25 de outubro de 2007

O saque continua...

... e sem vergonha de espécie alguma.
A fotografia abaixo é da minha autoria e foi publicada aqui em 1 de Janeiro de 2005. Hoje está numa das páginas interiores do Diário dos Açores. É a segunda vez que esta fotografia é utilizada pelo DA e desta fez cortaram um pouco na margem direita para parecer diferente, mas é calaramente a mesma fotografia, até por razões que não devia aqui aduzir já que esta fotografia foi captada à revelia das autoridades aeroportuárias de Santa Maria.

24 de outubro de 2007

Corpo redactorial do sistema.

Desafiaram-me para construir uma redacção para um Jornal Diário. Ainda a conversa não ia a meio e eu já estava declinando e deitando por terra qualquer ilusão que o meu interlocutor tivesse. Até acho que ele não tinha muitas ilusões, só dinheiro e mesmo assim trata-se de dinheiro que para ele e para qualquer outra pessoa é muito, mas que para fazer um Jornal só dava para três meses e deixar umas dividas por pagar ao Ernesto da Nova Gráfica como fez o Jornal do Dr. Rodrigues e do Dr.Sousa.
Mesmo assim, cheguei a casa e, perdido nos meus pensamentos, comecei a construir uma redacção de entre os Jornalistas da Região.
Director
André Bradford
Chefe de Redacção
Carmo Rodeia
Editor de Política Internacional
Rui Lucas
Editor de Política Nacional
Miguel Azevedo
Editor de Politica Regional
Nuno Mendes
Editor de Desporto
Marco Silva
Restante Redacção
Pouco importa, mas poderia ser um rol de nomes que têm em comum o mesmo que têm os nomes acima descritos.
Luísa Silva
Cristina Pires
Sara Almeida Santos
Carlos Tomé
Afonso Pimentel

Enfim, mesmo que esse meu amigo tivesse mesmo vontade de fazer um Jornal a sério, tinha que esvaziar o Governo e a oposição.

A pedido de várias famillias...

... o espaço de comentário foi modificado, os mesmos passam a ser apresentados por ordem cronológica descendente.

Falar de pobreza no blasfémias...

... é bem melhor do que no Prós e Contras

Prós e Prós (II)
Sei que ontem (segunda-feira)o Prós & Contras debateu, mais uma vez, a pobreza. Talvez alguém me possa elucidar sobre o que se passou. Por exemplo:

1. Debateram-se os bloqueios administrativos ao investimento?
2. Alguém falou de criação de riqueza?
3. Alguém se lembrou de questionar a legislação anti-emprego?
4. Alguém falou na carga fiscal?
5. Questionaram-se os excessos de regulamentação que dificultam a criação e a vida das micro e das pequenas empresas?
6. Alguém falou da ineficiência e do desperdício de recursos na máquina do estado?
7. Alguém falou nas empresas que não vêm para Portugal ou que se vão embora e deixam de criar empregos por causa das leis do trabalho, do fisco, da burocracia, das autorizações ou dos licenciamentos?

A única maneira de acabar com a pobreza é criando riqueza. É certamente um caminho muito mais dificil do que o da esmola, mas é o único.

23 de outubro de 2007

O último de Paul Auster.

Não sou muito dessas coisas de postar sobre a mesa-de-cabeceira, a estante da biblioteca ou o cantinho do alfarrabista. Só quando um livro me entusiasma realmente é que faço um post sobre o mesmo. “Viagens no Scriptorium” o último de Paul Auster, não é mais um romance de Paul Auster, é o romance. Tal como Mr. Blank apanhava as metáforas entre um esfregar de olhos e um passar de mão pelos cabelos, este Paul Auster lê-se num ápice, duas esperas de aeroporto bastaram. Está tudo inventado Mr. Blank, basta por as palavras inventadas na ordem certa. É tudo uma questão de forma Mr. Blank.

22 de outubro de 2007

Mas o quê?

O Ministério Público “é uma estrutura hierarquizada – é assim que está na lei. Mas não é assim na prática: o MP é um poder feudal neste momento. Há o conde, o visconde, a marquesa e o duque”. E um Rei meio tolo, dirá o Povo.
Este tal de Pinto Monteiro ainda é Procurador? Um fraco Rei faz fraca a forte gente.

Hino para o tratado constitucional renovador.

Mas que também pode ser para os comentadores anónimos.

tratado constitucional renovador...

.... a grande vitória que foi para Portugal. Tudo desmontado, como deve ser, aqui. Os bold são meus.

- a "dupla maioria" (55% de Estados representando 65% da população) no sistema de decisões do Conselho de Ministros da UE, que acaba com o velho método de votos ponderados atribuídos a cada país consoante a sua dimensão, "e que garantia a sobre-representação dos mais pequenos em nome do equilíbrio entre os princípios da igualdade entre os Estados e da representação democrática" (Portugal, que no sistema de votos ponderados pesava 3,47%, passa a "valer" apenas 2,14%, enquanto a Alemanha, que tinha 8,4%, passará a pesar o dobro, com 16,75% do total dos Vinte e Sete);

21 de outubro de 2007

Boas notícias para a Polónia e para a União.

A direita mais liberal polaca de Donald Tusk venceu a direita radical de Jaroslaw Kaczynski. As tentativas de afirmação de autoridade no plano Internacional, mais propriamente no plano europeu, que toda a gente sabia que eram para consumo interno, não foram suficientes para salvar o Primeiro-ministro de uma derrota eleitoral.
Significativo é o facto da direita ser derrotada pela direita num país onde a população sabe bem o que significa ser (des) governado pela esquerda,

20 de outubro de 2007

O Lixo da Drª Berta

Rui Melo, o autarca de Vila Franca do Campo e administrador da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel, está cheio de razões. Eu também já estou farto de politiqueiros tipo Cesar e Berta e outros estrategas de carreiras pessoais.
Na verdade, há muita gente com culpas no processo Azores Park, até o Governo regional dos Açores, a AMISM é, na verdade, quem menos se pode culpar pelo estado em que se encontra o “aterro sanitário”. Este processo tem , então vários culpados, a saber por ordem de responsabilidades:

1- O actual executivo camarário liderado pela Drª Berta Cabral por ter promovido um empreendimento imobiliário absolutamente desnecessário, escolhendo mal os parceiros e os dirigentes e o local a instalar;

2- Os empresários que adquiriram espaços num empreendimento mal projectado, mal pensado e mal localizado só para serem parceiros da Câmara e cairem nas boas graças daquela que, pensam eles, pode vir a ser a futura Presidente do Governo regional dos Açores;

3- A generalidade dos Micaelenses que não são capazes de se educarem no consumo e produção de lixos urbanos;

4- O Governo Regional e a Secretaria do Ambiente por ter inviabilizado, por simples birrinha politiqueira, a pretensão da AMISM de instalar uma inceneradora, equipamento que, mais tarde ou mais cedo terá que ser instalado nesta Ilha pois que o nível de produção de resíduos sólidos urbanos tende a aumentar com o crescimento da população fixa e flutuante inerente ao incremento da actividade turística.

No meio disto tudo quem tem menos culpa, ou culpa nenhuma, é a AMISM a quem é pedido que faça o impossível no caso dos resíduos sólidos urbanos e que é um bom exemplo de funcionamento e eficiência mesmo sabendo que aquilo que devia ser um aterro sanitário, acaba sendo mais uma lixeira a céu aberto.

19 de outubro de 2007

Pobreza de espirito.

Uma Região devia envergonhar-se de ter uma coisa como o rendimento social de inserção/rendimento mínimo garantido. Não pela justiça da medida que, como se sabe, defendo na sua essência, mas pelo facto dela ter que existir. Pior do que ter que aplicar uma medida destas é saber que a mesma é cada vez mais necessária (somos 30% de carenciados). Pior ainda é saber que a Região comemorou a sua criação. Vergonhoso é saber que a mesma Região que tem 30% de pobres gastou 220mil euros para comemorar o subsidio dos pobres. A pobreza de espirito atingiu mais um membro do Governo de Cesar.
São estas fraquezas que fazem dos políticos, maus políticos e se Domingos Cunha ainda era daqueles que ia passando incólume ao desgaste de 10 anos de governação de Cesar, já perdeu este estatuto de beneficio da dúvida. Agora ficamos todos sem dúvidas algumas, é um Secretário Folclórico como os outros.
Sobram duas excepções neste Governo, é pouco, muito pouco.

18 de outubro de 2007

Teorias da reciprocidade

Uma diligente gestora de conta dum banco do Sr. Comendador Roque acabou de me ligar por causa duma aplicação financeira. Ou seja, na prática, o Sr. Roque que sempre se habituou a vender-me dinheiro, contra o pagamento de juros altíssimos e garantias reais, está a propor-me a compra das minhas disponibilidades momentâneas por um preço tipo o da “uva mijona” e metade de outra.
Acham que eu posso pedir-lhe a hipoteca da casa e o aval da mulher?

17 de outubro de 2007

E acima de tudo

"Fanatismo fiscal"

Paulo Portas que não foi, como é sabido, o meu candidato à liderança do CDS-PP, esteve muito bem na tomada de posição sobre o Orçamento de Estado. A expressão “fanatismo fiscal” é genial.
Na verdade, nada, absolutamente nada, foi feito no combate à fraude e à evasão fiscais. O que foi feito foi aumentar a carga fiscal e melhorar a cobrança de impostos que já estavam declarados mas que os contribuintes, por dificuldades económicas, estavam atrasados no seu pagamento. Esses impostos já estavam orçamentados, só não estavam recebidos. Daí que, tenha sido necessário entrar pelos bolsos dos contribuintes para salvar Portugal do papão do défice. Ainda hoje ouvi Sampaio, Jorge Sampaio esse golpista, falar do tratado da união, ainda não o ouvi falar do défice e dizer a Sócrates o que disse aos Governos do PSD-CDS, que “há vida para além do défice”. E há, muita, e uma das formas de combater o défice é precisamente reduzindo os impostos para aquecer a economia, gerando mais negócios, mais investimento e assim aumentar a receita fiscal.

Brincando com o tempo e com o tempo.


Sem tempo que o tempo que vem é mau tempo. O tempo do relógio vem rápido e passa de pressa. O tempo meteorológico quando vem rápido passa vagarosamente e vai deixando a sua marca indelével. Vem de Leste, já se está levantando, talvez dê chuva. Diz o sábio Povo que de Leste não vem quem preste, pois que o tempo de Leste não foge à regra do adágio.

16 de outubro de 2007

Dia Mundial da Alimentação...

...ou o diário de um camionista, agricultor e mais umas coisinhas para além de Pai de fam.....(não mintas que quase não paras em casa). Enfim, uma bela maneira de passar este dia, um papo-seco com queijo às 6 da matina e outro agora mesmo antes de ir tentar apanhar um avião. Bosta (com M) de vida.

E o amarelo se fez verde.


As primeiras chuvas de Outono, em menos de quinze dias, devolveram o verde aos prados de Santa Maria.

14 de outubro de 2007

Ao menos que se aproveite.

Já que não se pode dormir, na SIC, peloa 10ª vez, um dos melhores 007 de sempre. Doctor NO. Um filme de 1962 com o melhor agente secreto de todos os tempos , Sean Connery. O elenco conta ainda com a escultural Ursula Andress em idade papável e no papel de primeira Bond Girl.

Não havia necessidade


E não faz qualquer sentido. Já passa da 1h50 minutos de Domingo e continua uma algazarra do caraças na esplanada do Jardim António Borges, principalmente música a decibeis pouco recomendáveis para uma zona residencial e para um parque botânico. Não sei quem é o responsável (consignatário) mas sei que foi a Câmara Municipal quem preparou o caderno de encargos e consignou a sua exploração.
Será que estão a tentar dar cabo do último reduto da qualidade de vida da cidade? Deve ser isso.
O Bairro da Vitória é uma zona residencial onde reside ainda muita gente idosa mas que se está a rejuvenescer rapidamente por ser um dos bairros mais pacatos e sossegados da Cidade. A proximidade com o Jardim António Borges é uma mais valia para os seus residentes. As casas aqui são caras por isso. Também por isso, não faz qualquer sentido nem sequer há o direito de transformar esta zona em mais um Campo de São Francisco em versão noites de Inverno.
A Srª Presidente da Câmara faça favor de por mão na coisa já que, parece, quem tomou mão até agora não soube salvaguardar os direitos, liberdades e garantias dos municipes. É que, a liberdade de quem quer ouvir música aos altos berros acaba quando começa a de quem quer dormir descansado. Cumpra-se a lei do ruido, ao menos..

13 de outubro de 2007

12 de outubro de 2007

As fronteiras da ética e da legalidade.

A escolha do António Gomes de Menezes para a Administração da SATA não surpreende nem suscita qualquer reparo. Conheço o António desde que era Antoninho, reconheço-lhe a capacidade técnica e humana para liderar uma equipa com as responsabilidades da administração da SATA.
Já a nomeação da Ex Directora Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos como vogal me suscita muitas dúvidas de ordem vária, desde logo, ética e profissional. Eu sei que não é ilegal que um Director Regional que tutelou directamente uma empresa pública seja nomeado administrador dessa mesma empresa. Contudo, se a empresa for privada já é ilegal. Ora, estamos perante um caso de dúbia interpretação da lei. Uma Sociedade Anónima de capitais públicos não é uma empresa pública no sentido e no espírito que eram as EPs quando o diploma das incompatibilidades foi criado. Uma SA de capitais públicos é uma sociedade de direito privada, logo deve ser considerada empresa privada. Mesmo que essa interpretação jurídica suscite dúvidas, há sempre o campo da ética. Não é, de todo, ético que um político que tutelou directamente uma empresa seja nomeado para administrador dessa mesma empresa, neste caso, cheira ainda a “amiguismo” e a “rebuçado” por altos serviços prestados.
Depois ainda há a questão da competência. A ex-directora Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos está, indelevelmente ligada aos enormes fracassos e “trapalhadas” do Transporte Marítimo de passageiros inter ilhas, ao desastre que tem sido a política de transportes marítimos de mercadorias nos últimos 10 anos e ainda aos piores momentos da SATA, como é o caso do tratamento que recebem os nossos emigrantes e os passageiros que viajam de e para o continente Português isso para já não falar do fracasso que foram alguns destinos europeus cujos números têm sido sistematicamente ocultados.
Quanto ao resto da administração, folgo em saber que se mantém o Dr. Luís Silveira, tem resistido a todas as mudanças, só pode ser por uma razão, competência.

Para mim acabou.


Al Gore, premio Nobel da Paz.
Depois duma destas, é que a academia sueca acaba mesmo de "entrar pelo cano".

11 de outubro de 2007

A merda para o ventilador.

Era bom, muito bom mesmo que, a iluminarias que entenderam à primeira leitura e ao primeiro "arroto" do Presidente da República, tecer loas aos seus elogios dissessem, agora, qualquer coisinha sobre a leitura presidencial das autonomias regionais.
Cavaco nunca me enganou, no cento do seu pensamento para com as autonomias regionais, está o centralismo. Sempre foi inimigo das autonomias e se não fosse Presidente da República nem sequer poria os pés nos Açores ou na Madeira onde o Dr. Jardim o tem tratado na medida em que ele merece.
Os "politiquinhos" e os "politiqueiros amiguinhos" de Cesar embarcaram no elogio fácil. Felizmente ainda há socialistas como o Dionísio que resloveu atirar a merda ao ventilador.
Uma mão cheia de derrotas
Acho que não se pode resumir de outra forma o resultado final da operação "jardim+cavaco" que César iniciou na Madeira com a badalada "União de Facto" e terminou nos Açores com o "veto" presidencial de "mais e melhores políticas e não de mais e maiores poderes".

Premio politicamente correcto

A academia Sueca, de há una anos a esta parte, tem sido liderada por gente politicamente correcta que não é capaz de fazer ondas. Como tal, os seus prémios nas áreas mais abstractas, como a Paz e a literatura, têm sido autênticos horrores do politicamente correcto. Eis mais um exemplo, a britânica Doris Lessing. Confesso que li dela quase nada, para além das primeiras dez páginas a coisa torna-se impossível. Pronto vá lá, talvez na ficção científica haja qualquer coisinha que se possa ler. Mas, eu não gosto de ficção científica.

10 de outubro de 2007

Vale a pena recordar.

Em 1997, ainda o meu partido estava de "língua na boca" com o Ps de Carlos Cesar e, à revelia das estruturas dirigentes, mandei fazer alguns autocolantes que ainda circulam por aí, envergonhadamente mas circulam.
Só por causa dos últimos acontecimentos, novo "papelinho" já está na gráfica. É que nunca é demais lembrar.



PS: E também não votei no Cavaco.

9 de outubro de 2007

Isto não é lápis azul, é pior ainda.


Foto António Pedro Ferreira Expresso
Em causa estarão as declarações do mais carismático Pivot do Telejornal ao Jornal Público na passada semana.
Embora não esteja totalmente de acordo com a atitude de José Rodrigues dos Santos, parece-me que a nossa deslastrada democracia caminha num sentido muito perigoso. Uma coisa é certa, o Estado, os políticos e todo o aparelho que se movimenta à volta dos média, incluindo a programação social e cor-de-rosa, têm grande apetite “controleiro” pela televisão estatal. Só isso justifica que os Senhores Deputados da Região se tenham lembrado de plasmar na proposta de revisão do Estatuto Politico e Administrativo da Região Autónoma dos Açores, lei de valor reforçado, espécie de constituição dos Açores, um articulado que prevê, coisa tão reles como a audição anual dos directores dos centros regionais dos Açores da RTP e RDP.
De uma coisa não haja dúvidas, este país está a ficar perigoso.

Entramos na pré-campanha?

(...)Sem papas na língua, Francisco Coelho denunciou diversas situações que prejudicam os açorianos face à "criadagem burocrática" continental.. "Seja num hospital do continente, a respeito do cartão de utente de saúde de um açoriano, seja numa farmácia de Lisboa, ou mesmo à borda de um qualquer balcão da TAP". E alertou para a aplicação das verbas do IV Quadro de Programação Financeira da União Europeia destinadas aos Açores: "Esperemos que seja apenas ruído de alguma comunicação social a notícia recente de que os fiscais da Fazenda já salivam gulosamente na anteperspectiva do bolo financeiro de alguns programas."
Silva Pereira escutou outros recados, nomeadamente no âmbito da lei das finanças regionais: "Conviria que fosse pontual e integralmente aplicada pelos seus executores, incluindo as franjas burocráticas", disse o líder parlamentar do PS açoriano. Carlos César, ao contrário do ministro da Presidência, aplaudiu o discurso. (...)

Be the first be the best.


There’s only one way to be the first. Work. A lot of work.

8 de outubro de 2007

Eu concordo.

Algum dia eu havia de concordar como Professor Anibal Páu-de-Canela Silva que se deslocou às Ilhas para testemunhar a "nova realidade" do arquipélago e o "esforço feito por todos os açorianos" (bold é meu) na melhoria das condições de vida." E isso apesar de termos um Governo que só estorva.

E o Cravinho?

...
A acusação a Luís Vilar e Domingos Névoa foi conhecida poucos dias depois de o Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra ter pronunciado o presidente da Académica, José Eduardo Simões, por oito crimes de corrupção. Ou seja, Simões vai ser julgado por oito situações de alegado recebimento ilícito de dinheiro ou outros bens quando era director do Urbanismo da Câmara de Coimbra. Os crimes, segundo a defesa e Almeida Santos, presidente do PS e sócio da Académica que saiu em defesa de Simões, terão sido praticados a favor do clube. A magistrada que pronunciou Simões considerou que a investigação “demonstra de forma exuberante o objectivo das vantagens patrimoniais atribuídas por empresários da construção civil quando o arguido passou a desempenhar funções na Câmara de Coimbra e exercia o cargo de vice-presidente da Académica.
E o cravinho?
Sim o cravinho?
Foi exilado pá...tás a ver?Mandaram o gajo para um "tacho" dourado.
Porra! E o gajo aceitou?
Ah! Tu és mesmo ingênuo. Nunca ouviste aquela conversa do puta já temos só nos falta o dinherio. Pois então? Eles tinham a puta, a gaja estava a fazer-se dificil e os gajos arranjaran o "tachinho" , e prontes.

Igualdade perante a lei

7 de outubro de 2007

Paraiso, mas só por pouco tempo.

2007.09.01 204
Uma importante peça jornalistica e propagandística do revista Visão, deu a conhecer aos Portugueses, este fim-de-semana, mais um pouco daquilo que é o Arquipélago dos Açores. A enfase foi posta na qualidade dos ecossistemas e na biodiversidade, bem como nas energias alternativas e na forma responsável como a Região tem investido nesse sector. Não tenho dúvidas, aí estamos muito à frente do resto do País. Quando à biodiversidade e ao equilibro dos ecossistemas, tenho muita pena de o dizer mas caminhamos no mau sentido. Muito embora os cientistas o não digam de peito aberto, afinal é o Governo que paga a maior parte das teses e das sabáticas, a verdade é que os projectos de betão megalómanos como é exemplo a estrada para Ribeira Grande e Nordeste e os mais modestos mas não menos nefastos projectos do acesso á Fajã do Calhau e Lagoa do Caldeirão Grande, poem em causa o que de melhor temos para vender e oferecer e que nos custa zero a manter e consome enormes recursos a destruir.
Daqui a dez anos não haverão reportagens como a que agora nos trouxe a revista Visão.
Dá impressão que quem nos governa, há mais de 50 anos, não gosta destas Ilhas tal como elas são, mas como as imaginam, pequenas metrópoles descaracterizadas e sem carisma.

5 de outubro de 2007

Calamidade pública?


Fotografia tirada do Blogue Mar da Formiga Do António Monteiro um dos pioneiros da Blogosfera Açoriana.

A Ilha amarela.

Gado de engorda-Santa maria-Açores
Foi notícia de abertura do noticiário da RDP-Açores. A seca na Ilha de Santa Maria.
Falar de seca nos Açores não é uma coisa normal. Basta andar por estas ilhas fora para ver que o verde abunda e a chuva cai quase todos os dias. Porém, a Ilha de Santa Maria é um caso esdrúxulo, chamam-lhe Ilha Amarela, não é por puro acaso. Na verdade, não chove a modos de alagar as pastagens desde Março, já lá vão 6 meses. As forragens de milho foram uma miséria, os rolos e fardos já se esgotaram, não há mais babosas para apanhar e a Ilha já vai ficando sem conteiras (jacintos), as pastagens estão como “pólvora” e os agricultores vivem dias difíceis. Ironia das Ironias, esta é a Ilha com melhor efectivo de gado de carne das raças Charolês e Limousine e onde é possível criar novilhos com melhor qualidade. Hoje decorre o Congresso Regional da Carne, espero perlas conclusões.

Sei lá, não me dei conta.

Manuel D'Arriaga
Não sou republicano nem Socialista e nem me vou perder a explicar como se pode ser laico e agnóstico e ao mesmo tempo nutrir simpatia pelo sistema monárquico. Na Horta, no dia 5 de Outubro e perante um cenário destes não podia ser outra a fotografia para ilustrar o primeiro post de hoje.

4 de outubro de 2007

Madrugada de vacas gordas.

Vacas do Mar, Chernes Polyprion oxigeneios
Chernes-Polyprion oxigeneios
à espera de serem vendidos na Lota do Faial.

Descargas de Chernes
À descarga, o Manuel da Silva não larga o cigarro.

Andei por aí sem me dar conta.

Hoje, a respeito da passagem de mais um aniversário do lançamento do Sputnik, o primeiro satélite da humanidade, ouvi algures numa rádio qualquer um aforismo que me ficou no ouvido. Só por isso, por me ter ficado no ouvido, deve ser uma boa máxima. Dizia, então, um cientista entrevistado que “ as coisas que melhor fazemos são as que fazemos sem nos dar conta”. Há dias que não me dou conta de nada, devo ter feito imensas coisas bem feitas. Oxalá.
Mas, como andei por aí sem me dar conta, não me dei conta que César está agora de língua na boca com Jardim. Tudo o que se disse no passado recente sobre a figura carnavalesca o Rei Momo e déspota e irresponsável Alberto João Jardim, foi tudo um sonho meu que andei por aí sem me dar conta.
Sem me dar conta andei uns 10 anos ou onze que nem me apercebi que Álvaro Dâmaso, o agora nomeado presidente da APIA, deixou de piar e nunca foi adversário politico deste partido socialista e deste governo.
Andei tão distraído, por aí, sem me dar conta que os verdadeiros socialistas deixaram o poder na mão dos “xuxalistas” de oportunidade.
E pronto. Fui eu que andei por aí, sem me dar conta. Acho que vou deixar de me preocupar com esta "choldra" pantanosa e vou andar por aí, sem me dar conta.

Sem tempo para o Bloganço e sem avião.

Pormenor arquitectónico
Na Horta, sem tempo e sem um acesso decente à net que o serviço do Sapo aqui é uma lástima, sigo tentando arranjar um lugar num “aviãosinho” a coisa não está fácil, mas sempre vai dar para pedir uma boleia pelo menos até Santa Maria.

2 de outubro de 2007

Calamidade

Savana Açoriana
A agropecuária mariense vive dias dramáticos. A seca prolongada deixou as pastagens sem qualquer tipo de alimento para o gado. Alguns agricultores já gastaram as forragens que haviam guardado para o Inverno. A Associação Agrícola local já providenciou no sentido de importar alimentos compostos á base de fibras e complexos vitamínicos para colmatar a falta de alimento. No próximo fim-de-semana vai debater-se, naquela Ilha, o futuro e o presente da fileira da carne nos Açores. Boa altura para mostrar aos agricultores das outras Ilhas e aos responsáveis técnicos e políticos, as dificuldades com que se deparam os agricultores marienses.

Gado on the blue

Com a mala às costas.

Baía de Porto Pim
Vou, outra vez, a caminho, mais propriamente a voo, para o Faial. Desta vez levo na pasta um livro que, espero eu, me ajudará a compreender melhor a sociedade onde me movimento de há uns meses a esta parte. “ O Faial e a periferia Açoriana nos Sec. XV a XX”, uma edição do Núcleo Cultural da Horta, compila as actas do colóquio promovido por aquele núcleo nas Ilhas Faial e São Jorge entre 12 e 15 de Maio de 1997. Dez anos volvidos, a visão do passado não será muito diferente. Poucas coisas terão mudado. A reflexão impõe-se numa Ilha onde falta gente, faltam elites e falta ânimo.

1 de outubro de 2007

Ontem foi mesmo um dia mau.

O Paulo Gorjão pôs termo ao seu Bloguitica. Tenho pena. Ainda por cima, começo a ficar um dos mais velhos na Blogosfera nacional.

Sombra

Shadow
A blogosfera de endemismo açorico está uma sombra do que já foi. A RTP-A está a milhas do que poderia ser, os Jornais Regionais estão à mingua, a oposição está moribunda e o Governo, esse, passeia-se calmamente pelas passadeiras vermelhas do poder, sem olhar a meios e sem olhar a princípios. Vale tudo que o resto da gente está anestesiado.

30 de setembro de 2007

Ventos de mudança.

Windows
Os chamados partidos do arco do poder optaram pela implementação dum sistema de eleição directa dos seus Presidentes. Bem sei que esse é um mecanismo mais democrático e mais justo, é aliás, por isso, que a esquerda mais radical não o adopta. No entanto, com os resultados à vista, Sócrates, Portas e Menezes, não estou seguro de que esse seja o melhor sistema. Ou então, os respectivos partidos perderam o tino.

28 de setembro de 2007

Eu não percebo nada disso mas...

Há cerca de 2 anos congratulava-me aqui com uma notícia do então Jornal dos Açores sobre a decisão do Governo em avançar com a renovação da frota da SATA ainda antes das SCUT. Aconteceu ao contrário, infelizmente. Tal como escrevi na altura, o ATR 72 não é a melhor escolha já que o seu Maximum take-off weight, reduz-lhe o espaço de carga para cerca de 10,6 m3 e 22 toneladas de MTW, contra as 28 toneladas do seu mais directo concorrente o Dash 400, produzido pela Bombardier. Todos sabemos o problema que é escoar mercadoria e até mesmo a bagagem dos passageiros, das Ilhas mais pequenas.
Além disso, os ATR foram testados e recusados há 17 anos. Fará sentido repescar uma solução quase 20 anos depois?

O PSD a votos


Via 31 da Armada, a melhor leitura que já vi sobre os votos no PSD.
Na verdade, nem Marques Mendes é tão mau quanto parece nem Menezes é tão bom quanto mostra. Enfim, é a política à Portuguesa, concerteza. Quatro paredes cagadas e um cheirinho a fernesim.

27 de setembro de 2007

A isto chama-se...

... dignificar a política portuguesa.

A maioria dos populistas e demagogos que pululam pelo "chiqueiro" em que se transformou a politica à portuguesa, ficaria no estúdio à espera de retomar a edição para poder falar de Mourinho. Santana Lopes preferiu e bem, mandar a SIC noticias "lamber sabão". Bravo.

26 de setembro de 2007

Esperar sentado...


... não faz caminho, excepto na política à Portuguesa. Mesmo as mais difíceis “travessias do deserto” têm que ser percorridas. Muitos dos mais promissores políticos da nossa era , não foram capazes de fazer essas travessias e, ou entraram em projectos falhados (Manuel Monteiro e o PND é um bom exemplo) ou voltaram aos seus projectos iniciais antes do tempo (Paulo Portas e o CDS-PP são disto paradigma). Por cá, a regra é “esperar sentado.” Receio que, neste momento, estejam demasiados actores políticos sentados em confortáveis poltronas à boca de cena à espera que Cesar saia do palco. Esperar é uma virtude mas é preciso, contudo, ir mostrando trabalho. Berta Cabral é, talvez, a única actriz em palco secundário mostrando serviço, à espera de entrar na grande sala.
Se a lógica que preside aos partidos políticos portugueses, nomeadamente ao PSD, não fosse a de que quem perde deve demitir-se, Berta Cabral (se é que ela quer ser Presidente do Governo dos Açores) estaria muito bem colocada para enfrentar Carlos Cesar já em 2008. Mas, como a lógica vigente é a de queimar figuras, termos que esperar por 2012 depois da saída de Cesar. Talvez seja tarde.

25 de setembro de 2007

Será Portugal como eu o vejo?

(...)Eusébio era o único símbolo português vivo reconhecido internacionalmente. O Estado Novo era nacionalista, porque não tinha outra saída para levar a cabo as reformas (?) necessárias… Em contrapartida, Salazar ofereceu a Eusébio Ferreira da Silva uma chupeta. Barato! Salazar era muito poupado. “Portugal?” questionavam os jornalistas portugueses aos estrangeiros quando ao serviço da propaganda. “Eusébio” respondiam. Salazar serviu-se de Eusébio para que se confundisse a Pátria com o glorioso jogador. Sem Eusébio, corria-se o risco de ouvir por esse mundo fora como resposta à pergunta “Portugal?” um esgar do tipo bloco de esquerda: “Ditadura!”, “Atrasados” “Suínos”, o que era péssimo para as figuras sagradas e consagradas do salazarismo que queriam que o país fosse bem cotado na estranja. Portugal era uma mentira. Os “fascistas” dominavam a comunicação social e a verdade que era colocada aos nossos olhos era a que mais rendimento permitia. Salazar não contente por nacionalizar Eusébio, mandou fechar de conluio com Cerejeira a pastorinha vidente numa prisão regular. A Irmã Lúcia garantia à imitação de judeus e árabes a chamada terra sagrada de Fátima. Portugal nacionalista podia ser inculto, mas possuía um Muro das Lamentações e uma Kaaba.(...)
Um excelente texto político do grande filósofo da Rua dos Manaias, Manuel Melo Bento, o Mélito, esse traidor à Pátria Açoriana a viver há três meses em Portugal. (aqui devia haver um "bonecrinho" a piscar o olho).

24 de setembro de 2007

Santa Maria a Ilha-mãe

2007.08.28 173
O António de Sousa fez de Daniel de Sá e fez muito bem. A voz do António, a voz dos Açores, de Santa Maria do tempo dos aviões da PanAm,dos tempos de hoje, enche qualquer sala vazia tal como as tuas letras devem ser lidas no silêncio dos grilos que estão por toda a parte. Saí da Vila correndo até ao “campo da aviação” estavas ali pensativo, como sempre, olhavas o horizonte entre a torre velha de madeira americana e o verde seco das acácias já sem flor neste principio de Outono quente. Embrulhado nas tuas palavras como um pedaço de queijo de peso em papel de manteiga, fui seguindo cada uma delas e agarrando-as como se fossem minhas, como um menino que agarra e guarda o seu primeiro “Dakota de plástico”. A minha primeira parelha de carrilhos vermelhos bebeu na Ribeira do Guilherme, eram gordos. os meninos, hoje, não brincam com carrilhos. Acho que é por serem franzinos, os carrilhos. Foi aí, na décima Ilha que disse as minhas primeiras palavras de que me recordo. Hoje, ao ler-te, entendi melhor o porquê da palavra saudade, porquê essa minha ligação ao Nordeste. Porquê se saí de lá tão tenro?
Não, tu não és de Santa Maria. Embora tenha sido aqui que disseste as primeiras palavras de que te recordas, tu és um cidadão do Mundo. Um mundo que pode não ser mais do que a tua Maia, a nossa Maia, onde eu não me lembro de ter dito algumas das minhas primeiras palavras. Mas, Maia que também é minha.
Fui a Santana. Vi-te a correr pelo pasto de erva seca, amarela, a fugir da Alda que te perseguia voando em passos de gazela por cima dos muros de pedra. Meteste-te ali entre os juncos. Tudo porque não quiseste rachar a lenha, malandro. “As nossas memórias são a nossa vida. Por isso parece que vivemos tanto mais quanto menos esquecemos.” É verdade.
Tenho na minha cabeceira um excelente livro, com excelentes fotos, está autografado por dois amigos, o Max Elizabeth e o José António Rodrigues. Falta-me uma assinatura, uma coisa insignificante para ti, talvez, mas para mim importante. Vou aparecer-vos de surpresa um destes dias. Diz à Alice que prepare um chá. A última vez que bebi um feito por ela, nunca mais esqueci. Foi há vinte anos que estive na tua casa com o Laurindo. Ah, como teria gostado de ler este livro o Laurindo.
Agora, deixo-te. Vou para São Lourenço descendo pelo “caminho retorcido” das voltas, vou fazer companhia a um daqueles amigos do Dr. Pessoa. É quase lua cheia de Setembro, vai nascer por detrás do Ilhéu do Romeiro. Depois conto-te.

Pagamos todos nas compras da semana.

Embora o movimento de mercadorias tenha “estagnado” os lucros do Porto de Ponta Delgada subiram 250%. Um fenómeno que não tem a haver com a diminuição de custos ou com o aumento dos trabalhos portuários mas só e apenas com as taxas. Taxas essas que pagamos nós todos na conta final da mercearia.
Esse facto, por si só, explica a elevada taxa de inflação ocorrida nos Açores. Esta semana alguns indicadores económicos foram divulgados “propagandisticamente”. Outros, porém, foram propositadamente olvidados. Importa saber e comparar, por exemplo, o índice de preços ao consumidor, os níveis de conforto e bem-estar das famílias, o poder de compra, os salários médios.
O sector primário continua a ser o nosso principal vector económico. Ou seja, ainda estamos ao nível do terceiro mundo, com sectores como a agricultura de subsistência e pequeno mercado a absorver uma boa faixa da população activa, o que explica a baixa taxa de desemprego.
Todos sabemos que, uma tão baixa taxa de desemprego não é um bom indicador, é boa propaganda mas é preocupante do ponto de vista do desenvolvimento económico. Taxas de desemprego abaixo dos 7%, representam falta de mão-de-obra disponível, isso atrofia a economia e cria calos nas bases da pirâmide etária. Veja-se, por exemplo as Ilhas onde há pleno emprego. Os Jovens “fogem” para as Ilhas mais próximas ou migram para o Continente, vão ficando os reformados e os acomodados ou os bem empregados. Essa situação não permite inovação e empreendedorismo. O diploma que criou incentivos ao investimento nas chamadas Ilhas da coesão, estava e está pleno de bonomia. Contudo, é tarde. Já não há capacidade de reacção. Serviu, apenas, para que as Sociedades anónimas de capitais públicos vissem majoradas as subvenções a receber do dos fundos comunitários. Se é que essa não foi a intenção que presidiu à feitura do diploma.

Morreu o Mestre do Gesto.


Nacho Doce/Reuters
Aos 84 anos, depois de ter escapado à lei dos Homens (AUSCHWITZ), o mímico francês Marcel Marceau, não escapou à mais cruel e implacável das leis da vida. A morte.

Santa Maria, A Ilha-Mãe.

2007.09.01 118
É onde estou.
Depois de uma semana passada na Horta de Terça a Domingo com uma saltada relâmpago a São Miguel de Sexta para Sábado a fim de reparar uma bomba injectora, o dever chamou-me à Ilha de Gonçalo Velho. Juntando o útil ao agradável, conto estar, logo mais á tardinha, mais propriamente pelas 19h30m, nesta Vila do Porto, na apresentação do novo livro do Daniel de Sá, levado à estampa pela Veraçor e com fotografias, entre outros, dos meus amigos José António Rodrigues e Max Brix Elizabeth.

23 de setembro de 2007

Assunto muito sério, o das quotas de captura.

Cores
O mesmo se poderá passar nos Açores, com o Goraz, se o Governo Regional insistir em ficar aquém da quota estabelecida. No ano passado, por culpa exclusiva do executivo regional, ficaram por capturar 200 toneladas da nossa quota o que representa um volume de negócios que ronda os 2 milhões de euros. Este ano, se o Governo persistir na teimosia e birra política de não abrir a pescaria às embarcações que já ultrapassaram a quota, ficarão por cumprir quase as mesmas 200 toneladas. Corremos o risco de, num futuro próximo perdermos essa mesma quota, como perdemos da Gata-lixa, também por incompetência.
Nessa altura, os Governantes de agora, não se ralarão, as suas reformas continuarão a vencer ao dia 20 de cada mês.
Assunto demasiado sério para continuar a ser tratado sem rigor e sem critério como tem sido até agora, quer pela tutela quer pelas organizações de produtores que lhe vão no rasto.

Via Bloguitica

22 de setembro de 2007

Na linha do equador.

Nas próximas horas o Genuíno Madruga e o seu Hemingway deverão passar a mítica linha do equador. Será por volta das 6 horas da manhã. Marinheiro que não conheceu outra vida que não a do mar, Madruga fará a típica saudação ao Deus Neptuno.
Neptuno que ele um dia viu na Horta entristacido, na marca dos vermelhos pensativo, no Princesa Alice absorto. Neptuno que, enraivecido, lhe levou o seu Guernica.
Nomes interessantes que este lobo-do-mar dá aos seus barcos.

20 de setembro de 2007

Meter a foice em seara alheia.

Praia de Porto Pim
A cada dia que passa se vai configurando o perfil do sucessor de Carlos Cesar no comando dos destinos do PS-Açores. Infelizmente, Vasco Cordeiro é, cada vez mais, uma carta fora do baralho. Melhor para ele, pior par a Região que vê "morrer na praia" um dos mais promissores políticos do nosso tempo. Resta o Vice-presidente do Governo, o responsável pelo descalabro financeiro da Câmara de Angra, disfarçado com habilidosa cosmética e dose graciosa de circo.
Contudo, não me surpreenderia se, para evitar essa ascensão meteórica do “Vice”, o PS tirasse da cartola uma solução como José Contente. Uma político, astuto, capaz de trabalhar na sombra e capaz de escolher, muito bem, o momento certo para a estucada final. Não tivesse sido ele o grande estratega deste Partido Socialista que em 1996 era um “frangalho” comparado com o que é hoje.

Alguém sabe o que se está a passar?

A ver navios
Eu não sei porquê mas, anda toda a gente a tentar sair da Horta. Não há um lugarzinho vago nos Aviões para São Miguel e Lisboa até Sábado. Sair daqui só mesmo se for de navio de carga.

19 de setembro de 2007

Na Horta acontece pouco mas acontece


O blogger anda por aqui. Com pouco para dizer e com muito que fazer. Hoje, lembrei-me de um post do Paulo Gorjäo (o teclado näo tem til) sobre o caracter instrumental da ASAE. Aqui passa-se a mesma coisa com a IRPescas. Volto ao tema.

18 de setembro de 2007

"Pacoviano".Não?

Há fogo na casa da água e o André Bradford quer, ou acha que, a restante blogosfera deve “cagar sentença” sobre o assunto. E porque não ser ele próprio a falar disso. Provavelmente ele saberá mais do que qualquer outro blogger de endemismo açórico. Eu cá estou me borrifando para as intrigas entre o Me(r)deiros e o Cesto da Gávea, estão bem bons um para o outro.

17 de setembro de 2007

Dez livros não mas dez lugares...

Fui desafiado pelo Paulo Pacheco. Penso que não houve dez livros que mudaram a minha vida, mas os livros são a minha vida. “A cultura humanística ensina-nos a desprezar o dinheiro que gastamos com ela”. É cada vez mais difícil estar actualizado, saber das novidades e, sobretudo, não embarcar nas tendências. Na verdade, vivemos naquela que foi classificada por Samuel Johnson, como “A Era dos Autores”. Nunca houve, no nosso “portugalsinho queiroziano” então, tanto autor publicado como há agora. A literatura é um negócio. Como tal, entrou numa fase de industrialização e de vendas nos hipermercados. Isso só pode ser bom. Mas, cuidado, tal como a escolha do detergente da loiça deve ser feita com base no seu poder solvente, a literatura deve ser adquirida pela sua capacidade de mudar qualquer coisa em nós, de acrescentar alguma coisa ao que somos e de contribuir para o que queremos ser. Nesse sentido, acho que não poderei enunciar dez livros que mudaram a minha vida, mas poderei, facilmente, fazer uma lista de dez lugares (muitos já desaparecidos) em Ponta Delgada que mudaram a minha vida. De Nascente para Poente: As papelarias Açoreana e Minerva, Ambar, Neves, Matriz, Xavier Casa do Livro, Avenida, Lusitânia e Académica. Era nas papelarias que se vendiam livros.
A livraria Gil, onde cresci com o José Carlos Frias agora da Sol-mar, foi a primeira a dedicar-se um pouquinho à literatura, tendo contudo uma propensão para se centrar demasiado nos autores Açoreanos e nos livros escolares, é o "comércio da literatura" que também é preciso. Mas havia uma visita itinerante fantástica. Não, não se trata de uma carrinha Citroën da Fundação Caloust Gulbenkian, essas também levavam a literatura perto de mim, quando estava no Nordeste ou na Ribeirinha. N/M Doulos no porto de Omam, imagem retirada daqui
Tratava-se da visita anual do N/M Doulos, uma imensa livraria flutuante que, anualmente atracava em Ponta Delgada e que me fazia as delicias. A maior parte dos livros que lá adquiri têm um carimbo de 1980. Foi com alegria que descobri que o Doulos continua a trabalhar e a levar aos mais diversdos países aquilo que eles chamam Bringing Knowlege, Help and Hope. Tudo bens preciosos dos quais nós ainda precisamos bastante.

O que dizem os sábios.

Um reforma (in)compreensivel?

(...)Há já violadores, ladrões e malfeitores de ordem vária, soltos directamente por causa destas novas leis penais, sob a total passividade dos poderes públicos que a aprovaram, a saber o Parlamento em peso e com a colaboração activa dos dois maiores partidos. Os líderes desta reforma, são relativamente desconhecidos, destacando-se o representante do PS, um certo Ricardo Rodrigues.Sabe-se hoje que a PSP agendou uma manifestação em que um dos motivos é a possível libertação de assassinos de colegas, por força das novas leis, o que fatalmente irá suceder, perante a passividade dos parlamentares da Justiça.(...)

15 de setembro de 2007

Si, porque hay que tenerlos.

Agolada do Expresso das Nove.
"Entre os presentes na sessão do Fórum Açoriano,(...)Nuno Barata (sentado de perna aberta na primeira fila…)."
Deve ser, digo eu, por causa do tamanho dos tomates. Ou serão cojones? Artefacto que a classe jornalistica açoriana perdeu há muito tempo e que o Expresso das Nove fingiu ter durante o comunismo católico do Dr. Mota Amaral. Afinal não eram cojones, eram instrumentos ao serviço de quem lhe havia de pagar os favores mais tarde.

14 de setembro de 2007

A segunda etapa.

O Hemingway deslizava pela costa Africana no sentido do equador. Largara do Tarrafal na Ilha de São Nicolau ontem às 16h30m.
O Meu telemóvel tocou. Detesto ouvi-lo à Sexta-feira. A custo peguei-lhe e li: Hemingway. Rapidamente desliguei e devolvi a chamada, ser eu a pagar para falar-mos é parte do meu patrocínio. Do lado de lá a voz animada do Genuíno adivinhando ser eu atende com um característico “então companheiro?” Falamos de Cabo Verde, do tempo, do preço do gasóleo, das crianças, dos homens e das mulheres. Falamos e dissemos quase tudo o que um Homem solitário no meio do mar depois de ter iniciado uma viagem de 32 dias precisa de ir ouvindo. Ouvi, também. Ouvi um velho amigo perguntar-me pla pesca, pela Horta , pela minha gente. Não havia maneira de acabar aquela chamada. Deu ainda para me relatar a dia de navegação. “Corre uma brisa fresca, favorável, tenho que aproveitar, mais a baixo não espero senão calmarias.” Na minha calmaria estonteante de Industrial, pato bravo, agricultor, camionista, quedei-me imaginando como seria estar sozinho durante 32 dias, mesmo que em terra firme. Enlouquecia talvez.
«O homem não foi feito para a derrota. Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.»
Hemingway, O Velho e o Mar
Expressão retirada do Portugal dos Pequeninos

13 de setembro de 2007

Desculpas tardias...

... não são desculpas. Não só por isso mas também por isso, eu não esqueço os não resultados da selecção de Portugal na era antes de Scolari. Reconheço e agradeço os resultados da era Scolari. Declino o pedido de desculpas e entro na era vai para onde quizeres mas "deslarga-me a barguilha".

Não havia "nexexidade"

Perdoem-me parafrasear essa grande personagem que é o Diácono Remédios, mas a expressão adequada é mesmo essa, outra qualquer seria demasiado grosseira e boçal. (Não sei se me aguento).
A revista FACTOS, traz à estampa este mês, uma reportagem sobre a Lagoa do Caldeirão Grande. É para isso que servem as revistas de grande informação.
Há semanas que tenho um post “engatilhado” sobre o assunto, é agora a altura de o escrever. Será que não havia outro sítio para fazer uma lagoa artificial para abastecer de água a lavoura?
Haveria necessidade de destruir, fazendo uma intervenção desta natureza, uma área tão grande da Paisagem protegida das Sete Cidades?
Estarão os políticos cientes da importância ambiental daquela Zona?
As respostas são simples.
Sim havia outros lugares, alguns até degradados e necessitando de urgente intervenção onde se poderia ter construído uma lagoa artificial.
Não, não havia “nexexidade”.
Sim, os políticos estão cientes da “merda” que estão a fazer. Caso contrário não teriam tentado retardar, com o máximo esforço, o conhecimento público desta situação. Repare-se. Não houve uma única notícia ou referência a esta obra no sítio da GACS (gabinete da propaganda do Governo). Porque será?
Para melhor ilustrar o disparate aqui ficam duas fotografias do antes e do durante.
Antes

Durante

Nota de somenos importância: O Empreiteiro da Obra é o tal que pagou facturas das campanhas do PSD. Será que também paga de outros partidos?

Shame on You Mr. Scolari.


Foto retirada do Arrastão

12 de setembro de 2007

Politiqueiros em lugares para politicos.

O novo parque de estacionamento subterrâneo na Cidade de Ponta Delgada é uma necessidade imperiosa. Toda a Gente o sabe. Milhares esperam, ansiosamente, por essa solução. Esperam-na os comerciantes, esperam-na os funcionários, esperam-na os utentes da cidade, esperam-na os futuros utilizadores das Portas do Mar. Sabe-o o Governo que por politiquice a atrasa. Sabe-o a Câmara do Comércio que por sabujice não se pronuncia publicamente. Sabe-o toda a gente que assobia para o ar mas espera que fique pronto o mais rápido possível.
2007.09.01 047
Há tanta coisa importante para fazer em termos de impacte ambiental e o Governo só vê um parque de estacionamento subterrâneo que vai ser construído numa zona que foi aterrada com “bagacina” há cerca de 50 anos.
Este Governo já deu o que tinha a dar, daqui para diante é como os (des) governos do PSD de 1988 a 1996, disparate a seguir de disparate.
Nunca concordei com a lei de limitação de mandatos. Chego mesmo a classificar tal lei como um atropelo à democracia e um atestado de menoridade ao Povo soberano. Contudo, admito-o, vai dar um "jeitão".

11 de setembro de 2007

9/11 e o mau gosto.

Me "cagando" de alto e repuxo, era assim que se dizia na “guerra” e eu acrescentei à expressão: para borrar bastantes. Me "cagando" de alto e de repuxo, dizia eu, para os 31s e para o Daniel Oliveira e para as outras esquerdas e direitas que culpam e voltam a culpar e a desculpar os assassinos em massa que a humanidade foi produzindo. Uns culpam os outros da culpa dos outros por causa dos ainda outros. E morre gente.
“(..) feito essa gente que anda aí brincando com a vida.
Cuidado companheiro!
A vida é pra valer, não se engane não! Tem uma só!
Duas mesmo que é bom ninguém vai me dizer que tem,
sem provar muito bem provado.
Com certidão passada em cartório do céu e
assinada em baixo:DEUS! E com firma reconhecida!”
Vinicius de Moraes

Tragam mais Kompensan sff.

posted by Statler at 03:26 in Blogue dos Marretas, essa referência incontornável da Blogoesfera escrita em Galego.

9/11 há seis anos

10 de setembro de 2007

Mais um.

Labrego de Santana (os labregos são da serra), futebolista em cima da rocha em Vila do Porto, Professor na Maia, escritor no Mundo. O Daniel de Sá está, agora, no Aspirina B.

Para os azedumes.

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone

Sem Deus nem Anjos.

O discurso de César e a festa da rentrée politica do Ps-Açores foram adiados por causa da chuva. Incrédulo o Povo não arredou pé. Mesmo assim, Cesar adiou a conversa com a gente, não fossem os crentes fugir aos maus bofes do Santo meteorológico. Então se a gente não arredou pé do recinto porquê o recinto arredar o pé da gente?
Cesar, que segundo membros do seu próprio gabinete, também dá pelo nome de Deus, não confia no grau de militância da sua gente. No fundo, Cesar sabe que o Ps-Açores foi feito, ou está a ser refeito, desde 1996. Quando um partido cresce sendo poder, restam sempre dúvidas sobre o interesse ou os interesses das adesões. Quantos , PSDs de sempre, CDS e independentes, militam agora no PS? Gente de convicções fortes, não se duvide. César sabe, no fundo, que o seu PS-Açores é mais feito de “chuchalistas”militantes do que de socialistas simpatizantes.
Daí, decorre o receio de manter a festa e o discurso de Deus, não fosse a gente ter se lembrado de fugir ao desprendimento de bexiga do São Pedro. No entanto, militantes e simpatizantes, socialistas e “chuchalistas”, não arredaram pé. Afinal este povo não está para ouvir Deus mas os Anjos.

9 de setembro de 2007

Boda molhada, boda abençoada.

Hoje, socialistas, “súcias” e “chuchalistas”, juntam-se numa mega festa no Chão da Lagoa, perdão, no Pinhal da Paz. Camionetas, automóveis , carrinhas, tudo serviu para levar gente à mega festa do PS, tal qual se faz na Madeira de Jardim. Só lá faltaram as barraquinhas das secções de Freguesia, como no Chão da Lagoa, mas isso é apenas pelo facto do PS-Açores não ter implantação local e porque, nós Açorianos, não somos bem iguais aos madeirenses.
Cá me importam as relações da Somague com o PSD do tempo do Dr. Durão Barroso.
Vivam os métodos indiciários.
E os sinais exteriores de riqueza?
Niguém se admira do facto do PSD arrancar o novo ano político com uma singela e “baratucha” subida ao Pico e o PS faz a sua rentrée com uma mega festa com um mega orçamento?
Nem São Pedro e o Inverno quiseram faltar ao arraial.

6 de setembro de 2007

Que desilusão.

2007.09.05 071
Anda aí uma discussão, estéril, sobre um texto tontinho do Alexandre Pascoal no qual o autor condena os escribas que pululam pela impressa regional e que o fazem com agenda própria e em beneficio próprio.
Confesso eu escrevo com objectivos pouco nobres. Com a minha agenda e em proveito próprio. Estou, contudo, desiludido. É que me dizem que as gajas boas não andam a ler blogues e revistas sem ser das cor-de-rosa.

Com ouvide pá museca....

... mas si ouvide pá letra.

A falta que isto fazia.

Vila do Porto está, finalmente, nas webcams do Projecto Climaat.

5 de setembro de 2007

1ª etapa conforme o previsto

Eram 5horas desta manhã quando o Hemingway tripulado pelo navegador solitário Genuino Madruga largou ferro no Mindelo, Praia mítica para os Portugueses. Do Arquipélago de Cabo Verde, o veleiro e o seu skipper seguirão para Florianópolis, numa segunda etapa que se espera cumprida da mesma forma que esta primeira.
Pode seguir os passos mais importantes desta viagem de dois anos à volta do Mundo aqui ou detalhadamente em http://www.genuinomadruga.com/diario.html.

4 de setembro de 2007

Dois para um. Ou o estado social?

Úbere
Carlos Tomé iniciou ontem as suas novas funções. Assessor de imprensa do Presidente do Governo Regional dos Açores. Afonso Pimentel é há dias o novo coordenador do GACS. Ou seja são precisos dois para fazer o trabalho que era feito por João Soares Ferreira.

Um país OGM

Ruminando 2007.08.13
Quase um mês depois do episódio VerdeEufémia versus Agricultor desprevenido e GNR incapaz, ainda não ouvi um único debate sério sobre os benefícios e malefícios da produção de organismos geneticamente manipulados. Entretanto continuam-se a mandar atoardas para o ar e a preparar as próximas sementeiras de searas a plantação de carvalhos e outras coisas que tais. De OGM e de outras anormalidades e novidades, sabemos muito pouco. Preferimos continuar a saber quase nada, mas tomamos parido por quase tudo.
Será que este país está condenado a que se faça politiquice com tudo e não se faça politica com nada?
De uma coisa estou seguro, este país/nação precisa, urgentemente, de uma manipulação genética.

2 de setembro de 2007

Da ponte à Foz

Na semana passada subi da Ponte da Ribeira do Salto, divisória da Freguesia de Santa Bárbara com a Freguesia de Santo Espirito, até ao lugar chamado de Nascente. Um salto de água bastante acentuado criando um poço de ribeira no seu leito. Infelizmente o dia não estava para fotografias escapando apenas uma libelinha que aqui coloquei na altura. Ontem, foi a vez de percorrer a mesma Ribeira mas no sentido da foz. Um serpenteado sinuoso e por vezes perigoso mas que permite momentos únicos e de rara beleza. Sucedem-se poços e saltos rodeados de verdejantes toiças de inhames e algumas endémicas como o Junco, o Bracel da Rocha, Faias e Vidálias. Pelo caminho podem-se comer figos bravos e uvas dos vinhedos abandonados. Tudo isso na companhia de um casal de Milhafres que ensinava uma cria serôdia a voar.


2007.09.01 029


2007.09.01 079


2007.09.01 103


2007.09.01 118

1 de setembro de 2007

A mim não calam!

2007.08.28 235
(..)
O País delira com a deriva autoritária do Governo dito democrático, o país confunde determinação com autoritarismo, autoridade e lei com perseguição e delação. Só mesmo num País com fortes problemas para resolver consigo próprio, sem élites e dirigido por uma classe política que se habituou a estar sentada à mesa do orçamento e que é sustentada e aclamada pelas corporações e “Homens bons” que também estão habituados a sentar-se num canto de mesa do dito orçamento, só mesmo num país assim, se pode compreender que os mesmos democratas que vêm a terreiro desvalorizar o voto massivo num ex-ditador como figura mais importante de todos os tempos, são os que defendem a razão do Povo na escolha democrática que faz dos seus políticos. Para esses democratas de pacotilha, o Povo, umas vezes é sábio outras nem por isso.
E vai daí, um atento cidadão, candidato renegado por esses tais democratas da dita pacotilha, mas apoiado por gente de todos os quadrantes políticos, traz a lume criticas e lembranças, recordações e alvitres, sobre os desmandos da nossa tenra e leve democracia. Sobre os medos e os receios da nossa gente, dos trabalhadores, dos funcionários, dos colaboradores. E eis que toda a pinta de político aparece em defesa da desfalecida democracia a dizer que não há razão para medos que não há perseguições que não há que ter receios, como se não soubessem que tudo o que disse e escreveu Manuel Alegre no público do dia 24 de Julho era pura e pragmática verdade.
Basta ir por aí, falar com as mais diversas pessoas da chamada sociedade civil, com empresários, empreiteiros, comerciantes e até funcionários públicos, para perceber que hoje, tal como ontem, mesmo aqueles que acham que as coisas estão a ter uma deriva perigosa se calam e calam-se porque já viram ou já souberam de casos de perseguições de perda de empregos e de perdas patrimoniais graves, porque este Governo do PS nos Açores é vingativo, mesquinho e mal formado e tira da boca de quem o critica para por na boca de quem o bajula.
Extrato de texto do autor in revista FACTOS Agosto 2007

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