Mais um excelente post de um excelente blogger que dá pelo nome de Fernando Freitas.
16 de outubro de 2009
Nem de propósito.
Um post do Professor José Adelino Maltez no seu incontornável Sobre o tempo que passa.
15 de outubro de 2009
Quem quer um chocolate regina?
Se o resultado em eleições autárquicas fosse indicador de fim de ciclo ou de liderança enfraquecida ou até de fim de liderança como por aí se exige a Berta Cabral, Cesar só tinha estado no Governo 1 ano. Na verdade, Carlos Cesar perdeu as autárquicas de 1997 em toda a linha, voltou a perder em 2001 e em 2005. Dá-se um chocolate Regina a quem indicar um líder regional que tenha averbado tantas derrotas eleitorais como Carlos Cesar averbou até hoje.
O regime no seu melhor.

FotoDN oneline
O regime, em crise, insiste nas suas venerandas figuras para o continuar a dirigir. De consenso em consenso até ao fundo do abismo. O regime é aquilo que o seu povo entende que ele seja. O regime é o espelho do Povo. E o resultado para os efeitos do que esse mesmo Povo deseja? Será o que o regime prepara? Já todos, Povo, sabemos que não mas continuamos a assobiar para o lado. Todos não, haverá sempre irredutíveis que teimarão em pensar e repensar o regime. Que mais não seja para gozo próprio. Vai-se lá entender este Povo e este regime.
Triste sina ter nascido português.

Pobre país que anda a discutir as declarações mais ou mesnos felizes, mais ou menos verdadeiras de uma estrela da TV brasileira. Até nos blogues de referênci o tema é debatido. Pbre país que, até na direcção do abismo, te arrastas.
Antes que me esqueça.
A vitória do Partido Socialista em Vila Franca do Campo soube-me quase tão bem como a sua derrota em Vila do Porto.
Também na Vila, foi a democracia que venceu o nepotismo e o caciquismo. Também na Vila, o golpe foi de misericórdia.
Importa, no entanto, ressalvar duas situações:
Em Vila do Porto, a principal vítima foi a Presidente da Câmara Dr. Nélia Figueiredo. Contudo, não era ela o cacique nem era ela a autora moral e material dos nepotismos, diga-se em abono da verdade.
Em Vila Franca, pelo contrário, o cacique mor era o Presidente da Câmara Rui Melo.
Em Santa Maria, a derrota foi, essencialmente dos caciques locias, do Governo Regional, de José Contente e de Carlos César. Na Vila Franca a derrota foi, essencialmente de Rui Melo.
Também na Vila, foi a democracia que venceu o nepotismo e o caciquismo. Também na Vila, o golpe foi de misericórdia.
Importa, no entanto, ressalvar duas situações:
Em Vila do Porto, a principal vítima foi a Presidente da Câmara Dr. Nélia Figueiredo. Contudo, não era ela o cacique nem era ela a autora moral e material dos nepotismos, diga-se em abono da verdade.
Em Vila Franca, pelo contrário, o cacique mor era o Presidente da Câmara Rui Melo.
Em Santa Maria, a derrota foi, essencialmente dos caciques locias, do Governo Regional, de José Contente e de Carlos César. Na Vila Franca a derrota foi, essencialmente de Rui Melo.
14 de outubro de 2009
Até alguns socialistas aplaudiram a derrota do PS.
Por aqui, nesta Ilha de Gonçalo Velho, respira-se liberdade. O caciquismo levou o golpe de misericórdia, valha-nos Santa Maria Madalena. Recolham-se SFF.
Post Scriptum: Para bom entendedor meia palavra basta.
Post Scriptum: Para bom entendedor meia palavra basta.
13 de outubro de 2009
Pelo cano.
Não é preciso vir o Professor Hernâni Lopes dizer que é um grande disparate, no momento presente, o investimento no TGV, e baseado em grandes obras públicas.
Já muito leigo havia alvitrado esse erro estratégico.
Já aqui afirmei muitas vezes mas nunca é demais e para memória futura (essa é a grande vantagem do blogue) voltar a frisar. Esta não é uma crise de confiança nem uma simples crise financeira seguida de recessão económica como foi a 1929. Esta é, antes de mais, uma crise de regime e estamos em 2009. Keynes morreu, Hayek também.
O muro de Berlim caiu há 20 anos e o socialismo morreu com ele.
Insistir no estado todo poderoso, no proteccionismo e na regulação é atirar o Estado para o cano do esgoto. Portugal está prestes a entrar em insolvência, as despesas com as prestações sociais (subsidio de desemprego e RSI) sobem enquanto que a receita fiscal baixa sem que os governantes tomem medidas fiscais de reanimação da economia.
As empresas atrasam-se, cada vez mais nos seus compromissos. O desemprego aumenta exponencialmente, paralelamente cresce o pequeno e o grande crime (afinal toda a gente precisa de comer), a revolta instala-se (veja-se o episódio de ontem em Rabo-de-Peixe) o desconforto manifesta-se, a desconfiança anda à vontade entre nós. O Homem, aos poucos, vai se animalizando, é o regresso ao estado natureza.
Em breve não haverá dinheiro para pagar aos funcionários públicos e as prestações sociais.
Esse dia é o primeiro dia da guerra civil.
Já muito leigo havia alvitrado esse erro estratégico.
Já aqui afirmei muitas vezes mas nunca é demais e para memória futura (essa é a grande vantagem do blogue) voltar a frisar. Esta não é uma crise de confiança nem uma simples crise financeira seguida de recessão económica como foi a 1929. Esta é, antes de mais, uma crise de regime e estamos em 2009. Keynes morreu, Hayek também.
O muro de Berlim caiu há 20 anos e o socialismo morreu com ele.
Insistir no estado todo poderoso, no proteccionismo e na regulação é atirar o Estado para o cano do esgoto. Portugal está prestes a entrar em insolvência, as despesas com as prestações sociais (subsidio de desemprego e RSI) sobem enquanto que a receita fiscal baixa sem que os governantes tomem medidas fiscais de reanimação da economia.
As empresas atrasam-se, cada vez mais nos seus compromissos. O desemprego aumenta exponencialmente, paralelamente cresce o pequeno e o grande crime (afinal toda a gente precisa de comer), a revolta instala-se (veja-se o episódio de ontem em Rabo-de-Peixe) o desconforto manifesta-se, a desconfiança anda à vontade entre nós. O Homem, aos poucos, vai se animalizando, é o regresso ao estado natureza.
Em breve não haverá dinheiro para pagar aos funcionários públicos e as prestações sociais.
Esse dia é o primeiro dia da guerra civil.
Há coisas que o Povo não perdoa.
Pelo menos aqui é assim, em Oeiras e em Gondomar nem por isso.
Há coisas que o Povo não perdoa e os partidos políticos (parte desse Povo mas às vezes alheios) também não deviam perdoar. Sara Santos, nomeou o marido Chefe de gabinete da Câmara das Lajes do Pico. Perdeu as eleições. Rui Melo, nomeou o filho para a administração da empresa que gere a Açor Arena em Vila Franca do Campo. Perdeu as eleições. Isto por cá, até se perdoa a inoperância e a incompetência, ( em Santa Maria durou anos) o que não se perdoa é a desonestidade, seja ela material ou intelectual.
Há coisas que o Povo não perdoa e os partidos políticos (parte desse Povo mas às vezes alheios) também não deviam perdoar. Sara Santos, nomeou o marido Chefe de gabinete da Câmara das Lajes do Pico. Perdeu as eleições. Rui Melo, nomeou o filho para a administração da empresa que gere a Açor Arena em Vila Franca do Campo. Perdeu as eleições. Isto por cá, até se perdoa a inoperância e a incompetência, ( em Santa Maria durou anos) o que não se perdoa é a desonestidade, seja ela material ou intelectual.
“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, Berta Cabral que atente neste dito popular. Não basta ter carisma, ser sério e competente, é preciso escolher as companhias certas. O cheiro a bafio “amaralista” que incensa a sede do PSD-Açores, não é bom conselheiro. Todos nós, Açorianos da esquerda à direita com passagem pelo grande “centrão” admiramos e respeitamos o Dr. Mota Amaral pela sua entrega e dedicação à causa autonómica e ao desenvolvimento dos Açores. Reconhecemo-lo, respeitamo-lo. Contudo, mesmo muitos dos que sempre o fizeram, já não votam nele. O recurso sistemático à figura de Mota Amaral para encabeçar a lista do PSD à Assembleia da República foi um erro capital para o PSD, Berta Cabral foi recorrente nesse erro. A solução estava mesmo ali ao pé, Duarte Freitas, acabado de sair de Bruxelas por artes de paridade, enquadrava-se lindamente no lugar. Dir-me-ão que Mota Amaral não queria ir-se embora. Paciência, ou como se diz na minha terra, ele que se amanhasse.
Berta Cabral também perdeu Votos em Ponta Delgada para uma lista de um inenarrável Paulo Casaca. Na verdade, basta olhar à volta da lista e apoios de Berta Cabral e os arrepios de espinha logo se fazem sentir. Outra vez o recurso aos bafientos do costume, gente que antes de chegar a velho já o é, gente que se julga gente mas que nunca o será. Gente sem estrutura ética e moral para desempenhar cargos públicos ou sequer de chefia.
A renovação não pode nem deve ser pura retórica, tem que ser efectiva, clara, inequívoca, de entre os melhores e para os melhores. César está a fazer isso ao PS-Açores, contra a vontade de muitos dos históricos, é verdade, com a resistência dos que sempre foram socialistas, também é verdade, mas, com um resultado que está à vista e que apenas fica manchado pelo “incidente” do desempenho eleitoral nas europeias de Junho passado.
O discurso de vitória envergonhado na noite de Domingo, é um bom exemplo de maus conselhos que Berta Cabral terá recebido nos bastidores da sede do PSD. A sua obrigação era assumir a derrota do PSD, salvaguardando sempre, para uma parte do discurso, a sua vitória pessoal em Ponta Delgada, sem dúvida, é-lhe devida e é justa, mas assumindo a derrota do Partido a nível regional e lembrando que também Cesar já tinha perdido muitas eleições autárquicas e europeias e não se tinha demitido dos cargos de Presidente do PS-Açores e Presidente do Governo regional. Essa honestidade intelectual ser-lhe-ia reconhecida. O discurso da vitória não.
A justa e fantástica vitória em Vila do Porto não apaga a duríssima realidade, antes a pôe em evidência, em Santa Maria houve renovação e envolvimento da população, coisa que faltou na maioria das candidaturas.
Saiba Berta Cabral varrer e arrumar a casa, (tem dois anos para o fazer) e 2012 será uma possibilidade, não o fazendo, já e agora, 2012 não passará de uma luzinha ténue no fundo de um túnel de ilusões. Infelizmente.
12 de outubro de 2009
Elementar Justiça.

Estou, desde a noite de 27 de Setembro, para escrever sobre a estrondosa subida do CDS nas eleições legislativas. Esse texto que, anda aos trambolhões na minha cabeça, torna-se ainda mais premente depois do resultado das autárquicas. Contudo, não quero precipitar-me pois não quero correr o risco de ser injusto nem com Portas nem com Artur Lima, os dois indiscutíveis obreiros, nacional e regional, dessas vitórias.
E porque não?
Carlos César admite recandidatar-se ao Governo Regional.
Afinal seria só voltar com a palavra atrás mais uma vez, a terceira vez, mais precisamente.
Afinal seria só voltar com a palavra atrás mais uma vez, a terceira vez, mais precisamente.
Curiosidades da Ilha do Sol.
Carlos Rodrigues (400) é o 3º Terceirense candidato à Autarquia de Vila do Porto e o segundo a conseguir ser eleito.
Carlos Rodrigues, nos últimos anos, tem passado mais tempo na Ribeira Grande e em Ponta Delgada onde desenvolve intensa actividade empresarial, do que em Vila do Porto.
Santos da Casa não fazem milagres?
Carlos Rodrigues, nos últimos anos, tem passado mais tempo na Ribeira Grande e em Ponta Delgada onde desenvolve intensa actividade empresarial, do que em Vila do Porto.
Santos da Casa não fazem milagres?
11 de outubro de 2009
Interessa responder.
Porque interessava aqui saber, intressa agora responder às peguntas que deixei no ar a 28 de Setembro.
Importa saber se o PS aguenta a Câmara da Horta, com ou sem CDU?
Aguentou e sem CDU
Importa saber por quantos ganhará a Drª Berta Cabral em Ponta Delgada?
Importa saber por quantos ganhará a Drª Berta Cabral em Ponta Delgada?
Ganhou por menos do que há 4 anos
Conseguirá o PS aguentar o "ridiculo" resultado de há 4 anos ou ainda perderá mais?
Conseguirá o PS aguentar o "ridiculo" resultado de há 4 anos ou ainda perderá mais?
Não só aguentou, como recuperou e bastante
Importa saber, depois de ter perdido 14000 votos nas europeias e 11000 nas legislativas, quantos votos vai perder Cesar nas Autárquicas?
Importa saber, depois de ter perdido 14000 votos nas europeias e 11000 nas legislativas, quantos votos vai perder Cesar nas Autárquicas?
Não perdeu nenhum e recuperou bastantes
Eu, como voto na Ribeira Grande, não serei tido nem achado nessas "guerras" mas se fosse, sei bem em quem não votaria, nem que o Islão me obrigasse.
Eu, como voto na Ribeira Grande, não serei tido nem achado nessas "guerras" mas se fosse, sei bem em quem não votaria, nem que o Islão me obrigasse.
Votei e não foi no vencedor.
Parabéns Carlos Rodrigues.
Se eu votasse em Santa Maria, terias o meu voto como muito bem sabes. A vitória do PSD em Vila do Porto é muito importante e não é uma vitória do PSD apenas, é em primeiro lugar do Carlos Rodrigues (400) e de uma equipa jovem, dinâmica, eclética e multi-color no sentido partidário. Santa Maria ganhou hoje um novo alento, saibam os marienses tomar este resultado não como um patamar de chegada mas como um ponto de partida para uma nova atitute de luta pela Ilha, pelas suas gentes, pelas suas ambições, pelas suas aspirações e pelo devir de um tempo melhor.
Parabéns ao PS Açores
O PS é o grande vencedor das Autárquicas nos Açores.
Ao PSD, importa fazer um alvitre. Cuidem os caciques locais que o Povo acordou. Ninguém é dono de ninguém nem, muito menos é dono dos votos ou da consciência.
Ao PSD, importa fazer um alvitre. Cuidem os caciques locais que o Povo acordou. Ninguém é dono de ninguém nem, muito menos é dono dos votos ou da consciência.
10 de outubro de 2009
Ao cuidado da CNE
Alguma esquerda que, pior do que maniqueísta acha acima da lei e que pode fazer o que não pode simplesmente porque sim, resolveu esquecer a lei e não cumpriu o dia de reflexão. Aqui, aqui e aqui com a agravante de se tratar de um aprendiz de jurista e de chico-esperto por ter usado o fuso horário como alibi. Por mim tanto se me dá como se me deu, mas costumo medir a dimensão ética e moral das pessoas por estas pequenas coisas. A escola de Cesar fez pupilos. Bons pupilos. Da CNE espera-se que averigúe e sancione os prevaricadores, ao tribunal exige-se um tratamento diferente do que recebeu o Sr. Presidente do Governo.
9 de outubro de 2009
opinião insuspeitamente assumida.
“Mom!” my 12-year-old yelled from the kitchen. “President Obama won the Nobel Peace Prize!” I told her she had to be mistaken.This is ridiculous -- embarrassing, even. I admire President Obama. I like President Obama. I voted for President Obama. But the peace prize? This is supposed to be for doing, not being -- and it’s no disrespect to the president to suggest he hasn’t done much yet. Certainly not enough to justify the peace prize. (...)
Ruth Marcus no The Washington Post
Nobel que não interessa nada.
Ao longo da história da Academia Norueguesa, o Nobel da Paz tem sido, provavelmente, o prémio que maior polémica tem suscitado. Basta lembrar Arafat. Talvez, seja esse mesmo o propósito da academia. Contudo, as idiossincrasias da “real politik” não explicam tudo.
A atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama é, no mínimo, precipitada. Admito que “in a near future” Obama venha a desempenhar um papel importante na construção da Paz mundial, afinal sou um crente na Humanidade e na construção de uma paz democrática na perspectiva “wilsoniana” da mesma. No entanto, as provas dadas pela administração Obama ainda não foram suficientes para garantir esse desígnio. Desde logo, pelo reforço do esforço de Guerra no Afeganistão e o recente episódio aqui relatado sobre o envolvimento do líder Tibetano e o Presidente da República (capitalista selvagem) Popular da China. A ver vamos.
A atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama é, no mínimo, precipitada. Admito que “in a near future” Obama venha a desempenhar um papel importante na construção da Paz mundial, afinal sou um crente na Humanidade e na construção de uma paz democrática na perspectiva “wilsoniana” da mesma. No entanto, as provas dadas pela administração Obama ainda não foram suficientes para garantir esse desígnio. Desde logo, pelo reforço do esforço de Guerra no Afeganistão e o recente episódio aqui relatado sobre o envolvimento do líder Tibetano e o Presidente da República (capitalista selvagem) Popular da China. A ver vamos.
8 de outubro de 2009
Nobel que interessam.

Herta Müller, de quem nunca li uma única palavra, foi a vencedora do Nobel da literatura. Perdi, estou já habituado a perder nessa coisa das escolhas da Academia Sueca.
A minha aposta ia para Claudio Magris e o seu Danúbio, vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias das Artes em 2004, um Livro classificado como literatura de viagens mas carregado de reflexões e coisas que nos atormentam nos dias que correm.
Confesso, dou quase nenhuma importância à atribuição dos prémios Nobel, cada vez ligo menos. Contudo, é sempre com alguma ânsiedade que espero pelo Nobel da literatura e p+elo Nobel da medicina.
7 de outubro de 2009
Realismo Político
Bush, o "malvado" a 17 de Outubro de 2007 agaciou o líder Tibetano com a Congressional Gold Medal e instigou Paquim a receber o Monge Tibetano.
Agora, o bonzinho do Obama, adiou receber o líder espiritual Tibetano.
O encontro entre Barack Obama e Dalai Lama foi adiado para depois da reunião do chefe da Casa Branca com o Presidente chinês, Hu Jintao, esse democrata.
O encontro entre Barack Obama e Dalai Lama foi adiado para depois da reunião do chefe da Casa Branca com o Presidente chinês, Hu Jintao, esse democrata.
O mundo inteiro, o mundo que se acha o único civilizado e que depositou as suas esperanças em Barack Obama, deve estar, agora, muito desiludido com o líder norte americano.
Eu já não me desiludo. Não me chego a iludir.
A Real Politik de Kissinger, volta a estar na ordem do dia. De Tucídides aos nossos dias, da Guerra do Peloponeso à tomada de Bagdad.
Em relações internacionais não há lugar a ideologias nem a utopias, é a chamada “real politik” que conta. Os valores éticos e morais do ambiente interno não condicionam o comportamento dos estados em ambiente externo. A única coisa que condiciona as relações entre os Estados são os interesses desses mesmos Estados.
Quem insiste em não perceber isto, então não percebe nada de política.
6 de outubro de 2009
Com o mal dos outros posso eu bem.
Valentina Pasquali, uma Italiana de nascimento, residente nos Estados Unidos da América onde é repórter do Washington Prism, escreve no nº 10 da revista Foreign Policy o seguinte: A Itália está transformar-se num Estado falhado da Europa Ocidental, mas será que os Italianos estão preocupados com a forma como a máfia está infiltrada em todo o lado?
Leio o artigo até ao fim. Valentina, desiludida com o seu Povo acaba concluindo que os Italianos, ou pelo menos uma boa maquia deles, “por causa da sua desconfiança em relação ao corrupto e ineficiente Estado” aceitam algumas propostas e “mudanças propostas pela máfia nas suas comunidades” chegando mesmo a criticar os esforços de alguns funcionários na luta pelo desmantelamento das redes criminosas.
Cabe ao Estado, aos seus agentes, imprimir um ritmo crescente de confiança nas instituições por forma a que o cidadão se sinta seguro e protegido para além daquilo que ele próprio pode fazer por si a pela sua família.
Adepto que sou da velha máxima liberal de que “governa melhor quem governa menos” reservo, no entanto, para o Estado a função de combate ao crime seja ele grande, pequeno, violento ou pacifico, do colarinho branco o do colarinho verde (novo conceito de crime ambiental). Caso contrário, caímos na anarquia da justiça popular, risco que corremos já há bastante tempo.
Ora, cabe no entanto ao cidadão, no pleno exercício dos seus direitos cívicos escolher quem nos governa. Essa escolha deve recair, em primeiro lugar sobre quem nos dê garantias de honestidade. Não entendo por isso que, candidatos ao desempenho de cargos públicos indiciados por crimes ou com condenações a penas efectivas de prisão, recolham a maioria dos votos dos seus concidadãos.
Vem esta minha reflexão a propósito das sondagens que por aí pululam sobre o resultado de Isaltino Morais em Oeiras.
Tal como a Itália “retratada” por Pasquali, Portugal caminha para o precipício, para o abismo talvez? Oeiras é, segundo um estudo publicado recentemente, o Concelho de Portugal com maior percentagem de licenciados, presumir-se-ia, gente culta. Qual falácia. Gente esperta, talvez. Esperta mas saloia, mais saloia do que aquela que num passado ainda recente aclamou Salazar e Carmona.
A passividade dos Portugueses em relação às questões éticas e morais no exercício de cargos públicos é tão grave quanto é a passividade dos Italianos em relação à Máfia. A diferença é que a nossa “Máfia” ainda se submete a votos e, por isso, temos a possibilidade de a banir e arredar do poder decisório.
Então, porque não o fazemos?
Leio o artigo até ao fim. Valentina, desiludida com o seu Povo acaba concluindo que os Italianos, ou pelo menos uma boa maquia deles, “por causa da sua desconfiança em relação ao corrupto e ineficiente Estado” aceitam algumas propostas e “mudanças propostas pela máfia nas suas comunidades” chegando mesmo a criticar os esforços de alguns funcionários na luta pelo desmantelamento das redes criminosas.
Cabe ao Estado, aos seus agentes, imprimir um ritmo crescente de confiança nas instituições por forma a que o cidadão se sinta seguro e protegido para além daquilo que ele próprio pode fazer por si a pela sua família.
Adepto que sou da velha máxima liberal de que “governa melhor quem governa menos” reservo, no entanto, para o Estado a função de combate ao crime seja ele grande, pequeno, violento ou pacifico, do colarinho branco o do colarinho verde (novo conceito de crime ambiental). Caso contrário, caímos na anarquia da justiça popular, risco que corremos já há bastante tempo.
Ora, cabe no entanto ao cidadão, no pleno exercício dos seus direitos cívicos escolher quem nos governa. Essa escolha deve recair, em primeiro lugar sobre quem nos dê garantias de honestidade. Não entendo por isso que, candidatos ao desempenho de cargos públicos indiciados por crimes ou com condenações a penas efectivas de prisão, recolham a maioria dos votos dos seus concidadãos.
Vem esta minha reflexão a propósito das sondagens que por aí pululam sobre o resultado de Isaltino Morais em Oeiras.
Tal como a Itália “retratada” por Pasquali, Portugal caminha para o precipício, para o abismo talvez? Oeiras é, segundo um estudo publicado recentemente, o Concelho de Portugal com maior percentagem de licenciados, presumir-se-ia, gente culta. Qual falácia. Gente esperta, talvez. Esperta mas saloia, mais saloia do que aquela que num passado ainda recente aclamou Salazar e Carmona.
A passividade dos Portugueses em relação às questões éticas e morais no exercício de cargos públicos é tão grave quanto é a passividade dos Italianos em relação à Máfia. A diferença é que a nossa “Máfia” ainda se submete a votos e, por isso, temos a possibilidade de a banir e arredar do poder decisório.
Então, porque não o fazemos?
Já não há condições.
Se quiserem saber a minha opinião sobre o Professor Cavaco Silva, basta fazerem uma busca neste V. blogue. Por isso, não é, para mim, novidade alguma o que se está a passar entre o Presidente da República, as Instituições e entre elas a mais importante das Instituições, a Nação.
Cavaco Silva, na minha modesta opinião, nunca teve condições para ser Presidente da República e, só o foi, porque Sócrates insistiu na “baboseirada” de se opor a Manuel Alegre apoiando uma candidatura requentada de Mário Soares.
Agora, quase findo o mandato e depois de ter tropeçado nos seus próprios pés, Cavaco perdeu as poucas condições que tinha para uma recandidatura. A não ser que o Povo Português, a tal Nação, esteja num estado de “bovinidade” tal que não se tenha ainda apercebido quem é o verdadeiro Cavaco, bem retratado na expressão que percorreu hoje a blogosfera escrita em português, de lés a lés e que abaixo transcrevo.
Cavaco Silva, na minha modesta opinião, nunca teve condições para ser Presidente da República e, só o foi, porque Sócrates insistiu na “baboseirada” de se opor a Manuel Alegre apoiando uma candidatura requentada de Mário Soares.
Agora, quase findo o mandato e depois de ter tropeçado nos seus próprios pés, Cavaco perdeu as poucas condições que tinha para uma recandidatura. A não ser que o Povo Português, a tal Nação, esteja num estado de “bovinidade” tal que não se tenha ainda apercebido quem é o verdadeiro Cavaco, bem retratado na expressão que percorreu hoje a blogosfera escrita em português, de lés a lés e que abaixo transcrevo.
"Cavaco Silva parece bafejado pelos deuses: conseguiu criar uma imagem de rigor por ser hirto, uma imagem de seriedade política por não ter sentido de humor e uma imagem de prudência por se exprimir com o laconismo de um jogador de futebol."
José Vitor Malheiros no Público
José Vitor Malheiros no Público
5 de outubro de 2009
Horta e Angra do Heroísmo.

Os debates com os candidatos a autarcas que a RTP-Açores, a bom tempo, se lembrou de nos presentear, têm desempenhado o papel de nos reavivar a memória sobre a qualidade, ou falta dela, dos nossos políticos.
Desde a pobreza de ideias, ao mau gosto no vestir e na escolha das gravatas até á boçalidade. De tudo um pouco se tem visto por esses Açores fora.
Espero, ansioso e por razões diferentes, dois desses debates. Horta e Angra do Heroísmo.
Horta porque há muito que acho que, embora hábil, João Castro não tem estrutura moral e intelectual para pôr a mais central das cidades Açorianas no lugar onde já esteve e merece estar no panorama geopolítico e geoestratégico.

Angra do Heroísmo, porque acredito que o CDS pode fazer história. Artur Lima foi corajoso ao concorrer a Angra, dando assim, o mote para que outros dirigentes se chegassem à frente. Artur Lima é um bom candidato e uma escolha muito forte mas pertence a um partido que apenas consegue 10% dos votos, precisa chegar aos 30% o que não será fácil. Contudo, conta com a ponderável dos candidatos do PS e PSD serem abaixo do nível desejado para uma Autarquia como a da Cidade Património da Humanidade.
A ver vamos, já só falta uma semana, aproximadamente.
4 de outubro de 2009
3 de outubro de 2009
Está tudo inventado.
No âmbito da filosofia política, está, de facto, tudo inventado.
O texto do meu post de ontem (onde não referi o autor propositadamente) que, reflecte a realidade actual em quase todas senão todas as democracias parlamentares, foi escrito por Rousseau, no seu “contrato social”, trazido aos escaparates no terceiro quartel do século XVIII. Está, de facto, tudo inventado e nada mudou. As liberdades são outras, exercidas também de forma e circunstância diferentes. Mas, também a peias e as correntes são outras. Contudo, essas, não deixaram de existir.
O texto do meu post de ontem (onde não referi o autor propositadamente) que, reflecte a realidade actual em quase todas senão todas as democracias parlamentares, foi escrito por Rousseau, no seu “contrato social”, trazido aos escaparates no terceiro quartel do século XVIII. Está, de facto, tudo inventado e nada mudou. As liberdades são outras, exercidas também de forma e circunstância diferentes. Mas, também a peias e as correntes são outras. Contudo, essas, não deixaram de existir.
2 de outubro de 2009
Um texto sobre eleições. Reflexões.
“O povo de (...) considera-se livre, mas está redondamente enganado: só é livre durante as eleições parlamentares. Mal os deputados são eleitos, a escravatura passa a vigorar e o povo fica reduzido a nada . A utilização que faz dos escassos momentos de liberdade de que goza mostra bem que merece perdê-los”.
30 de setembro de 2009
Quanto vale um pau-de-canela?
Alguma blogosfera e muita opinião publicada espanta-se, hoje, com a vacuidade da comunicação do Presidente da República de ontem. Pois, eu, não me espanto nem um bocadinho.
Quem tenha seguindo com atenção o que por aqui tenho escrito acerca do Sr. Silva de Boliqueime, certamente se recordará do epíteto “pau-de-canela” com que tenho brindado o “homem da regisconta”, oco como um pau-de-canela. Haverá melhor adjectivação?
Preocupa-me que uma certa direita, letrada, culta, política, seja capaz de votar e apoiar um tecnocrata arrogante- que em tempos desprezou a política- para desempenhar funções políticas.
Na verdade, Cavaco não pertence ao mundo da verdadeira direita conservadora no que é bom e liberal no que é preciso, é um parolo com tiques autoritários e um pensamento enviesado que julga-se capaz de ser o que não é, ou de mostrar ser diferente do que realmente é. Manipulado e manipulável como sempre foi por Dias Loureiro, Isaltino Morais, Duarte Lima e por mais uma boa mão cheia de nomes que nos recordarão, certamente os telejornais de outro e deste tempo, Cavaco não passou de uma marioneta ao serviço de uma cáfila que se juntou ao PSD para se servir do Estado.
A chamada direita parola, impreparada para a política, que, assentou a sua imagem nas verdades absolutas da tecnocracia em vez de o fazer no campo das ideias políticas, começa agora a ser mais parecida com o que sempre foi. Ou como alguém escreveu por estes dias, “afinal a boa moeda vale tanto como a má moeda, cerca de 30%”, por enquanto.
Quem tenha seguindo com atenção o que por aqui tenho escrito acerca do Sr. Silva de Boliqueime, certamente se recordará do epíteto “pau-de-canela” com que tenho brindado o “homem da regisconta”, oco como um pau-de-canela. Haverá melhor adjectivação?
Preocupa-me que uma certa direita, letrada, culta, política, seja capaz de votar e apoiar um tecnocrata arrogante- que em tempos desprezou a política- para desempenhar funções políticas.
Na verdade, Cavaco não pertence ao mundo da verdadeira direita conservadora no que é bom e liberal no que é preciso, é um parolo com tiques autoritários e um pensamento enviesado que julga-se capaz de ser o que não é, ou de mostrar ser diferente do que realmente é. Manipulado e manipulável como sempre foi por Dias Loureiro, Isaltino Morais, Duarte Lima e por mais uma boa mão cheia de nomes que nos recordarão, certamente os telejornais de outro e deste tempo, Cavaco não passou de uma marioneta ao serviço de uma cáfila que se juntou ao PSD para se servir do Estado.
A chamada direita parola, impreparada para a política, que, assentou a sua imagem nas verdades absolutas da tecnocracia em vez de o fazer no campo das ideias políticas, começa agora a ser mais parecida com o que sempre foi. Ou como alguém escreveu por estes dias, “afinal a boa moeda vale tanto como a má moeda, cerca de 30%”, por enquanto.
29 de setembro de 2009
Atiraram a toalha ao chão?
Andam por aí uns aprendizes de políticos que se cruzam nos corredores do PS e do Governo com Carlos Cesar mas que com ele nada aprendem, ele, Cesar, provavelmente nem sequer liga peva a essa gentinha.
Essa gente anda a tentar vender às bocas pequena e grande, que votar na Drª Berta Cabral para a Câmara de Ponta Delgada é a mesma coisa que escolher José Bolieiro para Presidente. Ou seja, são tão bons políticos que, tal como a generalidade do Povo Açoriano, já dão como garantida a vitória de Berta Cabral nas Regionais de 2012. Cada um sabe as linhas com que se cose.
Essa gente anda a tentar vender às bocas pequena e grande, que votar na Drª Berta Cabral para a Câmara de Ponta Delgada é a mesma coisa que escolher José Bolieiro para Presidente. Ou seja, são tão bons políticos que, tal como a generalidade do Povo Açoriano, já dão como garantida a vitória de Berta Cabral nas Regionais de 2012. Cada um sabe as linhas com que se cose.
Ainda a respeito de culpas.
No seguimento do meu post de ontem e porque ainda nutro alguma consideração por alguns social-democratas açorianos e porque o meu primo JNAS merece uma achega para ver se ajuda a Drª Berta Cabral a não cometer, nas regionais de 2012, os mesmos erros que MFL cometeu agora, vai um texto do Francisco Proença de Carvalho que, só agora descobri no 31 D'Armada.
Não vale a pena tapar o sol com a peneira
Um dos piores erros dos derrotados é desvalorizar a vitória dos que ganham. É uma espécie de bálsamo para atenuar a frustração da derrota. Vejo por aí muito boa gente a dizer que o PS não ganhou porque perdeu deputados para todos os partidos. Relembro: em democracia ganha quem tem mais votos! O PS é o vencedor destas eleições. O problema é que podia e devia tê-las perdido! E sejamos frontais: tal só não aconteceu porque, com muita pena minha, o PSD foi profundamente incompetente…
Foi incompetente quando não soube aproveitar a dinâmica de vitória criada pelo resultado das eleições europeias;
Foi incompetente quando não apresentou uma verdadeira renovação nas listas de candidatos a deputados;
Foi incompetente quando apresentou um programa dúbio, pouco claro e sem medidas verdadeiramente reformadoras;
Foi incompetente quando não aproveitou o interessante e inovador trabalho realizado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro e o Gabinete de Estudos do partido;
Foi incompetente quando assentou a sua estratégia na ideia de que “em Portugal não se ganham eleições, perdem-se”;
Foi incompetente ao desprezar o valor da imagem e energia mediática no Século XXI;
Foi incompetente quando se asfixiou na história da asfixia democrática que nenhum interesse tem para a resolução dos muitos problemas do país;
Enfim, foi um partido sério, mas incompetente nos momentos decisivos…
Tenho estima e admiração por algumas das pessoas que vêm conduzindo o PSD. Penso que Manuela Ferreira Leite foi fundamental para estancar a degradação de recursos humanos que minava o PSD de Menezes. No entanto, o PSD fez muito pouco para ganhar estas eleições. Parecia uma equipa de futebol a jogar para o empate. E, quando se joga para empatar, normalmente perde-se…
Um dos piores erros dos derrotados é desvalorizar a vitória dos que ganham. É uma espécie de bálsamo para atenuar a frustração da derrota. Vejo por aí muito boa gente a dizer que o PS não ganhou porque perdeu deputados para todos os partidos. Relembro: em democracia ganha quem tem mais votos! O PS é o vencedor destas eleições. O problema é que podia e devia tê-las perdido! E sejamos frontais: tal só não aconteceu porque, com muita pena minha, o PSD foi profundamente incompetente…
Foi incompetente quando não soube aproveitar a dinâmica de vitória criada pelo resultado das eleições europeias;
Foi incompetente quando não apresentou uma verdadeira renovação nas listas de candidatos a deputados;
Foi incompetente quando apresentou um programa dúbio, pouco claro e sem medidas verdadeiramente reformadoras;
Foi incompetente quando não aproveitou o interessante e inovador trabalho realizado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro e o Gabinete de Estudos do partido;
Foi incompetente quando assentou a sua estratégia na ideia de que “em Portugal não se ganham eleições, perdem-se”;
Foi incompetente ao desprezar o valor da imagem e energia mediática no Século XXI;
Foi incompetente quando se asfixiou na história da asfixia democrática que nenhum interesse tem para a resolução dos muitos problemas do país;
Enfim, foi um partido sério, mas incompetente nos momentos decisivos…
Tenho estima e admiração por algumas das pessoas que vêm conduzindo o PSD. Penso que Manuela Ferreira Leite foi fundamental para estancar a degradação de recursos humanos que minava o PSD de Menezes. No entanto, o PSD fez muito pouco para ganhar estas eleições. Parecia uma equipa de futebol a jogar para o empate. E, quando se joga para empatar, normalmente perde-se…
28 de setembro de 2009
Vocês (CDS) é que tiveram culpa...
... foi a frase que mais ouvi hoje ao longo do dia por parte de muitos Social-democratas. Era só o que mais faltava. Um “gaijo” faz o seu trabalho e ainda tem culpa dos outros não terem feito o seu.
Muitos militantes do PSD que são mais à direita, nutrem pelo CDS um ódio visceral incompreensível. Afinal, eles é que estão no partido errado.
O que interessa saber.
Daqui a 15 dias vamos outra vez a votos.
Importa saber se o PS aguenta a Câmara da Horta, com ou sem CDU.
Importa saber por quantos ganhará a Drª Berta Cabral em Ponta Delgada?
Conseguirá o PS aguentar o "ridiculo" resultado de há 4 anos ou ainda perderá mais?
Importa saber, depois de ter perdido 14000 votos nas europeias e 11000 nas legislativas, quantos votos vai perder Cesar nas Autárquicas?
Eu, como voto na Ribeira Grande, não serei tido nem achado nessas "guerras" mas se fosse, sei bem em quem não votaria, nem que o Islão me obrigasse.
27 de setembro de 2009
Grande CDS, grande Felix Rodrigues.
Com as Freguesias até agora apuradas, o CDS meteria, pela primeira vez, um Deputado pelos Açores.
João Jardim é que sabia.
Essa "canalha" o mais que conseguiu foi fazer com que a esquerda radical chegasse ao governo.
Deve ter sido por causa da crise internacional.
A Chanceler Merkel venceu a eleições na Alemanha com uma confortável maioria que lhe permitirá formar governo com os Liberais. Quem bem que é ser Alemão.
25 de setembro de 2009
Voto útil?

Eu voto em pessoas conjugadas com partidos. Por isso, voto no CDS e no Felix Rodrigues. Mas, também me faziam falta mais uns votozinhos tal como fazem falta ao Paulo Gusmão. Só espero que ele, tal como eu, acabe votando no CDS.
Está a fazer falta bater no fundo.
O país precisa de uma coligação do PS com o BE como de pão para a boca. Embora uma coligação da esquerda moderna do grande“centrão” com a esquerda radical trotskista não seja nem de longe a minha escolha (tenho essa coisa umas vezes convicta outras costumeira de votar no CDS), não tenho dúvidas de que uma coligação da esquerda radical e caviar de Francisco Louçã, com a esquerda caviar moderada e Armani de José Sócrates, é o que de melhor poderia acontecer ao País neste momento. Eu explico: A entrada do BE no leque dos partidos chamados do arco da governabilidade, fará cair o mito maniqueísta em que Francisco Louçã alicerçou o edifício imagético que demorou quase 12 anos a construir. Assim foi com o Zé que fazia falta e já não faz.
Além disso, a aliança com José Sócrates, ambos artistas do “Chico-espertismo”, ambos alimentados da esperteza saloia. Isso mesmo se prova remontando ao tempo em que agora primeiro-ministro assinava projectos de qualidade rasca (duvidosa nem um pouco) feitos por um colega igualmente rasca como ele. Ou com um regresso à forma como Louçã venceu dentro do então PSR pregando à Frei Tomaz, com ou sem PPR que isso não me interessa.
O poder, exercido de forma mais ou menos democrática ou mais ou menos totalitária, não só corrompe como esclarece alguns dos populismos e põe a claro as demagogias das oposições irresponsáveis. Aliás, foi isso que aconteceu com Sócrates, tanta demagogia à volta dos impostos e depois foi um tal aumenta-los.
O Pais precisa, urgentemente, bater no fundo. Portugal vive, mais do que uma crise económica e financeira, uma crise de valores, uma crise de regime. Só batendo no fundo o regime se imolará e das cinzas renascerá, qual fenix, uma nova ordem que resgatará Portugal.
Não há caminho mais rápido para bater no fundo do que uma governo de José Sócrates, se for com o Louçã tanto melhor, depois de 2013 não haverá mais mitos nem mais regime.
Além disso, a aliança com José Sócrates, ambos artistas do “Chico-espertismo”, ambos alimentados da esperteza saloia. Isso mesmo se prova remontando ao tempo em que agora primeiro-ministro assinava projectos de qualidade rasca (duvidosa nem um pouco) feitos por um colega igualmente rasca como ele. Ou com um regresso à forma como Louçã venceu dentro do então PSR pregando à Frei Tomaz, com ou sem PPR que isso não me interessa.
O poder, exercido de forma mais ou menos democrática ou mais ou menos totalitária, não só corrompe como esclarece alguns dos populismos e põe a claro as demagogias das oposições irresponsáveis. Aliás, foi isso que aconteceu com Sócrates, tanta demagogia à volta dos impostos e depois foi um tal aumenta-los.
O Pais precisa, urgentemente, bater no fundo. Portugal vive, mais do que uma crise económica e financeira, uma crise de valores, uma crise de regime. Só batendo no fundo o regime se imolará e das cinzas renascerá, qual fenix, uma nova ordem que resgatará Portugal.
Não há caminho mais rápido para bater no fundo do que uma governo de José Sócrates, se for com o Louçã tanto melhor, depois de 2013 não haverá mais mitos nem mais regime.
E por falar em bosta...
..., bosta com M.

Foto Público one line
José Lello e António Braga acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário.
Portugal foi "bostado" de alto e de repuxo.
Foto Público one line
José Lello e António Braga acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário.
Portugal foi "bostado" de alto e de repuxo.
24 de setembro de 2009
PS aumenta vantagem sobre o PSD.
Eu bem que avisei, em Julho, que era melhor que o PSD se mantivesse caladinho, estático. "Relógio parado duas vezes ao dia está certo". Quizeram fazer a "bosta" agora limpem com a mão que já se acabou o papel.
11 de setembro de 2009
Ponta Delgada, 11 de Setembro de 1891.

Na mão de Deus.
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.
Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despôjo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.
Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,
Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!
Antero de Quental.
10 de setembro de 2009
8 de setembro de 2009
Não aprenderam nada
Se as eleições tivessem sido há dois meses o PSD ficaria próximo da maioria absoluta. Agora tenho dúvidas que as ganhe. Se não se calarem, ainda as perdem.
Portas agradece, Louçã também.
Com quem irá Sócrates formar governo?
Com a extrema-esquerda trotskista?
Portas agradece, Louçã também.
Com quem irá Sócrates formar governo?
Com a extrema-esquerda trotskista?
7 de setembro de 2009
Separados à nascença.
Quem?
Eu e o Henrique Burnay, claro!
Eu e o Henrique Burnay, claro!
Nestas eleições volto a votar CDS, por essas razões e porque é o voto mais seguro contra maiorias absolutas, blocos centrais e esquerdas modernaças. Só isso era suficiente para este voto. Mas há mais um argumento. Para lá da imagem tradicional do CDS (a que lhe colam e a que se deixa colar-lhe) há outro CDS, mais real, influente, marcante e, sobretudo, interessante. É o CDS que está no Rua Direita. Tem democrata-cristãos, conservadores e liberais, tem opiniões divergentes (tem coisas com que discordo a sério), tem gente que faz política com hábito e frequência e gente que nunca entrou na sede de um partido. Mas, sobretudo, tem um fio condutor: uma ideia de liberdade e responsabilidade individuais. É uma direita que faz falta a Portugal. E à própria direita.
4 de setembro de 2009
Complicadex.
Hoje, para adquirir um equipamento que a lei me obriga a ter a bordo, tive que obter duas licenças em duas repartições distintas uma de cada lado da Cidade. Foi a chamada manhã aos papéis.
Isso tudo no País do faz de contas, o país do Simplex.
Isso tudo no País do faz de contas, o país do Simplex.
3 de setembro de 2009
E a água?

Nesta Ilha de Santa Maria que, foi notícia este verão pela falta de água para abastecimento às populações, o Governo das “luminárias” socialistas, com fogo a pegar-lhes no rabo-de-palha, insiste na construção de um Campo de Golfe que gastará, só em 4 meses, a mesma quantidade de água necessária para o abastecimento das populações da Vila, Aeroporto, São Pedro e Almagreira. Se o período de seca se prolongar, como foi o caso de 2008, até Dezembro, a rega do campo de golfe será equivalente à totalidade do consumo de água da população da Ilha.
Obviamente, não se contabiliza, por hora, o potencial crescimento de população flutuante ( só na cabeça dos socialistas o Golfe em Santa Maria é potenciador de aumento de turistas), porque se o fizéssemos, então seria necessário triplicar o nº de furos e de captações de água para abastecimento das populações em primeiro lugar, depois da agricultura, principal sector económico da Ilha e finalmente, o Golfe, esse “maná socialista” que, esperemos, seja apenas mais um anúncio em ano de eleições do que uma promessa para cumprir.
Obviamente, não se contabiliza, por hora, o potencial crescimento de população flutuante ( só na cabeça dos socialistas o Golfe em Santa Maria é potenciador de aumento de turistas), porque se o fizéssemos, então seria necessário triplicar o nº de furos e de captações de água para abastecimento das populações em primeiro lugar, depois da agricultura, principal sector económico da Ilha e finalmente, o Golfe, esse “maná socialista” que, esperemos, seja apenas mais um anúncio em ano de eleições do que uma promessa para cumprir.
18 de agosto de 2009
16 de agosto de 2009
11 de agosto de 2009
9 de agosto de 2009
8 de agosto de 2009
Canis lupus familiaris
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Alguém, no Partido Socialista, diga ao Alexandre Pascoal para tentar, pelo menos tentar, mostrar, fingir que é independente. É que assim, não há abertura à chamada e proclamada sociedade civil, são todos tão alinhadinhos.
Etiquetas:
Pavlov.
Actual desde 2005.
Deixo-vos aqui um pedaço do texto que escrevi em Agosto de 2005 para a desaparecida revista FACTOS e que pode ser lido na íntegra aqui.
A actualidade é assustadora, mudem-se, apenas, alguns nomes e a coisa fica tão actual como são a trapalhadas do Alexandre Pascoal na sua ânsia quase pornográfica de ser mais papista do que o Papa.
A actualidade é assustadora, mudem-se, apenas, alguns nomes e a coisa fica tão actual como são a trapalhadas do Alexandre Pascoal na sua ânsia quase pornográfica de ser mais papista do que o Papa.
(...)
Nestas Ilhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, a silly season começa mais cedo. Passado que é o Domingo de Páscoa, entramos nos preparativos para a primeira dominga e com Espírito Santo, toiros, o Senhor Santo Cristo e uma parafernália de artistas populares, até nos esquecemos do défice, dos 2% a mais no IVA, do aumentos das prestações da casa e do carro, do congelamento do salário e lá vamos cantando e rindo a fingir que tudo vai bem. Em ano de eleições a "estação tontinha" enche-se de eventos tontinhos e desnecessários, a cultura serve de desculpa e argumento para erguer um palco em qualquer lugar e contratar uma qualquer vedeta da música pimba para animar meia dúzia de horas e de outras tantas cervejas os tontinhos que vão ser sábios na hora do voto.
De arraial em arraial, de município em município, uns mais falidos outros menos falidos mas todos falidos, não faltarão copos e petiscos, afinal falamos do Povo, deste povo ao qual nos orgulhamos de pertencer e para manter esse povo bem caladinho não há nada como seguir os ensinamentos que nos vêem da antiga Roma. Pão e Circo ou melhor panem et circensis.
De arraial em arraial, de município em município, uns mais falidos outros menos falidos mas todos falidos, não faltarão copos e petiscos, afinal falamos do Povo, deste povo ao qual nos orgulhamos de pertencer e para manter esse povo bem caladinho não há nada como seguir os ensinamentos que nos vêem da antiga Roma. Pão e Circo ou melhor panem et circensis.
7 de agosto de 2009
Hoje acordei assim.Roam-se de inveja.
6 de agosto de 2009
5 de agosto de 2009
Este também não é o meu sistema.
Este não é o meu sistema...
Como seria expectável, as listas do PSD suscitaram várias criticas, umas justas outras nem por isso. O nosso sistema faz com que as escolhas sejam da exclusiva responsabilidade da liderança partidária. Sendo assim, neste sistema são compensados os fiéis e penalizados os infiéis.. Isto é a vida partidária portuguesa, o que não quer dizer que concorde com isso...
A introdução de primárias abertas e círculos uninominais seria fundamental para reformar o estado da nossa política. Aguardo pacientemente que no futuro se possa fazer esta discussão de forma aprofundada. O regime político que temos, que faz dos deputados meras câmaras de ressonância das lideranças partidárias, não serve o país.
(...)Como seria expectável, as listas do PSD suscitaram várias criticas, umas justas outras nem por isso. O nosso sistema faz com que as escolhas sejam da exclusiva responsabilidade da liderança partidária. Sendo assim, neste sistema são compensados os fiéis e penalizados os infiéis.. Isto é a vida partidária portuguesa, o que não quer dizer que concorde com isso...
A introdução de primárias abertas e círculos uninominais seria fundamental para reformar o estado da nossa política. Aguardo pacientemente que no futuro se possa fazer esta discussão de forma aprofundada. O regime político que temos, que faz dos deputados meras câmaras de ressonância das lideranças partidárias, não serve o país.
Nuno Gouveia no 31 D'Armada e no Jamais.
4 de agosto de 2009
O paradigma da governação Sócrates
Há uma medida que pode ser apresentada como o cristalino exemplo do paradigma da governação de Sócrates.
Refiro-me ao famigerado processo de avaliação dos professores.
A ideia foi apresentada com fulgor e veemência pelo próprio primeiro-ministro. Era a prova da coragem e do reformismo deste líder, contra o imobilismo, a preguiça e a mediocridade de uma classe profissional. (...)
Refiro-me ao famigerado processo de avaliação dos professores.
A ideia foi apresentada com fulgor e veemência pelo próprio primeiro-ministro. Era a prova da coragem e do reformismo deste líder, contra o imobilismo, a preguiça e a mediocridade de uma classe profissional. (...)
Passaram quatro anos e meio. A mais longa Legislatura. O que temos?
Temos o processo de avaliação de professores na gaveta
Temos o processo de avaliação de professores na gaveta
(...)
3 de agosto de 2009
A natureza faz a sua poda.

Este exemplar de Faia-da-terra, Morella faya (Aiton) Wilbur, está tomando a forma da encosta por força do vento Nordeste predominante na Baís de São Lourenço, Ilha de Santa Maria, Açores.
Mais imagens de plantas endemicas do Arquipélago dos Açores, capturadas por mim, podem ser consultadas aqui.
2 de agosto de 2009
30 de julho de 2009
A Ilha Amarela está verde.

Santa Bárbara-Santa Maria Island-Azores
Quem visitar Santa Maria por estes dias e estiver habituado a fazê-lo nestes datas e por sistema, certamente ficará admirado com as cores com que a Ilha nos presenteia.
Na verdade, as chuvas do mês de Junho e uns orvalhos que têm caído durante este Julho, têm sido o suficiente para manter a Ilha verdinha.
Depois dos calafrios por que passaram os Agricultores marienses com um verão de 2008 se prolongou até Junho de 2009, finalmente o descanso do guerreiro.
Na verdade, as chuvas do mês de Junho e uns orvalhos que têm caído durante este Julho, têm sido o suficiente para manter a Ilha verdinha.
Depois dos calafrios por que passaram os Agricultores marienses com um verão de 2008 se prolongou até Junho de 2009, finalmente o descanso do guerreiro.
29 de julho de 2009
Esta é para ti

Sim para ti Micas. Gosto de te chamar assim, sei que os outros te chamam Maria de Deus mas eu que, comecei por chamar-te tia, rapidamente adoptei o carinhoso Micas. Sei que tu gostas.
Quando, ontem, subia a “Fajãzinha” e me lembrei que tinha esquecido a providencial garrafa de água, olhei para trás e vi a Baía em toda a sua beleza. Descansei, sabia que estavas ali comigo, subindo sem poderes cada degrau de pedra, vencendo cada quartel de vinha. Uns mais abandonados do que outros mas, quase todos, abandonados.
Parei um pouco. Parei para falar contigo sem ser interrompido pela minha própria respiração ofegante.
Levei a Nikon ao olho esquerdo e carreguei no obturador. Fez o barulho daquele teu “chiuuuuuuuuuuuuu que beleza” que sempre fazes quando vês uma das minhas fotografias da nossa Baia de São Lourenço. Continuas a vê-las? Sei que sim, estejas onde estiveres, sei que sim. É por ti que percorro as veredas á procura de uma nova visão. Sei que está aí, a olhar para mim, estarás num sítio qualquer onde olhas por mim e pelos teus que também são os meus.
A minha fé nem sempre tem sido tão hercúlea como a tua, vai-se fazendo. Mas, hoje, sei que a tua “fé inoxidável” te levou para um lugar sentada ao lado de Deus, ao seu lado direito, ao lado do filho dele e de outros filhos de outros tantos deuses, maiores ou menores, que se foram libertando da lei da morte. Um dia vou estar aí, espera por mim, perseverantemente como sempre estiveste ao nosso lado, ensinando-nos que era assim que a vida tinha que ser vivida, intensamente e um dia atrás de cada outro dia.
Naquele dia em que te acompanhei à última morada terrena apeteceu-me dizer umas palavras. Um epitáfio. Não fui capaz. Nunca seria capaz de fazer aquilo. Para mim estás sempre aqui, ao pé, de pé, hora após hora, dias após dia, para ti não há morte, há outra vida apenas.
Estes dias em São Lourenço, os primeiros sem a tua companhia física, são muito difíceis para todos nós. Este é o nosso cantinho, o cantinho pelo qual nos apaixonamos um dia e nunca mais deixamos de frequentar.
Olha sempre por mim.
Quando, ontem, subia a “Fajãzinha” e me lembrei que tinha esquecido a providencial garrafa de água, olhei para trás e vi a Baía em toda a sua beleza. Descansei, sabia que estavas ali comigo, subindo sem poderes cada degrau de pedra, vencendo cada quartel de vinha. Uns mais abandonados do que outros mas, quase todos, abandonados.
Parei um pouco. Parei para falar contigo sem ser interrompido pela minha própria respiração ofegante.
Levei a Nikon ao olho esquerdo e carreguei no obturador. Fez o barulho daquele teu “chiuuuuuuuuuuuuu que beleza” que sempre fazes quando vês uma das minhas fotografias da nossa Baia de São Lourenço. Continuas a vê-las? Sei que sim, estejas onde estiveres, sei que sim. É por ti que percorro as veredas á procura de uma nova visão. Sei que está aí, a olhar para mim, estarás num sítio qualquer onde olhas por mim e pelos teus que também são os meus.
A minha fé nem sempre tem sido tão hercúlea como a tua, vai-se fazendo. Mas, hoje, sei que a tua “fé inoxidável” te levou para um lugar sentada ao lado de Deus, ao seu lado direito, ao lado do filho dele e de outros filhos de outros tantos deuses, maiores ou menores, que se foram libertando da lei da morte. Um dia vou estar aí, espera por mim, perseverantemente como sempre estiveste ao nosso lado, ensinando-nos que era assim que a vida tinha que ser vivida, intensamente e um dia atrás de cada outro dia.
Naquele dia em que te acompanhei à última morada terrena apeteceu-me dizer umas palavras. Um epitáfio. Não fui capaz. Nunca seria capaz de fazer aquilo. Para mim estás sempre aqui, ao pé, de pé, hora após hora, dias após dia, para ti não há morte, há outra vida apenas.
Estes dias em São Lourenço, os primeiros sem a tua companhia física, são muito difíceis para todos nós. Este é o nosso cantinho, o cantinho pelo qual nos apaixonamos um dia e nunca mais deixamos de frequentar.
Olha sempre por mim.
28 de julho de 2009
27 de julho de 2009
Promessas em vão são rendas por pagar.
O desequilíbrio das contas públicas atingiu, em Portugal, níveis que nunca tinham sido conhecidos. Tudo isto, apesar do Sr. Primeiro-ministro, se achar o melhor e o mais competente individuo à face da terrinha para combater o chamado défice orçamental.
Este resultado era prognosticável e foi previsto aqui neste blogue e em pelo menos mais meia dúzia de blogues que se dedicam a pensar um pouco e que defenderam a redução da despesa em lugar do aumento da receita e o abaixamento de impostos como forma de aquecer a economia e aumentar por essa via a receita fiscal.O super Ministro Teixeira dos Santos reconheceu isso mesmo na passada semana, com 4 anos e meio de atraso, razão tem João Jardim quando o chama de incompetente.
A gestão das finanças públicas é assunto complexo, é por isso que existem mestrados e doutoramentos. Mas, há coisas simples de se perceber. Por exemplo se o estado for gerido como uma mercearia de bairro (e é assim que tudo se gere até certo ponto) e se fizermos essas analogias com rigor, todos seremos capazes de perceber o que falhou no sistema fiscal português e que levou o Estado à falência técnica e levará à falência de facto se nada for feito para alterar esse estado de coisas.
O sr. José da Mercearia aqui do canto (Estado/Finanças e economia) perdeu três clientes. O sr. Joaquim do 5º esquerdo (micro, pequenas e médias empresas em dificuldades que deixaram de pagar impostos) que foi para a terra, a dona Eulália do 2º direito (grandes empresas do sector imobiliário vitimas da sua própria especulação que viram os lucros tributáveis reduzidos) foi “pra jasus” e o Sr. Manuel do 6º direito (deslocalizações) foi para França ter com a filha que lhe faz o almoço mais barato do que a prima do 4º esquerdo que também perdeu assim um cliente.
Como o Bairro está velho e não há garantias de ser rejuvenescido, a falta desse mercado não se regenerou. O Sr. José viu, assim, a sua receita diminuir. Contudo, não conseguiu reduzir os seus custos fixos, água, electricidade, ordenados, renda do imóvel, tudo aumentou inclusive o ordenado dele e dos seus afilhados que trabalho ao balcão.
O sr. José, perante a impossibilidade de fazer face à despesa com a receita que tinha, em vez de fazer promoções e dinamizar o negócio para atrair mais clientes (choque fiscal) e afugentar os vendedores ambulantes clandestinos (combate à fraude e evasão fiscais), fez o que lhe pareceu mais fácil. Aumentou os preços, pressionou os seus clientes a pagar a pronto, logo e já e com juros altos aplicados sem dó nem piedade aos que se atrasavam e não contente ainda foi-se enganando, propositadamente ou por incompetência, na cobrança das dividas a uns e a outros(notificação e cobrança de dividas fiscais indevidas com inversão do ónus da prova). Não contente, declarou “guerra” aos clientes que melhor podiam pagar e que lhe iam aguentando a tasca aberta, médicos, engenheiros, arquitectos, advogados e outros trabalhadores independentes foram de tal ordem perseguidos pelo Sr. João que deixaram de trabalhar para lhe sustentar a casa em Sesimbra e o Mercedes à porta do apartamento de Benfica (TGV, novo aeroporto e outras obras de regime).
Fanfarrão, o Sr. José, embora sabendo que o negócio ia de mal a pior, continuou a dizer que tudo ia no bom caminho e sobre rodas, afugentando ainda mais clientes descrentes com a publicidade enganosa do sr. José. Até ao dia em que a verdade se começou a saber e toda a clientela ficou conhecedora que o Sr. José estava à beira da falência. Empanque, do alto da sua arrogância, o José, agora já sem o Sr. antes que já ninguém lhe reconhece direito ao respeito, continua a dizer que a loja está falida mas que ainda está para nascer quem seja capaz de a gerir melhor do que ele.
A braços com uma acção de despejo por falta de pagamento das rendas (promessas eleitorais) o José todos os dias telefona aos senhorios (eleitores) a fazer mais uma promessa, promessas sem garantia, claro.
Este resultado era prognosticável e foi previsto aqui neste blogue e em pelo menos mais meia dúzia de blogues que se dedicam a pensar um pouco e que defenderam a redução da despesa em lugar do aumento da receita e o abaixamento de impostos como forma de aquecer a economia e aumentar por essa via a receita fiscal.O super Ministro Teixeira dos Santos reconheceu isso mesmo na passada semana, com 4 anos e meio de atraso, razão tem João Jardim quando o chama de incompetente.
A gestão das finanças públicas é assunto complexo, é por isso que existem mestrados e doutoramentos. Mas, há coisas simples de se perceber. Por exemplo se o estado for gerido como uma mercearia de bairro (e é assim que tudo se gere até certo ponto) e se fizermos essas analogias com rigor, todos seremos capazes de perceber o que falhou no sistema fiscal português e que levou o Estado à falência técnica e levará à falência de facto se nada for feito para alterar esse estado de coisas.
O sr. José da Mercearia aqui do canto (Estado/Finanças e economia) perdeu três clientes. O sr. Joaquim do 5º esquerdo (micro, pequenas e médias empresas em dificuldades que deixaram de pagar impostos) que foi para a terra, a dona Eulália do 2º direito (grandes empresas do sector imobiliário vitimas da sua própria especulação que viram os lucros tributáveis reduzidos) foi “pra jasus” e o Sr. Manuel do 6º direito (deslocalizações) foi para França ter com a filha que lhe faz o almoço mais barato do que a prima do 4º esquerdo que também perdeu assim um cliente.
Como o Bairro está velho e não há garantias de ser rejuvenescido, a falta desse mercado não se regenerou. O Sr. José viu, assim, a sua receita diminuir. Contudo, não conseguiu reduzir os seus custos fixos, água, electricidade, ordenados, renda do imóvel, tudo aumentou inclusive o ordenado dele e dos seus afilhados que trabalho ao balcão.
O sr. José, perante a impossibilidade de fazer face à despesa com a receita que tinha, em vez de fazer promoções e dinamizar o negócio para atrair mais clientes (choque fiscal) e afugentar os vendedores ambulantes clandestinos (combate à fraude e evasão fiscais), fez o que lhe pareceu mais fácil. Aumentou os preços, pressionou os seus clientes a pagar a pronto, logo e já e com juros altos aplicados sem dó nem piedade aos que se atrasavam e não contente ainda foi-se enganando, propositadamente ou por incompetência, na cobrança das dividas a uns e a outros(notificação e cobrança de dividas fiscais indevidas com inversão do ónus da prova). Não contente, declarou “guerra” aos clientes que melhor podiam pagar e que lhe iam aguentando a tasca aberta, médicos, engenheiros, arquitectos, advogados e outros trabalhadores independentes foram de tal ordem perseguidos pelo Sr. João que deixaram de trabalhar para lhe sustentar a casa em Sesimbra e o Mercedes à porta do apartamento de Benfica (TGV, novo aeroporto e outras obras de regime).
Fanfarrão, o Sr. José, embora sabendo que o negócio ia de mal a pior, continuou a dizer que tudo ia no bom caminho e sobre rodas, afugentando ainda mais clientes descrentes com a publicidade enganosa do sr. José. Até ao dia em que a verdade se começou a saber e toda a clientela ficou conhecedora que o Sr. José estava à beira da falência. Empanque, do alto da sua arrogância, o José, agora já sem o Sr. antes que já ninguém lhe reconhece direito ao respeito, continua a dizer que a loja está falida mas que ainda está para nascer quem seja capaz de a gerir melhor do que ele.
A braços com uma acção de despejo por falta de pagamento das rendas (promessas eleitorais) o José todos os dias telefona aos senhorios (eleitores) a fazer mais uma promessa, promessas sem garantia, claro.
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O bairro de Benfica inspira-me.
26 de julho de 2009
Aviso à navegação II
Acabam de me desafiar, pela "enésima" vez, a escrever sobre os problemas do transporte marítimo de passageiros inter-ilhas.
Para que conste, eu levei 12 anos a dizer o que pensava sobre esse assunto.
12 anos e 100 milhões de euros depois, infelizmente, continuo a ter razão e a não ser ouvido nem achado para o assunto.
Para que conste, eu levei 12 anos a dizer o que pensava sobre esse assunto.
12 anos e 100 milhões de euros depois, infelizmente, continuo a ter razão e a não ser ouvido nem achado para o assunto.
Aviso à navegação.
Há cerca de um mês uma amiga escreveu-me a queixar-se pela forma como estava a ser tratada na caixa de comentários do foguetabraze. Hoje recebi mais um e-mail com reparos sobre o mau uso da mesma.
Só para que conste, eu há meses que não entro nas caixas de comentários de blogues.
Só para que conste, eu há meses que não entro nas caixas de comentários de blogues.
Ainda as SCUT e para memória futura.
Para além das questões ambientais e de destruição do património natural da Ilha de São Miguel, cujo custo/beneficio não é, facilmente, quantificável, há uma questão de injustiça em relação a outros proprietários que foram expropriados num passado ainda recente.
Há mais de 5 anos os preços pagos pelas expropriações para a variante à Lagoa foram de 11€ m2 e em alguns casos mesmo mais. A euroscut, passados 5 anos, está a querer pagar 3€m2 em alguns casos e o mais longe que foi atingiu os 7€ m2.
Em muitos caso, quanto mais caminhamos para nordeste, as pequenas parcelas expropriadas são as únicas que os pequenos proprietários detêm.
Independentemente das convicções politicas de cada um (nos Açores, no PS, PSD, CDS, PCP BE e sem partido, há muito comunista recalcado contra os proprietários de terras agrícolas)a terra é um bem escasso, cada vez mais escasso e finito, toda agente tem o direito de não querer alienar as suas terras, compradas ou herdadas e toda a gente tem o direito de querer vender ao vizinho que as vai cultivar por 10 ou 12 € mas para o Estado as transformar em estradas tem o direito de pedir 15 ou 20. Eu gosto da terra e vivo dela, tiro dela o sustento da minha família e daqueles que a trabalham comigo, eu não gosto da minha Ilha retalhada por estradas que fazem dela uma Ilha mais feia e mais pobre, mais igual às outras ilhas que conheci por esse mundo fora. Há casos em que a passagem das estradas constitui um crime de lesa pátria.
Há bem pouco tempo, terras de primeira, nos Foros da Ribeira Grande, foram atravessadas por uma estrada sem utilidade.
A passagem da SCUT a sul da Freguesia da Ribeirinha já destruiu duas nascentes de água e mais de 400 alqueires de terra de primeira. Transformou uma pequena exploração agrícola adquirida a muito esforçoe emparcelada com outro tanto esforço, numa manta de retalhos.
São estradas para quê?
Para os Nordestenses demorarem menos 15 minutos de viagem até ao hiper Modelo.
Se continuarmos a empobrecer a nossa região com investimentos desnecessários e destruindo a nossa riqueza natural, em breve nem dinheiro para os combustíveis vamos ter, muito menos para os carros.
Esta análise não é catastrofista, é realista, a crise que vivemos não é local nem de confiança, é internacional e é de regime e de sistema, não é fazendo igual ao que se tem feito nos últimos 100 anos que vamos sair da crise antes dos outros, bem pelo contrário.
Há mais de 5 anos os preços pagos pelas expropriações para a variante à Lagoa foram de 11€ m2 e em alguns casos mesmo mais. A euroscut, passados 5 anos, está a querer pagar 3€m2 em alguns casos e o mais longe que foi atingiu os 7€ m2.
Em muitos caso, quanto mais caminhamos para nordeste, as pequenas parcelas expropriadas são as únicas que os pequenos proprietários detêm.
Independentemente das convicções politicas de cada um (nos Açores, no PS, PSD, CDS, PCP BE e sem partido, há muito comunista recalcado contra os proprietários de terras agrícolas)a terra é um bem escasso, cada vez mais escasso e finito, toda agente tem o direito de não querer alienar as suas terras, compradas ou herdadas e toda a gente tem o direito de querer vender ao vizinho que as vai cultivar por 10 ou 12 € mas para o Estado as transformar em estradas tem o direito de pedir 15 ou 20. Eu gosto da terra e vivo dela, tiro dela o sustento da minha família e daqueles que a trabalham comigo, eu não gosto da minha Ilha retalhada por estradas que fazem dela uma Ilha mais feia e mais pobre, mais igual às outras ilhas que conheci por esse mundo fora. Há casos em que a passagem das estradas constitui um crime de lesa pátria.
Há bem pouco tempo, terras de primeira, nos Foros da Ribeira Grande, foram atravessadas por uma estrada sem utilidade.
A passagem da SCUT a sul da Freguesia da Ribeirinha já destruiu duas nascentes de água e mais de 400 alqueires de terra de primeira. Transformou uma pequena exploração agrícola adquirida a muito esforçoe emparcelada com outro tanto esforço, numa manta de retalhos.
São estradas para quê?
Para os Nordestenses demorarem menos 15 minutos de viagem até ao hiper Modelo.
Se continuarmos a empobrecer a nossa região com investimentos desnecessários e destruindo a nossa riqueza natural, em breve nem dinheiro para os combustíveis vamos ter, muito menos para os carros.
Esta análise não é catastrofista, é realista, a crise que vivemos não é local nem de confiança, é internacional e é de regime e de sistema, não é fazendo igual ao que se tem feito nos últimos 100 anos que vamos sair da crise antes dos outros, bem pelo contrário.
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Eusou contra as SCUT.
25 de julho de 2009
Ao longe vê-se melhor.

Fotografia do Luís Anselmo via Pari Passu
O processo de construção de estradas a decorrer em São Miguel é um erro estratégico colossal cujo preço será pago por inúmeras gerações.
O esquema encontrado para a sua execução, com recurso ao regime de scut como forma de aligeirar os processos de expropriação e a delonga no pagamento, é outro atropelo grave e permitido apenas por gentinha que nos governa sem ter noção do custo da terra, do seu valo económico e sentimental, da sua importância económica. Em suma, somos governados por ignorantes, literalmente ignorantes. Pior, são ignorantes de salão, armados em gente culta e bem formada. Pobres diabos, amostras de gente desqualificada que julga se gente de facto.
Gerações e gerações irão pagar pela porcaria que esta dita geração moderna está a fazer à nossa Ilha.
Não há respeito algum pelo património natural, pelas nascentes, pela floresta, pela história, nem sequer pelo futuro e pelo presente.
Aquilo que se entende como um benefício para as populações servidas por essas estradas, revelar-se-á, a curtíssimo prazo, num enorme custo para essas mesmas populações.
Com governantes deste pobre calibre, com associações cívicas que só se lembram dos problemas quando eles não têm retorno, com meninos ignorantes sentados em salas com professores ignorantes mas de “Magalhães” ao colo e movidos a carro eléctrico, levamos o País, a Região e as nossas pequenas comunidades locais para um abismo. As gerações vindouras que, vão já nascer no fundo do poço com a luz ínfima e longínqua parecendo-lhes um ponto de fuga infinito, terão muito mais dificuldades em sair desse buraco para onde os levamos a passos largos de fuga em frente.
PS: Já alguém explicou ao meninos que foi o verdadeiro Magalhães?
O esquema encontrado para a sua execução, com recurso ao regime de scut como forma de aligeirar os processos de expropriação e a delonga no pagamento, é outro atropelo grave e permitido apenas por gentinha que nos governa sem ter noção do custo da terra, do seu valo económico e sentimental, da sua importância económica. Em suma, somos governados por ignorantes, literalmente ignorantes. Pior, são ignorantes de salão, armados em gente culta e bem formada. Pobres diabos, amostras de gente desqualificada que julga se gente de facto.
Gerações e gerações irão pagar pela porcaria que esta dita geração moderna está a fazer à nossa Ilha.
Não há respeito algum pelo património natural, pelas nascentes, pela floresta, pela história, nem sequer pelo futuro e pelo presente.
Aquilo que se entende como um benefício para as populações servidas por essas estradas, revelar-se-á, a curtíssimo prazo, num enorme custo para essas mesmas populações.
Com governantes deste pobre calibre, com associações cívicas que só se lembram dos problemas quando eles não têm retorno, com meninos ignorantes sentados em salas com professores ignorantes mas de “Magalhães” ao colo e movidos a carro eléctrico, levamos o País, a Região e as nossas pequenas comunidades locais para um abismo. As gerações vindouras que, vão já nascer no fundo do poço com a luz ínfima e longínqua parecendo-lhes um ponto de fuga infinito, terão muito mais dificuldades em sair desse buraco para onde os levamos a passos largos de fuga em frente.
PS: Já alguém explicou ao meninos que foi o verdadeiro Magalhães?
Deixei a Ilha
São Lourenço-Santa Maria Island-Azores
Deixei para trás a Ilha de Santa Maria onde sonho um dia ser poeta em Vila do Porto, romancista em São Lourenço. Não passo de um pobre agricultor sem tempo para as letras. Divido o tempo com as vacas, o volante do camião a cheiro a óleo de hidráulico aquecido da pá carregadora.
Deixei para traz a minha família descendente e o cachorro. Aqui, no centro de um bairro de Benfica, envelhecido, umas vezes triste, outras, deprimente mesmo, busco nas coisas boas que levo vividas a força necessária para mais um desafio. Vencer mais uma adversidade quando, de mim, depende apenas algum apoio logístico e psicológico.
22 de julho de 2009
Regresso à normalidade.

Estão suspensas as obras, as necessárias e as desnecessárias; Não há “violas e brasileiras”, bem bom.
A Baia está melhor do que nunca, calma, tranquila, dela desfrutam os que dela verdadeiramente gostam. Não faz cá falta o barulho, as bebedeiras e a “fardelagem”.
A vida quotidiana dos veraneantes da pacata Baia de São Lourenço, voltou à normalidade, passados anos de esbanjamento de dinheiros públicos em equipamentos móveis e imóveis, fados e guitarradas, concertos de musica rock e raves. Já se ouvem, outra vez, as Cagarras durante a noite. A falta de dinheiro, como sempre acontece, moralizou o sistema. Bendita crise.
Resta saber o que foi feito do património do Circulo (dito) dos Amigos de São Lourenço que foi adquirido com apoios governamentais ou seja dinheiros públicos em nome de um interesse estratégico para o turismo que se desvaneceu (felizmente). Foi doado? Houve decisão de uma Assembleia-geral?
Havemos de saber um dia
A Baia está melhor do que nunca, calma, tranquila, dela desfrutam os que dela verdadeiramente gostam. Não faz cá falta o barulho, as bebedeiras e a “fardelagem”.
A vida quotidiana dos veraneantes da pacata Baia de São Lourenço, voltou à normalidade, passados anos de esbanjamento de dinheiros públicos em equipamentos móveis e imóveis, fados e guitarradas, concertos de musica rock e raves. Já se ouvem, outra vez, as Cagarras durante a noite. A falta de dinheiro, como sempre acontece, moralizou o sistema. Bendita crise.
Resta saber o que foi feito do património do Circulo (dito) dos Amigos de São Lourenço que foi adquirido com apoios governamentais ou seja dinheiros públicos em nome de um interesse estratégico para o turismo que se desvaneceu (felizmente). Foi doado? Houve decisão de uma Assembleia-geral?
Havemos de saber um dia
19 de julho de 2009
16 de julho de 2009
Proibido proibir.
Mais uma vez não concordo com Alberto João Jardim. Não obstante AJJ ser um dos poucos políticos portugueses que ousa pensar a política em Portugal, pratica-a de forma com a qual pouco ou nada concordo.
Proibir é um acto fascista, proibir o comunismo não faz qualquer sentido, como não faz sentido proibir o fascismo. O tal "artigoséco" da constituição (comunista) que proíbe o fascismo não tem que ser completado mas sim abolido.
Proibir é um acto fascista, proibir o comunismo não faz qualquer sentido, como não faz sentido proibir o fascismo. O tal "artigoséco" da constituição (comunista) que proíbe o fascismo não tem que ser completado mas sim abolido.
15 de julho de 2009
Boas frases para uma campanha autárquica.
Bloco de Esquerda em Lisboa:
Eu não sou como o Zé.
PSD-CDS-PPM-MPT em Lisboa:
Nem Zé nem Rosêta, antes um marreta.
CDS em Angra do Heroismo:
Eles nem água metem.
PSD em Ponta Delgada:
Não vejo mais ninguém à volta.
Eu não sou como o Zé.
PSD-CDS-PPM-MPT em Lisboa:
Nem Zé nem Rosêta, antes um marreta.
CDS em Angra do Heroismo:
Eles nem água metem.
PSD em Ponta Delgada:
Não vejo mais ninguém à volta.
14 de julho de 2009
Da zoologia e outras metáforas.
Os balidos da Sr.ª Deputada Catarina Furtado Taxinha, sobre as rosnadelas do Sr. Deputado Marinho por causa do blaterar “twiteiro” do Sr. Deputado Alexandre Pascoal, chegaram esta semana, passada, às capas dos jornais, aos blogues e ao incontornável twiter. A populaça eleitora haverá de se lembrar disso na hora de os mandar a todos para o destino que merecem. Isso se, até lá, o voto não for transformado, totalmente, em mugidos.
E depois não venham ganir para as perninhas de quem vos avisou.
12 de julho de 2009
Um país em fingimento.
E, depois, há ainda politicos que chamam a isto "política de educação". Bem, sempre é melhor do que falar em paixão.
Entre bloggers e familia.
Não sei se o brilho retomou o lugar desejado nos meus olhos, a angustia, essa, pelo menos essa, foi-se trasnformando em esperança, muita esperança.
9 de julho de 2009
Sei que não sei.
Não sei. Não sei se será pudor, timidez…. Não sei.
Sei que, não sei escrever sobre o que sinto e ouço.
Sei só que a solidão me ilude na inquietude dos dias.
Não sei se sei onde chega a viagem do meu nome.
Não sei sequer se tenho nome, se o meu nome viaja, se faz caminho.
Sei que, por estes dias e por estas causas nada posso.
Sei. Pois sei, onde depositar as minhas esperanças, desejos.
Sei sim que, mesmo Antero, foi na mão de Deus na sua mão direita que depositou, eu sei, o seu coração.
Não sei se sou cavaleiro andante;
Não sei onde está, o palácio da ventura;
Sei só, no silêncio e na escuridão que é na mão direita de Deus que vai descansar esta noite o meu coração.
“Na mão de Deus, na sua Mão direita”.
Sei que, não sei escrever sobre o que sinto e ouço.
Sei só que a solidão me ilude na inquietude dos dias.
Não sei se sei onde chega a viagem do meu nome.
Não sei sequer se tenho nome, se o meu nome viaja, se faz caminho.
Sei que, por estes dias e por estas causas nada posso.
Sei. Pois sei, onde depositar as minhas esperanças, desejos.
Sei sim que, mesmo Antero, foi na mão de Deus na sua mão direita que depositou, eu sei, o seu coração.
Não sei se sou cavaleiro andante;
Não sei onde está, o palácio da ventura;
Sei só, no silêncio e na escuridão que é na mão direita de Deus que vai descansar esta noite o meu coração.
“Na mão de Deus, na sua Mão direita”.
8 de julho de 2009
Há dias assim
Há dias em que me sinto como se estivesse fechado num grande armazém atado de mãos e pés.
Sozinho sentado numa cadeira no meio de um deserto sob um sol tórrido. A lutar contra o invensivel.
Há dias em que, quase tenho uma única certeza. A de que o meu lugar não é aqui.
Sozinho sentado numa cadeira no meio de um deserto sob um sol tórrido. A lutar contra o invensivel.
Há dias em que, quase tenho uma única certeza. A de que o meu lugar não é aqui.
(corrigido)
4 de julho de 2009
4th July
"Sou um Homem livre, um Americano, um senador dos Estados Unidos e um membro do partido democrático, por essa ordem".
Lyndon Johnson, 36º presidente dos Estados Unidos
3 de julho de 2009
Há quanto tempo dura o roubo?
A MAXMAT, uma superfície comercial de Ponta Delgada pertencente ao grupo SONAE, está vender rações para vacas leiteiras com 23% de proteína bruta a 10,95€ saco 40 Kg.
Na Região o preço do mesmo saco de 40 kg. com apenas 17% de pb é 11,20€.
Na Região o preço do mesmo saco de 40 kg. com apenas 17% de pb é 11,20€.
Também o milho ensacado em pequenas embalagens de 5Kg. é mais barato do que o mesmo produto comercializado localmente, aproximadamente o custo de 3Kg. no restante comércio local.
A SONAE ainda dá 5% de desconto a possuidores de cartão MAXMAT, mais ou menos o desconto e o rapel que dão as fábricas regionais para clientes de pronto pagamento.
Acresce que a indústria da Região, incluindo a do sector associativo, recebe 5 milhões de euros dos programas POSEIMA para apoio ao transporte e a SONAE recebe Zero.
Quem nos está a roubar e há quanto tempo?
E por mais quanto tempo os governantes desta pobre região vão insisir nos subsidios directos aos industriais e às cooperativas de asilo político e caciqueiro?
Já perceberam como é que se compra a paz social na lavoura?
É como ir à putas, pagando claro, pagando.
PS: Mais uma achega, o saco da SONAE é de papel enquanto a industria regional usa sacos poluentes.
2 de julho de 2009
E o PPD/PSD?
Esse era melhor que o mantivessem caladinho, estático. "Relógio parado duas vezes ao dia está certo".
Campanha muito em conta.
O PSD de Manuela Ferreira Leite não precisam investir muito nesta campanha eleitoral que se avizinha. A estação tontinha e o Governo fazem a campanha por eles.
1 de julho de 2009
Sempre na mesma vista.
golden boys
Publicado por Gabriel Silva em 1 Julho, 2009
Um empresário, ou gestor dos interesses dos accionistas, ficaria aborrecido com governo por este ter impedido negócio que seria do interesse da empresa que dirige.
Um comissário político reage criticando a lider da oposição.
Publicado por Gabriel Silva em 1 Julho, 2009
Um empresário, ou gestor dos interesses dos accionistas, ficaria aborrecido com governo por este ter impedido negócio que seria do interesse da empresa que dirige.
Um comissário político reage criticando a lider da oposição.
No Blasfémias.
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