3 de outubro de 2013

No rescaldo das autárquicas IV

Dá para perceber um pouco o que se passou em Oeiras como dá para perceber, aqui à escala regional  e na razão inversa, muitas coisas que aconteceram, nas Velas, na Calheta, na Ribeira Brande e em  muitas outras autarquias .
(...)
Daniel Oliveira não compreende porque é que Isaltino ganhou as eleições, sendo Oeiras “o concelho com maior percentagem de licenciados de Portugal”.  Na televisão, na noite das eleições, um comentador dizia não compreender como é que isto podia acontecer no concelho com maior nível de vida do país. Um outro bloguer mostra-se confuso com a vitória, até porque “rezam as estatísticas que Oeiras é o concelho do país com maior literacia… “ E há o apoiante de Moita Flores que dizia na noite de Domingo, “isto é uma vergonha, num concelho que foi o primeiro do país a eliminar as barracas e onde o nível de vida é maior”. Ou um grande amigo que vive em Almada e que argumentou algo como “Pois, pois, têm as Quintas das Fonte, os Lagoas Parque, os Arquiparque, os Tagus Park, tem essas empresas ricas todas, mas depois escolhem a lista de um presidiário.” Ou um partido que dizia na campanha que seria uma uma contradição eleger Isaltino no concelho com maior ‘derrama’ no país.

3 comentários:

Anónimo disse...

Também nos Açores há candidatos a Isaltino.
Houve um candidato a Junta que se aproveitou das fraquezas da Camara, ou da velhacaria de certa vereação, e deu 35 euros por casa antes das eleições.
E ganhou.
É por estas e por outras que andamos emborcados.
O nosso dinheiro, suado, anda nas mão de gente desta qualidade!

Fernando M. Freitas disse...

Irónico q. b...

Anónimo disse...

Caro Barata
Não sei se pelas mesmas razões, mas concordo com o teu post, infelizmente o cenário do poder autárquico e dos seus respectivos partidos no poder, é tão mau que dá a ideia que o importante é o resultado(mesmo que irregular e ilegal)e não os princípios e a gestão criteriosa(que é quase um oásis neste deserto autárquico)seja como for, acredito que existam autarcas honestos e com obra feita, sem terem as mãos sujas, a questão é também o efeito que a publicidade tem na promoção da imagem politica, e neste caso sabemos o quanto é dificil impor uma ideia que esteja livre do manto dos grandes partidos e da ajuda da comunicação social, por isso armou-se o escândalo sobre a comissão eleitoral querer igualdade de oportunidade para todas as listas, com se isto não fosse a condição primeira, para umas eleições livres e democratas...
Sem cuidar da igualdade de condições para quem se candidata ás eleições, estamos a promover a vitória de todos os corruptos, quer eles estejam sobre a malha da justiça ou não.
Parabéns pelo post, que dá que pensar.
Açor

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