23 de fevereiro de 2010

Solução para o Golfe é boa.

Deixando de parte uma boa maquia dos considerandos por serem vagos e em parte pouco rigorosos, a solução encontrada por Sérgio Ávila e Vasco Cordeiro para que se mantenham os campos de Golfe de São Miguel abertos é, a única aceitável, de entre as muitas possiveis.
leia-se, pelo menos esta parte:
(...)Considerando que a sustentabilidade do sector turístico na Região, é essencial ao incremento da estrutura produtiva regional;

O Governo dos Açores decidiu estabelecer com a Verdegolf, S.A., um contrato de cedência da exploração comercial dos campos de Golf da Batalha e Furnas e estruturas adjacentes, por um período de 1 ano, eventualmente renovável, a partir de 1 de Março de 2010.

No âmbito deste contrato a Verdegolf cede à Região, sem qualquer contrapartida financeira, a exploração dos campos de Golf das Furnas e Batalha, estruturas adjacentes e respectivos equipamentos.

Neste contexto o Governo dos Açores, irá a partir de 1 de Março, através da empresa Ilhas de Valor, S.A., assegurar a gestão destas infraestruturas, assumindo os proveitos e os custos decorrentes do seu funcionamento, garantindo elevados padrões de prestação de serviço e cumprindo todos os compromissos com os trabalhadores e fornecedores no âmbito desta actividade
.(...)
O resto pode ler-se aqui.
Por fim, fica a esperança (sempre a última a morrer) de que Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila prefiram estar do lado dos Cowboys do que dos Índios.

22 de fevereiro de 2010

A "alarvidade" é soberana, o Estado é incapaz.




Um Estado que nem sequer é capaz de fazer cumprir as mais básicas regras do código da estrada, é o quê?
O civismo ensina-se. Não cuidem os líricos que os Nórdicos nasceram civilizados, hoje isso acontece, porque no passado houve um Estado repressivo e coercivo que ensinou aos cidadãos como se comportarem em sociedade.
Ocupar os passeios com uma viatura é um acto de vandalismo social, de falta de respeito pelo próximo, que é punível por lei mas é absolutamente possível e quotidiano porque o Estado é incapaz de fazer cumprir o contrato que estabeleceu com os cidadãos.

20 de fevereiro de 2010

Centralismo intrinseco ou neo-colonialismo?

"Os Madeirenses podem contar com a solidariedade dos Portugueses". Palavras do Sr. Silva, esta tarde aos microfones da Antena 1.
Confesso que gosto desta ditinção entre Portugueses e Madeirenses, como adoro quando o mesmo se passa em relação aos Açorianos.
Vetos à parte, mais Povo menos Povo, o certo é que, quando é preciso falar de improviso, eles dizem o que lhes vai na alma. E, o que lhes vai na alma é que há Portugueses, Madeirenses e Açorianos, por esta ou outra ordem qualquer.

10 de fevereiro de 2010

"(...)começam a olhar para o líder como um problema".

Há dias dei comigo perdido na minhas cogitações a tentar perceber o que pensariam os históricos do Partido Socialista sobre o assunto da ordem do dia. Quando digo históricos, não quero dizer vetustos. Mas, tão somente, os que fizeram e fazem história no bom sentido da palavra. Gente séria como Jaime Gama, Vera Jardim, João Cravinho ou António José Seguro entre muitos mais e menos conhecidos. O que pensará essa gente das manobras pouco claras e das inqualificáveis atitudes do Primeiro-ministro?
Hoje a resposta vem um pouco no jornal Público e pela boca, precisamente de um desses nomes sonantes, Jaime Gama.

9 de fevereiro de 2010

E onde está a pica?

Ontem não escrevi neste meu diário. Hoje também não. Os dias não estão para isso e o País não está para graças. Uma coisa é certa, estou mesmo farto de chuva e nevoeiro.
Já não bastava os políticos a incomodar, agora também o tempo. Sei lá se é o tempo? Deus? Pelo menos São Pedro. Não?

7 de fevereiro de 2010

Crise política não é culpa da crise internacional.

Mesmo presumindo a inocência do cidadão Pinto de Sousa, há mais de um ano que esse indivíduo não tem condições para desempenhar um cargo de estado, se é que alguma vez o teve.
Seria enfadonho relembrar aqui o percurso profissional e político do “escroque”. Além disso, foi legitimado nas urnas, o que não é, propriamente um pormenor. Neste momento, depois das ultimas notícias vindas a público, não se demitindo, Sócrates confirma a sua falta de estofo para ser Primeiro-ministro de um país da União Europeia, tal como Berllusconi, são o tipo de gente que traz à política, pouco ou nada e o pouco que traz não tem préstimo.
Estranho muito, muito mesmo, não ouvir uma única palavra, da boca daqueles que “por razões de todos conhecidas” aplaudiram de pé a atitude de Jorge Sampaio a quando da dissolução da Assembleia da República, regular e legitimamente constituída, que levou à queda do Governo do PSD e do CDS liderado por Pedro Santana Lopes, a quem a história deste pobre país ainda vai fazer justiça.
A crise das e nas instituições, no Portugal de agora, não é só do Governo. Faz falta lembrar, lembrar repetidamente, que também o Procurador-geral da Republica e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça não se estão a portar à altura de que os cargos exigem.
Cavaco Silva, esperará ter um orçamento aprovado para demitir o governo e nomear ou indigitar quem forme outro? Estará à espera de não o poder fazer por manifesta inconstitucionalidade?
Ou, também Cavaco (como eu desconfio, digo e escrevo há anos) não tem estofo para ser Presidente da República?
Temo que, assistirei a mais uma revolução neste pobre, triste e espoliado país.

6 de fevereiro de 2010

Quem teme...

... ser visto pelo buraco da fechadura, faz o que não deve.


(Corrigido)

Nem vergonha nem consequências.

O medo e a farsa
1. É inacreditável. As pessoas estão com medo de ver a evidência: José Sócrates não pode continuar a ser primeiro-ministro de Portugal. Os factos contados pelo Sol são graves demais para fingirmos que eles não existem. Cada dia que passa com Sócrates no poder é uma farsa, um desrespeito por qualquer dignidade democrática. Estamos a viver uma farsa.

2. Se isto se passasse com Durão, Cavaco ou Santana, já toda a gente estava a dizer o que eu acabei de escrever. Esta duplicidade de critérios é inaceitável. Uma fraude intelectual e moral.

5 de fevereiro de 2010

Governa que é para não seres tolo...

A nação deve fazer um esforço para manter o cidadão Pinto de Sousa a governar o Estado. Afinal, os portugueses merecem-no, como castigo por terem votado nele. Além disso, Sócrates merece que o país bata no fundo com ele na proa seguido dos seus “cães-de-fila”. Tal como um toxicodependente, o país está doente e só se cura querendo e como não quer, tem que cair na valeta para renascer do caos, qual fénix das cinzas renascida.

4 de fevereiro de 2010

Para quem não viu e quer ver.



PROVA DAS 9, RTP-Açores, 03 de Fevereiro 2010

Sobre a SINAGA e outras bostas.

Eu acho que é um enorme disparate intervir na economia para salvar empresas e empregos condenados a prazo. Se houvesse intervenção e União Europeia na Época da Laranja, continuavamos a produzir citrinos com "moléstia" e recebiamos, por isso, ajudas à perca de rendimento.
Como diz o meu filho de 3 anos: "pensa cerberozinho, pensa".

2 de fevereiro de 2010

De regresso à RTP-A

Amanhã no , depois do telejornal, um Programa de Rui Goulart com os comentadores residntes Gilberta Rocha, Joaquim Bastos e Silva e Álvaro Borralho, esta semana com este V. servo como convidado.
Uma hora para debater a exclusão social, a crise no Haiti e o OE/Finanças Regionais.

1 de fevereiro de 2010

Mário Crespo no Sol

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

28 de janeiro de 2010

Só agora reparei...

...que há uma semana que não escrevo um único post. Entretanto foi aprovado um orçamento de estado e saiu mais um artigo sobre o acordão do tribunal do tribunal de Ponta Delgada, confirmado pela Relação de Lisboa, que confirma as ligações de Ricardo Rodrigues “a um gang internacional”. Por cá, a imprensa, rádio e televisão, continuam cegas, surdas e mudas sobre esse assunto.

22 de janeiro de 2010

Um centenário de quê?

Um escelente texto do meu amigo Carlos Andrade Botelho no seu A luta dos neurónios. Um texto para ler e medidar antes de irmos prestar uma singela homenagem (Direita uni-vos, a democracia não é propriedade da esquerda e muito menos o é Melo Antunes) ao Sonhador Pragmático, logo mais à noite e enquanto ouvimos, descontraidamente e sugestão musical do Miguel Soares de Albergaria.

República Portuguesa
Antes de mais gostava de afirmar que nunca pensei em ser defensor da monarquia.
Vamos comemorar o primeiro centenário da República Portuguesa. Não queria estar na pele dos políticos que têm que fazer discursos sobre o assunto.
A verdade é que não há muito para comemorar.
A República Portuguesa foi proclamada a 5 de Outubro de 1910. Daí até 1926 decorre o período a que se chama normalmente a 1ª República. Foi um período tumultuoso da vida portuguesa, com a primeira guerra pelo meio, em que a marca foi o empobrecimento e a insegurança. Período, portanto triste.
A seguir o exército tomou o poder em 1926 e em 1928 Salazar foi nomeado Ministro das Finanças. Logo em 1932 foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Até 25 de Abril de 1974 segue-se um período de forte limitação da liberdade e de ruralização da mentalidade portuguesa. Será que é este período que querem comemorar?
Depois vem com o 25 de Abril o período revolucionário em curso com a descolonização e uma forte perturbação da vida dos portugueses. É um período em que tudo é posto em causa. Também não é altura que se possa comemorar.
Em 1977 temos o primeiro Governo com uma orientação política europeia e começa o aperto do cinto, como normalmete é denominada pelos portugueses a política de controlo das finanças do Estado.
Daí até agora temos vivido uma democracia frágil que ainda não conseguiu garantir uma justiça forte, independente e credível, uma estabilização do ensino e uma economia suficientemente geradora de riqueza para viver-mos sem uma permanente ameaça dos credores.
Esta República tem muito para dar e temos todos de trabalhar para isso, mas até agora não há muito para festejar. Vamos por isso assistir a discursos inflamados sobre virtudes imaginadas e irreais. A não ser que alguém tenha o arrojo de fazer uma análise rigorosa e culta e de mostrar os caminhos para percorrer num futuro que nos leve a ter razões para comemorar o 2ª Centenário da República.

21 de janeiro de 2010

Um poema para dia de amigos.

Tenho amigos que não sabem o
quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes
devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela
se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências ….
A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com
assiduidade, não posso lhes dizer o
quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e
não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem
noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte
do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do
meu encanto pela vida.

Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos
sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de
lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome
e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Paulo Santana)

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