12 de março de 2009

Não foi por falta de aviso.

O Banif pode ficar com a maior parte do património da SIRAM nos Açores, uma possível solução encontrada para enfrentar as dificuldades financeiras que o grupo madeirense está a enfrentar e que estão a colocar em risco os investimentos programados pela SIRAM na região e a dívida contraída ao Banif. A notícia foi avançada pela Antena 1/Açores, que salienta que o banco liderado por Horácio Roque foi mesmo o principal financiador das aquisições feitas pela SIRAM nos Açores. O grupo madeirense havia anunciado um investimento que ronda os 700 milhões de euros para a Região e a SIRAM acabou mesmo por adquirir os campos de golfe da Batalha e Furnas, ficando assim obrigada a construir outro, no Faial, num terreno cedido pelo Governo Regional com 191 mil metros quadrados. O empreendimento da Batalha, junto ao actual campo de golfe, prevê ainda a construção de residências de luxo e um hotel-resort, estando ainda nos planos do grupo avançar com loft residence, composto por 36 apartamentos turísticos e residências, a serem construídos nos antigos secadores da Fábrica de Tabaco Micaelense, mesmo no centro de Ponta Delgada. Para além destes investimentos, no Verão passado foi mesmo anunciada a compra do Hotel Monte Palace, situado nas Sete Cidade e hoje em completo estado de abandono, depois de ter passado por diversas mãos de investidores nacionais. Sílvio Santos, o homem forte da SIRAM já veio reconhecer a público que o grupo atravessa dificuldades financeiras e que muitos dos projectos estão, neste momento, a ser repensados


Em 20 de Outubro de 2004 escrevi aqui assim:



Havia alguém capaz de imaginar que fosse acontecer outra coisa que não isso?

A Verdegolf é um bom exemplo de como não se devem fazer as coisas. Nasceu torta no tempo do "amaralismo" e oito anos de governação socialista não lhe viraram a orientação. Não basta substituir administradores ou substituir empregados. São necessárias medidas de fundo para alterar a situação daquela empresa que se revela de interesse estratégico para o desenvolvimento do Turismo nos Açores. Ao construir mais 9 buracos na Achada das Furnas e 27 buracos na Batalha sem desenvolver projectos imobiliários paralelos capazes de suportarem o financiamento da construção e manutenção dos campos, os políticos e gestores públicos de então cometeram um erro colossal. Demorar oito anos insistindo no mesmo modelo foi outro erro colossal. Em gestão, na política ou na economia, seja ela macro, micro ou doméstica, não se podem esperar resultados diferentes se mantivermos o "modus operandi".

Provavelmente, os políticos de agora, ficaram admirados com o facto do concurso ficar deserto. Nunca pensaram que uma das contrapartidas pedidas era um enorme fardo para quem comprasse a empresa. Nos moldes em que está estruturada a empresa e mesmo retirando do caderno de encargos a contra-partida de construir um campo de golfe no Faial, não sei se existirão muitos empresários capazes de aceitar aquela empresa dada, quanto mais por 9 milhões de euros.





Em 5 de Fevereiro de 2007 voltei a escrever assim.


A promiscuidade que vem de longe.


Tal como a fama do Brandy Constantino, nos Açores, vem de longe a fama e continua a existir uma perigosa promiscuidade entre público e privado, entre dinheiros públicos e negócios privados e privativos, entre dinheiros privados e negócios públicos, entre negócios privados e interesses públicos e mais um sem número de conjugações que se podem fazer.O presidente do Governo Regional, Carlos César, preside, terça-feira, em Ponta Delgada, à sessão pública de apresentação dos projectos que o consórcio SIRAM/LusoIrlandês se propõe executar na ilha de S. Miguel.A sessão decorre às 15:30 horas no auditório da Secretaria Regional da Economia.Entre os projectos da SIRAM para S. Miguel figura uma intervenção no Campo de Golfe da Batalha, que prevê a construção de um complexo turístico e residencial associado àquele espaço de lazer, de que o grupo empresarial é proprietário na sequência da privatização da Verdegolf.
Será que a Verdegolf foi, de facto, privatizada?
Lembro que depois do primeiro concurso ter ficado deserto ( um costume nos concursos lançados pela SRE), o Governo Regional dos Açores, decidiu alienar por "negociação particular, um lote indivisível de 3.549.648 acções, com o valor nominal de € 1,00 cada, representativas de 92,23% do capital social da sociedade VerdeGolf, S.A., detidas pela Região Autónoma dos Açores".
A negociação fez-se "pelo envio, aos investidores que o Vice-Presidente do Governo Regional e o Secretário Regional da Economia" determinaram, "de um convite para a apresentação de proposta para a aquisição da totalidade da participação da Região Autónoma dos Açores no capital social da VerdeGolf, S.A".
# posted by Nuno Barata às 2/05/2007 03:45:00 PM Largaram fogo (10)
As ligações do Governo dos Açores de do PS ao grupo empresarial madeirense SIRAM e ao grupo açoriano ASTA -Atlântico devem ser devidamente investigadas por quem de direito a começar pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público. E mais não digo porque mais não sei, palpita-me, no entanto, que vai tudo ficar em águas-de-bacalhau.
PS: Alguém me consegue demonstrar quanto foi pago da totalidade de €3.549.648,00 que a SIRAM deveria ter pago ao Governo regional dos Açore?

10 de março de 2009

Relendo Hayek.

"O Caminho para a Servidão" obra de Hayek, , agora numa excelente tradução e belíssima encadernação, trazida aos escaparates por “mão” das Edições 70, deveria ser de leitura obrigatória para a novel classe política, comentadores, bloggers, reguladores e afins. Na verdade, a “diarreia” regulamentar e as falsas garantias que as entidades reguladoras nos dão, não são mais do que pequenos passos para a sistemática perca de liberdades individuais e colectivas.
Mais Estado é igual a menos liberdade. Mesmo que socialistas e comunistas se ponham aos pulos a nega-lo.
O excesso de regulação, regulamentação e fiscalização(acho que já escrevi uma vintena de vezes sobre isto) não é mais do que uma forma de censura, de polícia política, dos tempos modernos.
Hoje, um amigo, disse-me claramente: “Tens toda a razão, mas acho que deves arranjar quem fale por ti, uma espécie de porta-voz, em vez de dares tanto a cara por essas tuas convicções para não seres prejudicado”.
A gravidade deste aviso inocente de um amigo, deixou-me o resto do dia num tumultuoso tormento. Ao que chegou a nossa liberdade, o regime, a nossa gente cheia de têmpera e ânimo transformou-se num molho de medos e cobardias. Porquê? Porque, de facto, há sempre um “filho-de-puta” capaz de regulamentar ou regular para nos tramar.
«… as liberdades interessam na medida em que podem ser exercidas, e não na medida em que são promulgadas». Esta frase foi, ironicamente, proferida por Salazar e que cito de memoria correndo o risco de me ter enganado. Contudo, é uma frase que reflecte bem o pouco uso que nós (Nação/Povo), hoje, fazemos das nossas liberdades promulgadas, de tal ordem que elas se não chegam a consagrar. É como um casamento que não se consuma.

9 de março de 2009

5 de março de 2009

Dia F

Desde 2004 até hoje foram já 13 post sobre a Fajã do Calhau.



28 de Janeiro de 2009
A lei de Peter.
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas disse ontem no parlamento que na obra da Fajã do Calhau, alguns troços foram adjudicados a privados por ajuste directo num total de 650.000,00€ (seiscentos e cinquenta mil euros), assumindo assim, sem se dar conta, um enorme atropelo à legislação em vigor.Para além de não ser grande político revelou não ser grande jurista.
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# posted by Nuno Barata às 1/28/2009 07:25:00 PM Largaram fogo (28)
27 de Janeiro de 2009
Álamo "Batanete" de Menezes.
O Secretário Regional do Ambiente e do Mar acaba de fazer, em plenário da ALRA, aquilo a que se pode chamar uma triste figura de cabo-de-esquadra. Como diz uma pessoa que me é próxima e querida, cinco furos abaixo de cão e dez abaixo de polícia.A respeito de uma proposta de criação de uma comissão de inquérito às obras da estrada para a Fajã do Calhau, o SRAM acaba de dizer que esta é uma “obra importante e mais se vão fazer”. Preparemo-nos, as máquinas vão chegar a tudo quanto é Fajã, custe o que custar. Ao pé disto, o teleférico da Drª Berta para a Fajã da Rocha-da-Relva é um doce.Na verdade, esta comissão de inquérito é absolutamente necessária, o PS sabe-o desdeo dia em que o Director Regional das Flores admitiu ao Açoriano Oriental que não sabia quanto já tinha custado a obra, o Governo sabe-o, desde o dia em que a obra foi notícia internacional. Contudo,nem PS nem Governo o querem admitir. O PS acaba por optar por uma solução de meio acelerador, substitui a proposta do Bloco de Esquerda por uma recomendação à comissão parlamentar competente para que estude e analise o caso, as consequencias são as mesmas, o impacto é que é outro e o promotor também. PSD, Bloco de Esquerda e PPM votam a favor da comissão de inquérito. PS e CDS (inacreditavelmente este último) votam contra.Temo que esta posição do CDS se prenda com uma estranha vontade de destruir em São Jorge à mesma velocidade que se vai destruindo em São Miguel, só por isso se entendem as palavras de Luís Silveira (CDS eleito por São Jorge).Álamo de Menezes insinuou ainda que Zoraida Soares por ser continental não entende o que é viver numa Fajã. Isso deve ser defeito que ele também tem por ser Terceirense e não perceber que não vive viva-alma na Fajã do Calhau. Disse ainda o Professor licenciado em Engenharia do Ambiente que a obra proporcionava o combate às infestantes. Tal ignorância. Mesmo da boca de um Eng. de Ambiente especialista em águas e esgotos nunca se ouviu barbaridade tão grande, cheira quase tão mal como a água que sai das torneira de Angra do Heroísmo.A encosta em causs tinha, de facto, algumas infestantes, nomeadamente incensos mas, na sua maioria, era povoada por Faias (Mirica faya) uma planta endémica e protegida por directivas comunitárias e legislação regional.Infestante mesmo são estes socialistas de ocasião, ambientalistas de trazer-por-casa e demais fauna carregada de “espertezas soloias” e de ruralismos disfarçados de putativas urbanidades.
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# posted by Nuno Barata às 1/27/2009 07:59:00 PM Largaram fogo (31)
26 de Janeiro de 2009
De rir à gargalhada despregada.
Será que o Sr.Embaixador Alexander Ellis foi levado pelo Alexandre Pascoal a ver o atentado ambiental da Fajã do Calhau (nem o seu custo financeiro é conhecido, quanto mais o ambiental) e esse grande designio de desenvolvimento que são as SCUT para o Nordeste? Não, claro que não.
É pura demagogia, da mais reles que existe, tentar convercer-nos a todos com esses depoimentos de uns dos tipos que vêem ao longe, de fora, vêem apenas a parte que interessa e depois tecem grandes elogios.
# posted by Nuno Barata às 1/26/2009 09:28:00 AM Largaram fogo (40)
2 de Maio de 2008
Abertura das trutas sem trutas.
Ontem foi dia de abertura da pesca às trutas nas lagoas e ribeiras da Ilha de São Miguel. Diz-me quem andou por aí que, cada vez, há menos trutas para pescar e são, cada vez, mais pequenas.Nos últimos anos, não tem havido repovoamento das lagoas e ribeiras. Os Serviços Florestais alegam falta de água para os tanques de reprodução. Desculpa de mau pagador.Quando há vontade política, tudo se ultrapassa. Vejam lá se esses mesmos serviços não arranjaram dinheiro e técnicos e pessoal para desbaratar na abertura do caminho para a Fajã do Calhau.O Abandono do posto cinegético das Furnas é prova inequívoca da falta de visão dos nossos políticos. Desculpa do desvio da água para o consumo é a mais esfarrapada que se pode arranjar quando falamos de Furnas, uma das mais importantes hidrópoles dos Açores.Lançamento de trutas na Ribeira do Guilherme, Fajã do Rodrigo, nos anos 60 do século XX. Arquivo fotográfico da então Circunscrição Florestal de Ponta Delgada.
# posted by Nuno Barata às 5/02/2008 03:04:00 AM Largaram fogo (46)
19 de Novembro de 2007
A mais do que insuspeita SPEA
Obras da estrada da Fajã do Calhau ameaçam nidificação de aves marinhas
A SPEA tem vindo a alertar ao longo dos últimos meses para a possibilidade das obras de construção da estrada para a Fajã do Calhau poderem estar a afectar a população de cagarros que nidifica nas zonas costeiras daquela área. Exige-se que a segunda fase da obra, a começar brevemente, inclua um estudo de incidências ambientais e um plano de protecção ambiental que salvaguardem a protecção deste troço de costa na ilha de São Miguel. A costa entre o Nordeste e o Faial da Terra está desde 2003 identificada pela SPEA, de acordo com critérios internacionais, como uma Área Importante para as Aves (IBA), devido ao elevado número de cagarros Calonectris diomedea que tem sido contabilizado ao longo desta área e ainda pela presença de Frulhos Puffinus assimilis. Supõe-se que este troço de costa possa albergar cerca de 10.000 cagarros e 25 casais de frulhos.A obra em curso tem provocado uma destruição impressionante de parte da linha costeira, com grandes impactos potenciais ao nível das populações de aves marinhas, da vida marinha costeira, da vegetação e da paisagem. O facto de não existirem dados seguros para o local específico onde a estrada está a ser construída levou a SPEA a exigir que fosse realizado um estudo que permitisse salvaguardar as aves nidificantes durante este período crítico, que dura até final do Verão. A continuação dos trabalhos antes da obtenção, de informação adicional, poderá ter naquela área graves consequências sobre aves que constituem umas das principais referências naturais da região.
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# posted by Nuno Barata às 11/19/2007 09:48:00 AM Largaram fogo (4)
8 de Novembro de 2007
Qual paraiso ambiental?

Andei aqui a tentar descobrir como seria que a Senhora Secretária Regional do Ambiente poderia fazer dos Açores o melhor destino turístico ambiental da Humanidade. Deve ser com a Estrada para a Fajã do Calhau, os Aterros/Lixeiras, As SCUT para o Nordeste, Com a sucata que o nosso “povo sofisticado” abandona por aí juntamente com os plásticos e a restante lixo atirado à orla costeira. Deve ser deve. Deve ser por isso e pelas outras razões todas que, os mais do que suspeitos, jornalistas ou agentes secretos da National Geographic Travel venderam.“Águentái” Patagónia que os Açores vão no encalce. Foge da frente Islândia que a Drª de História já decidiu quem tem o melhor ambiente do mundo.Infelizmente. Os Açores estão longe de ser um paraíso ambiental. Infelizmente o caminho que estão a seguir é o pior de todos.
Salve-se a política para as energias renováveis, única área onde se pensa estratégicamente nos Açores e algum esforço na gestão dos recursos marinhos, esse ultimo feito mais com o olho no voto do que no futuro.
# posted by Nuno Barata às 11/08/2007 04:20:00 PM
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7 de Outubro de 2007
Paraiso, mas só por pouco tempo.

Uma importante peça jornalistica e propagandística do revista Visão, deu a conhecer aos Portugueses, este fim-de-semana, mais um pouco daquilo que é o Arquipélago dos Açores. A enfase foi posta na qualidade dos ecossistemas e na biodiversidade, bem como nas energias alternativas e na forma responsável como a Região tem investido nesse sector. Não tenho dúvidas, aí estamos muito à frente do resto do País. Quando à biodiversidade e ao equilibro dos ecossistemas, tenho muita pena de o dizer mas caminhamos no mau sentido. Muito embora os cientistas o não digam de peito aberto, afinal é o Governo que paga a maior parte das teses e das sabáticas, a verdade é que os projectos de betão megalómanos como é exemplo a estrada para Ribeira Grande e Nordeste e os mais modestos mas não menos nefastos projectos do acesso á Fajã do Calhau e Lagoa do Caldeirão Grande, poem em causa o que de melhor temos para vender e oferecer e que nos custa zero a manter e consome enormes recursos a destruir.Daqui a dez anos não haverão reportagens como a que agora nos trouxe a revista Visão.
Dá impressão que quem nos governa, há mais de 50 anos, não gosta destas Ilhas tal como elas são, mas como as imaginam, pequenas metrópoles descaracterizadas e sem carisma.
# posted by Nuno Barata às 10/07/2007 04:28:00 PM Largaram fogo (13)
24 de Julho de 2007
Querem assuntos para um Especial Informação
Então cá vai:-Transporte marítimo de passageiros e mercadorias;-Transportes aéreos de passageiros de mercadorias;-Investimentos nos portos dos Açores;-Impacte Ambiental e económico do projecto SCUT;-Impacte ambiental e económico da Estrada da Fajã do Calhau;- Impacte ambiental e económico com a realização de concertos de música em zonas protegidas e de nidificação de aves protegidas;- Pesca. O aumento da frota e o regime de quotas num sector em agonia.Para sete semanas consecutivas já têm assunto relevante e de interesse para a Região. Mas, podia continuar a enumerar um sem fim de temas e assuntos que são discutidos aqui na blogosfera e nas mesas dos cafés e que deviam passar para o pequeno ecrã.
# posted by Nuno Barata às 7/24/2007 05:30:00 PM Largaram fogo (11)
21 de Julho de 2007
Fajã do Calhau na Euronews
A não perder, "bonita" reportagem sobre as asneiras e as incompetências dos nossos governantes. Apesar dos cagarros serem chamados os caragos....
Dia 21 Sábado …..07:45 … 13:15 …17:15 … 23:15
Dia 22 Domingo … 02:45 …14:45
Dia 23 Segunda …01:15 … 11:45 …14:45
Dia 24 Terça …….09:15 … 12:45
Dia 25 Quarta……11:45 … 13:45 … 19:45
Dia 26 Quinta ……09:45 … 12:45 … 14:45
Isto a horas dos Açores
Em Lisboa + 1 hora.
Em Bruxelas + 2 horas
# posted by Nuno Barata às 7/21/2007 11:27:00 AM Largaram fogo (14)
25 de Setembro de 2006
Só tarda o que nunca chega
Eu estava a ver que não aparecia uma queixa ou sequer uma posição pública da Quercus por causa da obra da fajã do Calhau. Terá sido preciso a Câmara Municipal do Nordeste, liderada pelo Social Democrata José Carlos Carreiro, dar inicio às obras da estrada para a Fajã do Araújo para a Quercus acordar. É que eu não acredito em teorias da conspiração mas nas nossas Ilhas há com cada coincidência.Já agora dêem, rapidamente, entrada a uma providência cautelar sobre o teleférico da Fajã da Rocha da Relva, não deixem chegar próximo das eleições. As organizações ambientalistas parecem ter o mesmo calendário dos políticos.
# posted by Nuno Barata às 9/25/2006 04:52:00 PM Largaram fogo (12)
21 de Setembro de 2006
"Té quim fim"
O Governo Regional está a preparar uma proposta legislativa que visa criar uma Rede Regional de Áreas Protegidas, destinada a "uniformizar e compatibilizar as classificações das nossas áreas com os critérios utilizados pela União Internacional para a Conservação da Natureza", anunciou hoje, na Terceira o presidente do executivo, Carlos César.
Mais uma vez a Secretária Regional do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques, não desilude. A cereja em cima do bolo seria mesmo que a governante tivesse coragem e poder para mandar parar as obras do caminho agrícola que irá servir as casas de verão de alguns senhores dos partidos do grande centrão na Fajã do Calhau. Na própria Direcção regional das Florestas que, tem a obra a seu cargo, alguém já devia ter tido a coragem de dizer o que pensa.
A construção desse caminho já destruiu uma significativa quantidade de floresta endémica e alterou a vida de muitos ecossistemas terrestres e marinhos naquela zona.Está tudo calado. Não se ouviu um único pio por parte do PSD que detém a Câmara da Povoação, nem se ouviram as vozes sempre avisadas dos ambientalistas. Na verdade, quer a Delegação Regional da Quercus quer os Amigos dos Açores ainda não tomaram posição pública sobre o assunto e já o deviam ter feito. Digo eu claro.
# posted by Nuno Barata às 9/21/2006 09:24:00 PM Largaram fogo (22)
21 de Maio de 2006
Todos diferentes todos iguais.
A construção de um caminho florestal para a Fajã do calhau é a coisa mais vergonhosa que vi fazer nestas Ilhas. Que César tenha o bom senso de mandar parar tal disparate e ponha na ordem os oportunistas do sistema, sob pena de ver o seu nome ligado a um dos mais vergonhosos procesos de oportunismo que já vimos nos Açores.Em primeiro lugar, não se trata de uma zona florestal nem com apetência para isso, logo o caminho, não deveria estar a sei feito pelos Serviços Florestais, nem no tempo de Adolfo Lima esses serviços eram instrumentais a tal ponto. Haja vergonha.Em segundo lugar, é um caminho feito para servir os senhores socialistas que têm casa de férias naquela fajã. Nunca houve quem se preocupasse com os vinhateiros e produtores de vinho daquela fajã da costa Sul de São Miguel. Cestos e cestos de uvas e barris de mosto e vinho foram tranportados nas extremidades de varas às costas dos homens numa espécie de dança que "enquanto o pau vai e vem as costas aliviam". Foi preciso se instalarem uma meia dúzia de socialistas de oportunidade para que os nossos impostos lhes fizessem o caminho.Houve estudo de impacte ambiental?Há sequer projecto?Levantamento topográfico?Estudo dos solos?Alguém se preocupou em saber se aqueles terrenos suportam peso?Onde para o ordenamento nestes dias?Oxalá, os "lobistas" da fajã do calhau não se venham a arrepender de terem clamado por um caminho é que eu suspeito que se lhes acabará o sossego.
# posted by Nuno Barata às 5/21/2006 11:02:00 PM Largaram fogo (22)
30 de Dezembro de 2004
Ordenamento do território 2
O Ordenamento do território é um dos instrumentos mais importantes na prevenção de acidentes em caso de agressão pelos agentes da natureza. Sem esquecer que nós, seres humanos, somos parte integrante dessa natureza, o que muitas vezes acontece, devemos ter presente que é ao homem que se deve atribuir a grande responsabilidade nas alterações que o planeta tem sofrido, somos nós os grandes responsáveis pelo que de mau nos acontece por acção da natureza. Se não existissem "resorts" nas praias paradisíacas da Tailândia não havia destruição para além de alguns coqueiros. Calma. Isso não quer dizer que eu condene a construção de hotéis/resort, isso quer dizer que não podemos culpar mais nada nem ninguém por aquilo que nos acontece. Devemos ter bem presente que, quando chove muito, uma ribeira enche, galga as suas margens e derruba casas, são as casas que estão no lugar errado e não a ribeira. Há alguns anos, a respeito das cheias que ciclica e repetidamente acontecem na Vila da Povoação, ouvi um autarca dizer a seguinte alarvidade: "A natureza teima em destruir o que o Homem constrói". Pergunto, não será caso para ponderar se não estaremos perante uma situação em que a natureza no seu processo natural e lento, tenta a todo o custo repor aquilo que o Homem destrói por um processo forçado e rápido? As nossas fajãs e algumas das nossas freguesias junto ao mar, não são mais do que grandes escorregamentos de terras, ocorridos há longos anos e situadas em zonas que não estão a salvo de serem vitimas de fenómenos idênticos. Insistir em construir nessas áreas é querer ir contra as regras da natureza. Entendo que, em tempos difíceis da vivência nas Ilhas, o recurso a essas zonas, foi uma questão de sobrevivência, tratava-se de procurar o sustento nesses pequenos pedaços de terra. Só por isso, se explicam fenómenos como a baia de São Lourenço ou da Maia. na Ilha de Santa Maria, os currais da vinhas do Pico e algumas ladeiras na Ilha das Flores. Hoje, ter uma casa numa fajã de São Jorge ou na Rocha da Relva e na fajã do Calhau em São Miguel, é um luxo ou um negócio paralelo na área do turismo ou um simples capricho. Nada tenho contra isso, só não quero é que amanhã, quando acontecer o inevitável, essas pessoas venham exigir do Estado/Região, ou seja dos meus impostos, indemnizações pelos maus bofes da natureza. O conceito de preocupação ambiental remonta ao Sec. XIX (1872) com a criação, nos estados Unidos da América, do parque nacional de Yelowstone. Contudo, nas nossas Ilhas está ainda quase tudo por fazer. Com culpas, essencialmente para os políticos e para o cidadão anónimo e mal formado em termos ambientais. A educação ambiental é fundamental para o exercício da cidadania, só a mobilização dos cidadãos permite a criação de uma consciência global, capaz de desempenhar um papel preventivo na participação e intervenção na resolução de problemas práticos do ambiente. Essa revolução tem que ser feita em cada um de nós.
# posted by Nuno Barata às 12/30/2004 03:59:00 PM Largaram fogo (6)

28 de fevereiro de 2009

27 de fevereiro de 2009

É preciso ter lata!

Este Primeiro-ministro é, indiscutivelmente o pior chefe de governo desde a implantação da República e o único que, sobre os valores e a ética em política, devia estar calado, caladinho que nem um "morganho" num canto de uma mercearia.

Pequenos actos, grandes significados.

Tolero, ou melhor fui-me habituando a tolerar quase tudo nos políticos. Porém, 3 coisas há que não se podem relevar para segundo plano. São elas: A arrogância dos incompetentes; A prepotência dos incapazes; O aproveitamento das funções para beneficio próprio.
Vem este post a propósito de um episódio, apaixonado, passado com um Sr. Vereador com responsabilidades acrescidas na Câmara de Ponta Delgada.
Na noite de segunda-ferira gorda, quando se dirigia para uma festa particular, o Sr. Vereador quiz para o seu carrão num dos lugares destinados ás viaturas oficiais da Câmara. Acontece que já outros cidadãos que estavam na mesma festa particular, tendo em contra tratar-se de véspera de feriado e noite de carnaval, já tinham os lugares todos ocupados.
Vai daí, o sr. Vereador que devia ter ido à procura de uma outro lugar ou até mesmo do parque subterrâneo, irritado com o facto, resolve interpelar o agente da PSP que faz guarda ao Banco de Portugal para que esse multasse os cidadãos transgressores (se é que nesses dias se pode falar de transgredir ao facto de estacionar em lugares reservados).
Num primeiro momento, o agente nem queria acreditar o que estava a ouvir. Afinal, o Sr. Vereador ia para uma festa particular de carnaval, não ia trabalhar par a Câmara.
Depois, recebeu uma ordem do comando da PSP para multar os carros estacionados nos lugares reservados à Câmara, o mesmo não se passou com os lugares reservados pelo resto da cidade, incluindo os lugares da Policia Judiciária.
Prepotência, arrogância e pior que tudo, querer para uso particular prorrogativas inerentes ao desempenho de um cargo público.
Já sei que me vão dizer que isto é uma minudência. É verdade. Contudo, é pelas pequenas coisas que se medem os grandes Homens e é também por essas minudências que se denunciam as faltas de caracter.

26 de fevereiro de 2009

Tullius Detritus.




Por vezes a ficção serve de referência aos políticos. No caso dos socialistas açorianos o caso é mais grave, uma vez que esta governação não é mais que pura ficção. Vai daí, o César – ávido imitador do seu homónimo da Antiguidade – lembrou-se de ressuscitar a figura do Marcus Tullius Detritus, um intriguista da pior espécie que surge no 15.º volume da colecção do Astérix (A Zaragata).

Na peripécia original, o Marcus Tullius Detritus - reputado criador de desavenças e mal-entendidos - tenta semear a discórdia na aldeia gaulesa do Astérix. Depois de muitas confusões, o Detritus é desmascarado e as legiões de César são novamente vencidas.

Na adaptação açoriana desta aventura do Astérix, o papel do Marcus Tullius Detritus é desempenhado pelo Dr. André Bradford, distinto Secretário da Presidência, que não encontrou melhor ocupação que citar as poucas referências que fiz às outras forças da oposição açoriana no livro que escrevi o Verão passado: “Excertos de uma Oposição Monárquica ao Regime Cesarista Açoriano”.Este livro é, em mais de 99% do seu conteúdo, dedicado à denúncia – que se pretende bem-humorada - do actual regime cesarista açoriano.

O propósito do Detritus açoriano é causar a discórdia no campo da oposição parlamentar. De certa forma, a reacção da Mercearia César mostra que a estratégia está a resultar.Não deixo, no entanto, de reconhecer que alguns dos meus artigos podem ser considerados autênticos casus belli por parte dos visados. Ainda assim, a minha atenção continuará totalmente centrada no combate político ao cesarismo açoriano. Nem sequer tenho tempo para mais nada.

O Dr. André Bradford também deveria ter mais que fazer. Não acha?

Publicado por Paulo Estevão em 25 de Fevereiro de 2009

25 de fevereiro de 2009

Dos primórdios da 2ª autonomia.

Henrique de Aguiar Oliveira Rodrigues é uma figura incontornável da política e cultura açorianas e um “indomável” pensador livre, essa, talvez, a sua faceta que mais admiro.
O seu mais recente trabalho editado, “Intervenção Política”, edição do autor à venda pela simbólica quantia de 12€, constitui um indispensável documento histórico para a compreensão do período pré-autonómico, nomeadamente sobre a Junta Regional dos Açores ou, tal como era conhecida, Junta Governativa, nada e criada em pleno “Verão quente de 75”.
Chegado a páginas 239, todo o processo autonómico está reduzido numa última e lapidar frase: ”A mediocridade é o nosso maior inimigo!”.

24 de fevereiro de 2009

Actualidade

"Demócrito ria, porque todas as coisas humanas lhe pareciam ignorâncias; Heraclito chorava, porque todas lhe pareciam misérias: logo maior razão tinha Heraclito de chorar, que Demócrito de rir; porque neste mundo há muitas misérias que não são ignorâncias, e não há ignorância que não seja miséria".
Padre António Vieira
Roma, 1674

19 de fevereiro de 2009

Sim, porque eu não quero.

E devia escrever sobre a condenação da “raia miúda” e do “safanço” dos tubarões. Mas não me apetece.
Eu devia escrever sobre a lastimável semana parlamentar. Mas, não me apetece.
Eu devia escrever, outra vez, sobre a incompetência do Governo regional no caso dos pagamentos aos agricultores e pescadores. Mas, não me apetece.
A minha liberdade é poder dizer que não escrevi sobre o que toda a gente esperava que eu escrevesse porque não quero.

18 de fevereiro de 2009

"Obrigadinho ó Silva!"


Mais um excelente trabalho do wehavekaosinthegarden.

CDSC

O Santa Clara está à beira de conseguir uma nova subida à 1ª liga. Estamos prestes a assistir a uma invulgar afluência de políticos ao Estádio de São Miguel.

17 de fevereiro de 2009

Posta fora de tempo mas ainda na moda.

The Show Must Go On
O “documentário” emitido pela SIC sobre quatro proeminentes magistradas (já agora, o mesmo teria ficado bem melhor na SIC Mulher…) do Ministério Público foi em meu entender mais um episódio daquilo a que magistrados não se deviam prestar. Foi mais uma pedra no já sólido muro da pessoalização da máquina judiciária e mais alimento para a ideia corrente, tão perigosa como errada, de que o sistema precisa é de ícones, de heróis e, pior ainda, de heróis justiceiros capazes de vergar pessoas de consequência. Numa altura em que, com ou sem fundamento (não importa para aqui), o país é abalado por suspeições que atingem o coração do Estado, em que ocorrem sistemáticas fugas de informação processual, em que cartas rogatórias surgem escarrapachadas na net e em que cresce o coro acéfalo (e não raro cobarde, pois sabe-se que os magistrados estão sujeitos, devem estar, a um dever de reserva que obsta a respostas "na mesma moeada") dos que engoliram a cassete com a história de que "a Justiça não funciona", dispensar-se-ia gostosamente mais este happening. Do qual só concluo que, em relação a alguns, é cada vez mais óbvia a confusão entre autonomia institucional e autonomia pessoal.
Um excelente texto do Pedro Soares de Albergaria no Sine Die.
Fico à espera de um texto, tecnico-político, sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo.

12 de fevereiro de 2009

Regalado com a desgraça dos outros.

O primeiro-ministro, ontem no debate quinzenal, congratulou-se com o facto do programa de apoio à PMEs ter esgotado os plafonds em apenas um mês.
Ao que chegamos, o primeiro-ministro regalado com a desgraça dos outros.

Acabar com os ricos ou com os pobres?

Dois dias de trabalho de campo têm-me mantido afastado dos computadores e por isso dos blogues. Porém, graças á ubiquidade da rádio, não longe das baboseiras gerais que os nossos políticos vão vociferando.
Ouvi o primeiro-ministro de Portugal a dizer que ia apanhar os ricos, sabe eles quem são e outras coisas assim do tipo fleumático e demagógico, ano de eleições a quanto obrigas.
Tinha ouvido, há dias, outros políticos socialistas entre eles o presidente do Governo dos Açores, falarem das suas preocupações com os novos pobres. Novos pobres que eles fizeram, eles e só eles com a sua regulação e obcessão com investimentos desadequados mas "eleiçoeiros".
Ouvi também, Soares o principal “coveiro” do estado e que participou nos últimos 30 anos de desgovernação deste "lugar mal frequentado", falar do “fim do neo-liberalismo e do regresso ao socialismo democrático”. É preciso ter lata. Como se não fosse precisamente do socialismo democrático e do excesso de regulação que todos nós estamos reféns, o que nos falta é liberdade, liberalismo, neo-liberalismo e menos estado social onde deve ser o sector privado a fazer e a destinar.
Mas foi a abscessão de Sócrates com os ricos que mais me assustou. Lembrei-me então de Otelo, o otário que refundou esta porcaria a que chamam estado.
Otelo, nos setenta do século passado, foi convidado para ir à Suécia e lá foi “botar faladura” sobre os desígnios do Portugal pós 25. No jantar em que estava presente Olof Palmer, primeiro-ministro sueco e tido como um dos pais da social democracia. Otelo, ao discursar, terá dito que em Portugal estavam a tentar acabar com os ricos. Ao ouvir Otelo, Palmer, num sobressalto terá proferido as palavras sábias que ainda hoje cito de cabeça: "Vocês tentam acabar com os ricos, enquanto que nós há 30 anos que tentamos acabar com os pobres".
Pois eles foram ficando cada vez mais ricos e nós cada vez mais pobres. 30 anos de divergência nos indicadores económicos e sociais com os nossos parceiros da União é a triste história do Portugal social-democrata e regulador obsessivo compulsivo.

Boa sugestão.


Em vez de construírem, em Santa Maria, um campo de golfe nos melhores terrenos agrícolas da Ilha, podem sempre juntar o útil ao agradável e construírem o campo de golfe nos terrenos contíguos ao aeroporto. Nem havia custos com expropriações nem problemas económicos futuros com a redução do sector agrícola.

10 de fevereiro de 2009

Manhã de inverno quase verão.

Coroa da Mata 2009.02.10
Miradouro da Corôa da Mata, esta manhã, enre o dol nascente a a lua poente.

Vale das Furnas

Vale das Furnas, vale de ... porra nem acredito que ia escrever essa palavra.

9 de fevereiro de 2009

Mário Crespo no JN

Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

8 de fevereiro de 2009

Com o devido respeito pelo POVO.

Sócrates: regionalização e casamento de homossexuais são bandeiras da esquerda do povo . O Povo que é Povo mesmo, não quer saber dessas bandeirinhas parolas e supostamente modernas. O Povo que é Povo está-se "cagando" para a regionalização, quer é Pão, emprego e algum circo. Povo que é Povo, seja da esquerda ou da direita, não quer saber de homosexuais ou same sexers, como é chique dizer agora. Povo que é Povo, vê novelas das TVI e faz contas à vida. Chama aos Gays Paneleiros e acha que, a par das fufas, são aberrações da natureza. Povo que é Povo está-se cagando para as bandeirinhas do Eng. Pinócrates.

7 de fevereiro de 2009

Corvo, sempre e só no Corvo.

O Manuel substitui o Fernando.
Nunca se percebeu bem como foi que o PS caiu na desgraça de candidatar o Fernando à Câmara do Corvo. Menos ainda se percebeu como foi possível o Fernando ganhar as eleições. Contudo, incompreensível mesmo, é o facto do Fernando ter-se “aguentado” 4 anos Presidente de câmara. Enfim coisas da politica corvina que nunca têm explicação nos manuais de ciência politica.
Depois de ter passado quase quatro anos com uma única bebedeira, o PS resolveu partir para a busca de um novo candidato. Um candidato de peso. Como quem não tem cão caça com gato e quem não tem gato recorre ao murganho e quando o murganho não serve vai-se ao cão do vizinho, o PS foi às hostes do PSD recuperar o seu carismático ex-autarca Manuel Rita.
Acontece que, nesta terra de Cristo, há quem tenha memória e se lembre daquilo que o PS dizia do Manuel Rita quando este era Presidente de Câmara. Espera-se, assim, dos verdadeiros socialistas corvinos que se recordem dos escândalos que o secretário-geral do PS Carlos César denunciava em 1995.

Voltas do Canário

Voltas do Canário
São Miguel-Açores

Lagoa de Pau Pique.

Lagoa de Pau Pique
São Miguel-Azores

5 de fevereiro de 2009

Eu gostava de ter tido tempo para escrever isto.

40 anos 40

O maior cronista da blogosfera de endemismo açórico, completa, hoje, 40 radiosas primaveras.
Bem haja João Nuno Almeida e Sousa.

140 anos de Diário dos Açores.

O Dário dos Açores completa hoje 140 anos. Parabéns aos seus colaboradores de agora e de sempre, de entre os quais recordarei sempre com enorme amizade Silva Júnior. Foi com ele que comecei a minha vida nos jornais, ia alto o verão de 1983 quando num encontro casual o Sr. Silva Júnior me convidou a colaborar com o Diário. Nesse verão e mais uns verões a seguir, trabalhei ali, naquela redacção, a custo zero, com o Sr. Raposo e com Silva Júnior.
Não havia computadores e as máquinas de escrever eram do tempo da II Guerra. Era quase tudo, escrito manualmente e passado aos tipógrafos.
O Diário resiste graças ao empenho dos seus empresários e colaboradores.
Neste seu 140º aniversário é lançado o seu novo conteúdo na rede, acompanhando assim, as novas tecnologias e as chamadas "auto-estradas da informação".
Bem haja quem faz por manter um título na rua todos os dias.

4 de fevereiro de 2009

Quem não tem cão caça com gato.

Branquear só suja
O licenciamento do Freeport não foi linear – a partir da demissão de Guterres, deu-se uma correria desaustinada, cuja única motivação visível era conseguir a sua aprovação antes das eleições.
As declarações do tio e os e-mails do 'filho do tio' de Sócrates, tal como os que foram trocados pelos responsáveis da empresa entre Portugal e Inglaterra, aludindo expressamente ao pagamento de 'luvas', não foram engendrados por sinistros 'poderes ocultos' – isso foi feito pelos próprios e tem de ser investigado. Pôr uma lápide sobre assuntos tão duvidosos é fatal para a Democracia.
Politicamente, reduzir a questão à alternativa entre um regime que se conspurca a olhos vistos e o surgimento de um aspirante a Mussolini é a forma mais viciada de manter tudo como está.

29 de janeiro de 2009

Areais de São Lourenço.

Praia

Praia

Praia

Praia
Há muitos anos que os areais de São Lourenço naõ se apresentam tão bonitos.

“cultura e mobile”

Foi preciso um operador de televisão por cabo adulterar uma ária da Rigoletto de Verdi para pôr o povo a trautear uma ária de ópera.

28 de janeiro de 2009

A lei de Peter.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas disse ontem no parlamento que na obra da Fajã do Calhau, alguns troços foram adjudicados a privados por ajuste directo num total de 650.000,00€ (seiscentos e cinquenta mil euros), assumindo assim, sem se dar conta, um enorme atropelo à legislação em vigor.
Para além de não ser grande político revelou não ser grande jurista.

Cabala internacional.

Segundo a revista Visão, citada pela Sic-Noticias, "a polícia inglesa aponta José Sócrates como 'suspeito' no caso Freeport"

27 de janeiro de 2009

Álamo "Batanete" de Menezes.

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar acaba de fazer, em plenário da ALRA, aquilo a que se pode chamar uma triste figura de cabo-de-esquadra. Como diz uma pessoa que me é próxima e querida, cinco furos abaixo de cão e dez abaixo de polícia.
A respeito de uma proposta de criação de uma comissão de inquérito às obras da estrada para a Fajã do Calhau, o SRAM acaba de dizer que esta é uma “obra importante e mais se vão fazer”. Preparemo-nos, as máquinas vão chegar a tudo quanto é Fajã, custe o que custar. Ao pé disto, o teleférico da Drª Berta para a Fajã da Rocha-da-Relva é um doce.
Na verdade, esta comissão de inquérito é absolutamente necessária, o PS sabe-o desdeo dia em que o Director Regional das Flores admitiu ao Açoriano Oriental que não sabia quanto já tinha custado a obra, o Governo sabe-o, desde o dia em que a obra foi notícia internacional. Contudo,nem PS nem Governo o querem admitir. O PS acaba por optar por uma solução de meio acelerador, substitui a proposta do Bloco de Esquerda por uma recomendação à comissão parlamentar competente para que estude e analise o caso, as consequencias são as mesmas, o impacto é que é outro e o promotor também. PSD, Bloco de Esquerda e PPM votam a favor da comissão de inquérito. PS e CDS (inacreditavelmente este último) votam contra.
Temo que esta posição do CDS se prenda com uma estranha vontade de destruir em São Jorge à mesma velocidade que se vai destruindo em São Miguel, só por isso se entendem as palavras de Luís Silveira (CDS eleito por São Jorge).
Álamo de Menezes insinuou ainda que Zoraida Soares por ser continental não entende o que é viver numa Fajã. Isso deve ser defeito que ele também tem por ser Terceirense e não perceber que não vive viva-alma na Fajã do Calhau. Disse ainda o Professor licenciado em Engenharia do Ambiente que a obra proporcionava o combate às infestantes. Tal ignorância. Mesmo da boca de um Eng. de Ambiente especialista em águas e esgotos nunca se ouviu barbaridade tão grande, cheira quase tão mal como a água que sai das torneira de Angra do Heroísmo.
A encosta em causs tinha, de facto, algumas infestantes, nomeadamente incensos mas, na sua maioria, era povoada por Faias (Mirica faya) uma planta endémica e protegida por directivas comunitárias e legislação regional.
Infestante mesmo são estes socialistas de ocasião, ambientalistas de trazer-por-casa e demais fauna carregada de “espertezas soloias” e de ruralismos disfarçados de putativas urbanidades.

26 de janeiro de 2009

De rir à gargalhada despregada.

Será que o Sr.Embaixador Alexander Ellis foi levado pelo Alexandre Pascoal a ver o atentado ambiental da Fajã do Calhau (nem o seu custo financeiro é conhecido, quanto mais o ambiental) e esse grande designio de desenvolvimento que são as SCUT para o Nordeste? Não, claro que não.
É pura demagogia, da mais reles que existe, tentar convercer-nos a todos com esses depoimentos de uns dos tipos que vêem ao longe, de fora, vêem apenas a parte que interessa e depois tecem grandes elogios.

22 de janeiro de 2009

Incompetência e conluio

O que mais se pode dizer sobre o folhetim do despedimento dos funcionários do IFAP em Ponta Delgada e a transferência da sua área de actuação para a esfera do Governo Regional?
O principal argumento para a regionalização dos serviços assentou na necessidade de agilizar procedimentos e tornar os processos mais rápidos. Resultado? 3 anos de atraso.
3 anos de atraso que representam milhões de euros perdidos para economia regional. Por um lado a incompetência do Governo Regional, por outro o conluio das corporações, Associações Agrícolas e Federação Agrícola dos Açores que não quiseram denunciar o caso antes das eleições. Agora é tarde, o gato já foi às filhós.
Urgente mesmo, é os agricultores mudarem de representantes, a Lavoura não precisa de pontas de lança do Governo nas suas associações, precisa sim de pontas de lança da lavoura e de um núcleo duro muito forte que exerça, de facto, pressão sobre o Governo.
Enquanto as Associações olharem apenas para o preço do leite, perdem o seu rendimento onde ele é mais importante, no investimento e nas ajudas à perca de rendimento.
A maioria dos dirigentes associativos não vive da actividade Agrícola e os governantes nunca souberam sequer o que é vender tremoços. Como podemos ser governados por gente que apenas gosta de se pavonear por salões de baixo nível e enredar em discursos de circunstância e olha para os reais problemas dos agricultores como se de uma "chatice" se trate?
Os Açores estão entregues aos medíocres.

20 de janeiro de 2009

Um dia "negro" para Berta Cabral.


Na verdade, não fora a tomada de posse de Barack Obama (O novo ídolo de plástico das multidões ululantes à escala global) e hoje não se falaria de outra coisa que não a excelente entrevista de Berta Cabral ontem à RTP Açores.
Ao seu melhor estilo, deixando falar o coração, sem discursos formatados pelos assessores e adjuntos, a “Dama de Ferro” da política Açoriana disse quase tudo o que havia para dizer com o sentimento de quem sabe bem como se ultrapassam as adversidades.
Mulher, mãe, gestora, política, Berta Cabral soube sempre, inclusive na doença, encarar a vida com optimismo e perseverança. Foi bem melhor do que no discurso final do Congresso do PSD.

Ao PSD, ao contrário do que se dizia por aí, não faltava um projecto para os Açores, faltava um líder de direito, a líder de facto, é esse líder desejado pelo partido, pelos seus simpatizantes, pelos seos votantes de sempre, pelos que estão fartos dos governo do Partido Socialista.

Numa questão que me é particularmente cara, Berta Cabral foi bem clara, se fosse Governo o modelo de transporte marítimo de passageiros seria repensado.

Ao longo de toda a entrevista, Berta Cabral foi clara, mostra saber o que vai fazer e o que é preciso fazer. A meta é, como não podia deixar de ser, 2012. Ninguém vai, com certeza pedir responsabilidades por um resultado menos bom nas Europeias e nas legislativas nacionais, nem sequer é líquido que o PSD perca esses dois actos eleitorais. Ninguém vai, com certeza, acreditar que Berta Cabral poderá perder a Câmara de Ponta Delgada. Ninguém vai, com certeza, exigir responsabilidades à líder do PSD pelos resultados dos demais autarcas do PSD. Se assim fosse, então Carlos Cesar já teria emigrado há anos.
No PS, apenas Vasco Cordeiro tem condições para defrontar Berta Cabral. Saiba o PS reconhecer isso e queira a Paula Cristina.

Não ofenda as 4L S.F.F.


"Obama é uma espécie de 'Ferrari' na garagem do vizinho. E nós só temos uns 'Renault 4L' à mão".
João Miguel Tavares, "Diário de Notícias", 20-01-2009

15 de janeiro de 2009

Aforismo da semana.

"O Regime está a rir do Pobre..."
Edgardo Madeira na caixa de comentários deste blogue.

Não sou fundamentalisma, mas falta pouco.


Caldeira-Faial Island-Azores

Não vivemos num paraíso ambiental. Bem pelo contrário. O verde das nossas pastagens e florestas é constantemente agredido por lixos das mais diversas proveniências. Os nossos mares são caixote de lixo das nossas populações litorais. Os aterros sanitários só o são em nome. A recolha de resíduos sólidos (salvo o exemplo de Nordeste e Ponta Delgada) é de anedotário. Em Santa Maria os velhos e podres bidões de óleo vazios, alguns já sem fundo, são usados pela autarquia para recolha pública. Nas Flores há lixeiras a céu aberto.
Ficaria aqui toda a noite a escrever e a descrever casos de falta de cultura ambiental. Andamos já, um longo caminho no que às preocupações ambientais concerne. Temo, no entanto, que essas preocupações sejam sinceras apenas por parte de uma minoria muito ínfima da nossa população. Uma maioria larga, exibe uma falta de cultura ambiental assustadora, um desprezo pela sua terra que dizem amar que até dá arrepios nas unhas dos pés.
O Estado/Região, não contribui para melhorar esse estado de espírito, bem pelo contrário, investe em betão e mais betão, sinal de progresso dizem eles. Santa ignorância.
Pobre terra onde o volume de venda de cimento é considerado como indicador económico. Pobre gente governada por gente pobre de espírito.

14 de janeiro de 2009

O regime está a ruir de podre.

Hoje a economia portuguesa encontra-se de rastos, as televisões abrem os noticiários com avisos de pré-avisos de greves, contestações e, pior dos piores, despedimentos e mais despedimentos e mais e mais despedimentos e ainda a promoção do Armando Vara.
O Governo anúncia medidas avulsas que não passam disso mesmo, anúncios de medidas. O apoio anunciado às PMEs é absolutamente contraditório com o saque diário que o fisco faz sobre as mesmas. As medidas de salvação da banca que assentam no princípio que são para ajudar a economia não passam de paliativos para garantirem os depósitos a prazo dos maus investidores. Sim, quem tem dinheiro investido em fundos imobiliários nos EUA, não é um aforrador nem um poupadinho, é um investidor e um mau investidor.

Entretanto, entretém-se o povo com notícias e mais notícias sobre a porra de um computador que vai servir para quase nada a uma classe estudantil que já quase só sabe de computadores.

Entretêm-se as elites supostamente pensantes com encenadas supostas guerrilhas institucionais.

Por cá, há novas de uma Região onde as empresas estão todas descapitalizadas, algumas com salários em atraso desde Outubro, e que em Outubro estavam em Julho e ninguém abria boca por causa das eleições.
Hoje sabemos que Um Hotel que abriu em Julho, construído com enormes apoios do Governo Regional, em Dezembro não pagou os ordenados nem os subsídios de Natal. Hoje sabemos o que previmos em 1998, dez anos depois o Hotel e o Casino, (absolutamente desnecessários para os segmentos de turistas com apetência para visitarem Ilhas com as nossas características) não estão prontos e não se sabe bem quem os vai acabar. Foram dados “jeitos” a empresários sem capacidade de gestão comprovada mas com cartão cor-de-rosa.
Medos atávicos, oportunismos de pacotilha, espertezas saloias, manjedoiras públicas cheias de folha e “gavela” vão fazendo de uma bela terra um monte de betão cada vez mais pobre e rústico. Cada vez mais o presente não tem futuro e o futuro está mais longe porque esta “gentinha” que nos governa e vai governar, não tem visão nem alcança um boi nem mesmo quando esse Boi já o atropelou.
O regime cairá de podre e eles, os actores desse regime, estarão já podres de ricos. Contudo, o vil metal não vai para a cova com ninguém e, por isso, nunca se libertarão da lei da morte porque as suas obras não serão valorosas para as gerações vindouras, ao invés, serão onerosas.

O marasmo.


Por aqui, nunca foi tão notado o marasmo como é agora. Urge gritar, mexam-se porra!

Os blogues são feitos de regressos sem partidas.

Depois de ter recusado, com grande esforço, um amável convite para reforço de Inverno de um blogue de referência da direita Portuguesa, entendi retomar a escrita, em jeito de repentista, que fez nascer o foguetabraze naquela tarde de Domingo de Junho de 2003.
Passados esses 5 anos e meio, raramente me arrependo do que escrevi. Bem sei que muitas vezes errei ou outras tantas exagerei. Sei, no entanto, que numa larga maioria das vezes acertei na mosca, prevendo e avisando o que vinha por aí.

13 de janeiro de 2009

O Estatuto, as bandeiras e as consequências

Já por várias vezes, tenho falado da falta de caracter da generalidade dos políticos portugueses no que ao retirar de consequências políticas dos seu actos concerne.
O caso, fresco, da obrigação de hastear a Bandeira da Região Autónoma dos Açores nas instalações militares e a pré-avisada intenção manifestada pelo Senhor Comandante da Zona Militar dos Açores de não cumprir o preceito estatutário, a concretizar-se, pode configurar mais um desses casos.
O novo Estatuto entra em vigor no próximo Sábado. Isso quer dizer que, no Domingo seguinte, a bandeira dos Açores deverá estar hasteada ao lado da bandeira nacional nos quarteis e demais instalações. Se, conforme anunciado, esse preceito não for cumprido, só pode acontecer uma de duas coisas. OU o Senhor comandante da Zona Militar dos Açores é demitido do cargo que ocupa por ordem do Senhor Ministro, ou a Assembleia da República e por força de razão a maioria socialista, terá que exigir ao seu partido e ao Primeiro-ministro que substitua o Ministro da Defesa.
Isso era o que aconteceria num país onde as pessoas tirassem consequências dos seus actos públicos. Em Portugal, porque um qualquer Professor Jorge Miranda alvitrou a possibilidade de uma inconstitucionalidade, temo que se espere pela decisão do tribunal constitucional para depois se cumprir uma lei em vigor. Isso, mesmo sabendo que, é comummente aceite nos meios judiciais que uma lei, até declaração de inconstitucionalidade é sempre tida como constitucional.

12 de janeiro de 2009

O melhor do mundo


Cristiano Ronaldo
Cristiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaano Ronaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaldoooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!

Evangelização política?

Via DN e mais uma meia dúzia de blogues.
Por muito menos do que aquilo que temos assistido nos últimos seis meses, muito menos mesmo, A Assembleia da República foi dissolvida e Santa na Lopes destituído do cargo de Primeiro-ministro. Nunca é demais lembrar que essa figurinha da democracia portuguesa que dá pelo nome de Jorge Sampaio, nunca explicou ao País as razões da sua decisão. Não explicou porque não as havia, como toda a gente sabe mas finge não saber.
Obviamente, se Santana Lopes tivesse uma licenciatura do tipo independente, teria sabido como enganar o país o Presidente da República e o seu próprio Partido. Nunca imaginei chegar ao ponto de dizer que Santana Lopes ao lado de José Sócrates é um Senhor. Mas, é só isso que apetece dizer nos dias que correm e que ando por aí.

2 de janeiro de 2009

A não ser que se insista na liberdade.

(...) "a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos" (...)

Samuel Beckett, in 'À Espera de Godot'

1 de janeiro de 2009

Vai ser um ano ímpar.

Sim, há um ligeiro indício que me preocupa: um ano como este, 2008, que se inventa um segundo a mais, isto é, que retarda a sua saída de cena, um segundinho que seja, é porque suspeita que o que vem aí é mesmo mau. Mas esse mau pressentimento é varrido pela boa notícia: todos os economistas, todos, prevêem um 2009 desastroso. Acho que estou a respeitar as leis da lógica: se todos os economistas se enganaram completamente sobre os dias de hoje, é provável, sendo unânimes sobre o dia de amanhã, voltarem a enganar-se. 2009 não pode ser a repetição da Grande Depressão, não pode ser a crise funda, não pode ser a deflação sem saída, não pode. A prova que não pode? Os economistas dizem que só pode. O pessimismo generalizado dos economistas é a minha luz ao fundo do túnel. Eles, este ano, só me deram boas notícias. Incapaz de apontar uma taxa euribor (quanto mais indexá-la!), confundindo CMVM com um jipe com tracção a quatro rodas, sempre me julguei um caso isolado de iletrado em economia. Até este ano. Agora sei que sou um ignorante, sou, mas tal como Alan Greenspan. Permita que lhe digo, caro leitor, o que há para dizer: 2009 vai ser um ano ímpar.
Ferreira Fernandes no DNonline

2009

Coragem. Determinação. Perseverança. Pragmatismo e uma ponta de romantismo, são os ingredientes capazes de fazer de um ano de profunda recessão um mundo de oportunidades.

31 de dezembro de 2008

Robin dos Ricos.


Imagem honestamente roubada do WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

Chegamos ao final deste 2008 todos um pouco mais pobres do que em 2007. Consta que até os ricos estão menos ricos. Embora, para estes últimos o Estado tenha encontrado no fundo do saco dos impostos cobrados aos que mais empobreceram os fundos necessários para assegurar os rendimentos dos poucos que enriqueceram e se aforraram. Na verdade, neste país de fingimentos e espertezas saloias, nos últimos anos, décadas, os únicos que melhoraram os seus pecúlios foram os funcionários superiores do Estado, os administradores de empresas públicas e algumas sanguessugas de algumas empresas privadas. São estes altos quadros os grandes aforradores e “jogadores” de dinheiro nos fundos de investimento, certificados de aforro e tradicionais depósitos a prazo. São os cabecilhas do chamado “bloco central de interesses” que mantêm o aforro a níveis acima da média. Foi por isso, só por isso, que o Estado interveio nos bancos BPN e BPP. Não houve, não há, nem está por inventar mais ponderosa razão para não deixar falir a instituições de crédito que se encontram em dificuldades.
No estado do faz de conta a que Portugal chegou, são os mais pobres, os trabalhadores por conta de outrem, os quadros médios e os indiferenciados do Estado e das Autarquias e IPSS, os pequenos e médios empresários e os trabalhadores independentes sem vinculo de estabilidade que estão a pagar, com os seus impostos directos e indirectos, a manutenção das regalias e dos rendimentos dos mais ricos.
Se isto não é o colapso do sistema, vou ali e já venho.

30 de dezembro de 2008

Cordão umbilical

N/M Baía dos Anjos

A familia Parece, os seus iates e navios a motor, ao longo do século XX e deste inicio de século XXI, têm sido uma espécie de cordão umbilical entre Santa Maria e São Miguel. Na verdade, mesmo na proclamada época de Oiro de Snata Maria, da aviação civil, das escalas de grandes figuras, foram o Santo António e o Senhora da Guia que garantiram o abastecimento de bens essenciais ao comércio e indústria marienses.
Hoje, como no passado, a Transportes Marítimos Parece Machado Lda, empresa familiar com ascendentes em Vila Franca do Campo na Ilha de São Miguel, utilizando o seu já velhinho mas bastante eficiente N/M Baía dos Anjos (na foto a zarpar de Vila do Porto) continua a garantir o abastecimento da Ilha amarela.
Por força do mau tempo, o “Baía dos Anjos” não efectuou a viagem costumeira de ontem, segunda-feira, entre as duas Ilhas do Grupo Oriental dos Açores. Resultado. Não há ovos e gaz à venda na Ilha. Isso no século XXI e com duas escalas mensais, supostamente directas, entre a Ilha e a ex capital do Império, Lisboa.
Aqui não há responsabilidades do sistema de transportes marítimos, nem dos políticos intervencionistas. Foi mesmo falta de programação dos comerciantes, é que não estão habituados a que os “pareces” falhem. Falam, falam, mas estão sempre fiados na virgem de Vila Franca do Campo. É caso para citar esse grande crânio da cultura micaelense que dava pelo nome de Mendonça dos Cinemas. “Tai asno, tai asno mas amanhã tas cá caido”.

29 de dezembro de 2008

25 de dezembro de 2008

Nossa Senhora de Monserrate.



Ermida de Nossa Senhora de Monserrate na Ilha de Santa Maria.
Há muito que sabia da sua existência mas nunca me havia lembrado de a ir visitar. Ontem fi-lo e aqui deixo um dos muitos registos que efectuei.
Na Freguesia de São Pedro, sobranceira à planície por onde se estende toda a infra-estrutura do Aeroporto, entre prados naturais e um mato de lindíssimas Faias, ergue-se uma pequena ermida erigida em honra de Nossa Senhora de Monserrate, implantada num adro de lajes de pedra basáltica. Segundo Chaves Carvalho , terá sido o segundo templo a ser construído na Ilha, é constituído por uma Nave principal e dois comprimentos externos, um deles para uso de sacristia. A torre e campanário têm uma acesso por escadaria externa e segundo o referido autor, terá sido construída numa segunda fase.
Há pouco tempo, a Ermida, tal como a maioria dos templos da Ilha, sofreu obras de reparação, efectuadas com o cuidado necessário para que um património deste valor não se perca e não se descaracterize.

24 de dezembro de 2008

Última entrada na manada.

Um ano e um dia mais nova do que uma sua irmã, nasceu Domingo, não precisou de ajuda e levou hoje os seus repectivos brincos de identificação. É filha de um touro Charolês puro, com laranjais que fazem inveja a muitos supostos nobres da nossa praça, e desta bonita vaca cruzada de Frizia com Charolês.

Sempre fotogênico.


Barreiro da Faneca-Santa Maria Island-Azores

22 de dezembro de 2008

Tempo de vacas magras na política Portuguesa.

Vaca Charolêsa

Estes dias que tenho levado vida de verdadeiro “cowboy” na mais oriental das Ilhas Açorianas, têm-me mantido, felizmente, afastado da trica e do enredo politico-partidário. Não o suficiente para lembrar a boa actuação do Deputado Artur Lima na questão do IFAP e da má gestão que o Secretário Noé Rodrigues fez dum dos dossier mais importantes para a economia Açoriana. Não o suficiente para lembrar ao Deputado Paulo Rosa que os pescadores Açorianos de Rabo de Peixe têm precisamente os mesmos direitos e deveres dos pescadores Açorianos das Flores. E não o suficiente para rir à gargalhada com a aventada hipótese der dissolução da Assembleia da Republica por causa dessa coisa de somenos (para os Portugueses) que é o Estatuto da Região Autónoma dos Açores.
Nesse particular, gostaria de lembrar que, mais uma vez, o PSD fez o frete a Cavaco, abstendo-se na votação do diploma. Caso o mesmo fosse votado favoravelmente por unanimidade, a mesmo teria que ser entendida como um voto de protesto politico da Assembleia do Povo, eleita por este, ao Presidente do Povo também eleito por este.
A legitimidade democrática do Presidente da República apenas é maior do que a da Assembleia por decreto.

18 de dezembro de 2008

Yes we can.

O Presidente eleito dos Estados Unidos da América Barack Hussein Obama foi o escolhido pela reputada Time como Person of the Year 2008. Como o meu candidato era a Srª Clinton, uma vez afastada da corrida, pouco me interessava quem ficaria na Casa Branca. Confesso alguma simpatia pelo Senador McCain, acho que toda a gente tinha, dai termos assistido a uma campanha sem ataques pessoais ao candidato conservador mas sim à Sr. Palin e à administração Bush, dois handicaps fortíssimos para McCain.

Não surpreende de todo, esta escolha da TIME, pelo contrário, a não escolha de Obama seria, isso sim, uma surpresa.

Andamos, ainda, por aqui.

São Lourenço a Preto e Branco
São Lourenço Bay-Santa Maria Island-Azores

washing machine.

Portugal tem cá com cada amiguinho. Para as nações, como para os individuos, aplica-se aquela máxima do "diz-me com quem andas dir-te-ei quem és".

16 de dezembro de 2008

Vale tudo.

Um Verão seco e quente que se prolongou até meados do Outono, lançou os agricultores marienses no desespero. Este mês de Dezembro choveu finalmente, contudo as temperaturas baixaram bastante e as pastagens custam a recuperar. No anos transacto, por esta altura, já íamos na segunda volta.
O desdespero dos que não aproveitaram convenientemente a primavera ciadora para guardar comida, levou a a soluções de recurso que vão desde a importação de forragens até ao recurso a ramas de incenso que aqui chamam areias, costeiras que aqui chamamos jacintos e o rei dos manjares, a Babosa. Com as mesmas qualidades do Aloe Vera, este cacto da mesma família é, nestes dias, o melhor e quase único alimento que existe para o gado em Santa Maria.
É ver tudo quanto é agricultor a colher as longas folhas destes cactos, às quais são retirados os picanços e depois de picadas em forma de cunha são dadas como alimento a vacas e novilhos.

Babosa
Babosa-Aeroporto-Santa Maria
Limousine comendo babosa
Novilhos Limousine alimentando-se de babosas picadas.

15 de dezembro de 2008

Pequenino, muito pequenino.

Excelente texto de João Vacas no 31 D'Armada que vai direitinho ao coração do Largo do Caldas.

Entranhas do Faial

Entranhas do Fayal-Azores

Caminho Florestal-Faial Island-Azores
A estradas florestais do interior alto da Ilha do Faial estão em excelente estado de conservação e proporcionam excelentes passeios a pé ou de automóvel, dependendo do que se pretende ver. Pena é que não exista qualquer sinalização indicando os destinos possíveis e o local onde nos encontramos. Nem tudo pode ser perfeito, é preciso ir experimentando os muitos caminhos existentes e ir acreditando no instinto.
Nas encostas viradas a Sul e Este, o Pico São Jorge e Terceira estão quase sempre presentes, proporcionando momentos únicos e a sensação de arquipélago que apenas se tem nestas Ilhas do chamado triângulo. São Jorge é a única Ilha que, estejamos onde estivermos, conseguimos sempre ver alguma Ilha, Faial, Pico, Terceira e Graciosa podem ser avistadas quase todo o ano.

13 de dezembro de 2008

11 de dezembro de 2008

Democracia em perigo nos Açores.

A Assembleia Legislativa Regional dos Açores e a nossa democracia, sofreram hoje um dos mais rudes golpes algumas vez sobre elas perpetrados.
O Programa do Governo, em discussão surda durante três dias, foi proclamado aprovado sem que tenha decorrido qualquer votação. Bem me parecia que Francisco Coelho não estava à altura do cargo. Artur Lima parecia adivinhar o que aí vinha, logo no inicio do seu discurso final apelou ao bom senso e isenção do Presidente da ALRA, coisas que, ficou-se a saber, Francisco Coelho não tem. O teatro foi preparado ao pormenor. Cesar, logo no inicio da semana foi dizendo que este programa já tinha sido sufragado nas urnas e que nada mais havia a discutir, o debate foi todo só a fingir, neste país de democratas de pacotilha e formados pelos sorteios dos cupões das caixas da farinha amparo tudo é um pouco a fingir .
Não raras vezes tenho afirmado a necessidade de lastrar a nossa democracia. Fazê-lo, só é possível, com políticos capazes da grandeza de serem arrogantes nas derrotas e humildes nas vitórias.
Se dúvidas havia sobre o “carneirismo” do grupo parlamentar do PS, elas ficaram dissipadas. O verdadeiro líder parlamentar dos socialistas Açorianos é Francisco Coelho. Estamos, assumidamente no PJAEC, Processo de Jardinização dos Açores em Curso.

Curiosidade.

Dos seis líderes parlamentares que acabaram de discursar no Parlamento da Região Açores, apenas um, Artur Lima, nasceu nestas Ilhas. De facto, a autonomia dos Açores já não é o que era e jamais será aquilo que aspiraram os nossos antepassados do final do século XIX. Estamos a ser colonizados, de vagarzinho, é certo, mas colonizados.

Manoel de Oliveira, 100 anos


Fotografia roubada algures

10 de dezembro de 2008

Não tenho medo, tenho nojo.

Mais um texto imperdivel do cada vez mais acutilante Miguel Castelo-Branco
Pergunta-me um amigo de longa data se tenho medo da plutocracia. Respondo-lhe que não, que a plutocracia não mete medo a ninguém. É um arranjo cuja preocupação se centra em monopolizar o poder político, confundindo-o com aqueles que detêm o capital, logo um insulto à democracia, à representação, à imparcialidade da lei e à propriedade de utilidade social. Acresce que os plutocratas, ao invés dos capitalistas, não são animados por qualquer outro valor na acção política que não seja condicionar, calar a diferença, ultrajar os que não integram o clube. Capitalistas houve que fizeram mais pela cultura, pela ciência e pela felicidade dos outros que muitos religiosos e moralistas. Vide os exemplos dos Smithson, Thyssen, Aga Kahn e Gulbenkian e atentemos da categoria dos mecenas portugueses, das doações que deixaram por herança (Champalimaud, Ricardo Espírito Santo). Comparemo-los com os merceeiros do presente e a diferença é gritante. Uns - os capitalistas mecenas - eram homens de cultura, espalharam o bem, ajudaram artistas, concederam bolsas a milhões de estudantes, abriram museus, estimularam a inventiva. Foram, sem tirar, democratizadores. Os outros - os tais dos bancos que infestam, prédio sim, prédio não, as nossas cidades - não deixarão nada.
O capitalista deixa colecções de arte, bibliotecas, parques, laboratórios, hospitais. O plutocrata não deixa nada, pois o seu horizonte confunde-se com os gostos canalhas. O plutocrata não se distingue, aliás, da canalha, com a agravante de ser canalha com poder. A plutocracia não mete medo: mete nojo.

Poente/Nascente

Horta-Fayal-Azores

Horta-Fayal-Azores, à noite.

Horta-Fayal-Azores

8 de dezembro de 2008

Aforismos de um trolha.

Para ele não habvia B-20 ou B-30, era tudo B-olho.
PS: Aforismo escrito em dia de bricolage.

6 de dezembro de 2008

Amarras

Amarras
Depois de mais de 60 anos de ditaduras, a democracia tarda a impor-se. São atavismos demasiados. O novo regime não chegou a soltar as amarras, afundou ainda em porto.

5 de dezembro de 2008

Rehab

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

I'd rather be at home with ray
I ain't got seventeen days
Coz there's nothing
There's nothing you can teach me
That I can't learn from mr hathaway

I didn't get al lucky at class
But I know it don't come in a shot glass

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

The man said 'why do you think you here'
I said 'I got no idea
I'm gonna, I'm gonna lose my baby
so I always keep a bottle near'
He said 'I just think your depressed,
kiss me here baby and go rest'

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

I don't ever wanna drink again
I just ooh I just need a friend
I'm not gonna spend ten weeks
have everyone think I'm on the mend

It's not just my pride
It's just til these tears have dried

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

Sentinelas

Sentinelas B&W
Os dias que correm são perigosos. Há que estar atento a todas as esquinas, a todas as manhas, a todos os braços mãos e dedos do poder. Os dias que correm são dias de sentinela.

4 de dezembro de 2008

4 Dezembro 1980

Adelino Amaro da Costa
Foto retirada do blogue Câmara dos Comuns
Se não tivesse existido um certo 4 de Dezembro, provávelmente, Portugal seria um outro País. Ou melhor, talvez Portugal tivesse tido a ténue hipótese de vir a ser um País.

2 de dezembro de 2008

É D'Homem,

como diria o Guilherme Marinho.
O Partido Socialista decidiu, esta manhã, não mexer no Estatuto Político-Administrativo dos Açores. A decisão foi confirmada a este jornal pelo deputado açoriano à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues.
O prazo legal para o partido se pronunciar sobre o documento, que tinha sido vetado pelo Presidente da República, terminava hoje.
Em declarações ao jornalistas, o líder da bancada rosa na Assembleia da República, considerou que "o diploma não afecta, nem limita o poder do Chefe de Estado".
Alberto Martins realçou, ainda, que "os vetos de Cavaco Silva foram puramente políticos".

JornalDiario
Nota a posteriori: O Partido Socialista, anula, assim, a réstia de espaço de manobra que o novo PSD de Berta Cabral tinha para se distanciar das “doutrinas” centralizadoras de Cavaco Silva.

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