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15 de janeiro de 2008

Culpas quem as não tem.

Palavras que retive saídas da boca do Senhor Presidente da República, preocupado com a criação de riqueza. O desenvolvimento económico e consequente criação e multiplicação de riqueza, só se fazem com inovação e reconversão do tecido empresarial. Isso não é possível no Portugal regulamentar em que vivemos. Começar do zero é quase impossível porque se encalha nas normas para concessão de crédito do Banco de Portugal e no zelo do gerente que tem o emprego sob ameaça. Inovar é cada vez mais impossível porque se encalha nas normas do regulador, e nas directivas da União Europeia, ou nas malhas das regras impostas pelas corporações e aceites pelo Estado. Portugal tem excesso de regulamentação, esse é, sem dúvida o nosso grande problema. Há que impor limites à acção do Estado.
Os ciclos económicos não se fazem em dois ou três anos. O que estamos a viver é resultado das políticas de Cavaco Silva e António Guterres, não é culpa apenas de Barroso, Santana Lopes ou José Sócrates. Também é, mas não apenas.

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