não está em sermos
autónomos, o problema está em não termos sido exigentes e ponderados na
execução de políticas que nos permitam continuar a ser autónomos.
À primeira
contrariedade, a situação culpa a oposição.
À segunda contrariedade,
clama a Lisboa e a Bruxelas.
Como disse,
desta mesma tribuna, em 2021, e não me cansarei de repetir, a Autonomia Política
e Administrativa será tanto maior e mais profunda quanto maior e mais forte for
a nossa autonomia financeira.
No entanto, para se operarem essas
mudanças, não basta aprofundar o regime, as suas competências e as suas
instituições ou a mesada consubstanciada numa nova lei de financiamento das regiões
autónomas.
É fundamental serem operadas políticas diferentes, mais arrojadas, mais liberais, capazes de potenciar a produção de bens transacionáveis e, com isso, a criação de mais economia e, consequentemente, mais emprego e bem-estar social.
23 de abril de 2024
50º Aniversário do 25 de Abril no meu Liceu.
Hoje fui ao meu Liceu (Escola Secundária Antero de Quental) e na antiga sala de música do Barão de Fonte Bela, a mais bela biblioteca dos Açores. Eu e mais cinco Deputados fomos falar de Liberdade a propósito da passagem do 50º aniversário da Revolução do 25 de Abril. Foi uma honra e um privilégio ter estudado nesta escola instalada no Palácio de Fonte Bela, um dos melhores exemplares da arquitetura da Época da Laranja e do Século XIX em Ponta Delgada. Sessão promovida pelos Professores de Filosofia e que envolveu algumas turmas bastante participativas e interessadas. Estes momentos devolvem-nos a esperança na Humanidade.
18 de abril de 2024
Hoje à 182 anos nasceu Anthero de Quental
Hoje há 182 anos nasceu em Ponta Delgada Athero Tarquinio de Quental. Um dos vultos mais importantes da poesia e da filosofia da prodigiosa e irrequieta geração de 70. Anthero, um académico revolucionário e racionalista cujo pensamento social e político alguns se apropriam e dizem-no socialista. No entanto, o “Santo” Anthero, exprime por volta de 1862, dez anos antes das famosas Conferências do Casino, o seu mais liberal sentimento e diz: “não é tudo a liberdade, mas é o primeiro passo para que tudo se alcance, é a primeira condição de tudo que é justo e santo”.
17 de abril de 2024
Reduzir gorduras...
Sazonalidade no turismo...
Contra a Taxa ao Alojamento Local -Vencemos.
Maior dívida da história autonómica.
9 de abril de 2024
Discurso Final Programa do XIV Governo da R.A. Açores
Excelentíssimo Senhor
Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos
Açores
Senhores Deputados
Senhor Presidente e Senhores membros do Governo
Decidiram os eleitores uma nova composição deste Parlamento e essa decisão
ditou, ao invés do que muitos defenderam e preconizaram, um parlamento
igualmente plural, representativo e sem uma maioria absoluta.
Os poderes, sejam eles de que partido forem, mesmo nas sociedades com
democracias mais lastradas, tendem a evitar o escrutínio, tendem a refutar
limitações à sua ação.
Por cá não é diferente, basta ver como a Região governa por portarias,
despachos normativos e até circulares normativas que se revestem de atropelos à
Constituição da República e ao Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma
dos Açores, sem escrutínio do Parlamento e de outro qualquer órgão de Governo
ou até mesmo dos órgãos de soberania.
Um Parlamento mais plural, mais representativo e sem maioria absoluta é,
certamente, um regime que melhor fiscaliza o próprio regime.
Não se iludam os mais céticos: só combateremos os populismos e o
crescimento dos totalitarismos se resolvermos os problemas das pessoas, caso
contrário, apenas estaremos a contribuir para que os, cada vez mais,
descontentes expressem nas urnas esse seu desalento.
Os Açorianos acorreram às urnas, no passado dia 4 de fevereiro, como já não
se via há muito e não deram uma vitória folgada à coligação de governo que
manteve a mesma representação parlamentar que tinha conseguido “cozinhar” após
o ato eleitoral de 25 de outubro de 2020.
A Iniciativa
Liberal acredita nas democracias liberais assentes na soberania do povo, nos princípios
do Estado de direito e na separação de poderes, em que os governos resultam de eleições
livres e universais, com diferentes opiniões representadas no Parlamento com efetiva
proporcionalidade.
Para nós, liberais, os poderes do Estado/Região devem ser limitados,
garantindo assim mais autonomia aos cidadãos, seja ela nas escolhas que façam
em relação à sua saúde, à educação dos seus filhos ou ao que fazer com os seus
rendimentos disponíveis depois de impostos.
Para nós, liberais, o Estado/Região deve ter poderes limitados, por forma a
dar mais liberdade aos empreendedores para garantir crescimento económico e,
consequentemente, desenvolvimento social.
Garantir liberdades individuais envolve
respeitar uma série de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, a
liberdade de religião, a liberdade de associação,
entre outros.
Também significa garantir que os
cidadãos tenham acesso a oportunidades iguais e que não sejam discriminados com
base em características como raça, género, religião, orientação sexual ou
filiação partidária.
Ao promover mais liberdades individuais,
os governos, sejam eles de que partido ou partidos forem, podem contribuir para
o desenvolvimento de sociedades mais justas, inclusivas e prósperas, onde os
cidadãos têm a capacidade de buscar os seus próprios objetivos e viver de
acordo com seus próprios valores e aspirações.
Os princípios liberais, assentes em liberdades individuais,
contribuíram tradicionalmente e desenvolveram-se ao longo dos séculos para a
formação de sistemas políticos e económicos mais justos e prósperos em muitos
países que todos conhecemos bem e para os quais muitos dos nossos têm escolhido
emigrar.
Promover mais liberdades individuais implica garantir que
os cidadãos tenham maior autonomia e controlo sobre as suas vidas, respeitando
os seus direitos fundamentais.
A liberdade de cada um promove-se, também, através do
acesso universal a uma educação de qualidade e garantindo que todos têm as
mesmas oportunidades, promovendo a liberdade de escolha e garantindo autonomia
bem como diversidade de pensamento nos diversos estabelecimentos e níveis de
ensino.
As liberdades individuais promovem-se através de uma
economia mais livre de burocracias e com processos mais simplificados.
Menos burocracia promove mais empreendedorismo e combate
a corrupção e os pequenos favores e cunhas!
O equilíbrio entre a liberdade individual e o bem-estar
coletivo é um desiderato das sociedades contemporâneas, pois só uma sociedade
com cidadãos mais livres pode ser uma sociedade que se constitua mais justa e
onde o Estado interfere menos na vida dos cidadãos.
É, por isso, imperioso reduzir a ocupação do sistema político-administrativo pelo partido ou
partidos do poder. Defendemo-lo em 2020 e continuamos a defender hoje, porque a
prática dos últimos 3 anos não foi essa.
É também imperioso fomentar uma sociedade civil saudável e uma economia
livre, onde a cor ou cores partidárias não são vantagem, nem obstáculo.
Defendemo-lo em 2020 como continuamos a defender agora, porque a prática dos
últimos 3 anos não foi essa.
Continua a ser imperioso, como era em 2020, libertar o investidor e o
cidadão da dependência de aprovações administrativas e burocracias
desnecessárias. Mas, por exemplo, a
regulamentação do Construir 2030 não é facilitadora.
Continua sendo imperioso retirar o Estado e a Região Autónoma do comando da
economia e do setor empresarial, libertando o contribuinte de gestões
perdulárias e partidarizadas. Mas ainda falta fazer uma verdadeira reforma do Setor
Público Empresarial Regional, seja no setor da energia ou no setor dos
transportes.
Continua sendo imperioso desenvolver uma Região mais livre, mais capaz,
mais responsável, e menos dependente de ajudas e favores políticos do Estado e
da União Europeia e, para isso, falta continuar o trabalho da reforma das
instituições autonómicas.
Continua sendo imperioso termos uma Região com um sistema fiscal
competitivo, mantendo o limite máximo da redução dos impostos permitida pela
Lei de Financiamento das Regiões Autónomas. Mas ainda falta libertar os Açores
e os Açorianos da enorme carga fiscal ao nível de impostos indiretos, taxas,
taxinhas e da enorme canga do imposto sobre os produtos petrolíferos.
Hoje, como em 2020, importa lembrar que um euro de imposto representa uma
perda líquida de 40 cêntimos de bem-estar.
Continua sendo imperioso um Governo da Região que inverta a trajetória de
endividamento dos últimos 40 anos, porque um euro de dívida constituída hoje é
um euro de impostos a cobrar amanhã. E as gerações que nos seguirão não têm de viver
amarradas às más decisões dos governantes de hoje, nem às dívidas que lhes
deixamos, sem o seu consentimento.
Senhor Presidente…
Hoje, como já era em 2020, continua a ser essencial mudar, de facto, de
paradigma.
Na educação, onde continuamos a ser os últimos dos ranking’s;
Na saúde, onde continuamos a ser os primeiros nas listas de espera;
Na pobreza e exclusão social, onde nos perpetuamos na cauda do País e da
Europa;
Na definição de uma eficiente política de transportes, onde continuamos a
ser incapazes de tomar decisões assertivas;
Na defesa intransigente do potencial geoestratégico deste território que dá
dimensão atlântica a Portugal, mas sobre o qual deixamos sempre que outros
decidam por nós;
No combate ao envelhecimento e à desertificação, onde continuamos a fazer
de conta que não são problemas sérios no futuro de médio prazo;
No combate às diversas dependências e novos flagelos psicoativos, que
desestruturam famílias e aumentam incidentes sociais, invertendo a política de
atirar dinheiro para cima dos problemas, esperando que, só por isso, eles se
resolvam…
Hoje, como já era em 2020, continua a ser fundamental mudar de política,
muito mais do que mudar de políticos.
Mas o que este Programa de Governo aqui nos apresenta, na senda discursiva
que nos foi apresentada pelos vencedores das eleições, é “continuidade”. A proclamação
da intenção de “mudança de paradigma” sucumbiu à “continuidade” com políticas
do passado que não garantem melhor futuro a esta Região e aos Açorianos.
Disse
22 de fevereiro de 2024
Viemos para resgatar os Açores.
A democracia ganha sempre que a abstenção desce e nesse sentido saudamos, em primeiro lugar, todos os eleitores que foram exercer esse direito, mas também dever de cidadania. É com enorme satisfação que vemos os níveis de abstenção diminuírem há dois atos eleitorais consecutivos.
Agradeço também a todos os
eleitores que escolheram votar na Iniciativa Liberal. Quando uma boa maquia de
comentadores e treinadores de bancada vaticinavam o fim da nossa Representação
Parlamentar, isso não aconteceu. Concorremos a mais cinco ilhas e obtivemos
mais votos do que em 2020.
O nosso caminho é o de
continuarmos a trabalhar para reformar a política açoriana, com o mesmo sentido
de responsabilidade e com o mesmo empenho, representando, agora como antes,
todos os Açorianos mesmo aqueles das ilhas por onde não concorremos.
Somos um partido de políticas e
não de cargos, somos um partido de liberdades não de paternalismos, somos um
partido de simplificações não de complicações, somos a Iniciativa Liberal que
veio para resgatar os Açores e os açorianos de políticas assistencialistas
obsoletas e que redundaram numa estagnação do tecido empresarial, num desalento
dos mais jovens e na emigração dos quadros mais qualificados. Só com políticas
liberais é possível libertar os Açores e os açorianos da asfixia do poder do
Estado e da Região.
Seguimos em frente, não baixamos
os braços e saberemos retribuir em dobro a confiança dos açorianos, neste e nos
próximos atos eleitorais.
Viva os Açores mais livres e mais
liberais.
12 de dezembro de 2023
Orçamentos eleitoralistas não são bons orçamentos.



