1 de junho de 2009

Ide sertar-vos no cesto da gávea.

Ao contrário do que por aí se diz e escreve, ao invés da opinião comummente circulante, não me comovem nem me espanta os milhares de euros gastos com as comemorações do dia dos Açores. Afinal, esta gentinha de baixo nível que nos Governa há muito, multicolor e multipartidária, há muito que perdeu o respeito no uso do dinheiro dos impostos de quem trabalha para sustentar os seus desmandos.
O mim o que mais espanta no meio desta palhaçada é ninguém se indignar com o facto do Dia dos Açores er comemorado no Canadá, isto sim é anedótico, que se lixem os milhares.
A mim espanta-me que o Presidente do partido Socialista dos Açores se ausente uma semana no Canadá, em plena campanha para a eleições europeias.

26 de maio de 2009

Que linda data


6 de Junho, uma data que diz bastante aos Açorianos, pelo menos àqueles que, genuinamente, têm a coragem de pensar que “antes morrer livres que em paz sujeitos”, é a data prevista para a chegada do Genuíno Madruga à Ilha do Pico.
Depois de ter largado da Freguesia de São João da Ilha do Pico naquele tarde soalheira de Agosto de 2007, com passagem por muitas das mais emblemáticas cidades costeiras do Mundo, com especial referência para o Cabo Horn e Cabo das Tormentas, depois de quase dois anos no mar e de ter perdido o mastro principal, o Genuíno Madruga traz o seu Hemingway de volta às nossas Ilhas, repetindo a proeza de há anos.
O primeiro Açoriano a fazer uma viagem de circum-navegação em veleiro solitário, por duas vezes, volta à casa onde se fez Homem, os Açores.
Bem hajas amigo.

20 de maio de 2009

Transportes e coesão.

Mais um click
Não vou a Santa Maria há algum tempo. As notícias, diárias, que recebo da Ilha mais a sul dos Açores não são animadoras. Uma seca tal, como não se recordam os mais velhos, tomou conta da Ilha lançando a pequena economia assente na criação de gado e pequenos serviços, na agonia definitiva. Salvam-se os paliativos na ajuda aos transportes de forragens vindas de Espanha e Portugal.
Neste particular há a salientar, mais uma vez, que os custos do transporte de matérias primas e subsidiárias, de e para os Açores, é de tal forma elevado que chega a ser absurdo. A grande factura advém da irracionalidade de obrigar os operadores a tocarem directamente algumas Ilhas dos Açores com prejuízos incalculáveis e que nunca ou raramente são alvo de notícia ou investigação jornalística. Era bom que todos soubessem quanto nos custa na factura mensal do supermercado o sistema de transportes que o Governo nos impõe. Deixemo-nos de demagogias que nos saem caras a todos e passemos, definitivamente, ao estabelecimento de estratégias eficazes que deixem de parte as questões eleitoralistas e os conceitos absurdos de desenvolvimento harmonioso da Região.
É imperioso, por ser mais barato e mais eficaz, estabelecer um sistema de transporte de mercadorias que assente em dois portos principais, Ponta Delgada e Praia da Vitória, com uma ou duas ligações semanais a Lisboa e Leixões, a par de uma serviço de cabotagem capaz de distribuir mercadoria, semanalmente, entre todas as Ilhas dos Açores.
Muitíssimo mais importante e estratégico para os Açores é uma profunda reformulação do transporte marítimo de mercadorias inter ilhas do que é sequer pensar no transporte de passageiros e viaturas que não passa de um serviço para “petxenos” assistirem a festas de verão por aqui e por ali (dizem-me que uma maná para os traficantes de drogas) e a uma burguesia instalada que vai de carrinho para a sua “ilha do coração” passar 30 dias de férias de verão.

14 de maio de 2009

Manobras de bastidores ou passos perdidos.

Não terá sido inocente o desaparecimento providencial do Deputado Guilherme Nunes (embora a sua presença tivesse sido inconsequente).
Eu “no creo in brujas pero que las hay las hay”. Alguém terá lembrado ao Deputado Corvino que uma vitória da proposta por ele subscrita seria amplificada pelo Deputado Paulo Estevão que disputa com o PS o mesmo espaço eleitoral (no Corvo não há ideologias).
Foi por manobras eleitoralistas que a proposta foi elaborada e admitida a discussão, foi também, um pouco, por uma questão dessa natureza que ela caiu.

Mais vitórias.

A sorte de varas é um erro da humanidade, só uma cultura “ bárbara” lato senso, mantém tais práticas. Seria um enorme retrocesso civilizacional voltar a 1928, aos piores tempos da nossa história comtemporânea. Assim, venceu mais vez, o humanismo, a urbanidade a dinâmica da cultura humanistica que nos ensina a despresar o tempo e o dinheiro que gastamos com ela.

Uma vitória de Cesar.

O Chumbo da proposta de legalização da sorte de varas é, para além de uma vitória da Democracia, a primeira grande vitória parlamentar de Cesar depois de 2000. Na verdade, foi a primeira vez que Cesar ganhou alguma coisa na ALRA sem recorrer à disciplina partidária. Cesar, como grande politico que é, arriscou tudo e quase sofreu uma enorme derrota a um mês de eleições. Contudo, o seu faro político permitiu-lhe mais esta grande vitória.
Ganharam, também, o bom-senso e acima de tudo a democracia.

12 de maio de 2009

O blogue feito por outros.


Gaiolas à beira-mar...
Estes hotéis, quase todos iguais, vão, infelizmente, invadindo os nossos litorais, escondendo uma grande diversidade de cenários muito mais ricos e característicos das regiões onde se inserem. Será que o turismo nos tem de fazer pagar esse preço?

Fotografia e texto de de Nicolau Wallenstein no site da AFAA.

Atenção Srs. Deputados Regionais!

Neste caso particular da Sorte de Varas e tendo em conta os votos que já estão contados, abester-se é o mesmo que votar a favor. Ao menos, uma vez na vida, assumam uma consequência.

In concreto, contra a sorte de varas.


Um movimento In Concreto ao qual o Foguetabraze, obviamente, se associa.

11 de maio de 2009

E o Magalhães pá?

Era assim como que aquela coisa imprescindível e que ia chegar até à Primavera a todas as Escolas do País. Pelo visto, nos Açores, não faz falta o Magalhães.
A malta aqui também tem direitos. Há muita gente à espera do portátil para o vender no mercado negro, isso aqui também é Portugal, o Pais não acaba na Serafina ou na Belavista, vai, pelo menos, até Rabo-de-Peixe.

Está-lhes no sangue.

As trapalhadas, trafulhices e mentiras são parte do ADN de Pinho e Sócrates.

8 de maio de 2009

Eu ando a dizer a mesma coisa há anos.

Aos mais atentos a este blogue, eu pergunto: Há quanto tempo eu ando a dizer isto mesmo embora por outras palavras?
Na União Europeia, como na maioria dos Estados-Membros, o discurso de preocupação com as PMEs é bem diferente da prática dos governos em relação a essas mesmas empresas. Ainda recentemente, em Portugal, o Governo infligiu rudes golpes fiscais nas PMEs e nos trabalhadores independentes, gente que cria o seu próprio posto de trabalho sem garantias de reforma decentes e de assistência na doença. Gente que faz pela vida e pelo país foi sacrificada em sede de IRS e foi “perseguida” pelos agentes da Direcção Geral dos Impostos.
As PMEs viram, por via da regulação, o acesso ao crédito dificultado.
Os pequenos empresários do sector primário que requer modernização, estão a ter enormes problemas com acesso às verbas do novo Quadro de Referência Estratégica, porque as regras para o recurso ao financiamento foram alargadas e burocratizadas de tal forma que os próprios agentes da administração pública (Inga, IFAP, Direcções Regionais, outros Institutos públicos) ainda estão a receber formação quando o quadro já deveria estar a funcionar há quase 3 anos.
Há um sem-número de constrangimentos ao investimento e à actividade económica a que levariam meses a enumerar. De nada vale o discurso se a prática em inversa e idêntica aos anos passados. Com as mesmas práticas só se podem esperar os mesmos resultados, ou seja o desastre económico e consequentemente social em que o País se encontra.

7 de maio de 2009

A/C dos Senhores Deputados Regionais.

Imperdivel a leitura integral deste texto do Pedro Soares de Albergaria no Sine Die sobre a sorte de Varas.
"Sorte (?) de Varas"
Parece que o glorioso Parlamento da minha terra se prepara para aprovar a, assim ironicamente apodada, “sorte de varas”. Antes de entrar mais propriamente sobre o tema devo deixar claro que não sou “activista” pelos “direitos” dos animais, nem um fundamentalista contra a caça ou a pesca (que aliás pratico) ou até mesmo (apesar de não apreciar) contra a tourada tal como é praticada ainda por esse Portugal fora. Algumas dessas actividades, como a caça e a pesca, não são meras “tradições”, mas estão antes (a sua prática) profundamente inscritas no etograma humano e, ao menos, está-lhes associado um fim muito específico e comum a todos quanto têm estômago: a gastronomia. A mais disso, como um dia escreveu um dos mais ilustres defensores da caça e das touradas (Ortega y Gasset), num famoso livrinho sobre o tema, tais actividades serão um modo de cada um de nós “tirar férias da Humanidade”.Não me proponho, como é mais do que óbvio, terçar argumentos com o ilustre filósofo, mas penso ser bizarra e a mais disso extemporânea a pretensão de uns quantos que pretendem agora voltar à “tradição” da “sorte” (?) de varas e tudo quanto de grotesco e bárbaro (e supérfluo) representa como “espectáculo”. Tal como se não me afiguraria próprio proibir sem mais as tradições (como as touradas) por decreto (porque até certo ponto as tradições são para respeitar e devem definhar – como é o caso da tourada portuguesa – e morrer por si), também não se devem impor por portaria, sobretudo quando representam, quer se queira quer não (e não obstante a retórica semi-metafísica dos aficionados) um retrocesso civilizacional. É precisamente essa subtil distinção entre a manutenção de uma tradição civilizacionalmente questionável (como a actual tourada portuguesa, que pode ter por si várias e distintas razões, até de pacificação social) e um retrocesso civilizacional (como é o caso da "sorte" de varas) que os próceres da coisa não entendem.Mas se cavarmos um pouco mais as razões desse aparentemente súbito apego às “tradições”, veremos que não se trata de apego nenhum e o que quer que seja não é, antes pelo contrário, súbito. Então, o que fará “correr” esta troika substancialmente composta de socialistas e social-democratas, aqueles que têm o poder de no Parlamento açoriano aprovarem uma tal lei, celerada e extemporânea? O que moverá tal mole de base alegadamente progressista a patrocinar uma actividade que mais não é do que a reminiscência de uma sociedade de cavaleiros e escudeiros, de uma sociedade hierarquizada, altamente conservadora e elitista? A resposta é simples: o receio de perderem os votos da única ilha açoriana onde a tourada tem presença secular e substancialmente estabelecida e uma afronta da República cometida há uns anos. Focar-me-ei neste útlimo aspecto.A ferida abriu-se com um
acórdão do Tribunal Constitucional prolatado em 2002, que considerou não ser do “interesse específico” da Região Autónoma dos Açores, para efeitos da norma constitucional pertinente, a derrogação, por normativo regional, da lei que interdita em geral a “sorte de varas”. Perante a inconstitucionalidade e a subsequente teimosia do Parlamento Regional, o Ministro da República da altura terá procedido ao chamado “veto de gaveta” – e a questão morreu por uns anos. Morreu a questão, mas não o ressaibo suscitado pela afronta. E é assim que no novíssimo e a outros títulos turbulento Estatuto Político-Administrativo da RAA, aprovado pela L 2/2009, de 12/1, a Região passa a ter competência legislativa em matéria de “touradas e tradições tauromáquicas nas suas diversas manifestações” (artigo 63.º/2/e), uma norma que quanto a mim tem o toque evidente de com ela se pretender tirar desforço da afronta referida. Ora, concordo que o “veto de gaveta” não seja daqueles instrumentos que se possa paradigmaticamente acolher sob o pálio da transparência democrática. Mas a um mal não se deve opor outro. E de qualquer modo um diploma tão importante como o Novo Estatuto Político-Administrativo da RAA merecia uma estreia bem mais nobre da que alguns marialvas parecem querer obsequiar-lhe; e o conceito de “interesse específico” das Regiões Autónomas, constitucionalmente sancionado, merecia ser corporizado em algo bem mais substancial e digno do que com a imagem de uma vara espetada nos lombos de um boi.

Ouvida no café esta manhã

"Querem espetar o interesse específico da Região em forma de vara".

6 de maio de 2009

Lusitana Paixão

Zaire
Zaire

Liberalismo e economia liberal, onde?

A liberdade é o valor moral primeiro na vida em comunidade e é “fonte e condição da maioria dos outros valores morais”. Até mesmo os socialistas soviéticos que existem fora da EX-URSS, clamam pelos valores da liberdade. Ora então, porque razão deverá ser coarctada essa liberdade à actividade económica?
Uma boa maquia de defensores daquilo que hoje se chama “Estatismo” anda a tentar convencer a humanidade de que a actual crise financeira e económica é pura responsabilidade do capitalismo e do neo-liberalismo. Erro e mentira colossais.
Com excepção para o Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Estados Unidos, quase todas as outras grandes e pequenas economias são altamente reguladas, regulamentadas e intervencionadas muito para além do que devem ser “Os limites para a acção do Estado”.
No caso Português, a crise é, acima de tudo de regime, e de excesso da presença do Estado na vida pública e nas empresas. A crise financeira decorre, ao invés do que tem sido repetido, do excesso de regulação e de um aperto da carga fiscal desadequado ao crescimento económico. Tudo isso em nome do pacto de estabilidade e crescimento e de uma falsa ideia de combate à fraude e evasão fiscais.
A crise económica decorre da falência do sector empresarial de pequena e média dimensão ao qual os reguladores impuseram garrotes ao crescimento, regras de qualidade inexequíveis, e que apenas serviram as empresas de certificação (tudo a fingir desde que se pague a factura), o regulador financeiro (Banco de Portugal) impôs garrotes ao endividamento ( ler acordos de Basileia e restrição ao crédito ainda em vigor embora o governo anuncie medidas financeiras de apoio elas não são possíveis por regulação do próprio Banco de Portugal) de tal ordem que o crescimento e a inovação não foram mais possíveis. De pouco ou nada serve os Governos falarem de “empreendedorismo”, inovação e novas tecnologias se por outro lado há enormes constrangimentos criados às empresas pelos serviços públicos que têm que autorizar, fiscalizar, certificar todo e qualquer investimento que se queira fazer.
A economia Portuguesa e o regime político em Portugal, não são e nunca foram liberais. Há gente que, de tão cega, até parece ignorante. Vivemos num dos piores regimes intervencionistas e reguladores, nós, empresários, somos escravos do estado, somos servis cobradores das finanças em sede de Segurança Social, IVA e IRS e agentes do serviço nacional de estatística.
Isso foi o que 30 anos de socialismo do bloco central conseguiram fazer de Portugal, um País onde o Povo suspira pelo ditador desaparecido.
Depois queixem-se se o Louçã chegar ao Governo.
Eu cá já tenho carta de chamada.

2 de maio de 2009

E metê-los às varas?

A simples discussão da legalização, nos Açores, da Sorte de Varas, também conhecida como corrida picada, representa, já em si, um retrocesso civilizacional.
Lamentavelmente, é na cidade património Mundial, Angra do Heroísmo, que nasce em pleno Século XXI, esse movimento retrógrado que pretende lançar a sorte de varas nos Açores.
Os auto-proclamados Capital Açoriana da Cultura, da tolerância, do progressismo do Humanismo e da modernidade, fazem-nos, assim, recuar a 1928, quando a Ditadura Nacional (1926-1933) decidiu proibir a sorte-de-varas e os toiros-de-morte. Afinal quem é o bota-de-elástico.
A discussão da sorte de varas, nos Açores, não é uma questão Regional muito menos local como já li por aí, é uma questão da Humanidade.
Não deveríamos sequer estar a discutir a legalização dessa barbárie entre nós mas sim, a movimentar-mo-nos para acabar com essas práticas no resto da Europa, pelo menos.

O Ram-Ram engraxador e o desencanto do Daniel

O Daniel, um socialista de primeira água, convicto, praticante, é, talvez, um dos mais desapontados com este novo "xuxialismo" que tomou conta dos estados providência da contemporaneidade. Trasnformaram gente honesta e com auto-estima e pedintes oficiais.
“Se fosse hoje, o Ram-Ram talvez não trabalhasse. Uma qualquer assistente social facilmente lhe concederia uma pensão de invalidez ou coisa parecida. Mas o Ram-Ram ganhava a vida honestamente como engraxador”.
É assim que homens como o Daniel se sentem espoliados.

Ainda sobre a frase de Buffon.

Ubrique
Ubrique-Puro Sangue Árabe

28 de abril de 2009

Amanheceres que já não ha.

Cais pescas

Pano Latino.

Vela latina

Tranquilidade a Oriente.

Ribeira do Raposo
Ribeira do Raposo-Santa Maria Island-Azores

Mais serenidade no grupo central.

Marina da Horta com Ilha do Pico ao fundo-Açores
Marina da Horta e Pico ao Fundo- Fayal Islanda-Azores
Reflex Nikon D70

A Horta e o Monte da Guia
Horta e Monte da Guia-Fayal Island-Azores
Compacta Olympus C4040Z


É obvio que o material é importante, dá uma ajuda grande, contudo, a fotografia do post anterior feita com uma compacta Panassonic de bolso LM10, e esta feita com uma igualmente compacta Olympuis C-40404Z, não são em nada inferiores à fotografia da Marina feita com a D70 da Nikon.

Serenidade Central

Baía de Porto Pim-Horta-Faial-Açores
Horta-Fayal Island-Azores
Vista do Monte da Guia

8 de abril de 2009

No Lóbi do Chá.

"Vá para fora cá dentro" 2

Salto do prego
Salto do Prego - Faial da Terra- São Miguel- Azores

"Vá para fora cá dentro"


Uma boa sugestão para quem quer passar uma Páscoa tranquila. Vale e Lagoa das Furnas com Missa de Domingo de Páscoa na Igreja Nova.
Para quem vai, apenas, de férias, as soluções são igualmente traquilizadoras, subestitua a Missa por um passeio no Parque Terra Nostra.

"Cavalo, a mais nobre conquista do Homem"

A frase que serviu de título a esta fotografia é de Buffon.
Xilofone-Puro Sangue Lusitano
Xilofone-Puro Sangue Lusitano

7 de abril de 2009

7 de Abril

Dia Mundial dos Moinhos Abertos.
Windows
Moinho do Ginjal-Vila do Porto-Santa Maria-Azores

1 de abril de 2009

Afinal sempre ouvem.



Afinal sempre foi bom alertar aqui para o disparate que era construir uma marina dentro do Porto das Lajes. Haja agora o bom-senso de preservar esta belíssima Baía.

Já nem nos Santos se pode confiar.


A prolongada seca já preocupa agricultores em quase todas as Ilhas dos Açores. Santa Maria regista já casos de seca extrema que poderão perigar o armazenamento de forragens para o Verão e Outono próximos.
Jão não bastava a incompetência da tal de DRACA e os atrasos nos pagamentos das ajudas e prémios de majoração e apoio aos bovinos machos, ainda tinha que vir "São Pedro" desajudar. Já nem os Santos são o que já foram.

27 de março de 2009

Será?

Escreve hoje o Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro. Apetece-me dizer uma coisa que ouvi um dia da boca de um Juiz a respeito de uma absolvição por falta de prova factual e obtenção ilegal do onus da prova, embora com fortes suspeita. Vai absolvido mas não vai inocente.

Para os amantes de um bom Tártaro


Não está na lista, nem é para estar. Contudo, é, de longe, um dos melhores Tartare de boeuf que alguma vez comi. Já é a segunda vez que peço ao Paulo para me preparar esta exótica iguaria. Um dia num restaurante chamado Bonsoir Clara, em Bruxelas comi um que achava ter sido o melhor de todos, ainda melhor do que o do Galeto (esse verdadeiro icone da restauração lisboeta). Mas, este do Restaurante Candeia, em Vila do Porto, bate todos os outros que comi até hoje, até mesmo os feitos por mim.

O Paulo só o prepara por encomenda e de véspera, por isso, convém ligar antes a pedir.

Restaurante Candeia, Rosa Alta-São Pedro-Vila do Porto

Tel: 296884804, podem dizer que vão da minha parte.

26 de março de 2009

Mais teimosias?

Segundo notícias vindas a público hoje, a Sociedade Ilhas de Valor, insiste na necessidade de construir um campo de Golfe em Santa Maria numa localização completamente desapropriada como tive oportunidade de lembrar aqui.
Tenho muitas e sérias dúvidas sobre a importância dessa infra-estrutura no desenvolvimento económico da Ilha. Tenho sérias convicções de que a localização escolhida traz mais prejuízo à economia da pequena comunidade mariense do que vantagens.
O custo acrescido de construir o campo de golfe no terrenos que são do Estado a Nascente da Pista de Aviação e o sobre custo que essa localização traria com a captação de água para a rega, seriam largamente compensados pela conversão ambiental de uma zona abandonada e degradada (há problemas ambientais graves que vão para além da Fajã do Calhau) e pelo custo zero que os referidos terrenos teriam para a Região.
Por teimosia do gabinete do Secretário da Economia (parece que ganham o tique quando ocupam a Casa do Estanqueiro) e por incompetência e oportunismo de muitos técnicos envolvidos; Por inépcia da chamada sociedade civil e porque a Associação Agrícola tem uma direcção liderada por um Deputado do Partido Socialista ( é mais um ponta-de-lança do Governo no sector do que um ponta-de-lança do sector no Governo); Porque os proprietários que vão ser expropriados são tidos como “Grandes Senhores da Terra” (o socialismo saiu deles mas alguns preconceitos persistem), nada se faz e tudo anda como se fosse normal, como se o Golfe nos Açores não fosse o fiasco que todos sabemos que é.
Serve este post, para memória futura.

24 de março de 2009

Nem mais nem ontem.

Sozinho em casa
Diz-se por aí que PS e PSD não conseguiram encontrar substituto para Nascimento Rodrigues em tempo útil. Eu penso que a história é mais prosaica: PS e PSD esqueceram-se simplesmente que o Provedor de Justiça existia.


Talvez tenham conversado uma ou outra vez sobre o cargo. Mas, como acontece em certos filmes, a família do ‘bloco central’ só se lembrou da criança quando ela, deixada em casa, desatou a berrar sozinha. Foi o pasmo geral: dos partidos, dos jornalistas e até do Presidente da República, que durante nove meses não deu por nada.

Faz sentido. Em teoria, o Provedor serve para representar os portugueses contra os poderes públicos. Na prática, ele é apenas mais um penduricalho do nosso sistema político, que seria caridoso enterrar. Ou, no mínimo, levar de férias com a malta.
João Pereira Coutinho, Colunista no Correio da Manhã.

Grito revolucionário.

Apesar das mentiras e do folclore que Governo, Partido Socialista e imprensa dedicadamente canina, fazem à volta das medidas de apoio às empresas para encarar a a crise económica e financeira, a verdade é que a Região está, desde 2003, na bancarrota, a maioria das empresas está desde essa data ténicamente falida, os empresários suicidam-se como tordos e a fuga para a frente levará a uma recessão ainda maior quando o resto da Europa e a América já estiverem a recuperar da crise.
Os Açores estão a bater no fundo e falta quem o diga e quem o debata sem medo e sem aleivosias. Não há debate na sociedade açoreana, não há debate nos órgãos de comunicação social tradicionais que passe as fronteiras do status quo.
Longe vão os dias do saudoso “Língua Afiada” e do ainda mais saudoso “Choque de Gerações”.
Orwell escreveu a certa altura que num mundo de mentiras a verdade é um acto revolucionário.
Pois eu grito: Revolucionários precisam-se.

20 de março de 2009

"O Caminho para a Servidão"

O Governo regulamentou criando uma entidade reguladora da comunicação social ( já de si absolutamente desnecessária). Mais grave é, quando essa entidade regula a bel-prazer do governo da situação. Não é este mais um atalho no longo "caminho para a servidão" tal como o via Hayek?

Valha-nos a coragem e a suposta falta de isenção das televisões independentes. Manuela Moura Guedes e Vasco Pulido Valente ganharam mais um espectador. Logo mais à noite não deixari de estar atento.

Moniz prometeu travar um combate sem quartel, se for necessário


O director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, reagiu ontem com duras críticas a um comunicado divulgado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). A autoridade dos media portugueses informou estar a analisar "várias queixas" sobre "a alegada violação de princípios éticos ou legais" por parte do Jornal Nacional, transmitido às sextas-feiras pela estação televisiva de Queluz de Baixo, que nesses dias tem um registo diferente e é apresentado por Manuela Moura Guedes.

Moniz prometeu mesmo travar "um combate sem quartel" se os membros do conselho regulador da ERC, presidido por Azeredo Lopes, "alguma vez aceitassem ser cúmplices do amordaçamento da comunicação social ou servos do poder". Moniz diz recusar-se a acreditar que os responsáveis da ERC assumam esse papel, mas afirma que se tal acontecer "seria gravíssimo".

Em causa está uma informação divulgada ontem à tarde pela ERC no seu site na Internet, em que lembra que "têm sido divulgadas na comunicação social várias opiniões que criticam, por vezes de forma veemente, alegadas violações graves de deveres éticos ou legais cometidos no Jornal Nacional de sexta-feira da TVI", e que acusam também a própria autoridade dos media de um "silêncio" que seria "incompreensível".

Entre as críticas que nos últimos dias foram lançadas, uma das mais duras foi a do deputado socialista e ex-secretário de Estado da Comunicação Social Arons de Carvalho, a propósito das notícias relativas ao caso Freeport: "Pior do que a revelação de documentos em segredo de justiça é a sua divulgação deturpada, como a TVI tem procedido grosseira e reiteradamente", acusou o antigo governante, num artigo de opinião publicado pela última edição do Expresso."

"Medíocres e ditadores"

"Bem sei", acrescenta, que "o Jornal Nacional das sextas-feiras é de tal forma primário e canhestro que se torna pateticamente ineficaz. Mas não deixa de ser confrangedor verificar que este estilo, onde o rigor é absolutamente inexistente, subsiste há meses perante o ruidoso silêncio da regulação e da auto-regulação do sector", escreveu o deputado socialista.

Moniz, no comunicado, responde, ainda que indirectamente, às críticas de Arons. E fá-lo de forma muito dura: "É apanágio dos medíocres, dos ditadores e dos que têm medo do jornalismo livre adaptarem os conceitos de ética e deontologia ao que lhes convém, torcendo e amarrotando pessoas a seu bel-prazer. Connosco não têm acolhimento essas práticas."

"Há quem, não conseguindo domar os jonalistas, acredite que o pode fazer instrumentalizando empresas e instituições, utilizando o poder de que dispõe", acrescenta.

E reage também às declarações que têm sido transmitidas na comunicação social por responsáveis do PS e do Governo, nomeadamente o ministro Augusto Santos Silva. "Há quem considere que em democracia é possível condicionar o livre exercício do jornalismo", diz. Moniz lança ainda um recado aos membros do executivo, ao afirmar que "mal iria a democracia, se por via administrativa alguém impedisse os jornalistas de exercer a sua actividade como deve ser".

O noticiário apresentado por Manuela Moura Guedes, que é casada com o director-geral da TVI, foi alvo de quatro reclamações que chegaram às mãos da entidade presidida por Azeredo Lopes. Três foram enviadas por e-mail a 13 de Fevereiro, numa sexta-feira à noite, ao passo que a última chegou às instalações do edifício na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, ainda durante o dia de ontem. Esta informação foi avançada ao PÚBLICO pelo director executivo da ERC, Nuno Pinheiro Torres.


19 de março de 2009

!Que COJONES tienes hombre!

Não haverá aqui um equivoco?

"O país precisa de quem lhe diga o que é que deve fazer"
José Sócrates
Primeiro-ministro

José Sócrates está a parecer-se, cada vez mais, no discurso, e apenas no discurso ( no resto fica a anos luz do brilhantismo, da inteligência do sentido estratégico, da seriedade e do sentido de Estado) com o paizinho da pátria, assim com bota-de-elástico e ar austero, fatos bem talhados e gravatas a contrastar com a irrepreensível camisinha branca, botões de punho herdados do Avô em Santa Comba e voz de falsete.
O País não precisa que o incompetente do Sr. Primeiro-ministro lhe diga o que é que deve fazer
O País que tem que dizer ao Primeiro-ministro o que ele tem que fazer e o governo e as instituições têm que, urgentemente, deixar de se meter na vida dos Portugueses. É esse discurso paternalista permanente que cria os maus hábitos, é por isso que todos reclamam mais do estado e menos para o Estado.
O Estado, da forma como está organizado em Portugal é pior do que uma organização mafiosa. Com uma agravante, entre os mafiosos há códigos de honra e conduta com raízes ancestrais. Nas relações entre o Estado e os cidadãos não há.

18 de março de 2009

Direcção do Núcleo da Quercus viola decisão interna.

Estará em risco a nova direcção da Quercus? Pergunta o Diogo. Eu diria mais do que isto caríssimo, a Direcção do núcleo da quercus é um nado morto.
Não conhecia essa decisão da comissão arbitral e desconhecia a sua possibilidade legal. Tenho muitas dúvidas sobre a necessidade de regulamentar nesse sentido, afinal esse é mais um "caminho para a servidão". Contudo, dura lex sed lex. Cumpra-se a dita.

Socialismo da inclusão social (sic)

Escola discriminatória

Escola de Barcelos separou alunos de etnia cigana dos seus colegas e colocou-o num contentor onde aprendem versões simplificadas do português e da matemática. A maior parte destes alunos, que tinha sido vítima do ensino centrado no português e na matemática, é agora vítima de discriminação sendo forçado a ter um ensino de segunda categoria.
Do João Miranda no Blasfémias

14 de março de 2009

É isso mesmo que nos faz falta.

Os seguidistas.

Todos os grandes líderes precisam de imbecis. Que servem entre muitas outras coisas para lhes abrirem a porta dos carros, carregarem as pastas e debitarem opiniões consensuais. E que têm de entre todas as suas imensas virtudes a suprema vantagem de não servirem absolutamente para nada. Por isso aceitam berros como se de afagos se tratasse, humilhações como elogios e reprimendas com a exacta bonomia dos ruminantes. Atentos e eternamente disponíveis os seguidistas querem-se em muitos lados. Dá sempre jeito ter um à mão que cumpra com zelo as instruções mais bizarras, que anime o chefe com gracejos convenientes e que lhe faça eternamente a vontade. No questions asked. Dos seguidistas não reza a História, porque eles ao contrário dos caracóis não deixam rasto, são pedaços de si mesmos, amorfos como um soporífero e desinteressantes por convicção. Riem das piadas do dono, ladram aos seus inimigos, hesitam ao primeiro baque e vergam na esquina da contrariedade. Sabem de cor o que pensa o chefe, os timbres do seu humor e as modulações da sua voz. Como o cão de Pavlov salivam perante a campainha da sua presença. Dão muito jeito é certo, mas valem pouco no mercado transaccional. São muito parecidos dentro dos partidos, nas associações, nas mesas administrativas, nos corredores dos poderes. É fácil conhecê-los e ainda mais fácil detestá-los. Com eles não se aprende nada e corre-se sempre o risco de contágio. Porque o seu gesto sibilino procura vítimas que possam sucumbir aos seus perniciosos encantos. Que invariavelmente têm um único fito: a defesa inamovível do chefe perante toda e qualquer adversidade. A pouca inteligência que lhes resta permite-lhes vislumbrar que deste compromisso nasce o seu seguro de vida e a garantia da sobrevivência da espécie.
Um excelente texto da Deputada Regional e cronista Claudia Cardoso.

12 de março de 2009

Não foi por falta de aviso.

O Banif pode ficar com a maior parte do património da SIRAM nos Açores, uma possível solução encontrada para enfrentar as dificuldades financeiras que o grupo madeirense está a enfrentar e que estão a colocar em risco os investimentos programados pela SIRAM na região e a dívida contraída ao Banif. A notícia foi avançada pela Antena 1/Açores, que salienta que o banco liderado por Horácio Roque foi mesmo o principal financiador das aquisições feitas pela SIRAM nos Açores. O grupo madeirense havia anunciado um investimento que ronda os 700 milhões de euros para a Região e a SIRAM acabou mesmo por adquirir os campos de golfe da Batalha e Furnas, ficando assim obrigada a construir outro, no Faial, num terreno cedido pelo Governo Regional com 191 mil metros quadrados. O empreendimento da Batalha, junto ao actual campo de golfe, prevê ainda a construção de residências de luxo e um hotel-resort, estando ainda nos planos do grupo avançar com loft residence, composto por 36 apartamentos turísticos e residências, a serem construídos nos antigos secadores da Fábrica de Tabaco Micaelense, mesmo no centro de Ponta Delgada. Para além destes investimentos, no Verão passado foi mesmo anunciada a compra do Hotel Monte Palace, situado nas Sete Cidade e hoje em completo estado de abandono, depois de ter passado por diversas mãos de investidores nacionais. Sílvio Santos, o homem forte da SIRAM já veio reconhecer a público que o grupo atravessa dificuldades financeiras e que muitos dos projectos estão, neste momento, a ser repensados


Em 20 de Outubro de 2004 escrevi aqui assim:



Havia alguém capaz de imaginar que fosse acontecer outra coisa que não isso?

A Verdegolf é um bom exemplo de como não se devem fazer as coisas. Nasceu torta no tempo do "amaralismo" e oito anos de governação socialista não lhe viraram a orientação. Não basta substituir administradores ou substituir empregados. São necessárias medidas de fundo para alterar a situação daquela empresa que se revela de interesse estratégico para o desenvolvimento do Turismo nos Açores. Ao construir mais 9 buracos na Achada das Furnas e 27 buracos na Batalha sem desenvolver projectos imobiliários paralelos capazes de suportarem o financiamento da construção e manutenção dos campos, os políticos e gestores públicos de então cometeram um erro colossal. Demorar oito anos insistindo no mesmo modelo foi outro erro colossal. Em gestão, na política ou na economia, seja ela macro, micro ou doméstica, não se podem esperar resultados diferentes se mantivermos o "modus operandi".

Provavelmente, os políticos de agora, ficaram admirados com o facto do concurso ficar deserto. Nunca pensaram que uma das contrapartidas pedidas era um enorme fardo para quem comprasse a empresa. Nos moldes em que está estruturada a empresa e mesmo retirando do caderno de encargos a contra-partida de construir um campo de golfe no Faial, não sei se existirão muitos empresários capazes de aceitar aquela empresa dada, quanto mais por 9 milhões de euros.





Em 5 de Fevereiro de 2007 voltei a escrever assim.


A promiscuidade que vem de longe.


Tal como a fama do Brandy Constantino, nos Açores, vem de longe a fama e continua a existir uma perigosa promiscuidade entre público e privado, entre dinheiros públicos e negócios privados e privativos, entre dinheiros privados e negócios públicos, entre negócios privados e interesses públicos e mais um sem número de conjugações que se podem fazer.O presidente do Governo Regional, Carlos César, preside, terça-feira, em Ponta Delgada, à sessão pública de apresentação dos projectos que o consórcio SIRAM/LusoIrlandês se propõe executar na ilha de S. Miguel.A sessão decorre às 15:30 horas no auditório da Secretaria Regional da Economia.Entre os projectos da SIRAM para S. Miguel figura uma intervenção no Campo de Golfe da Batalha, que prevê a construção de um complexo turístico e residencial associado àquele espaço de lazer, de que o grupo empresarial é proprietário na sequência da privatização da Verdegolf.
Será que a Verdegolf foi, de facto, privatizada?
Lembro que depois do primeiro concurso ter ficado deserto ( um costume nos concursos lançados pela SRE), o Governo Regional dos Açores, decidiu alienar por "negociação particular, um lote indivisível de 3.549.648 acções, com o valor nominal de € 1,00 cada, representativas de 92,23% do capital social da sociedade VerdeGolf, S.A., detidas pela Região Autónoma dos Açores".
A negociação fez-se "pelo envio, aos investidores que o Vice-Presidente do Governo Regional e o Secretário Regional da Economia" determinaram, "de um convite para a apresentação de proposta para a aquisição da totalidade da participação da Região Autónoma dos Açores no capital social da VerdeGolf, S.A".
# posted by Nuno Barata às 2/05/2007 03:45:00 PM Largaram fogo (10)
As ligações do Governo dos Açores de do PS ao grupo empresarial madeirense SIRAM e ao grupo açoriano ASTA -Atlântico devem ser devidamente investigadas por quem de direito a começar pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público. E mais não digo porque mais não sei, palpita-me, no entanto, que vai tudo ficar em águas-de-bacalhau.
PS: Alguém me consegue demonstrar quanto foi pago da totalidade de €3.549.648,00 que a SIRAM deveria ter pago ao Governo regional dos Açore?

10 de março de 2009

Relendo Hayek.

"O Caminho para a Servidão" obra de Hayek, , agora numa excelente tradução e belíssima encadernação, trazida aos escaparates por “mão” das Edições 70, deveria ser de leitura obrigatória para a novel classe política, comentadores, bloggers, reguladores e afins. Na verdade, a “diarreia” regulamentar e as falsas garantias que as entidades reguladoras nos dão, não são mais do que pequenos passos para a sistemática perca de liberdades individuais e colectivas.
Mais Estado é igual a menos liberdade. Mesmo que socialistas e comunistas se ponham aos pulos a nega-lo.
O excesso de regulação, regulamentação e fiscalização(acho que já escrevi uma vintena de vezes sobre isto) não é mais do que uma forma de censura, de polícia política, dos tempos modernos.
Hoje, um amigo, disse-me claramente: “Tens toda a razão, mas acho que deves arranjar quem fale por ti, uma espécie de porta-voz, em vez de dares tanto a cara por essas tuas convicções para não seres prejudicado”.
A gravidade deste aviso inocente de um amigo, deixou-me o resto do dia num tumultuoso tormento. Ao que chegou a nossa liberdade, o regime, a nossa gente cheia de têmpera e ânimo transformou-se num molho de medos e cobardias. Porquê? Porque, de facto, há sempre um “filho-de-puta” capaz de regulamentar ou regular para nos tramar.
«… as liberdades interessam na medida em que podem ser exercidas, e não na medida em que são promulgadas». Esta frase foi, ironicamente, proferida por Salazar e que cito de memoria correndo o risco de me ter enganado. Contudo, é uma frase que reflecte bem o pouco uso que nós (Nação/Povo), hoje, fazemos das nossas liberdades promulgadas, de tal ordem que elas se não chegam a consagrar. É como um casamento que não se consuma.

9 de março de 2009

5 de março de 2009

Dia F

Desde 2004 até hoje foram já 13 post sobre a Fajã do Calhau.



28 de Janeiro de 2009
A lei de Peter.
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas disse ontem no parlamento que na obra da Fajã do Calhau, alguns troços foram adjudicados a privados por ajuste directo num total de 650.000,00€ (seiscentos e cinquenta mil euros), assumindo assim, sem se dar conta, um enorme atropelo à legislação em vigor.Para além de não ser grande político revelou não ser grande jurista.
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# posted by Nuno Barata às 1/28/2009 07:25:00 PM Largaram fogo (28)
27 de Janeiro de 2009
Álamo "Batanete" de Menezes.
O Secretário Regional do Ambiente e do Mar acaba de fazer, em plenário da ALRA, aquilo a que se pode chamar uma triste figura de cabo-de-esquadra. Como diz uma pessoa que me é próxima e querida, cinco furos abaixo de cão e dez abaixo de polícia.A respeito de uma proposta de criação de uma comissão de inquérito às obras da estrada para a Fajã do Calhau, o SRAM acaba de dizer que esta é uma “obra importante e mais se vão fazer”. Preparemo-nos, as máquinas vão chegar a tudo quanto é Fajã, custe o que custar. Ao pé disto, o teleférico da Drª Berta para a Fajã da Rocha-da-Relva é um doce.Na verdade, esta comissão de inquérito é absolutamente necessária, o PS sabe-o desdeo dia em que o Director Regional das Flores admitiu ao Açoriano Oriental que não sabia quanto já tinha custado a obra, o Governo sabe-o, desde o dia em que a obra foi notícia internacional. Contudo,nem PS nem Governo o querem admitir. O PS acaba por optar por uma solução de meio acelerador, substitui a proposta do Bloco de Esquerda por uma recomendação à comissão parlamentar competente para que estude e analise o caso, as consequencias são as mesmas, o impacto é que é outro e o promotor também. PSD, Bloco de Esquerda e PPM votam a favor da comissão de inquérito. PS e CDS (inacreditavelmente este último) votam contra.Temo que esta posição do CDS se prenda com uma estranha vontade de destruir em São Jorge à mesma velocidade que se vai destruindo em São Miguel, só por isso se entendem as palavras de Luís Silveira (CDS eleito por São Jorge).Álamo de Menezes insinuou ainda que Zoraida Soares por ser continental não entende o que é viver numa Fajã. Isso deve ser defeito que ele também tem por ser Terceirense e não perceber que não vive viva-alma na Fajã do Calhau. Disse ainda o Professor licenciado em Engenharia do Ambiente que a obra proporcionava o combate às infestantes. Tal ignorância. Mesmo da boca de um Eng. de Ambiente especialista em águas e esgotos nunca se ouviu barbaridade tão grande, cheira quase tão mal como a água que sai das torneira de Angra do Heroísmo.A encosta em causs tinha, de facto, algumas infestantes, nomeadamente incensos mas, na sua maioria, era povoada por Faias (Mirica faya) uma planta endémica e protegida por directivas comunitárias e legislação regional.Infestante mesmo são estes socialistas de ocasião, ambientalistas de trazer-por-casa e demais fauna carregada de “espertezas soloias” e de ruralismos disfarçados de putativas urbanidades.
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# posted by Nuno Barata às 1/27/2009 07:59:00 PM Largaram fogo (31)
26 de Janeiro de 2009
De rir à gargalhada despregada.
Será que o Sr.Embaixador Alexander Ellis foi levado pelo Alexandre Pascoal a ver o atentado ambiental da Fajã do Calhau (nem o seu custo financeiro é conhecido, quanto mais o ambiental) e esse grande designio de desenvolvimento que são as SCUT para o Nordeste? Não, claro que não.
É pura demagogia, da mais reles que existe, tentar convercer-nos a todos com esses depoimentos de uns dos tipos que vêem ao longe, de fora, vêem apenas a parte que interessa e depois tecem grandes elogios.
# posted by Nuno Barata às 1/26/2009 09:28:00 AM Largaram fogo (40)
2 de Maio de 2008
Abertura das trutas sem trutas.
Ontem foi dia de abertura da pesca às trutas nas lagoas e ribeiras da Ilha de São Miguel. Diz-me quem andou por aí que, cada vez, há menos trutas para pescar e são, cada vez, mais pequenas.Nos últimos anos, não tem havido repovoamento das lagoas e ribeiras. Os Serviços Florestais alegam falta de água para os tanques de reprodução. Desculpa de mau pagador.Quando há vontade política, tudo se ultrapassa. Vejam lá se esses mesmos serviços não arranjaram dinheiro e técnicos e pessoal para desbaratar na abertura do caminho para a Fajã do Calhau.O Abandono do posto cinegético das Furnas é prova inequívoca da falta de visão dos nossos políticos. Desculpa do desvio da água para o consumo é a mais esfarrapada que se pode arranjar quando falamos de Furnas, uma das mais importantes hidrópoles dos Açores.Lançamento de trutas na Ribeira do Guilherme, Fajã do Rodrigo, nos anos 60 do século XX. Arquivo fotográfico da então Circunscrição Florestal de Ponta Delgada.
# posted by Nuno Barata às 5/02/2008 03:04:00 AM Largaram fogo (46)
19 de Novembro de 2007
A mais do que insuspeita SPEA
Obras da estrada da Fajã do Calhau ameaçam nidificação de aves marinhas
A SPEA tem vindo a alertar ao longo dos últimos meses para a possibilidade das obras de construção da estrada para a Fajã do Calhau poderem estar a afectar a população de cagarros que nidifica nas zonas costeiras daquela área. Exige-se que a segunda fase da obra, a começar brevemente, inclua um estudo de incidências ambientais e um plano de protecção ambiental que salvaguardem a protecção deste troço de costa na ilha de São Miguel. A costa entre o Nordeste e o Faial da Terra está desde 2003 identificada pela SPEA, de acordo com critérios internacionais, como uma Área Importante para as Aves (IBA), devido ao elevado número de cagarros Calonectris diomedea que tem sido contabilizado ao longo desta área e ainda pela presença de Frulhos Puffinus assimilis. Supõe-se que este troço de costa possa albergar cerca de 10.000 cagarros e 25 casais de frulhos.A obra em curso tem provocado uma destruição impressionante de parte da linha costeira, com grandes impactos potenciais ao nível das populações de aves marinhas, da vida marinha costeira, da vegetação e da paisagem. O facto de não existirem dados seguros para o local específico onde a estrada está a ser construída levou a SPEA a exigir que fosse realizado um estudo que permitisse salvaguardar as aves nidificantes durante este período crítico, que dura até final do Verão. A continuação dos trabalhos antes da obtenção, de informação adicional, poderá ter naquela área graves consequências sobre aves que constituem umas das principais referências naturais da região.
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# posted by Nuno Barata às 11/19/2007 09:48:00 AM Largaram fogo (4)
8 de Novembro de 2007
Qual paraiso ambiental?

Andei aqui a tentar descobrir como seria que a Senhora Secretária Regional do Ambiente poderia fazer dos Açores o melhor destino turístico ambiental da Humanidade. Deve ser com a Estrada para a Fajã do Calhau, os Aterros/Lixeiras, As SCUT para o Nordeste, Com a sucata que o nosso “povo sofisticado” abandona por aí juntamente com os plásticos e a restante lixo atirado à orla costeira. Deve ser deve. Deve ser por isso e pelas outras razões todas que, os mais do que suspeitos, jornalistas ou agentes secretos da National Geographic Travel venderam.“Águentái” Patagónia que os Açores vão no encalce. Foge da frente Islândia que a Drª de História já decidiu quem tem o melhor ambiente do mundo.Infelizmente. Os Açores estão longe de ser um paraíso ambiental. Infelizmente o caminho que estão a seguir é o pior de todos.
Salve-se a política para as energias renováveis, única área onde se pensa estratégicamente nos Açores e algum esforço na gestão dos recursos marinhos, esse ultimo feito mais com o olho no voto do que no futuro.
# posted by Nuno Barata às 11/08/2007 04:20:00 PM
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7 de Outubro de 2007
Paraiso, mas só por pouco tempo.

Uma importante peça jornalistica e propagandística do revista Visão, deu a conhecer aos Portugueses, este fim-de-semana, mais um pouco daquilo que é o Arquipélago dos Açores. A enfase foi posta na qualidade dos ecossistemas e na biodiversidade, bem como nas energias alternativas e na forma responsável como a Região tem investido nesse sector. Não tenho dúvidas, aí estamos muito à frente do resto do País. Quando à biodiversidade e ao equilibro dos ecossistemas, tenho muita pena de o dizer mas caminhamos no mau sentido. Muito embora os cientistas o não digam de peito aberto, afinal é o Governo que paga a maior parte das teses e das sabáticas, a verdade é que os projectos de betão megalómanos como é exemplo a estrada para Ribeira Grande e Nordeste e os mais modestos mas não menos nefastos projectos do acesso á Fajã do Calhau e Lagoa do Caldeirão Grande, poem em causa o que de melhor temos para vender e oferecer e que nos custa zero a manter e consome enormes recursos a destruir.Daqui a dez anos não haverão reportagens como a que agora nos trouxe a revista Visão.
Dá impressão que quem nos governa, há mais de 50 anos, não gosta destas Ilhas tal como elas são, mas como as imaginam, pequenas metrópoles descaracterizadas e sem carisma.
# posted by Nuno Barata às 10/07/2007 04:28:00 PM Largaram fogo (13)
24 de Julho de 2007
Querem assuntos para um Especial Informação
Então cá vai:-Transporte marítimo de passageiros e mercadorias;-Transportes aéreos de passageiros de mercadorias;-Investimentos nos portos dos Açores;-Impacte Ambiental e económico do projecto SCUT;-Impacte ambiental e económico da Estrada da Fajã do Calhau;- Impacte ambiental e económico com a realização de concertos de música em zonas protegidas e de nidificação de aves protegidas;- Pesca. O aumento da frota e o regime de quotas num sector em agonia.Para sete semanas consecutivas já têm assunto relevante e de interesse para a Região. Mas, podia continuar a enumerar um sem fim de temas e assuntos que são discutidos aqui na blogosfera e nas mesas dos cafés e que deviam passar para o pequeno ecrã.
# posted by Nuno Barata às 7/24/2007 05:30:00 PM Largaram fogo (11)
21 de Julho de 2007
Fajã do Calhau na Euronews
A não perder, "bonita" reportagem sobre as asneiras e as incompetências dos nossos governantes. Apesar dos cagarros serem chamados os caragos....
Dia 21 Sábado …..07:45 … 13:15 …17:15 … 23:15
Dia 22 Domingo … 02:45 …14:45
Dia 23 Segunda …01:15 … 11:45 …14:45
Dia 24 Terça …….09:15 … 12:45
Dia 25 Quarta……11:45 … 13:45 … 19:45
Dia 26 Quinta ……09:45 … 12:45 … 14:45
Isto a horas dos Açores
Em Lisboa + 1 hora.
Em Bruxelas + 2 horas
# posted by Nuno Barata às 7/21/2007 11:27:00 AM Largaram fogo (14)
25 de Setembro de 2006
Só tarda o que nunca chega
Eu estava a ver que não aparecia uma queixa ou sequer uma posição pública da Quercus por causa da obra da fajã do Calhau. Terá sido preciso a Câmara Municipal do Nordeste, liderada pelo Social Democrata José Carlos Carreiro, dar inicio às obras da estrada para a Fajã do Araújo para a Quercus acordar. É que eu não acredito em teorias da conspiração mas nas nossas Ilhas há com cada coincidência.Já agora dêem, rapidamente, entrada a uma providência cautelar sobre o teleférico da Fajã da Rocha da Relva, não deixem chegar próximo das eleições. As organizações ambientalistas parecem ter o mesmo calendário dos políticos.
# posted by Nuno Barata às 9/25/2006 04:52:00 PM Largaram fogo (12)
21 de Setembro de 2006
"Té quim fim"
O Governo Regional está a preparar uma proposta legislativa que visa criar uma Rede Regional de Áreas Protegidas, destinada a "uniformizar e compatibilizar as classificações das nossas áreas com os critérios utilizados pela União Internacional para a Conservação da Natureza", anunciou hoje, na Terceira o presidente do executivo, Carlos César.
Mais uma vez a Secretária Regional do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques, não desilude. A cereja em cima do bolo seria mesmo que a governante tivesse coragem e poder para mandar parar as obras do caminho agrícola que irá servir as casas de verão de alguns senhores dos partidos do grande centrão na Fajã do Calhau. Na própria Direcção regional das Florestas que, tem a obra a seu cargo, alguém já devia ter tido a coragem de dizer o que pensa.
A construção desse caminho já destruiu uma significativa quantidade de floresta endémica e alterou a vida de muitos ecossistemas terrestres e marinhos naquela zona.Está tudo calado. Não se ouviu um único pio por parte do PSD que detém a Câmara da Povoação, nem se ouviram as vozes sempre avisadas dos ambientalistas. Na verdade, quer a Delegação Regional da Quercus quer os Amigos dos Açores ainda não tomaram posição pública sobre o assunto e já o deviam ter feito. Digo eu claro.
# posted by Nuno Barata às 9/21/2006 09:24:00 PM Largaram fogo (22)
21 de Maio de 2006
Todos diferentes todos iguais.
A construção de um caminho florestal para a Fajã do calhau é a coisa mais vergonhosa que vi fazer nestas Ilhas. Que César tenha o bom senso de mandar parar tal disparate e ponha na ordem os oportunistas do sistema, sob pena de ver o seu nome ligado a um dos mais vergonhosos procesos de oportunismo que já vimos nos Açores.Em primeiro lugar, não se trata de uma zona florestal nem com apetência para isso, logo o caminho, não deveria estar a sei feito pelos Serviços Florestais, nem no tempo de Adolfo Lima esses serviços eram instrumentais a tal ponto. Haja vergonha.Em segundo lugar, é um caminho feito para servir os senhores socialistas que têm casa de férias naquela fajã. Nunca houve quem se preocupasse com os vinhateiros e produtores de vinho daquela fajã da costa Sul de São Miguel. Cestos e cestos de uvas e barris de mosto e vinho foram tranportados nas extremidades de varas às costas dos homens numa espécie de dança que "enquanto o pau vai e vem as costas aliviam". Foi preciso se instalarem uma meia dúzia de socialistas de oportunidade para que os nossos impostos lhes fizessem o caminho.Houve estudo de impacte ambiental?Há sequer projecto?Levantamento topográfico?Estudo dos solos?Alguém se preocupou em saber se aqueles terrenos suportam peso?Onde para o ordenamento nestes dias?Oxalá, os "lobistas" da fajã do calhau não se venham a arrepender de terem clamado por um caminho é que eu suspeito que se lhes acabará o sossego.
# posted by Nuno Barata às 5/21/2006 11:02:00 PM Largaram fogo (22)
30 de Dezembro de 2004
Ordenamento do território 2
O Ordenamento do território é um dos instrumentos mais importantes na prevenção de acidentes em caso de agressão pelos agentes da natureza. Sem esquecer que nós, seres humanos, somos parte integrante dessa natureza, o que muitas vezes acontece, devemos ter presente que é ao homem que se deve atribuir a grande responsabilidade nas alterações que o planeta tem sofrido, somos nós os grandes responsáveis pelo que de mau nos acontece por acção da natureza. Se não existissem "resorts" nas praias paradisíacas da Tailândia não havia destruição para além de alguns coqueiros. Calma. Isso não quer dizer que eu condene a construção de hotéis/resort, isso quer dizer que não podemos culpar mais nada nem ninguém por aquilo que nos acontece. Devemos ter bem presente que, quando chove muito, uma ribeira enche, galga as suas margens e derruba casas, são as casas que estão no lugar errado e não a ribeira. Há alguns anos, a respeito das cheias que ciclica e repetidamente acontecem na Vila da Povoação, ouvi um autarca dizer a seguinte alarvidade: "A natureza teima em destruir o que o Homem constrói". Pergunto, não será caso para ponderar se não estaremos perante uma situação em que a natureza no seu processo natural e lento, tenta a todo o custo repor aquilo que o Homem destrói por um processo forçado e rápido? As nossas fajãs e algumas das nossas freguesias junto ao mar, não são mais do que grandes escorregamentos de terras, ocorridos há longos anos e situadas em zonas que não estão a salvo de serem vitimas de fenómenos idênticos. Insistir em construir nessas áreas é querer ir contra as regras da natureza. Entendo que, em tempos difíceis da vivência nas Ilhas, o recurso a essas zonas, foi uma questão de sobrevivência, tratava-se de procurar o sustento nesses pequenos pedaços de terra. Só por isso, se explicam fenómenos como a baia de São Lourenço ou da Maia. na Ilha de Santa Maria, os currais da vinhas do Pico e algumas ladeiras na Ilha das Flores. Hoje, ter uma casa numa fajã de São Jorge ou na Rocha da Relva e na fajã do Calhau em São Miguel, é um luxo ou um negócio paralelo na área do turismo ou um simples capricho. Nada tenho contra isso, só não quero é que amanhã, quando acontecer o inevitável, essas pessoas venham exigir do Estado/Região, ou seja dos meus impostos, indemnizações pelos maus bofes da natureza. O conceito de preocupação ambiental remonta ao Sec. XIX (1872) com a criação, nos estados Unidos da América, do parque nacional de Yelowstone. Contudo, nas nossas Ilhas está ainda quase tudo por fazer. Com culpas, essencialmente para os políticos e para o cidadão anónimo e mal formado em termos ambientais. A educação ambiental é fundamental para o exercício da cidadania, só a mobilização dos cidadãos permite a criação de uma consciência global, capaz de desempenhar um papel preventivo na participação e intervenção na resolução de problemas práticos do ambiente. Essa revolução tem que ser feita em cada um de nós.
# posted by Nuno Barata às 12/30/2004 03:59:00 PM Largaram fogo (6)

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