28 de julho de 2004

Passa Cão

Monsenhor Agostinho Tavares não quer mendigos e Bêbedos à porta da Igreja do Senhor Santo Cristo. Tem bom remédio. Leve-os para casa. Fica mesmo em frente.
Não basta apelar e pregoar à caridade cristã. É urgente pratica-la. Infelizmente é da instituição Igreja que vêem os piores exemplos. Passa Cão.

27 de julho de 2004

O País a arder

Se o País não estivesse em chamas, o que estariam os jornalistas a fazer?

24 de julho de 2004

Lugares-Ghana

Há lugares neste imenso planeta que quanto mais visito mais me apetece voltar. Há lugares nestas nossas Ilhas que quanto mais visito mais me apetecem esquecer e há lugares nestas Ilhas que nunca esquecerei mesmo que nunca mais lá volte. Pela positiva e pela negativa há lugares inesquecíveis.
A vida é como um livro se não viajarmos não passamos da primeira página. Estas palavras que, cito de memória e por isso podem não ter sido escritas bem assim, foram-no por São Tomáz D'Aquino. Lidas nos já longínquos anos da minha adolescência marcaram a minha vida desde então. Na verdade, foram estas palavras que despertaram em mim o gosto pelas viagens, pela aventura de conhecer novos lugares e outras gentes, outras culturas e outras vivências. Hoje relendo um texto que escrevi a bordo do voo 325 da KLM entre Amesterdão e Accra capital do Ghana, avivaram-me a memória e trouxeram-me recordações de África muito interessantes.
África vive hoje momentos dramáticos marcados pela fome, pela guerra e pelo mais moderno dos flagelos, a SIDA.
O Ghana que é uma das economias mais fluorescentes do Continente Africano tem níveis de contaminação pelo HIV assustadores. A título de exemplo, a Dunlop, fabricante e distribuidor de pneumáticos, tinha no Ghana a sua maior fábrica fora dos Estados Unidos da América, destinada a produzir pneus para serem distribuídos em toda a África e Europa. Há dois anos, o Gigante norte-americano encerou aquela fábrica por não conseguir formar novos operários ao mesmo ritmo que outros morriam de sida. Simplesmente assustador. Mais ainda se pensarmos que o Ghana, ao contrário da maioria dos países africanos, tem uma democracia instalada há mais de 30 anos, com alternância de poder entre dois partidos, com uma economia relativamente estável, com enormes recursos naturais e com uma coabitação entre populações de várias religiões de fazer inveja a muitos países desenvolvidos.
A poligamia associada a uma excessiva religiosidade pode estar na base do flagelo. Contudo, haverá certamente culpas nas organizações locais e internacionais de luta contra a SIDA e de pouco ou nada tem servido o facto do Secretário-geral da ONU, Sr. Kofi Annan ser um Ganês.

22 de julho de 2004

Insularidade

O Inverno resolveu vir passar mais uns dias de verão aos Açores e os aviões estão todos atrasados. Isto é a verdadeira insularidade, não tem nada a ver com os preços das coisas nos supermercados, com o cabaz de compras, com a produtividade, com o PIB ou com o preço do petróleo. A Insularidade não se vence, ameniza-se.

21 de julho de 2004

Ao ritmo das férias

Nos últimos dias o Foguetabraze tem sido feito a partir daqui.

Embora não totalmente em férias já que, para um "workaoolic", isso é coisa que não existe, o ritmo é bem mais moderado. Desde logo, o trabalho aqui é menos no escritório e mais no estaleiro, não convém usar o computador portátil muito próximo de areia, das britas e do pó-de-pedra. Por isso, o Foguetabraze segue o ritmo da restante blogosfera e do País. O ritmo das férias.

17 de julho de 2004

Dos Açores e pelos Açores

Carlos Costa Neves é um político com (P) grande. Profissional, dedicado, conhecedor de inúmeros dossiers é, sem sombra de dúvida, o politico açoriano mais completo do momento. Muitas vezes demasiado palavroso, associa a qualidade de grande  orador aos conhecimentos técnicos.
Teria sido um óptimo Presidente do Governo Regional dos Açores, se não tivesse sido traído pelo seu próprio partido e pelo CDS/PP onde eu próprio, não nego, tive enormes responsabilidades, com um episódio parlamentar que deitou definitivamente por terra as aspirações da direita Açoriana de perpetrar um golpe palaciano que, ou se fazia sem anunciar, ou depois de anunciar o melhor era não fazer.
Tenho com Costa Neves um episódio engraçado. Tínhamos um convite para almoçar com o Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, no Palácio de Santana, na "rocoquérima" sala de jantar do Marquês de Jácome Correia. Costa Neves na qualidade de Presidente do PSD e eu na qualidade de vice-presidente do CDS/PP.
Na noite anterior encontramo-nos, por acaso, na estalagem de Santa Cruz na Horta. E perguntei-lhe:
-Queres boleia para Santana?
Riu-se, olhou em redor e disse:
-Bem depende da Boleia, amanhã para o almoço não preciso, depois é uma questão de conversarmos.
Rimo-nos bastante. Contudo, ambos sabíamos que nem eu nem grande parte do partido dele achávamos qualquer oportunidade em apresentar uma moção de censura ao Governo de César depois da tinta que já havia corrido sobre o assunto, a começar pelo episódio da substituição do Presidente da ALRA que caíra muito mal junto da opinião pública. Ambos sabíamos que o caso estava arrumado.
 
Tendo em conta a sensibilidade que o novo Ministro tem no concernente às questões da quota leiteira e da abertura das águas da ZEE açores à frota comunitária, estas duas questões de crucial importância apara a economia dos Açores poderão ver assim, melhores dias do que já viram. Por outro lado, junto das corporações do sector agrícola, Costa Neves poderá encontrar algumas barreiras uma vez que o seu antecessor, Sevinate Pinto, estava altamente cotado e era visto como um dos melhores ministros da agricultura dos últimos tempos.


16 de julho de 2004

Uma "boleia" à portuguesa

O João Nuno deixou-nos hoje no : ILHAS este belíssimo texto que merece da minha parte uma reflexão que não cabia num mero comentário a deixar no Blogue deles. Em primeiro lugar devo dizer que estou muito satisfeito por ter atribuído ao articulista (meu primo) o prémio de melhor escritor da Blogosféra Açoriana e ao : ilhas o de mais eclético e melhor Blogue colectivo dos Açores. Se alguma coisa estava por provar, os rapazes fizeram o favor de o confirmar.
Estou capaz de concordar com o comentário do  André no que concerne a essa obsessão do PSD no que diz respeito às relações entre o PS e o BE.  Devo dizer que ela não me choca nada, chocar-me ia muito mais se o PS andasse atrelado ao PCP, esta esquerda ultrapassada e radical que ainda usa na sua bandeira os símbolos do terror Estalinistas da foice, martelo e estrela e em cujas estruturas existe bastante de tudo e muito pouco de democracia.
Também eu, fico com a sensação que, essa obsessão do PSD e de muitos dos seus militantes e dirigentes, constitui uma espécie de desculpa por andarem a reboque ou à trela do CDS/PP, consoante se queira considerar o PSD um enorme atrelado onde cabe toda a espécie de gente, desde a esquerda mais radical até à direita ultra nacionalista ou um Cão onde todas as pulgas têm lugar independentemente da sua cor raça ou credo.
Tal como, aqui e em outras sedes disse e repito, não morro de amores por essa coligação, não sou por natureza um situacionista, sou mais do contra-poder, das grandes questões e das pequenas bandeiras. É mais fácil para um permanente interventor e repentista ser da oposição do que pertencer a um partido do arco do poder, ter que engolir sapos quase todos os dias e sofrer as enormes dores que um tiro nos pés provoca.
Bem sei que a minha opinião pouco importa, mas não contem com o CDS/PP para rebocar ou acartar no pêlo, seja quem for que, depois venha desdenhar da boleia. No CDS/PP há muito boa gente que estará disposta a soltar o atrelado ou sacudir as pulgas.
Não se esqueçam, Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube.


Abruptamente coerente

Pacheco Pereira demitiu-se do cargo para o qual havia sido recentemente  nomeado. As suas divergências com Pedro Santana Lopes, não permitiam manter-se num cargo de nomeação governamental, muito embora se tratasse de um cargo que não cai com o Governo.
A coerência acima de tudo.
 

15 de julho de 2004

"Monstro das bolachas" no Jaquinzinhos

Isto é o que eu chamo um bom trabalho jornalístico.

Segundas escolhas

Com o recuo de António Vitorino, José Sócrates e José Lamego, revêem as respectivas estratégias e entendem relançar as suas candidaturas à liderança do maior Partido da oposição.
O PS irá, assim, eleger um dos candidatos que se auto-classificaram como segundas escolhas.
Podemos assim prever, longos e animados duelos entre Santana Lopes O populista primeiro-ministro de Portugal e o não menos populista líder do maior partido da oposição, José Sócrates.
O verão promete ser animado no País político. Enquanto isso, o outro País, o real, segue o ritmo das férias, ressaca do Euro 2004, e perde-se alienadamente, num terramoto de festivais musicais e festas do "JET 7", com o Algarve como epicentro.

14 de julho de 2004

14 Juillet

Aujourd'hui est 14 Juillet. Personne à "poster" sur ce là. Pourquoi ? Ce n'est pas important?

13 de julho de 2004

"esperar por D.Sebastião quer venha ou não"

As manchetes do Público, ultimamente não acertam uma. Há dias era dada como certa a dissolução da Assembleia da República, menos de 24 horas depois o Senhor Presidente da República anunciava precisamente o inverso.
Hoje, enquanto regressava a casa sentado num dos muitos lugares vazios de um Airbus 310-300 da Sata-Internacional, li o seguinte título em destaque, "António Vitorino prestes a avançar para a liderança do PS". Pouco depois chego a Ponta Delgada e o meu Amigo Abel Carreiro já havia deixado um comment no meu último post a criticar eu ainda não ter dito nada sobre a fuga do "D. Sebastião" que os socialistas esperavam regressar de Bruxelas com os nevoeiros de Outubro .
Confesso que estava à espera que Vitorino avançasse, mas afinal o Homem nem é grande nem é grande coisa. Começa a haver algum nervosismo no Partido Socialista. Algumas figuras tidas como boas para liderar o Partido temem a luta eleitoral com a dupla PSL&PP (não se importam com as siglas pois não?). O primeiro já fugiu foi Ferro Rodrigues, segundo Sarsfield Cabral, no Diário de Noticias de ontem, "um líder fraco", não vejo como é que um Homem que dá ao seu Partido o melhor resultado de sempre pode ser classificado como "um líder fraco".
Depois foram as fugas de Coelho, Lamego e Sócrates que, ao empurrarem descaradamente Vitorino para a cabeça do Toiro se demarcaram da corrida e tentaram garantir um lugarzinho na contra ajuda ou quem sabe como rabejadores.
Agora a fuga do D. Sebastião, que não havia ido a cavalo para Alcácer Quibir mas sim montado num enredo fiscal para Bruxelas, se bem me lembro por causa de uma SISA ou algo parecido, nada comparável a uma manta da TAP tantas vezes usada como bandeira, ainda recentemente, por alguma esquerda menos séria.
Ficamos à espera dos candidatos.
João Soares já se assumiu, declarando a sua intenção de candidatura e de "acabar com a lógica dos unanimismos em que as coisas se decidem à mesa dos cafés nas costas de toda a gente". Será que Lamego, Coelho e Sócrates vão rever as suas estratégias ou João Soares será ele próprio uma vitima dos tais unanimismos que tanto condena?

Pausa para o almoço

Enquanto o diligente empregado vem e não vem, portátil para cima da mesa, ligação GPRS e já está, actualizam-se os comentários e pode-se até postar. Mesmo que não seja mais do que isto, uma entrada de circunstância para dizer que estamos vivos.
Hoje tentei ajudar uma idosa, simpática, de cabelo pintado de azul, como a minha avó, que se abeirou de mim e me pediu ajuda. Fui gentil como qualquer provinciano o é na grande Lisboa onde nos atropelamos anonimamente. No final, não era nenhuma idosa simpática, era só o raio de uma velha metediça a querer vender-me a sua religião. Passa fora.

12 de julho de 2004

Estou eufórico

Estou na sala de embarque do Aeroporto João Paulo II em Ponta Delgada, a caminho da Capital do Império e estou a postar. Consegui ao fim de muitas tentativas ligar o meu portátil à rede "wireless", que é como quem diz sem fio. Agora é que vai ser postar em todo o lado.VIVA!!!!!!!!!!!!

Soneto LX

A ti te hiere aquel que quiso hacerme daño,
y el golpe del veneno contra mí dirigido
como por una red pasa entre mis trabajos
y en ti deja una mancha de óxido y desvelo.

No quiero ver, amor, en la luna florida
de tu frente cruzar el odio que me acecha.
No quiero que en tu sueño deje el rencor ajeno
olvidada su inútil corona de cuchillos.

Donde voy van detrás de mí pasos amargos,
donde río una mueca de horror copia mi cara,
donde canto la envidia maldice, ríe y roe.

Y es ésa, amor, la sombra que la vida me ha dado:
es un traje vacío que me sigue cojeando
como un espantapájaros de sonrisa sangrienta.


1959

Pablo Neruda


faria hoje 100 anos

Aviso inconsequente

Agora com mais calma e resolvido e bem o imbróglio institucional e constitucional em que Sampaio se viu enredado nos últimos 15 dias, debrucemo-nos sobre o imbróglio político em que Sampaio se enredou desde Sexta-feira passada.
Já aqui escrevi, e defendi que Sampaio não podia fazer outra coisa, ouvidos os partidos da maioria parlamentar, que não fosse indigitar o novo Presidente do PSD para formar um novo Governo.
Também já aqui escrevi que não gosto do estilo de PSL nem morro de amores por PP.
Do ponto de vista constitucional estamos conversados, Sampaio teve todas as razões e mais uma para agir como agiu.
Do ponto de vista político, o Presidente da República devia estar calado. Mas não, ao invés entendeu dar uma aviso ao novo governo, qual mestre-escola em inicio de ano lectivo prevendo uma turma de rebeldes arruaceiros.

Eu acho que o André tem razão. Aliás ontem tive a oportunidade de lhe dizer isso mesmo, ao vivo e a cores. Eu acho estupendo, vindo de um "Património do Partido Socialista". Acho delicioso. Estou regalado. Que mais posso pedir.
Depois de Fernando Rosas ter dito, a respeito da politica financeira do governo, que Manuela Ferreira Leite era "um Salazar de saias", só faltava que Sampaio, um antigo militante do MES e "património do Partido socialista", viesse dizer que o novo governo liderado por Pedro Santana Lopes tem que seguir o rumo do anterior.
Força camarada, tal como Barroso, entendes as mensagens do Povo quando vota mas manténs teimosamente o rumo. (Barroso ao menos foi-se embora)
Sampaio esteve bem em toda a linha na gestão e decisão desta crise mas devia ter estado calado quando começou a justificar que ia estar atento ao rumo deste governo e não permitir que saisse do rumo do anterior.
E se PSL e PP, mudarem o rumo o que é que Sampaio vai fazer? Vai acabar com a aula e mandar todos para a rua com falta a vermelho? Vai puxar as orelhas aos dois e pô-los de castigo no canta da sala? Vai dar-lhes umas reguadas valentes nas palmas das mãos? Ou vai obrigar os dois a escreverem a palavra défice 50 vezes no quadro?

O País feito "forró"

A política Portuguesa está cada vez mais cinzenta, "feiosa", mal cheirosa, asquerosa, sem nexo, sem protagonistas firmes, sem ética, sem princípios. A política Portuguesa está como sempre esteve uma verdadeira bosta. Bosta com M.
Tenho pena que no meu país se discuta a política pela rama, sem ir ao cerne das questões sem avaliar a verdadeira amplitude das mesmas. Cada vez mais o País se transforma numa enorme Feira Popular, onde ganha e determina os seus destinos, quem tem a maior atracção.
Num país onde para ganhar votos, já se distribuíram televisões, preservativos, a par de simples esferográficas e T-Shirts de fraca qualidade.
Num país onde a perspectiva maniqueísta de que tudo o que é de esquerda é bom e tem boas intenções e tudo o que é de direita é mau e mal intencionado;
Num país em que o Presidente da República decide de acordo com os mais elementares princípios de respeito pelo parlamento e isso faz cair o líder da oposição;
Num país em que os críticos do regime hoje, são os lideres do mesmo regime amanhã. Custa muito fazer política e continuar a gostar de o fazer. Não fosse a política uma coisa intrínseca, quase genética e que me dá imenso prazer já tinha deixado de fazer política, neste "forró" permanente. Não há pachorra.

Esperem tudo dele

O Joel e o seu "Não esperem nada de mim" estão de parabéns. O Blog completa hoje o seu primeiro aniversário. Um ano é, na Blogosfera, uma espécie de maioridade, por isso, esperamos muito mais dele, muito mais do que já nos deu.
Ao Joel e ao seu Blog os meus mais sinceros parabéns

11 de julho de 2004

Sem surpresas

Não me surpreendeu a decisão do Presidente da República.
E não era uma questão de fé. Era uma questão de respeito pela Constituição da república e pela democracia parlamentar e essencialmente pelos eleitos e pelos seus eleitores.
Na Sexta Feira davam-me como certo que a decisão seria no sentido da dissolução. Nunca acreditei. Contudo cheguei a pensar que, não sendo bom para o país, era bom para a coligação PSD/PP. Seria um combate politico difícil mas Santana Lopes e Portas, apesar do descontentamento publicamente manifestado, tinham argumentos bem melhores do que Ferro Rodrigues
Como defensor frívolo do sistema parlamentar puro devo dizer que fiquei muito satisfeito pelo facto de Jorge Sampaio, apesar da chinfrineira que alguma esquerda mais populista andou a fazer, não se ter deixado levar por essa nova onda a que eu chamo "democracia do ruído".
As palavras anti democráticas da dirigente Socialista Ana Gomes, vieram demonstrar bem que há gente que faz muito esforço para manter as máscaras no seu lugar, à custa de muita "massa de ferro" mas um dia a cosmética cai e fica tudo ali à vista, as pilancas, as rugas, as gretas, as verrugas, não escapa nada.
Agora, há no meio desta crise ou não crise, uma coisa que não entendo. Porque razão se demitiu Ferro Rodrigues? Então o Homem não ganhou as europeias? Essa vitória não
era um indicador do Povo para o PS ser Governo?
A saída (fuga) de Ferro Rodrigues da liderança do PS constitui uma enorme falta de respeito pelo seu eleitorado e uma prova cabal de que a liderança do PS tinha falta de alma e de convicção e por isso, não servia para governar Portugal.
Se Sampaio decidiu com dúvidas, essas ficaram totalmente desfeitas com a fuga de Ferro Rodrigues. Sampaio estará, assim, muito mais descansado.
Felizmente Sampaio não é um homem de direita. Porque se o fosse, quem é que ia poder ouvir a esquerda ruidosa?

9 de julho de 2004

Alea jacta est

O Cancelamento das férias era indicador da posição que o Presidente da República iria tomar. Se fosse dissolver a Assembleia da República podia ir para férias sem qualquer impedimento. Ao invés, Com novo Governo, há que preparar a posse e restantes formalidades. Análises pragmáticas.

Na hora de todas as decisões

A dissolução da Assembleia da República é, de acordo com os mais diversos constitucionalistas, a "bomba atómica" dos poderes do Presidente da República, só utilizável em último recurso.

"o poder de dissolução da Assembleia da República, pelo seu impacto e pelas consequências políticas potencialmente implicadas, é o mais drástico e relevante dos poderes presidenciais. Entendo mesmo que qualquer alteração da sua actual configuração constitucional desvirtuaria significativamente o equilíbrio, separação e interdependência dos poderes dos diferentes órgãos de soberania"
JORGE SAMPAIO, "Portugueses", pág. 14 do Volume VI, Imprensa Nacional-Casa da Moeda

7 de julho de 2004

O PR continua a ouvir os Portugueses

Jorge Sampaio prossegue com a ronda de audiências rumo a eleições antecipadas, ou não.
Fonte do Palácio de Belém confirmou hoje à Lusa que Sampaio cancelou as suas férias previstas para a próxima segunda-feira e que o Presidente pretende ouvir ainda mais proeminentes figuras nacionais.
As audiências ocorrerão no início da próxima semana.
Na agenda do Presidente da República só falta ouvir a Linda Reis, Zimara , Lili Caneças, o Rãrã e o Emplastro.

6 de julho de 2004

À porta do meu liceu


Hoje passei à porta do meu liceu. De quando em vez apetece-me entrar e ir por ali à solta, subir ao velho ginásio, correr à volta do campo de futebol (no meu tempo era relvado), jogar à tabela, uma espécie de basquetebol a dois ou a quatro, entrar pela porta da secção e irromper rampa a baixo montado em cima do meu skate.
Lá em baixo, no pátio coberto da secção, joguei à mosca e ao "lencinho". Ainda se joga à mosca? Ou agora é mais gameboy e nintendo?
Entrei na Biblioteca e em vez de abrir um livro olhei o teto e fiquei para ali perdido nas minhas cogitações.

A biblioteca do meu liceu
O Meu liceu é o liceu mais bonito do mundo, porque é o meu liceu.
Sentado na banqueta de pedra fria do pátio da cantina, recordei os dias que passei ali. No meu liceu. Rodeado de amigos e conhecidos, de amigas e amantes deliciosas, fazendo de tudo um pouco menos estudar. Isso fazia em casa, no recato do meu quarto que, embora pequeno, dava para ter uma secretária, e estantes para os livros preferidos.
O meu liceu é o melhor liceu do mundo.
Encontrei o Sr. Manuel do Campo de Jogos e o Agostinho. Estavam lá, tal como eu, a recordar o meu liceu. Estive tentado a entrar no Avião e pedir metade dum pão com pé de torresmo. Será ainda saboroso como era dantes? Tive medo e não arrisquei. Prefiro continuar a acreditar que o pé de torresmo do Agostinho continua bom apesar da modernice da esplanada com mesas e cadeiras da coca-cola e das regras da EU obrigarem as matanças de porco a serem feitas com mais limpeza.
Eu fui hoje ao meu Liceu porque ele é o melhor liceu do Mundo.

O jardim do meu Liceu

5 de julho de 2004

Today's another day

Os portugueses hoje, regressam ao país real, caído o pano sobre o Euro e prolongada prestação da selecção nacional. Voltemos ao trabalho.
A Organização do evento foi enaltecida por todos, locais, forasteiros, organizações Internacionais do desporto. São só elogios. Somos mesmo bons a organizar grandes eventos. Resta a Portugal esse consolo. Temos que aprender a fazer isso com tudo. Cultivar a excelência é o nosso grande objectivo.
Today's another day.

4 de julho de 2004

O voo do Pauleta

Será hoje que vamos ver o já famoso voo do Açor?

Espero que sim. Contamos todos com isso, os mais nacionalistas, os mais Iberistas, os mais europeistas e os mais eurocépticos.

Porque hoje é 4 de Julho

3 de julho de 2004

Euforia

Para amanhã espera-se a total euforia dos portugueses. Seja qual for o resultado, amanhã portugal estará na rua. Com bandeiras com castelos, pagodes ou palhotas como esta que recuperei do sitio oficial do torneio.


Viva o Portugal no seu melhor. E quanto ao resto, esperemos com serenidade que pouco importa.

Cada vez mais e sempre Sophia

As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen

2 de julho de 2004

A crise. Cena final

Não digo mais nada sobre a crise. Estou farto da crise e da argumentação aduzida por uns e por outros.
É verdade que a esquerda sempre me irrita mais ou pouquinho do que a direita, mas o que mais me irrita é a falta de imparcialidade. Já disse e volto a dizer que não gosto do Santana e não morro de amores pelo Portas.
Contudo, porque razão o José X e que foi eleito nas listas do partido Y pelo circulo W e os seus N eleitores, vão ver o mandato do representante do povo interrompido só porque o PM se foi, fugiu, foi promovido, o que lhe queiram chamar? Nenhuma.
Por isso, enquanto houver solução parlamentar, no meu entender de parlamentarista convicto, não deve haver dissolução. Caso contrário, mudem a constituição e transformem a democracia portuguesa num regime presidencialista com eleição directa do chefe de governo.
No regime parlamentar puro, a legitimidade do Governo imana do parlamento. A legitimidade do Parlamento imana de eleições democráticas e directas. O parlamento representa, de facto e de direito, o Povo ao qual me orgulho de pertencer.
Ao Senhor Presidente da República cabe regular e zelar pelo bom funcionamento das restantes instituições democráticas. A ele cabe a última palavra. Esperemos serenamente pela sua decisão, na certeza porém que, quanto mais demorada ela for, mais contribuirá para o clima de instabilidade criado pela crise politica instalada.

1 de julho de 2004

Decisão.Precisa-se.Urgente

Esta suposta crise, começa a ser por culpa do Presidente da República que teima em não decidir. Quanto mais tempo Sampaio demorar mais instabilidade existirá, a todos os níveis. No partido mais votado e órfão de líder, bem como, no seu parceiro de coligação, os lutadores de sempre, começam a digladiar-se pelos lugares nos órgãos do partido, nas listas de candidatos a deputados, se houver eleições e congresso. Caso contrário, a guerra é para ver quem apoia quem de forma a assegurar lugares de Ministro e Secretários de Estado e até de Directores Gerais.

No PS a Guerra será entre os que querem eleições para tentar ganhar e assim comprar um seguro de vida para a liderança de Ferro Rodrigues e os outros, os que rezam à santinha de Fátima para que o PR não dissolva o parlamento que sempre têm mais dois anos para arranjar um lugarzinho ao Sol.

No BE, nada muda, está na moda e o populismo de esquerda é o que está a dar. Por isso todos unidos no caminho da dissolução para ver se ganhamos mais uns deputados e se não temos que fazer tanta rotação. Na verdade, com sistema de rotação que o Bloco usa na AR e que copiou de CDS/PP do tempo de Monteiro, dá a impressão que tem muitos mais deputados do que na realidade tem. Na minha opinião é uma boa maneira de fazer politica parlamentar. Contudo, tira valor à teses de Fernando Rosas e de outros que defendem que o Povo vota no Primeiro Ministro e nos cabeças de lista. Então porque razão o Bloco roda os seus candidatos?

Na direcção do PCP, não se pode estar do lado da coligação porque é de direita, mas o que apetecia mesmo era a não dissolução para ver se não se perde mais um deputado para o Bloco. Do lado dos reformadores alguns até querem eleições para ver se correm com o Carvalhas de uma vez por todas.

Na classe jornalística, uns dão pulos de contentes e outros estão roxos de raiva. As redacções dos Jornais, rádios e televisões, andam em polvorosa. É que também aqui, com eleições ou com remodelação governamental, vão existir mudanças, falo muito concretamente, nos assessores de imprensa. Uns deixarão de o ser e vão voltar às redacções onde vão tentar fazer a vida negra aos Ministros novos. Outros estão nas redacções a fazer a vida negra aos Ministros que lá estão para ver se vão para assessores dos próximos Ministros. Maquiavélico mas não longe da realidade.

Por último estão os patrões dos patrões e os grandes grupos empresariais. Desta vez até estão do mesmo lado a esquerda. Claro! Pode ser que venha mais um Pina Moura que faça da economia do País um paraíso para a engorda de alguns e para a desgraça dos mais fracos. É que a politica da Coligação foi bem diferente nesse sentido e muito embora não estejamos a viver dias de grande fartura a verdade é que o sistema está moralizado.

Enfim o País está refém dos interesses de cada um e o Sr. Presidente da República a quem cabe, legitima e legalmente a última palavra parece não estar preocupado em decidir.

30 de junho de 2004

Barnabé dixit

"A manifestação de hoje em Lisboa foi bem sucedida, Estiveram tantas pessoas como no Domingo" Bem, a desculpa para só lá estarem cerca de 2500 pessoas no Domingo foi a convocatória tardia e por SMS. Hoje já foi bom. Porquê? Porque não há desculpa.

O Direito à manifestação é um dos fundamentais direitos conquistados com a nossa deslastrada e imberbe democracia. Não o nego. Mas , por favor, não empolem a situação e não usem esse direito como forma de pressão sobre o Presidente da República.

Vamos à "laranja mecânica"

Sempre gostei de espremer Laranjas. Todos os tipos de laranjas. Dá-me um certo prazer. Já que nos últimos tempos não tenho podido fazer as "espremidelas" que me apetecia fazer, até porque estas laranjas de agora não dão grande sumo, vamos à "laranja mecânica".
Não vou ver o jogo que sou fraco do miocárdio e a vida não está para graças mas espero ouvir os gritos quando o "Pálêta" marcar o primeiro.

29 de junho de 2004

Dois pesos e duas medidas

Bem, há muita coisa que eu não entendo em Manuela Ferreira Leite, a madrasta do défice. Mas essa do golpe de Estado não dá mesmo para entender.
Quer dizer: O Presidente da República não deve dissolver o parlamento porque o povo votou nas listas de deputados e não no primeiro-ministro. Concordo.
Mas, o congresso do PSD tem que reunir porque votou em Durão Barroso e não na lista que ele apresentou. Então para que é que existem listas, bastava eleger um líder que depois constituía a equipa.

Já agora...

... não se esqueçam de fazer as listas de forma a não colocarem lá figuras ministeriáveis. Não é por nada, é que se a teoria agora aventada, pelos trotskistas Louça, Portas e Rosas, vingar, quando essas figuras deixarem o cargo de deputados para serem ministros o BE pode convocar uma "manif" para exigir a dissolução do parlamento.

Estabilidade?

Alguém me garante que se houver eleições antecipadas vai haver um governo que assegure estabilidade politica.

Silenciar é caro. Muito caro...

Se Pedro Santana Lopes chegar a primeiro-ministro de Portugal, o PSD estará a pagar o justo preço por ter atribuído a 1ª vice-presidência ao autarca de Lisboa para o silenciar.

Já cá canta

A T-Shirt MUU! já cá canta, Obrigado à Muu-Produções culturais Ldª e a todos os campanheiros blogosféricos que sugeriram a oferta.

28 de junho de 2004

Nova entrada no Ponta Delgada

O Ponta Delgada teve hoje uma nova entrada sobre uma das suas mais carismáticas figuras do final do século XX, o Mestre João Resendes ou Mestre João dos Cavalos.

Direitos e deveres constitucionais e politicos

Como político e autarca não gosto do estilo de Santana Lopes, julgo tê-lo dito num "comment" no indispensáveis. Também não vou muito à Bola com a coligação, já o disse aqui e por toda a parte por onde tenho passado. Por essas duas ordens de razão, estou à vontade para defender aqui a posição do Presidente da República se for a de não dissolver a Assembleia da República. Na verdade, não há razões de fundo para que o PR dissolva a Assembleia da república, também, não há razões de fundo para que a oposição peça a convocação de eleições antecipadas, O que existem são razões de ordem prática e politica e de gestão de certas carreiras partidárias.

A quem interessam as eleições antecipadas?

Ao Bloco de Esquerda. O bloco seria, provavelmente um dos partidos que viria a crescer em caso de antecipadas, pois aproveitaria a onda de crescimento que atingiu nas Europeias;

Ao PS de Ferro Rodrigues, aproveitando uma fase má da economia e da popularidade do Governo., seria a última oportunidade para Ferro Rodrigues de ser Primeiro-ministro de Portugal;

A Luís Marques Mendes e aos seus apoiantes. MM deixará de ser ministro e a sua exposição pública será cada vez menor o que complicará a sua ascensão dentro do PSD e do país.

A quem não interessam as eleições antecipadas?

Aos Socialistas apoiantes de José Lamego e José Sócrates, fica adiada a sua hora, pelo menos para depois destas eleições o que poderá ser um pouco temporão para se esquecerem as guerras internas e arranjar lugares ao sol, ou serôdio para saltarem da carroça em andamento. .

Aos Santanistas, que vêem assim o seu desejado líder ascender à liderança do Governo sem passar pelo crivo de um congresso partidário e sem passar por eleições, no seu estilo demasiado populista, Santana Lopes poderá levar o PSD ou a coligação a uma vitória em 2006. O PSD poderá estar a pagar o preço de ter distribuído uma Vice-Presidência a Santana Lopes só para o calar;

Ao País. A Nação e o Estado necessitam estabilidade para levar por diante as reformas em curso. Temo por governos demasiado populistas e laxistas que não levem o país pela via do rigor nas finanças públicas que tanto se necessita e se apregoa mas não se pratica com o rigor necessário. Contudo, com o estilo demasiado populista de Santana Lopes, a economia e o estado das finanças públicas poderão passar para segundo plano;


Em fim, se do ponto de vista constitucional estamos conversados, até porque existe jurisprudência sobre esta matéria, foi assim com Pinto Balsemão e o General Eanes a quando da morte de Sá Carneiro e foi assim que decidiu o Ministro da República para os Açores a quando da saída de Mota Amaral do Governo Regional dos Açores em 1995.

Do ponto de vista político a coisa não está tão clara nem tão fácil de aclarar. Existem demasiados interesses e demasiadas ponderáveis para que a decisão seja tomada precipitadamente.
Pessoalmente, estou convencido que Jorge Sampaio respeitará a Lei Fundamental e a vontade da maioria parlamentar. Resta saber se o Governo que vai sair desta maioria se aguenta por muito tempo e como se vai comportar a oposição interna à actual direcção do PSD.

Post Scriptum:
A minha curta passagem pelo Parlamento dos Açores, reforçou as minhas convicções sobre as virtudes do sistema parlamentar puro e sobre o parlamentarismo em geral. Sou um incansável defensor do Parlamentarismo e do papel da Assembleias na regulação e fiscalização da acção governativa. Por isso, a dissolução do Parlamento é, no meu entender, uma das medidas mais desrespeitadoras da Democracia que pode existir. O parlamento é constituído por representantes directamente eleitos pelo Povo e as suas decisões devem ser respeitadas, assim como devem ser as decisões do Sr. Presidente da República.

Para Vital Moreira

...é próprio dos sistemas parlamentares de governo - como o nosso essencialmente é -, a possibilidade de formar mais do que governo dentro do mesmo quadro parlamentar. Apesar das aparências em contrário, os chefes de governo não são eleitos mas sim designados depois das eleições, no quadro parlamentar resultante das mesmas. De outro modo, seria impossível formar governos chefiados por pessoa diferente do líder do partido mais votado nas eleições, mesmo no caso de morte ou abandono do primeiro-ministro...

Segundo Jorge Miranda

Para o "pai" da Constituição de 1976, "o que está mais de acordo com a lógica do sistema constitucional é não haver eleições", propondo o partido mais votado nas legislativas de 2002, um nome para encabeçar o novo Executivo.

Todos a Belém...

Foram poucos. Foram pouco mais de 2 mil num universo de 10 milhões. Mal vai a esquerda portuguesa que, depois de fazer um enorme "chinfrin" à volta de uma questão mais constitucional do que política, apenas consegue mobilizar 2000 pessoas. Foi uma boa mostra e um bom sinal para o que o Sr. Presidente da República deve fazer, se Sampaio tinha dúvidas, o que desconfio, tirou a ilação final desta ridícula amostra de revolução.

27 de junho de 2004

Obrigado

O meu muito obrigado, atrasado um pouco por culpa dos atrasos do Technorati. Caro Francisco, foram Lapas muitos passeios pela Ilha e não foi uma Cerveja Melo Abreu, porque sou abstémio mas foi uma Laranjada da mesma fábrica. O Beldina foi substituindo por um Robusto da Estrela (estão melhores agora) tudo em família. Obrigado ao Aviz.

Caro Paulo Henriques, Obrigado pela entrada no Fórum Ilha das Flores, bem sei que nem sempre ou quase nunca concorda com as minhas opiniões mas é bom saber que nas Flores se lê o Foguetabraze mesma sem se concordar. Obrigado.

26 de junho de 2004

Muito Obrigado a todos

O dia de ontem foi todo feito de parabéns e elogios. A todos o meu muito obrigado, aos leitores anónimos, aos leitores comentadores, à família aos amigos. A todos. Um agradecimento especial aos "bloggers" companheiros de blogosfera que tiveram a amabilidade de postarem nos seus blogues a s suas mensagens de parabéns. Assim, o meu muitíssimo obrigado à Mariana pela sextilha no espaço para Comentários e pelo "post", à indispensável Ana ao brilhante ToZé, ao iberista convicto e grande amigo Pedro, ao vizinho Vitor, ao velho amigo André ao Prof. Vital Moreira pelo honroso post, ao amigo de outros fóruns Walter Rodrigues e a todos os outros que o possam ter feito nos seus post mas os atrasos do Technorati, naõ me permitiram saber.
Para o ano há mais.
Obrigado a todos.

Já agora uma informação de última hora. O inverno apanhou o avião desta Madrugada e já deixou os Açores.

25 de junho de 2004

Hoje também fazem 1 ano...

...o Terras do Nunca
e o Descrédito!. Parabéns para eles também.

Um ano e 6 prémios

Tudo começou assim, depois perdi a palavra passe e o nome de utilizador e exclamei "má Fogo te abrase", ainda bem que não foi "puta que te pariu". Assim com o desaparecimento precoce do "Açorianissimo" nasceu o meu querido e companheiro inseparável de há um ano a esta parte, este também vosso que começou por ser só meu Foguetabraze, generalista e umbiguista como devem ser os diários.

Um ano de Blogues, mais de 500 entradas, quase 60.000 palavras e alguns prémios para os meus preferidos. Ao contrário dos prémios atribuídos quando eu e o Foguetabraze completamos 6 meses de matrimónio, estes são prémios a valer.


1-O melhor blog colectivo dos Açores
:Ilhas, sem mais nada para dizer.

2- O pior blog colectivo dos Açores
Prémio não atribuído, não há blogues colectivos maus nos Açores.

3-O melhor fotoblog dos Açores

Francisco Botelho Fotoblog, das entranhas da Ilha tem nos trazido o que de melhor há para mostrar dela e das outras por onde passou ao longo deste tempo.

4-O melhor blog individual dos Açores
Ardemar. Ela não gosta que eu diga que ela tresanda a mar nem gosta que lhe chamem poetisa. Mas o que ela é de facto é uma grande poetisa com cheiro a maresia. Continua assim Mariana. O André tem que trabalhar mais um bocadinho e escrever menos sobre política.

5- O Blogue mais eclético dos Açores
:Ilhas. O Blogue e os seus escribas dispensam comentários e apresentações, eles gostam e não gostam de Futebol, uns são Iberistas convictos outros ferrenhos e obstinados independentistas. Uns gostam de desportos marítimos os outros nem por isso. Eles são os mais ecléticos e desde que conheceram o prémio, trabalharam para o ganhar.

6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana
João Nuno Almeida e Sousa com este e outros textos. Não! Não é uma questão de favorecimento familiar! É uma convicção. Se corro o risco de ser considerado imparcial por ter atribuído este prémio ao JN, é porque também não queria deixar de o atribuir com justeza pelo facto feliz dos nossos Pais serem irmãos. Poderia também ser para a Mariana, para o André ou para o ToZé com este texto, devo dizer que a escolha não foi fácil e os poucos e-mails que recebi não ajudaram muito. Desta vez vai para o meu primo alfacinha de nascimento e açoriano de alma e coração. O meu primo "más gande".

Todos os Blogues feitos nos Açores ou por Açorianos estavam nomeados para esta escolha. Ficaram alguns dos meus preferidos por premiar:
O velho amigo Não M'Acredito, as Professorices do JVC, os bons textos do Mário Roberto, do Francisco e do João no Entramula (faz um ano amanhã), e não esperem nada do Joel, os Citroen já não são o que eram. O desejo de casar do Nuno e dos manos Borges, as crónicas Indispensáveis da Ana e do Carlos Afonso, as Frieiras da Maria do Céu, as resistências do António João, o sol do Nuno e as faladuras do Paulo e a Alma de Poeta e o Blogamacho e o sniper e tantos os outros.


Os meus agradecimentos, pela inspiração, aos outros por onde passo todos os dias nas minhas viagens blogosféricas, o Aviz, Causa nossa, Barnabé, O Quinto, o acidental, o forum comunitário e o Glória fácil

Um muito obrigado para os comentadores residentes e sem Blogue, a Silvia, a Fátima Rosado, a Maria Silva, o Cristóvão de Aguiar, o Abel Carreiro, o João Pacheco e tantos e tantos outros que de quando em vez se dão ao trabalho de vir aqui ler os "arrotos de uma Baratinha tonta" como disse um dia a Sílvia.

Finalmente e porque os últimos são os primeiros (perdoem-me o lugar comum) às minhas três grandes mulheres, Leonor, Marta e Sofia, são muitas horas à volta do computador que são roubadas ao carinho de marido e Pai. Obrigado a Vocês.


O prémio é uma T-Shirt MUU, Foguetabraze com uma dedicatória do "Je", O problema é que os "piquenos" ainda não têm as ditas prontas. Vão ter que esperar para receber o Vosso prémio.



Já daqui a pouco

Os prémios Foguetabraze num blogue perto de si

24 de junho de 2004

Goodbye old friends!

...And that's all

Meus Açores meus amores!

E ainda há quem diga que isto não é o melhor lugar do Mundo e que o turismo não é o futuro. Até o Inverno veio passar o Verão aos Açores!

Prémios Foguetabraze

1- O melhor blog colectivo dos Açores
2- O pior blog colectivo dos Açores
3- O melhor fotoblog dos Açores
4- O melhor blog individual dos Açores
5- O Blogue mais ecléctico dos Açores
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana

É já amanhã num Blog perto de si.
Última oportunidade para deixar um palpite

23 de junho de 2004

Ainda a Nação Açores?

O meu Francisco Torrinha, que é de 1951, portanto herdei-o de alguém que já nem sei quem, diz assim: "Nação, s.f. conjunto dos habitantes dum território que têm a mesma origem e a mesma língua, e ligados por interesses comuns; região ou país governado por leis próprias "
Além do Torrinha e do Houaiss, há cá em casa um Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa , editorial verbo, 2001 que diz assim: "nação 1. conjunto de pessoas ligadas por tradições históricas e por uma língua, costumes e instituições comuns"

Afinal somos ou não uma Nação?

A Nação Açores?

Sou obrigado a concordar com o comentário do JVC no meu "Post" a abaixo. A natureza do tema e o respeito que nutro pelo seu autor, merece resposta em forma de entrada e não como simples comentário. Quem sou eu para discordar do Houasis.
Contudo, mesmo numa leitura mais abrangente dos conceitos de Nação que guardamos inatos. Os Açores são, de facto, uma nação, sem Estado, sem língua própria, sem indígenas, mas uma nação cultural, como é Cabo Verde, ou São Tomé e Príncipe, exemplos que nos são próximos. Se quisermos ir buscar exemplos mais longínquos eles abundam no Pacifico ou nas Caraíbas, Trinidad e Tobago, Grenadinas, Hawaii.
Não existirão muitas dúvidas sobre a existência de uma cultura Açoriana, que nada tem que ver com a bruma, a Ilha o mar ou a gaivota, mas com uma miscelânea de tudo isso, uma cultura plena de cheiro a mar e a uma religiosidade muito própria, plena de ritos de caçadores de baleias e de atuns, de vulcões e terramotos. Somos Ilhéus. Somos um Povo feito de Portugueses do Algarve e de Trás-os-Montes e de Bretões e de Flamengos e de outras importações mais recentes.
Até a nossa enxada (sacho), a nossa forma de trabalhar a terra é diferente do que se vê pela Península fora. Temos o Roxo. Até a nossa Saudade é diferente. Temos a nossa gastronomia, temos o nosso falar.

21 de junho de 2004

Cristóvão de Aguiar

No último mês fui "Um Grito em chamas" na "Nova relação de Bordo". Fui "Passageiro em trânsito" entre a trilogia de "Raiz comovida". Nada de recensões, nada de sinopses, nada dessas presunções e literatices que não sei fazer.
Fui, um visitante da Açorianidade.
Se o conceito nasceu com Vitorino Nemésio, certamente tem em Cristóvão de Aguiar um continuador. Com a excepção para "Passageiro em Trânsito", onde há uma clara alteração do estilo, as restantes obras são belíssimos exemplos de critica dos costumes das nossas Ilhas e das nossas gentes, gentes que fizeram e fazem a nação Açores.
Nelas, nas obras de Cristóvão de Aguiar, com destaque para o primeiro de raiz comovida, está tudo no seu lugar, consigo imaginar o luzir dos instrumentos da "Musica Nova", o cheiro da terra das estufas, daquela fatia de pão com manteiga de vaca que ficou por comer, dos "charrinhos" fritos, do mar das Calhetas. Vi como que real a "branquidão" das ajudantes do Dr. Alemão, ali à rua do Contador onde na minha infância passei várias vezes ao dia nas minhas deslocações entre a casa de meus pais e a escola. Já não havia o Dr. Alemão. Estavam lá, a deambular pelo jardim os Cães do Sr. Gilberto Nóbrega, dois lindos Lobos da Alsácia sempre pendurados na varanda. Cães de verdade, não dos cães do "Passageiro em trânsito" ."Que canelas pensais vós mordiscar, ó cães literatos, sem possuirdes a dentição completa?"

"O homem já sabia..."

"Bem dizia Zapatero:
Todos os espanhóis voltarão a casa antes de 30 de Junho! "


A Rata está sempre atenta.

20 de junho de 2004

Adios España

Mais uma vez aquele rectângulo pequeno resiste à força do gigante Ibérico.
Adios nuestros hermanos!
Isto é o que acontece quando se é arrogante.
Viva D. Nuno Alvares Gomes.

19 de junho de 2004

Mais um

Passos Perdidos, é um blogue assinado pelos jornalistas que habitualmente cobrem os trabalhos parlamentares da Asembleia Legislativa Regional dos Açores.

«O 10 de Junho nas comunidades portuguesas no estrangeiro»

Só hoje li um texto de um leitor do Causa Nossa, postado por Vital Moreira que, por o ter feito, presumo concorda com ele.
O aproveitamento das questões nacionais e das comemorações do dia de Portugal pelos sucessivos Governos de Portugal é uma questão inegável. Sem querer encontrar desculpas para os que o fazem agora pelo facto de outros o terem feito no passado, venho lembrar, do alto da minha insignificância, que foi à custa da "campanha eleitoral" desavergonhadamente feita, em cerimónias de Estado, pelo Dr. José Lello, então Secretário de Estado de um Governo do Partido Socialista, que este último inverteu a tendência de voto dos emigrantes Portugueses que até então votavam maioritariamente no PSD, pelas mesmas razões.
Já aqui defendi, a propósito do Circulo da Emigração. Um absurdo. Penso que faz mais sentido criar um circulo eleitoral para os Imigrantes do que para os emigrantes. Além disso todos sabemos. Por experiência da República, que o círculo da Emigração serve os interesses do poder instalado, uma vez que é este poder que tem capacidade financeira para, com os impostos de nós todos andar a viajar para os países de acolhimento a fazer campanha. Já aconteceu este ano no Brasil com Paulo Portas e Carlos César. Como podem constatar não é um exclusivo da Direita e é condenável, sejam quem forem os protagonistas.

18 de junho de 2004

Porque ainda estamos em Junho


As minhas convicções separatistas ou independentistas, já me valeram um processo disciplinar dentro do CDS/PP. Um dia, em directo no Telejornal da RTP-Açores, numa altura em que estava eminente a minha saída do CDS/PP, a Jornalista Teresa Nóbrega perguntou-me se ia candidatar-me à presidência do PDA, já que se ouviam rumores que tal podia acontecer. Respondi que não, que isso era um absurdo até porque sou "muito mais separatista do que qualquer militante do PDA".
Se não sou Euro céptico, é precisamente porque acredito que o caminho em que a Europa vai, é o caminho da Europa das nações em que Regiões como a nossa terão, cada vez mais, possibilidades de serem Estado Independente já que, Nação ninguém tem dúvidas que já somos.

Novo modelo


A recente decisão do Governo da República sobre o novo regime de ajudas e concessão de serviço público de transporte de passageiros via aérea entre as Regiões autónomas e o Continente, é um passo de gigante para a economia Açoriana.
Agora estão já criadas as primeiras condições para a liberalização das rotas, teremos mais companhias e mais oferta, a qualidade do serviço pode até diminuir significativamente, mas o aumento da oferta e a possibilidade de escolher horários compensará essas falhas. Não acredito que todas as rotas sejam apetecíveis para as três operadoras nacionais ou até para alguma estrangeira. Contudo, certamente Terceira e São Miguel serão bastante beneficiadas. Esta última precisa bastante já que com o modelo montado actualmente está bastante prejudicada uma vez que os passageiros em trânsito das outras Ilhas têm prioridade em relação aos locais, até mesmo nas listas de espera o que tem provocado enormes constrangimentos.
Mesmo tendo em conta que o preço do bilhete será único e fixo,, a verdade é que, com este modelo e com a concorrência, os cofres do Estado ficam beneficiados e isso reflecte-se, a médio e longo prazo na economia e no custo e qualidade de vida dos cidadãos.

16 de junho de 2004

Parabéns

O Aviz fez hoje um ano. Tudo é relativo. Um ano para um blogue é muito tempo, para um blogue individual é tempo "pa caraças" (superlativo de muito).

há dias assim

Nada. Há dias assim, dias em que por mais que queiramos, que procuremos que nos apeteça, que nos esforcemos, não sai nada. Mas tem que sair? Não. Não tem que sair todos os dias qualquer coisa. Mas o dia até correu bem lá no escritório, a tertúlia da tabacaria que havia falhado ontem hoje não falhou, a manhã estava cinzenta mas o dia acabou de verão. Portugal ganhou e mesmo assim nada. Li os Jornais, li revistas li blogs li cartas e mais cartas e ofícios e uma data de papelada e ouvi o plenário da ALRA on-line e mesmo assim nada. Ele há dias assim em que não sai nada.

15 de junho de 2004

aterro sanitário

Avelino Ferreira Torres, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Manuel Seabra, Narciso Miranda, ainda falta limpar alguns mas o país politico está cada vez mais a deixar de ser um lugar mal frequentado para se um verdadeiro país.

Zeca Simas homenageado

O meu querido amigo Zeca Simas foi, justamente, homenageado pelos seus pares.
Bem hajas Manuel José. Um dia destes vou por São Roque para nos perdermos numa daquelas nossas deliciosas conversas sem nexo à volta de uma boa travessa de torresmos.

Abrupta análise

"A linha melhor para interpretar as eleições é a linha do bom senso. Aqui o bom senso é considerar que tudo o que parece, é. Não é preciso nenhuma sofisticação especial: o PS, o BE e o PCP ganharam, por esta ordem. O PSD e o PP perderam, por esta ordem."
Não vou á bola com o Pacheco mas lá que tem razão tem. Pragmatismo e bom senso, acima de tudo, foi o que fez mais falta a esta coligação.

BRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!

Aqui está a careta que eu faço para a coligação PPD/PSD e CDS/PP, nos Açores, Victor Cruz e Alvarino Pinheiro jogam a última cartada das suas vidas politicas. Foguetabraze.

Um post de 12 de Dezembro de 2003

sai um anti-ácido por favor

A digestão está mais demorada do que eu pensava, nem com Konpensan lá vai.

14 de junho de 2004

Para o ToZé e para o PDA

Devo dizer que nutro alguma simpatia pelo PDA, mais não seja por ter a sua sede nos Açores, é sempre bom, em nome do reforço da Autonomia, desafiar o poder Central e a constituição. Estou convicto que se o PDA alguma vez tivesse uma expressão eleitoral significativa, seria perseguido pelos mais empenhados constitucionalistas que lhe haviam de encontrar ferido de constitucionalidade por ser um Partido Regional. A Constituição é que necessita ser revista mais profundamente.
Caro ToZé, em relação ao PDA e à sua "insignificante representatividade percentual numa força ainda mais reduzida, tipo corpo de David e alma de Golias", só acontece, porque infelizmente o PDA nunca conseguiu o que o CDS/PP conseguiu em 1996 e o BE está à beira de conseguir agora. OU seja, ser alvo do voto do protesto. Tudo o que estudei e os números que vi, levam-me a acreditar convictamente que o crescimento exponencial do CDS/PP na Região a partir de 1995 foi isso mesmo, um voto de protesto, rebelde e irreverente, alicerçado numa juventude que se foi fidelizando e crescendo aos poucos.
O fenómeno do BE de agora, parece-me semelhante. O PDA, nunca deu esse passo importante, nunca teve essa capacidade, nunca teve um líder carismático que ajudasse no trabalho, nunca cativou os Jovens. Algumas vezes teve um discurso virado para a direita que já não estava interessada nas questões Regionais. Depois, virou-se para a esquerda que também já estava demasiado ocupada com a enorme panóplia de partidos que estão à esquerda do PS.

Ao trabalho

O Partido Socialista Ganhou as eleições Europeias, no Continente e nos Açores e como já foi lembrado algures pelo André Bradford, em alguns bastiões do PSD. Parabéns.

No seio da Coligação PSD/CDS, nada como reflectir sobre estes números, mesmo que incómodos, transportá-los para a realidade vindoura das eleições regionais como simples instrumento de trabalho, não é disparate nenhum. Meter a cabeça na areia não vai, certamente, ajudar em nada. A coligação Força Portugal, valeu menos do que o somatório do eleitorado tradicional dos dois partidos. Certo é que, alguma abstenção terá para isso contribuído, mas não terá contribuído tanto como os tiros nos pés dados durante a campanha eleitoral ou a situação económica em que o país se encontra.

Vamos a ver se os responsáveis pelo PSD e pelo CDS, deixam de trazer à Região Ministros e Secretários de Estado e se Vítor Cruz deixa de falar, aos açorianos, em nome da Nação e dos seus correligionários do "Contenente".

São Miguel, Terceira, Graciosa e Santa Maria, são as Ilhas onde a coligação mais terá que repensar as suas estratégias e melhorar as suas performances para inverter a tendência que os resultados de ontem deixam antever. Bem sei que as Eleições europeias são diferentes das regionais mas os resultados de ontem não deixam de ser uma sondagem bem mais credível do que qualquer outra que fosse feita pelo telefone ou por inquérito de rua.

Vamos ao trabalho, dignificando a politica Regional e transformando os Açores num lugar onde se debatam as questões regionais, longe das tricas com Lisboa e longe dos bairrismos entre as Ilhas. Espero que a pré campanha e a campanha para as Regionais de Outubro sejam mais construtivas do que foi esta última e que a participação do eleitorado reflicta os resultados dessa diferença.

13 de junho de 2004

Prémios Foguetabraze II

Se eu começasse hoje um Blog como o chamaria?
Depende. Se fosse o Corsário das Ilhas chamava-lhe Copy /Paste. Se fosse o Ponta Delgada, chamava-lhe "Flop", se fosse o Foguetabraze, chamava-lhe, na mesma,Foguetabraze. Desde que deixei de fumar (10 anos), beber álcool (12 anos no dia 30 deste mês) e jogar Golf ( 5 anos com duas ou 3 recaídas) o Foguetabraze e toda a Blogosfera têm sido o meu único vicio.

Falta uma dúzia de dias para que o Foguetabaze cumpra o seu 1º ano de emissão.
À semelhança do que fiz no Natal quando, eu e ele, completamos os primeiros 6 meses de matrimónio, vou atribuir merecidos prémios aos meus leitores. Estejam, atentos neste Blog, é já no dia 25 de Junho.
Desta vez os prémios são a sério e vão ser:


1- O melhor blog colectivo dos Açores
2- O pior blog colectivo dos Açores
3- O melhor fotoblog dos Açores
4- O melhor blog individual dos Açores
5- O Blogue mais eclético dos Açores
6- O melhor escritor(a) da blogosfera Açoriana

Podem deixar palpites nos comments

12 de junho de 2004

Desonestidade intelectual.

No Bar do Hotel 5 na Ilha de Santa Maria, uma senhora folheava uma dessas revistas cor de rosa, cor de rosa em tudo, inclusive na falta de pudor.
Na sua edição de hoje, a tal revista (não digo o nome nem faço o link porque não faço publicidade de coisas destas) publica uma grande entrevista com Sousa Franco, fotografado em ambiente familiar, na harmonia do lar e bem ao jeito do que gostam as mães de família Portuguesas.
Esta gafe, provocada apenas, pela morte permutara do candidato, é bem demonstrativa da encomenda que estava feita. Publicar uma grande entrevista com um candidato na véspera, (dia de reflexão), de um acto eleitoral é, no mínimo, intelectualmente desonesto.

11 de junho de 2004

Um dia Açoriano

A alvorada foi cinzenta, sobriamente Outonal.
Depois, choveu e trovejou como se de um dia de Inverno se tratasse.
Logo, o aparecer de uma nesga de céu azul e o chilrear dos pardais no velho Metrosidero do Campo anunciavam a Primavera.
O céu límpido e o mercúrio a subir no velho termómetro do canto da sala são prenúncio da chegada do verão.
Os Açores hoje foram aquilo que se costuma dizer.
"Quatro estações num só dia"

10 de junho de 2004

Dia da Raça

Porque hoje é dia de Portugal, e a respeito de algumas hipocrisias "porqui porli" denunciadas. Hoje os maiores autonomistas, e demais "biscaretas", todos os que mais reclamam da extinção do cargo de Ministro da República e da intromissão das figuras de Estado nos assuntos da Região, passarão hoje pelo Solar da Madre de Deus.
Não dispensam os Croquetes pagos pela potência colonial.

Na capital do Império, hoje deslocada para Bragança, o mais Alto Magistrado da nação imporá insígnias e comendas a mais de uma mão cheia de "tugas" distintos ou nem por isso. A soltura "condecorativa" iniciada por Mário Soares, este primeiro exemplo de politico "Pimba" que a nação conheceu, foi continuada pelo seu sucessor, ambos na esteira do pensamento do liberal D.Pedro IV em cujo reinado, e a respeito da distribuição de títulos nobiliárquicos a torto e a direito, se dizia:
"Foge cão que te fazem barão. Para onde? Se me fazem visconde!"

9 de junho de 2004

Vitória para Bush

Unanimous U.N. resolution wins time for new Iraqi government. Não sei se vem a tempo de salvar a carreira política do Presidente dos Estados Unidos da América, mas que é uma vitória, é.

Capital do Império

Estão 22ºC entre Alfama e a Costa do Castelo avisto a Praça do império na sua "pompa e aérea formosura". Do império resta "silêncio e escuridão e nada maís".

8 de junho de 2004

Globalização

Um comentário do Luís Silva Melo em resposta a outro do ToZé num "post" do nosso grande escriba João Nuno Almeida e Sousa, relembrou-me algumas vetustas cogitações sobre a Globalização e o movimento anti-globalização.
A Globalização, pura e, alcançada a sua plenitude, é a verdadeira Democracia dos mercados, com todos os riscos que se possam correr de perda de identidade de um qualquer Povo ou Nação, a Aldeia Global é, sem dúvida um conceito democrático. Às nações e aos Povos cabe a tarefa de, no largo do pelourinho da Aldeia, afirmarem as suas raízes e as suas tradições sem as impor seja a quem for.

A extrema-esquerda e a extrema-direita, que não dão nem podem dar lições de democracia a ninguém, são os mais ferozes defensores dos mercados fechados e grandes mentores dos movimentos anti-globalização.
Existe também uma franja radical, que eu classificaria como uma reencarnação do movimento hippy dos 60s, logo uma espécie de imitação made in China, que defende com unhas e dentes, os mercados fechados.

A Globalização é um caminho já iniciado e com um único sentido, é o caminho para a anarquia pura para a democracia total em que todos nos respeitaremos uns aos outros sem ter que plasmar normas em papel, em que a regra é aceite e respeitada por todos, em que a liberdade de cada um vai até ao limite da liberdade de cada outro.
A Aldeia Global é a realização da utopia dos Sec XV e XVI. A mesma Utopia por onde mais tarde Cunegundes e Cândido se haviam de passear e amar.

Paciencia

As noites de verão vão ser em Ponta Delgada

Liberdade

Não! Não fui à farmácia comprar aqueles óculos esquisitos (não sei se devia ter descrito isso) para ver o trânsito de Vénus. Não o fiz porque não quis. Assim, quando me perguntarem se vi o Trânsito de Vénus posso sempre responder que não vi porque não quis e deixar-me embebedar por essa sensação de liberdade. Além disso sempre posso ver da próxima que é já daqui a 121 anos.

7 de junho de 2004

Autonomia progressiva

Estamos no Verão quente de 75, o mote foi dado ontem, passo a passo o País vai caminhando verdadeiramente para a Liberdade, conquistada, finalmente, a 25 de Novembro do mesmo ano.

Vai-se configurando o regime autonómico, na esperança de uma autonomia Político-administrativa progressiva e tendente à Independência dos Açores.
As motivações económicas foram-se esbatendo e o sentir Açoriano foi-se redimindo às transferências do Orçamento de Estado.
A lei de finanças regionais golpeia de morte as aspirações de alguns e dá alento às de outros. Acabamos de conquistar uma autonomia de mão estendida.

"As Furnas" do Poeta da Açorianidade já não são nossas nem "as pipas de vinho" nem as "carroças de peixinho". E no leite? Manda Bruxelas. Com directório ou sem ele, com ou sem federalismo, com ou sem Europa das nações, é Bruxelas quem manda porque é Bruxelas quem paga.
A verdadeira conquista do poder autonómico passa pela conquista do poder económico nas Ilhas. O desperdício de recursos tem tornado esta autonomia financeira difícil de alcançar.
A Evolução da Europa para um modelo Federalista, pode ser um bom prenuncio para as pequenas nações europeias que anseiam o estabelecimento dos seus Estados independentes e soberanos.

Pesaroso?

Pesaroso com a ida de Peseiro para o Sporting. Há mais de uma semana que esperamos qualquer coisa dele. Os Citroen já não são o que eram.

4 de junho de 2004

Amores da cadela "pura"



Li o Primeiro Volume há alguns anos, na altura achei piada às tentativas de identificar as pessoas, o que não foi difícil graças à ajuda de familiares e ao conhecimento pessoal de alguns. O Alberto, o Tio Albano da Eira, como o chamava-vos em miúdos, foi o mais fácil de identificar, por razões óbvias. Depois foi ir andando de passo em passo até à meta final.
Confesso que provavelmente não releria Margarida Vitória se não tivesse saído essa segunda edição e segundo volume. Contudo, vou fazê-lo. Mas não, sem antes acabar uma empreitada que, já leva três semanas, com a obra completa do Cristóvão de Aguiar.

Tá boa iessa...

Com direitos reservados ao O Acidental, aqui fica uma das fontes inspiradoras do BE. Tanta imaginação. Primeiro foram buscar o logo-tipo a uma empresa de comunicações móveis Espanhola e agora um padeiro ao Brasil.
Caro amigo Abel, afinal o gajo não tem cara de "naiã" é de veado.

Uma questão de cultura

Recorde-se que os concertos de Júlio Iglesias estão sempre esgotados e que "é um privilégio para os Açores poder contar com um cantor com este impacto e com esta história", frisou ainda Berta Cabral, apelando à SATA para a realização de voos extraordinários para Ponta Delgada neste fim de semana, quer reforçando os voos inter ilhas quer do continente para os Açores

Mas será que há alguém de bom senso que acredite na possibilidade dos Açorianos comprarem bilhetes de avião, cujo mais barato são 101,68 euros, para vir a São Miguel assistir ao espectáculo de uma estrela apagada há mais de 15 anos. Isto é que é cultura! Sim Senhora "Presidenta" Ponta Delgada vai assim no bom caminho da "pimbalhação". Deste modo, nunca seremos a Capital Açoriana da Cultura.

3 de junho de 2004

Sopa ferrada

Sabiam que há tipos que são viciados em sopa ferrada. Sim daquela que fica queimada no fundo da panela.
Vêm cá comê-la tantas vezes que o "bravenet" fica empantorrado.

Está tudo explicado...

" Há um elevado défice cultural na região "
O principal problema da sociedade açoriana é o défice cultural existente no arquipélago. O presidente do parlamento açoriano diz que há muito trabalho a fazer nesta área ao mesmo tempo que diz ser necessário apostar na qualidade.


A falta de cultura de um povo explica muita coisa.
Explica, por exemplo, como é que um tipo como o Fernando Menezes chega a Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. E Eu que julgava que havia quotas para essas coisas e que ele tinha entrado por via da quota do Faial. Mas não foi! Foi porque o Povo inculto, democráticamente o elegeu deputado e depois os seus também democráticamente eleitos colegas o nomeraram e votaram.
Ando muito distraido.

Campanha eleitoral? Mas que campanha eleitoral?

Um destes jornalistas de ocasião abeirou-se de mim esta manhã e pediu-me que fizesse um balanço dos primeiros dias de campanha eleitoral. Não me aguentei. Muitas vezes o meu sentido de humor é mais forte do que eu. Que campanha? Estamos em Campanha? Para um dirigente partidário não é certamente a resposta mais adequada. Mas eu sou assim. Quase sempre meto o politicamente correcto pelo cano do esgoto e lá sai uma graçola. O certo é que o rapaz ficou tão desconcertado que seguiu o seu caminho em direcção a um qualquer outro cidadão mais cinzento do que eu que prontamente deu a sua sabia opinião sobre o assunto. Perdi uma oportunidade de ter uma fotografia no pasquim de amanhã.

Fiquei para ali refastelado às 11 da manhã com o meu café e água das pedras, à conversa com o meu amigo Zé Bernardo, o Pedro levou falta, hoje e ontem, na tertúlia da Tabacaria. Falamos do Júlio, sim deste mesmo o Guarda-redes Cantor do período pré Jurássico que por mão de Dona Berta Cabral vai dar concerto aos desconcertados de Ponta Delgada. Falamos também de eleições, destas eleições cuja abstenção, por mais que se esforcem os políticos será a maior de sempre.
O grande Povão é alheio às questões europeias e a classe média que sempre vai tendo alguma opinião, não irá prescindir de um bom fim-de-semana alargado, com uma ponte à Sexta-feira, para gozar uns dias de descanso e não vai regressar a casa mais cedo só para cumprir um dever cívico.
Além disso, anda-se a discutir se fulano é feio ou bonito, se sicrano chamou careca e caixa de óculos a sicrano, se o "penteadinho" vai para Bruxelas jogar golfe ou fazer politica, se o João Almeida devia cortar o cabelo e pedir desculpa ao Sousa Franco, se o Periquito de Sousa Franco é que tem culpa do défice ou se o Paulinho da feiras devia ter ido almoçar com o Cavaco de Boliqueime que quer, mas não quer, ser candidato a Presidente da República.

Anda-se a discutir se o apito amarelo e cartão vermelho são para a Força Portugal ou para o líder enferrujado do maior partido da oposição.
Anda-se a discutir se se diz ou não ao Manel o que quer que seja ou se o Louçã é ou não um padeiro de rolo na mão pronto para aquecer o pelo ao marido mal comportado.
Anda-se a discutir a baixa e pequena politica e não se fala das grandes questões europeias. Não se fala, porque o grande Povão está-se borrifando para essas grandes questões. O Povão quer é Bola e cerveja! À boa maneira de Roma antiga mas um pouco mais sofisticada. O campeonato da liga profissional é o Coliseu onde deambulam pela arena dois ou três leões esfomeados (Porto, Benfica e Sporting) e mais umas criancinhas vestidas com pele de cordeiro e uns quantos gladiadores, ( os outros clubes da liga) para serem humilhadas e comidos pelos leões. De vez em quando, lá de dez em dez anos, um dos gladiadores vence e logo se começa a falar de 4 grandes mas é coisa que passa rápida.

Não se fala de federalismo nem da Europa das nações, não se fala do IV quadro comunitário de apoio, não se fala do pacto de estabilidade e crescimento, da reforma da PAC, da reforma da politica comum de pescas, até já nem se fala da ZEE dos Açores.
E depois querem que o Povo vá às urnas.

2 de junho de 2004

Castro o grande democrata

Ali mesmo ao lado do terrível território anti democrático de Guantanamo, a nova Gulag, coabita uma democracia invejável onde o direito a pensar é um principio intocável. Ver aqui como, esse grande democrata que é Fidel Castro trata quem tem a ousadia de pensar, a lista tem mais de 9000 nomes.

Princípios para que vos quero

A esquerda Barnabéziana, publicou este post sobre um panfleto distribuído aos peregrinos de Fátima. Penso que o Presidente do Governo Regional dos Açores anda a visitar o barnabé e a aprender como se não deve fazer politica, mas de como se caçam votos pondo os princípios para trás das costas. O agnóstico Carlos César, arrumou as suas convicções religiosas na gaveta. Assuma-se Homem, não tenha vergonha de ser como é e de pensar como pensa. Ou já mudou de opinião?

They are mushrooming

Sim, de facto, a Blogosfera está a aumentar a olhos vistos por estas Ilhas dos Açores. Desta feita é Luís Anselmo, um economista, ligado à banca e ao PSD que já nos habituou a uma presença assídua no Correio dos Açores. Sejas bem vindo Luís, o link para o pari passu, já está ali ao lado nos blogues de São Miguel.
O texto "César e o Ecce Home" fica bem ilustrado com esta imagem cedida pelo João Nuno que levou algum tempo a produzir um texto sobre o assunto e que espero ansiosamente apareça a qualquer momento aqui.

Imcompetência na Lota de P. Delgada

Um barco ao fim de dez dias no mar chega a Ponta Delgada para vender o seu pescado na Lota e depara-se com um constrangimento. Não há caixas plásticas para a descarga. Alguém faz ideia quanto pode custar perder um dia de pesca? Alguém faz ideia quanto pode custar ao armador e aos seus tripulantes um atraso de 24 Horas na venda?
Eu explico:
A diferença do preço que pode atingir o peixe vendido em lota até à Quarta-feira de cada semana e que chega ao seu mercado final até Sexta-feira de manhã é bem diferente do preço que atinge o memo pescado vendido na Quinta-feira que apenas chega às Peixarias de Madrid ou Lisboa no Sábado de manhã.

A Embarcação "Ilha de Santa Maria" é das embarcações mais eficientes da frota Regional, nunca ficou mais do que 24 horas em Porto senão quando a sua tripulação vai de merecidas férias. Tripulação esta que hoje está de férias forçadas e perdendo o seu dia de trabalho por via da incompetência de quem tem o seu ordenado garantido no fim do mês.

Revolução precisa-se

"a remuneração média anual por médico foi de 33.827 euros, enquanto o pagamento por trabalho extraordinário ascendeu a 58.219 euros".
Pois claro, faltam ao serviço e depois repõem o atendimento em horas extraordinárias. Chamem-lhes tolos.
Os Açores não precisam de uma mudança, precisam é de uma Revolução.

Novo código do trabalho, urgente

No Centro de Saúde da Madalena do Pico "cada funcionário faltou, em média, 22 dias úteis por ano, por outro motivo que não as férias". E ainda há quem fale dos professores.

1 de junho de 2004

"o melhor do mundo são as crianças"

"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca."

Fernando Pessoa

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