13 de janeiro de 2011

Estás linda.

Hoje apetece mesmo passear pelas ruas da cidade, limpa, calma, cheia de sol e cor. Ponta Delgada hoje é a cidade onde eu sempre quis viver, ontem era aquela de onde eu queria emigrar.

12 de janeiro de 2011

Hibernar não é possivel.

Há animais que têm a faculdade de hibernarem nas épocas de escassez de alimentos. O Homem, único animal (até prova em contrário) capaz de usar a razão para viver melhor, comunicar com o seu semelhante e com o seu diferente, é porém um dos poucos que desperdiça o alimento quer quando há fartura quer na falta dele. A nossa hibernação chama-se armazenamento e distribuição.
 Nesta época de crise económica e financeira seria bom que quem tem a mais no lugar de desperdiçar, partilhasse com quem tem menos ou mesmo nada. Esta deveria ser uma época de partilha, cidadania e solidariedade, não de guerrilha política. A história ensina-nos que é na adversidade que prosperam os autoritarismos e totalitarismos. Entrar do facilitismo político trouxe-nos a esta situação da responsabilidade de quem nos governa, seguir o caminho fácil de uma oposição destrutiva e incendiária como o que temos assistido até agora é contribuir para levar o nosso Povo (mundo ocidental) ao estado de auto-destruição.

11 de janeiro de 2011

É pegar fogo e ver a casa a arder.

Anda por aí muito boa gente ansiosa, mesmo tipo troca a perna para não perder uma, à espera que entre o FMI por aqui dentro. Pois, muito embora este seja um dos piores governos que Portugal teve desde há muito, é indesejável a entrada do FMI em Portugal. Desde logo porque representa cortes salariais, despedimentos e aumentos de impostos e mais recessão e depois porque representa uma enorme perda de soberania. Quem anda por aí suspirando pela entrada do FMI é assim como uma espécie de Nero mas financeiro.

Afinal podemos descansar todos.

Não há Perigo de Golpe de Estado, segundo o jornal O Crime, as armas desaparecidas da Carregueira deverão estar nas mãos das máfias de Leste que actuam nos bairros de Lisboa.

10 de janeiro de 2011

Separação de poderes, coisa pouca para essa gente.



As teorias sobre a necessidade de organizar o Estado com base na separação de poderes, embora sejam atribuídas a Locke no Two Treatises of Government (1689) e a Montesquieu no seu L'Esprit des lois, publicado em 1748 são, porém, clássicas. Na verdade, já na antiguidade clássica Aristóteles de Estagira na sua mais divulgada obra, Politica, fazia menção a dois tipos de poderes ou duas realidades que se regulassem e arbitrassem uma à outra no governo de iguais por iguais, governo do Povo para o Povo ou democracia.

Na ordem jurídica portuguesa, a separação de poderes entra pela primeira vez na Carta Constitucional de 1826, a constituição portuguesa que mais tempo esteve em vigor sofrendo apenas quatro adendas embora promulgada pelo Monarca com o reinado mais curto da história de Portugal (ao fim de 7 dias, D. Pedro IV abdicou para sua filha D. Maria da Glória que viria a ser D. Maria  II de Portugal).
O Estado Português é, constitucionalmente um Estado de direito democrático e isso, além de outras coisas, quer dizer separação de poderes, o Legislativo, directa e democraticamente eleito e representativo da Nação, o Executivo que emana do legislativo e serve para executar a leis por aquele formuladas e o Judicial, os tribunais, que são um órgão de soberania e não uma classe de funcionários públicos como por vezes parece e que serve, também para além de outras coisas, para arbitrar as questões que, legisladas e executadas o sejam de forma contrária às leis e ao espírito delas. Sejam normas plasmadas em diplomas de maior ou menos valor ou simples hábitos e costumes, o chamado direito consuetudinário.

Os autoritarismos e os totalitarismos, ainda hoje e à semelhança do passado,  fundam as suas paredes na anulação de um ou mais desses pilares da democracia. Hitler, por exemplo, anulou o parlamento e só depois controlou os juízes. Deu no que deu. O mesmo se foi passando por essa Europa fora, com especial incidência na URSS de Estaline, na  Itália do Duce Mussolini, na Espanha do Generalíssimo Franco e no Portugal de Salazar, isso para falar de um passado não muito próximo mas também não muito longínquo.

Nos nossos dias, nos países em que a democracia ainda não ganhou lastro como é o caso de Portugal, Itália, Espanha e nos casos mais gritantes de algumas repúblicas ibero-americanas, é costume os partidos no poder executivo, desconsiderarem os outros poderes como o dos parlamentos, desdenharem nos parlamentares, levando o Povo a direccionar os seus ódios ao Estado não para quem executa mal as leis e usa mal os recursos financeiros, mas para os seus mais directos representantes e eleitos ou que parece um contra-senso. É também hábito, nos governos com tendências autoritárias, a desconsideração e desacreditação do sistema judicial, a desvalorização do órgão de soberania que são os tribunais e a tentativa de manipulação do sistema.

As leis devem existir para garantia da liberdade e segurança dos cidadãos, não para os condicionar e amordaçar. Quanto mais independentes forem os tribunais e os Juízes mais garantias temos de que a nossa liberdade não vai ser beliscada.

Vem este já longo post sobre a separação de poderes, a respeito da notícia que li há dias  no Económico sobre a tentativa do Governo de intervir junto do sistema judicial para ultrapassar a iniciativa que alguns grupos profissionais do funcionalismo público tomaram de desencadear mecanismos cautelares por causa do cortes nos salários. Vem também muito a propósito das declarações do advogado dos advogados sobre o mesmo assunto. A Ordem, como instituição não merece, obviamente, ser assim tratada.

Mais do que saber se os referidos cortes são constitucionais ou não, se estão dentro da lei ou não (se fossem efectuados por uma empresa privada seriam puníveis pelo código do trabalho e com grandes multas), importa garantir que caberá aos tribunais, na lógica da separação de poderes num estado de direito democrático constitucionalmente consagrado, decidir se sim ou não. Essa decisão não cabe nem ao Governo nem aos papagaios do regime, muito menos ao Sr. Bastonário.
O direito à justiça e à equidade no acesso à mesma, é constitucional, estão os grupos profissionais a fazer o que lhes compete, aos tribunais cabe decidir, ao Governo, neste caso, cabe-lhe apenas esperar pela decisão de outro órgão de soberania e agir em conformidade com o acórdão. Nem tudo pode ser feito em nome do interesse nacional, ou seja a bem da nação. Estava lindo.

9 de janeiro de 2011

Há coisas que não mudam.

No Grande Porto online, descoberto via 31 D'Armada.


Diz muito dos "nossos" políticos e dos "nossos"  negócios mas também diz muito das "nossas" ambições e do "nosso" sexo.

Acaba-se uma começa outra e relaccionadas.

Uma percentagem significativa (73%) dos visitantes deste blogue que se dignaram responder ao inquérito que esteve a decorrer na barra lateral, não concorda com a chamada remuneração complementar aos funcionários públicos dos Açores.
Como disse anteriormente, estes inquéritos valem o que valem, mas servem, pelo menos, para aferir alguma sensibilidade.
A partir de agora está a decorrer um novo inquérito neste blogue sobre as presidenciais. Algumas figuras da autonomia regional dos Açores têm tentado fazer do veto político à chamada remuneração complementar, uma guerra entre o centralismo e as autonomias. Tal disparate só podia mesmo vir das cabeças pouco iluminadas que durante anos pontapearam a mesma autonomia com desdém inclusive dos seus símbolos heráldicos. Mas, este é tema para outro dia.
Para essa gente que pensa assim das autonomias e do centralismo, e para quem qualquer coisa serve para criar um caso e uma guerrinha, é bom recordar que o resultado eleitoral do próximo dia 23 de Janeiro pode também ser lido na perspectiva de uma resposta do Povo sobre essa medida e sobre o desempenho do actual Presidente do Governo Regional na contenda com o ainda Presidente da República. Não seria a primeira nem a segunda vez que, depois de uma acusação de centralismo ignóbil, o Professor Cavaco Silva ganhava umas eleições nos Açores. Eu, por mim, não mexo o meu café com pau-de-canela.
A sondagem, aqui ao lado, decorre até às 12 horas do próximo dia 20 para dar tempo de a analisarmos e publicarmos um texto interpretativo ainda antes do dia de reflexão que será o Sábado 22 de Janeiro.

8 de janeiro de 2011

Sondagens.

Faltam poucas horas para encerrar a votação na sondagem aqui ao lado. Amanhã será lançada nova sondagem, sobre as eleições presidenciais.

Mais metralha demagógica do dr. Pinto

“Cada um tem o que merece” diz a gente na sua mais popular sabedoria. Nunca, na história da advocacia em Portugal, a classe, de doutos mais do que populares saberes, esteve tão mal representada e a respectiva Ordem tão mal guarnecida. Se é bem verdade que “cada um tem o que merece” não é menos verdade uma outra frase do popular saber que diz assim: “diz-me com quem andas e dizer-te-ei quem és”. Na verdade, foram cerca de dez mil advogados deste pobre país que escolheram o Dr. Pinho para os representar, não foram nem os políticos nem os malvados dos juizes nem sequer foi o Povo, nação anónima culpada de todos os males, por escrutínio secreto e universal. Obviamente, o Dr. Pinho deixou, nos bancos das escolas por onde andou, a maioria dos ensinamentos ministrados sobre uma razoável quantidade de assuntos que deveria ter sempre presentes. Esqueceu por exemplo sobre a separação de poderes, sobre a democracia (uma coisa que umas vezes dá jeito outras é uma maçada) e sobre os mais básicos princípios do direito e da filosofia do direito.
Enfim, o Dr. Pinho é um ignorante mal intencionado e feito com o regime (acho que nem no tempo da outra senhora foi assim tão escandalosa a subserviência) acabou representando uma classe que até agora era das mais prestigiadas do País e deitou ao nível da rodilha de limpar chão uma das poucas ordens profissionais que se fazia ouvir e conseguia exercer algum magistério de influência junto da opinião pública deste desgraçado país.
O título deste post foi honestamente roubado ao Pedro Soares de Albergaria, de leitura obrigatória sobre o mesmo assunto no Sine Die.

7 de janeiro de 2011

Ai Portugal, Portugal! de que é que estás à espera?

Uma reflexão entre a realidade e a ficção

Há notícias que aparentam não ter qualquer relação uma com a outra mas pode ser que até tenham.
Um amigo, bem relacionado no meio militar, disse-me, há alguns meses, que os militares se começavam a organizar e não excluíam a hipótese de, pelas armas, porém fim a este forrobodó em que o País vive há anos a esta parte.
Várias armas (não se sabe bem quantas) de calibre de guerra, desapareceram do quartel de Comandos da Carregueira, noticia o Expresso oneline.
Entretanto, os sindicatos (alguns, os menos conectados ao PS) entrepuseram acções com procedimento cautelar no sentido de suspender os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre o assunto. Acontece porém que hoje vem a público via jornal Económico, aquilo de que já se desconfiava há muito. O Governo não só pretende violar a constituição como pretende pressionar o poder judicial em nome do interesse nacional ou até mesmo desrespeitar as decisões desses tribunais (se as houver) em nome do mesmo interesse.
Como em Portugal ninguém acredita nas teorias da separação de poderes, as armas poderão ser a única solução.
As armas podem já estar na rua e o Povo, sereno como sempre, apenas vai assitir a mais um golpe de estado, pelas razões menos nobres, neste Portugal desgraçado sem sociedade civil e com uma plêiade de gente sentada à gamela do Estado (empresariado incluido).
É sempre bom recordar os mais distraídos que o 25 de Abril de 1974 ocorreu, apesar do que se possa dizer em contrário, porque os oficiais milicianos e algumas patentes de subalternos e capitães estavam descontentes com a sua situação remuneratória. Não foram os militares que estavam em África, nas diversas frentes de batalha, que se rebelaram, foram os que estavam no calor dos quartéis na metrópole mas achavam que ganhavam pouco.
As usual, money makes the world go around.

6 de janeiro de 2011

Não mexo o meu café com pau-de-canela.

Pois é meu caríssimo ToZé, eu não voto Pingo Doce porque sou mais pelo produto regional, voto na Manca ou na Gilda, depende dos humores da hora.

Malabarismos sem fim.

A ideia-chave para que em 2011 se comece a sair do impasse em que o País e a Europa se encontram é só uma: não será com as pessoas, nem com as instituições, nem sobretudo com as ideias que nos conduziram à crise que conseguiremos sair dela.(...)
A ler na integra Manuel Maria Carrilho, no DN. O bold é da minha responsabilidade.

No âmbito deste, mais do que oportuno, artigo escrito por um dos mais lúcidos pensadores contemporâneos, é sempre bom lembrar às gralhas, papagaios, periquitos e principalmente à aves de rapina do regime, que estão prestes a eleger (seja qual for a escolha entre as alternativas se é que as há) mais um do regime para completar mais cinco anos de magistratura de influência. Ou seja, mais um dos mesmos de sempre para um lugar inútil como sempre e com os resultados catastróficos de sempre. Não se espere, por isso, mudanças no estado do País, pois se não mudarmos as práticas, os paradigmas, os protagonistas, os resultados serão, certamente, os mesmos de sempre.
O mesmo se aplica à Região Autónoma dos Açores onde, mais do que nunca, faz falta agitar as águas, separar o trigo do joio, a fruta podre da sã e dividir os ovos por muitos cestos.
Os tempos de crise, a história demonstra-o à saciedade, são tempos de grandes mudanças e propícios ao aparecimento de nacionalismos exacerbados, radicalismos raciais e político-religiosos, autoritarismos disfarçados e totalitarismos consentidos.
Tenhamos a inteligência e o sentido crítico de mudar antes de cairmos nessas tentações.

3 de janeiro de 2011

O ano da factura ainda não foi 2010.

Mais grave do que a recessão económica, do que o amento da carga fiscal, do que o aumento dos preços generalizado, a caça à multa e da diminuição dos vencimentos, é o crescimento exponencial do conformismo. Esse sim o verdadeiro perigo social que espreita à esquina deste 2011.

2 de janeiro de 2011

Nova sondagem aqui ao lado.

Concorda com a remuneração complementar aos funcionários públicos que auferem entre 1500 e 2000 euros mensais? Vote em consciência e não por conveniência.

1 de janeiro de 2011

2011

Que venha saúde, já que de resto nos espera um enorme aperto de cinto. Para já 1 ponto percentual no Iva e dois cêntimos nos combustiveis.

30 de dezembro de 2010

Sondagem fechada.

Berta Cabral      144 votos 53%
Vasco Cordeiro   84 votos 31%
Sérgio Ávila        21 votos   7%
José Contente      19 votos   7%

Total de 268 votos apurados.

Estas sondagens nos blogues valem o que valem. Porém, é como aquela ideia do  “no creo en brujas pero que las hay, las hay”.
Perante os protagonistas em causa e para os leitores deste vosso humilde blogue, Berta Cabral leva uma grande vantagem.


Vale o que vale, mas...

...vale sempre a pena lembrar que a votação aqui ao lado acaba dentro de um par de horas.

29 de dezembro de 2010

Todos diferentes, todos iguais.


Quando eles começam a dizer que não querem é como aquele ditado antigo que diz:"Quem desdenha quer comprar".

25 de dezembro de 2010

INRI

O que se pode dizer sobre os dias que correm, é que o socialismo agnóstico, aburguesando e apropriando-se do essencial do natal, transformou o nascimento de Jesus Cristo Rei dos Judeus na festa da hipocrisia e do sms. Convém, por isso, lembrar os mais esquecidos que nós comunidades cristãs, hoje comemoramos o nascimento de Cristo o Salvador.

Happy Christmas

24 de dezembro de 2010

"O Pai Natal veio à Cidade"

Um Robin Hood ao revés.

«….61 por cento dos 2,2 mil milhões de euros [de ajudas aprovadas em 2009 pelo Governo para combater os efeitos da crise internacional em Portugal], foram para a banca, 36 por cento para as empresas e um por cento para o apoio ao emprego.»(p)
.
é este o estado social que temos e que Sócrates e o seu manga de alpaca Teixeira dos Santos tem sustentando.Uma notícia destas seria capa num país onde a imprensa fosse livre. Ou onde os cidadãos se interessassem em saber porque pagam, para quê e quem beneficia do seu dinheiro.  Mas a bovinidade geral leva a que se aceite que se torrem milhões em benefício de quem andou a fazer asneiras e que devia ter sofrido as consequências no seu património (como qualquer cidadão) mas que viram tal evitado por decisão de Teixeira dos Santos/Sócrates que foram a correr tirar mais dinheiro aos portugueses para ajudar os amigos. É este o estado social : roubar a quem trabalha para dar a parasitas.

Um post honestamente roubado do Blasfémias.

23 de dezembro de 2010

Um Homem com os ditos cujos no lugar.

O Deputado Regional do CDS/PP, Pedro Medina,  absteve-se na votação da reconfirmação da remuneração complementar, hoje no Parlamento dos Açores, violando assim a disciplina de voto (“carneirismo” anti-democrático). Segundo o site da Rádio Atlântida esse episódio, poderá chegar ao Conselho de Jurisdição Nacional, revelou hoje fonte do partido.

Da consciência ou da falta dela.

A respeito da remuneração compensatória e da sua tremenda injustiça social apetece-me apenas citar Torga numa pequena passagem do seu diário nº XVI, escrito em Coimbra há 20 anos. “…A hora é dos felizes que, acomodados no conforto de qualquer manjedoira, nem sequer têm má consciência da sua má consciência.”

22 de dezembro de 2010

Chegou o Inverno.

Foi a noite mais longa do ano, resta-nos o consolo de que os dias vão começar a crescer.

18 de dezembro de 2010

Sempre em frente para o abismo.

É óbvio que o facto do PSD não querer tirar do texto constitucional a frase “caminhar para o socialismo”a mim não me surpreende embora me entristeça. Eu costumo dizer aos meus amigos do PSD que são de direita e que falam como se fossem de direita, que eles estão no partido errado. Por vezes acredito que, de facto, o PSD é um partido mais à direita do que o PS, por outras fico com a sensação de que tinha toda a razão quando nos anos 80 e 90 do século passado dizia que o regime do PSD nos Açores e na república  era uma espécie de comunismo católico do Dr. Mota Amaral e do Professor Cavaco.
Na verdade, a única evolução foi no sentido das privatizações de alguns serviços mas sempre em regimes de monopólio e com acções douradas. Além disso essas privatizações não foram feitas por crença política mas por necessidade orçamental.
Leia-se, obrigatoriamente o seguinte texto do Duarte Calvão no Corta-fitas.
Sempre "a caminho do socialismo"

17 de dezembro de 2010

Post honestamente roubado ao Rui Rocha.

Não resisti a publicar aqui e na integra o último post do Rui Rocha no Delito de Opinião.

Um estudo que acaba de ser divulgado revela que 314.000 portugueses com idades compreendidas entre 15 e 30 anos não têm qualquer actividade. Nem estudam, nem trabalham. A, assim chamada, geração nem-nem não é um fenómeno exclusivo de Portugal. Um pouco por todo o Mundo tem sido identificada a mesma realidade. Tipicamente, esta é uma geração potencialmente melhor preparada do que as que a precederam e, aparentemente, muito segura de si. São, todavia, presa fácil da degradação do mercado laboral e não conseguem encontrar uma saída airosa, nem combater este estado de coisas. Os sociólogos identificam uma característica muito comum neste grupo: a inexistência de qualquer projecto de vida. As manifestações mais evidentes são a apatia e a indolência. O que os trouxe até aqui? Um ambiente familiar extremamente tolerante, um sistema educativo permissivo e desajustado das necessidades do mercado de trabalho e um contexto geral de facilitismo e de bem-estar que hoje sabemos ser insustentável. A Teresa, há dias, trouxe-nos aqui uma das justificações para que vagas disponíveis não sejam preenchidas: os baixos salários. É uma das faces do problema. A outra diz-nos que, para um grupo mais ou menos numeroso, é muito mais confortável viver à custa dos pais. Os salários são de miséria? É verdade. Mas, não são uma sentença perpétua. E não será  também uma miséria passar o dia a jogar wii e a colocar mensagens idiotas no mural do Facebook? Esta gente tem de saber o seguinte:
- as gerações anteriores estão absolutamente instaladas e não vão prescindir dos direitos adquiridos. Solidariedade inter-geracional? Bah!
- é provável que os pais não possam continuar a sustentá-los;
- o Estado não vai poder sustentá-los;
- o esforço e o trabalho não são uma vergonha. Qual o santo que terá dito a certa gente que é 'cool' não estudar e fazer disso bandeira no bar da escola, ao qual se chega arrastando os pés, de braços caídos e com as calças a cair pelas pernas abaixo? Essas cuecas são Tommy? Uma coisa te digo, Tiago Filipe: a Andreia Paula, sim aquela dos olhos verdes de quem não tiras os olhos, cansa-se facilmente de morcões. Põe lá as costas direitas e o passo firme!
- com todas as críticas que se possam fazer o estupor do país tem algumas coisas boas. A educação é quase de graça. Aproveitem. É das poucas coisas grátis que a vida vos vai dar. Lembram-se do vosso Avô? Pois, combateu na guerra colonial. A vossa avó criou cinco filhos quase sozinha. A vossa mãe passou fome. E o vosso Pai trabalhou numa empresa metalúrgica, com pouco salário e nenhuns direitos. Vidas um bocadinho mais difíceis, não? E deram-lhes a volta.
- as novas oportunidades não valem nada. Se não podem trabalhar, estudem. Mas, estudem coisas sérias. O mercado laboral não é estúpido e sabe distinguir.
- um emprego conquista-se. Mandem currículos, dirijam-se a empresas, batam às portas. Mandaram mil candidaturas? Mandem mais dez. Todos os dias. Não conseguem emprego? Façam voluntariado. Dar é receber. Nem que seja experiência e contactos.
- o que aí vem é pesado. É importante que cada um faça a sua parte para, depois, ter legitimidade para reclamar. O teu pai vive do rendimento mínimo? Tu não o vais ter!
Não tomo a parte pelo todo. Todos os dias me cruzo com gente jovem de enorme valor. Mas, o dado sociológico é que a parte está a a crescer. Em direcção a lugar nenhum.

16 de dezembro de 2010

Resultados da greve geral do mês passado?

O  Governo  vai ajudar as empresas a flexibilizarem os despedimentos.
As empresas vão pagar mais um imposto indirecto sob a forma de fundo.
Portugal, é um caso perdido e a retórica das 50 medidas inócuas não acalma nem mercados nem os nossos parceiros europeus. Somos cada vez mais o fundo do poço.

O estado da Região


Afinal quem tem razão?
A remuneração compensatória criada pelo Governo Regional é constitucional ou não?
Esta medida poderá prejudicar os Açores no plano nacional?
Quais as consequências?
“O Estado da Região” promove o debate esta semana com os comentadores Carmo Rodeia, Carlos Melo Bento, Pedro Arruda e Nuno Barata.
Esta quinta-feira, às 20H50 .

O estado da Região de hoje pode muito bem ser o debate que falta fazer neste inicio de século sobre as relações do Estado com a Região. Os neo-independentistas e os neo-autonomistas, renascidos qual Fénix das cinzas da crise, com licença de politólogos da subsidiariedade tirada nos pacotes da “farinha amparo.” Um programa a não perder e onde, sinceramente, preferia ficar de fora e “cagar sentença” depois do fecho da emissão.

Sublime melancomia...

Estou com medo: será que o WikiLeaks tem provas de que tomei uma bezana em 88 com uma garrafa de Martini  - episódio que me afastou para sempre desse glamoroso néctar e das suas possibilidades de sedução? Mais: será que o WikiLeaks sabe e vai divulgar ao mundo que em miúdo era do Belenenses e pedi ao meu pai,  com infinito temor, para mudar para o Benfica? Será que amanhã vou comprar o "El País" e topar que se tornou público que já gostei dos Bros e do Climie Fischer e que só depois é que passei para um universo musical, digamos, um bocadinho mais denso ao ouvir "Kiss Me Kiss Me Kiss Me", dos Cure? E não sou só eu que estou com medo: a vizinhança também está. O filho da Dona Odete, machão encartado, receia que se conheça a sua aventura homossexual aos 17 anos com um primo de Setúbal. O dietista do 2.º esquerdo treme só de pensar que o mundo vai comentar o seu vício das trufas de chocolate belga. O intelectual do rés-do-chão tem ataques de pânico ao imaginar que os seus tertulianos amigos podem vir a perceber que, enquanto lê o seu Zizek, tem a televisão sintonizada no Dr. Oz. Para agravar mais as coisas o Gonçalo Amaral ainda veio comunicar que há um satélite em cima do Algarve e do Norte de África que vai trazer mais provas contra os McCann. A gente pergunta-se: será que não há outros satélites por cima de nós a gravar tudo o que fazemos - para reproduzir mais tarde, em sessões de fazer corar o Zé Carlos do talho? Tenho medo. Tenho muito medo.

15 de dezembro de 2010

Região fica sem orçamento para 2011

Por causa da compensação remuneratória a Região fica sem orçamento para 2011 aprovado uma vez que, segundo o Diário de Notícias oneline, o "Representante da República para os Açores, José António Mesquita, vetou hoje politicamente o Orçamento Regional para 2011, onde se inclui a norma que cria a remuneração compensatória para os funcionários públicos da administração publica regional".

12 de dezembro de 2010

The Fletcher Memorial



The Fletcher Memorial Home (Waters)

Take all your overgrown infants away somewhere
And build them a home, a little place of their own.
The Fletcher Memorial
Home for Incurable Tyrants and Kings.

And they can appear to themselves every day
On closed circuit T.V.
To make sure they're still real.
It's the only connection they feel.
"Ladies and gentlemen, please welcome, Reagan and Haig,
Mr. Begin and friend, Mrs. Thatcher, and Paisly,
"Hello Maggie!"
Mr. Brezhnev and party.
"Scusi dov'è il bar?"
The ghost of McCarthy,
The memories of Nixon.
"Who's the bald chap?"
"Good-bye!"
And now, adding colour, a group of anonymous latin-
American meat packing glitterati.

Did they expect us to treat them with any respect?
They can polish their medals and sharpen their
Smiles, and amuse themselves playing games for awhile.
Boom boom, bang bang, lie down you're dead.

Safe in the permanent gaze of a cold glass eye
With their favorite toys
They'll be good girls and boys
In the Fletcher Memorial Home for colonial
Wasters of life and limb.

Is everyone in?
Are you having a nice time?
Now the final solution can be applied.

11 de dezembro de 2010

Insiste, persiste e não desiste.

Todos os dias 4 de Dezembro desde a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, alguém se lembra daquela coisa da AD que misturou monárquicos, Social-democratas e Democratas cristãos e que acabou por dar certo porque durou pouco.
Na verdade, não fora a prematura morte de Sá carneiro e, provavelmente, a AD tinha sido um fiasco igual à coligação Barroso/Portas, Portas/Santana, isso para não falar do famigerado governo do Bloco Central que reuniu a nata da nata da elite portuguesa e que nem por isso levou o País ao bom caminho. Ao invés, levou-nos a 10 anos de “boliqueinismo”.
Agora voltaram os líderes do PSD e do CDS a falar da coisa, numa espécie de esperança de que seja desta que vai resultar. Essa gente nunca ouviu aquela historio do “ nunca voltes ao lugar onde já foste feliz”? E já que estou numa de lugares-comuns, essa gente também nunca leu Gandhi e aquela célebre frase sobre a história que diz assim: “ Se queremos progredir não devemos repetir a história mas fazer uma nova história”?
Pronto, eu sei, são dois lugares-comuns. Mas, bolas, pensem só um bocadinho nisso se fazem favor.

Pink Floyd - Wish You Were Here



Wish You Were Here (Waters, Gilmour)

So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

10 de dezembro de 2010

Nada para lá do meu umbigo.

O caso Vale de Almeida é mais um daqueles casos que  pouco ou nada dignificam a instituição parlamentar e a política em geral.
Menos ainda abona –se é que há abono possível - à comunidade gay/lésbica a que o Professor Miguel Vale de Almeida pertence e defende com as unhas roídas e os dentes ralos.
Nada impende que os políticos eleitos representantes da nação tenham uma agenda pessoal. Nada obsta a que essa agenda seja de cariz sexual de género ou religiosa, para com a sua freguesia o bairro, o clube dos amigo de Apolo ou simplesmente para comer a secretária boa do grupo parlamentar. Importa no entanto que essa agenda pessoal não se sobreponha aos mais altos desígnios da nação para e pela qual o eleito tem que trabalhar e é por isso que é eleito por escrutínio secreto e universal e não escolhido paritariamente.

Ao demitir-se ao fim de um ano de mandato por entender que está cumprido o seu desígnio (a defesa dos direitos da “paneleiragem”, permitam-me a boçalidade por ser um direito que me assiste), o Deputado da nação, não só reduz os interesses nacionais a esse facto como se revela portador de um enorme “umbiguismo”.  Espero bem que, de futuro” e ao ir a votos, a nação se lembre bem deste caso, mais um do tipo “limiano” a conspurcar as já pouco límpidas águas da política à portuguesa.

Um ano no Parlamento

Missão cumprida num ano e ainda  há quem queira mandatos  maiores do que 4 anos. Isto é o que pode chamar de uma rapidinha.

Hoje há 62 anos.

Em 10 de Dezembro de 1948, três anos depois do fim do Holocausto e da segunda grande guerra e com Stalin procedendo a sucessivas purgas dos seus opositores (hoje há quem defenda que foram mais de 20 milhões de execuções), foi adoptada pela Organização das nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, provavelmente uma das datas mais marcantes no que à promoção dos direitos humanos concerne.
Embora existam antecedentes e episódios que remontam a quinhentos anos antes de Cristo como é o caso do Cilindro de Ciro, mais uma vez o Novo Mundo marca  a história  do pensamento sobre a liberdade e o respeito pelos direitos dos cidadãos. Na verdade, a história  da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 48 do século XX, começou com a Declaração dos Direitos (dos Cidadãos) da Virgínia a 12 de Junho de 1776 e que é reforçada pela redacção de Thomas Jefferson na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, a 4 de Julho do mesmo ano.
Por influência da Revolução Americana a Assembleia Nacional Constituinte da França Revolucionária, aprova, no ano 89 do mesmo século a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em cujo artigo primeiro se pode ler: “Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum”.
 Comemorar essa data é porém, ainda, um simples acto de fé. O Homem, único animal capaz de usar a razão, continua como dizia Hobbes a não ser grande coisa e a usar essa razão não como meio de concórdia mas, ao  invés, como instrumento de discórdia e até desordem.
Em 1998 a Assembleia da República, aprovou uma resolução que institui o dia 10 de Dezembro como Dia Nacional dos Direitos Humanos.

Post scriptum: Este texto continua em novas entradas.
Post scriptum 2: Afinal, se calhar, até não continua, estou a ver que não vale a pena.

9 de dezembro de 2010

Meu querido São Nicolau...

... eu até me tenho portado bem e fazem-me falta uns blocos de notas, moleskine plain notebook.


Obrigado meu querido Pai Natal.

8 de dezembro de 2010

7 de dezembro de 2010

Seja solidário com a fajãzinha.


BANIF NIB 003800005071886530109   IBAN PT50003800005071886530109 transferências internacionais codigo SWIFIT ( BNIFPTPL) Junta Freguesia Fajãzinha
para facilitar a tarefa da Junta de Freguesia no envio da declaraçao aqui segue o mail para onde devem enviar os dados após a transferencia , convem que insiram o nome o contribuinte morada contacto e montante. solidariosfajazinha@sapo.pt

6 de dezembro de 2010

Cesar 1 Cavaco 0

Carlos César acusa Cavaco de "dividir os portugueses" e tem toda a razão. Carlos Cesar está, porém, a dividir os Açorianos em duas classes  bem diferentes,  os filhos da mãe e os filhos da outra, sendo que os filhos da outra é que pagam para manter as regalias dos filhos da mãe. Como sempre foi.
No fundo ninguém está preocupado com o estado do Estado, mas sim com o estado dos votos. César vai bem na frente nessa guerra, mesmo que perca a batalha e seja proibido de compensar os funcionários, já ganhou os votos e as simpatias desse rebanho. Cesar poderá sempre dizer que queria aplicar a medida mas os centralistas não deixaram, os portugueses não quizeram pagar.
Na arte da guerra, a isto chama-se "dividir para reinar" e neste caso será dividir para "republicanar" que essa gente não tem nível para outra coisa.

5 de dezembro de 2010

Alphaville - Forever Young (with lyrics)

O Mundo gira ao contrário.


Foto DN oneline
No país dos cortes no abono de família dos mais pobres e da contenção dos gastos com a saúde, o mesmo estado social vai gastar dinheiro com um Kit gratuito para a inalação de drogas (cocaína) numa medida (dizem eles) de luta contra a sida. A notícia está no DN e foi lida via 31 D'Armada.

4 de dezembro de 2010

30 anos 30 para memória futura.


Eu tinha 14 para 15 anos e já andava nessa coisa dos partidos. Nisso pode dizer-se que sou pré-jurássico o que é o mesmo que dizer que o meu tempo político passou ou que não chegou sequer a ser tempo.
A minha prodigiosa memória, que umas vezes me ajuda outras me atormenta, não me deixa, porém, esquecer que muitos dos que mais tarde se juntaram e se foram juntando para fazer coro em busca do “tacho” perdido que hoje são a “nata “de uma leite azedo de velho, na altura estavam mais preocupados com os berlindes e com os piões, só quando acabaram os estudos e era preciso arranjar emprego se lembraram de exercer a cidadania e se sentiram importantes para a polis.
Passava pouco das seis da tarde nos Açores, estava na sede do então PPD Açores, na Rua de Santa Luzia que era simultaneamente a sede de Campanha do General Soares Carneiro. Era o dia do encerramento da campanha e esperava-se uma enchente na Praça do Pedro IV (Rossio),  por parte dos apoiantes do General Eanes. A RTP-A ia adiantando pormenores que nessa altura não havia lugar a directos. Estavam presente o Dr. Jaime Cabral (meu querido amigo) Director de Campanha, O Sr. João Vasco Paiva (Deus o tenha), a D. Zizi e a Maria João sua filha. Nem mais viva alma.
O Dr. Mota Amaral não se havia empenhado na campanha de Soares Carneiro, fez mesmo uma declaração televisiva muito infeliz sobre o assunto e a mensagem que passava, à boca pequena, é que ele estava empenhado na reeleição do General Ramalho Eanes. Foi o meu primeiro embate com a hipocrisia e a ética na política (esse assunto nunca mais deixou de me atormentar).
Dali a instantes corria a notícia de que o avião em que seguiam Sá Carneiro, Primeiro-ministro e Amaro da Costa, Ministro da Defesa e respectivas companheira e mulher bem como a comitiva, se havia despenhado não havendo sobreviventes.
Um balde de água fria caiu em cima de todos nós, perdera-se toda a esperança na eleição de Soares carneiro e o País órfão de um Primeiro-ministro carismático cairia numa profunda crise política. A sede do PSD encheu-se nas horas que se seguiram, eu desapareci.
Na segunda-feira seguinte juntei-me a um grupo de rapazes uns mais velhos outros mais novos e fechamos o Liceu (escola secundária Antero de Quental) em sinal de luto. Dali seguimos para a Escola (Escola secundária Domingos Rebelo) e fizemos o mesmo. Foi a nossa forma de manifestar o pesar pela morte prematura de uma figura do Estado na qual toda uma geração depositava enormes esperanças.


Bom tempo procura-se.

Barreiro da Faneca-StªMaria -Açores
Barreiro da Faneca-Santa Maria Island-Azores
Preciso, urgentemente, de bom tempo. Pode ser frio que não se espera outra coisa nesta altura mas, pelo menos, um céu azul. O bom tempo é o meu farol.

3 de dezembro de 2010

Efeitos da crise




Os Cantos ou Os Canto?


Já foi lançado e já estava nas bancas e na minha mesa-de-cabeceira. É uma interessante embora romanceada história de um Homem que tentou, como tantos outros, mudar um pouco os destinos desta santa terrinha. Deu, como não podia deixar de ser, “com os burros na água” mas deixou um legado que mais nenhuma figura foi capaz de deixar.
O título da obra não me parece muito correcto, Os Cantos, não deveria ser Os Canto? Lá estou eu armado em purista da língua portuguesa quando nem as vírgulas sei colocar. Pois Alevá!

2 de dezembro de 2010

Menos um dos obrigatórios.

Parece que O Jumento se vai. De facto, a blogosfera portuguesa fica um nadinha mais pobre. Também na "blogolândia" o período é de contenção.

F(IFA)MI

A Federação Internacional do Futebol Amador, acabou de decidir em prol do equilibrio das contas públicas de Portugal e Espanha.

R.I.P Ernâni Lopes

Imagem RTP.pt

Morreu hoje levado de vencido pela doença o antigo Ministro das Finanças e economista Ernâni Lopes. Um nome incontornável entre aqueles que teimam em pensar Portugal e para ele encontrar soluções, mesmo que isso signifique pregar no deserto.

Más notícias para o sector das pescas.

O preço dos combustiveis incluindo o gaz butano sobem amanhã.

Uma boa notícia para o sector das pescas.

As quotas do pescado vão manter-se em 2011 e 2012.

29 de novembro de 2010

Essa gente não aprende a separar águas?


Em causa, a interrupção na transmissão, em directo, das declarações finais sobre o Plano e Orçamento, na passada semana, que originou um protesto formal do Parlamento.O Conselho de Redacção vem, agora, dizer que a atitude do poder político revela "prepotência, arrogância e desrespeito pelos jornalistas".O longo comunicado do Conselho de Redacção considera que o que se passou na noite de quinta-feira, no Parlamento, ficará para a história como um dos dias mais negros da RTP /Açores.Em causa, o protesto formal da Assembleia Legislativa, pelo facto da televisão ter interrompido a transmissão, em directo, das declarações finais sobre o Plano e o Orçamento, para emitir o Telejornal.Os jornalistas da RTP dizem-se "ultrajados e envergonhados" pela "prepotência, arrogância e desrespeito", demonstrados pelo poder político.O Conselho de Redacção considera "inadmidssível a intromissão do Parlamento nos critérios editoriais da RTP, e, lamenta a subserviência da Direcção da empresa que decidiu transmitir, na íntegra, as mesmas declarações, no dia seguinte".Os jornalistas do canal regional lembram que a RTP disponibilizou à Assembleia uma janela de quatro horas para a transmissão das declarações, mas, o Parlamento optou por "esticar a corda" para permitir que a intervenção do Presidente do Governo entrasse pelo Telejornal, em directo.O Conselho de Redacção manifesta, por isso, a sua solidariedade e apoio ao Chefe de Serviço de Informação da RTP, João Soares Ferreira, que, entretanto, se demitiu, na sequência desta polémica.

Fez muito bem o João Soares Ferreira em demitir-se e faz muito bem o Conselho de Redacção da RTP tomando esta posição pública e peremptória

26 de novembro de 2010

Ganhou o PS mas...

O advogado nortenho Dr. Eduardo Vieira ganhou com 60% dos votos as eleições para a secção regional da ordem dos advogados. Ganhou o PS mas o menos PS de todos.

O PS já ganhou.

A Ordem dos Advogados escolhe hoje o seu novo Bastonário que por puro acaso até será, prospectivo eu, o velho.
Aqui nas nossas Ilhas também vai a votos a secção. 3 Listas concorrentes, 3 nomes indelevelmente ligados ao Partido Socialista, a extensão “azorica” do Grande Oriente Lusitano.


E o mesmo se vai repetir enquanto houver este Governo.

Tribunal de Contas alerta que Aeroporto de Beja avançou sem garantias de viabilidade

No Público oneline e em muitos outros sítios.

22 de novembro de 2010

Fim de tarde na Feira do Livro.

Ontem fui à tradicional Feira do Livro que o meu amigo José Carlos Pacheco, apesar da crise, insiste e bem, em promover. Por lá, além do maior cronista da nossa praça que, por puro acaso é meu primo, com quem tinha combinado lá encontrar-me, encontrei ainda o meu querido amigo Manuel Melo Bento, filósofo e artista plástico de reconhecido mérito com quem me travei de razões sobre o estado a que chegou esta choldra a que chamamos país. Na verdade, tal como na caserna da GNR se mandam os superiores para o “Cesto da Gávea” sem que um Juiz o entenda como ofensa, também nós chamamos ao País uma bosta com M e ao Primeiro-ministro e alguns dos seus correligionários o cardápio todo de epítetos menos elogiosos que o calão contem. Eu e o Melito temos um poderio de coisas em comum, uma delas é termos o coração ao pé da boca.
A Feira não traz grandes novidades, infelizmente, embora essa seja uma boa notícia para benefício do meu orçamento familiar que, obviamente, agradece.
Encontrei o meu velho companheiro de lides televisivas, charutos e tertúlias, de conversas na Praça Velha e de “bloguices” Francisco José Viegas. Não andava por lá em busca de livros, andava dentro dos seus Livros, entre o Crime em Ponta Delgada e O Mar de Casablanca.
Encontrei ainda, nos corredores, o poeta Emanuel Jorge Botelho, às voltas com as letras dos livros esses amontoados de papel e tinta que nos dão tanto prazer e paralelamente nos atormentam. Quanto mais sabemos, menos sabemos ou mais insignificantes nos sentimos. Feliz é o pobre de espírito, o ignorante que na sua falta de saber julga ser gente, julgam alguns até que o Mundo não vai além deles, que são o seu centro e a sua esfera de influência. Falamos de livros, livrarias, autores, de Fernando Aires de Vamberto Freitas e da Biblos, essa grande livraria que abriu em Lisboa tão depresa como fechou e que prometia ser, como tudo em Portugal, a maior livraria da Europa, a mais completa estante do mundo na melhor rua da melhor cidade com o maior balcão e o maior não sei quê. Portugal é o país da maior qualquer coisa. O País do maior tiro no maior pé.

Mesmo a tempo da Greve Geral

Os dois blindados que o Ministério da Administração Interna (MAI) comprou para a Cimeira da NATO já estão em Portugal, apurou o DN.

Gosto mesmo é daquela parte dos smile.

FLA em resposta à FLAD.


Num post scriptum do editorial da edição Outono/Inverno da revista Paralelo, órgão oficial da FLAD, Fundação Luso-Americana para o desenvolvimento, pode ler-se com todo o desplante da editora (a inenarrável ex-Ministra de educação Maria de Lurdes Rodrigues) o seguinte: “A FLAD a cujo Conselho Executivo presido desde Maio, tem um passado de intervenção e de apoio ao desenvolvimento económico, cientifico e tecnológico do país, em geral e dos Açores em particular.”

Alguém me aponta e situa no tempo um exemplo relevante, um apenas, de um evento, atitude, apoio, ou seja lá o que for que a FLAD tenha proposto, promovido apoiado, nesta santa terrinha que é um dos principais fundamentos para a existência da referida fundação. Um só, vai lá, não deve ser muito difícil.

21 de novembro de 2010

Antolhos?



Imaginemos que os protagonistas dos episódios retratados eram W. Bush e Mota Amaral e um Cão de Fila-de-São Miguel. O que não diria o cosmopolita Deputado da Região de tais parolices.

20 de novembro de 2010

Aliança do Pacifico e Índico?

No rescaldo da cimeira da NATO e das muitas reuniões bilaterais e decisões tomadas à margem da mesma e da redefinição do conceito estratégico da OTAN, gostava só de deixar duas notas para reflexão que são de todo importantes.
Primeiro quero lembrar os mais críticos do atlanticismo que é a esse que se devem 60 anos de paz na Europa com excepção dos Balcãs onde a culpa da instabilidade e guerras é mais da parte oriental do Atlântico do que propriamente daquela que os anti atlanticistas empedernidos odeiam.
Segundo, o conceito estratégico agora aprovado e discutido há muito no seio da OTAN, ficará sempre ligado ao nome da cidade de Lisboa. Porém, nunca uma revisão do conceito estratégico da OTAN esvaziou tanto a importância de Lisboa e do Atlântico no seio das suas intervenções. Aliás, a escolha de Lisboa é simbólica nesse sentido.

16 de novembro de 2010

É Jumento mas não é burro.

Precisamos de produzir
Tudo no nosso país está especializado no consumo, os empresários bem sucedidos são os que têm empresas que vendem crédito ou bens de consumo, os programas eleitorais são programas de consumo, os debates orçamentais centram-se no consumo. Toda a sociedade está especializada no aumento do consumo, a própria democracia é alimentada por uma classe política mais preocupada em ter sucesso e aumentar o seu padrão de consumo do que com os problemas do país, é uma democracia do Audi, do Mercedes e do BMW.
Mesmo quando o grande problema do país é não gerar riqueza suficiente para manter os padrões de consumo a que se habituou não se ouve uma única voz a questionar a economia portuguesa na perspectiva da produção. Não se ouve o ministro das Finanças falar da eficiência do Estado, em vez disso assistimos à criação de cargos e organismos sem critério e agora promove-se uma vaga populista e destroem-se serviços públicos importantes para servirem de exemplo de um falso rigor na gestão do Estado. Temos um ministro da Economia a quem ninguém ouvir falar daquilo que é ministro, da economia. Temos um ministro da Agricultura que ninguém viu. Temos um ministro das Obras Públicas que deveria designar-se ministro do TGV ou, melhor, ministro do Poceirão. (...)

Livros e gadgets.



Con un libro electrónico, sea El Gatopardo o El perro de los Baskerville, no puedo anotar en sus márgenes, subrayar a lápiz, sobarlo con el uso, hacerlo envejecer a mi lado y entre mis manos, al ritmo de mi propia vida. No hay cuestas de Moyano, ni buquinistas del Sena, ni librerías como las de Luis Bardón, Guillermo Blázquez o Michele Polak donde los libros electrónicos puedan ocupar sus venerables estantes y cajones. Nada decora como un buen y viejo libro una casa, o una vida. Ninguna pantalla táctil huele como un Tofiño, un Laborde o un Quijote de la Academia, ni tampoco como un Tintín, un Astérix o un Corto Maltés al abrirlos por primera vez. Ninguna conserva la arena de la playa o la mancha de sangre que permiten evocar, años después, un momento de felicidad o un momento de horror que jalonaron tu vida. Y déjenme añadir algo. Si los libros de papel, bolsillo incluido, han de acabar siendo patrimonio exclusivo de una casta lectora mal vista por elitista y bibliófila, reivindico sin complejos el privilegio de pertenecer a ella. Que se mueran los feos. Y los tontos. Tengo casi treinta mil libros en casa; suficientes para resistir hasta la última bala. Quien crea que esa trinchera extraordinaria, su confortable compañía, la felicidad inmensa de acariciar lomos de piel o cartoné y hojear páginas de papel, pueden sustituirse por un chisme de plástico con un millón de libros electrónicos dentro, no tiene ni puta idea. Ni de qué es un lector, ni de qué es un libro.



Via Carlos M. Fernandes no incontornável O Insurgente.

15 de novembro de 2010

Começa a voltar à normalidade.

Já recuperei alguns links, a bandeira e os comentários antigos. O mais importante está feito. O design vai ser mais dificil de conseguir. Entretanto ando às voltas com a Ética e as Relações Internacionais. Por isso, vou fazer uma pausa na orgaização do template.

Antes azul do que laranja, dizem Eles e Eu acredito

Uma vez que o laranja estava a incomodar alguns visitantes deste espaço (até sms recebi) por agora e até que consiga resolver o problema do template e da caixa de comentários vão ter que se “amanhar”. Infelizmente foi um erro comum e que cometi por ignorância. Tentando alterar algumas coisas migrei o bloigue para a versão mais recente do blogger que não aceita a minha “pré-jurássica” escrita em HTML.
Quero e devo esclarecer que não houve qiualquer tentativa de apagar qualquer comentário ou qualquer outra informação, foi mesmo um acidente o que é perfeitamente compreensível, toda a gente de boa-fé perceberá que perdi muito mais do que seria suposto ganhar. Perdi, por exemplo, o contador de visitas, o Clusters map, os links, a bandeira da FLA. Enfim uma infinidade de coisas que será muito difícil reaver a não ser que apareça ajuda externa.

14 de novembro de 2010

Agora fica assim depois se verá.

Fiz aqui uma asneira qualquer e não sou capaz de repor o design retro deste blogue. Por agora ficam assim, o resto logo se verá.

10 de novembro de 2010

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COLÓQUIO ÉTICAS APLICADAS NA UNIVERSIDADE DOS AÇORES
No próximo dia 20 de Novembro, por ocasião da celebração do Dia Mundial da Filosofia, declarado como tal pela UNESCO, terá lugar o Colóquio Éticas Aplicadas no Anfiteatro C da Universidade dos Açores.Este evento dividir-se-á em duas partes: a manhã será dedicada a algumas conferências plenárias sobre a Ética enquanto área fundamental de estudos e a tarde será preenchida com diversos workshops simultâneos, incidindo cada um deles sobre uma ética aplicada: Ética e Relações Internacionais, Ética e Biomedicina, Ética e Comunicação Social e Ética e Serviço Social. Os workshops terão um carácter eminentemente prático, privilegiando a análise e resolução de casos concretos, bem como a discussão de questões legislativas e/ou códigos deontológicos.
As inscrições decorrem até ao próximo dia 15 de Novembro, devendo ser enviadas para o Secretariado do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade dos Açores. A ficha de inscrição poderá ser obtida através do seguinte site: www.eticasaplicadas.net
O evento dirige-se a todo o público interessado, com destaque, por um lado, para alunos da Universidade dos Açores que, em várias licenciaturas, frequentam cadeiras de Ética e, por outro, para profissionais de diversas áreas que se confrontam frequentemente com problemas ético-deontológicos na sua prática quotidiana.
Nas últimas décadas, a Ética tem sido significativamente renovada devido ao aparecimento de novos domínios de reflexão, como a Bioética, a Ética Ambiental e as Éticas Profissionais. O Colóquio Éticas Aplicadas pretende reflectir sobre este fenómeno, integrando-se num projecto editorial mais vasto, com a mesma designação, que visará a publicação de diversas obras sobre várias éticas aplicadas.

R.I.P Dr. Fernando Aires.


1928-2010
Nesta hora em que não sei o que dizer por falta de habilidade com as palavras e porque a emoção me tolhe a força dos dedos e da mente, ficam as palavras do Daniel de Sá.

Hoje a cidade amanheceu cinzenta. É seu velho hábito vestir esse hábito de quase penumbra. Que incomoda. Que amolece o gosto pela vida. Que nos tira a vontade de nos levantarmos. Hoje, a cidade voltou a vestir os seus andrajos mais frequentes, como viúva pobre em permanente aliviar luto. E não me apeteceu levantar. Na minha “Ilha de Nunca Mais” não voltarei a erguer-me. O tempo… o tempo, para mim, agora já “era uma vez”.


A notícia de que não me apeteceu levantar acinzentou de quase trevas pedacinhos de mundo aqui e acolá. Escureceu a claridade na Ponta da Galera. Arrefeceu o vento nordeste na Maia. Gelou corações em Providence ou em Lisboa, em New Bedford ou em Toronto, na Califórnia ou em Santa Catarina. Estranha sensação, esta, a de saber que eu, “uma unidade de sentimentos/ sensações”, fazia parte dos sentimentos bons de tantos amigos.


Se for possível farei o possível para estar com ela, mas a Linda ouvirá sozinha a nossa música. Como eu amei esta Mulher! Como ela conseguiu ser o braço que me levantou tantas vezes em manhãs em que não me apeteceu levantar! Mas, hoje, não. Hoje tornou-se no nunca mais. Talvez tentem aliviar este insidioso luto cinzento com um cheiro a flores.


Hoje não me levantei. Não volto a levantar-me, já disse. Não me cansei da vida, nem da família, nem dos amigos. Nem sequer me cansei de mim. Mas tinha de haver este dia. O dia de nunca mais.

Até qualquer dia, companheiros.

Maia, 9 de Novembro de 2010

(Daniel de Sá)

8 de novembro de 2010

E julguei que já tinha visto tudo.

Eu sei que não sou o melhor utilizador do idioma de Camões. Nem sequer sou bom no uso que faço do Português. Porém, há coisas que não se admitem e que saltam à vista mesmo de um leigo como eu. Por exemplo, li hoje num documento feito por um licenciado em vias de ser Mestre em regime “bolonhês” a seguinte frase: Quando tive na Ilha Graciosa pude constatar que havia por lá muitos burros cinzentos . O uso da primeira pessoa do singular no pretérito perfeito do verbo ter, no lugar do mesmo tempo verbal mas do verbo estar é um erro inadmissível.
No mesmo paper li ainda uma coisa mais grave que até se admite na linguagem oral por via do costume mas que é totalmente inadmissível na linguagem escrita ao nível académico. A páginas tantas o autor escrevia: Os graciosenses forem muito simpáticos com a nossa equipa. Ora, o uso do verbo ir conjugado na terceira pessoa do plural do futuro do conjuntivo é completamente errado e deveria estar o mesmo verbo conjugado na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
Sei que, no meu caso, é preciso ter muito desplante para corrigir seja quem for, sou um exemplo dos que dá mais valor ao conteúdo do que à forma. Sei também que não sei usar a pontuação e em especial as virgulas. No entanto, há coisas que ultrapassam o razoável.

3 de novembro de 2010

Na Guerra com as agências de rating.


Em The Art of War (incompreensivelmente nunca traduzido para português), o grande estratega Sun Tzu diz que a guerra é a arte da simulação. O que se passou por estes dias no Parlamento foi uma autêntica simulação mas com resultados que estão longe de serem satisfatórios. O espectáculo pouco edificante que os debates proporcionaram e as atrapalhadas e politiqueiras justificações do Ministro Teixeira dos Santos, em nada abonam em favor da confiança dos mercados. As taxas continuam a subir.
Obviamente, o País precisava de um orçamento e os mercados esperavam um entendimento entre os dois maiores partidos. Porém, não há mercados que não tenham percebido que, mais uma vez, a táctica partidária sobrepôs-se ao interesse estratégico nacional.

1 de novembro de 2010

CSB 81.

Aqui Açores, Portugal, CSB 81 do Clube Asas do Atlântico, era assim que há mais de 40 anos o António Valente abria as emissões do Asas. Ontem ouvi o António à conversa com o José Maria, antigo colega de estação e de muitas horas de rádio. O António Valente é uma referência do Asas do Atlântico e da rádio açoriana em geral. Faz hoje 43 anos que se iniciou aos microfones do emissor do Clube Asas do Atlântico.
Há 43 anos as coisas eram bem diferentes do que são hoje, mas para os distraídos é sempre bom lembrar que havia rádios privadas em Portugal e nos Açores. Quem cresceu em Santa Maria, ou na costa sul da Ilha de São Miguel até ao Nordeste (como é o meu caso) o Asas era presença habitual nos velhos rádios de válvulas sintonizados na onda média do CSB 81 do Clube Asas do Atlântico.

21 de outubro de 2010

Daqui a pouco, pelas 20h45m na RTP-a

Estado da Região
As consequências das medidas de austeridade nos Açores e os cortes nas transferências de verbas para as autarquias locais vão estar em debate no programa da RTP-Açores, “O estado da região”, na próxima quinta-feira.O jornalista Osvaldo Cabral terá como convidados o Eng. João Ponte, Presidente da Associação de Municípios dos Açores e da Câmara Municipal da Lagoa, Dr. José Carlos Carreiro, Presidente da Câmara Munisipal de Nordeste, e os comentadores Eng. Mário Abrantes e Nuno Barata Almeida e Sousa.“O estado da região” é transmitido pelas 20.45 na RTP- Açores e inclui ainda telefonemas e emails dos telespectadores.

Estranho, no mínimo.

O Grupo Paím está representado duas vezes na nova Direcção da Associação de Turismo dos Açores, por Sandro Paím e por Francisco Madeira.
Entretanto os investimentos daquele grupo na área do turismo na Ilha de São Miguel estão mais do que emperrados.

19 de outubro de 2010

Não havia necessidade.

O Francisco respondeu ao Clélio, hoje no Parlamento dos Açores, com um ataque. Um ataque frouxo do tipo eu fiz mas tu também fizeste, mas pior ainda do que frouxo, fraquinho mesmo e do tipo que o Francisco diz para o Clélio: Eu posso estar todo cagado até aos pés mas tu tens as cuecas sujas porque limpaste mal o rabo.
Na arte da guerra, o ataque é a melhor defesa. Contudo, essa premissa apenas é válida quando se tem armas para o fazer. Não foi o caso do Francisco a responder ao Clélio a respeito dos gastos com a jantarada de 196.000 euros na BTL e nos milhões gastos para animar a malta e comprar os prémios das 7 maravilhas naturais de Portugal. Na verdade, o Francisco ataca com uns míseros 20.000 euros que a Câmara Municipal de Ponta Delgada (único alvo a abater na mira dos socialistas açorianos para quem Manuel Rita num repente passou de besta a bestial) terá alegadamente gasto com a edição de um livro, “isso é cultura estúpido.” O ridículo da história não seria assim tão ridículo se o Governo de César não tivesse andado a distribuir dinheirinho do nosso para satisfazer o ego cultural de alguns amigos do regime.

Estado da Região

As consequências das medidas de austeridade nos Açores e os cortes nas transferências de verbas para as autarquias locais vão estar em debate no programa da RTP-Açores, “O estado da região”, na próxima quinta-feira.

O jornalista Osvaldo Cabral terá como convidados o Eng. João Ponte, Presidente da Associação de Municípios dos Açores e da Câmara Municipal da Lagoa, Dr. José Carlos Carreiro, Presidente da Câmara Munisipal de Nordeste, e os comentadores Eng. Mário Abrantes e Nuno Barata Almeida e Sousa.

“O estado da região” é transmitido pelas 20.45 na RTP- Açores e inclui ainda telefonemas e emails dos telespectadores.

15 de outubro de 2010

Na guerra dos números...

...Berta Cabral já nem dá troco a Carlos César, “manda” o seu “Ministro dos Negócios Estrangeiros,” o seu Ali Alatas responder por ela.

Acelerar para o abismo.

Por aquilo que já se conhece da proposta do orçamento de Estado para 2011, estamos perante a inevitabilidade de uma recessão acentuada que poderá durar muito para além do fim da década. Então, porque razões estão os Bancos interessados em que este documento seja aprovado?
Não há razões, há apenas uma razão, reaccionarismo.

14 de outubro de 2010

Lições da História 6

Nunca nenhum médico perguntou a um doente que ele desejava tomar, mas apenas o que é que lhe dói.

António de Oliveira Salazar,1929

Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005), pag. 349 Tribuna, Lisboa 2005.

13 de outubro de 2010

Em nome do bom nome da Baronesa Thatcher

Sobre a Guerra das Malvinas/Falkland, uma certa esquerda jacobina e mal formada, insiste na teoria de que a venerada Srª. Thatcher a promoveu por capricho pessoal e para salvar a sua reputação interna. Acontece porém, que não foi bem isso que se passou. Já diziam os nossos avós e bisavós e tetravós e por ai a diante que a ignorância é atrevida e que uma mentira depois de muito repetida pode chegar a verdade. Mas, aqui estamos para lembrar os factos que a história confirma.

Os factos são claros. A Inglaterra ocupou as Malvinas a que chamou de Falkland nos meados do Sec. XIX e desde então não mais largou o seu domínio. Em 2 de Abril de 1982 tropas Argentinas lideradas pelo seu Presidente o General Leopoldo Galtieri, um obstinado ditador, com problemas conhecidos e reconhecidos pelo abuso do consumo de álcool, invadiram as Ilhas. De seguida, Conselho da Segurança da ONU (que umas vezes é soberano noutras nem por isso, é como dá jeito) aprovou a Resolução 502 pela expressiva votação de 10 votos a favor e apenas 2 voto contra e 4 abstenções. Essa resolução exige a retirada imediata das tropas argentinas e a abertura de um processo negocial. A Inglaterra (mais lastrada democracia do Mundo) liderada pela Srª Thatcher, com um governo livre e eleito democraticamente e sujeito a sufrágio, ao contrário do Argentino cujo poder advinha de uma ditadura militar, defendeu o seu Espaço Vital e as suas tropas chegaram às Malvinas a 22 de Abril e no estrito âmbito do cumprimento da resolução do Conselho da Segurança da ONU.
Alguns analistas e politólogos apontam a Guerra das Malvinas como sendo a principal causa da queda da ditadura militar e portanto a intervenção das tropas de Sua Majestade teve ainda a boa função de contribuir para a democratização de um Estado devolvendo o poder à nação.

Jogo da Cabra Cega.

Passos Coelho acaba de receber Pina Moura, representante de importantes interesses económicos estrangeiros e os principais 4 banqueiros portugueses para falar do orçamento. Viva a democracia corporativa a fazer-se, cada vez mais, sobrepor à democracia parlamentarista.
Não interessa saber o que contem o Orçamento de Estado para 2011, o que interessa é não haver ondas.
Não sei bem porquê mas isto está a fazer-me lembrar a fase da Revolução Francesa em que a Burguesia para garantir privilégios adquiridos com a própria revolução, apoiou Luís XVI para ver se o poder não caia na Rua.
Será a greve geral do próximo mês o despoletar da nossa revolução jacobina? Não me admirava nada.

Hoje sou Eu o convidado.


A Safra do atum e a pesca nos Açores é o tema do "Estação de Serviço" de dia 13 de Outubro às 18h45

A grande quantidade de atum que apareceu este ano nos mares dos Açores trouxe à actualidade uma série de constrangimentos que impedem os armadores de pescadores de capturar todo o peixe que seria possível.A falta de capacidade das instalações frigoríficas em diversas ilhas para armazenar o pescado levou, mesmo, a LOTAÇOR, a empresa pública regional que gere as lotas dos Açores, a impor quotas de captura aos armadores, numa fase de grande abundância de atum.Desta situação, o Estação de Serviço de hoje parte para uma conversa não só sobre a safra do atum, como também sobre os problemas da pesca nos Açores em geral.A jornalista Teresa Nóbrega convida o gestor de frota de pesca Nuno Barata Almeida e Sousa para ajudar a analisar os problemas.A partir das 18:45, na RTP-Açores e na Antena 1, pode participar no programa, ligando o número 296 202 767, escrevendo para o endereço electrónico http://ww1.rtp.pt/acores/?article=17710&visual=22&tm=28 e deixando o seu comentário no blog (http://ww1.rtp.pt/acores/?article=17710&visual=22&tm=28) ou no mural do programa no Facebook.

Lições da História 5

Falta pouco para a legitimação da ditadura.

Lições da História 4

"O Partido Democrático é hoje uma agência de negócios em véspera de falência fraudulenta"
José Domingos dos Santos, 1926
Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005), pag. 321 Tribuna, Lisboa 2005.

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Foto Wikipédia.
O João Nuno Almeida e Sousa (mê prime más gande) lembrou e bem a passagem do octogésimo quinto aniversário da Dama de Ferro. Lembrou também o livro A Arte de Bem Governar a 3€ na Feira do Livro de Ponta Delgada. Fazem falta à Europa lideres com a Lady Thatcher, Helmut Kohl, Jacques Delors e Romano Prodi. Estes deram lugar à má moeda.
PS: Um post que também podia ter como epígrafe e expressão Lições da História.

12 de outubro de 2010

Lições da História 3

"Sobre a ordem pública vim encontrar o País melhor, sobre a questão política, na mesma. Se as oposições tivessem um sucessor para dar a a António Maria da Silva já o tinham deitado abaixo. Assim, é de prever que se mantenha e que consiga votar algumas ou alguma das propostas de finanças. Isso é absolutamente preciso para evitar a desorientação financeira que se acentua".

(Augusto de Castro, em carta a João Chagas)

Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005), pag. 285 Tribuna, Lisboa 2005.

Lições da História 2

"Em Portugal, no campo político, não se discutem ideias, discutem-se homens para os arruinar, como se dessa demolição não adviesse um grande mal para o regime e para o País".
Barros Queirós, 1921
Citado por: Maltez, José Adelino, Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do Século XIX ao XXI, Volume II (1910-2005),pag. 275, Tribuna, Lisboa 2005.

Lições da História 1

A história não se repete porque ela é do domínio do cronos. Porém, a história ensina-nos a importância de reflectirmos sobre os acontecimentos passados tirando deles ensinamentos futuros. A história é um instrumento de governação e de apoio no mecanismo de decisão racional e pessoal que nenhum ser pode desprezar. Essa coisa de dizer que a política não me interessa e eles são todos iguais é reduzir a nossa existência à condição do idiota.

5 de outubro de 2010

Hoje comemoramos exactamente o quê?

18 Anos de caos económico e social da primeira república?
Os quase quarenta anos da república Salazarista?
Os anos do marcelismo?
O PREC?
Os dez anos de cavaquismo e o desperdício de dois QCA mais os escândalos de corrupção que ainda se reflectem hoje?
O Pântano Guterrista?
A fuga do Barroso?
A demissão de um governo sustentado por uma maioria?
A fraude “socretina”?

No meio de tudo isso prefiro comemorar os 867 anos do tratado de Zamora e gritar vivas a EL-REI D. Duarte de Portugal, prestando assim a minha singela e humilde homenagem à memória de D. Manuel II um dos mais prestigiados Reis de Portugal e um intelectual de referência.

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