7 de fevereiro de 2009

Corvo, sempre e só no Corvo.

O Manuel substitui o Fernando.
Nunca se percebeu bem como foi que o PS caiu na desgraça de candidatar o Fernando à Câmara do Corvo. Menos ainda se percebeu como foi possível o Fernando ganhar as eleições. Contudo, incompreensível mesmo, é o facto do Fernando ter-se “aguentado” 4 anos Presidente de câmara. Enfim coisas da politica corvina que nunca têm explicação nos manuais de ciência politica.
Depois de ter passado quase quatro anos com uma única bebedeira, o PS resolveu partir para a busca de um novo candidato. Um candidato de peso. Como quem não tem cão caça com gato e quem não tem gato recorre ao murganho e quando o murganho não serve vai-se ao cão do vizinho, o PS foi às hostes do PSD recuperar o seu carismático ex-autarca Manuel Rita.
Acontece que, nesta terra de Cristo, há quem tenha memória e se lembre daquilo que o PS dizia do Manuel Rita quando este era Presidente de Câmara. Espera-se, assim, dos verdadeiros socialistas corvinos que se recordem dos escândalos que o secretário-geral do PS Carlos César denunciava em 1995.

Voltas do Canário

Voltas do Canário
São Miguel-Açores

Lagoa de Pau Pique.

Lagoa de Pau Pique
São Miguel-Azores

5 de fevereiro de 2009

Eu gostava de ter tido tempo para escrever isto.

40 anos 40

O maior cronista da blogosfera de endemismo açórico, completa, hoje, 40 radiosas primaveras.
Bem haja João Nuno Almeida e Sousa.

140 anos de Diário dos Açores.

O Dário dos Açores completa hoje 140 anos. Parabéns aos seus colaboradores de agora e de sempre, de entre os quais recordarei sempre com enorme amizade Silva Júnior. Foi com ele que comecei a minha vida nos jornais, ia alto o verão de 1983 quando num encontro casual o Sr. Silva Júnior me convidou a colaborar com o Diário. Nesse verão e mais uns verões a seguir, trabalhei ali, naquela redacção, a custo zero, com o Sr. Raposo e com Silva Júnior.
Não havia computadores e as máquinas de escrever eram do tempo da II Guerra. Era quase tudo, escrito manualmente e passado aos tipógrafos.
O Diário resiste graças ao empenho dos seus empresários e colaboradores.
Neste seu 140º aniversário é lançado o seu novo conteúdo na rede, acompanhando assim, as novas tecnologias e as chamadas "auto-estradas da informação".
Bem haja quem faz por manter um título na rua todos os dias.

4 de fevereiro de 2009

Quem não tem cão caça com gato.

Branquear só suja
O licenciamento do Freeport não foi linear – a partir da demissão de Guterres, deu-se uma correria desaustinada, cuja única motivação visível era conseguir a sua aprovação antes das eleições.
As declarações do tio e os e-mails do 'filho do tio' de Sócrates, tal como os que foram trocados pelos responsáveis da empresa entre Portugal e Inglaterra, aludindo expressamente ao pagamento de 'luvas', não foram engendrados por sinistros 'poderes ocultos' – isso foi feito pelos próprios e tem de ser investigado. Pôr uma lápide sobre assuntos tão duvidosos é fatal para a Democracia.
Politicamente, reduzir a questão à alternativa entre um regime que se conspurca a olhos vistos e o surgimento de um aspirante a Mussolini é a forma mais viciada de manter tudo como está.

29 de janeiro de 2009

Areais de São Lourenço.

Praia

Praia

Praia

Praia
Há muitos anos que os areais de São Lourenço naõ se apresentam tão bonitos.

“cultura e mobile”

Foi preciso um operador de televisão por cabo adulterar uma ária da Rigoletto de Verdi para pôr o povo a trautear uma ária de ópera.

28 de janeiro de 2009

A lei de Peter.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas disse ontem no parlamento que na obra da Fajã do Calhau, alguns troços foram adjudicados a privados por ajuste directo num total de 650.000,00€ (seiscentos e cinquenta mil euros), assumindo assim, sem se dar conta, um enorme atropelo à legislação em vigor.
Para além de não ser grande político revelou não ser grande jurista.

Cabala internacional.

Segundo a revista Visão, citada pela Sic-Noticias, "a polícia inglesa aponta José Sócrates como 'suspeito' no caso Freeport"

27 de janeiro de 2009

Álamo "Batanete" de Menezes.

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar acaba de fazer, em plenário da ALRA, aquilo a que se pode chamar uma triste figura de cabo-de-esquadra. Como diz uma pessoa que me é próxima e querida, cinco furos abaixo de cão e dez abaixo de polícia.
A respeito de uma proposta de criação de uma comissão de inquérito às obras da estrada para a Fajã do Calhau, o SRAM acaba de dizer que esta é uma “obra importante e mais se vão fazer”. Preparemo-nos, as máquinas vão chegar a tudo quanto é Fajã, custe o que custar. Ao pé disto, o teleférico da Drª Berta para a Fajã da Rocha-da-Relva é um doce.
Na verdade, esta comissão de inquérito é absolutamente necessária, o PS sabe-o desdeo dia em que o Director Regional das Flores admitiu ao Açoriano Oriental que não sabia quanto já tinha custado a obra, o Governo sabe-o, desde o dia em que a obra foi notícia internacional. Contudo,nem PS nem Governo o querem admitir. O PS acaba por optar por uma solução de meio acelerador, substitui a proposta do Bloco de Esquerda por uma recomendação à comissão parlamentar competente para que estude e analise o caso, as consequencias são as mesmas, o impacto é que é outro e o promotor também. PSD, Bloco de Esquerda e PPM votam a favor da comissão de inquérito. PS e CDS (inacreditavelmente este último) votam contra.
Temo que esta posição do CDS se prenda com uma estranha vontade de destruir em São Jorge à mesma velocidade que se vai destruindo em São Miguel, só por isso se entendem as palavras de Luís Silveira (CDS eleito por São Jorge).
Álamo de Menezes insinuou ainda que Zoraida Soares por ser continental não entende o que é viver numa Fajã. Isso deve ser defeito que ele também tem por ser Terceirense e não perceber que não vive viva-alma na Fajã do Calhau. Disse ainda o Professor licenciado em Engenharia do Ambiente que a obra proporcionava o combate às infestantes. Tal ignorância. Mesmo da boca de um Eng. de Ambiente especialista em águas e esgotos nunca se ouviu barbaridade tão grande, cheira quase tão mal como a água que sai das torneira de Angra do Heroísmo.
A encosta em causs tinha, de facto, algumas infestantes, nomeadamente incensos mas, na sua maioria, era povoada por Faias (Mirica faya) uma planta endémica e protegida por directivas comunitárias e legislação regional.
Infestante mesmo são estes socialistas de ocasião, ambientalistas de trazer-por-casa e demais fauna carregada de “espertezas soloias” e de ruralismos disfarçados de putativas urbanidades.

26 de janeiro de 2009

De rir à gargalhada despregada.

Será que o Sr.Embaixador Alexander Ellis foi levado pelo Alexandre Pascoal a ver o atentado ambiental da Fajã do Calhau (nem o seu custo financeiro é conhecido, quanto mais o ambiental) e esse grande designio de desenvolvimento que são as SCUT para o Nordeste? Não, claro que não.
É pura demagogia, da mais reles que existe, tentar convercer-nos a todos com esses depoimentos de uns dos tipos que vêem ao longe, de fora, vêem apenas a parte que interessa e depois tecem grandes elogios.

22 de janeiro de 2009

Incompetência e conluio

O que mais se pode dizer sobre o folhetim do despedimento dos funcionários do IFAP em Ponta Delgada e a transferência da sua área de actuação para a esfera do Governo Regional?
O principal argumento para a regionalização dos serviços assentou na necessidade de agilizar procedimentos e tornar os processos mais rápidos. Resultado? 3 anos de atraso.
3 anos de atraso que representam milhões de euros perdidos para economia regional. Por um lado a incompetência do Governo Regional, por outro o conluio das corporações, Associações Agrícolas e Federação Agrícola dos Açores que não quiseram denunciar o caso antes das eleições. Agora é tarde, o gato já foi às filhós.
Urgente mesmo, é os agricultores mudarem de representantes, a Lavoura não precisa de pontas de lança do Governo nas suas associações, precisa sim de pontas de lança da lavoura e de um núcleo duro muito forte que exerça, de facto, pressão sobre o Governo.
Enquanto as Associações olharem apenas para o preço do leite, perdem o seu rendimento onde ele é mais importante, no investimento e nas ajudas à perca de rendimento.
A maioria dos dirigentes associativos não vive da actividade Agrícola e os governantes nunca souberam sequer o que é vender tremoços. Como podemos ser governados por gente que apenas gosta de se pavonear por salões de baixo nível e enredar em discursos de circunstância e olha para os reais problemas dos agricultores como se de uma "chatice" se trate?
Os Açores estão entregues aos medíocres.

20 de janeiro de 2009

Um dia "negro" para Berta Cabral.


Na verdade, não fora a tomada de posse de Barack Obama (O novo ídolo de plástico das multidões ululantes à escala global) e hoje não se falaria de outra coisa que não a excelente entrevista de Berta Cabral ontem à RTP Açores.
Ao seu melhor estilo, deixando falar o coração, sem discursos formatados pelos assessores e adjuntos, a “Dama de Ferro” da política Açoriana disse quase tudo o que havia para dizer com o sentimento de quem sabe bem como se ultrapassam as adversidades.
Mulher, mãe, gestora, política, Berta Cabral soube sempre, inclusive na doença, encarar a vida com optimismo e perseverança. Foi bem melhor do que no discurso final do Congresso do PSD.

Ao PSD, ao contrário do que se dizia por aí, não faltava um projecto para os Açores, faltava um líder de direito, a líder de facto, é esse líder desejado pelo partido, pelos seus simpatizantes, pelos seos votantes de sempre, pelos que estão fartos dos governo do Partido Socialista.

Numa questão que me é particularmente cara, Berta Cabral foi bem clara, se fosse Governo o modelo de transporte marítimo de passageiros seria repensado.

Ao longo de toda a entrevista, Berta Cabral foi clara, mostra saber o que vai fazer e o que é preciso fazer. A meta é, como não podia deixar de ser, 2012. Ninguém vai, com certeza pedir responsabilidades por um resultado menos bom nas Europeias e nas legislativas nacionais, nem sequer é líquido que o PSD perca esses dois actos eleitorais. Ninguém vai, com certeza, acreditar que Berta Cabral poderá perder a Câmara de Ponta Delgada. Ninguém vai, com certeza, exigir responsabilidades à líder do PSD pelos resultados dos demais autarcas do PSD. Se assim fosse, então Carlos Cesar já teria emigrado há anos.
No PS, apenas Vasco Cordeiro tem condições para defrontar Berta Cabral. Saiba o PS reconhecer isso e queira a Paula Cristina.

Não ofenda as 4L S.F.F.


"Obama é uma espécie de 'Ferrari' na garagem do vizinho. E nós só temos uns 'Renault 4L' à mão".
João Miguel Tavares, "Diário de Notícias", 20-01-2009

15 de janeiro de 2009

Aforismo da semana.

"O Regime está a rir do Pobre..."
Edgardo Madeira na caixa de comentários deste blogue.

Não sou fundamentalisma, mas falta pouco.


Caldeira-Faial Island-Azores

Não vivemos num paraíso ambiental. Bem pelo contrário. O verde das nossas pastagens e florestas é constantemente agredido por lixos das mais diversas proveniências. Os nossos mares são caixote de lixo das nossas populações litorais. Os aterros sanitários só o são em nome. A recolha de resíduos sólidos (salvo o exemplo de Nordeste e Ponta Delgada) é de anedotário. Em Santa Maria os velhos e podres bidões de óleo vazios, alguns já sem fundo, são usados pela autarquia para recolha pública. Nas Flores há lixeiras a céu aberto.
Ficaria aqui toda a noite a escrever e a descrever casos de falta de cultura ambiental. Andamos já, um longo caminho no que às preocupações ambientais concerne. Temo, no entanto, que essas preocupações sejam sinceras apenas por parte de uma minoria muito ínfima da nossa população. Uma maioria larga, exibe uma falta de cultura ambiental assustadora, um desprezo pela sua terra que dizem amar que até dá arrepios nas unhas dos pés.
O Estado/Região, não contribui para melhorar esse estado de espírito, bem pelo contrário, investe em betão e mais betão, sinal de progresso dizem eles. Santa ignorância.
Pobre terra onde o volume de venda de cimento é considerado como indicador económico. Pobre gente governada por gente pobre de espírito.

14 de janeiro de 2009

O regime está a ruir de podre.

Hoje a economia portuguesa encontra-se de rastos, as televisões abrem os noticiários com avisos de pré-avisos de greves, contestações e, pior dos piores, despedimentos e mais despedimentos e mais e mais despedimentos e ainda a promoção do Armando Vara.
O Governo anúncia medidas avulsas que não passam disso mesmo, anúncios de medidas. O apoio anunciado às PMEs é absolutamente contraditório com o saque diário que o fisco faz sobre as mesmas. As medidas de salvação da banca que assentam no princípio que são para ajudar a economia não passam de paliativos para garantirem os depósitos a prazo dos maus investidores. Sim, quem tem dinheiro investido em fundos imobiliários nos EUA, não é um aforrador nem um poupadinho, é um investidor e um mau investidor.

Entretanto, entretém-se o povo com notícias e mais notícias sobre a porra de um computador que vai servir para quase nada a uma classe estudantil que já quase só sabe de computadores.

Entretêm-se as elites supostamente pensantes com encenadas supostas guerrilhas institucionais.

Por cá, há novas de uma Região onde as empresas estão todas descapitalizadas, algumas com salários em atraso desde Outubro, e que em Outubro estavam em Julho e ninguém abria boca por causa das eleições.
Hoje sabemos que Um Hotel que abriu em Julho, construído com enormes apoios do Governo Regional, em Dezembro não pagou os ordenados nem os subsídios de Natal. Hoje sabemos o que previmos em 1998, dez anos depois o Hotel e o Casino, (absolutamente desnecessários para os segmentos de turistas com apetência para visitarem Ilhas com as nossas características) não estão prontos e não se sabe bem quem os vai acabar. Foram dados “jeitos” a empresários sem capacidade de gestão comprovada mas com cartão cor-de-rosa.
Medos atávicos, oportunismos de pacotilha, espertezas saloias, manjedoiras públicas cheias de folha e “gavela” vão fazendo de uma bela terra um monte de betão cada vez mais pobre e rústico. Cada vez mais o presente não tem futuro e o futuro está mais longe porque esta “gentinha” que nos governa e vai governar, não tem visão nem alcança um boi nem mesmo quando esse Boi já o atropelou.
O regime cairá de podre e eles, os actores desse regime, estarão já podres de ricos. Contudo, o vil metal não vai para a cova com ninguém e, por isso, nunca se libertarão da lei da morte porque as suas obras não serão valorosas para as gerações vindouras, ao invés, serão onerosas.

O marasmo.


Por aqui, nunca foi tão notado o marasmo como é agora. Urge gritar, mexam-se porra!

Os blogues são feitos de regressos sem partidas.

Depois de ter recusado, com grande esforço, um amável convite para reforço de Inverno de um blogue de referência da direita Portuguesa, entendi retomar a escrita, em jeito de repentista, que fez nascer o foguetabraze naquela tarde de Domingo de Junho de 2003.
Passados esses 5 anos e meio, raramente me arrependo do que escrevi. Bem sei que muitas vezes errei ou outras tantas exagerei. Sei, no entanto, que numa larga maioria das vezes acertei na mosca, prevendo e avisando o que vinha por aí.

13 de janeiro de 2009

O Estatuto, as bandeiras e as consequências

Já por várias vezes, tenho falado da falta de caracter da generalidade dos políticos portugueses no que ao retirar de consequências políticas dos seu actos concerne.
O caso, fresco, da obrigação de hastear a Bandeira da Região Autónoma dos Açores nas instalações militares e a pré-avisada intenção manifestada pelo Senhor Comandante da Zona Militar dos Açores de não cumprir o preceito estatutário, a concretizar-se, pode configurar mais um desses casos.
O novo Estatuto entra em vigor no próximo Sábado. Isso quer dizer que, no Domingo seguinte, a bandeira dos Açores deverá estar hasteada ao lado da bandeira nacional nos quarteis e demais instalações. Se, conforme anunciado, esse preceito não for cumprido, só pode acontecer uma de duas coisas. OU o Senhor comandante da Zona Militar dos Açores é demitido do cargo que ocupa por ordem do Senhor Ministro, ou a Assembleia da República e por força de razão a maioria socialista, terá que exigir ao seu partido e ao Primeiro-ministro que substitua o Ministro da Defesa.
Isso era o que aconteceria num país onde as pessoas tirassem consequências dos seus actos públicos. Em Portugal, porque um qualquer Professor Jorge Miranda alvitrou a possibilidade de uma inconstitucionalidade, temo que se espere pela decisão do tribunal constitucional para depois se cumprir uma lei em vigor. Isso, mesmo sabendo que, é comummente aceite nos meios judiciais que uma lei, até declaração de inconstitucionalidade é sempre tida como constitucional.

12 de janeiro de 2009

O melhor do mundo


Cristiano Ronaldo
Cristiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaano Ronaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaldoooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!

Evangelização política?

Via DN e mais uma meia dúzia de blogues.
Por muito menos do que aquilo que temos assistido nos últimos seis meses, muito menos mesmo, A Assembleia da República foi dissolvida e Santa na Lopes destituído do cargo de Primeiro-ministro. Nunca é demais lembrar que essa figurinha da democracia portuguesa que dá pelo nome de Jorge Sampaio, nunca explicou ao País as razões da sua decisão. Não explicou porque não as havia, como toda a gente sabe mas finge não saber.
Obviamente, se Santana Lopes tivesse uma licenciatura do tipo independente, teria sabido como enganar o país o Presidente da República e o seu próprio Partido. Nunca imaginei chegar ao ponto de dizer que Santana Lopes ao lado de José Sócrates é um Senhor. Mas, é só isso que apetece dizer nos dias que correm e que ando por aí.

2 de janeiro de 2009

A não ser que se insista na liberdade.

(...) "a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos" (...)

Samuel Beckett, in 'À Espera de Godot'

1 de janeiro de 2009

Vai ser um ano ímpar.

Sim, há um ligeiro indício que me preocupa: um ano como este, 2008, que se inventa um segundo a mais, isto é, que retarda a sua saída de cena, um segundinho que seja, é porque suspeita que o que vem aí é mesmo mau. Mas esse mau pressentimento é varrido pela boa notícia: todos os economistas, todos, prevêem um 2009 desastroso. Acho que estou a respeitar as leis da lógica: se todos os economistas se enganaram completamente sobre os dias de hoje, é provável, sendo unânimes sobre o dia de amanhã, voltarem a enganar-se. 2009 não pode ser a repetição da Grande Depressão, não pode ser a crise funda, não pode ser a deflação sem saída, não pode. A prova que não pode? Os economistas dizem que só pode. O pessimismo generalizado dos economistas é a minha luz ao fundo do túnel. Eles, este ano, só me deram boas notícias. Incapaz de apontar uma taxa euribor (quanto mais indexá-la!), confundindo CMVM com um jipe com tracção a quatro rodas, sempre me julguei um caso isolado de iletrado em economia. Até este ano. Agora sei que sou um ignorante, sou, mas tal como Alan Greenspan. Permita que lhe digo, caro leitor, o que há para dizer: 2009 vai ser um ano ímpar.
Ferreira Fernandes no DNonline

2009

Coragem. Determinação. Perseverança. Pragmatismo e uma ponta de romantismo, são os ingredientes capazes de fazer de um ano de profunda recessão um mundo de oportunidades.

31 de dezembro de 2008

Robin dos Ricos.


Imagem honestamente roubada do WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

Chegamos ao final deste 2008 todos um pouco mais pobres do que em 2007. Consta que até os ricos estão menos ricos. Embora, para estes últimos o Estado tenha encontrado no fundo do saco dos impostos cobrados aos que mais empobreceram os fundos necessários para assegurar os rendimentos dos poucos que enriqueceram e se aforraram. Na verdade, neste país de fingimentos e espertezas saloias, nos últimos anos, décadas, os únicos que melhoraram os seus pecúlios foram os funcionários superiores do Estado, os administradores de empresas públicas e algumas sanguessugas de algumas empresas privadas. São estes altos quadros os grandes aforradores e “jogadores” de dinheiro nos fundos de investimento, certificados de aforro e tradicionais depósitos a prazo. São os cabecilhas do chamado “bloco central de interesses” que mantêm o aforro a níveis acima da média. Foi por isso, só por isso, que o Estado interveio nos bancos BPN e BPP. Não houve, não há, nem está por inventar mais ponderosa razão para não deixar falir a instituições de crédito que se encontram em dificuldades.
No estado do faz de conta a que Portugal chegou, são os mais pobres, os trabalhadores por conta de outrem, os quadros médios e os indiferenciados do Estado e das Autarquias e IPSS, os pequenos e médios empresários e os trabalhadores independentes sem vinculo de estabilidade que estão a pagar, com os seus impostos directos e indirectos, a manutenção das regalias e dos rendimentos dos mais ricos.
Se isto não é o colapso do sistema, vou ali e já venho.

30 de dezembro de 2008

Cordão umbilical

N/M Baía dos Anjos

A familia Parece, os seus iates e navios a motor, ao longo do século XX e deste inicio de século XXI, têm sido uma espécie de cordão umbilical entre Santa Maria e São Miguel. Na verdade, mesmo na proclamada época de Oiro de Snata Maria, da aviação civil, das escalas de grandes figuras, foram o Santo António e o Senhora da Guia que garantiram o abastecimento de bens essenciais ao comércio e indústria marienses.
Hoje, como no passado, a Transportes Marítimos Parece Machado Lda, empresa familiar com ascendentes em Vila Franca do Campo na Ilha de São Miguel, utilizando o seu já velhinho mas bastante eficiente N/M Baía dos Anjos (na foto a zarpar de Vila do Porto) continua a garantir o abastecimento da Ilha amarela.
Por força do mau tempo, o “Baía dos Anjos” não efectuou a viagem costumeira de ontem, segunda-feira, entre as duas Ilhas do Grupo Oriental dos Açores. Resultado. Não há ovos e gaz à venda na Ilha. Isso no século XXI e com duas escalas mensais, supostamente directas, entre a Ilha e a ex capital do Império, Lisboa.
Aqui não há responsabilidades do sistema de transportes marítimos, nem dos políticos intervencionistas. Foi mesmo falta de programação dos comerciantes, é que não estão habituados a que os “pareces” falhem. Falam, falam, mas estão sempre fiados na virgem de Vila Franca do Campo. É caso para citar esse grande crânio da cultura micaelense que dava pelo nome de Mendonça dos Cinemas. “Tai asno, tai asno mas amanhã tas cá caido”.

29 de dezembro de 2008

25 de dezembro de 2008

Nossa Senhora de Monserrate.



Ermida de Nossa Senhora de Monserrate na Ilha de Santa Maria.
Há muito que sabia da sua existência mas nunca me havia lembrado de a ir visitar. Ontem fi-lo e aqui deixo um dos muitos registos que efectuei.
Na Freguesia de São Pedro, sobranceira à planície por onde se estende toda a infra-estrutura do Aeroporto, entre prados naturais e um mato de lindíssimas Faias, ergue-se uma pequena ermida erigida em honra de Nossa Senhora de Monserrate, implantada num adro de lajes de pedra basáltica. Segundo Chaves Carvalho , terá sido o segundo templo a ser construído na Ilha, é constituído por uma Nave principal e dois comprimentos externos, um deles para uso de sacristia. A torre e campanário têm uma acesso por escadaria externa e segundo o referido autor, terá sido construída numa segunda fase.
Há pouco tempo, a Ermida, tal como a maioria dos templos da Ilha, sofreu obras de reparação, efectuadas com o cuidado necessário para que um património deste valor não se perca e não se descaracterize.

24 de dezembro de 2008

Última entrada na manada.

Um ano e um dia mais nova do que uma sua irmã, nasceu Domingo, não precisou de ajuda e levou hoje os seus repectivos brincos de identificação. É filha de um touro Charolês puro, com laranjais que fazem inveja a muitos supostos nobres da nossa praça, e desta bonita vaca cruzada de Frizia com Charolês.

Sempre fotogênico.


Barreiro da Faneca-Santa Maria Island-Azores

22 de dezembro de 2008

Tempo de vacas magras na política Portuguesa.

Vaca Charolêsa

Estes dias que tenho levado vida de verdadeiro “cowboy” na mais oriental das Ilhas Açorianas, têm-me mantido, felizmente, afastado da trica e do enredo politico-partidário. Não o suficiente para lembrar a boa actuação do Deputado Artur Lima na questão do IFAP e da má gestão que o Secretário Noé Rodrigues fez dum dos dossier mais importantes para a economia Açoriana. Não o suficiente para lembrar ao Deputado Paulo Rosa que os pescadores Açorianos de Rabo de Peixe têm precisamente os mesmos direitos e deveres dos pescadores Açorianos das Flores. E não o suficiente para rir à gargalhada com a aventada hipótese der dissolução da Assembleia da Republica por causa dessa coisa de somenos (para os Portugueses) que é o Estatuto da Região Autónoma dos Açores.
Nesse particular, gostaria de lembrar que, mais uma vez, o PSD fez o frete a Cavaco, abstendo-se na votação do diploma. Caso o mesmo fosse votado favoravelmente por unanimidade, a mesmo teria que ser entendida como um voto de protesto politico da Assembleia do Povo, eleita por este, ao Presidente do Povo também eleito por este.
A legitimidade democrática do Presidente da República apenas é maior do que a da Assembleia por decreto.

18 de dezembro de 2008

Yes we can.

O Presidente eleito dos Estados Unidos da América Barack Hussein Obama foi o escolhido pela reputada Time como Person of the Year 2008. Como o meu candidato era a Srª Clinton, uma vez afastada da corrida, pouco me interessava quem ficaria na Casa Branca. Confesso alguma simpatia pelo Senador McCain, acho que toda a gente tinha, dai termos assistido a uma campanha sem ataques pessoais ao candidato conservador mas sim à Sr. Palin e à administração Bush, dois handicaps fortíssimos para McCain.

Não surpreende de todo, esta escolha da TIME, pelo contrário, a não escolha de Obama seria, isso sim, uma surpresa.

Andamos, ainda, por aqui.

São Lourenço a Preto e Branco
São Lourenço Bay-Santa Maria Island-Azores

washing machine.

Portugal tem cá com cada amiguinho. Para as nações, como para os individuos, aplica-se aquela máxima do "diz-me com quem andas dir-te-ei quem és".

16 de dezembro de 2008

Vale tudo.

Um Verão seco e quente que se prolongou até meados do Outono, lançou os agricultores marienses no desespero. Este mês de Dezembro choveu finalmente, contudo as temperaturas baixaram bastante e as pastagens custam a recuperar. No anos transacto, por esta altura, já íamos na segunda volta.
O desdespero dos que não aproveitaram convenientemente a primavera ciadora para guardar comida, levou a a soluções de recurso que vão desde a importação de forragens até ao recurso a ramas de incenso que aqui chamam areias, costeiras que aqui chamamos jacintos e o rei dos manjares, a Babosa. Com as mesmas qualidades do Aloe Vera, este cacto da mesma família é, nestes dias, o melhor e quase único alimento que existe para o gado em Santa Maria.
É ver tudo quanto é agricultor a colher as longas folhas destes cactos, às quais são retirados os picanços e depois de picadas em forma de cunha são dadas como alimento a vacas e novilhos.

Babosa
Babosa-Aeroporto-Santa Maria
Limousine comendo babosa
Novilhos Limousine alimentando-se de babosas picadas.

15 de dezembro de 2008

Pequenino, muito pequenino.

Excelente texto de João Vacas no 31 D'Armada que vai direitinho ao coração do Largo do Caldas.

Entranhas do Faial

Entranhas do Fayal-Azores

Caminho Florestal-Faial Island-Azores
A estradas florestais do interior alto da Ilha do Faial estão em excelente estado de conservação e proporcionam excelentes passeios a pé ou de automóvel, dependendo do que se pretende ver. Pena é que não exista qualquer sinalização indicando os destinos possíveis e o local onde nos encontramos. Nem tudo pode ser perfeito, é preciso ir experimentando os muitos caminhos existentes e ir acreditando no instinto.
Nas encostas viradas a Sul e Este, o Pico São Jorge e Terceira estão quase sempre presentes, proporcionando momentos únicos e a sensação de arquipélago que apenas se tem nestas Ilhas do chamado triângulo. São Jorge é a única Ilha que, estejamos onde estivermos, conseguimos sempre ver alguma Ilha, Faial, Pico, Terceira e Graciosa podem ser avistadas quase todo o ano.

13 de dezembro de 2008

11 de dezembro de 2008

Democracia em perigo nos Açores.

A Assembleia Legislativa Regional dos Açores e a nossa democracia, sofreram hoje um dos mais rudes golpes algumas vez sobre elas perpetrados.
O Programa do Governo, em discussão surda durante três dias, foi proclamado aprovado sem que tenha decorrido qualquer votação. Bem me parecia que Francisco Coelho não estava à altura do cargo. Artur Lima parecia adivinhar o que aí vinha, logo no inicio do seu discurso final apelou ao bom senso e isenção do Presidente da ALRA, coisas que, ficou-se a saber, Francisco Coelho não tem. O teatro foi preparado ao pormenor. Cesar, logo no inicio da semana foi dizendo que este programa já tinha sido sufragado nas urnas e que nada mais havia a discutir, o debate foi todo só a fingir, neste país de democratas de pacotilha e formados pelos sorteios dos cupões das caixas da farinha amparo tudo é um pouco a fingir .
Não raras vezes tenho afirmado a necessidade de lastrar a nossa democracia. Fazê-lo, só é possível, com políticos capazes da grandeza de serem arrogantes nas derrotas e humildes nas vitórias.
Se dúvidas havia sobre o “carneirismo” do grupo parlamentar do PS, elas ficaram dissipadas. O verdadeiro líder parlamentar dos socialistas Açorianos é Francisco Coelho. Estamos, assumidamente no PJAEC, Processo de Jardinização dos Açores em Curso.

Curiosidade.

Dos seis líderes parlamentares que acabaram de discursar no Parlamento da Região Açores, apenas um, Artur Lima, nasceu nestas Ilhas. De facto, a autonomia dos Açores já não é o que era e jamais será aquilo que aspiraram os nossos antepassados do final do século XIX. Estamos a ser colonizados, de vagarzinho, é certo, mas colonizados.

Manoel de Oliveira, 100 anos


Fotografia roubada algures

10 de dezembro de 2008

Não tenho medo, tenho nojo.

Mais um texto imperdivel do cada vez mais acutilante Miguel Castelo-Branco
Pergunta-me um amigo de longa data se tenho medo da plutocracia. Respondo-lhe que não, que a plutocracia não mete medo a ninguém. É um arranjo cuja preocupação se centra em monopolizar o poder político, confundindo-o com aqueles que detêm o capital, logo um insulto à democracia, à representação, à imparcialidade da lei e à propriedade de utilidade social. Acresce que os plutocratas, ao invés dos capitalistas, não são animados por qualquer outro valor na acção política que não seja condicionar, calar a diferença, ultrajar os que não integram o clube. Capitalistas houve que fizeram mais pela cultura, pela ciência e pela felicidade dos outros que muitos religiosos e moralistas. Vide os exemplos dos Smithson, Thyssen, Aga Kahn e Gulbenkian e atentemos da categoria dos mecenas portugueses, das doações que deixaram por herança (Champalimaud, Ricardo Espírito Santo). Comparemo-los com os merceeiros do presente e a diferença é gritante. Uns - os capitalistas mecenas - eram homens de cultura, espalharam o bem, ajudaram artistas, concederam bolsas a milhões de estudantes, abriram museus, estimularam a inventiva. Foram, sem tirar, democratizadores. Os outros - os tais dos bancos que infestam, prédio sim, prédio não, as nossas cidades - não deixarão nada.
O capitalista deixa colecções de arte, bibliotecas, parques, laboratórios, hospitais. O plutocrata não deixa nada, pois o seu horizonte confunde-se com os gostos canalhas. O plutocrata não se distingue, aliás, da canalha, com a agravante de ser canalha com poder. A plutocracia não mete medo: mete nojo.

Poente/Nascente

Horta-Fayal-Azores

Horta-Fayal-Azores, à noite.

Horta-Fayal-Azores

8 de dezembro de 2008

Aforismos de um trolha.

Para ele não habvia B-20 ou B-30, era tudo B-olho.
PS: Aforismo escrito em dia de bricolage.

6 de dezembro de 2008

Amarras

Amarras
Depois de mais de 60 anos de ditaduras, a democracia tarda a impor-se. São atavismos demasiados. O novo regime não chegou a soltar as amarras, afundou ainda em porto.

5 de dezembro de 2008

Rehab

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

I'd rather be at home with ray
I ain't got seventeen days
Coz there's nothing
There's nothing you can teach me
That I can't learn from mr hathaway

I didn't get al lucky at class
But I know it don't come in a shot glass

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

The man said 'why do you think you here'
I said 'I got no idea
I'm gonna, I'm gonna lose my baby
so I always keep a bottle near'
He said 'I just think your depressed,
kiss me here baby and go rest'

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

I don't ever wanna drink again
I just ooh I just need a friend
I'm not gonna spend ten weeks
have everyone think I'm on the mend

It's not just my pride
It's just til these tears have dried

They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes I've been black but when I come back you'll know know know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go go go

Sentinelas

Sentinelas B&W
Os dias que correm são perigosos. Há que estar atento a todas as esquinas, a todas as manhas, a todos os braços mãos e dedos do poder. Os dias que correm são dias de sentinela.

4 de dezembro de 2008

4 Dezembro 1980

Adelino Amaro da Costa
Foto retirada do blogue Câmara dos Comuns
Se não tivesse existido um certo 4 de Dezembro, provávelmente, Portugal seria um outro País. Ou melhor, talvez Portugal tivesse tido a ténue hipótese de vir a ser um País.

2 de dezembro de 2008

É D'Homem,

como diria o Guilherme Marinho.
O Partido Socialista decidiu, esta manhã, não mexer no Estatuto Político-Administrativo dos Açores. A decisão foi confirmada a este jornal pelo deputado açoriano à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues.
O prazo legal para o partido se pronunciar sobre o documento, que tinha sido vetado pelo Presidente da República, terminava hoje.
Em declarações ao jornalistas, o líder da bancada rosa na Assembleia da República, considerou que "o diploma não afecta, nem limita o poder do Chefe de Estado".
Alberto Martins realçou, ainda, que "os vetos de Cavaco Silva foram puramente políticos".

JornalDiario
Nota a posteriori: O Partido Socialista, anula, assim, a réstia de espaço de manobra que o novo PSD de Berta Cabral tinha para se distanciar das “doutrinas” centralizadoras de Cavaco Silva.

28 de novembro de 2008

Alvorada.

Amanhecer-Ponta Delgada-~S. Migeul Island-Azores
É de Ponta Delgada que vai nascer uma nova alvorada para os Açores.

25 de novembro de 2008

Revolução à direita e liberalismo.

Temas para uma reflexão que se impôe.
Portugal precisa urgentemente os Açores ainda mais , de uma revolução à direita e às direitas.
Entendo, talvez erradamente, que uma grande maioria do eleitorado e até dos dirigentes do PPD/PSD são intrinsecamente de direita. Contudo, as suas lideranças têm andado entre o grande centrão no que a políticas sociais concerne e a esquerda das políticas económicas.
Ao contrário do que por ai se apregoa facilmente, a actual crise financeira não é reflexo da crise económica, do colapso do capitalismo ou desse bicho papão a que a “esquerdalha” chamam neo-liberalismo. A actual crise financeira é fruto do excesso de regulação do sector bancário, excesso de intervencionismo, de garantias dos estados (vide casos de falência recentes e não recentes) e é causa primeira da crise económica.
Na verdade, foram os bancos centrais que, através de políticas altamente restritivas de apoio às pequenas e médias empresas e de concentração do crédito no chamado crédito hipotecário com garantias reais que levaram à “cartelização” do sector financeiro e a um nível de endividamento, dos trabalhadores por conta de outrem, perto do limiar da falência.
A economia é uma ciência feita hoje por gente que julga saber tomar conta da riqueza de quem a soube criar. Há demasiadas vantagens nas soluções criativas. Hayek, talvez o grande defensor dos méritos da ordem espontânea (prémio Nobel da economia) defendia que “ uma economia é um sistema demasiado complexo para ser planeado por uma instituição central e deve evoluir espontaneamente”. Ora não foi essa espontaneidade que falhou, foi precisamente a regulação e a forma como foi feita.
Nos Açores, mais do que no resto do Pais, o peso do Estado/Região nas decisões dos empresários é preponderante. Não há questões de mercado, há apenas questões de capelinhas que têm que ser geridas de acordo com a lei do “não fazer ondas” principalmente se for ano de eleições.
Por mais estranho que possa parecer, as corporações e os empresários, na sua maioria, entraram nesse jogo. Jogo que levou os Açores ao estado de letargia de desenvolvimento económico em que se encontra, em contraponto com o grande salto que foi o final do século XIX e a primeira metade do Século XX..
A base do nosso tecido económico mais robusto, nasceu precisamente nessa época que se diz hoje era de miséria, mas só até 1972 é que a nossa economia convergiu com os nossos parceiros europeus, e esse é o único termo de comparação que podemos utilizar, todos os outros são do foro do populismo e da demagogia.
Entre 1850 e 1940, por iniciativa de privados, foram criadas as empresas de transportes marítimos e aéreos que deram lugar às que hoje existem, a única seguradora Açoriana, os únicos Bancos Açorianos, a electricidade, as industrias exportadoras do açúcar, do tabaco, dos lacticínios, da chicória e das conservas de peixe.
O Porto de Ponta Delgada que hoje serve essencialmente como ponto de entrada de mercadorias, era uma exigência do sector privado para fazer face ás suas capacidades de exportação.
Hoje, quando muito se fala de inovação e empreendedorismo, faltam precisamente os inovadores e os empreendedores. Quando esses aparecem, há a mão grande e o braço comprido do regulador ou do político invejoso ou que emprenha pelos ouvidos de outros invejosos para lhe fazer parar a ambição, a inovação, o empreendimento, e a vontade de ir mais além e de fazer diferente.
Reler Hayek, deixar de pensar na táctica imediatista do interesse “eleiçoeiro” e pensar estrategicamente o desenvolvimento dos Açores tendo por base as liberdades pessoais e empresariais dos seus cidadãos era um bom serviço prestado às gerações que vão vir a seguir. Quando não é apenas reservar-lhes o direito a apagarem a luz.

25 de Novembro

21 de novembro de 2008

No mínimo, demita-se


Imagem RTP.
Já aqui abordei, várias vezes, o facto de em Portugal os políticos e figuras públicas raramente tirarem consequências políticas dos seus actos e omissões.
Salvo erro, Jorge Coelho foi o último a fazê-lo a quando da queda da Ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios. Subsiste, no entanto, a dúvida se Coelho não terá encontrado na queda da ponte um motivo para saltar fora do chamado “pântano guterrista”, dou-lhe, de barato, o beneficio da duvida, mais do que uma convicção é um Whishful Thinking (corrigido), afinal gosto de acreditar que há políticos sérios e consequentes neste país de chicos-espertos e aldrabões encartados.
No caso do Banco Português de Negócios, não é compreensível que o Governador do Banco de Portugal não tenha ainda retirado as devidas consequências políticas da sua incompetência ou da incompetência da Instituição que dirige. Na verdade, o Governador dos “fretes” e não “fretes” aos governos consoante dá jeito ou não dá, não pode alegar desconhecimento dos factos no caso BPN. Mas, mesmo que Vítor Constâncio não soubesse do que se estava a passar no BPN, deve demitir-se, assumindo a sua ignorância em relação ao caso e como tal a sua incompetência.

Manutenção precisa-se

Caldeira Velha-S.Miguel Island-Azores
Não basta fazer, é preciso manter. A zona circundante da Caldeira Velha está a degradar-se a olhos vistos. Vestiários e outros equipamentos apresentam sinais avançados de degradação, uns pela acção do cronos outros por vandalismo. Seja como for, manutenção precisa-se.

19 de novembro de 2008

Podem levar a Manuela que ainda nos resta o Sócrates.

Os humoristas norte americanos estão preocupados com a falta de inspiração causada com a saida de George W. Bush da Casa Branca.

18 de novembro de 2008

O inacreditável mundo dos políticos de plástico.

Não acreditas mas devias acreditar.

Pois eu é precisamente ao contrário. Só acredito em reformas quando se está em democracia. Vejam lá a reforma que essa Senhora vai ter que se fosse no tempoo do Salazar, por exemplo, não tinha.
Com uma oposição destas só mesmo para fazer humor.
Demarca-te Berta Cabral, antes que te vejas enredada na teia FerreiraLeite/Cavaco Silva.

Falta de água.

Água

O nível dos aquíferos nas Ilhas do grupo Oriental atinge já níveis preocupantes. Em São Miguel e Santa Maria não chove (chuva digna desse nome) desde Julho. A Lagoa do Fogo mostra as suas margens como nunca.

Em Santa Maria a seca já provocou danos graves na agricultura em especial na pecuária, tendo obrigado já alguns agricultores a recorrerem à importação de alimentos.

17 de novembro de 2008

Já não falta muito para os dois dígitos.

O excelente texto sobre a legislaçãso laboral no Blasfémias.

Não vá o sapateiro além do chinelo.

Francisco Coelho será o novo Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Perde-se, assim, um bom lider parlamentar sem a certeza de se ganhar um bom Presidente do Parlamento.

O Estatuto do Povo e o Presidente de alguns.

Diz o Povo, sabiamente: quem muito se abaixa o cu lhe aparece.
O PSD já se baixou ao Presidente da República no caso do Estatuto da Região, o PS prepara-se para fazer cair o mesmo. Tudo isto, em nome de um bom relacionamento com o Sr. De Boliqueime.
E depois ainda diszem que ele, Cavaco é que é o centralista. Não! Centralistas são PSD e PS que trocam de sentido de voto e de opinião consoante calha bem a Belém ou não.
Às voltas com este modelo de blogue e não há maneira de conseguir por a coisa como eu gostava.
Sinto que estou um bocado enferrujado.
Lume entre as pedras.

14 de novembro de 2008

Novo Governo.

Uma nota apenas de congratulação pela saída, embora tardia, de Duarte Ponte da Ecoonomia, ainda por cima subestituido por um dos melhores políticos Açorianos do momento, Vasco Cordeiro.
Álamo de Menezes, pelas suas caracteristicas e determinação, pode ser uma lufada de ar fresco no Ambiente e Mar.
Quando ao resto, não esperava um fracalhote Noé Rodrigues reconduzido numa das pastas mais importantes para a economia Açoriana. Pois Alevá.

Loiro, alto e espadaudo, não!

“Prontes” o :Ilhas já tem a sua quota feminina preenchida. Agora sim, o blogue está cumprindo o desígnio de ecletismo em que foi criado. Falta o zarolho, o coxo, o gay e a lésbica. Continuem trabalhando rapazes. ´Já agora podiam tentar recuperar a quaota "brick" que perderam para a rosa murcha. (smile)

13 de novembro de 2008

Demos Cracia.

O André Bradford foi aos Estados Unidos da América tomar um banho de democracia. Ainda bem. Talvez isso sirva para, de futuro, pelo menos nos discursos, as coisas mudarem por aqui.
A quantidade de democracia também se mede pela forma como os adversários políticos se respeitam e abordam os diferentes pontos de vista.
Por exemplo e para não ir muito longe, a humildade e subtileza do discurso de vitória de Obama, contrasta com a arrogância e ataques pessoais proferidos por Carlos César na noite do passado 19 de Outubro.

Cuidado!

Dizem-me. Cuidado, Barata. Muito cuidado. Eles têm mãos grandes e braços compridos.

12 de novembro de 2008

Utopia.

Imagine

Dura lex sed lex.

A verdadeira direita ideológica distingue-se das outras direitas e a de alguma “esquerdalha”, precisamente pelo seu sentido de justiça e respeito pelas pessoas e pelas instituições. Vem este meu post a respeito da agressão vil de que foi alvo a Srª Ministra da Educação. Mesquinha, incompetente, incapaz, prepotente e arrogante, a Ministra é Ministra. Ponto.
O respeito por um órgão do Estado é exigível a todos níveis e a sua violação é motivo de sanções previstas na lei, nomeadamente no Código Penal.
Sobre este assunto é de leitura obrigatória o Miguel Castelo Branco, um dos raríssimos exemplos de blogues de direita em Portugal, embora escrito desde a Tailândia e com algum desalento.
(...)A canalhização do povo português - fenómeno degradante a que Soares em tempo crismou estupidamente de "direito à indignação" - deu passos de gigante. É evidente que um representante do Estado não pode ser objecto de tais afrontas, que o desprestígio de um titular de cargo público, a coação física e os impropérios abjectos contra eles aremessados merecem a mais dura condenação e a mais dura reacção das autoridades constituídas. Há quem goste destas coisas, se o ministro for do PS, como em tempos recentes era mister rejubilar com tais degradações se o ministro fosse do PSD. O acto canalha é sempre canalha, parta da direita ou da esquerda, pelo que só se nos impõe prestar solidariedade a uma ministra exposta às revindictas da ralé. Aqui protestei a seu tempo análoga defesa de António Assis, quando foi assaltado por quejanda escumalha nas ruas de Felgueiras, como o faria em defesa de Jerónimo de Sousa, Louçã, Portas e Pinto Coelho se tal desdita lhes ocorresse. As pessoas ainda não compreenderam que há limites, que a violência política não cabe na política mas no Código Penal, que tal gente perde ipso facto direitos políticos ao cair sob a malha dos casos de esquadra. (...)

A Ler na integra no indispensável Combustões.

11 de novembro de 2008

11-11-1918

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe;
To you, from failing hands, we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

"In Flanders Fields" - a poem by Major John Mc Crae (1915)

Anibal Craveiro Cavaco Lopes da Silva

O indiscutível Presidente da Choldra a que chamam república Portuguesa, abriu finalmente a boca para se pronunciar sobre a escandaleira que foi um claro e inequívoco bloqueio ao bom funcionamento das Instituições Democráticas na Região Autónoma da Madeira.
Entre outras pérolas de retórica que denotam a ignorância de Cavaco Silva em questões de direito constitucional, destaco esta:
O Presidente da República, nem mesmo o representante da República "têm quaisquer competências legais ou constitucionais para interferir no funcionamento da Assembleia Legislativa", tal como o chefe de Estado também não tem qualquer competência legal ou constitucional para interferir no funcionamento da Assembleia da República.
Obviamente, Cavaco fala assim porque sabe que uma larga maioria dos Portugueses (que até votou nele) não se interessa minimamente com as questões de garantia do funcionamento das instituições democráticas, uns, maioritáriamente por ignorância, outros poruqe, simplesmente se estão a "borrifar" para a democracia. Ou como diz o outro, isso não dá Pão.
Contudo, perante uma franja mais bem informada e formada da população esse é só mais um episódio a confirmar a pobreza de carácter e a total incapacidade para exercer as funções que democraticamente lhe foram confiadas.
Cavaco, entrará para o anedotário nacional substituindo assim o General Craveiro Lopes e a sua ingénua Gertrudes. Ahhhhhhhh! Já nnguém se lembra de Jorge Sampaio que, disolveu um Parlamento com uma maioria devidamente constituida e onde a estabilidade política nunca esteve em causa só porque... Enfim porque sim.

Dia de São Martinho.


Foto retirada do site oficial da Feira Nacional do Cavalo.
Não fosse a crise e a vida estar tão cara, era na Golegã que gostava de estar hoje. Na Feira Nacional do Cavalo.

Curto e grosso.

Há, mais ou menos, um ano, a esquerda então mais radical e agora domesticada ,atirava-se à autarquia de Ponta Delgada por causa da proibição de circulação de bicicletas no Jardim da Cidade. Confesso que na altura achei de mau gosto proibir as “biclas” de andarem no jardim, era um sítio onde ia e, continuo a ir, bastante, com as minhas filhas.
Felizmente, não sei se por força do post do então suposto Bloquista Alexandre Pascoal ou se por outros ofícios, a situação foi reposta, apesar dos responsáveis pelo jardim entenderem que sendo aquele um espaço natural, o mau uso das bicicletas por gente pouco educada, levava à ocorrência de actos de vandalismo em canteiros e plantas. Dou de barato.
Agora, pasme-se, no betonado e apenas betonado espaço das Portas do Mar, é proibido circular de bicicleta. Esta sim uma medida absurda e desadequada para um espaço que se quer seja dos cidadãos.
O que dirá a esquerda amolecida, agora?

10 de novembro de 2008

Um lado assim tipo meio de esquerda, ou talvez não.

A luta final
Por António Barreto.
ESTADO E SOCIALISMO não são sinónimos. Há quem esqueça esta banalidade, mas é por vezes preciso lembrar. Não são. Pode haver, há Estado, muito Estado, até Estado a mais, sem socialismo. O que não há é Socialismo sem Estado. Até mesmo sem Estado a mais. Nas crises actuais do sistema financeiro e nas que ainda aí vêm, incluindo as económicas, uma palavra tem servido de receita miraculosa: o Estado! Primeiro, como fiscal e regulador; depois como juiz e polícia; agora como proprietário e accionista. A esquerda delira de entusiasmo. Falhou o regulador. Vai falhar o juiz e o polícia, pois os ricos escapam sempre. Sobra o Estado proprietário. É a grande oportunidade. Talvez se consiga, pensam uns, construir o socialismo, à socapa, sem luta de classes e sem revoluções. Grandes esperanças!
(...)

6 de novembro de 2008

Equivoco.

O regime autonómico nunca foi uma verdadeira democracia representativa.
Numa sua primeira fase, de jovem entrada na pré-adolescência, foi o romantismo que fez da ideia de autonomia progressiva e do desenvolvimento harmonioso da região duas verdades absolutas e inquestionáveis, ir contra isto era ser anti-autonomista.
Depois, numa segunda fase, entre o velho romantismo e o novo “filho-da-putismo”, os mecanismos de “lambe-botismo”, disciplina partidária e falta de emprego tolheram a liberdade de pensamento a um bom lote de cidadãos. A fome aguça o engenho e domestica as feras.
Eis senão quando se espera uma lufada de ar fresco. Durou pouco tempo. O sistema enquistado pela plutocracia embarca numa democracia corporativa relegando para segundo plano um Parlamento já só composto de carneiros.
Hoje, mais do que nunca, já nada vale ao Parlamento, por mais cores que nele estejam representadas, nem às corporações por mais razões que tenham. Vivemos um dos períodos mais negros da nossa tenra e deslastrada democracia, vivemos uma tirania administrativa.

5 Anos 5

Foi há cinco anos com um post do Pedro Arruda que o :Ilhas veio à pantalha pela preimeira vez.
parabéns a todos.
PS: Haverá jantarada?

4 de novembro de 2008

Crime de lesa Estado.


Foto retirada do site da Atlânticoline.

A confirmação das noticias que corriam à boca pequena ainda antes das eleições regionais sobre os problemas de estabilidade do novo navio da Atlânticoline é um caso de abuso e mau uso de dinheiros públicos que configura o crime de lesa estado.
Irrita-me o facto de ter avisado, primeiro em Fevereiro de 2007, e depois em Outubro do mesmo ano, que os prazos eram irrealistas e que o Estaleiro não era competente, as coisas se terem passado como passaram.
Espero bem que esta seja a gota de água que faltava para que Duarte Ponte não seja o novo Secretário da Economia. Espero também que o novo parlamento tenha na bancada socialista gente digna de assim ser chamada capaz de propor um profundo e aturado inquérito a tudo o que mexe à volta do transporte marítimo de passageiros inter-Ilhas. Desde os concursos desertos por causa dos cadernos de encargos mal elaborados, passando pelos convites e multas que não foram aplicadas e acabando na construção dos portos absolutamente desnecessários e desadequados.
Este Governo que agora termina funções, fica indelevelmente tocado por este escândalo e mais meia dúzia deles que ainda não chegaram às páginas dos Jornais.

1 de novembro de 2008

Agora percebo porquê Costa Neves.


Segundo este mapa roubado ao confuso Daniel Oliveira, só os Distrito de Portalegre tem resultados dos exames nacionais piores do que os Açores. Único denominador comum? Costa Neves . Teoria de relação. O Povo menos culto não percebe a eloquencia diarreica do candidato.

E precisa de assessores?

«Todos os meus assessores utilizam este computador. Porque não precisam de outro …»

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