2 de setembro de 2010
Os extremos tocam-se.
Leitura obrigatória para o post do Diogo Belford Henriques no 31D'Armada, em resposta ao Daniel Oliveira.
Factos são factos.
Há mais de 30 anos a ser governado por um regime socialista e obsessivamente controlador, Portugal é dos países com mais desigualdade de oportunidades. Isso explica bem o ponto de pobreza a que o País chegou. Já aqui escrevi várias vezes sobre o “empreendorismo” e a inovação, sobre a falta dos chamados self-made men, sobre a estagnação do tecido empresarial.
O relatório tornado público há pouco mais de 15 dias pelo Instituto Alemão IZA, vem confirmar o que já aqui tinha sido dito, em Portugal não há igualdade de oportunidades e nem todos são remunerados pelo mesmo esforço da mesma forma.
Porém, é preciso atentar numa outra questão que vai para além da igualdade de oportunidades para os trabalhadores. A igualdade de oportunidades ao nível dos investidores e empreendedores. Se a luta entre empresas é desigual e injusta com umas mais protegidas do que outras, umas com melhor acesso aos recursos do que outras, é natural que o nível remuneratório seja igualmente diferente. Por isso, aqui como em muitas outras questões, o problema tem que ser combatido a montante, neste caso no combate às desigualdades de oportunidades das empresas e dos empresários.
Se o regulador do sistema financeiro e o Estado insistirem no controlo do acesso ao crédito e nas medidas excessivas de regulação e regulamentação da actividade empresarial, nomeadamente ao nível do licenciamento das novas unidades e dos novos negócios, então permanecerão no mercado os mesmo actores e certamente com os mesmos resultados.
O excesso de regulamentação regulação, contribuiu para a construção de um sistema do tipo “feudal” e para regimes de monopólio ou “duopólio” em que quem é detentor das licenças e das “beneces” do Estado, explora muitas vezes abusivamente, quem tem que recorrer as esses serviços ou bens que podem não ser de primeira necessidade mas não deixam de ser importantes para o desenvolvimento da economia e consequentemente para a paz social e bem-estar das populações.
Não será preciso fazer muito esforço para perceber que o fim do monopólio da PT em relação às redes de cobre seria um enorme beneficio para todo o país.
Mas não é preciso ir tão longe, até nas coisas mais simples e que nos cercam todos os dias existem exemplos desta natureza, em que o Estado intervém licenciando e limitando esses licenciamentos, obrigando a maioria dos cidadãos a se subjugarem ao detentor das licenças.
Nos Açores, protegem-se alguns e deixam-se cair outros. Licenciam-se uns e atiram-se as responsabilidades para os outros. Nos Açores, a desigualmente de oportunidades é ainda mais gritante porque o poder está mais perto e isso tanto serve para facilitar como para complicar.
O relatório tornado público há pouco mais de 15 dias pelo Instituto Alemão IZA, vem confirmar o que já aqui tinha sido dito, em Portugal não há igualdade de oportunidades e nem todos são remunerados pelo mesmo esforço da mesma forma.
Porém, é preciso atentar numa outra questão que vai para além da igualdade de oportunidades para os trabalhadores. A igualdade de oportunidades ao nível dos investidores e empreendedores. Se a luta entre empresas é desigual e injusta com umas mais protegidas do que outras, umas com melhor acesso aos recursos do que outras, é natural que o nível remuneratório seja igualmente diferente. Por isso, aqui como em muitas outras questões, o problema tem que ser combatido a montante, neste caso no combate às desigualdades de oportunidades das empresas e dos empresários.
Se o regulador do sistema financeiro e o Estado insistirem no controlo do acesso ao crédito e nas medidas excessivas de regulação e regulamentação da actividade empresarial, nomeadamente ao nível do licenciamento das novas unidades e dos novos negócios, então permanecerão no mercado os mesmo actores e certamente com os mesmos resultados.
O excesso de regulamentação regulação, contribuiu para a construção de um sistema do tipo “feudal” e para regimes de monopólio ou “duopólio” em que quem é detentor das licenças e das “beneces” do Estado, explora muitas vezes abusivamente, quem tem que recorrer as esses serviços ou bens que podem não ser de primeira necessidade mas não deixam de ser importantes para o desenvolvimento da economia e consequentemente para a paz social e bem-estar das populações.
Não será preciso fazer muito esforço para perceber que o fim do monopólio da PT em relação às redes de cobre seria um enorme beneficio para todo o país.
Mas não é preciso ir tão longe, até nas coisas mais simples e que nos cercam todos os dias existem exemplos desta natureza, em que o Estado intervém licenciando e limitando esses licenciamentos, obrigando a maioria dos cidadãos a se subjugarem ao detentor das licenças.
Nos Açores, protegem-se alguns e deixam-se cair outros. Licenciam-se uns e atiram-se as responsabilidades para os outros. Nos Açores, a desigualmente de oportunidades é ainda mais gritante porque o poder está mais perto e isso tanto serve para facilitar como para complicar.
1 de setembro de 2010
24 de agosto de 2010
Tendencialmente gratuito" quer dizer exactamente o quê?
Presumo, julgo que bem presumido, que o Carlos se quer referir ao facto da Constituição da República Portuguesa plasmar a tendencial gratuitidade dos cuidados de saúde, assim como o diz no que concerne ao ensino.
Ora, como bem lembra o Carlos implicitamente, sempre que o Governo aumenta as taxas moderadoras ou a propinas, está a violar a constituição. A lei fundamental é, de facto, “sagrada” só quando interessa, outras vezes é como papel de música. É assim mais ou menos como a chamada ética republicana, só interessa quando não são eles que estão no poder.
Pois, meu caro Carlos, neste rectângulo entre o Atlântico e Espanha, temo que “tendencialmente gratuito" queira dizer, precisamente, que se lixe a constituição.
Ora, como bem lembra o Carlos implicitamente, sempre que o Governo aumenta as taxas moderadoras ou a propinas, está a violar a constituição. A lei fundamental é, de facto, “sagrada” só quando interessa, outras vezes é como papel de música. É assim mais ou menos como a chamada ética republicana, só interessa quando não são eles que estão no poder.
Pois, meu caro Carlos, neste rectângulo entre o Atlântico e Espanha, temo que “tendencialmente gratuito" queira dizer, precisamente, que se lixe a constituição.
23 de agosto de 2010
Público - Velejadora de 14 anos partiu de Gibraltar e não de Lisboa
Público - Velejadora de 14 anos partiu de Gibraltar e não de Lisboa
Num país onde a autoridade nem o trânsito consegue fiscalizar, a autoridade marítima é a ínica que leva à letra as leis feitas na Assembleia. Para o bem e para o mal.
Num país onde a autoridade nem o trânsito consegue fiscalizar, a autoridade marítima é a ínica que leva à letra as leis feitas na Assembleia. Para o bem e para o mal.
19 de agosto de 2010
Não sei se chore se ria.
É verdade fico dividido entre chorar e rir quando ouço o que ouço e leio o que leio sobre a descarga de atum nas lotas dos Açores. Por um lado dá vontade de chorar a atitude dos armadores e pescadores que em lugar de procurar soluções reclamam, por outro dá vontade de rir o chorrilho de disparates que os responsáveis dizem e prometem com vista a solucionar uma questão inexistente. Daqui a dois ou três dias já não há atum e estará tudo resolvido.
Se é preciso mais gente para fazer a descarga, os próprios pescadores que a façam, mostrem aos funcionários da Lotaçor o quanto eles são dispensáveis, nesse dia eles aprendem. Ocupem as lotas e tratem vós próprios dos Vossos interesses. Reclamar é o caminho mais fácil mas também aquele que traz menos resultados e mais demorados.
Se é preciso mais gente para fazer a descarga, os próprios pescadores que a façam, mostrem aos funcionários da Lotaçor o quanto eles são dispensáveis, nesse dia eles aprendem. Ocupem as lotas e tratem vós próprios dos Vossos interesses. Reclamar é o caminho mais fácil mas também aquele que traz menos resultados e mais demorados.
17 de agosto de 2010
É para o lado que durmo melhor.

Segundo o DN via Lusa
Os incêndios que têm assolado o país já obrigaram à substituição de mais de 3000 postes telefónicos e já afetaram mais de 300 quilómetros de cabos da Portugal Telecom (PT), revelou hoje fonte oficial da empresa.
"Este verão, os incêndios afetaram mais de 300 quilómetros de cabos, tendo já sido substituídos mais de 3000 postes telefónicos", disse à agência Lusa a mesma fonte, esclarecendo que 1300 técnicos estão envolvidos diretamente nos trabalhos de reposição das comunicações, quer no terreno, quer no Centro de Supervisão e Gestão de Redes da PT, em Lisboa, onde se coordenam todos os problemas de comunicações decorrentes dos incêndios.
Segundo a empresa de telecomunicações, estão também em situação de prevenção outras 500 pessoas.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
Os incêndios que têm assolado o país já obrigaram à substituição de mais de 3000 postes telefónicos e já afetaram mais de 300 quilómetros de cabos da Portugal Telecom (PT), revelou hoje fonte oficial da empresa.
"Este verão, os incêndios afetaram mais de 300 quilómetros de cabos, tendo já sido substituídos mais de 3000 postes telefónicos", disse à agência Lusa a mesma fonte, esclarecendo que 1300 técnicos estão envolvidos diretamente nos trabalhos de reposição das comunicações, quer no terreno, quer no Centro de Supervisão e Gestão de Redes da PT, em Lisboa, onde se coordenam todos os problemas de comunicações decorrentes dos incêndios.
Segundo a empresa de telecomunicações, estão também em situação de prevenção outras 500 pessoas.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
Se aplicassem parte dos seus lucros na limpeza de matos em lugar de prémios a inenarráveis gestores e serviçais, talvez até fosse mais barato usar o telefone neste país à beira do abismo.
15 de agosto de 2010
9 de agosto de 2010
No primeiro dia em que os polícias municipais (PM) foram para a Rua.
E estava-se mesmo a ver que era em cima do passeio que a "carripana" fica à sombrinha.
Quantos mais gatos mais ratos, foi a expressão que usei logo pela manhã ao falar com a agente da PSP que acompanhava 2 agentes de PM na Rua Machado dos Santos. Na verdade, havia um engarrafamento numa rua pedonal mesmo ali nas barbas dos 3. No largo Mártires da Pátria, o cenário era o que se vê nas fotos mais a baixo. Uma coisa é certa, ou esta gente entra a fazer o seu trabalho com convicção e consequências ou arrisca-se a ser só mais uma meia dúzia nas estatísticas do peso do estado. O civismo não se aprende com campanhas de sensibilização, aprende-se com duras campanhas de repressão.

PS: Às 21h alguns ainda lá estavam.
6 de agosto de 2010
PQP
Passeio Marítimo à Fajã do Calhau from Amigos dos Açores on Vimeo.
Será nestas paredes de pedra que agora ficaram despidas de manto orgânico que a "competente" Directora Regional das Florestas vai plantar as anunciadas plantas endémicas? Há com cada ave de arribação. Apetece gritar: "Açores, ame-os ou deixe-os".
5 de agosto de 2010
Turismo nos Açores, uma moda.
O Arquipélago está na moda.O verão é tão agradável nos Açores que até o Inverno vem cá passa-lo.
2 de agosto de 2010
23 de julho de 2010
Puta de vida.

Foto Açoriano Oriental
Esta vida é mesmo uma passagem rápida por um desfiladeiro com as vertentes em avalanche.
Vai em paz meu amigo, vai em paz, Jorge.
Vou ter muitas saudades das nossas cavaqueiras e mexericos. Muitas mesmo.
Vai em paz meu amigo, vai em paz, Jorge.
Vou ter muitas saudades das nossas cavaqueiras e mexericos. Muitas mesmo.
21 de julho de 2010
Qual turismo qual carapuça?
Passagem aérea Porto/Ponta Delgada/Porto, por dez dias. Além de ser uma raridade, custa 460,00€. Isso mesmo foi o que me pediram por uma tarifa não residente para entre os dias 9 e 19 de Agosto, quatrocentos e sessenta euros. PQP.
20 de julho de 2010
19 de julho de 2010
Por uma questão de ética.

Na sala Sata Plus do Aeroporto de Ponta Delgada há jornais e revistas à disposição dos utentes. Os mesmos têm um carimbo (nem devia ser necessário) que diz que são para serem lidos ali, naquela sala.
Esta manhã, pelas 6 horas, enquanto lia as gordas do Açoriano Oriental, entrou na sala um cidadão (com muitas responsabilidades na área da aviação civil) disse bom-dia á assitente de serviço e retirou dois jornais locais, um jornal desportivo e o único exemplar existente de uma revista de grande informação e levou tudo consigo.
Apeteceu-me perguntar-lhe se ele se dava conta do que aconteceria se todas as pessoas que têm acesso àquela sala tivessem a mesma atitude amoral que ele teve.
Bolas, dirá o leitor, afinal é só um jornal. É verdade. Mas, são essas pequenas atitudes amorais que fazem de Portugal o país que ele não é.
Esta manhã, pelas 6 horas, enquanto lia as gordas do Açoriano Oriental, entrou na sala um cidadão (com muitas responsabilidades na área da aviação civil) disse bom-dia á assitente de serviço e retirou dois jornais locais, um jornal desportivo e o único exemplar existente de uma revista de grande informação e levou tudo consigo.
Apeteceu-me perguntar-lhe se ele se dava conta do que aconteceria se todas as pessoas que têm acesso àquela sala tivessem a mesma atitude amoral que ele teve.
Bolas, dirá o leitor, afinal é só um jornal. É verdade. Mas, são essas pequenas atitudes amorais que fazem de Portugal o país que ele não é.
Adormecer na Praia Formosa

Depois de um dia extenuante e bastante diversificado quer nos problemas quer nas soluções, resolvi meter o nariz fora de portas para ver como estava a noite. Ainda bem que o fiz e ainda bem que tinha uma câmara mesmo ali à mão de semear. Pena é que os cabos eléctricos atravessem os céus tão abruptamente.
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