11 de setembro de 2009

Ponta Delgada, 11 de Setembro de 1891.



Na mão de Deus.

Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despôjo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!

Antero de Quental.

8 de setembro de 2009

Não aprenderam nada

Se as eleições tivessem sido há dois meses o PSD ficaria próximo da maioria absoluta. Agora tenho dúvidas que as ganhe. Se não se calarem, ainda as perdem.
Portas agradece, Louçã também.
Com quem irá Sócrates formar governo?
Com a extrema-esquerda trotskista?

Por aqui.

Mar revolto.
Cada regresso é mais doloroso do que o outro. Nunca mais será a mesma coisa olhar este mar.

7 de setembro de 2009

Separados à nascença.

Quem?
Eu e o Henrique Burnay, claro!
Nestas eleições volto a votar CDS, por essas razões e porque é o voto mais seguro contra maiorias absolutas, blocos centrais e esquerdas modernaças. Só isso era suficiente para este voto. Mas há mais um argumento. Para lá da imagem tradicional do CDS (a que lhe colam e a que se deixa colar-lhe) há outro CDS, mais real, influente, marcante e, sobretudo, interessante. É o CDS que está no Rua Direita. Tem democrata-cristãos, conservadores e liberais, tem opiniões divergentes (tem coisas com que discordo a sério), tem gente que faz política com hábito e frequência e gente que nunca entrou na sede de um partido. Mas, sobretudo, tem um fio condutor: uma ideia de liberdade e responsabilidade individuais. É uma direita que faz falta a Portugal. E à própria direita.

4 de setembro de 2009

Complicadex.

Hoje, para adquirir um equipamento que a lei me obriga a ter a bordo, tive que obter duas licenças em duas repartições distintas uma de cada lado da Cidade. Foi a chamada manhã aos papéis.
Isso tudo no País do faz de contas, o país do Simplex.

3 de setembro de 2009

E a água?

Oasis
Nesta Ilha de Santa Maria que, foi notícia este verão pela falta de água para abastecimento às populações, o Governo das “luminárias” socialistas, com fogo a pegar-lhes no rabo-de-palha, insiste na construção de um Campo de Golfe que gastará, só em 4 meses, a mesma quantidade de água necessária para o abastecimento das populações da Vila, Aeroporto, São Pedro e Almagreira. Se o período de seca se prolongar, como foi o caso de 2008, até Dezembro, a rega do campo de golfe será equivalente à totalidade do consumo de água da população da Ilha.
Obviamente, não se contabiliza, por hora, o potencial crescimento de população flutuante ( só na cabeça dos socialistas o Golfe em Santa Maria é potenciador de aumento de turistas), porque se o fizéssemos, então seria necessário triplicar o nº de furos e de captações de água para abastecimento das populações em primeiro lugar, depois da agricultura, principal sector económico da Ilha e finalmente, o Golfe, esse “maná socialista” que, esperemos, seja apenas mais um anúncio em ano de eleições do que uma promessa para cumprir.

18 de agosto de 2009

16 de agosto de 2009

Toiça de inhames

Toiça de Inhames
Ribeira do Salto-Santa Maria Island-Azores

O Inhame é uma planta vivaz de origem na polinésia onde é chamado Taro.

A Colocasia esculenta é uma planta herbácea vivaz, caracterizada pelo seu rizoma tuberoso, que forma um cormo de aspecto escamoso e de grossura variável, de onde nascem em roseta, na extremidade de longos pecíolos, grandes folhas peltadas que podem atingir 70 cm de comprimento por 60 cm de largura. O limbo é cordiforme ou ligeiramente sagitado, de cor verde mais ou menos carregado.

A dimensão, cor e brilho das folhas dão à planta um interessante aspecto decorativo, o que a torna popular como planta ornamental de interior, recebendo então o nome comum de orelha-de-elefante.

Os pecíolos podem ser verdes ou violáceos, com a coloração arroxeada mais patente em situações de secura e grande exposição à radiação solar, terminando numa bainha curta e imbricada na base.

A inflorescência é uma espádice cilíndrica, com a conformação típica das Araceae, envolvida por uma longa espata. As flores femininas ocupam a base da espádice, com as flores masculinas agrupando-se em torno do topo. A espádice termina por um apêndice acuminado, em geral rosado.

A espata é estreita, enrolando para formar um corneto longo, ligeiramente recurvo no topo.

Os frutos são pequenas bagas uniloculares.

Os cormos tem casca espessa e rugosa, de cor castanho a quase negro, sendo rodeados por um espesso revestimento fibroso, facilmente removível aquando da colheita. Resultam do espessamento subterrâneo do rizoma, podendo atingir, quando a água seja abundante e o solo solto, grandes dimensões (70 cm -1,5 m de cumprimento e mais de 15 kg de peso).

O interior do cormo é farinhoso, apresentando uma cor que varia do branco ao rosado, ganhando, quando cortado e exporto ao ar, uma cor azulada. Após a cozedura a superfície exposta ao ar enegrece rapidamente por oxidação. Em fresco, quando cortado exsuda uma seiva viscosa e irritante para a pele e mucosas, devido aos ráfides de oxalato de cálcio que contém.

A espuma destes dias.

A espuma dos dias.
Praia Formosa-Santa Maria Island-Azores
2009.08.16

Nas voltas.

Voltas
São Lourenço Bay-Santa Maria Island-Azores. 2009.08.16

Na sombra do fotógrafo

A sombra do fotógrafo
Praia Formosa-Santa Maria Island-Azores
2009.08.16

8 de agosto de 2009

Raul Solnado.

R.I.P.

Canis lupus familiaris



Alguém, no Partido Socialista, diga ao Alexandre Pascoal para tentar, pelo menos tentar, mostrar, fingir que é independente. É que assim, não há abertura à chamada e proclamada sociedade civil, são todos tão alinhadinhos.

Actual desde 2005.

Deixo-vos aqui um pedaço do texto que escrevi em Agosto de 2005 para a desaparecida revista FACTOS e que pode ser lido na íntegra aqui.
A actualidade é assustadora, mudem-se, apenas, alguns nomes e a coisa fica tão actual como são a trapalhadas do Alexandre Pascoal na sua ânsia quase pornográfica de ser mais papista do que o Papa.
(...)
Nestas Ilhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, a silly season começa mais cedo. Passado que é o Domingo de Páscoa, entramos nos preparativos para a primeira dominga e com Espírito Santo, toiros, o Senhor Santo Cristo e uma parafernália de artistas populares, até nos esquecemos do défice, dos 2% a mais no IVA, do aumentos das prestações da casa e do carro, do congelamento do salário e lá vamos cantando e rindo a fingir que tudo vai bem. Em ano de eleições a "estação tontinha" enche-se de eventos tontinhos e desnecessários, a cultura serve de desculpa e argumento para erguer um palco em qualquer lugar e contratar uma qualquer vedeta da música pimba para animar meia dúzia de horas e de outras tantas cervejas os tontinhos que vão ser sábios na hora do voto.
De arraial em arraial, de município em município, uns mais falidos outros menos falidos mas todos falidos, não faltarão copos e petiscos, afinal falamos do Povo, deste povo ao qual nos orgulhamos de pertencer e para manter esse povo bem caladinho não há nada como seguir os ensinamentos que nos vêem da antiga Roma. Pão e Circo ou melhor
panem et circensis.

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