28 de junho de 2008

"Porque não se calam"

Parte de um texto genial sacado directamente do Portugal dos Pequeninos, um blogue que requer leitura diária, aliás, mais do que uma vez ao dia.
(...)"Compromisso Portugal" nunca foi a votos embora aprecie "influenciar" todos os governos a fim que sigam a sua maravilhosa cartilha "liberal". Há pessoas que passam quinze dias na Noruega, seis anos em Inglaterra ou três meses nos EUA e imaginam logo que a "west coast" pode dispensar a promiscuidade entre a "sociedade civil" e o Estado e que há liberdade e felicidade a espalhar por aí como poitas de cão. Portugal não se muda "academicamente" e muito menos com "empreendedores" que falam de cátedra mas que andam permanentemente pendurados nas bordas do regime. Os pareceres da antiga Câmara Corporativa, o "Compromisso Portugal" da época, eram intelectualmente mais honestos do que estas "intervenções" das nossas pseudo-elites. Por que não se calam?

Outra visão.

Flores Island-Azores
Flores Island-Azores

Turismo numa Ilha da coesão.

PRC 4-Flores Island-Azores
PRC 4 Flores-Fajã de Lopo Vaz-Lajes-Flores Island-Azores
Fajã de Lopo Vaz-Flores Island-Azores
Fajã de Lopo Vaz-Lajes-Flores Island-Azores.

27 de junho de 2008

Adeus e até ao meu regresso


Deixo as Flores no vôo SP501 com destino a Ponta Delgada. O regresso será para brve, por isso, até já.

Muda de vida

Eu queria escrever qualquer coisa, mas com Internet a 46K, perde-se o ânimo. Seja como for, vale a pena ler o post do André Bradford no :Ilhas sobre a relação dos políticos e dos académicos com os media.
Só uma achega de quem já anda nisso há muito. O político que não quer ser chamado mentiroso na televisão, tem bom remédio, muda de vida.
PS: Sem link para o :Ilhas porque fazer uma ligação para outro blogue a esta velocidade é quase uma epopeia.

26 de junho de 2008

A mula entra para a cocheira há 5 anos.

Ontem eu, hoje é o blogue deles a fazer 5 anos. O Entramula do Francisco companheiro de caminhadas, longas conversas e de muitas fotografias cúmplices e o Mário companheiro de outras rotas, cumprem hoje 5 anos de existência no "reino" da bloghosfera. O Entramula, é assim, apenas um dia mais novo do que o Fôguetabraze. Somos, pelo que se sabe, os mais antigos da blogosfera feita a partir destas Ilhas atlânticas.

O betão fala mais forte.


A baia das Lajes na Ilha das Flores está na mira das betoneiras e do plano regional de construção de marinas e portos de recreio. Na verdade, é dentro desta baia que se pretende construir o núcleo de recreio náutico do Porto das Lajes. Bem sei que os iatistas sempre compram uns papos-secos e uns quilos de arroz e bebem umas cervejolas. Também sei que os Florentinos, há muito que anseiam por um porto de recreio. Contudo, será assim tão importante “destruir” o nosso património natural em nome de um desenvolvimento que não se sabe bem o que é e para que serve?

Publicado no Fórum Ilha das Flores há pouco.

25 de junho de 2008

Lajes Bay-Flores Island, por enquanto.


Depois de um vôo atribulado, com regresso ao ponto de partida por razões técnicas, cheguei às Flores com um atraso considerável. Mesmo assim, vale sempre a pena.

Hoje há 5 anos.

Junho 25, 2003
Manifesto editorial
Tive dúvidas cometi erros na concepcção e acabei fazendo um disparate. o blog acorianissimo desaparece e dá lugar a este novo blog. Para quem não sabe, "fogotabrase" é uma expressão muito açoriana que quer dizer " vai morrer longe" ou "vai chatear o Camões". ou "vai lamber sabão" ou pior que tudo " vai beijar o Saramago que ele cheira mal da boca".
Prometo não deixar passar uma .

23 de junho de 2008

Diálogos de surdos.

Uma meritória iniciativa do já nosso amigo José Grave do Divagando, é o blogue que ele mantém sobre a problemática dos surdos nas sociedades modernas. A visitar de quando em vez e a divulgar sempre que possível.

21 de junho de 2008

Um dia de trabalho árduo.


Depois do forte susto com a chuva de ontem e o tempo instável, um grande dia de sol e uma brisa de norte a ajudar, permitiram que levasse a bom fim a "empreitada" que me trouxe a Santa Maria neste fim-de-semana. Como a formiga, agricultor que se cuida guarda no Verão para comer no Inverno. Não comparando, para não ofender as minhas vacas, é mais ou menos como os governos, apertam em três anos para gastar no quarto.

19 de junho de 2008

Não precisa andar muito.


Mónaco-Setembro de 2004
O Ministro Teixeira dos Santos disse ontem à SIC Notícias que o Governo vai fiscalizar a atribuição de cartões e o uso de combustíveis em regime fiscal especial em Iates de luxo.
A gente dá uma dica, pode começar pela fila da frente da bancada do PS na Assembleia da República.

18 de junho de 2008

Só Forró.


Foto Só Forró

Lembram-se de um certo Presidente do Governo que um dia fez um discurso sobre as autarquias que gastavam recursos em "violas e brasileiras?". Pois é foi esse o "troca-tintas" que agora passa a vida entre violas e brasileiras em inaugurações de obras inacabadas e envoltas em suspeitas de, pelo menos, incompetência.
E falta ainda esperar pela apoteótica inauguração da "barracada" das Portas o Mar, mesmo com as Lojas e os Restaurantes ainda fechados, vão ter , certamente, o desplante do foguetório.

Desde Horta


La jornada empezó a las 3, cuando o ramón me llamó por el Mobile. Había 8 toneladas de pescado para descargar. Unos cuántos meros (chernes) e mucha cabra (Boca-negra), Alfonsim, Imperador y Congrio.
La longa abrió a las 6 y empezamos a botar pescado en la cinta. A las 11 estábamos listos.
En Horta hay 16 embarcaciones Gallegas, todos de La Guardia. San espaderos que están de huelga en solidaridad con los armadores de la península.
Este “post” está en mi pobre castellano por ir directo a Vicky que me pidió que botara aquí fotos de su marido. Aquí esta Juan Francisco levando la grúa del “Mestre Bobicha."

17 de junho de 2008

Um enfarte no coração da Autonomia.

Em tempos ouvi políticos supostamente importantes falarem do estatuto político e Administrativo da Região Autónoma dos Açores como sendo “a nossa costituiçãosinha”. Confesso que, perante uma brilhante plateia bem instalada no Teatro da Ribeiragrandense, fiquei gélido. Tanto que nem “botei faladura” de tão atónito que estava.
Passados meses, ano, o projecto de Estatuto dos Açores levou um chumbo redondo na hemiciclo de Portugal e lá voltou a ir a votos com as alterações rebaixantes que todos sabemos e sem a inclusão da expressão “povo Açoriano”.
Para esse Povo que dentro de poucos meses vai a votos, restou não uma constituiçãosinha” mas sim um “estatutosinho” onde, nas palavras do presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista, se salienta a “possibilidade de legislar sobre touradas e sobre o protocolo”. Para quê mais palavras?

16 de junho de 2008

Passageiro em trânsito

Aqui em viagem para ali e em trânsito para acolá.

Ponta Delagada main port-São Miguel Island-Azores
Santa Cruz-Horta-Faial Island-Azores

Lajes Bay-Flores Island-Azores

14 de junho de 2008

Uma bomba de gasolina "explosiva"

Todos os departamentos do Governo incluindo, por absurdo que pareça, a Direcção Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos deram parecer positivo à construção desta aberração.
As perguntas que importa fazer, perante tal irresponsabilidade e incompetência, neste momento, são:
-Que importância económica e social tem para a Freguesia de Furnas a construção de um segundo posto de abastecimento de combustíveis?

-Que interesse superior e qual o tamanho da "cunha" para levar o Governo e o PS (confundem-se mais do que nunca se confundiu qualquer Governo Regional com qualquer partido político) a aprovar este empreendimento?

Adenda: Não é compreensível a “diarreia” de postos de abastecimento de combustíveis que tomou conta de São Miguel nos últimos meses, quando os indicadores do mercado e da política internacional indicam uma redução, a curto prazo, dos consumos de combustíveis provenientes da refinação de petróleo. Devo ser eu que estou a ver as coisas mal vistas.
Adenda:

13 de junho de 2008

O blogue feito de blogues

A traição das elites europeias
13 Junho 2008 por Nuno Ramos de Almeida
Ouvi nas notícias esta frase espantosa: “o Tratado de Lisboa foi recusado por apenas três por cento dos europeus”. Entendamo-nos, o número de governantes e deputados que o aprovou é infinitamente inferior ao número de irlandeses que o recusaram. Ninguém saberá a opinião da maioria dos europeus, porque eles foram impedidos de se pronunciarem. A opinião de deputados que não foram mandatados para esta discussão não substitui a vontade das populações. Se isso assim fosse, os eleitores irlandeses teriam seguido a opinião dos cerca de 93 por cento de deputados irlandeses que apoiaram o Tratado de Lisboa.Este resultado é devido à traição das elites politicas europeias que tentam construir um projecto europeu, por negociatas politicas, nas costas dos cidadãos da Europa. Quem se lembra da fantástica discussão cívica que precedeu a aprovação de cruz do Tratado de Lisboa, no parlamento de São Bento?Um novo tratado tem que ser resultado de mais democracia e não de menos. Todos nós estamos fartos de ouvir que os políticos não fazem determinadas coisas porque a Europa, essa entidade mítica, não o permite. É tempo dos caminhos da Europa serem discutidos: queremos o modelo social europeu ou permitimos a instalação da agenda neoliberal de menores salários e menos direitos como política económica única?A esquerda europeia deve bater-se por uma Europa com mais democracia e direitos sociais. Deve-se aproveitar as próximas eleições europeias para lhes dar conteúdo real, fazendo que nessas eleições se discuta o futuro da Europa e se mandate os parlamentares para elaborarem um esboço de um novo tratado constitucional.

Nasceu há 120 anos


Fernando António Nogueira de Pessoa, poeta e mais umas coisinhas. Em 1934 escreveu Liberdade, um dos seus mais sugestivos poemas e que, de quando em vez, canto em voz despregada.


Liberdade

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

12 de junho de 2008

Um tiro no escuro ou um cheque em branco?


Confesso que pouco me importa se o Tratado de Lisboa vai ou não ser ratificado. A mim, bastou-me o desplante, a mentira, a desfaçatez do Governo Português que depois de ter prometido um referendo, andou a apregoar as vicissitudes da ratificação por via parlamentar. Como defensor do sistema parlamentar puro, devo acrescentar que, essa solução, até é a mais interessante. Fossem os deputados, verdadeiros representantes de quem os elegeu e capazes de afrontar os directórios partidários sempre que ocorressem atropelos ao exercício da democracia como é o caso de manifesto incumprimento de promessas eleitorais.
A Europa não se constrói por decreto, já o disse aqui e em outros fora. A Europa das nações, dos povos, das regiões, constrói-se, com o envolvimento das nações, dos Povos, das regiões e com todas as suas idiossincrasias.
No entanto, sendo verdade que 52% dos Irlandeses manifestaram à boca das urnas intenção de votar favoravelmente a ratificação do tratado, e tendo em conta que apenas 8% desses mesmos “ilhéus” tem noção clara do que contém o tratado, pergunto se não estarão a passar um cheque em branco para a mão dos políticos. Afinal, quando for caso disso, esses mesmos políticos não se fartarão de apregoar que foi o Povo quem escolheu esse caminho. Na verdade, quando apenas 8% da população eleitora entende o que está a votar, de que vale obter 50, 60 ou até 70% dos votos?

11 de junho de 2008

O Blogue feito de Blogues

causa efeito
Sabemos que a situação económica do país é frágil quando o Alfredo Bruto da Costa começa a dar entrevistas.

Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada

Ah! Raça que não tendes e antes tiverdes!

Uns dias com demasiadas preocupações e desligado de tudo quanto seja notícia a não ser o que me vai chegando por telemóvel sobre o protesto das empresas de camionagem e dos camionistas e não me dei conta do alarido que por aí foi a despropósito de umas palavras descuidadas desse pau-de-canela que a Choldra elegeu Presidente da República. Uma certa pseudo oposição “esquerdoide”, ofende-se com o lapsus linguae do Presidente. Eu ainda me ofendo mais. Então esse vendedor da pátria a pataco por troco de uns quilómetros de auto-estradas, tem o desplante de falara da raça? Raça é o que lhe falta, a esse cata-vento da política portuguesa.
Raça, essa sim, têm os camionistas e os transportadores que não desarmam na sua luta mesmo que incompreensível. Quanto aos resultados dos protestos da malta da camionagem, temo que tudo vai ficar tal qual como estava e quo o país perdeu já milhões de euros que serão irrecuperáveis. Da minha parte já lá foram muitos milhares, com dois contentores de pescado retidos em Lisboa e mais um outro vendido ao preço da Uva mijona em Ponta Delgada por não haver garantia de escoamento na Capital do ex-Império.
Uma coisa eu não entendo, se o preço da hora de camionagem não está limitado por lei porque razão as empresas não sobem os preços conforme vai subindo o Gasóleo?

7 de junho de 2008

Obviamente, era uma questão de tempo e oportunidade.

É verdade que, o Zé, diria de outro qualquer executivo camarário, nestas mesmas circunstâncias, o que Maomé não disse do toucinho. Mas o Zé, o Sá Fernandes, rendeu-se, já, ao comércio politico/partidário pela manutenção do poder.Tão puros que eles eram. Não eram?

5 de junho de 2008

Mais um a começar.


Chegou, agora mesmo, o fim de mais um dos meus Moleskine. Este, por imperativo das muitas viagens que tenho feito de há um ano a esta parte, durou pouco mais de três meses. Agora é tempo de copiar para um novo caderninho de capas pretas e duras os dados permanentes e imprescindíveis e que ocupam as últimas 2 páginas do tal bloco de notas mais famoso do Universo.
Nos meus Moleskines e nos cadernos da Papelaria Fernandes que utilizava antes da descoberta do bloco de notas preferido de escritores e artistas como Bruce Chatwin, Matisse, Van Gogh, Céline e Hemingway, ficam registadas coisas que nunca virão a ser conhecidas, pelo menos enquanto eu for vivo. Aos meus filhos deixo a indicação clara que a divulgação do que aqui está escrito, fica oa seu critério, só lhes peço consenso.

Dia Mundial do Ambiente


Foto: Parapente Açores

4 de junho de 2008

2 de junho de 2008

O menos mau dos piores.

O Dr. António Costa passou pouco tempo pelo Ministério da Administração Interna. Mesmo assim, conseguiu gastar cerca de 500 milhões de euros na aquisição de algumas inutilidades. Coisa pouca num país à beira da bancarota.
Já num passado recente, o incansável Dr. Costa havia passado pelo Ministério da Justiça onde nunca se conseguiu perceber o que mudou na desgastada e pesada máquina judicial.
O Dr. Costa, assim de repente, ganhou as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, Capital de Portugal, com uma larga maioria embora relativa. O Povo, sábio, votou no Dr. Costa porque não havia candidato melhor. Concordo. Pobre país o deles onde os menos maus ganham as eleições aos medíocres.

Yves Saint Laurent (1937-2008)


Morreu Yves Saint Laurent, rei da alta-costura

Policia de proximidade.

Há anos a Câmara de Ponta Delgada, pela mão do Dr. Manuel Arruda, o edil mais parado mas por ventura o mais sério que a Cidade conheceu nos últimos 30 anos, construiu um passeio público junto à Praia das Milícias. Esse passeio, cedo se revelou de grande utilidade para famílias, namorados, “pálins”, vaidosos proprietários de Pitbull sem saco de plástico para “poias”, acrobatas de bicicleta frustrados, Skaters do Bronx que nunca saíram de São Roque e outros espécimes em franco desenvolvimento.
Acontece que, de há uns dias a esta parte, uns espertinhos descobriram que aquele lugar também servia para estacionamento de automóveis. Não é que falte lugar próprio para esse efeito, é mesmo por simples falta de civismo.
No Sábado, por exemplo, ao deparar com 3 viaturas estacionadas naquela zona e estando a passar um carro patrulha da PSP, chamei o mesmo que deu meia volta, disse-me que não podia fazer nada e seguiu viagem. Fiquei esperando que, pelo menos, chamasse a brigada de trânsito. Mas, nada. Ao final da noite ainda lá estavam os 3 automóveis e mais outros que no entretanto se juntaram à festa.
A falta de civismo já não se combate com pedagogia, só vai lá com repressão mesmo e sem contemplações.

1 de junho de 2008

O cronos e Manuela Ferreira Leite.


Sem tempo para a a bloga. Apetecia-me escrever sobre essa eleição de mais um "Pau-de-canela" em versão feminina (embora pouco) para a liderança do maior partido da oposição. Mas, sem tempo, não o vou fazer para não correr o risco de deixar muita coisa por dizer.

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