30 de abril de 2007

Qual é a marca que o Sr. fuma?

O Deputado do Partido Socialista Alberto da Silva Costa, vai ser ouvido, como arguido, pelo Tribunal de Vila do Porto, no âmbito do processo 39/04.7 JAPDL.
A Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, eu parecer favorável para que fosse levantada imunidade parlamentar ao referido deputado. Nem poderia ter feito outra coisa, já que o crime que alegadamente terá o Sr. Deputado cometido enquanto Presidente da Câmara Municipal de Via do Porto, (participação económica em negócio) pode resultar numa pena superior a 3 anos de prisão.
O engraçado no meio disto tudo, ou melhor, o que não tem graça nenhuma, é que, não sei se pelo facto do Sr. ser socialista, se por outras artes, este facto não foi notícia em parte nenhuma e ninguém me sabe explicar o que se passa. Haverá por aí algum jornalista disposto a ir o tribunal consultar o processo?
Se não há, peçam emprestado um qualquer ao GACS, eles têm lá bastantes, até têm demais para o papel que produzem.

Sai um pacto de regime "o fáxavor"

Sou, por princípio, contra os pactos de regime. Sou-o por razões de democracia. Entendo que os pactos de regime são um mecanismo pouco democrático. Contudo, tal como estou quase a ser a favor da lei de limitação dos mandatos (que também acho anti democrática), quase que mudo de opinião em relação aos pactos de regime.
Assolam-me estas cogitações a cargas da entronização de César como confrade honorário da Confraria do Queijo de São Jorge.
Será que não é tempo de se juntarem todos e acabarem com a derrama anual de milhões de euros em cooperativas falidas?
O sector cooperativo, todo ele na Região, é a maior prova que investir com o dinheiro do Governo não dá bom resultado. No entanto, não há governo que queira assumir a responsabilidade de fechar a torneira, perdem-se votos.

28 de abril de 2007

Governo Regional quer cidadãos mais responsáveis pela sua própria saúde oral

E pelo pagamento dos seus impostos? Não?

Um belo "naco" de prosa

Exmº Senhor Presidente
Da Comissão de Ética
Da Assembleia da República
Deputado José Correia

Santarém, 16 de Abril de 2007

N/Ref.

Desculpe-me antecipadamente V.Ex.ª vir incomodá-lo como um problema aparentemente sem importância, uma espécie de barba mal feita, e que sendo um problema formal me dirija a V.Exª com tão pouca formalidade.
Imagine um sapato de verniz com uma pequena esfoliação no calcanhar. É esse o problema que venho expôr. O sapato sou eu, e presidente da câmara de Santarém é sapato gasto, endividado e sem grande margem de manobra para lhes reforçar os contrafortes ou deitar-lhes meias solas. O verniz uma deputada vossa, agora ilustre secretária de Estado e que responde pela graça de D.Idália Moniz.
Aliás, deve dizer em nome da arte de fazer política, que a senhora D.Idália foi excelsa vereadora desta autarquia e contribuiu alegremente para a ruína do meu sapato. Vereadora da cultura, diga-se, cargo que ocupou com grande zelo e discrição até ao dia que um chamamento divino lhe revelou a sua vocação para a Reabilitação e foi reabilitar para o governo.
Até aqui nada a apontar. Sei que são poucos os chamados mas raros os escolhidos. D. Idália respondeu ao chamamento e aceitou o apelo divino e eis que aí está para nosso grande conforto a secretariar o Estado com grande determinação e loquacidade.
Feita a apresentação, devo agora pedir o esclarecimento que, por não saber mais a quem me dirigir, submeto a V.Exª.
A nossa respeitável Secretária de Estado vive no concelho de Santarém e bastas vezes intervém aqui de forma pública. Até é deputada municipal, coisa que diga-se de passagem pouco frequenta. Confesso que me dá algum prazer vê-la por cá pois que até gosto da senhora e pessoalmente acho-a gentil e afectuosa.
Mas é raro encontrar a pessoa de quem gosto. Apresenta-se invariavelmente a Secretária de Estado, austero, divina. Bom, eu disse divina e com alguma base de convicção. É que a senhora passa por cima, julgo eu, das leis da República, e impõe de forma categórica a sua presença qual Diana enviada para caçar em nome de Zeus.


Chegados aqui, chegamos ao sapato e ao verniz. A Lei nº 40/2006 de 25 de Agosto, sobre o Protocolo do Estado, garante no seu artº 31 que no seu concelho, o presidente da câmara tem estatuto de ministro para as cerimónias públicas que aqui ocorrem. Mas a senhora no seu furor de secretariar o Estado, sobretudo em juntas de freguesia da sua cor política, teima que não (até já levei um raspanete por ter ousado dizer que era de outra forma), e que não, e porta-se como rainha a quem todos têm de prestar alvíssaras.
Pessoalmente não sou pessoa para me incomodar esta leitura napoleónica do poder. Quer presidir? Presida. Quer aspergir-nos a todos com a sua sabedoria reabilitada? Baixo a minha humilde careca perante o brilho solar que irradia da sua figura.
Mas também percebi que estas entradas de leão com saídas de deusa trazem água no bico. No meu entendimento violam a lei. Uma lei da República publicada durante o augusto governo a que pertence a augusta personagem. E das duas, uma. Ou a senhora Secretária de Estado não conhece a lei e é coisa grave. Ou conhecendo-a, não lhe liga puto, o que não é menos grave. A verdade é que tudo isto, sob a aparência de servir o Estado tem outras consignações. Reorganizar o seu partido desfeito com a última derrota eleitoral, amesquinhar o presidente da Câmara de Santarém, usar um bom sapato de verniz à custa dos sapatos remendões do desgraçado autarca crivado com as dívidas que a augusta personagem ajudou a construir.
Já percebeu V.Exª que esta carta não serve para repor honras espezinhadas porque a pessoa do presidente da Câmara, cuja vida é ser escritor, até se diverte e vai registando para memória futura estas atitudes que Eça de Queirós gostaria de ter conhecido. Mas o presidente da Câmara de Santarém não acha graça a que se violem leis da República, até porque é um dos seus garantes, e também não consegue aplaudir, como a pessoa do presidente aplaude, estas manifestações corriqueiras, narcísicas e petulantes de exercer o poder. Secretariar o Estado, na minha modesta opinião, não passa por este folclore de vaidades onde se esgotam personagens para melhores palcos.
Em Dezembro escrevi à senhora Secretária de Estado explicando-lha a lei que a sua maioria aprovou. Não ligou e acho que fez bem. Como pode senhora tão sobrecarregada com a arte de reabilitar preocupar-se com o afã de um presidente de câmara zeloso por fazer cumprir uma lei da República? Voltou à carga. E assim, aqui estou a pedir esclarecimentos a V.Exª.
1. O Artº 31º da Lei 40/2008 está revogado?
2. O Artº 31º não se aplica a Secretários de Estado que vivem no concelho?
3. O artº 31º é só para fazer de conta?
Esta pergunta é apenas para confirmar porque, quando aqui esteve Sua Excelência o Senhor Presidente da República, percebi que o Protocolo de Estado se cumpre.
4. Existe alguma legislação especial para o caso da Secretária de Estado da Reabilitação?
5. Estou enganado na interpretação da lei?
Ajude-me V.Exª. Sei que tenho os sapatos sujos e rotos, sem dinheiro para os mandar consertar e é sempre com alegria que vejo os sapatos de verniz da nossa augusta governante. Mas não sei se devo aceitar que me espezinhe. Se for em nome da República e como ajuda a resolver o défice, eu próprio me oferecerei para servir de passadeira, deixando que os brilhantes saltos se cravem nas minhas costas. Se é um mero exercício de vaidade pessoal, pesporrência política e orgulho narcísico, tenho mais que fazer do que aturar esta procissão de vaidades.
Ajude-me a esclarecer esta dúvida existencial. Se para mim a República é um bem absoluto, também é verdade que reconheço que perante esta enviada dos deuses haja bens terrenos que têm se ser sacrificados e disponho-me já a ser mártir da República para servir o verniz da senhora Secretária de Estado.

Creia-me com consideração


(Francisco Moita Flores)

PS: Como este conflito de vãs vaidades é suculento e é revelador de uma moral política extraordinária, informo V.Exª que darei voz pública à carta que vos envio, assim como à carta que em Dezembro enviei à senhora Secretária de Estado.

26 de abril de 2007

33 anos de total irresponsabilidade

O resultado só podia ser este. Não são comparáveis os números de hoje com os números de há dez anos, muito menos com os de há 33. Contudo, uma coisa serve de comparação. Entre 1969 e 1973 convergimos em relação aos nossos parceiros europeus (Marcelo Caetano foi o primeiro político português a aventar a hipótese de integração na então Comunidade Económica Europeia), daí para cá temos divergido sempre. Ou seja, ficamos cada vez mais pobres e eles cada vez mais ricos. Against facts no arguments.

O Rei vai nu

Uma pedrada no charco lamacento em que se transformou a politica de "plástico" em Portugal. Paulo Rangel, aparte o casaquinho escusado, só disse aquilo que uma boa parte dos portugueses pensa. Mai nada.

Eu nem quero imaginar...

... se esta carga policial tivesse sido ordenada em tempos de um governo que não do Partido Socialista. É que nem quero mesmo imaginar o que por aí se escreveria mesmo.

Deves achar que a gente é toda tola. Não?

Eu ando aqui a puxar pela minha pobre cabecinha, desde ontem, a tentar perceber porque razão nosso Primeiro achou bem o discurso do Presidente da República nas comemorações dos 33 anos do 25 de Abril. Sim, aquele discurso da falta de qualidade ou da necessidade de termos políticos mais bem preparados, só com muito boa vontade, não era direccionado para o coração do governo. Sócrates assobia para o ar e depois, qual inventor de um no “português técnico”, fala do discurso do “bota abaixismo”. Isso não existe Sr. Primeiro-ministro. Onde foi que V.Exiª aprendeu tal vocabulário? Terá sido por fax? Ou foi nos pacotes da farinha Amparo?

25 de abril de 2007

E que fazer a um mamifero destes?

Chegado à Capital regional da boçalidade e do "labreguismo", depois de ter estado por ai, chego a casa e deparo-me com este cenário. E o que é que se faz com um símio destes? Só mesmo encher-lhe a cara de estalos. É que estamos a falar de uma zona onde aos feriados e fins-de-semana não há problemas de estacionamento. Estamos a falar de uma zona onde a coisa mais urgente que se pode estar a fazer é passear no jardim.
Hoje, há 33 anos conquistamos a Liberdade, não a libertinagem.
PS: Não tapei a matrícula propositadamente.

Abril, aquela miragem

Somos 2 milhões de pobres em Portugal (20% da nossa população).

Abril ainda não

A gente acorda e sabe mais ou menos o que quer escrever sobre o dia de hoje. A gente sabe que, neste dia, qualquer palavra inconveniente se pode transformar numa cascata de acusações anti democráticas. Então, a gente que normalmente é pouco cuidadosa com as palavras, pondera-as.
A gente desconfia que, neste 25 de Abril o Cardeal Policarpo vai estar lá sentado no mesmo lugar onde estava o Cardeal Cerejeira no 5 de Outubro. A gente acerta.
Depois a gente dá uma volta pela blogosfera e vá lá que a gente concorda com a Fernanda Câncio e essa coisa da disparidade da “Senhora de”.
E Abril? Está chegando ao fim. Já só falta uma semana.

24 de abril de 2007

Partidos Politicos

A pergunta fica no ar neste post do Blasfémias. Calou fundo, muito fundo. A minha passagem ou passagens pela política, foi uma permanente luta contra os jogos do aparalhês, as jogadas de baixa política, as votações internas que têm um pouco de tudo menos de democráticas. Enfim, acho que me posso auto classificar como aquilo que o CAA diz ser uma pessoa normal. E em abono da verdade, eu acho que só há uma maneira de evitar que os "partidos políticos portugueses e os seus inenarráveis aparelhos” serem” definitivamente entregues a "profissionais" sem profissão, quase sempre sem qualificações, sem ideias, sobretudo sem um pingo de vergonha na cara, que não conhecem limites éticos ou de qualquer espécie para alcançar o poder e aí residir custe o que custar”, só há uma maneira de evitar isso, dizia eu, é se as tais pessoas normais estiverem por dentro, sempre por dentro e sempre que é preciso irem à luta, não deixarem de o fazer. Ribeiro e Castro, tal como muitos dos seus apoiantes e outros tantos militantes anónimos do CDS, ainda têm muito que dar à política portuguesa, mais não seja depois da próxima saída do Dr. Paulo Portas, lá para Outubro de 2009.
Há dois dias que estou na Horta, nos próximos meses vai ser assim, dois a três dias por semana serão passados no faial. Ontem o Pico manteve-se coberto o dia todo. Duas vezes na Horta no espaço de uma semana, num quatro de Hotel virado para a Baía, e o Pico sempre coberto. Hoje, ao invés, acordei como costumeiramente ainda antes do sol raiar. Corri para a varanda, estava escuro como breu. Depois do banho matinal, ainda não se via a montanha do Pico, apenas alguns contornos. Contudo, ao apontar a minha compacta PRAKTICA, qual não foi o meu espanto quando a montanha se apresentou em todo o seu esplendor, valente máquina esta, valente sensor. Sem tripé, não foi fácil fazer uma fotografia que se aproveitasse, mas não podia deixar de registar o momento. Tive sorte, daí a pouco o sol subiu e a montanha cobriu-se de nuvens. Tem estado coberta até agora que já estou no aeroporto da Horta para seguir para a capital açoriana da boçalidade.

22 de abril de 2007

A primavera dura pouco.

Paulo Portas diz que directas foram "a primavera do CDS", o problema é que depois vem o Verão, a seca, os incêndios e a estação tontinha.

A Dona Bina e o Márcio

Lançamento do livro MELANCóMICO - aforismos de pastelaria de Nuno Costa Santos, no dia 23 de Abril - Dia Mundial do Livro, pelas 19h, na Livraria Solmar.
A gente vai lá estar.

Um animal politico, sem dúvidas

João Jardim, segundo o Jornal da Madeira

José Sócrates e o princípio de Peter

«Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite».
José Sócrates, ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Dna, 16 de Setembro de 2000

Brilliance of the Seas

Está atracado ao Porto de Ponta Delgada o M/V Brilliance of The Seas. Em Setembro de 2005 deixei aqui o Diário de Bordo de uma viagem neste navio entre Barcelona e Veneza com regresso à capital da Catalunha e várias escalas no Mediterrâneo. Foi a minha sexta viagem a bordo de navios da Royal Caribbean. Com a familia a crescer é cada vez mais dificil leva-los ou deixa-los. Talvez no próximo ano faça mais uma viagem nesta companhia, desta vez a bordo de um dos navios da classe freedom ou navigator.

Entrando no Porto de Nápoles a bordo do Brilliance of the Seas.

21 de abril de 2007

Vem aí uma má hora

Portas acaba de arrasar nas directas do CDS-PP. Embora ainda não haja resultados defenitivos, os já conhecidos indicam para uma vitória de cerca de 70% dos votos. Em algumas Ilhas dos Açores (Graciosa e Corvo) a votação em Paulo Portas atingiu os 100%.
Aguentem-se agora que o que por aí vem é uma limpeza "étnica".

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