28 de junho de 2004
Todos a Belém...
Foram poucos. Foram pouco mais de 2 mil num universo de 10 milhões. Mal vai a esquerda portuguesa que, depois de fazer um enorme "chinfrin" à volta de uma questão mais constitucional do que política, apenas consegue mobilizar 2000 pessoas. Foi uma boa mostra e um bom sinal para o que o Sr. Presidente da República deve fazer, se Sampaio tinha dúvidas, o que desconfio, tirou a ilação final desta ridícula amostra de revolução.
27 de junho de 2004
Obrigado
O meu muito obrigado, atrasado um pouco por culpa dos atrasos do Technorati. Caro Francisco, foram Lapas muitos passeios pela Ilha e não foi uma Cerveja Melo Abreu, porque sou abstémio mas foi uma Laranjada da mesma fábrica. O Beldina foi substituindo por um Robusto da Estrela (estão melhores agora) tudo em família. Obrigado ao Aviz.
Caro Paulo Henriques, Obrigado pela entrada no Fórum Ilha das Flores, bem sei que nem sempre ou quase nunca concorda com as minhas opiniões mas é bom saber que nas Flores se lê o Foguetabraze mesma sem se concordar. Obrigado.
Caro Paulo Henriques, Obrigado pela entrada no Fórum Ilha das Flores, bem sei que nem sempre ou quase nunca concorda com as minhas opiniões mas é bom saber que nas Flores se lê o Foguetabraze mesma sem se concordar. Obrigado.
26 de junho de 2004
Muito Obrigado a todos
O dia de ontem foi todo feito de parabéns e elogios. A todos o meu muito obrigado, aos leitores anónimos, aos leitores comentadores, à família aos amigos. A todos. Um agradecimento especial aos "bloggers" companheiros de blogosfera que tiveram a amabilidade de postarem nos seus blogues a s suas mensagens de parabéns. Assim, o meu muitíssimo obrigado à Mariana pela sextilha no espaço para Comentários e pelo "post", à indispensável Ana ao brilhante ToZé, ao iberista convicto e grande amigo Pedro, ao vizinho Vitor, ao velho amigo André ao Prof. Vital Moreira pelo honroso post, ao amigo de outros fóruns Walter Rodrigues e a todos os outros que o possam ter feito nos seus post mas os atrasos do Technorati, naõ me permitiram saber.
Para o ano há mais.
Obrigado a todos.
Já agora uma informação de última hora. O inverno apanhou o avião desta Madrugada e já deixou os Açores.
Para o ano há mais.
Obrigado a todos.
Já agora uma informação de última hora. O inverno apanhou o avião desta Madrugada e já deixou os Açores.
25 de junho de 2004
Um ano e 6 prémios
Tudo começou assim, depois perdi a palavra passe e o nome de utilizador e exclamei "má Fogo te abrase", ainda bem que não foi "puta que te pariu". Assim com o desaparecimento precoce do "Açorianissimo" nasceu o meu querido e companheiro inseparável de há um ano a esta parte, este também vosso que começou por ser só meu Foguetabraze, generalista e umbiguista como devem ser os diários.
Um ano de Blogues, mais de 500 entradas, quase 60.000 palavras e alguns prémios para os meus preferidos. Ao contrário dos prémios atribuídos quando eu e o Foguetabraze completamos 6 meses de matrimónio, estes são prémios a valer.
1-O melhor blog colectivo dos Açores
:Ilhas, sem mais nada para dizer.
2- O pior blog colectivo dos Açores
Prémio não atribuído, não há blogues colectivos maus nos Açores.
3-O melhor fotoblog dos Açores
Francisco Botelho Fotoblog, das entranhas da Ilha tem nos trazido o que de melhor há para mostrar dela e das outras por onde passou ao longo deste tempo.
4-O melhor blog individual dos Açores
Ardemar. Ela não gosta que eu diga que ela tresanda a mar nem gosta que lhe chamem poetisa. Mas o que ela é de facto é uma grande poetisa com cheiro a maresia. Continua assim Mariana. O André tem que trabalhar mais um bocadinho e escrever menos sobre política.
5- O Blogue mais eclético dos Açores
:Ilhas. O Blogue e os seus escribas dispensam comentários e apresentações, eles gostam e não gostam de Futebol, uns são Iberistas convictos outros ferrenhos e obstinados independentistas. Uns gostam de desportos marítimos os outros nem por isso. Eles são os mais ecléticos e desde que conheceram o prémio, trabalharam para o ganhar.
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
João Nuno Almeida e Sousa com este e outros textos. Não! Não é uma questão de favorecimento familiar! É uma convicção. Se corro o risco de ser considerado imparcial por ter atribuído este prémio ao JN, é porque também não queria deixar de o atribuir com justeza pelo facto feliz dos nossos Pais serem irmãos. Poderia também ser para a Mariana, para o André ou para o ToZé com este texto, devo dizer que a escolha não foi fácil e os poucos e-mails que recebi não ajudaram muito. Desta vez vai para o meu primo alfacinha de nascimento e açoriano de alma e coração. O meu primo "más gande".
Todos os Blogues feitos nos Açores ou por Açorianos estavam nomeados para esta escolha. Ficaram alguns dos meus preferidos por premiar:
O velho amigo Não M'Acredito, as Professorices do JVC, os bons textos do Mário Roberto, do Francisco e do João no Entramula (faz um ano amanhã), e não esperem nada do Joel, os Citroen já não são o que eram. O desejo de casar do Nuno e dos manos Borges, as crónicas Indispensáveis da Ana e do Carlos Afonso, as Frieiras da Maria do Céu, as resistências do António João, o sol do Nuno e as faladuras do Paulo e a Alma de Poeta e o Blogamacho e o sniper e tantos os outros.
Os meus agradecimentos, pela inspiração, aos outros por onde passo todos os dias nas minhas viagens blogosféricas, o Aviz, Causa nossa, Barnabé, O Quinto, o acidental, o forum comunitário e o Glória fácil
Um muito obrigado para os comentadores residentes e sem Blogue, a Silvia, a Fátima Rosado, a Maria Silva, o Cristóvão de Aguiar, o Abel Carreiro, o João Pacheco e tantos e tantos outros que de quando em vez se dão ao trabalho de vir aqui ler os "arrotos de uma Baratinha tonta" como disse um dia a Sílvia.
Finalmente e porque os últimos são os primeiros (perdoem-me o lugar comum) às minhas três grandes mulheres, Leonor, Marta e Sofia, são muitas horas à volta do computador que são roubadas ao carinho de marido e Pai. Obrigado a Vocês.
O prémio é uma T-Shirt MUU, Foguetabraze com uma dedicatória do "Je", O problema é que os "piquenos" ainda não têm as ditas prontas. Vão ter que esperar para receber o Vosso prémio.
Um ano de Blogues, mais de 500 entradas, quase 60.000 palavras e alguns prémios para os meus preferidos. Ao contrário dos prémios atribuídos quando eu e o Foguetabraze completamos 6 meses de matrimónio, estes são prémios a valer.
1-O melhor blog colectivo dos Açores
:Ilhas, sem mais nada para dizer.
2- O pior blog colectivo dos Açores
Prémio não atribuído, não há blogues colectivos maus nos Açores.
3-O melhor fotoblog dos Açores
Francisco Botelho Fotoblog, das entranhas da Ilha tem nos trazido o que de melhor há para mostrar dela e das outras por onde passou ao longo deste tempo.
4-O melhor blog individual dos Açores
Ardemar. Ela não gosta que eu diga que ela tresanda a mar nem gosta que lhe chamem poetisa. Mas o que ela é de facto é uma grande poetisa com cheiro a maresia. Continua assim Mariana. O André tem que trabalhar mais um bocadinho e escrever menos sobre política.
5- O Blogue mais eclético dos Açores
:Ilhas. O Blogue e os seus escribas dispensam comentários e apresentações, eles gostam e não gostam de Futebol, uns são Iberistas convictos outros ferrenhos e obstinados independentistas. Uns gostam de desportos marítimos os outros nem por isso. Eles são os mais ecléticos e desde que conheceram o prémio, trabalharam para o ganhar.
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
João Nuno Almeida e Sousa com este e outros textos. Não! Não é uma questão de favorecimento familiar! É uma convicção. Se corro o risco de ser considerado imparcial por ter atribuído este prémio ao JN, é porque também não queria deixar de o atribuir com justeza pelo facto feliz dos nossos Pais serem irmãos. Poderia também ser para a Mariana, para o André ou para o ToZé com este texto, devo dizer que a escolha não foi fácil e os poucos e-mails que recebi não ajudaram muito. Desta vez vai para o meu primo alfacinha de nascimento e açoriano de alma e coração. O meu primo "más gande".
Todos os Blogues feitos nos Açores ou por Açorianos estavam nomeados para esta escolha. Ficaram alguns dos meus preferidos por premiar:
O velho amigo Não M'Acredito, as Professorices do JVC, os bons textos do Mário Roberto, do Francisco e do João no Entramula (faz um ano amanhã), e não esperem nada do Joel, os Citroen já não são o que eram. O desejo de casar do Nuno e dos manos Borges, as crónicas Indispensáveis da Ana e do Carlos Afonso, as Frieiras da Maria do Céu, as resistências do António João, o sol do Nuno e as faladuras do Paulo e a Alma de Poeta e o Blogamacho e o sniper e tantos os outros.
Os meus agradecimentos, pela inspiração, aos outros por onde passo todos os dias nas minhas viagens blogosféricas, o Aviz, Causa nossa, Barnabé, O Quinto, o acidental, o forum comunitário e o Glória fácil
Um muito obrigado para os comentadores residentes e sem Blogue, a Silvia, a Fátima Rosado, a Maria Silva, o Cristóvão de Aguiar, o Abel Carreiro, o João Pacheco e tantos e tantos outros que de quando em vez se dão ao trabalho de vir aqui ler os "arrotos de uma Baratinha tonta" como disse um dia a Sílvia.
Finalmente e porque os últimos são os primeiros (perdoem-me o lugar comum) às minhas três grandes mulheres, Leonor, Marta e Sofia, são muitas horas à volta do computador que são roubadas ao carinho de marido e Pai. Obrigado a Vocês.
O prémio é uma T-Shirt MUU, Foguetabraze com uma dedicatória do "Je", O problema é que os "piquenos" ainda não têm as ditas prontas. Vão ter que esperar para receber o Vosso prémio.
24 de junho de 2004
Meus Açores meus amores!
E ainda há quem diga que isto não é o melhor lugar do Mundo e que o turismo não é o futuro. Até o Inverno veio passar o Verão aos Açores!
Prémios Foguetabraze
1- O melhor blog colectivo dos Açores
2- O pior blog colectivo dos Açores
3- O melhor fotoblog dos Açores
4- O melhor blog individual dos Açores
5- O Blogue mais ecléctico dos Açores
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
É já amanhã num Blog perto de si.
Última oportunidade para deixar um palpite
2- O pior blog colectivo dos Açores
3- O melhor fotoblog dos Açores
4- O melhor blog individual dos Açores
5- O Blogue mais ecléctico dos Açores
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
É já amanhã num Blog perto de si.
Última oportunidade para deixar um palpite
23 de junho de 2004
Ainda a Nação Açores?
O meu Francisco Torrinha, que é de 1951, portanto herdei-o de alguém que já nem sei quem, diz assim: "Nação, s.f. conjunto dos habitantes dum território que têm a mesma origem e a mesma língua, e ligados por interesses comuns; região ou país governado por leis próprias "
Além do Torrinha e do Houaiss, há cá em casa um Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa , editorial verbo, 2001 que diz assim: "nação 1. conjunto de pessoas ligadas por tradições históricas e por uma língua, costumes e instituições comuns"
Afinal somos ou não uma Nação?
Além do Torrinha e do Houaiss, há cá em casa um Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa , editorial verbo, 2001 que diz assim: "nação 1. conjunto de pessoas ligadas por tradições históricas e por uma língua, costumes e instituições comuns"
Afinal somos ou não uma Nação?
A Nação Açores?
Sou obrigado a concordar com o comentário do JVC no meu "Post" a abaixo. A natureza do tema e o respeito que nutro pelo seu autor, merece resposta em forma de entrada e não como simples comentário. Quem sou eu para discordar do Houasis.
Contudo, mesmo numa leitura mais abrangente dos conceitos de Nação que guardamos inatos. Os Açores são, de facto, uma nação, sem Estado, sem língua própria, sem indígenas, mas uma nação cultural, como é Cabo Verde, ou São Tomé e Príncipe, exemplos que nos são próximos. Se quisermos ir buscar exemplos mais longínquos eles abundam no Pacifico ou nas Caraíbas, Trinidad e Tobago, Grenadinas, Hawaii.
Não existirão muitas dúvidas sobre a existência de uma cultura Açoriana, que nada tem que ver com a bruma, a Ilha o mar ou a gaivota, mas com uma miscelânea de tudo isso, uma cultura plena de cheiro a mar e a uma religiosidade muito própria, plena de ritos de caçadores de baleias e de atuns, de vulcões e terramotos. Somos Ilhéus. Somos um Povo feito de Portugueses do Algarve e de Trás-os-Montes e de Bretões e de Flamengos e de outras importações mais recentes.
Até a nossa enxada (sacho), a nossa forma de trabalhar a terra é diferente do que se vê pela Península fora. Temos o Roxo. Até a nossa Saudade é diferente. Temos a nossa gastronomia, temos o nosso falar.
Contudo, mesmo numa leitura mais abrangente dos conceitos de Nação que guardamos inatos. Os Açores são, de facto, uma nação, sem Estado, sem língua própria, sem indígenas, mas uma nação cultural, como é Cabo Verde, ou São Tomé e Príncipe, exemplos que nos são próximos. Se quisermos ir buscar exemplos mais longínquos eles abundam no Pacifico ou nas Caraíbas, Trinidad e Tobago, Grenadinas, Hawaii.
Não existirão muitas dúvidas sobre a existência de uma cultura Açoriana, que nada tem que ver com a bruma, a Ilha o mar ou a gaivota, mas com uma miscelânea de tudo isso, uma cultura plena de cheiro a mar e a uma religiosidade muito própria, plena de ritos de caçadores de baleias e de atuns, de vulcões e terramotos. Somos Ilhéus. Somos um Povo feito de Portugueses do Algarve e de Trás-os-Montes e de Bretões e de Flamengos e de outras importações mais recentes.
Até a nossa enxada (sacho), a nossa forma de trabalhar a terra é diferente do que se vê pela Península fora. Temos o Roxo. Até a nossa Saudade é diferente. Temos a nossa gastronomia, temos o nosso falar.
21 de junho de 2004
Cristóvão de Aguiar
No último mês fui "Um Grito em chamas" na "Nova relação de Bordo". Fui "Passageiro em trânsito" entre a trilogia de "Raiz comovida". Nada de recensões, nada de sinopses, nada dessas presunções e literatices que não sei fazer.
Fui, um visitante da Açorianidade.
Se o conceito nasceu com Vitorino Nemésio, certamente tem em Cristóvão de Aguiar um continuador. Com a excepção para "Passageiro em Trânsito", onde há uma clara alteração do estilo, as restantes obras são belíssimos exemplos de critica dos costumes das nossas Ilhas e das nossas gentes, gentes que fizeram e fazem a nação Açores.
Nelas, nas obras de Cristóvão de Aguiar, com destaque para o primeiro de raiz comovida, está tudo no seu lugar, consigo imaginar o luzir dos instrumentos da "Musica Nova", o cheiro da terra das estufas, daquela fatia de pão com manteiga de vaca que ficou por comer, dos "charrinhos" fritos, do mar das Calhetas. Vi como que real a "branquidão" das ajudantes do Dr. Alemão, ali à rua do Contador onde na minha infância passei várias vezes ao dia nas minhas deslocações entre a casa de meus pais e a escola. Já não havia o Dr. Alemão. Estavam lá, a deambular pelo jardim os Cães do Sr. Gilberto Nóbrega, dois lindos Lobos da Alsácia sempre pendurados na varanda. Cães de verdade, não dos cães do "Passageiro em trânsito" ."Que canelas pensais vós mordiscar, ó cães literatos, sem possuirdes a dentição completa?"
Fui, um visitante da Açorianidade.
Se o conceito nasceu com Vitorino Nemésio, certamente tem em Cristóvão de Aguiar um continuador. Com a excepção para "Passageiro em Trânsito", onde há uma clara alteração do estilo, as restantes obras são belíssimos exemplos de critica dos costumes das nossas Ilhas e das nossas gentes, gentes que fizeram e fazem a nação Açores.
Nelas, nas obras de Cristóvão de Aguiar, com destaque para o primeiro de raiz comovida, está tudo no seu lugar, consigo imaginar o luzir dos instrumentos da "Musica Nova", o cheiro da terra das estufas, daquela fatia de pão com manteiga de vaca que ficou por comer, dos "charrinhos" fritos, do mar das Calhetas. Vi como que real a "branquidão" das ajudantes do Dr. Alemão, ali à rua do Contador onde na minha infância passei várias vezes ao dia nas minhas deslocações entre a casa de meus pais e a escola. Já não havia o Dr. Alemão. Estavam lá, a deambular pelo jardim os Cães do Sr. Gilberto Nóbrega, dois lindos Lobos da Alsácia sempre pendurados na varanda. Cães de verdade, não dos cães do "Passageiro em trânsito" ."Que canelas pensais vós mordiscar, ó cães literatos, sem possuirdes a dentição completa?"
"O homem já sabia..."
"Bem dizia Zapatero:
Todos os espanhóis voltarão a casa antes de 30 de Junho! "
A Rata está sempre atenta.
Todos os espanhóis voltarão a casa antes de 30 de Junho! "
A Rata está sempre atenta.
20 de junho de 2004
Adios España
Mais uma vez aquele rectângulo pequeno resiste à força do gigante Ibérico.
Adios nuestros hermanos!
Isto é o que acontece quando se é arrogante.
Viva D. Nuno Alvares Gomes.
Adios nuestros hermanos!
Isto é o que acontece quando se é arrogante.
Viva D. Nuno Alvares Gomes.
19 de junho de 2004
Mais um
Passos Perdidos, é um blogue assinado pelos jornalistas que habitualmente cobrem os trabalhos parlamentares da Asembleia Legislativa Regional dos Açores.
«O 10 de Junho nas comunidades portuguesas no estrangeiro»
Só hoje li um texto de um leitor do Causa Nossa, postado por Vital Moreira que, por o ter feito, presumo concorda com ele.
O aproveitamento das questões nacionais e das comemorações do dia de Portugal pelos sucessivos Governos de Portugal é uma questão inegável. Sem querer encontrar desculpas para os que o fazem agora pelo facto de outros o terem feito no passado, venho lembrar, do alto da minha insignificância, que foi à custa da "campanha eleitoral" desavergonhadamente feita, em cerimónias de Estado, pelo Dr. José Lello, então Secretário de Estado de um Governo do Partido Socialista, que este último inverteu a tendência de voto dos emigrantes Portugueses que até então votavam maioritariamente no PSD, pelas mesmas razões.
Já aqui defendi, a propósito do Circulo da Emigração. Um absurdo. Penso que faz mais sentido criar um circulo eleitoral para os Imigrantes do que para os emigrantes. Além disso todos sabemos. Por experiência da República, que o círculo da Emigração serve os interesses do poder instalado, uma vez que é este poder que tem capacidade financeira para, com os impostos de nós todos andar a viajar para os países de acolhimento a fazer campanha. Já aconteceu este ano no Brasil com Paulo Portas e Carlos César. Como podem constatar não é um exclusivo da Direita e é condenável, sejam quem forem os protagonistas.
O aproveitamento das questões nacionais e das comemorações do dia de Portugal pelos sucessivos Governos de Portugal é uma questão inegável. Sem querer encontrar desculpas para os que o fazem agora pelo facto de outros o terem feito no passado, venho lembrar, do alto da minha insignificância, que foi à custa da "campanha eleitoral" desavergonhadamente feita, em cerimónias de Estado, pelo Dr. José Lello, então Secretário de Estado de um Governo do Partido Socialista, que este último inverteu a tendência de voto dos emigrantes Portugueses que até então votavam maioritariamente no PSD, pelas mesmas razões.
Já aqui defendi, a propósito do Circulo da Emigração. Um absurdo. Penso que faz mais sentido criar um circulo eleitoral para os Imigrantes do que para os emigrantes. Além disso todos sabemos. Por experiência da República, que o círculo da Emigração serve os interesses do poder instalado, uma vez que é este poder que tem capacidade financeira para, com os impostos de nós todos andar a viajar para os países de acolhimento a fazer campanha. Já aconteceu este ano no Brasil com Paulo Portas e Carlos César. Como podem constatar não é um exclusivo da Direita e é condenável, sejam quem forem os protagonistas.
18 de junho de 2004
Porque ainda estamos em Junho
As minhas convicções separatistas ou independentistas, já me valeram um processo disciplinar dentro do CDS/PP. Um dia, em directo no Telejornal da RTP-Açores, numa altura em que estava eminente a minha saída do CDS/PP, a Jornalista Teresa Nóbrega perguntou-me se ia candidatar-me à presidência do PDA, já que se ouviam rumores que tal podia acontecer. Respondi que não, que isso era um absurdo até porque sou "muito mais separatista do que qualquer militante do PDA".
Se não sou Euro céptico, é precisamente porque acredito que o caminho em que a Europa vai, é o caminho da Europa das nações em que Regiões como a nossa terão, cada vez mais, possibilidades de serem Estado Independente já que, Nação ninguém tem dúvidas que já somos.
Novo modelo
A recente decisão do Governo da República sobre o novo regime de ajudas e concessão de serviço público de transporte de passageiros via aérea entre as Regiões autónomas e o Continente, é um passo de gigante para a economia Açoriana.
Agora estão já criadas as primeiras condições para a liberalização das rotas, teremos mais companhias e mais oferta, a qualidade do serviço pode até diminuir significativamente, mas o aumento da oferta e a possibilidade de escolher horários compensará essas falhas. Não acredito que todas as rotas sejam apetecíveis para as três operadoras nacionais ou até para alguma estrangeira. Contudo, certamente Terceira e São Miguel serão bastante beneficiadas. Esta última precisa bastante já que com o modelo montado actualmente está bastante prejudicada uma vez que os passageiros em trânsito das outras Ilhas têm prioridade em relação aos locais, até mesmo nas listas de espera o que tem provocado enormes constrangimentos.
Mesmo tendo em conta que o preço do bilhete será único e fixo,, a verdade é que, com este modelo e com a concorrência, os cofres do Estado ficam beneficiados e isso reflecte-se, a médio e longo prazo na economia e no custo e qualidade de vida dos cidadãos.
17 de junho de 2004
Ainda o 6 de Junho de 1975
Isto é o que eu chamo
uma manifestação Popular. Há muitos que insistem em chamar-lhe um movimento de privilegiados.
16 de junho de 2004
há dias assim
Nada. Há dias assim, dias em que por mais que queiramos, que procuremos que nos apeteça, que nos esforcemos, não sai nada. Mas tem que sair? Não. Não tem que sair todos os dias qualquer coisa. Mas o dia até correu bem lá no escritório, a tertúlia da tabacaria que havia falhado ontem hoje não falhou, a manhã estava cinzenta mas o dia acabou de verão. Portugal ganhou e mesmo assim nada. Li os Jornais, li revistas li blogs li cartas e mais cartas e ofícios e uma data de papelada e ouvi o plenário da ALRA on-line e mesmo assim nada. Ele há dias assim em que não sai nada.
15 de junho de 2004
aterro sanitário
Avelino Ferreira Torres, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Manuel Seabra, Narciso Miranda, ainda falta limpar alguns mas o país politico está cada vez mais a deixar de ser um lugar mal frequentado para se um verdadeiro país.
Zeca Simas homenageado
O meu querido amigo Zeca Simas foi, justamente, homenageado pelos seus pares.
Bem hajas Manuel José. Um dia destes vou por São Roque para nos perdermos numa daquelas nossas deliciosas conversas sem nexo à volta de uma boa travessa de torresmos.
Bem hajas Manuel José. Um dia destes vou por São Roque para nos perdermos numa daquelas nossas deliciosas conversas sem nexo à volta de uma boa travessa de torresmos.
Abrupta análise
"A linha melhor para interpretar as eleições é a linha do bom senso. Aqui o bom senso é considerar que tudo o que parece, é. Não é preciso nenhuma sofisticação especial: o PS, o BE e o PCP ganharam, por esta ordem. O PSD e o PP perderam, por esta ordem."
Não vou á bola com o Pacheco mas lá que tem razão tem. Pragmatismo e bom senso, acima de tudo, foi o que fez mais falta a esta coligação.
Não vou á bola com o Pacheco mas lá que tem razão tem. Pragmatismo e bom senso, acima de tudo, foi o que fez mais falta a esta coligação.
BRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!
Aqui está a careta que eu faço para a coligação PPD/PSD e CDS/PP, nos Açores, Victor Cruz e Alvarino Pinheiro jogam a última cartada das suas vidas politicas. Foguetabraze.
Um post de 12 de Dezembro de 2003
Um post de 12 de Dezembro de 2003
sai um anti-ácido por favor
A digestão está mais demorada do que eu pensava, nem com Konpensan lá vai.
14 de junho de 2004
Para o ToZé e para o PDA
Devo dizer que nutro alguma simpatia pelo PDA, mais não seja por ter a sua sede nos Açores, é sempre bom, em nome do reforço da Autonomia, desafiar o poder Central e a constituição. Estou convicto que se o PDA alguma vez tivesse uma expressão eleitoral significativa, seria perseguido pelos mais empenhados constitucionalistas que lhe haviam de encontrar ferido de constitucionalidade por ser um Partido Regional. A Constituição é que necessita ser revista mais profundamente.
Caro ToZé, em relação ao PDA e à sua "insignificante representatividade percentual numa força ainda mais reduzida, tipo corpo de David e alma de Golias", só acontece, porque infelizmente o PDA nunca conseguiu o que o CDS/PP conseguiu em 1996 e o BE está à beira de conseguir agora. OU seja, ser alvo do voto do protesto. Tudo o que estudei e os números que vi, levam-me a acreditar convictamente que o crescimento exponencial do CDS/PP na Região a partir de 1995 foi isso mesmo, um voto de protesto, rebelde e irreverente, alicerçado numa juventude que se foi fidelizando e crescendo aos poucos.
O fenómeno do BE de agora, parece-me semelhante. O PDA, nunca deu esse passo importante, nunca teve essa capacidade, nunca teve um líder carismático que ajudasse no trabalho, nunca cativou os Jovens. Algumas vezes teve um discurso virado para a direita que já não estava interessada nas questões Regionais. Depois, virou-se para a esquerda que também já estava demasiado ocupada com a enorme panóplia de partidos que estão à esquerda do PS.
Caro ToZé, em relação ao PDA e à sua "insignificante representatividade percentual numa força ainda mais reduzida, tipo corpo de David e alma de Golias", só acontece, porque infelizmente o PDA nunca conseguiu o que o CDS/PP conseguiu em 1996 e o BE está à beira de conseguir agora. OU seja, ser alvo do voto do protesto. Tudo o que estudei e os números que vi, levam-me a acreditar convictamente que o crescimento exponencial do CDS/PP na Região a partir de 1995 foi isso mesmo, um voto de protesto, rebelde e irreverente, alicerçado numa juventude que se foi fidelizando e crescendo aos poucos.
O fenómeno do BE de agora, parece-me semelhante. O PDA, nunca deu esse passo importante, nunca teve essa capacidade, nunca teve um líder carismático que ajudasse no trabalho, nunca cativou os Jovens. Algumas vezes teve um discurso virado para a direita que já não estava interessada nas questões Regionais. Depois, virou-se para a esquerda que também já estava demasiado ocupada com a enorme panóplia de partidos que estão à esquerda do PS.
Ao trabalho
O Partido Socialista Ganhou as eleições Europeias, no Continente e nos Açores e como já foi lembrado algures pelo André Bradford, em alguns bastiões do PSD. Parabéns.
No seio da Coligação PSD/CDS, nada como reflectir sobre estes números, mesmo que incómodos, transportá-los para a realidade vindoura das eleições regionais como simples instrumento de trabalho, não é disparate nenhum. Meter a cabeça na areia não vai, certamente, ajudar em nada. A coligação Força Portugal, valeu menos do que o somatório do eleitorado tradicional dos dois partidos. Certo é que, alguma abstenção terá para isso contribuído, mas não terá contribuído tanto como os tiros nos pés dados durante a campanha eleitoral ou a situação económica em que o país se encontra.
Vamos a ver se os responsáveis pelo PSD e pelo CDS, deixam de trazer à Região Ministros e Secretários de Estado e se Vítor Cruz deixa de falar, aos açorianos, em nome da Nação e dos seus correligionários do "Contenente".
São Miguel, Terceira, Graciosa e Santa Maria, são as Ilhas onde a coligação mais terá que repensar as suas estratégias e melhorar as suas performances para inverter a tendência que os resultados de ontem deixam antever. Bem sei que as Eleições europeias são diferentes das regionais mas os resultados de ontem não deixam de ser uma sondagem bem mais credível do que qualquer outra que fosse feita pelo telefone ou por inquérito de rua.
Vamos ao trabalho, dignificando a politica Regional e transformando os Açores num lugar onde se debatam as questões regionais, longe das tricas com Lisboa e longe dos bairrismos entre as Ilhas. Espero que a pré campanha e a campanha para as Regionais de Outubro sejam mais construtivas do que foi esta última e que a participação do eleitorado reflicta os resultados dessa diferença.
No seio da Coligação PSD/CDS, nada como reflectir sobre estes números, mesmo que incómodos, transportá-los para a realidade vindoura das eleições regionais como simples instrumento de trabalho, não é disparate nenhum. Meter a cabeça na areia não vai, certamente, ajudar em nada. A coligação Força Portugal, valeu menos do que o somatório do eleitorado tradicional dos dois partidos. Certo é que, alguma abstenção terá para isso contribuído, mas não terá contribuído tanto como os tiros nos pés dados durante a campanha eleitoral ou a situação económica em que o país se encontra.
Vamos a ver se os responsáveis pelo PSD e pelo CDS, deixam de trazer à Região Ministros e Secretários de Estado e se Vítor Cruz deixa de falar, aos açorianos, em nome da Nação e dos seus correligionários do "Contenente".
São Miguel, Terceira, Graciosa e Santa Maria, são as Ilhas onde a coligação mais terá que repensar as suas estratégias e melhorar as suas performances para inverter a tendência que os resultados de ontem deixam antever. Bem sei que as Eleições europeias são diferentes das regionais mas os resultados de ontem não deixam de ser uma sondagem bem mais credível do que qualquer outra que fosse feita pelo telefone ou por inquérito de rua.
Vamos ao trabalho, dignificando a politica Regional e transformando os Açores num lugar onde se debatam as questões regionais, longe das tricas com Lisboa e longe dos bairrismos entre as Ilhas. Espero que a pré campanha e a campanha para as Regionais de Outubro sejam mais construtivas do que foi esta última e que a participação do eleitorado reflicta os resultados dessa diferença.
13 de junho de 2004
Prémios Foguetabraze II
Se eu começasse hoje um Blog como o chamaria?
Depende. Se fosse o Corsário das Ilhas chamava-lhe Copy /Paste. Se fosse o Ponta Delgada, chamava-lhe "Flop", se fosse o Foguetabraze, chamava-lhe, na mesma,Foguetabraze. Desde que deixei de fumar (10 anos), beber álcool (12 anos no dia 30 deste mês) e jogar Golf ( 5 anos com duas ou 3 recaídas) o Foguetabraze e toda a Blogosfera têm sido o meu único vicio.
Falta uma dúzia de dias para que o Foguetabaze cumpra o seu 1º ano de emissão.
À semelhança do que fiz no Natal quando, eu e ele, completamos os primeiros 6 meses de matrimónio, vou atribuir merecidos prémios aos meus leitores. Estejam, atentos neste Blog, é já no dia 25 de Junho.
Desta vez os prémios são a sério e vão ser:
1- O melhor blog colectivo dos Açores
2- O pior blog colectivo dos Açores
3- O melhor fotoblog dos Açores
4- O melhor blog individual dos Açores
5- O Blogue mais eclético dos Açores
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
Podem deixar palpites nos comments
Depende. Se fosse o Corsário das Ilhas chamava-lhe Copy /Paste. Se fosse o Ponta Delgada, chamava-lhe "Flop", se fosse o Foguetabraze, chamava-lhe, na mesma,Foguetabraze. Desde que deixei de fumar (10 anos), beber álcool (12 anos no dia 30 deste mês) e jogar Golf ( 5 anos com duas ou 3 recaídas) o Foguetabraze e toda a Blogosfera têm sido o meu único vicio.
Falta uma dúzia de dias para que o Foguetabaze cumpra o seu 1º ano de emissão.
À semelhança do que fiz no Natal quando, eu e ele, completamos os primeiros 6 meses de matrimónio, vou atribuir merecidos prémios aos meus leitores. Estejam, atentos neste Blog, é já no dia 25 de Junho.
Desta vez os prémios são a sério e vão ser:
1- O melhor blog colectivo dos Açores
2- O pior blog colectivo dos Açores
3- O melhor fotoblog dos Açores
4- O melhor blog individual dos Açores
5- O Blogue mais eclético dos Açores
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
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12 de junho de 2004
Desonestidade intelectual.
No Bar do Hotel 5 na Ilha de Santa Maria, uma senhora folheava uma dessas revistas cor de rosa, cor de rosa em tudo, inclusive na falta de pudor.
Na sua edição de hoje, a tal revista (não digo o nome nem faço o link porque não faço publicidade de coisas destas) publica uma grande entrevista com Sousa Franco, fotografado em ambiente familiar, na harmonia do lar e bem ao jeito do que gostam as mães de família Portuguesas.
Esta gafe, provocada apenas, pela morte permutara do candidato, é bem demonstrativa da encomenda que estava feita. Publicar uma grande entrevista com um candidato na véspera, (dia de reflexão), de um acto eleitoral é, no mínimo, intelectualmente desonesto.
Na sua edição de hoje, a tal revista (não digo o nome nem faço o link porque não faço publicidade de coisas destas) publica uma grande entrevista com Sousa Franco, fotografado em ambiente familiar, na harmonia do lar e bem ao jeito do que gostam as mães de família Portuguesas.
Esta gafe, provocada apenas, pela morte permutara do candidato, é bem demonstrativa da encomenda que estava feita. Publicar uma grande entrevista com um candidato na véspera, (dia de reflexão), de um acto eleitoral é, no mínimo, intelectualmente desonesto.
11 de junho de 2004
Um dia Açoriano
A alvorada foi cinzenta, sobriamente Outonal.
Depois, choveu e trovejou como se de um dia de Inverno se tratasse.
Logo, o aparecer de uma nesga de céu azul e o chilrear dos pardais no velho Metrosidero do Campo anunciavam a Primavera.
O céu límpido e o mercúrio a subir no velho termómetro do canto da sala são prenúncio da chegada do verão.
Os Açores hoje foram aquilo que se costuma dizer.
"Quatro estações num só dia"
Depois, choveu e trovejou como se de um dia de Inverno se tratasse.
Logo, o aparecer de uma nesga de céu azul e o chilrear dos pardais no velho Metrosidero do Campo anunciavam a Primavera.
O céu límpido e o mercúrio a subir no velho termómetro do canto da sala são prenúncio da chegada do verão.
Os Açores hoje foram aquilo que se costuma dizer.
"Quatro estações num só dia"
10 de junho de 2004
Dia da Raça
Porque hoje é dia de Portugal, e a respeito de algumas hipocrisias "porqui porli" denunciadas. Hoje os maiores autonomistas, e demais "biscaretas", todos os que mais reclamam da extinção do cargo de Ministro da República e da intromissão das figuras de Estado nos assuntos da Região, passarão hoje pelo Solar da Madre de Deus.
Não dispensam os Croquetes pagos pela potência colonial.
Na capital do Império, hoje deslocada para Bragança, o mais Alto Magistrado da nação imporá insígnias e comendas a mais de uma mão cheia de "tugas" distintos ou nem por isso. A soltura "condecorativa" iniciada por Mário Soares, este primeiro exemplo de politico "Pimba" que a nação conheceu, foi continuada pelo seu sucessor, ambos na esteira do pensamento do liberal D.Pedro IV em cujo reinado, e a respeito da distribuição de títulos nobiliárquicos a torto e a direito, se dizia:
"Foge cão que te fazem barão. Para onde? Se me fazem visconde!"
Não dispensam os Croquetes pagos pela potência colonial.
Na capital do Império, hoje deslocada para Bragança, o mais Alto Magistrado da nação imporá insígnias e comendas a mais de uma mão cheia de "tugas" distintos ou nem por isso. A soltura "condecorativa" iniciada por Mário Soares, este primeiro exemplo de politico "Pimba" que a nação conheceu, foi continuada pelo seu sucessor, ambos na esteira do pensamento do liberal D.Pedro IV em cujo reinado, e a respeito da distribuição de títulos nobiliárquicos a torto e a direito, se dizia:
"Foge cão que te fazem barão. Para onde? Se me fazem visconde!"
9 de junho de 2004
Vitória para Bush
Unanimous U.N. resolution wins time for new Iraqi government. Não sei se vem a tempo de salvar a carreira política do Presidente dos Estados Unidos da América, mas que é uma vitória, é.
Capital do Império
Estão 22ºC entre Alfama e a Costa do Castelo avisto a Praça do império na sua "pompa e aérea formosura". Do império resta "silêncio e escuridão e nada maís".
8 de junho de 2004
Globalização
Um comentário do Luís Silva Melo em resposta a outro do ToZé num "post" do nosso grande escriba João Nuno Almeida e Sousa, relembrou-me algumas vetustas cogitações sobre a Globalização e o movimento anti-globalização.
A Globalização, pura e, alcançada a sua plenitude, é a verdadeira Democracia dos mercados, com todos os riscos que se possam correr de perda de identidade de um qualquer Povo ou Nação, a Aldeia Global é, sem dúvida um conceito democrático. Às nações e aos Povos cabe a tarefa de, no largo do pelourinho da Aldeia, afirmarem as suas raízes e as suas tradições sem as impor seja a quem for.
A extrema-esquerda e a extrema-direita, que não dão nem podem dar lições de democracia a ninguém, são os mais ferozes defensores dos mercados fechados e grandes mentores dos movimentos anti-globalização.
Existe também uma franja radical, que eu classificaria como uma reencarnação do movimento hippy dos 60s, logo uma espécie de imitação made in China, que defende com unhas e dentes, os mercados fechados.
A Globalização é um caminho já iniciado e com um único sentido, é o caminho para a anarquia pura para a democracia total em que todos nos respeitaremos uns aos outros sem ter que plasmar normas em papel, em que a regra é aceite e respeitada por todos, em que a liberdade de cada um vai até ao limite da liberdade de cada outro.
A Aldeia Global é a realização da utopia dos Sec XV e XVI. A mesma Utopia por onde mais tarde Cunegundes e Cândido se haviam de passear e amar.
A Globalização, pura e, alcançada a sua plenitude, é a verdadeira Democracia dos mercados, com todos os riscos que se possam correr de perda de identidade de um qualquer Povo ou Nação, a Aldeia Global é, sem dúvida um conceito democrático. Às nações e aos Povos cabe a tarefa de, no largo do pelourinho da Aldeia, afirmarem as suas raízes e as suas tradições sem as impor seja a quem for.
A extrema-esquerda e a extrema-direita, que não dão nem podem dar lições de democracia a ninguém, são os mais ferozes defensores dos mercados fechados e grandes mentores dos movimentos anti-globalização.
Existe também uma franja radical, que eu classificaria como uma reencarnação do movimento hippy dos 60s, logo uma espécie de imitação made in China, que defende com unhas e dentes, os mercados fechados.
A Globalização é um caminho já iniciado e com um único sentido, é o caminho para a anarquia pura para a democracia total em que todos nos respeitaremos uns aos outros sem ter que plasmar normas em papel, em que a regra é aceite e respeitada por todos, em que a liberdade de cada um vai até ao limite da liberdade de cada outro.
A Aldeia Global é a realização da utopia dos Sec XV e XVI. A mesma Utopia por onde mais tarde Cunegundes e Cândido se haviam de passear e amar.
Liberdade
Não! Não fui à farmácia comprar aqueles óculos esquisitos (não sei se devia ter descrito isso) para ver o trânsito de Vénus. Não o fiz porque não quis. Assim, quando me perguntarem se vi o Trânsito de Vénus posso sempre responder que não vi porque não quis e deixar-me embebedar por essa sensação de liberdade. Além disso sempre posso ver da próxima que é já daqui a 121 anos.
7 de junho de 2004
Autonomia progressiva
Estamos no Verão quente de 75, o mote foi dado ontem, passo a passo o País vai caminhando verdadeiramente para a Liberdade, conquistada, finalmente, a 25 de Novembro do mesmo ano.
Vai-se configurando o regime autonómico, na esperança de uma autonomia Político-administrativa progressiva e tendente à Independência dos Açores.
As motivações económicas foram-se esbatendo e o sentir Açoriano foi-se redimindo às transferências do Orçamento de Estado.
A lei de finanças regionais golpeia de morte as aspirações de alguns e dá alento às de outros. Acabamos de conquistar uma autonomia de mão estendida.
"As Furnas" do Poeta da Açorianidade já não são nossas nem "as pipas de vinho" nem as "carroças de peixinho". E no leite? Manda Bruxelas. Com directório ou sem ele, com ou sem federalismo, com ou sem Europa das nações, é Bruxelas quem manda porque é Bruxelas quem paga.
A verdadeira conquista do poder autonómico passa pela conquista do poder económico nas Ilhas. O desperdício de recursos tem tornado esta autonomia financeira difícil de alcançar.
A Evolução da Europa para um modelo Federalista, pode ser um bom prenuncio para as pequenas nações europeias que anseiam o estabelecimento dos seus Estados independentes e soberanos.
Vai-se configurando o regime autonómico, na esperança de uma autonomia Político-administrativa progressiva e tendente à Independência dos Açores.
As motivações económicas foram-se esbatendo e o sentir Açoriano foi-se redimindo às transferências do Orçamento de Estado.
A lei de finanças regionais golpeia de morte as aspirações de alguns e dá alento às de outros. Acabamos de conquistar uma autonomia de mão estendida.
"As Furnas" do Poeta da Açorianidade já não são nossas nem "as pipas de vinho" nem as "carroças de peixinho". E no leite? Manda Bruxelas. Com directório ou sem ele, com ou sem federalismo, com ou sem Europa das nações, é Bruxelas quem manda porque é Bruxelas quem paga.
A verdadeira conquista do poder autonómico passa pela conquista do poder económico nas Ilhas. O desperdício de recursos tem tornado esta autonomia financeira difícil de alcançar.
A Evolução da Europa para um modelo Federalista, pode ser um bom prenuncio para as pequenas nações europeias que anseiam o estabelecimento dos seus Estados independentes e soberanos.
Pesaroso?
Pesaroso com a ida de Peseiro para o Sporting. Há mais de uma semana que esperamos qualquer coisa dele. Os Citroen já não são o que eram.
5 de junho de 2004
4 de junho de 2004
Amores da cadela "pura"
Li o Primeiro Volume há alguns anos, na altura achei piada às tentativas de identificar as pessoas, o que não foi difícil graças à ajuda de familiares e ao conhecimento pessoal de alguns. O Alberto, o Tio Albano da Eira, como o chamava-vos em miúdos, foi o mais fácil de identificar, por razões óbvias. Depois foi ir andando de passo em passo até à meta final.
Confesso que provavelmente não releria Margarida Vitória se não tivesse saído essa segunda edição e segundo volume. Contudo, vou fazê-lo. Mas não, sem antes acabar uma empreitada que, já leva três semanas, com a obra completa do Cristóvão de Aguiar.
Tá boa iessa...
Com direitos reservados ao O Acidental, aqui fica uma das fontes inspiradoras do BE. Tanta imaginação. Primeiro foram buscar o logo-tipo a uma empresa de comunicações móveis Espanhola e agora um padeiro ao Brasil.
Caro amigo Abel, afinal o gajo não tem cara de "naiã" é de veado.
Caro amigo Abel, afinal o gajo não tem cara de "naiã" é de veado.
Uma questão de cultura
Recorde-se que os concertos de Júlio Iglesias estão sempre esgotados e que "é um privilégio para os Açores poder contar com um cantor com este impacto e com esta história", frisou ainda Berta Cabral, apelando à SATA para a realização de voos extraordinários para Ponta Delgada neste fim de semana, quer reforçando os voos inter ilhas quer do continente para os Açores
Mas será que há alguém de bom senso que acredite na possibilidade dos Açorianos comprarem bilhetes de avião, cujo mais barato são 101,68 euros, para vir a São Miguel assistir ao espectáculo de uma estrela apagada há mais de 15 anos. Isto é que é cultura! Sim Senhora "Presidenta" Ponta Delgada vai assim no bom caminho da "pimbalhação". Deste modo, nunca seremos a Capital Açoriana da Cultura.
Mas será que há alguém de bom senso que acredite na possibilidade dos Açorianos comprarem bilhetes de avião, cujo mais barato são 101,68 euros, para vir a São Miguel assistir ao espectáculo de uma estrela apagada há mais de 15 anos. Isto é que é cultura! Sim Senhora "Presidenta" Ponta Delgada vai assim no bom caminho da "pimbalhação". Deste modo, nunca seremos a Capital Açoriana da Cultura.
3 de junho de 2004
Sopa ferrada
Sabiam que há tipos que são viciados em sopa ferrada. Sim daquela que fica queimada no fundo da panela.
Vêm cá comê-la tantas vezes que o "bravenet" fica empantorrado.
Vêm cá comê-la tantas vezes que o "bravenet" fica empantorrado.
Está tudo explicado...
" Há um elevado défice cultural na região "
O principal problema da sociedade açoriana é o défice cultural existente no arquipélago. O presidente do parlamento açoriano diz que há muito trabalho a fazer nesta área ao mesmo tempo que diz ser necessário apostar na qualidade.
A falta de cultura de um povo explica muita coisa.
Explica, por exemplo, como é que um tipo como o Fernando Menezes chega a Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. E Eu que julgava que havia quotas para essas coisas e que ele tinha entrado por via da quota do Faial. Mas não foi! Foi porque o Povo inculto, democráticamente o elegeu deputado e depois os seus também democráticamente eleitos colegas o nomeraram e votaram.
Ando muito distraido.
O principal problema da sociedade açoriana é o défice cultural existente no arquipélago. O presidente do parlamento açoriano diz que há muito trabalho a fazer nesta área ao mesmo tempo que diz ser necessário apostar na qualidade.
A falta de cultura de um povo explica muita coisa.
Explica, por exemplo, como é que um tipo como o Fernando Menezes chega a Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. E Eu que julgava que havia quotas para essas coisas e que ele tinha entrado por via da quota do Faial. Mas não foi! Foi porque o Povo inculto, democráticamente o elegeu deputado e depois os seus também democráticamente eleitos colegas o nomeraram e votaram.
Ando muito distraido.
Campanha eleitoral? Mas que campanha eleitoral?
Um destes jornalistas de ocasião abeirou-se de mim esta manhã e pediu-me que fizesse um balanço dos primeiros dias de campanha eleitoral. Não me aguentei. Muitas vezes o meu sentido de humor é mais forte do que eu. Que campanha? Estamos em Campanha? Para um dirigente partidário não é certamente a resposta mais adequada. Mas eu sou assim. Quase sempre meto o politicamente correcto pelo cano do esgoto e lá sai uma graçola. O certo é que o rapaz ficou tão desconcertado que seguiu o seu caminho em direcção a um qualquer outro cidadão mais cinzento do que eu que prontamente deu a sua sabia opinião sobre o assunto. Perdi uma oportunidade de ter uma fotografia no pasquim de amanhã.
Fiquei para ali refastelado às 11 da manhã com o meu café e água das pedras, à conversa com o meu amigo Zé Bernardo, o Pedro levou falta, hoje e ontem, na tertúlia da Tabacaria. Falamos do Júlio, sim deste mesmo o Guarda-redes Cantor do período pré Jurássico que por mão de Dona Berta Cabral vai dar concerto aos desconcertados de Ponta Delgada. Falamos também de eleições, destas eleições cuja abstenção, por mais que se esforcem os políticos será a maior de sempre.
O grande Povão é alheio às questões europeias e a classe média que sempre vai tendo alguma opinião, não irá prescindir de um bom fim-de-semana alargado, com uma ponte à Sexta-feira, para gozar uns dias de descanso e não vai regressar a casa mais cedo só para cumprir um dever cívico.
Além disso, anda-se a discutir se fulano é feio ou bonito, se sicrano chamou careca e caixa de óculos a sicrano, se o "penteadinho" vai para Bruxelas jogar golfe ou fazer politica, se o João Almeida devia cortar o cabelo e pedir desculpa ao Sousa Franco, se o Periquito de Sousa Franco é que tem culpa do défice ou se o Paulinho da feiras devia ter ido almoçar com o Cavaco de Boliqueime que quer, mas não quer, ser candidato a Presidente da República.
Anda-se a discutir se o apito amarelo e cartão vermelho são para a Força Portugal ou para o líder enferrujado do maior partido da oposição.
Anda-se a discutir se se diz ou não ao Manel o que quer que seja ou se o Louçã é ou não um padeiro de rolo na mão pronto para aquecer o pelo ao marido mal comportado.
Anda-se a discutir a baixa e pequena politica e não se fala das grandes questões europeias. Não se fala, porque o grande Povão está-se borrifando para essas grandes questões. O Povão quer é Bola e cerveja! À boa maneira de Roma antiga mas um pouco mais sofisticada. O campeonato da liga profissional é o Coliseu onde deambulam pela arena dois ou três leões esfomeados (Porto, Benfica e Sporting) e mais umas criancinhas vestidas com pele de cordeiro e uns quantos gladiadores, ( os outros clubes da liga) para serem humilhadas e comidos pelos leões. De vez em quando, lá de dez em dez anos, um dos gladiadores vence e logo se começa a falar de 4 grandes mas é coisa que passa rápida.
Não se fala de federalismo nem da Europa das nações, não se fala do IV quadro comunitário de apoio, não se fala do pacto de estabilidade e crescimento, da reforma da PAC, da reforma da politica comum de pescas, até já nem se fala da ZEE dos Açores.
E depois querem que o Povo vá às urnas.
Fiquei para ali refastelado às 11 da manhã com o meu café e água das pedras, à conversa com o meu amigo Zé Bernardo, o Pedro levou falta, hoje e ontem, na tertúlia da Tabacaria. Falamos do Júlio, sim deste mesmo o Guarda-redes Cantor do período pré Jurássico que por mão de Dona Berta Cabral vai dar concerto aos desconcertados de Ponta Delgada. Falamos também de eleições, destas eleições cuja abstenção, por mais que se esforcem os políticos será a maior de sempre.
O grande Povão é alheio às questões europeias e a classe média que sempre vai tendo alguma opinião, não irá prescindir de um bom fim-de-semana alargado, com uma ponte à Sexta-feira, para gozar uns dias de descanso e não vai regressar a casa mais cedo só para cumprir um dever cívico.
Além disso, anda-se a discutir se fulano é feio ou bonito, se sicrano chamou careca e caixa de óculos a sicrano, se o "penteadinho" vai para Bruxelas jogar golfe ou fazer politica, se o João Almeida devia cortar o cabelo e pedir desculpa ao Sousa Franco, se o Periquito de Sousa Franco é que tem culpa do défice ou se o Paulinho da feiras devia ter ido almoçar com o Cavaco de Boliqueime que quer, mas não quer, ser candidato a Presidente da República.
Anda-se a discutir se o apito amarelo e cartão vermelho são para a Força Portugal ou para o líder enferrujado do maior partido da oposição.
Anda-se a discutir se se diz ou não ao Manel o que quer que seja ou se o Louçã é ou não um padeiro de rolo na mão pronto para aquecer o pelo ao marido mal comportado.
Anda-se a discutir a baixa e pequena politica e não se fala das grandes questões europeias. Não se fala, porque o grande Povão está-se borrifando para essas grandes questões. O Povão quer é Bola e cerveja! À boa maneira de Roma antiga mas um pouco mais sofisticada. O campeonato da liga profissional é o Coliseu onde deambulam pela arena dois ou três leões esfomeados (Porto, Benfica e Sporting) e mais umas criancinhas vestidas com pele de cordeiro e uns quantos gladiadores, ( os outros clubes da liga) para serem humilhadas e comidos pelos leões. De vez em quando, lá de dez em dez anos, um dos gladiadores vence e logo se começa a falar de 4 grandes mas é coisa que passa rápida.
Não se fala de federalismo nem da Europa das nações, não se fala do IV quadro comunitário de apoio, não se fala do pacto de estabilidade e crescimento, da reforma da PAC, da reforma da politica comum de pescas, até já nem se fala da ZEE dos Açores.
E depois querem que o Povo vá às urnas.
2 de junho de 2004
Castro o grande democrata
Ali mesmo ao lado do terrível território anti democrático de Guantanamo, a nova Gulag, coabita uma democracia invejável onde o direito a pensar é um principio intocável. Ver aqui como, esse grande democrata que é Fidel Castro trata quem tem a ousadia de pensar, a lista tem mais de 9000 nomes.
Princípios para que vos quero
A esquerda Barnabéziana, publicou este post sobre um panfleto distribuído aos peregrinos de Fátima. Penso que o Presidente do Governo Regional dos Açores anda a visitar o barnabé e a aprender como se não deve fazer politica, mas de como se caçam votos pondo os princípios para trás das costas. O agnóstico Carlos César, arrumou as suas convicções religiosas na gaveta. Assuma-se Homem, não tenha vergonha de ser como é e de pensar como pensa. Ou já mudou de opinião?
They are mushrooming
Sim, de facto, a Blogosfera está a aumentar a olhos vistos por estas Ilhas dos Açores. Desta feita é Luís Anselmo, um economista, ligado à banca e ao PSD que já nos habituou a uma presença assídua no Correio dos Açores. Sejas bem vindo Luís, o link para o pari passu, já está ali ao lado nos blogues de São Miguel.
O texto "César e o Ecce Home" fica bem ilustrado com esta imagem
cedida pelo João Nuno que levou algum tempo a produzir um texto sobre o assunto e que espero ansiosamente apareça a qualquer momento aqui.
O texto "César e o Ecce Home" fica bem ilustrado com esta imagem
Imcompetência na Lota de P. Delgada
Um barco ao fim de dez dias no mar chega a Ponta Delgada para vender o seu pescado na Lota e depara-se com um constrangimento. Não há caixas plásticas para a descarga. Alguém faz ideia quanto pode custar perder um dia de pesca? Alguém faz ideia quanto pode custar ao armador e aos seus tripulantes um atraso de 24 Horas na venda?
Eu explico:
A diferença do preço que pode atingir o peixe vendido em lota até à Quarta-feira de cada semana e que chega ao seu mercado final até Sexta-feira de manhã é bem diferente do preço que atinge o memo pescado vendido na Quinta-feira que apenas chega às Peixarias de Madrid ou Lisboa no Sábado de manhã.
A Embarcação "Ilha de Santa Maria" é das embarcações mais eficientes da frota Regional, nunca ficou mais do que 24 horas em Porto senão quando a sua tripulação vai de merecidas férias. Tripulação esta que hoje está de férias forçadas e perdendo o seu dia de trabalho por via da incompetência de quem tem o seu ordenado garantido no fim do mês.
Eu explico:
A diferença do preço que pode atingir o peixe vendido em lota até à Quarta-feira de cada semana e que chega ao seu mercado final até Sexta-feira de manhã é bem diferente do preço que atinge o memo pescado vendido na Quinta-feira que apenas chega às Peixarias de Madrid ou Lisboa no Sábado de manhã.
A Embarcação "Ilha de Santa Maria" é das embarcações mais eficientes da frota Regional, nunca ficou mais do que 24 horas em Porto senão quando a sua tripulação vai de merecidas férias. Tripulação esta que hoje está de férias forçadas e perdendo o seu dia de trabalho por via da incompetência de quem tem o seu ordenado garantido no fim do mês.
Revolução precisa-se
"a remuneração média anual por médico foi de 33.827 euros, enquanto o pagamento por trabalho extraordinário ascendeu a 58.219 euros".
Pois claro, faltam ao serviço e depois repõem o atendimento em horas extraordinárias. Chamem-lhes tolos.
Os Açores não precisam de uma mudança, precisam é de uma Revolução.
Pois claro, faltam ao serviço e depois repõem o atendimento em horas extraordinárias. Chamem-lhes tolos.
Os Açores não precisam de uma mudança, precisam é de uma Revolução.
Novo código do trabalho, urgente
No Centro de Saúde da Madalena do Pico "cada funcionário faltou, em média, 22 dias úteis por ano, por outro motivo que não as férias". E ainda há quem fale dos professores.
1 de junho de 2004
"o melhor do mundo são as crianças"
"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca."
Fernando Pessoa
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca."
Fernando Pessoa
31 de maio de 2004
Dia dos Açores
Hoje comemora-se o dia dos Açores, da Autonomia, da Açorianidade . Bem sei que a escolha desta Segunda-feira da pombinha, como aliás disse ontem, tem a ver com a grande devoção que o povo destas Ilhas dedica ao Divino Paracleto.
Contudo, muito embora a escolha do dia para feriado regional tenha sido de largo consenso e por maioria qualificada da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, democrática e universalmente eleita, não é para mim, o melhor dia para se comemorar a autonomia dos Açores.
A coincidência com a Segunda Feira do Espírito Santo, provoca por estas ilhas a diante, uma enorme confusão. Na realidade, quantos açorianos estarão cientes de que hoje além da pombinha também estão a celebrar a Autonomia? Muito poucos diria eu.
Muitos dirão que a escolha poderia ter recaído sobre o dia 6 de Junho. Data em que se deu uma grande manifestação de lavradores em Ponta Delgada e que veio a ser aproveitada pelos políticos autonomistas da altura como espoleta para o que viria a ser o segundo movimento autonomista das Ilhas dos Açores. Não. Também não me parece uma data feliz, até porque gera confusões entre separatistas e autonomistas, sendo verdade porém que, não passou de uma manifestação de lavradores que contestavam o facto das fábricas não quererem subir o preço do leite em cerca de 10 centavos.
Culpas para o General Altino de Magalhães que na madrugada do dia 9 do mesmo mês mandou prender algumas figuras proeminentes do meio social e politico, fazendo dos mesmos os primeiros presos políticos do pós 25 de Abril. Deste tema falarei para a semana.
O dia certo para se comemorar a autonomia dos Açores é, na minha modesta opinião, o dia 2 de Março, data da conquista da primeira autonomia que se viu gorada por razões de ordem financeira.
Temo que esta nossa segunda autonomia esteja a padecer do mesmo mal. Não corremos o risco de perder autonomia no papel mas todos os dias por via de uma conta de deve e haver vamos perdendo capacidade de intervenção junto do poder central. Ninguém tem força para reivindicar seja o que for, quando vai de mão estendida. Para as nações tal como para os indivíduos tudo de rege por esta conta de deve e haver e por ela, cedo os pódromos da decadência de denunciam. A ver vamos.
Contudo, muito embora a escolha do dia para feriado regional tenha sido de largo consenso e por maioria qualificada da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, democrática e universalmente eleita, não é para mim, o melhor dia para se comemorar a autonomia dos Açores.
A coincidência com a Segunda Feira do Espírito Santo, provoca por estas ilhas a diante, uma enorme confusão. Na realidade, quantos açorianos estarão cientes de que hoje além da pombinha também estão a celebrar a Autonomia? Muito poucos diria eu.
Muitos dirão que a escolha poderia ter recaído sobre o dia 6 de Junho. Data em que se deu uma grande manifestação de lavradores em Ponta Delgada e que veio a ser aproveitada pelos políticos autonomistas da altura como espoleta para o que viria a ser o segundo movimento autonomista das Ilhas dos Açores. Não. Também não me parece uma data feliz, até porque gera confusões entre separatistas e autonomistas, sendo verdade porém que, não passou de uma manifestação de lavradores que contestavam o facto das fábricas não quererem subir o preço do leite em cerca de 10 centavos.
Culpas para o General Altino de Magalhães que na madrugada do dia 9 do mesmo mês mandou prender algumas figuras proeminentes do meio social e politico, fazendo dos mesmos os primeiros presos políticos do pós 25 de Abril. Deste tema falarei para a semana.
O dia certo para se comemorar a autonomia dos Açores é, na minha modesta opinião, o dia 2 de Março, data da conquista da primeira autonomia que se viu gorada por razões de ordem financeira.
Temo que esta nossa segunda autonomia esteja a padecer do mesmo mal. Não corremos o risco de perder autonomia no papel mas todos os dias por via de uma conta de deve e haver vamos perdendo capacidade de intervenção junto do poder central. Ninguém tem força para reivindicar seja o que for, quando vai de mão estendida. Para as nações tal como para os indivíduos tudo de rege por esta conta de deve e haver e por ela, cedo os pódromos da decadência de denunciam. A ver vamos.
Só à paulada
Gente como esta só mesmo à paulada e à mocada. Mocas de 1975 daquelas de Rio Maior usadas na luta anti comunista, daquelas que ajudaram Portugal a libertar-se da esquerda da foice, martelo e estrela.
Esta nova esquerda encapotada, só mostra a estrela, arrumou a foice e o martelo na gaveta mas não deixa de ser comunista, arrogante e quando perde o argumentário tenta resolver as coisas à pancada.
30 de maio de 2004
Domingo do "sô esprite sante"
Hoje é domingo do Senhor "esprite sante", festa meio profana meio religiosa em honra da terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Os pormenores, a sua origem e tradições deixo-os para os historiadores e antropólogos.
Nestes dias, por todas as Ilhas dos Açores e nas comunidades Açorianas espalhadas por este Mundo fora, louva-se o Divino Paracleto.
Se há alguma coisa que une os Açorianos e representa verdadeiramente a açorianidade, esta coisa é, sem sombra de dúvidas, a devoção ao Divino Espírito Santo e as suas festividades.
A escolha da Segunda-feira da "Pombinha" como feriado Regional é bem elucidativa da importância que este dia tem para todos os Açorianos, estejam onde estiverem.
Embora unidos neste dia, permanecem sempre algumas divergências e bairrismos, característica também da açorianidade, as velhas rixas entre a "musica velha e a musica nova" de Cristóvão de Aguiar na sua Raiz Comovida.
Ontem desci a Rua D'Arquinha, em Ponta Delgada, engalanada com plásticos de todas as cores para louvar ao Divino.
Outrora, na Rua vizinha do Passal, também se organizava um império com grande pompa e dimensão. Era o Sr. "esprite sante" da Rua do passal comandado pelo "més Mané pintô", em contra ponto com o império da Rua D'Arquinha do "Més Mané Carreiro estofadô".
As rivalidades eram muitas e ambos disputavam ser abrilhantados pela "Rival das Musas" a mais importante filarmónica da Cidade.
Certo ano, desesperado sem argumentos que lhe valessem perante a grandiosidade do império da Rua do Passal, "Carlins" um daqueles ferrenhos D'Arquinha virou-se para o mestre Manuel pintor e disse-lhe prontamente , "Eh més Mané o sô esprite sante d'arquinha tá-se cagando pó sô sprite sante da rua do passal!."
Nestes dias, por todas as Ilhas dos Açores e nas comunidades Açorianas espalhadas por este Mundo fora, louva-se o Divino Paracleto.
Se há alguma coisa que une os Açorianos e representa verdadeiramente a açorianidade, esta coisa é, sem sombra de dúvidas, a devoção ao Divino Espírito Santo e as suas festividades.
A escolha da Segunda-feira da "Pombinha" como feriado Regional é bem elucidativa da importância que este dia tem para todos os Açorianos, estejam onde estiverem.
Embora unidos neste dia, permanecem sempre algumas divergências e bairrismos, característica também da açorianidade, as velhas rixas entre a "musica velha e a musica nova" de Cristóvão de Aguiar na sua Raiz Comovida.
Ontem desci a Rua D'Arquinha, em Ponta Delgada, engalanada com plásticos de todas as cores para louvar ao Divino.
Outrora, na Rua vizinha do Passal, também se organizava um império com grande pompa e dimensão. Era o Sr. "esprite sante" da Rua do passal comandado pelo "més Mané pintô", em contra ponto com o império da Rua D'Arquinha do "Més Mané Carreiro estofadô".
As rivalidades eram muitas e ambos disputavam ser abrilhantados pela "Rival das Musas" a mais importante filarmónica da Cidade.
Certo ano, desesperado sem argumentos que lhe valessem perante a grandiosidade do império da Rua do Passal, "Carlins" um daqueles ferrenhos D'Arquinha virou-se para o mestre Manuel pintor e disse-lhe prontamente , "Eh més Mané o sô esprite sante d'arquinha tá-se cagando pó sô sprite sante da rua do passal!."
29 de maio de 2004
Poesia e música na Rotas
Bom momento cultural acabou de acontecer na Rotas da Ilha Verde pelo amphitheatrum, numa óptima relação com o público e com o espaço
os actores dirigidos pela Elisa, estiveram muito bem, até quando se enganaram nos textos. Gostei e fiquei fã. Eram mais momentos como este que podiam fazer de Ponta Delgada a Capital Açoriana da Cultura e não a importação de Samantha Fox, Julio Iglesias e outras atracções pimba.
os actores dirigidos pela Elisa, estiveram muito bem, até quando se enganaram nos textos. Gostei e fiquei fã. Eram mais momentos como este que podiam fazer de Ponta Delgada a Capital Açoriana da Cultura e não a importação de Samantha Fox, Julio Iglesias e outras atracções pimba.
28 de maio de 2004
Pura incompetência
A propósito de uma noticia em Fevereiro que dava conta de um plano integrado para protecção do Património Natural do Ilhéu de Vila Franca, deixei aqui um post. O que na altura Eu não sabia era que a intenção era betonar o Ilhéu.
Julguei mal. O resultado foi o que se viu. Em vez de deixarem o Ilhéu como estava, mandaram para lá um empreiteiro irresponsável, sem um projecto e sem ser fiscalizado. O resultado está à vista.
Pior é estar a chover em Ponta Delgada e Bom tempo na Vila Franca, este clima e microclima das Ilhas que troca as voltas e serve de desculpa aos incompetentes.
Pior é estar a chover em Ponta Delgada e Bom tempo na Vila Franca, este clima e microclima das Ilhas que troca as voltas e serve de desculpa aos incompetentes.
Mais um Blog Açoriano
Desta feita parece-me de temática futebolística, o Golfinho Vermelho, não me parece um Blog de esquerda mas sim um Blog do Santa Clara. Apesar de assinado por um tal de JFGomes, não deixa de ser um Blog anónimo já que este tipo de assinatura não nos permite identificar o seu autor. Todos sabem já a minha opinião sobre o anonimato, não gosto e até acho pouco eficaz. Lembro ao Sr. JFGomes, se isso lhe interessar, que o que dá importância ao Sr. Luciano Melo (figura com a qual não simpatizo nem uma isca) é o facto de estar disposto a dar a cara e a por o cabeço no cepo pelos projectos em que se envolve, com mais ou menos resultados, com mais um menos razão, ele está lá. E os outros onde estão? Fazer criticas, mesmo que válidas, escondido por trás do manto do anonimato só permite que este e outros "Lucianos" vão aparecendo sozinhos e fazendo do desporto Açoriano o seu quintal.
27 de maio de 2004
Vão à fava...
Não posto, não posto e não posto. Pronto, ninguém tem nada a ver com isso e acabou-se!
Apetecia-me mandar certos secretários regionais e adjuntos e assessores e técnicos que se justificam com a sua própria incompetência e adeptos do clube que se justificam com os disparates dos outros e "gentinha" que gosta de apontar mas quando lhe cai em cima assobia para o ar, todos à fava enquanto a ervilha não enche.
Estou farto. Hoje não Posto e pronto.
Apetecia-me mandar certos secretários regionais e adjuntos e assessores e técnicos que se justificam com a sua própria incompetência e adeptos do clube que se justificam com os disparates dos outros e "gentinha" que gosta de apontar mas quando lhe cai em cima assobia para o ar, todos à fava enquanto a ervilha não enche.
Estou farto. Hoje não Posto e pronto.
26 de maio de 2004
Viva o FCP, Viva Portugal
Carlos Alberto num misto de sorte e oportunidade marca o 1º golo, aos 70 minutos Deco numa jogada de génio faz o 2 zero e deixa a realeza monegasca em fúria . 4 minutos depois Alenicheve aproveita um ressalto e resolve a final.
Pena é que um jogador como Carlos Alberto, o jogador que deu inicio a esta importante vitória, tenha tido a falta de profissionalismo de levar com um cartão amarelo por despir a camisola e Jorge Costa pela segunda vez em 15 dias comete também infantilidades desnecessárias e indesculpáveis para quem ganha milhares de euros por mês.
Pena é que um jogador como Carlos Alberto, o jogador que deu inicio a esta importante vitória, tenha tido a falta de profissionalismo de levar com um cartão amarelo por despir a camisola e Jorge Costa pela segunda vez em 15 dias comete também infantilidades desnecessárias e indesculpáveis para quem ganha milhares de euros por mês.
Globalização
O Ezequiel estava a falar de organizar um jantar de peixe no Porto Formoso. E se fosse um Cabrito asado? Comi um muito bom num "tasco" ali para as Feteiras. Está mesmo a apetecer-me um cabrito assado no forno. Mas é perigoso comer assim cabrito sem saber de onde vem. E se for um borrego, de Santa Maria? diz o Pedro. Borrego de Santa Maria não há, nem de São Miguel. Mas há uns óptimos lombos de Borrego da Nova Zelândia no Sol-Mar, que podem ser cozinhados "Au vin" conjuntamente com Javali da Austrália e castanhas também congeladas Espanholas da Pescanova tudo regado com champanhe francês (há outro?). Na minha cozinha Italiana Spazi, vai tudo ao forno AEG alemão, numa assadeira Pirex americana, acompanhado com cerveja sem álcool Irlandesa para mim que sou abstémio e um Bordeaux para os convidados que são bêbados. Acabamos de Jantar na minha mesa Altamira Espanhola e passamos aos sofás Divani&Divani italianos. Refastelamo-nos uns com uma água Perrier francesa em copo de cristal da Boémia, outros degustando um bom whisky Irlandês. Vamos assistir ao Jogo do FCP com jogadores brasileiros, e do Mónaco com Jogadores Espanhóis através de uma televisão de fabrico coreano. No fim cada um vai para casa no seu carro alemão gastando petróleo Árabe e pagando a única coisa que é Portuguesa, os impostos.
Espero que vão contentes e que o FCP ganhe. Assim poderei dizer que o Benfica que, é da espanhola Somague, ganhou ao melhor clube Europeu
Espero que vão contentes e que o FCP ganhe. Assim poderei dizer que o Benfica que, é da espanhola Somague, ganhou ao melhor clube Europeu
Um ano de jaquinzinhos
Jaquinzinhos, fritos bem sequinhos, grelhados ou de escabeche, são sempre Jaquinzinhos e estes já têm um ano de idade. Parabéns.
HaloScan.com de novo
A pedido de várias famílias e a muito custo para um leigo em informática (HTML), repusemos o sistema de comentários do HaloScan.com, comentem á vossa vontade. Desta feita e também a pedido, os "coments" estão no final dos "Posts".
Obviamente demita-se...
Ainda temos Secretário Regional da Educação?
Se for como o caso passado recente nos Serviços Florestais, tudo não passará de "águas de bacalhau". Contudo este caso assume contornos mais graves, o erro cometido e pronunciado, embora da (in) competência da Directora Regional, segundo a noticia de hoje, foi assumido em julgamento pelo Secretário da tutela.
Onde anda a "esquerdalha" que queria a demissão de Portas por ser testemunha num caso de ordem pessoal e passado antes de desempenhar funções de Estado?
Será que não é mais grave quando estamos falando de irregularidades e indícios de corrupção no desempenho de cargos públicos?
Na Madeira, é assim, as coisas são denunciadas, os jornais falam, os tribunais condenam e a caravana passa.
Aqui vai ser o mesmo?
Se for como o caso passado recente nos Serviços Florestais, tudo não passará de "águas de bacalhau". Contudo este caso assume contornos mais graves, o erro cometido e pronunciado, embora da (in) competência da Directora Regional, segundo a noticia de hoje, foi assumido em julgamento pelo Secretário da tutela.
Onde anda a "esquerdalha" que queria a demissão de Portas por ser testemunha num caso de ordem pessoal e passado antes de desempenhar funções de Estado?
Será que não é mais grave quando estamos falando de irregularidades e indícios de corrupção no desempenho de cargos públicos?
Na Madeira, é assim, as coisas são denunciadas, os jornais falam, os tribunais condenam e a caravana passa.
Aqui vai ser o mesmo?
25 de maio de 2004
Poesia de Jorge Eloi
Poesia de Jorge Eloi é mais um Blog Açoriano, de Ponta Delgada e como o próprio titulo indica é um blog de poesia. BOM TRABALHO.
24 de maio de 2004
Património abandonado
Aqui no @post@ pode constatar-se a forma como uma Câmara com mais de 20 anos de sucessivois executivos Socialistas deixou um valioso património cultural degradar-se.
Merecemos melhor...
Este assunto é velho. Tenho andado a ponderar se manifestaria ou não a minha opinião. Sei que nas hostes que milito não vão gostar muito do que ai vem mas tenham paciência que eu já a perdi.
Mesmo que fosse verdade, não tinha o direito de dizer, afinal é como ouvir um estranho falar mal da nossa família, nós podemos fazê-lo mas não gostamos de ouvir. Esta frase foi transcrita de um comentário que deixei no Ardemar, a respeito das afirmações do Dr. Barroso.
Na verdade, no meu entender, não assiste ao Presidente do PSD nacional o direito de dizer o que disse, nem mesmo se fosse verdade. Não sei como é que são as coisas na Madeira. Só sei que os indícios são grandes mas dai até existirem, de facto, perseguições vai uma distância grande. Alguns dos indícios de prepotência e arrogância são resultado da forma de estar e da retórica que alguns políticos, com estilos muito próprios utilizam. Muitas vezes, tiramos ilações precipitadas.
Estou também de acordo com o Pedro, a César ficou mal ter proferido as palavras que proferiu, numa espécie de ricochete, tentando atingir o Presidente do PSD através do Líder Madeirense.
Muita imprensa, bem como alguma Blogosfera e até mesmo Carlos César, fizeram uma leitura abusiva da postura (condenável) do Dr. Barroso. Na realidade, muito embora o Dr. Barroso seja o Primeiro-ministro de Portugal, é também o responsável máximo do PSD e foi nessa condição de discursou no passado fim-de-semana. É necessário destrinçar os cargos, o ataque desferido por Barroso ao GRA (inaceitável repito) foi contudo, efectuado numa actividade de âmbito partidário e não numa cerimónia de Estado. Se assim fosse, seria muito mais grave e arrastaria consigo o seu parceiro de coligação.
Merecemos políticos melhores, lá e cá.
Principalmente cá, além de merecermos, necessitamos urgentemente, pois esta repetida intromissão dos órgãos da República nas questões politicas regionais apenas acontece porque também de cá são utilizadas armas de arremesso politico constantes contra o Governa República, associadas a uma postura logo diferente de pedinchice. Enquanto passarmos a vida a desdenhar do pai mas a exigir uma mesada cada vez maior, nunca seremos capazes de conquistar a nossa verdadeira Autonomia.
Mesmo que fosse verdade, não tinha o direito de dizer, afinal é como ouvir um estranho falar mal da nossa família, nós podemos fazê-lo mas não gostamos de ouvir. Esta frase foi transcrita de um comentário que deixei no Ardemar, a respeito das afirmações do Dr. Barroso.
Na verdade, no meu entender, não assiste ao Presidente do PSD nacional o direito de dizer o que disse, nem mesmo se fosse verdade. Não sei como é que são as coisas na Madeira. Só sei que os indícios são grandes mas dai até existirem, de facto, perseguições vai uma distância grande. Alguns dos indícios de prepotência e arrogância são resultado da forma de estar e da retórica que alguns políticos, com estilos muito próprios utilizam. Muitas vezes, tiramos ilações precipitadas.
Estou também de acordo com o Pedro, a César ficou mal ter proferido as palavras que proferiu, numa espécie de ricochete, tentando atingir o Presidente do PSD através do Líder Madeirense.
Muita imprensa, bem como alguma Blogosfera e até mesmo Carlos César, fizeram uma leitura abusiva da postura (condenável) do Dr. Barroso. Na realidade, muito embora o Dr. Barroso seja o Primeiro-ministro de Portugal, é também o responsável máximo do PSD e foi nessa condição de discursou no passado fim-de-semana. É necessário destrinçar os cargos, o ataque desferido por Barroso ao GRA (inaceitável repito) foi contudo, efectuado numa actividade de âmbito partidário e não numa cerimónia de Estado. Se assim fosse, seria muito mais grave e arrastaria consigo o seu parceiro de coligação.
Merecemos políticos melhores, lá e cá.
Principalmente cá, além de merecermos, necessitamos urgentemente, pois esta repetida intromissão dos órgãos da República nas questões politicas regionais apenas acontece porque também de cá são utilizadas armas de arremesso politico constantes contra o Governa República, associadas a uma postura logo diferente de pedinchice. Enquanto passarmos a vida a desdenhar do pai mas a exigir uma mesada cada vez maior, nunca seremos capazes de conquistar a nossa verdadeira Autonomia.
22 de maio de 2004
A Terra vista do Céu
De regresso a Lisboa, uma passagem rápida pela Praça do Comércio, esse símbolo do poder e do centralismo abominado pelos pedintes da "nossa" Autonomia, despertou em mim a atenção para uma exposição de fotografias de Yann Arthus-Bertrand, o artista expôe em Lisboa A Terra vista do Céu,
imangens do planeta, nem sempre, azul tiradas do ar. Para quem não tem oportunidade de ir à Time Square
do Século XVI, pode ir aqui e ver.
A Ericeira hoje,
para o Pedro não estava propriamente assim
mas a Sapateira estava uma delícia e as Amêijoas à Bulhão Pato estavam dignas de serem manjar dos Deuses.
A Ericeira, é um bom exemplo de como se podem potenciar as características de uma terra sem por de lá para fora os "locals" e sem a repovoar de nórdicos "tesos". É também um bom exemplo de como se deve construir com requinte, modernidade e luxo sem chocar com o património arquitectónico de outras épocas, preservando este último. O luxo não é pecado, muito menos se virado para o mar.
A Ericeira, é um bom exemplo de como se podem potenciar as características de uma terra sem por de lá para fora os "locals" e sem a repovoar de nórdicos "tesos". É também um bom exemplo de como se deve construir com requinte, modernidade e luxo sem chocar com o património arquitectónico de outras épocas, preservando este último. O luxo não é pecado, muito menos se virado para o mar.
Algarve...
tudo mais ou menos na mesma em relação ao que havia visto nos últimos anos. Para pior claro. Vilamoura será a excepção. Embora assaltada de uma febre de construção e totalmente descaracterizada, pelo menos, o que foi feito foi bom, quer do ponto de vista estético e funcional quer do ponto de vista económico. O resto há muita coisa que necessita ser desmanchada e feita de novo ou apenas recuperada para a sua forma passada. Espero que este modelo sirva de exemplo para as mentes que querem desenvolver o turismo nos Açores.
20 de maio de 2004
Gostinho Açoreano
Estar na FIL e andar pelo Parque das Nações não dispensa uma passagem pelo Centro Vasco da Gama, essa mini catedral do consumo, mais não seja para uma refeição rápida. Foi o que nos aconteceu. Enquanto o meu parceiro de negócios engraxava os sapatos refastelado de fronte de um desses empresários em nome individual, no caso "engraxante individual", que dão a volta às contas da Manuela Ferreira Leite, fui dar uma olhada de roda. Foi então que vi um cubículo denominado "Gostinho Açoreano". Subiu-me o ego ao enredado de massa cinzenta que guardo, a custo, dentro do crânio e o Coração ficou cheio que nem uma bexiga de porco em dia de matança. Para meu maior conforto e regosijo, destacava-se no fundo da loja uma fotografia do lugar de São Lourenço, por enquanto, é um dos melhores lugares para se estar de entre os que conheço. Depois. Bem depois veio o pior. O pior momento do dia e o pior momento desta viagem de trabalho que sempre serve para descanso. Num letreiro dizia:
Gostinho Açoreano;
Specials of the Day , bem este specials of the day podia ser uma "calafonisse". Relevei, afinal as "calafonisses" também fazem parte da Açorianidade;
Depois a ementa do dia, aí não me aguentei e quase larguei um pingo de água salgada pelas "ventas" abaixo. Mas não, apetecia-me era dar pelas ventas do tipo que deu o nome de "Gostinho Açoreano" a um tasco que tem como ementa do dia:
Bacalhau à Gomes de Sá;
Esparguete à Bolonhesa;
Strogonoff de peru;
Picanha à Brasileira.
Para culminar numa campanha perfeita para promover os Açores, só faltavam as palavras do Pedro Mata ou da espanhola Patrícia Navarro que diariamente prevêem, Céu geralmente muito nublado com boas abertas, possibilidades de aguaceiros dispersos.
Por isso temos o turismo que temos. Duas dúzias de escandinavos sem dinheiro que vêm às nossas Ilhas porque é barato ( palavras de Sara Mortensen da Solresor à RTP -Açores há dias) e não têm dinheiro para ir a mais lado nenhum.
Estamos a transformar os Açores numa espécie de prostituta a 5 euros o serviço.
Gostinho Açoreano;
Specials of the Day , bem este specials of the day podia ser uma "calafonisse". Relevei, afinal as "calafonisses" também fazem parte da Açorianidade;
Depois a ementa do dia, aí não me aguentei e quase larguei um pingo de água salgada pelas "ventas" abaixo. Mas não, apetecia-me era dar pelas ventas do tipo que deu o nome de "Gostinho Açoreano" a um tasco que tem como ementa do dia:
Bacalhau à Gomes de Sá;
Esparguete à Bolonhesa;
Strogonoff de peru;
Picanha à Brasileira.
Para culminar numa campanha perfeita para promover os Açores, só faltavam as palavras do Pedro Mata ou da espanhola Patrícia Navarro que diariamente prevêem, Céu geralmente muito nublado com boas abertas, possibilidades de aguaceiros dispersos.
Por isso temos o turismo que temos. Duas dúzias de escandinavos sem dinheiro que vêm às nossas Ilhas porque é barato ( palavras de Sara Mortensen da Solresor à RTP -Açores há dias) e não têm dinheiro para ir a mais lado nenhum.
Estamos a transformar os Açores numa espécie de prostituta a 5 euros o serviço.
TEKTÓNICA
Bem sei que não perguntaram. E também se perguntassem, não me importava. Para os mais curiosos, estou na Capital em trabalho.
A Tektónica-Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, trouxe-me aqui.
Até agora a grande diferença em relação aos nãos anteriores é a presença de alguns operadores dos países que recentemente entraram para a União, com especial relevo para a República Checa que nos apresenta boas soluções para construir em madeira. Os Espanhóis dominam e o produto nacional aumenta a sua qualidade. A Apresentação é do melhor. O espaço da FIL e o Parque das Nações são um excelente espaço, já estive em algumas feiras Internacionais, em Bilbau e Essen, por exemplo, os espaços, os serviços e a qualidade dos expositores não são, nem de longe, comparáveis a Lisboa. Isto é motivo de orgulho nacional.
A Tektónica-Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, trouxe-me aqui.
Até agora a grande diferença em relação aos nãos anteriores é a presença de alguns operadores dos países que recentemente entraram para a União, com especial relevo para a República Checa que nos apresenta boas soluções para construir em madeira. Os Espanhóis dominam e o produto nacional aumenta a sua qualidade. A Apresentação é do melhor. O espaço da FIL e o Parque das Nações são um excelente espaço, já estive em algumas feiras Internacionais, em Bilbau e Essen, por exemplo, os espaços, os serviços e a qualidade dos expositores não são, nem de longe, comparáveis a Lisboa. Isto é motivo de orgulho nacional.
19 de maio de 2004
A Luz de Lisboa
Da Capital do Império para uma das últimas colónias. A manhã está impar, a luz é aquela que apenas Lisboa tem. De resto, a Luz é daquelas coisas que Lisboa não perde, os Homens não lhe tocam.
18 de maio de 2004
Estado democrático e laico. Mas não muito...
A nova Concordata, assinada hoje de manhã, é um passo importantíssimo na consolidação do Estado democrático e laico. Contudo, a laicização do Estado Português ainda está longe de estar completa. Apesar de tudo, não se constrói um estado laico por decreto, ajuda mas não é tudo. A Nação, o cidadão anónimo, educado ao longo de séculos no temor a Deus, é ainda pouco tolerante com as outras religiões até mesmo com os agnósticos. Dai a apetência dos políticos profissionais por participarem em tudo quanto é manifestação religiosa católica. Não há relatos de que políticos com cargos importantes tenham assistido a missas da IURD ou a outras quaisquer.
17 de maio de 2004
14 de maio de 2004
As sondagens valem o que valem
Parece que sai amanhã no "Espesso" uma sondagem sobre as regionais de Outubro
PS-49,9%
Coligação - 41,4%
Tendo em conta as fontes, o sempre bem informado André Bradford, até porque, provavelmente, os resultados desta sondagem chegaram primeiro ao palácio de Santana do que às redacções e meu amigo e Jornalista Nuno "Puto" Mendes também esteja bem elucidado sobre o assunto.
Esta sondagem parece-me ser como aquela que em 1996 davam uma larga maioria a Álvaro Dâmaso. Depois, bem depois foi o que já todos sabemos.
Ao contrário do que dizem alguns conselheiros de Victor Cruz e de Alvarino Pinheiro, eu não acho que seja mau para o projecto ?Todos pelos Açores? uma sondagem negativa nesta altura do Jogo. Em fim estamos em fase de aquecimento e se entrarmos no campo com o papo cheio, provavelmente saímos de papo seco. "Entrada de Leão saída de sendeiro" diz o Povo sabiamente.
Por outro lado, eu até acho que o PS deve sentar-se à sombra desta sondagem, enquanto o PSD e o PP devem repensar as suas estratégias, as figuras que têm escolhido para as suas aparições públicas e toda a panóplia de munições que têm sido gastas nos seus próprios pés. O Povo não diz. Mas tenho um amigo jogador de Bridge que quando entra a perder diz sempre "Entrada de Cão saída de Leão" e quase sempre acerta mas para tal tem que se esmerar durante todo o Jogo. Isso faz-me lembrar o meu querido Benfica que quase sempre depois de sofrer um Golo dá a volta à coisa, quando entra a ganhar acaba perdendo.
E como diria o tal Oliveirinha do bigode, "prognósticos só no fim do jogo".
PS-49,9%
Coligação - 41,4%
Tendo em conta as fontes, o sempre bem informado André Bradford, até porque, provavelmente, os resultados desta sondagem chegaram primeiro ao palácio de Santana do que às redacções e meu amigo e Jornalista Nuno "Puto" Mendes também esteja bem elucidado sobre o assunto.
Esta sondagem parece-me ser como aquela que em 1996 davam uma larga maioria a Álvaro Dâmaso. Depois, bem depois foi o que já todos sabemos.
Ao contrário do que dizem alguns conselheiros de Victor Cruz e de Alvarino Pinheiro, eu não acho que seja mau para o projecto ?Todos pelos Açores? uma sondagem negativa nesta altura do Jogo. Em fim estamos em fase de aquecimento e se entrarmos no campo com o papo cheio, provavelmente saímos de papo seco. "Entrada de Leão saída de sendeiro" diz o Povo sabiamente.
Por outro lado, eu até acho que o PS deve sentar-se à sombra desta sondagem, enquanto o PSD e o PP devem repensar as suas estratégias, as figuras que têm escolhido para as suas aparições públicas e toda a panóplia de munições que têm sido gastas nos seus próprios pés. O Povo não diz. Mas tenho um amigo jogador de Bridge que quando entra a perder diz sempre "Entrada de Cão saída de Leão" e quase sempre acerta mas para tal tem que se esmerar durante todo o Jogo. Isso faz-me lembrar o meu querido Benfica que quase sempre depois de sofrer um Golo dá a volta à coisa, quando entra a ganhar acaba perdendo.
E como diria o tal Oliveirinha do bigode, "prognósticos só no fim do jogo".
13 de maio de 2004
Hoje há um ano
Eles deram inicio a um "Blog" que havia de, rapidamente, transformar-se numa referência para a "Blogosfera" Portuguesa. Parabéns ao Quinto dos Impérios
Muito mal estará o Brasil...
A nota oficial divulgada pelo Planalto no Domingo chega ao detalhe de dar satisfações sobre a jornada de trabalho do presidente - "amiúde se estende por mais de 12 horas" - e de prestar contas sobre os hábitos sociais do chefe da Nação, que, segundo a nota, "em nada diferem da média do cidadão brasileiro".
Lição de democracia
O grande democrata e Presidente da República Lula da Silva deu oito dias a um jornalista americano para deixar o Brasil. Tudo isso, só porque o outro disse que ele gostava de tomar uns copos. Isso é o que eu chamo de bom exemplo de democracia e tolerância. Como não podia deixar de ser vem da esquerda que aqui na "Blogosfera" e a respeito desta noticia, anda calada que nem rato escondido.
Tudo como dantes
Pronto assunto resolvido na "template". Já está tudo como dantes à excepção dos comentários.
Renovado mas não muito
Andei a brincar com as "templates" e pronto, fiz asneira. O mais próximo da original que consegui por o "Blog" foi assim. Paciência. Felizmente consegui recuperar os comentários embora não os tenha conseguido voltar a colocar on-line.
12 de maio de 2004
Bata do outro lado por favor.
Fez ontem dois meses que um grupo de terroristas, devidamente organizados e liderados por um fundamentalista Islâmico, numa cruzada contra o ocidente, fez ir pelos ares um comboio de passageiros perto daqui,
. O Comboio seguia cheio de gente inocente que se preparava para mais um dia de trabalho. Não sei, não me recordo quantas crianças iriam a bordo, se morreram ou não algumas delas, mas não esquecerei o dia 11 de Março de 2004, como não esquecerei o 11 de Setembro e a Guerra dos seis dias e mais outras tantas datas. Só esquecerei tudo isso se os atentados acabarem, se o tal que dá pelo nome de Bin Laden nos deixar em paz.
Nesse dia passarei uma esponja pelas minhas memórias e sentar-me-ei à mesa de qualquer Islamita sem receios, sem complexos, sem olhar de soslaio.
É impressionante a forma como o comportamento desviante de uma minoria de soldados Norte-Americanos e Britânicos, em Guerra no Golfo, fazem a "esquerdalha" esquecer os recentes episódios do WTC e de Atocha, para não falar em outros mais antigos.
Fico à espera de mais uma chapada, agora pode ser do lado direito que o esquerdo já está martirizado.
Nesse dia passarei uma esponja pelas minhas memórias e sentar-me-ei à mesa de qualquer Islamita sem receios, sem complexos, sem olhar de soslaio.
É impressionante a forma como o comportamento desviante de uma minoria de soldados Norte-Americanos e Britânicos, em Guerra no Golfo, fazem a "esquerdalha" esquecer os recentes episódios do WTC e de Atocha, para não falar em outros mais antigos.
Fico à espera de mais uma chapada, agora pode ser do lado direito que o esquerdo já está martirizado.
11 de maio de 2004
A outra face
O Pedro deixa-nos hoje aqui um texto maravilhoso. Consegue mesmo despir-se de "partidarite" o que é raro nos "blogueiros" Açorianos. Enche-nos de esperança e completa a entrada anterior da responsabilidade do não menos eloquente João Nuno. De facto, a este último faltou elogiar a humildade e a atitude humanista de Donald Rumsfeld (talvez o tenha feito numa tentativa de se despir da tal "partidarite").
Acredito profundamente na Humanidade e não estou nada preocupado com o seu futuro. Custa-me admitir que em pleno sec. XXI, ainda existam Casa Pia, Garagem do Farfalha, torturas e sevícias aqui e ali, Cuba, Chechénia, Ruanda, Etiópia e Afeganistão e mais este e mais aquele lugar. Contudo, vejo-me obrigado a relevar alguns destes atentados na esperança de que não se repitam mais e que sirvam de lição à humanidade.
Não me custa dar a outra face e dialogar com o meu opressor se da parte deste houver a mesma atitude. Caso contrário este diálogo transformar-se-á num sucessivo jogo do agora levas da direita mais logo levas da esquerda e assim sucessivamente.
A diferença entre as imagens chocantes dos aviões a trespassarem as Torres Gémeas e as não menos chocantes que temos visto nas prisões Iraquianas é que as primeiras são o culminar da estratégia de um líder, as segundas são o resultado de abusos de agentes desalinhados.
Acredito profundamente na Humanidade e não estou nada preocupado com o seu futuro. Custa-me admitir que em pleno sec. XXI, ainda existam Casa Pia, Garagem do Farfalha, torturas e sevícias aqui e ali, Cuba, Chechénia, Ruanda, Etiópia e Afeganistão e mais este e mais aquele lugar. Contudo, vejo-me obrigado a relevar alguns destes atentados na esperança de que não se repitam mais e que sirvam de lição à humanidade.
Não me custa dar a outra face e dialogar com o meu opressor se da parte deste houver a mesma atitude. Caso contrário este diálogo transformar-se-á num sucessivo jogo do agora levas da direita mais logo levas da esquerda e assim sucessivamente.
A diferença entre as imagens chocantes dos aviões a trespassarem as Torres Gémeas e as não menos chocantes que temos visto nas prisões Iraquianas é que as primeiras são o culminar da estratégia de um líder, as segundas são o resultado de abusos de agentes desalinhados.
O regresso do abrupto ao seu melhor
Há muito tempo que eu não vinha aqui. Principalmente nos últimos meses. JPP parecia-me amargo com a vida, com o seu partido, com o Parlamento Europeu, chegou a insinuar que o povo que o elegeu não o compreendia, que o partido a quem ele emprestava os votos não o respeitava e andou afastado do mundo da política vagueando, predominantemente, pelo das artes. Hoje, volta à carga com um esplêndido texto que retrata bem a forma manipuladora com que alguma imprensa, escrita e falada e muita ?blogosfera?, andam a tratar a questão dos direitos Humanos no Iraque e no resto do Mundo.
10 de maio de 2004
Guerra Santa II
Remexendo em velhos papeis encontrei esta fotografia. Então esqueci-me dos atentados aos direitos Humanos perpetrados pelos soldados americanos, esqueci-me de todas as coisas más que têm acontecido no Iraque e na Palestina e no Ruanda e na Etiópia e em muitas outras praças.
Nunca mais vou voltar a ver as Twin Towers, e quantos inocentes morreram naquele dia. Não esquecerei a forma incrédula como olhei uma montra de uma loja de electrodomésticos e vi um avião a trespassar as torres. Julguei ser uma daquelas brincadeiras jornalísticas tipo "invasão dos marcianos".
Nunca mais vou voltar a ver as Twin Towers, e quantos inocentes morreram naquele dia. Não esquecerei a forma incrédula como olhei uma montra de uma loja de electrodomésticos e vi um avião a trespassar as torres. Julguei ser uma daquelas brincadeiras jornalísticas tipo "invasão dos marcianos".
9 de maio de 2004
Guerra Santa
Um fim-de-semana de bom tempo é sempre profícuo em leituras. Neste caso releituras. Ao contrário de alguns descendentes directos dos lagartos, nestes dias não me dedico a trabalhar para o bronze e muito menos para o cancro de pele.
Sobre a Guerra, esse fenómeno actual, sobre as suas motivações. Porque a igreja de Cristo foi fundada sobre o sangue, confirmada pelo sangue, aumentada pelo sangue, julgam que é necessário continuar a vertê-lo, como se Cristo não soubesse defender os seus à sua maneira. Erasmo de Roterdão-Elogio da Loucura.
Sobre a Guerra, esse fenómeno actual, sobre as suas motivações. Porque a igreja de Cristo foi fundada sobre o sangue, confirmada pelo sangue, aumentada pelo sangue, julgam que é necessário continuar a vertê-lo, como se Cristo não soubesse defender os seus à sua maneira. Erasmo de Roterdão-Elogio da Loucura.
8 de maio de 2004
Paralisia imbecil e eleitoralista
Numa época em que os terroristas se entregam a jogos de morte com reféns, em que as moedas declinam entre rumores de terceira guerra mundial, em que as embaixadas são incendiadas e tropas de choque atam as botas em muitas terras, olhamos horrorizados para os grandes títulos. O preço do ouro - esse sensível barómetro do medo - bate todos os recordes.(…) E os Governos do mundo estão reduzidos à paralisia ou à imbecilidade.
Alvin Toffler em “A terceira vaga”
Alvin Toffler em “A terceira vaga”
7 de maio de 2004
Tirem-me deste filme...
O Governo Regional dos Açores prepara-se mais uma vez para pagar as dividas dos Clubes de futebol. Quero crer que isso não passa de pura especulação “eleiçoeira” de mau gosto e de politica baixa e suja. Contudo, a ser verdade, por favor, indiquem-me o caminho mais próximo para emigrar definitivamente.
6 de maio de 2004
O Blog do Ezequiel
O Ezequiel tem um Blog o Satiricom. Ninguém mais terá um blog como o do Ezequiel. Pode não ser o melhor, o mais engraçado, o com mais ideias, com mais visitantes, com mais acutilâncias. Há muita gente que escreve melhor, pensa melhor, reage melhor mas ninguém o faz como este meu vetustíssimo amigo. Bem hajas “IEL”
5 de maio de 2004
Não há pachorra!
Como é que eu sabia que Carlos César e o seu séquito, em visita oficial à Ilha Graciosa, com passagens, hotéis, almoços e jantares e demais regalias pagas pelos nossos impostos, aproveitando a noite de descanso ia fazer um comício do Partido Socialista? Digam lá como é que eu sabia? Eu digo. Eu sabia porque foi sempre assim, é fácil falar do Dr. Portas por ser Ministro do Estado e ser do CDS/PP mas quando nos toca à porta ficamos como um “morganho” num canto caladinho a ver se se safa da vassourada.
Sabem mais, para a Semana é Santo Cristo. Vão existir reuniões e comissões e uma roda-viva de políticos e politiqueiros que vão chegar em trabalho a São Miguel na Sexta-feira e que vão ficar até Terça. Vão vê-los quase todos no cortejo. Eu cá vou para a Capital do Império é que aqui pelo Campo a coisa não fica fácil para se trabalhar.
Sabem mais, para a Semana é Santo Cristo. Vão existir reuniões e comissões e uma roda-viva de políticos e politiqueiros que vão chegar em trabalho a São Miguel na Sexta-feira e que vão ficar até Terça. Vão vê-los quase todos no cortejo. Eu cá vou para a Capital do Império é que aqui pelo Campo a coisa não fica fácil para se trabalhar.
4 de maio de 2004
Diversificar...
No mesmo pedaço de terreno onde crescem os gerâneos, as fucsias, as rosas e os cravos, podem colher-se laranjas, limões, limas e goiabas; a palmeira, a cana-de-açúcar e a bananeira desenvolvem-se ao lado da planta do tabaco e da borracha; a camélia, de folha lustrosa, torna-se árvore como os nossos loureiros, e o loendro, com suas folhas cor de carne, é um arbusto de grande floração- Joseph e Henry Bullar in “Um Inverno nos Açores e um verão no Vale das Furnas”. Os Irmãos Bullar chegaram aos Açores em 1848 e ficaram espantados com a diversidade de culturas que era possível extrair das nossas terras ricas e húmidas, desde plantas tropicais até culturas de altitude.
E nós deixamos que esta terra se transformasse numa monocultura do pasto, só onde não dá pasto é que estão vinhas e silvados e fetais. Ou é pasto ou é vinho ou é abandono. Que desperdício. E não há quem tenha a coragem de falar a esta gente em diversificação da nossa agricultura, em novas experiências, em novas soluções. E a Universidade dos Açores? Onde está? Que respostas tem dado aos nossos agricultores? Que soluções? Que experiências? Não nos bastam engenheiros doutores.
E nós deixamos que esta terra se transformasse numa monocultura do pasto, só onde não dá pasto é que estão vinhas e silvados e fetais. Ou é pasto ou é vinho ou é abandono. Que desperdício. E não há quem tenha a coragem de falar a esta gente em diversificação da nossa agricultura, em novas experiências, em novas soluções. E a Universidade dos Açores? Onde está? Que respostas tem dado aos nossos agricultores? Que soluções? Que experiências? Não nos bastam engenheiros doutores.
3 de maio de 2004
Falta de tempo...
Não são férias, infelizmente não sei isto o que é já lá vão dois anos. Pelo contrário é demasiado trabalho que me tem afastado da “Blogosfera”. Já vos visitei todos hoje mas não tive tempo para mais nada, nem imaginação nem noticias nem reflexões.
Adorei a lembrança da Mariana. Na verdade é um tema para reflexão, mais um, que nos lança com cheiro a maresia.
Adorei a lembrança da Mariana. Na verdade é um tema para reflexão, mais um, que nos lança com cheiro a maresia.
1 de maio de 2004
Hoje há dez anos...
A F1 perdeu o seu "Mágico" e com ele a magia que me prendia à caixinha que mudou o Mundo, desde que começavam os treinos livres até que a garrafa de champagne de abria.
Welcome in Europe
Estónia
Letónia
Lituânia
Polónia
República Checa
Eslováquia
Hungria
Eslovénia
Malta
Chipre
Entre os dez novos Estados-membros estão oito países ex- comunistas que estavam na esfera de influência da ex-União Soviética (Polónia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Letónia e Estónia) e duas ilhas mediterrânicas (Chipre e Malta).
Bem vindos a esta Europa que se quer das nações, da velocidade única, dos anseios únicos.
Letónia
Lituânia
Polónia
República Checa
Eslováquia
Hungria
Eslovénia
Malta
Chipre
Entre os dez novos Estados-membros estão oito países ex- comunistas que estavam na esfera de influência da ex-União Soviética (Polónia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Letónia e Estónia) e duas ilhas mediterrânicas (Chipre e Malta).
Bem vindos a esta Europa que se quer das nações, da velocidade única, dos anseios únicos.
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