17 de novembro de 2007

Aborto de Ministro.

Será que o Sr. Ministro e mais uma esquerda empedernida que se apregoa muito defensora das liberdades individuais e colectivas, não conseguem perceber que a cada um cabe o direito de decidir sobre a IVG e que a lei em vigor não obriga seja quem for a fazer abortos mas, ao invés, apenas descriminaliza quem os pratique e em condições devidamente regulamentadas?
Além disso, mesmo que o Ministério Público não interprete desta forma a actual lei, e que os tribunais façam da lei o que ela não é, aos médicos cabe sempre o direito à desobediência civil, uma forma de luta tanto ao gosto da “esquerdalha.”

16 de novembro de 2007

De luto

Morreu Gastão Pacheco. O Gastão da Toyota como é conhecido em todo o Arquipélago. Empresário do ramo automóvel e antigo Deputado Regional eleito em listas do PSD pelo circulo de São Miguel na V legislatura (1992 a 1996). Ficaram famosas algumas das suas intervenções e apartes regimentais, pelo humor de que usava e abusava.
O seu corpo está em câmara ardente na Ermida de Nossa Senhora das Dores no Campo de São Francisco nesta Cidade de Ponta Delgada.

Definitivamente

Os políticos não entendem nada de pesca. Nem de chernes, nem de polvos nem sequer de simples moreias.

15 de novembro de 2007

A ver se a gente começa a trabalhar.

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O jornal diário O Incentivo que se publica aqui na Cidade da Hortas traz hoje como título de primeira página parangonas sobre a subida das regalias dos Deputados Regionais, notícia ontem avançada pela Antena 1 Açores. Diz aquele diário que os “Deputados aumentaram as suas regalias pela calada.” A mim não me parece nada que tenha sido “pela calada”, afinal esse aumento (irrisório) está plasmado na proposta de revisão do Estatuto Politico Administrativo dos Açores. Há alguma coisa mais descarada do que isto?
Os senhores jornalistas é que, pela calada, só encontram fantasmas onde eles não existem e, ligando ao acessório, deixam passar o fundamental. Então, ao fim de longos meses de discussão de um diploma que se entende fundamental para a região, os senhores só encontram , ao fim destes meses todos, esse assunto para debater e noticiar.
Eu cá acho que estão em causa coisas muito mais importantes e que não vão passar na Assembleia da República. Tais como a expressão “Povo Açoriano” ou “Livre Administração dos Açores pelos Açorianos” ou ainda a ridicularia de prever a audição anual do delegado da Rádio e Televisão de Portugal nos açores.

Manhãs de Outono na Horta

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Eurostat

A economia portuguesa desacelerou no 3º trimestre, quedando-se pelo pior desempenho da União Europeia.

É que os nossos parceiros não fazem a retoma para decreto nem por anúncio do ministro.

14 de novembro de 2007

CO2

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Não, não é um discurso sobre a falta de oxigénio á la Costa Neves. Até porque, habituei-me a usar a guelras e a pô-las de fora durante a asfixia que o comunismo católico do Dr. Mota Amaral impôs às nossas Ilhas. No fundo, sabia que a longa primavera oxigenada de 1996 a 2000 não duraria muito e, talvez por saber isso mesmo, nunca me desabituei do uso e abuso de pôr as guelras de fora.
São 500 anos de feudalismos e de oligarquias. Não lhes incomodam as oligarquias, eu sei, o que lhes incomoda é não serem os oligarcas. Não lhes incomoda a falta de oxigénio, nem a uns nem aos outros, desde que possam garantir que a única garrafa do precioso gás está nas suas mãos.

PQP. Isto é roubar.

O Serviço SAPO ADSL na Horta é uma bosta com M, um verdadeiro roubo. Vou já denunciar o contrato com base nos cortes permanentes. Já não há pachorra.

Maradona não modificado.

É um professor do ensino secundário
Através do
Daniel Oliveira chego ao blogue do homem que ganhou o prémio de professor do ano. Estas coisas costumam ser melhores que o Pacheco Pereira quando fala sobre o seu Abrupto. Este professor de Aveiro diz-nos logo no primeiro post que lhe li que tem saudades dos estendais, nas sua proprias palavras, da "roupa ao vento". Um excerto:

"Vejo poucos estendais quando passo nas ruas de Aveiro, como se a roupa lavada desta aldeia tenha sido escondida em vãos de escada, ou quem sabe, em tambores de milhares de máquinas de lavar e de secar roupas. O número de máquinas é prova de desenvolvimento e progresso da cidade? Ver poucos estendais nesta cidade de vento à solta é prova de parolice de novos-ricos e isso nada tem a ver com desenvolvimento e progresso. Tem a ver com compra e venda de um bem escasso, de energia eléctrica num país doentiamente dependente do estrangeiro, e incapaz de criar formas alternativas para a produção de energia eléctrica."

A "máquina de lavar e de secar" como sinal de "parolice de novos ricos", um afastamento do verdadeiro "desenvolvimento e progresso". Isto é a parte fausto. Depois vem o anti-capitalismo: o horror da "compra e venda de um bem escasso", a perene fobia de estar "dependente do estrangeiro", num sinal claro que Salazar não morre, que [segue-se poesia] o verdadeiro e indestrutivel museu de Santa Comba Dão está em cada um de nós, e não sei se não mais à esquerda que à direita.

Depois vem a pérola em cima do colar rubis e diamantes: "Não me parece que a esta situação sejam alheias decisões políticas, urbanísticas." Temos portanto aqui um professor do ensino secundário, o nosso melhor professor do ensino secundário segundo não sei quem, a pensar o Estado como instrumento para evitar a "parolice" dos "novos ricos". Dá ideia que não se passou nada nos últimos 50 anos.

Carreguei no link do Daniel Oliveira no intuito de me divertir. Vim de lá preocupado [pequena demagogiazinha, coisa pouca, só para terminar o post em pose de Estado].
publicado por acausafoimodificada às 12:17
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13 de novembro de 2007

Atrasos de vida

O voo que deveria ter ocorrido às 12h está atrasado, mais de 2 horas, por razões de ordem técnica. Este facto tem-se repetido inúmeras vezes nas últimas semanas. E sei que não sei nada de aviação. Mas, parece-me que aquele “aviãozinho” que está na Madeira está a fazer muita falta.

E se a gente acredita?

E se a moda pega
Mentiria se dissesse que não fico contente com noticias como a da passada semana sobre a classificação que a National Geographic Traveler fez das nossas Ilhas. Dizem-me que está tudo comprado. Eu não sei se foi ou se não foi tudo comprado. Contudo, se foi um artigo comprado pelo Governo Regional, então foi muito bem comprado e dinheiro muito bem empregue. Se foi a própria agência que se auto regulou para ver se consegue vender um novo destino. Então também fico contente na mesma.
Acontece porém que estamos perante clara e inequívoca publicidade enganosa. Todos sabemos dos resultados catastróficos que podem ter campanhas publicitárias que assentem num produto que não corresponde minimamente.
Mas, mais grave ainda, é a propaganda que o Governo Regional e os seus mais diversos apoiantes e assalariados andaram a fazer sobre o tal artigo numa tentativa de capitalizar votos e simpatias. Essa embalagem levou mesmo a Secretária Regional do Ambiente à Lua e a afirmar ir fazer dos Açores o melhor destino de turismo ambiental do Mundo. Imagine-se.
Nunca é demais repetir, porque nunca é demais insistir na verdade. Os Açores não são um paraíso ambiental e estão longe de o ser.
Atente-se ao perigo destes discursos. Imaginemos que o nosso Povo que até acha que faz tudo bem feito, acredita no que dizem os políticos e as revistas. Vão ficar convencidos que têm andado a fazer tudo bem feito nos últimos anos, quando, na verdade, têm andado a fazer tudo mal feito.
O problema não está naquilo que dizem os políticos. O problema está na gente com falta de filtros e que acredita em tudo o que ouve.
Um post escrito a voo para a Horta em busca de um Povo sofisticado e de um paraiso ambiental. Mas, já sem esperança de os encontrar.

12 de novembro de 2007

Aposta fortissima na cultura.

Segundo o Açoriano Oriental de hoje, a " Câmara de Angra do Heroísmo apresentou uma nova empresa municipal para a área da Cultura que pretende “agilizar os contactos com a sociedade civil e obter melhores colaborações, incluindo os apoios”.Em conferência de imprensa, José Pedro Cardoso, presidente da edilidade, salientou ser “fundamental que os cidadãos percebam que passam a dispor de um organismo que os ajudará a promover as suas iniciativas, estimulando a criação artística”.
Ainda segundo o mesmo jornal, o Presidente da Câmara de Angra do Heroismo, José Pedro Cardoso revelou ainda que a “Culturangra” vai ter um orçamento de anual de cinco milhões de euros. O bold é da minha responsabilidade. Cinco milhões de euros para "violas e brasileiras."
Cinco milhões de euros por ano para gerir uma empresa de eventos culturais são muito dinheiro. Bem sei que o próximo ano é de eleições regionais e logo a seguir há autárquicas. Nada como um pouco de cultura, de preferência "apimbalhada", acompanhada de bifanas e "minis", para garantir resultados eleitorais.
Ao pé essa gente a minha querida "Dama de Folheta" e o seu incansável Carlos Decq Mota, são uns anjinhos.

11 de novembro de 2007

Só para confirmar

Alguém me diz quem foram os jogadores que marcaram os 3 golos do Sporting esta noite.

Obrigados.

Os leitores, entre os quais me incluo, e que esperavam pelo regresso do espaço de comentários deste blogue estão obrigados a:
Manuel Melo Bento, Carlos Sousa Teixeira, Paulo Henriques, Rui Gamboa, João Nuno Almeida e Sousa e outros que não refiro por não estar à vontade para divulgar os seus nomes.

O regresso dos comentários.

A “bauer pump” dos bombeiros já deu um par de viagens entre a fossa séptica e o aterro sanitário.
2007.10.06 020
Dos 648 IPs diferentes usados nos últimos 4 anos para comentar no Fâguetabraze, 16 foram banidos, dos quais 2 foram identificados para utilização judicial, é o exemplo do engraçadinho que assinou com o meu nome para injuriar e difamar o Sr. Jeremias Pimentel e um outro, menos engraçadinho por se tratar de quem se trata, que assinou com o nome do sr. Gustavo Moura e depois anónimo ofendeu aquele. Estes dois casos, por não terem sido contra mim mas contra terceiros, já seguiram a tramitação legal junto da ANACOM que, irá tratar do resto.
Quanto à restante plêiade de energúmenos, ficam, para já, impedidos de comentar aqui.
2007.10.06 026
Cada porco no seu curral.

Quanto à restante plêiade de energúmenos, ficam, para já, impedidos de comentar aqui.
Reservo-me no direito de apagar e banir todos os comentadores que não respeitem as mais elementares regras da boa educação e bom senso. Esta é a minha casa e na minha casa só entra quem eu quero e quem se souber portar à altura.
Por último quero agradecer a todos os que me escreveram com mensagens de solidariedade e mais a todos aqueles que me solicitaram que voltasse a abri a caixa de comentários.
Com a fossa séptica limpa e os porquinhos arrumados no seu chiqueiro, estão criadas as condições para reabrir o espaço de comentários.
Entretanto, portem-se bem que eu vou ali e já volto.

São Martinho.

O São Martinho é na Feira da Golegã, de resto não dá pica.

"De pequenino se torce o pepino."

Estratégia blogueira?

A blogosfera aos fins-de-semana é demasiado morna. Bem sei que o número de visitas diminui entre Sexta-feira ao final do dia e a Segunda-feira pela manhã. De facto, a análise dos números indica-nos que a maior parte das visitas é feita em horário laboral. Bem a gente toda espera que isso não seja feito em prejuízo da produtividade nacional, não v´o Ministro dos Santos inventar um imposto blogosférico.
Tenho vindo a reparar que uma larga maioria dos blogues não publicam aos sábados e domingos. Não será isso uma falta de consideração pelos seus leitores? Ou será que, também aqui, a lei das audiências é que manda?

Momento de autocontemplação.


Eu no pincel do Mélito.

10 de novembro de 2007

Para fazer germinar caciques?

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES
Portaria n.º 167/2004 de 23 de Março de 2004
Manda o Governo da Região Autónoma dos Açores, pelo Presidente do Governo, ao abrigo do disposto na alínea g) do n.º 1, do artigo 227.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea z) do artigo 60.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, devido ao interesse Regional do mesmo, atribuir o subsídio de €1.229,18 (mil duzentos e vinte e nove euros e dezoito cêntimos), à Escola Básica Integrada de Ginetes, destinado a apoiar o projecto “Observação em sala de aula do efeito da temperatura na germinação e desenvolvimento de sementes de trigo, milho, ervilheira e feijoeiro para posterior divulgação na sala de aula e comunidade escolar”, no âmbito do “Dicas e Inventos”, a ser suportado pela dotação inscrita no capítulo 40, despesas do plano, programa 16 - desenvolvimento da actividade científica e tecnológica, projecto 16.01 – investigação, ciência e tecnologia nos Açores, Acção 16.01.04 – Projecto Apoio ao Ensino Experimental das Ciências e da Educação Científica, classificação económica 08 03 06 – Serviços e Fundos Autónomos, do plano de investimentos da Presidência do Governo para o corrente ano.

Si porque hay que tenerlos

Uma T-Shirt para os dias que correm.

9 de novembro de 2007

O PSD fica na mesma como a lesma.


Foto de autor desconhecido
Mais de 65% dos votos expressos, 67,2% mais própriamente. Uma grande vitória que não faz, porém, de Costa Neves um líder. A derrota em São Miguel também não vai ajudar.

Porque sim.

Em onze anos de Governo.

Cesar diz que em todos estes anos separou o governo do partido e o partido do governo. Pois não havia de ser assim, o PS mal existe e desaparecerá para a dimensão de 1995 tão rápido saia do governo.

Os Homens não se medem aos palmos.

Morreu o Dr. Anibal Furtado Lima. Cirurgião e fundador da Clinica do Bom Jesus.

As eleições no PSD-Açores

É já conhecido o grande vencedor da noite.
Senhoras e Senhores
Carlos César!

Muito à Frente.

Na melhor tradição radiofónica e na esteira do CSB81 do Clube Asas do Atlântico, vai hoje para o ar, entre as 22 e as 24 horas um novo programa de música chamado “Muito à Frente”. Em frequência modelada com sinal estereofónico, em 103.2, pode ser ouvido em toda a Ilha de Santa Maria e na costa sul da Ilha de São Miguel . Os animadores de serviço são o Faialense mais cagarro que já conheci, José Amaral, melómano de vocação e controlador de tráfego aéreo de profissão e o João Vasco Costa, o cagarro mais cagarro de entre os cagarros, Advogado de profissão, melómano e com outras vocações e atributos no que a “dar música” concerne.
Aos dois, meus amigos, um grande abraço e boa sorte.

E a Assembleia Regional serve para quê?


Passei ontem na Freguesia dos Cedros na minha querida Fayal, onde se reunia o Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. Mais um daqueles orgãos consultivos que não servem senão para o governo fingir que ouve os sectores.
E as corporações, não entendem isso?

A qualidade ambiental de Ana Paula Marques.




Fotos tiradas do Blogue do Pedro Rocha Ananás de São Miguel.

Chamem os bombeiros sff.

Agradeço, sentidamente, as manifestações de solidariedade que me chegaram por e-mail nas últimas horas. Entendo, também, o desalento de alguns pelo facto de eu ter suspendido o espaço de comentários deste Vosso Blogue. Contudo, facilmente compreendereis que o Blogue não é o seu espaço de comentários. No meu entender, o blogue tem que valer pelo seu conteúdo e não pelos comentários que recebe. Além disso, o espaço destinado ao debate que, outrora, foi de extrema importância, havia se tornado num chiqueiro sem nível algum e onde mais de 99% eram comentários anónimos e muitos deles, feitos sempre pelas mesmas pessoas que numa atitude doentia falavam consigo próprios. Quem sabe lidar com a Haloscan apanha-os com facilidade.
Este blogue começou em Junho de 2003, já vai para 4 anos e meio, sem espaço de comentários e sem contador de visitas. Na altura não me parecia importante, escrevia para mim, para registar coisas que me pareciam importantes ficassem escritas. O crescimento do número de visitas depois do aparecimento, seis meses mais tarde, do :Ilhas e o crescente interesse por estas coisas da blogosfera levaram-me à colocação da caixa de comentários e do contador de visitas. Confesso que nunca acreditei fosse dada tanta importância ao blogues como acabou por acontecer.
À semelhança do que foram obrigados a fazer dos melhores blogues nacionais e estrangeiros, chegou a hora de limpar a caixa de comentários.
Como diz uma amigo meu, a caixas de comentários dos blogues são como as fossas sépticas, de quando em vez é preciso chamar os bombeiros para fazer uma limpeza.

8 de novembro de 2007

Qual paraiso ambiental?

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Andei aqui a tentar descobrir como seria que a Senhora Secretária Regional do Ambiente poderia fazer dos Açores o melhor destino turístico ambiental da Humanidade. Deve ser com a Estrada para a Fajã do Calhau, os Aterros/Lixeiras, As SCUT para o Nordeste, Com a sucata que o nosso “povo sofisticado” abandona por aí juntamente com os plásticos e a restante lixo atirado à orla costeira. Deve ser deve. Deve ser por isso e pelas outras razões todas que, os mais do que suspeitos, jornalistas ou agentes secretos da National Geographic Travel venderam.
“Águentái” Patagónia que os Açores vão no encalce. Foge da frente Islândia que a Drª de História já decidiu quem tem o melhor ambiente do mundo.
Infelizmente. Os Açores estão longe de ser um paraíso ambiental. Infelizmente o caminho que estão a seguir é o pior de todos.
Salve-se a política para as energias renováveis, única área onde se pensa estratégicamente nos Açores e algum esforço na gestão dos recursos marinhos, esse ultimo feito mais com o olho no voto do que no futuro.

Bairrismo bacoco e idiota.

Recebi da Presidência do Governo Regional um convite para assistir aos concertos do Festival de Música Contemporânea XX-XXI MúsicaAçores que está a decorrer em todas as ilhas do Açores de 2 a 16 de Novembro.Os autores propostos não fazem propriamente as minhas delícias. Em matéria de contemporaneidade, fico-me por um Prokofieff ou um Stravinski, que já pertencem mais à história que aos nossos dias, embora eu ainda tivesse tido o privilégio de ouvir a «Sagração da Primavera» no Coliseu dos Recreios em Lisboa dirigida pelo próprio Stravinski.Mas os meus gostos musicais não retiram um ponto que seja à qualidade que me parece objectiva do dito Festival. Aliás, o facto de a direcção do evento estar a cargo de Emanuel Frazão, há anos presidente da Juventude Musical Portuguesa e distinto professor da Academia Superior Nacional de Orquestra, é uma antecipada garantia da seriedade do projecto e do rigor das escolhas. Espero, pois, que a assistência remunere com a sua presença o esforço para pôr de pé este projecto, cuja existência penso que se enquadra bem numa perspectiva de dar a conhecer diferentes momentos da divina ars musica.
Não posso deixar, no entanto, de fazer dois reparos que tem mais a ver com definições prévias e estratégias, do que com o programa propriamente dito.O programa é muito claro quanto à organização do Festival – «Presidência do Governo dos Açores – Direcção Regional da Cultura», como, aliás, seria natural esperar, sendo este um projecto concebido e executado pelo Governo, uma vez que a DraC é o braço armado da Presidência do Governo para a actividade cultural na Região.Mas não posso deixar de notar que sendo a DraC sedeada em Angra – e magnificamente instalada num palacete rigorosamente restaurado para esse efeito –, a apresentação pública do Festival se tenha feito em Ponta Delgada, e nem sequer pelo próprio Director Regional, mas pelo subdirector regional, que, como se sabe, não funciona para nele se delegarem certas competências da DRaC, mas para tratar da outra metade dos Açores que é S. Miguel. Quer isto dizer que um projecto cultural de alcance regional foi apresentado ao público fora da sua sede própria e para mais apresentado por um funcionário que não tem dimensão regional.Com isto não sei quem ficou a perder – se a cidade de Angra, que uma vez mais é despejada da sua já saudosa condição de «Capital Açoriana da Cultura», se o próprio Festival que não teria a dignidade suficiente para ser apresentado pelo mais alto representante da hierarquia cultural açoriana.O segundo reparo tem a ver com a concepção do próprio Festival, não em termos musicais – área que me eximo de comentar, confiando na experiência e reconhecida competência do responsável, que, para mais, se soube rodear de importantes apoios institucionais –, mas em termos de distribuição espacial.Creio ter alguma experiência de Festivais de Música, não só pelos que organizei, como pelos que frequentes. Nos Açores organizei 15, em Macau acompanhei e organizei 5, e em todos eles, como, na realidade, em todos os festivais dignos desse nome, para que a característica essencial do evento se verifique, é necessário que haja uma certa concentração de espectáculos no mesmo local, ou ao alcance do mesmo público.Em Macau, durante 10 dias davam-se cerca de 20 espectáculos, todos concentrados numa área inferior à Base Aérea das Lajes. No Açores, se há ainda quem se lembre, o Festival Internacional concentrava-se essencialmente em Ponta Delgada e Angra, onde todos os concertos era rigorosamente repetidos – variava de ano para ano, em função dos orçamentos, mas num mínimo de 5 e num máximo de 8 concertos em cada ilha, em dias consecutivos. Depois 3 concertos na Horta e, pelo menos dois concertos no Pico, em S. Jorge e na Graciosa. É evidente que aos melómanos de S. Miguel lhes é indiferente o que se passa na Terceira, como aos desta ilha lhes é indiferente o que se passa no Faial, porque não consta que alguém viajasse de ilha em ilha atrás dos concertos. Mas garantia-se aos melómanos de cada ilha, e tentando ser proporcionais à massa potencial de assistentes, um conjunto de actividades musicais que lhes desse a sensação, a todos e cada um, de que estavam a assistir a um Festival.Ora não é isso o que acontece com este Festival. Aparentemente, e numa leitura diagonal, temos uma série de 10 concertos, o que dito assim poderá parecer um Festival, mas depois, quando se olha com atenção para o programa, o que vemos é um conjunto de concertos isolados – um em cada ilha, sendo certo que o mais conhecido agrupamento que nos visita, o «Remix Ensemble», agrupamento musical da Casa da Música, só irá a Ponta Delgada, naquele que será o segundo concerto naquela cidade. Quer isto dizer que Angra e os seus potenciais melómanos – os melómanos da tão decantada capital açoriana da cultura – não têm o direito de assistir àquele que será certamente um dos pontos altos do Festival.Ficam aqui estes reparos. Apetecia-me, todas as vezes que usei a expressão «Festival», dizer antes o «soi-disant Festival» – mas isto poderia ser mal interpretado, pois não pretendo minimamente beliscar o esforço de organização, a qualidade objectiva dos intérpretes e a bela qualidade do material gráfico que já me foi possível apreciar. Não posso deixar de recordar os tempos do célebre Festival Gulbenkian, que um dia se lembrou de estender os seus benefícios aos Açores trazendo um concerto a Ponta Delgada, outro a Angra e outro à Horta. Não era mau, era alguma coisa, era, talvez mesmo, muito bom, mas não era um Festival - era, quando muito, uma série de concertos. O que me parece ser o caso em apreço.


Diário Insular 2007-11-07
O bairrismo bacoco e idiota de Jorge Forjaz. O Sr. Será, certamente muito mais culto do que eu, até já teve responsabilidades políticas nessa area. O Sr. escreve muito melhor do que eu, fá-lo há muito mais tempo e tem formação que o obriga. O Sr. até já chegou a uma idade em que lhe são permitidos alguns atrevimentos. Agora, daí até chegar ao bairrismo bacoco e idiota a que chegou é que a gente não esperava. Talvez a gente da Terceira devesse fazer uma auto análise. Não estará esse bairrismo doentio a consumir os vossos recursos já de si escassos?

Da Horta para o resto do Mundo part 2


Da Horta para o resto do Mundo

Acabou a brincadeira. A Bola é minha. Se eu não jogar ou se não for com as minhas regras, ninguém joga.

7 de novembro de 2007

A Horta os anónimos o bom tempo e a SATA.


Fotografia do dia 20 de Setembro

Tudo à uma.
Cheguei à Horta esta manhã como o tempo posto a jeito de que não me queria por cá. Juro que quase ficava deprimido. Achando-me triste, o tempo foi-se pondo mais a modos. Está uma noite fabulosa, o ideal para uma descarga pela madrugada dentro. Conto acabar lá para as 6h30m quando o sol começar a raiar por detrás do Pico.
Quanto ao que se vai passando na caixa de comentários deste vosso blogue, disponham sempre, façam de conta que eu não me importo com os anónimos, pseudo anónimos, pedaços de asno e aprendizes a pedaços de asno.

Olhe! Pssssst! Oh faxavore! não se arranja uma coisa assim tipo um passa social da SATA?
Ah não! Então pleo menos mais uns voozitos e mais uns lugarezitos para a malta que precisa dessa porcaria para trabalhar. Ok?

Com presidente mas sem líder.

Acabei de ouvir o debate radiofónico entre Américo Viveiros e Carlos Costa Neves. Por mais que ambos tenham tentado convencer a gente de que não fazem parte do passado, pelo menos a mim não convenceram.
Uma coisa ficou clara. Ganhe quem ganhe, ainda não é desta que o PSD vai ter um verdadeiro líder.

6 de novembro de 2007

As mentiras e a lata do Pinto de Sousa.

Quando o primeiro-ministro, José Sócrates, diz, do alto da sua cátedra de papelão e folheta, à deputada do CDS/PP, Teresa Caeiro, que se estava preocupada com a vacina de prevenção do cancro do colo do útero, que a tivesse colocado no Plano Nacional de Vacinação enquanto esteve no Governo, está a fazer o quê?
Estará a mentir descaradamente, abusando da sua condição de PM no debate, pois sabe que a vacina só está disponível há cerca de 10 meses?
Ou, pelo contrário, não sabe que a vacina só está disponível há um ano e está a passar um completo e mal redigido atestado de incompetência a si próprio?
Uma das hipóteses é verdadeira. Qualquer uma delas, não pode ser a atitude de um primeiro-ministro.
Pobre Portugal no que te tornaste.

4 anos 4

A rapaziada do :ILHAS completa hoje 4 anos de blogosfera. O meu primo João Nuno queixa-se da falta de qualidade e fala mesmo em declínio. Caríssimo, apenas te digo, um pouquinho mais de trabalho e menos de lamuria e, acredita, o :ILHAS podia bem voltar a ser o que já foi. Se trabalhasses menos para os projectos publicitários do Eduardo Brum e mais para o teu blogue, a coisa seria bem diferente.
Seja como for, ainda prefiro ler-te no blog do que no pasquim digital, caixa de ressonância das agências noticiosas.
Para todos, incluindo para o ToZé que, em tempo, foi um importante contributo para o desenvolvimento do movimento blogosférico Regional, um bem-haja.
Temo que, daqui até ás próximas eleições, irão aparecer muito blogs. Se o Sr. Viveiros ganhar as eleições no PSD vão mesmo aparecer centenas deles que, desaparecerão depois das eleições regionais de 2008.
Ainda hoje de manhã fiz uma busca no blogger sobre blogs da Horta e encontrei 94. Quase todos inactivos, há mais de dois anos. Este é um fenómeno muito volátil e temporário. Estar há 4 anos no ar e com as audiências a crescer é sempre um feito de realçar.
Cá estaremos para o ano.
Parabéns :Ilhas

5 de novembro de 2007

Andam a brincar com o fogo.

Núcleo recreio-Horta
O Porto da Horta caracterizou-se, ao longo dos anos, pela sua centralidade e operacionalidade. Talvez não seja fácil e eviddente para os Faialenses entenderem o quão central é a sua Ilha e a importância que o Porto tem para que essa centralidade se afirme. Em tempos aqui aportaram baleeiras e amararam os primeiros aviões de rotas comerciais. Hoje o porto é porta de entrada e saída de importância relevante par a economia da Ilha. Continua a ser central para as embarcações que cruzam o Atlântico, para as que desenvolvem o exercício da pesca nos pesqueiros aqui próximos, para os iatistas, para os perdidos e achados, para os sinistrados.
As obras previstas para esta infraestrutura , constituirão, salvo melhor opinião técnica, um constrangimento à sua operacionalidade. Nunca é demais lembrar o que aconteceu no Porto de Vila do Porto, espero que os Faialenses sejam menos acomodados e não permitam que lhes destruam o porto que fez e faz entrar e sair o pão de cada dia.

4 de novembro de 2007

Terceiro dia do segundo congresso

No cais com o olho no mar
Chegado a Ponta Delgada depois de um dia atribulado e na preparação de uma semana não menos atribulada que começa já esta noite com a entrada de um barco para a venda de amanhã, foi tempo de estar com a família.
Por isso, só agora me estou a debruçar sobre o terceiro dia de congresso, nomeadamente sobre as suas conclusões e reflexões futuras.
Nunca é demais referir a excelente organização leda a cabo pela APEDA-Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores que, em boa hora, aceitou o desafio da Federação das Pescas dos Açores para organizar este evento. À APEDA, na +pessoa do Jorge Gonçalves o nosso sincero muito obrigado.
Da apresentação das conclusões realce para a evolução que tem tido o papel das mulheres no sector. Para a melhoria da qualidade dos produtos da pescas e, acima de tudo, o grande empenho dos profissionais do sector em mudar atitudes e valorizar o seu produto sem aumentar o esforço de pesca para manter os recursos sem perder rendimento.
Uma nota final para o discurso de Marcelo Pamplona. Pouco politico e portanto menos politiqueiro. Talvez a plateia tenha ajudado à contenção.

3 de novembro de 2007

Periféricos até no clima.


Estar em qualquer sitio, assim, sem nada que fazer é terrível. O chamado triângulo, Pico/Faial/São Jorge é, talvez, um dos lugares mais bonitos e mais agradáveis para se viver nestas Ilhas que foram do Infante D.Henrique. Contudo, estar na Horta com mau tempo há já 4 dias e ter pela frente perspectivas pouco animadoras depois de ter estado fechado numa sala de conferências, não é muito agradável.
Pela frente tenho as actas do colóquio realizado no Faial e São Jorge de 12 a 15 de Maio de 1997, versando “O Faial e a periferia Açoriana nos Séculos XV a XX”.
Importa estudar, conhecer e diagnosticar as doenças e as soluções para o Faial e a periferia Açoriana no século XXI .

2 de novembro de 2007

Segundo dia de segundo congresso.

Barcos de Pesca Ponta Delgada
Neste segundo dia de II Congresso das Pescas dos Açores, a decorrer na Cidade da Horta, falou-se de Recursos, manuseamento, qualidade, certificação e do papel das mulheres na pesca. Confesso que de todos os assuntos o que mais me interessava era o da gestão dos recursos e o da qualidade. Se no segundo foi fácil intervir e dizer o que penso, já no primeiro, foram tantos os disparates, os ataques à falsa fé feitos à minha pessoa e tanta tontaria que entendi não falar. O despreza é sempre uma boa arma.

Copy & paste

A estrela rodoviária


A propósito desta nova ideia do MAI de colocar um dístico em cada condutor relativamente ao número de sinistros obtido, senti imediatamente uma repulsa sem perceber de onde me vinha a náusea.

A catalogação, a humilhação, o ostracismo, a forma básica como se destrói em vez de construir e agregar, é exactamente o mesmo princípio que Hitler utilizou para com os Judeus.

Depois da Estrela de David ao peito, foi o que se viu!!


Um escelente post do Manuel Castelo-Branco no 31 da Armada.(corrigido)

II Congresso Regional das Pescas dos Açores

Foi ontem 1 de Novembro. Decorreu num novo e excelente espaço na cidade da Horta o Barão Palace, um investimento arrojado e atrevido para a dimensão do Faial, a primeira sessão do II Congresso Regional das Pescas dos Açores. Falou-se de segurança, nomeadamente de busca e salvamento e, confesso, fiquei muito mais descansado ao ouvir os intervenientes. Falou-se de formação profissional pela boca do Eng. Luís Rodrigues e aí fiquei mais irrequieto. Não pelas palavras do Luís que acertou em cheio, mas por ter confirmado o que há muito desconfiava. Está quase tudo mal no que concerne à formação profissional dirigida para o sector. Curricula desadequados, falta de público-alvo, sectores com falhas que não têm resposta. “serve mais para encher os formadores” do que para servir as empresas, “também serve para encher os formandos” e formar candidatos a marítimos de recreio.
Falou-se também de transportes e escoamento de pescado. Os mesmos problemas de há 20 anos, as mesmas “ovelhas ranhosas”, as mesmas vítimas de sempre e os maus “maus da fita” (SATA, TAP e Direcção regional de Transportes) não quiseram estar presentes apesar de convidados.
Um reparo de boa nota. Muitos profissionais da fileira das pescas, pescadores, armadores, comerciantes. Poucos políticos.
Uma organização que está de parabéns.

31 de outubro de 2007

Chovem utopias na Praia do Almoxarife.

Há qualquer coisa entre mim e a Cidade da Horta que eu ainda não consegui perceber. Invariavelmente, chego aqui e chove, cai nevoeiro, venta, os aviões não passam, enfim o Verão de São Martinho por aqui é demasiado outonal. Passou Avião para as Flores, mas mão passou avião para Lisboa, divergiu para Ponta Delgada. Espero. Desespero. Pacientemente volto a esperar. Dizem-me que daqui a pouco. Entretanto vou ao Volga cumprimentar um amigo e entregar-lhe o abraço que o irmão lhe mandou desde Ponta Delgada. Encontro outro amigo. Atrás de nós três tios em idade de terem juízo resolvem os problemas da Região. Nós discutimos o Estatuto, a Autonomia, a eutanásia, tudo no ápice de um café em chávena escaldada, na esperança de por em dia as conversas que se espaçam em três meses. Partimos, eu em direcção ao Porto Pim em busca de uma mulher do Tabucchi, ele para o parlamento em busca de mais uma utopia. Que seria de nós sem as utopias. Não há pragmático que não seja utópico.

30 de outubro de 2007

Coisas à Pedro António.

A entrevista de Pedro Gomes na passada semana ao Açoriano Oriental parece coisa de “putos”. Quando eu andava na escola, havia três tipos de crianças os que andavam à bulha, o que não queriam saber da bulha para nada e os que, não sabendo nada da bulha, usavam a técnica do toca e foge. É verdade, foi uma espécie de toca e foge dos fracos, aquilo que Pedro Gomes fez naquela entrevista.

29 de outubro de 2007

Prós e contras

Segunda conclusão da noite.
Ter muito dinheiro e comprar muita arte aumenta o risco de aterosclerose.

Prós e contras

Conclusões que tirei até agora do prós e contras de hoje.
Ter dinheiro e comprar arte não faz de nós pessoas cultas.

New blogs on the block

Uns chegam-me por e-mail em jeito de pedido de publicidade grátis, eu finjo que não percebo e pronto. Outros vou descobrindo quando tenho tempo para me lançar mar a dentro. Aproveito para lembrar que a blog roll da esquerda está completamente desactualizada. Contudo, até que se descubra uma maneira fácil de actualizar aquela coisada ela vai ficar assim mesmo. Como está.
Voltando ao tema deste post, novos blogues na minha lista de favoritos. É um blogue de humor politizado que usa montagesn fotográficas fantásticas.
WEHAVEKAOSINTHEGARDEN
É um blogue de humor politizado, feio pelo João Pestana e que usa montagens fotográficas fantásticas como esta da Ministra da Educação, um dos seus ódios de estimação.

SETE VIDAS COMO OS GATOS É o blogue do Rui Vasco Neto, mordaz, prespicaz, tem um post excelente sobre o José Torres que eu não me lembro bem como futebolista mas conheci como columbófilo e visitei o seu pombal de correios no Arreeiro. Melhoras, se é possivel, para o José Torres.
Um bem hajam para o João Pestana e para o Rui Vasco Neto.

E não se demite o "carcamano"

Segundo o Público de hoje, as companhias low Cost já representam cerca de 30% do mercado do transporte aérea de passageiros.
Claro que, os Açores, que estão sempre na vanguarda de tudo já vão 30% atrasados.
Responsabilidade de quem?
Da ovelha ranhosa do costume.

Sol e Toiros

No rescaldo do I Congresso Internacional do Atum dos Açores, os políticos locais elegeram como conclusão primeira a necessidade de combater a pesca IUU (ilegal, unregulated and unreported). Não é que este não seja um assunto importante, nós próprios temos alertado as autoridades regionais e nacionais para o facto de, cada vez mais, nos imporem regulamentação, regras e práticas que são totalmente subvertidas por frotas que são nossas concorrentes. No caso dos Atuns, a pesca IUU representa um negócio de 10 biliões de euros e cerca de 30% das capturas totais.
No entanto, e do ponto de vista regional, foi a intervenção da administradora da PESCATUM, uma indústria de relevante importância para a Região e para a Ilha Terceira em particular, quem foi capaz de por o dedo nas feridas mais dolorosas. Essas, talvez propositadamente, foram totalmente ignoradas pelos Órgãos de Comunicação Social e pelas conclusões a cargo dos políticos. Guadalupe Murillo é uma jovem advogada galega quem tem já um curriculum invejável na gestão de empresas do sector conserveiro e não só. Apontou como principais dificuldades encontradas na Ilha Terceira quatro pontos demolidores para qualquer indústria, a saber:
-Falta de mão-de-obra qualificada;
-Falta de parceiros técnicos qualificados;
-Inexistência de outsourcing na área das infraestruturas de congelação;
-Absentismo laboral na ordem dos 20%.
Apesar da quantidade de feriados locais, regionais e nacionais mais os dias santos e as tolerâncias de ponto, a PESCATUM regista um absentismo que ronda um quinto dos dias úteis do ano. É dos livros que uma empresa dificilmente resiste a taxas de absentismo acima dos 6 a 8%.
Digam-me. Como é que se pode ser patrão numa freguesia destas?

28 de outubro de 2007

Uma achega à SATA


A escandinava SAS retirou das suas linhas os aviões Dash8 (Q400) depois de terem ocorrido 3 aterragens forçadas.
O Dash8 da canadiana Bombardier, é uma das aeronaves que a SATA-Airaçores tem em mira para substituir os velhinhos ATP da British Aerospace.
A SAS-Scandinavian airlines foi a primeira companhia aérea a usar estas aeronaves. Contudo, de acordo com as declarações de John Dueholm, CEO da SAS., os recentes acontecimentos obrigaram a companhia a retirar das linhas os aviões canadianos para proteger a SAS de danos graves na sua prestigiada marca.

Maradona sempre.

O Maradona, esse génio da blogosfera, pintou a casa de novo. Deu-lhe um toque afeminado é verdade, com umas florezinhas. Eu como não sou um “queque de esquerda” como o Daniel Oliveira, o melhor que me chamaram foi “beto rural”, direi que o Maradona escreve bem “comó caralho”, superlativo de muito cada vez mais utilizado. O pormenor das florzinhas serem hortênsias, aqui nas Ilhas chamadas de novelãs ou novelões, o que depende sempre das opiniãs ou das opiniões, dá-lhe um ar atlântico e eu gosto disso.

Uma imagem vale mais do que...

... mil palavras. Tirada do Zirigunfo Variável.

27 de outubro de 2007

Forum Açoriano

Não direi que renasceu das cinzas qual Fenix porque, na verdade, nunca chegou a morrer ou ficar sequer moribundo. Mas, direi que ganhou novo folego este Forum Açoriano.
Foi muito interessante e enriquecedor. O Medeiros “as usual” foi uma delicia. Pouca gente para um tema tão importante como é o exercício da cidadania e a participação nos novos movimentos sociais. Interessante foi constatar que de entre as classes profissionais presentes, os empresários eram o mais bem representado e ao mesmo tempo o grupo mais heterogêneo, desde o sector financeiro passando pela construção civil, comércio e serviços acabando no sector primário com dignos representantes da agricultura e pescas. Numa coisa houve unanimidade. Neste país deixou de se pensar estrategicamente. Também se falou de blogues.

26 de outubro de 2007

Ao que chegou a nossa democracia.

Em primeiro lugar, Cesar e a sua comitiva deviam era ter vergonha de fazer Jantares/comício do Partido Socialista durante as estadias nas mais diversas Ilhas no decorrer das visitas Estatutárias do Governo às mesmas. Este é o primeiro ponto de ordem que importa fazer. Mesmo que não seja ilegal e não é, é imoral e pouco ético. Isso digo eu e dizia César antes de ser Governo. Mas, como todos sabemos, o poder corrompe.
Outra coisa que, não se percebe muito bem, e que só se explica por total “desnorte”, é o facto do Presidente do Governo Regional e do PS –Açores ter feito “piadolas” de ocasião sobre a televisão dos Açores nesse mesmo Jantar/comício que, por puro acaso, ou não, até foi coberto pela rádio (eu ouvi o destaque) que é mandada pelo mesmo “caso bicudo”.
Pior de tudo é a atitude da televisão que, arvorada da condição de prostituta, se prontifica a remendar o acto. Na verdade, depois deste episódio a televisão deu cobertura a uma iniciativa da concelhia do PS de Ponta Delgada quando não é seu hábito faze-lo. Não me digam que não foi para mostrar trabalho a Cesar. É que eu já vou tendo alguns cabelinhos brancos e não embarco nessas ingenuidades.

Imcompetentes ou mentirosos?

Em Fevereiro deste ano, quando o Governo anunciou os navios novos para Maio de 2008, limitei-me a dizer que era irealista, conforme se pode comprovar pelo link abaixo.
Quanto à data de Maio de 2008 para apresentação dos dois novos navios a construir em Viana do Castelo, essa sim, é totalmente irealista já que os navios ainda nem estão em obra e esse prazo implicaria uma execução em 15 meses.
Hoje, depois da Administração da Atlanticoline admitir os atrasos, só se pode concluir uma de duas coisas. Ou são mesmo incompetentes, porque deveriam sabe-lo quando anunciaram o contrário, ou foram mesmo mentirosos, porque sabendo, anunciaram o que sabiam não ia acontecer. Qualquer uma dessas condições, a de mentirosos e ou a de incompetentes, não serve para a administração de empresas, muito menos das que gerem os nossos impostos.

Momento de descompressão


Ao contrário do que se diz por aí, o problema não reside em despachar 3 na mesma noite, isso é fácil. O difícil é despachar a mesma 3 vezes na mesma noite.

25 de outubro de 2007

O saque continua...

... e sem vergonha de espécie alguma.
A fotografia abaixo é da minha autoria e foi publicada aqui em 1 de Janeiro de 2005. Hoje está numa das páginas interiores do Diário dos Açores. É a segunda vez que esta fotografia é utilizada pelo DA e desta fez cortaram um pouco na margem direita para parecer diferente, mas é calaramente a mesma fotografia, até por razões que não devia aqui aduzir já que esta fotografia foi captada à revelia das autoridades aeroportuárias de Santa Maria.

24 de outubro de 2007

Corpo redactorial do sistema.

Desafiaram-me para construir uma redacção para um Jornal Diário. Ainda a conversa não ia a meio e eu já estava declinando e deitando por terra qualquer ilusão que o meu interlocutor tivesse. Até acho que ele não tinha muitas ilusões, só dinheiro e mesmo assim trata-se de dinheiro que para ele e para qualquer outra pessoa é muito, mas que para fazer um Jornal só dava para três meses e deixar umas dividas por pagar ao Ernesto da Nova Gráfica como fez o Jornal do Dr. Rodrigues e do Dr.Sousa.
Mesmo assim, cheguei a casa e, perdido nos meus pensamentos, comecei a construir uma redacção de entre os Jornalistas da Região.
Director
André Bradford
Chefe de Redacção
Carmo Rodeia
Editor de Política Internacional
Rui Lucas
Editor de Política Nacional
Miguel Azevedo
Editor de Politica Regional
Nuno Mendes
Editor de Desporto
Marco Silva
Restante Redacção
Pouco importa, mas poderia ser um rol de nomes que têm em comum o mesmo que têm os nomes acima descritos.
Luísa Silva
Cristina Pires
Sara Almeida Santos
Carlos Tomé
Afonso Pimentel

Enfim, mesmo que esse meu amigo tivesse mesmo vontade de fazer um Jornal a sério, tinha que esvaziar o Governo e a oposição.

A pedido de várias famillias...

... o espaço de comentário foi modificado, os mesmos passam a ser apresentados por ordem cronológica descendente.

Falar de pobreza no blasfémias...

... é bem melhor do que no Prós e Contras

Prós e Prós (II)
Sei que ontem (segunda-feira)o Prós & Contras debateu, mais uma vez, a pobreza. Talvez alguém me possa elucidar sobre o que se passou. Por exemplo:

1. Debateram-se os bloqueios administrativos ao investimento?
2. Alguém falou de criação de riqueza?
3. Alguém se lembrou de questionar a legislação anti-emprego?
4. Alguém falou na carga fiscal?
5. Questionaram-se os excessos de regulamentação que dificultam a criação e a vida das micro e das pequenas empresas?
6. Alguém falou da ineficiência e do desperdício de recursos na máquina do estado?
7. Alguém falou nas empresas que não vêm para Portugal ou que se vão embora e deixam de criar empregos por causa das leis do trabalho, do fisco, da burocracia, das autorizações ou dos licenciamentos?

A única maneira de acabar com a pobreza é criando riqueza. É certamente um caminho muito mais dificil do que o da esmola, mas é o único.

23 de outubro de 2007

O último de Paul Auster.

Não sou muito dessas coisas de postar sobre a mesa-de-cabeceira, a estante da biblioteca ou o cantinho do alfarrabista. Só quando um livro me entusiasma realmente é que faço um post sobre o mesmo. “Viagens no Scriptorium” o último de Paul Auster, não é mais um romance de Paul Auster, é o romance. Tal como Mr. Blank apanhava as metáforas entre um esfregar de olhos e um passar de mão pelos cabelos, este Paul Auster lê-se num ápice, duas esperas de aeroporto bastaram. Está tudo inventado Mr. Blank, basta por as palavras inventadas na ordem certa. É tudo uma questão de forma Mr. Blank.

22 de outubro de 2007

Mas o quê?

O Ministério Público “é uma estrutura hierarquizada – é assim que está na lei. Mas não é assim na prática: o MP é um poder feudal neste momento. Há o conde, o visconde, a marquesa e o duque”. E um Rei meio tolo, dirá o Povo.
Este tal de Pinto Monteiro ainda é Procurador? Um fraco Rei faz fraca a forte gente.

Hino para o tratado constitucional renovador.

Mas que também pode ser para os comentadores anónimos.

tratado constitucional renovador...

.... a grande vitória que foi para Portugal. Tudo desmontado, como deve ser, aqui. Os bold são meus.

- a "dupla maioria" (55% de Estados representando 65% da população) no sistema de decisões do Conselho de Ministros da UE, que acaba com o velho método de votos ponderados atribuídos a cada país consoante a sua dimensão, "e que garantia a sobre-representação dos mais pequenos em nome do equilíbrio entre os princípios da igualdade entre os Estados e da representação democrática" (Portugal, que no sistema de votos ponderados pesava 3,47%, passa a "valer" apenas 2,14%, enquanto a Alemanha, que tinha 8,4%, passará a pesar o dobro, com 16,75% do total dos Vinte e Sete);

21 de outubro de 2007

Boas notícias para a Polónia e para a União.

A direita mais liberal polaca de Donald Tusk venceu a direita radical de Jaroslaw Kaczynski. As tentativas de afirmação de autoridade no plano Internacional, mais propriamente no plano europeu, que toda a gente sabia que eram para consumo interno, não foram suficientes para salvar o Primeiro-ministro de uma derrota eleitoral.
Significativo é o facto da direita ser derrotada pela direita num país onde a população sabe bem o que significa ser (des) governado pela esquerda,

20 de outubro de 2007

O Lixo da Drª Berta

Rui Melo, o autarca de Vila Franca do Campo e administrador da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel, está cheio de razões. Eu também já estou farto de politiqueiros tipo Cesar e Berta e outros estrategas de carreiras pessoais.
Na verdade, há muita gente com culpas no processo Azores Park, até o Governo regional dos Açores, a AMISM é, na verdade, quem menos se pode culpar pelo estado em que se encontra o “aterro sanitário”. Este processo tem , então vários culpados, a saber por ordem de responsabilidades:

1- O actual executivo camarário liderado pela Drª Berta Cabral por ter promovido um empreendimento imobiliário absolutamente desnecessário, escolhendo mal os parceiros e os dirigentes e o local a instalar;

2- Os empresários que adquiriram espaços num empreendimento mal projectado, mal pensado e mal localizado só para serem parceiros da Câmara e cairem nas boas graças daquela que, pensam eles, pode vir a ser a futura Presidente do Governo regional dos Açores;

3- A generalidade dos Micaelenses que não são capazes de se educarem no consumo e produção de lixos urbanos;

4- O Governo Regional e a Secretaria do Ambiente por ter inviabilizado, por simples birrinha politiqueira, a pretensão da AMISM de instalar uma inceneradora, equipamento que, mais tarde ou mais cedo terá que ser instalado nesta Ilha pois que o nível de produção de resíduos sólidos urbanos tende a aumentar com o crescimento da população fixa e flutuante inerente ao incremento da actividade turística.

No meio disto tudo quem tem menos culpa, ou culpa nenhuma, é a AMISM a quem é pedido que faça o impossível no caso dos resíduos sólidos urbanos e que é um bom exemplo de funcionamento e eficiência mesmo sabendo que aquilo que devia ser um aterro sanitário, acaba sendo mais uma lixeira a céu aberto.

19 de outubro de 2007

Pobreza de espirito.

Uma Região devia envergonhar-se de ter uma coisa como o rendimento social de inserção/rendimento mínimo garantido. Não pela justiça da medida que, como se sabe, defendo na sua essência, mas pelo facto dela ter que existir. Pior do que ter que aplicar uma medida destas é saber que a mesma é cada vez mais necessária (somos 30% de carenciados). Pior ainda é saber que a Região comemorou a sua criação. Vergonhoso é saber que a mesma Região que tem 30% de pobres gastou 220mil euros para comemorar o subsidio dos pobres. A pobreza de espirito atingiu mais um membro do Governo de Cesar.
São estas fraquezas que fazem dos políticos, maus políticos e se Domingos Cunha ainda era daqueles que ia passando incólume ao desgaste de 10 anos de governação de Cesar, já perdeu este estatuto de beneficio da dúvida. Agora ficamos todos sem dúvidas algumas, é um Secretário Folclórico como os outros.
Sobram duas excepções neste Governo, é pouco, muito pouco.

18 de outubro de 2007

Teorias da reciprocidade

Uma diligente gestora de conta dum banco do Sr. Comendador Roque acabou de me ligar por causa duma aplicação financeira. Ou seja, na prática, o Sr. Roque que sempre se habituou a vender-me dinheiro, contra o pagamento de juros altíssimos e garantias reais, está a propor-me a compra das minhas disponibilidades momentâneas por um preço tipo o da “uva mijona” e metade de outra.
Acham que eu posso pedir-lhe a hipoteca da casa e o aval da mulher?

17 de outubro de 2007

E acima de tudo

"Fanatismo fiscal"

Paulo Portas que não foi, como é sabido, o meu candidato à liderança do CDS-PP, esteve muito bem na tomada de posição sobre o Orçamento de Estado. A expressão “fanatismo fiscal” é genial.
Na verdade, nada, absolutamente nada, foi feito no combate à fraude e à evasão fiscais. O que foi feito foi aumentar a carga fiscal e melhorar a cobrança de impostos que já estavam declarados mas que os contribuintes, por dificuldades económicas, estavam atrasados no seu pagamento. Esses impostos já estavam orçamentados, só não estavam recebidos. Daí que, tenha sido necessário entrar pelos bolsos dos contribuintes para salvar Portugal do papão do défice. Ainda hoje ouvi Sampaio, Jorge Sampaio esse golpista, falar do tratado da união, ainda não o ouvi falar do défice e dizer a Sócrates o que disse aos Governos do PSD-CDS, que “há vida para além do défice”. E há, muita, e uma das formas de combater o défice é precisamente reduzindo os impostos para aquecer a economia, gerando mais negócios, mais investimento e assim aumentar a receita fiscal.

Brincando com o tempo e com o tempo.


Sem tempo que o tempo que vem é mau tempo. O tempo do relógio vem rápido e passa de pressa. O tempo meteorológico quando vem rápido passa vagarosamente e vai deixando a sua marca indelével. Vem de Leste, já se está levantando, talvez dê chuva. Diz o sábio Povo que de Leste não vem quem preste, pois que o tempo de Leste não foge à regra do adágio.

16 de outubro de 2007

Dia Mundial da Alimentação...

...ou o diário de um camionista, agricultor e mais umas coisinhas para além de Pai de fam.....(não mintas que quase não paras em casa). Enfim, uma bela maneira de passar este dia, um papo-seco com queijo às 6 da matina e outro agora mesmo antes de ir tentar apanhar um avião. Bosta (com M) de vida.

E o amarelo se fez verde.


As primeiras chuvas de Outono, em menos de quinze dias, devolveram o verde aos prados de Santa Maria.

14 de outubro de 2007

Ao menos que se aproveite.

Já que não se pode dormir, na SIC, peloa 10ª vez, um dos melhores 007 de sempre. Doctor NO. Um filme de 1962 com o melhor agente secreto de todos os tempos , Sean Connery. O elenco conta ainda com a escultural Ursula Andress em idade papável e no papel de primeira Bond Girl.

Não havia necessidade


E não faz qualquer sentido. Já passa da 1h50 minutos de Domingo e continua uma algazarra do caraças na esplanada do Jardim António Borges, principalmente música a decibeis pouco recomendáveis para uma zona residencial e para um parque botânico. Não sei quem é o responsável (consignatário) mas sei que foi a Câmara Municipal quem preparou o caderno de encargos e consignou a sua exploração.
Será que estão a tentar dar cabo do último reduto da qualidade de vida da cidade? Deve ser isso.
O Bairro da Vitória é uma zona residencial onde reside ainda muita gente idosa mas que se está a rejuvenescer rapidamente por ser um dos bairros mais pacatos e sossegados da Cidade. A proximidade com o Jardim António Borges é uma mais valia para os seus residentes. As casas aqui são caras por isso. Também por isso, não faz qualquer sentido nem sequer há o direito de transformar esta zona em mais um Campo de São Francisco em versão noites de Inverno.
A Srª Presidente da Câmara faça favor de por mão na coisa já que, parece, quem tomou mão até agora não soube salvaguardar os direitos, liberdades e garantias dos municipes. É que, a liberdade de quem quer ouvir música aos altos berros acaba quando começa a de quem quer dormir descansado. Cumpra-se a lei do ruido, ao menos..

13 de outubro de 2007

12 de outubro de 2007

As fronteiras da ética e da legalidade.

A escolha do António Gomes de Menezes para a Administração da SATA não surpreende nem suscita qualquer reparo. Conheço o António desde que era Antoninho, reconheço-lhe a capacidade técnica e humana para liderar uma equipa com as responsabilidades da administração da SATA.
Já a nomeação da Ex Directora Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos como vogal me suscita muitas dúvidas de ordem vária, desde logo, ética e profissional. Eu sei que não é ilegal que um Director Regional que tutelou directamente uma empresa pública seja nomeado administrador dessa mesma empresa. Contudo, se a empresa for privada já é ilegal. Ora, estamos perante um caso de dúbia interpretação da lei. Uma Sociedade Anónima de capitais públicos não é uma empresa pública no sentido e no espírito que eram as EPs quando o diploma das incompatibilidades foi criado. Uma SA de capitais públicos é uma sociedade de direito privada, logo deve ser considerada empresa privada. Mesmo que essa interpretação jurídica suscite dúvidas, há sempre o campo da ética. Não é, de todo, ético que um político que tutelou directamente uma empresa seja nomeado para administrador dessa mesma empresa, neste caso, cheira ainda a “amiguismo” e a “rebuçado” por altos serviços prestados.
Depois ainda há a questão da competência. A ex-directora Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos está, indelevelmente ligada aos enormes fracassos e “trapalhadas” do Transporte Marítimo de passageiros inter ilhas, ao desastre que tem sido a política de transportes marítimos de mercadorias nos últimos 10 anos e ainda aos piores momentos da SATA, como é o caso do tratamento que recebem os nossos emigrantes e os passageiros que viajam de e para o continente Português isso para já não falar do fracasso que foram alguns destinos europeus cujos números têm sido sistematicamente ocultados.
Quanto ao resto da administração, folgo em saber que se mantém o Dr. Luís Silveira, tem resistido a todas as mudanças, só pode ser por uma razão, competência.

Para mim acabou.


Al Gore, premio Nobel da Paz.
Depois duma destas, é que a academia sueca acaba mesmo de "entrar pelo cano".

11 de outubro de 2007

A merda para o ventilador.

Era bom, muito bom mesmo que, a iluminarias que entenderam à primeira leitura e ao primeiro "arroto" do Presidente da República, tecer loas aos seus elogios dissessem, agora, qualquer coisinha sobre a leitura presidencial das autonomias regionais.
Cavaco nunca me enganou, no cento do seu pensamento para com as autonomias regionais, está o centralismo. Sempre foi inimigo das autonomias e se não fosse Presidente da República nem sequer poria os pés nos Açores ou na Madeira onde o Dr. Jardim o tem tratado na medida em que ele merece.
Os "politiquinhos" e os "politiqueiros amiguinhos" de Cesar embarcaram no elogio fácil. Felizmente ainda há socialistas como o Dionísio que resloveu atirar a merda ao ventilador.
Uma mão cheia de derrotas
Acho que não se pode resumir de outra forma o resultado final da operação "jardim+cavaco" que César iniciou na Madeira com a badalada "União de Facto" e terminou nos Açores com o "veto" presidencial de "mais e melhores políticas e não de mais e maiores poderes".

Premio politicamente correcto

A academia Sueca, de há una anos a esta parte, tem sido liderada por gente politicamente correcta que não é capaz de fazer ondas. Como tal, os seus prémios nas áreas mais abstractas, como a Paz e a literatura, têm sido autênticos horrores do politicamente correcto. Eis mais um exemplo, a britânica Doris Lessing. Confesso que li dela quase nada, para além das primeiras dez páginas a coisa torna-se impossível. Pronto vá lá, talvez na ficção científica haja qualquer coisinha que se possa ler. Mas, eu não gosto de ficção científica.

10 de outubro de 2007

Vale a pena recordar.

Em 1997, ainda o meu partido estava de "língua na boca" com o Ps de Carlos Cesar e, à revelia das estruturas dirigentes, mandei fazer alguns autocolantes que ainda circulam por aí, envergonhadamente mas circulam.
Só por causa dos últimos acontecimentos, novo "papelinho" já está na gráfica. É que nunca é demais lembrar.



PS: E também não votei no Cavaco.

9 de outubro de 2007

Isto não é lápis azul, é pior ainda.


Foto António Pedro Ferreira Expresso
Em causa estarão as declarações do mais carismático Pivot do Telejornal ao Jornal Público na passada semana.
Embora não esteja totalmente de acordo com a atitude de José Rodrigues dos Santos, parece-me que a nossa deslastrada democracia caminha num sentido muito perigoso. Uma coisa é certa, o Estado, os políticos e todo o aparelho que se movimenta à volta dos média, incluindo a programação social e cor-de-rosa, têm grande apetite “controleiro” pela televisão estatal. Só isso justifica que os Senhores Deputados da Região se tenham lembrado de plasmar na proposta de revisão do Estatuto Politico e Administrativo da Região Autónoma dos Açores, lei de valor reforçado, espécie de constituição dos Açores, um articulado que prevê, coisa tão reles como a audição anual dos directores dos centros regionais dos Açores da RTP e RDP.
De uma coisa não haja dúvidas, este país está a ficar perigoso.

Entramos na pré-campanha?

(...)Sem papas na língua, Francisco Coelho denunciou diversas situações que prejudicam os açorianos face à "criadagem burocrática" continental.. "Seja num hospital do continente, a respeito do cartão de utente de saúde de um açoriano, seja numa farmácia de Lisboa, ou mesmo à borda de um qualquer balcão da TAP". E alertou para a aplicação das verbas do IV Quadro de Programação Financeira da União Europeia destinadas aos Açores: "Esperemos que seja apenas ruído de alguma comunicação social a notícia recente de que os fiscais da Fazenda já salivam gulosamente na anteperspectiva do bolo financeiro de alguns programas."
Silva Pereira escutou outros recados, nomeadamente no âmbito da lei das finanças regionais: "Conviria que fosse pontual e integralmente aplicada pelos seus executores, incluindo as franjas burocráticas", disse o líder parlamentar do PS açoriano. Carlos César, ao contrário do ministro da Presidência, aplaudiu o discurso. (...)

Be the first be the best.


There’s only one way to be the first. Work. A lot of work.

8 de outubro de 2007

Eu concordo.

Algum dia eu havia de concordar como Professor Anibal Páu-de-Canela Silva que se deslocou às Ilhas para testemunhar a "nova realidade" do arquipélago e o "esforço feito por todos os açorianos" (bold é meu) na melhoria das condições de vida." E isso apesar de termos um Governo que só estorva.

E o Cravinho?

...
A acusação a Luís Vilar e Domingos Névoa foi conhecida poucos dias depois de o Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra ter pronunciado o presidente da Académica, José Eduardo Simões, por oito crimes de corrupção. Ou seja, Simões vai ser julgado por oito situações de alegado recebimento ilícito de dinheiro ou outros bens quando era director do Urbanismo da Câmara de Coimbra. Os crimes, segundo a defesa e Almeida Santos, presidente do PS e sócio da Académica que saiu em defesa de Simões, terão sido praticados a favor do clube. A magistrada que pronunciou Simões considerou que a investigação “demonstra de forma exuberante o objectivo das vantagens patrimoniais atribuídas por empresários da construção civil quando o arguido passou a desempenhar funções na Câmara de Coimbra e exercia o cargo de vice-presidente da Académica.
E o cravinho?
Sim o cravinho?
Foi exilado pá...tás a ver?Mandaram o gajo para um "tacho" dourado.
Porra! E o gajo aceitou?
Ah! Tu és mesmo ingênuo. Nunca ouviste aquela conversa do puta já temos só nos falta o dinherio. Pois então? Eles tinham a puta, a gaja estava a fazer-se dificil e os gajos arranjaran o "tachinho" , e prontes.

Igualdade perante a lei

7 de outubro de 2007

Paraiso, mas só por pouco tempo.

2007.09.01 204
Uma importante peça jornalistica e propagandística do revista Visão, deu a conhecer aos Portugueses, este fim-de-semana, mais um pouco daquilo que é o Arquipélago dos Açores. A enfase foi posta na qualidade dos ecossistemas e na biodiversidade, bem como nas energias alternativas e na forma responsável como a Região tem investido nesse sector. Não tenho dúvidas, aí estamos muito à frente do resto do País. Quando à biodiversidade e ao equilibro dos ecossistemas, tenho muita pena de o dizer mas caminhamos no mau sentido. Muito embora os cientistas o não digam de peito aberto, afinal é o Governo que paga a maior parte das teses e das sabáticas, a verdade é que os projectos de betão megalómanos como é exemplo a estrada para Ribeira Grande e Nordeste e os mais modestos mas não menos nefastos projectos do acesso á Fajã do Calhau e Lagoa do Caldeirão Grande, poem em causa o que de melhor temos para vender e oferecer e que nos custa zero a manter e consome enormes recursos a destruir.
Daqui a dez anos não haverão reportagens como a que agora nos trouxe a revista Visão.
Dá impressão que quem nos governa, há mais de 50 anos, não gosta destas Ilhas tal como elas são, mas como as imaginam, pequenas metrópoles descaracterizadas e sem carisma.

5 de outubro de 2007

Calamidade pública?


Fotografia tirada do Blogue Mar da Formiga Do António Monteiro um dos pioneiros da Blogosfera Açoriana.

A Ilha amarela.

Gado de engorda-Santa maria-Açores
Foi notícia de abertura do noticiário da RDP-Açores. A seca na Ilha de Santa Maria.
Falar de seca nos Açores não é uma coisa normal. Basta andar por estas ilhas fora para ver que o verde abunda e a chuva cai quase todos os dias. Porém, a Ilha de Santa Maria é um caso esdrúxulo, chamam-lhe Ilha Amarela, não é por puro acaso. Na verdade, não chove a modos de alagar as pastagens desde Março, já lá vão 6 meses. As forragens de milho foram uma miséria, os rolos e fardos já se esgotaram, não há mais babosas para apanhar e a Ilha já vai ficando sem conteiras (jacintos), as pastagens estão como “pólvora” e os agricultores vivem dias difíceis. Ironia das Ironias, esta é a Ilha com melhor efectivo de gado de carne das raças Charolês e Limousine e onde é possível criar novilhos com melhor qualidade. Hoje decorre o Congresso Regional da Carne, espero perlas conclusões.

Sei lá, não me dei conta.

Manuel D'Arriaga
Não sou republicano nem Socialista e nem me vou perder a explicar como se pode ser laico e agnóstico e ao mesmo tempo nutrir simpatia pelo sistema monárquico. Na Horta, no dia 5 de Outubro e perante um cenário destes não podia ser outra a fotografia para ilustrar o primeiro post de hoje.

4 de outubro de 2007

Madrugada de vacas gordas.

Vacas do Mar, Chernes Polyprion oxigeneios
Chernes-Polyprion oxigeneios
à espera de serem vendidos na Lota do Faial.

Descargas de Chernes
À descarga, o Manuel da Silva não larga o cigarro.

Andei por aí sem me dar conta.

Hoje, a respeito da passagem de mais um aniversário do lançamento do Sputnik, o primeiro satélite da humanidade, ouvi algures numa rádio qualquer um aforismo que me ficou no ouvido. Só por isso, por me ter ficado no ouvido, deve ser uma boa máxima. Dizia, então, um cientista entrevistado que “ as coisas que melhor fazemos são as que fazemos sem nos dar conta”. Há dias que não me dou conta de nada, devo ter feito imensas coisas bem feitas. Oxalá.
Mas, como andei por aí sem me dar conta, não me dei conta que César está agora de língua na boca com Jardim. Tudo o que se disse no passado recente sobre a figura carnavalesca o Rei Momo e déspota e irresponsável Alberto João Jardim, foi tudo um sonho meu que andei por aí sem me dar conta.
Sem me dar conta andei uns 10 anos ou onze que nem me apercebi que Álvaro Dâmaso, o agora nomeado presidente da APIA, deixou de piar e nunca foi adversário politico deste partido socialista e deste governo.
Andei tão distraído, por aí, sem me dar conta que os verdadeiros socialistas deixaram o poder na mão dos “xuxalistas” de oportunidade.
E pronto. Fui eu que andei por aí, sem me dar conta. Acho que vou deixar de me preocupar com esta "choldra" pantanosa e vou andar por aí, sem me dar conta.

Sem tempo para o Bloganço e sem avião.

Pormenor arquitectónico
Na Horta, sem tempo e sem um acesso decente à net que o serviço do Sapo aqui é uma lástima, sigo tentando arranjar um lugar num “aviãosinho” a coisa não está fácil, mas sempre vai dar para pedir uma boleia pelo menos até Santa Maria.

2 de outubro de 2007

Calamidade

Savana Açoriana
A agropecuária mariense vive dias dramáticos. A seca prolongada deixou as pastagens sem qualquer tipo de alimento para o gado. Alguns agricultores já gastaram as forragens que haviam guardado para o Inverno. A Associação Agrícola local já providenciou no sentido de importar alimentos compostos á base de fibras e complexos vitamínicos para colmatar a falta de alimento. No próximo fim-de-semana vai debater-se, naquela Ilha, o futuro e o presente da fileira da carne nos Açores. Boa altura para mostrar aos agricultores das outras Ilhas e aos responsáveis técnicos e políticos, as dificuldades com que se deparam os agricultores marienses.

Gado on the blue

Com a mala às costas.

Baía de Porto Pim
Vou, outra vez, a caminho, mais propriamente a voo, para o Faial. Desta vez levo na pasta um livro que, espero eu, me ajudará a compreender melhor a sociedade onde me movimento de há uns meses a esta parte. “ O Faial e a periferia Açoriana nos Sec. XV a XX”, uma edição do Núcleo Cultural da Horta, compila as actas do colóquio promovido por aquele núcleo nas Ilhas Faial e São Jorge entre 12 e 15 de Maio de 1997. Dez anos volvidos, a visão do passado não será muito diferente. Poucas coisas terão mudado. A reflexão impõe-se numa Ilha onde falta gente, faltam elites e falta ânimo.

1 de outubro de 2007

Ontem foi mesmo um dia mau.

O Paulo Gorjão pôs termo ao seu Bloguitica. Tenho pena. Ainda por cima, começo a ficar um dos mais velhos na Blogosfera nacional.

Sombra

Shadow
A blogosfera de endemismo açorico está uma sombra do que já foi. A RTP-A está a milhas do que poderia ser, os Jornais Regionais estão à mingua, a oposição está moribunda e o Governo, esse, passeia-se calmamente pelas passadeiras vermelhas do poder, sem olhar a meios e sem olhar a princípios. Vale tudo que o resto da gente está anestesiado.

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