Um post sobre um apoio do Governo a uma telenovela despoleta uma discussão que já vai com 65 comentários. Outro, sobre a democracia, não chega sequer à dezena.
14 de março de 2007
13 de março de 2007
Carta aberta ao Pedro Gomes
Carisimo Pedro Gomes (Anjo do Mundo)
Se não fosses um rapaz delicado, mandava-te para a casa do C*****O mais velho. Como, terás certamente muitos defeitos mas nenhum é a boçalidade, vou apenas dedicar-te umas quantas linhas que tentarei não sejam tão boçais como me apetecia.
Confesso que ponderei se havia lugar sequer a dedicar-te algum tempo. Contudo, tendo em conta que nos conhecemos há muito e as tuas responsabilidades políticas, entendi gastar algum do meu precioso dia para responder ao teu post sobre o encontro de Bloggers das Furnas.
No que a mim diz respeito, como participante, fui dando a saber ao Mundo o que por lá se ia passando. É certo que a coisa foi vaga, mas também certamente compreenderás que o envolvimento em conversas descontraídas as torna absorventes e ficamos incapazes de transmitir para o papel tudo o que pensamos, sentimos e absorvemos no momento.
Não nos perdemos na bruma nem nos fumos do enxofre, pelo contrário, encontramo-nos, mais uma vez, connosco próprios, numa relação entre bloggers que desenvolvem essa actividade cívica (abuso meu) quer no rectângulo quer nas Ilhas.
Tenho pena que não tenhas estado presente. Certamente não esperavas um convite formal. Ou foi disso que ficaste à espera? Poderias, com a tua presença, ter contribuído para o debate e para o agendamento de temas, seguramente tiveste outros afazeres mais importantes e com gente mais importante.
Estranho, no entanto, que tenhas estado calado desde Novembro do ano passado e regressado, um pouco envergonhadamente, no inicio deste mês e te tenhas lembrado de postar precisamente no fim-de-semana em que nos encontrávamos reunidos.
Por último, gostava de deixar claro que estou desapontado com a blogosfera feita nestas Ilhas. Por estas nesgas de terra rodeadas de mar o que mais se ouve é a frase “nunca se passa nada nesta terra”. Depois, quando se passa alguma coisa, a gente não participa e ainda por cima entende dar a entender que não se passou nada.
Desculpa lá o desabafo, mas não dormiria descansado se não te dissesse isso. Ainda assim, vou dormir mal porque apetecia-me mesmo era mandar-te para a casa do C*****O mais velho.
Se não fosses um rapaz delicado, mandava-te para a casa do C*****O mais velho. Como, terás certamente muitos defeitos mas nenhum é a boçalidade, vou apenas dedicar-te umas quantas linhas que tentarei não sejam tão boçais como me apetecia.
Confesso que ponderei se havia lugar sequer a dedicar-te algum tempo. Contudo, tendo em conta que nos conhecemos há muito e as tuas responsabilidades políticas, entendi gastar algum do meu precioso dia para responder ao teu post sobre o encontro de Bloggers das Furnas.
No que a mim diz respeito, como participante, fui dando a saber ao Mundo o que por lá se ia passando. É certo que a coisa foi vaga, mas também certamente compreenderás que o envolvimento em conversas descontraídas as torna absorventes e ficamos incapazes de transmitir para o papel tudo o que pensamos, sentimos e absorvemos no momento.
Não nos perdemos na bruma nem nos fumos do enxofre, pelo contrário, encontramo-nos, mais uma vez, connosco próprios, numa relação entre bloggers que desenvolvem essa actividade cívica (abuso meu) quer no rectângulo quer nas Ilhas.
Tenho pena que não tenhas estado presente. Certamente não esperavas um convite formal. Ou foi disso que ficaste à espera? Poderias, com a tua presença, ter contribuído para o debate e para o agendamento de temas, seguramente tiveste outros afazeres mais importantes e com gente mais importante.
Estranho, no entanto, que tenhas estado calado desde Novembro do ano passado e regressado, um pouco envergonhadamente, no inicio deste mês e te tenhas lembrado de postar precisamente no fim-de-semana em que nos encontrávamos reunidos.
Por último, gostava de deixar claro que estou desapontado com a blogosfera feita nestas Ilhas. Por estas nesgas de terra rodeadas de mar o que mais se ouve é a frase “nunca se passa nada nesta terra”. Depois, quando se passa alguma coisa, a gente não participa e ainda por cima entende dar a entender que não se passou nada.
Desculpa lá o desabafo, mas não dormiria descansado se não te dissesse isso. Ainda assim, vou dormir mal porque apetecia-me mesmo era mandar-te para a casa do C*****O mais velho.
Democracia representativa
(...)O Dr. Alberto João Jardim tem, ao longo da sua larguíssima vida política, se insurgido contra o papel das corporações e a tendência que Portugal e a União Europeia têm para retornar a uma espécie de estados corporativos. A par da sua boçalidade, o facto é que este "animal político", tem toda a razão deste mundo e do outro quando se estriba na sua maioria parlamentar (aqui não interessa se se trata de um rebanho de carneiros), e nos resultados eleitorais para legitimar as suas politicas. Afinal, vivemos um regime de democracia representativa e não um regime corporativo. Nem o Dr. Alberto João, nem qualquer outro político deste país tem que dar ouvidos e respeitar os interesses de qualquer bastonário de ordem ou secretário geral de central sindical, deve sim respeitar a vontade do parlamento e as decisões dele imanadas.
Bem se sabe que, recentemente, um governo legitimado por uma eleição democrática foi demitido, cobardemente, por um Presidente da República em fim de ciclo. Rude golpe na democracia parlamentar representativa. Os uivos das corporações ululantes e os gritos dos despeitados, foram mais fortes do que o poder democrático.
Goste-se ou não, é natural e desejável para o regime democrático que o Dr. Albero João Jardim vá a votos para sufragar a sua legitimidade enquanto governante.(...)
Bem se sabe que, recentemente, um governo legitimado por uma eleição democrática foi demitido, cobardemente, por um Presidente da República em fim de ciclo. Rude golpe na democracia parlamentar representativa. Os uivos das corporações ululantes e os gritos dos despeitados, foram mais fortes do que o poder democrático.
Goste-se ou não, é natural e desejável para o regime democrático que o Dr. Albero João Jardim vá a votos para sufragar a sua legitimidade enquanto governante.(...)
Este é um excerto do meu artigo deste mês na revista Factos que já está nas bancas, para ler o artigo completo, é favor ir às bancas.
12 de março de 2007
Ilha dos desamores
Assim, de repente, e depois da indignação já demonstrada aqui e aqui, há que fazer uma análise bem mais real sobre os subsídios e apoios que o Governo vai dar à TVI para produzir a suas nova novela da noite "Ilha dos Amores".
Trata-se de um apoio à produção de um programa de entretenimento para televisão que rondará, entre todos os apoios do Governo e da SATA, os 750 mil euros. Não era preciso juntar a estes os quantos milhares estão a gastar as câmaras municipais dos conselhos onde se desenrolam as cenas (aqui ao lado do escritório estiveram a rodar algumas dessas cenas e pelo que vi, muitas viaturas equipamentos móveis e pessoal da Câmara Municipal de Ponta Delgada estão envolvidos nesta operação), para se concluir que está em jogo muito dinheiro.
Tenho dúvidas da eficácia deste evento em termos de promoção turística dos Açores já que o seu público-alvo, com as medidas de aperto de cinto recentemente implementadas, pouco mais longe pode ir do que a Belém comer um pastel com uma bica escaldada ou passear a pé no centro comercial mais próximo.
Tenho imensas dúvidas até porque parte da acção se desenrola numa época que já passou há muito. Trata-se, portanto, de divulgar bastante do que já não acontece nesta Ilha.
Do ponto de vista cultural, acho escandaloso que o Governo Regional gaste com a produção de uma novela, tanto quanto gasta com o funcionamento e a programação do Teatro Micaelense durante um ano.
Trata-se de um apoio à produção de um programa de entretenimento para televisão que rondará, entre todos os apoios do Governo e da SATA, os 750 mil euros. Não era preciso juntar a estes os quantos milhares estão a gastar as câmaras municipais dos conselhos onde se desenrolam as cenas (aqui ao lado do escritório estiveram a rodar algumas dessas cenas e pelo que vi, muitas viaturas equipamentos móveis e pessoal da Câmara Municipal de Ponta Delgada estão envolvidos nesta operação), para se concluir que está em jogo muito dinheiro.
Tenho dúvidas da eficácia deste evento em termos de promoção turística dos Açores já que o seu público-alvo, com as medidas de aperto de cinto recentemente implementadas, pouco mais longe pode ir do que a Belém comer um pastel com uma bica escaldada ou passear a pé no centro comercial mais próximo.
Tenho imensas dúvidas até porque parte da acção se desenrola numa época que já passou há muito. Trata-se, portanto, de divulgar bastante do que já não acontece nesta Ilha.
Do ponto de vista cultural, acho escandaloso que o Governo Regional gaste com a produção de uma novela, tanto quanto gasta com o funcionamento e a programação do Teatro Micaelense durante um ano.
11 de março de 2007
Quando o feitiço de vira contra o feiticeiro
Jorge Rita, líder da Associação Agrícola de São Miguel, a corporação mais poderosa dos Açores, mais poderosa até do que a própria federação, resolvei por as garras de fora. Na verdade, até agora, estranhava-se a passividade da corporação perante o Governo Regional. Dizem-me que, no centro da zanga, está o facto de Jorge Rita estar a contar com um convite que afinal não aconteceu, para a administração da nova sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos IROA SA. Espero bem que isso não passe de um boato.
Numa coisa Rita tem razão, não se compreende que César vá a Lisboa na companhia de mais 2 membros do Governo para inaugurar a nova imagem de uma lata de conservas e, duas semanas depois, não esteja presente no Congresso do Leite onde se discutem estratégias para um sector que representa 50% da economia dos Açores.
Na Câmara do Comércio e Industria de ponta Delgada, Carlos Costa Martins também deixou de aparecer, deixando a representação oficial aos seus companheiros de direcção. Indícios de que as coisas estão a mudar nas relações entre o Governo Regional de Carlos César e as principais forças representativas da economia dos Açores.
Quando o feiticeiro faz das corporações o seu principal feitiço, podem acontecer coisas destas.
Numa coisa Rita tem razão, não se compreende que César vá a Lisboa na companhia de mais 2 membros do Governo para inaugurar a nova imagem de uma lata de conservas e, duas semanas depois, não esteja presente no Congresso do Leite onde se discutem estratégias para um sector que representa 50% da economia dos Açores.
Na Câmara do Comércio e Industria de ponta Delgada, Carlos Costa Martins também deixou de aparecer, deixando a representação oficial aos seus companheiros de direcção. Indícios de que as coisas estão a mudar nas relações entre o Governo Regional de Carlos César e as principais forças representativas da economia dos Açores.
Quando o feiticeiro faz das corporações o seu principal feitiço, podem acontecer coisas destas.
Falta de profissionalismo
Encerra hoje nas Furnas o “Encontro de Bloggers 2.0”, organizado pela MUU - Produções Culturais e que levou vários adeptos até ao concelho da Povoação, durante o fim de semana.
(...)Garantidas estiveram as presenças dos “bloggers” Francisco José Viegas, Joana Amaral Dias, José Medeiros Ferreira, Carla Hilário Quevedo, Ana Sá Lopes, Paulo Querido, Isabel Goulão e Rita Barata Silvério, entre muitos outros.
(...)Garantidas estiveram as presenças dos “bloggers” Francisco José Viegas, Joana Amaral Dias, José Medeiros Ferreira, Carla Hilário Quevedo, Ana Sá Lopes, Paulo Querido, Isabel Goulão e Rita Barata Silvério, entre muitos outros.
Bastava um telefonema, um simples telefonema, para evitar escrever coisas que não se passaram. É que, por exemplo, nem o Francisco José Viegas, nem o Prof. Medeiros Ferreira ou o Paulo Querido estiveram sequer nos Açores neste fim-de-semana, quanto mais nas Furnas.
Altas pressões

Em jeito de "juicy conclusions" o que é que se pode dizer. Bem pode dizer-se que falamos todos muito, somos todos muito vaidosos e estamos a levar essa coisa do "bloganço" demasiado a sério.
Uma coisa é certa, se houver ano que vem cá estarei. E para a próxima semana vou estar noutro encontro de bloggers ali para os lados da Cidade Património Mundial.
10 de março de 2007
Espécie rara

O Filipe Franco, um dos melhores artistas plásticos da contemporaneidade é o único fotoblogger presente no encontro que está a decorrer aqui, no Vale das Furnas. Em busca de uma fotografia, neste caso, foi mais apanhado do que apanhou.
9 de março de 2007
É tudo uma questão de legendas
Eu acho, ou melhor, eu tenho a certeza que a Miss Pearls se ri com o meu sotaque.
Furnas, Claro!
Blogger que se preze está nas Furnas. Nesta freguesia do centro da Ilha de São Miguel, um lugar único, entre o mau cheiro do enxofre das caldeiras e o perfume das azáleas em flor, uma dúzia de loucos druidas vão juntar-se para falar dessa coisa escabrosa que dá pelo nome de blog.
Há desses bloggers para todos os gostos e feitios. Prometo ir dando nota do que por aqui se for passando ao longo das sessões e das noites de galhofa e confraternização.
Depois de dois dias alucinantes, perdido entre trabalho, gabinetes de advogados e conversas telefónicas do domínio do incompreensível com políticos arrogantes e prepotentes, nada como um fim-de-semana bem passado na companhia da família e de amigos e conhecidos. Gente fresca, daquela que nos faz acordar amanhã com novas esperanças.
Há desses bloggers para todos os gostos e feitios. Prometo ir dando nota do que por aqui se for passando ao longo das sessões e das noites de galhofa e confraternização.
Depois de dois dias alucinantes, perdido entre trabalho, gabinetes de advogados e conversas telefónicas do domínio do incompreensível com políticos arrogantes e prepotentes, nada como um fim-de-semana bem passado na companhia da família e de amigos e conhecidos. Gente fresca, daquela que nos faz acordar amanhã com novas esperanças.
8 de março de 2007
Velhos guetos novas centralidades
Alguns estrangeiros meus amigos e que visitam regularmente São Miguel, trazem, todos os anos, novos amigos. Gente boa, amiga do seu amigo, coisa rara.
Insistem comigo em os levar a Rabo de Peixe (custa-me bastante, fica fora de mão dos habituais circuitos turisticos). Sempre faço a mesma pergunta, sempre me respondem com as mesmas razões, passam anos e mihões e elevações e a questão é sempre a mesma, ou seja, mais os velhos guetos do que as novas centralidades.
Pensamento para o dia de ontem
Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.
George lichtenberg
George lichtenberg
6 de março de 2007
Saudosismo perigoso
Os portugueses começam a dizer que o País precisa de um Salazar, isso é perigoso para a democracia e para a saúde da vida politica nacional. Não o País não precisa e jamais precisará de um Salazar. O que o país precisa é que lhe digam a verdade e o governem sem ter os olhos postos nos calendários eleitorais.
Parágrafo de crónica do autor na revista Factos nº 22
Diálogo surrealista sobre os pobres e mal agradecidos.
Viuva-Oh Nuno não me arranjas uma casa do Governo?
Nuno Barata-Eu? Eu não dou nada a ninguém, mas não falta por aí casas de habitação social.
Viuva-Então não há! Está cheio de apartamentos que estão fazendo ali em São Roque e nos Arrifes que eu já me fui informar, mas o meu filho não gosta de apartamentos.
Nuno Barata-Eu? Eu não dou nada a ninguém, mas não falta por aí casas de habitação social.
Viuva-Então não há! Está cheio de apartamentos que estão fazendo ali em São Roque e nos Arrifes que eu já me fui informar, mas o meu filho não gosta de apartamentos.
E Nuno Barata,calou-se e começou a escrever este post.
Post a 3
Mais vale o tunning do que as tunas . E entre os dois venha o diabo e escolha
Alexandre Pascoal
Pedro Arruda
Nuno Barata
Hoje ao almoço
Alexandre Pascoal
Pedro Arruda
Nuno Barata
Hoje ao almoço
Do estado da Bola
Raramente vejo programas da Bola. Contudo o estado em que se encontra a televisão portuguesa obriga-nos a sucessivos exercícios de "zapping". Numa dessas passagens rápidas pela Sic Noticias, ouvi esta pérola vinda da boca do desbocado e desassombrado advogado Dias Ferreira, uma espécie de Alberto João Jardim do futebol Português.
"Uma pessoa hoje em dia até se sente mal por não ser arguido num processo qualquer...". Não haja dúvidas que esta frase reflecte bem o estado do futebol e da justiça neste Portugal cada vez mais queiroziano.
"Uma pessoa hoje em dia até se sente mal por não ser arguido num processo qualquer...". Não haja dúvidas que esta frase reflecte bem o estado do futebol e da justiça neste Portugal cada vez mais queiroziano.
5 de março de 2007
Um blogue de direita
Já que não há um partido que se assuma de direita, que haja, pelo menos, blogues assumidamente, de direita.
Coisas do dia-a-dia
Para além da desfaçatez de quem nos governa e da instalação, à força, de um "Estado corporativo", há ainda aqueles que, estando a coisa dificil, ainda ligam o "complicómetro".
4 de março de 2007
Aprender com Bruxelas.
O Senhor Secretário Regional da Presidência, Dr. Vasco Cordeiro, que é um dos poucos membros do Governo dos Açores que ainda merece o meu respeito, anda a ficar ligeiramente anafado (gordo mesmo). São muitas horas de gabinete. Os gabinetes tolhem a mente e alargam o corpo.
Deixo-lhe aqui um convite público para fazer uma incursão pelo centro da Ilha para ver a quantidade de coisas que temos que aprender com Bruxelas. Farei de guia, com muito prazer, tal como fiz hoje com um casal amigo nas imediações da Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, onde nos deparamos com vários cenários com o acima retratado.
Deixo-lhe aqui um convite público para fazer uma incursão pelo centro da Ilha para ver a quantidade de coisas que temos que aprender com Bruxelas. Farei de guia, com muito prazer, tal como fiz hoje com um casal amigo nas imediações da Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, onde nos deparamos com vários cenários com o acima retratado.
3 de março de 2007
Alerta civico

Só a participação activa dos cidadãos poderá contribuir para que atitudes arrogantes e pouco cívicas como a aqui retratada possam ser banidas do nosso dia-a-dia. Infelizmente, o nosso povo não está preparado para ter acesso a certos bens e serviços, não os sabe usar e por isso, usa-os com arrogância e desrespeito pelo próximo. O direito de transgredir, também é um direito que assiste aos cidadãos que queiram correr o risco de serem excluídos, indigentes (neste caso mais indigestos). Contudo, esse direito perde-se quando colide com direitos de terceiros. Todos os dias passo, várias vezes ao dia, neste cruzamento da cidade de Ponta Delgada, quase todos os dias as transgressões são uma realidade. Hoje levava o Salvador a dar um passeio, e as coisas tornaram-se mesmo muito complicadas. A nossa cidade, governada por uma suposta "dama de ferro" que não passa de uma dama de folheta politiqueira, não está preparada para ser usada por peões, muito menos por deficientes ou pais acompanhados de crianças em carrinhos ou até mesmo levados pela mão. Os passeios, na sua maioria, são estreitos e irregulares, são, demasiadas vezes, ocupados por viaturas e objectos fixos como floreiras e contentores de lixo.
Enfim, estamos a anos luz dos países do centro e norte da europa. Muito embora o Secretário Regional da Presidência ache que temos muito a ensinar a Bruxelas, eu acho que temos é que aprender, para não repetirmos os seus erros pretéritos.
Enfim, estamos a anos luz dos países do centro e norte da europa. Muito embora o Secretário Regional da Presidência ache que temos muito a ensinar a Bruxelas, eu acho que temos é que aprender, para não repetirmos os seus erros pretéritos.
É D'Homem, mesmo!
In Açoriano Oriental de hoje.
Pedro Medina é, assim, o primeiro presidente de comissão política de Ilha de São Miguel que assume uma candidatura à liderança do CDS/PP nos Açores desde a saída do Prof. José Manuel Monteiro da Silva há quase 20 anos. Sabendo-se que Artur Lima é o candidato da continuidade e tendo em conta que as mudanças internas nos partidos e principalmente no CDS são difíceis (por via do caciquismo instalado e do seguidismo das diferentes estruturas de Ilha que se unem numa atitude anti micaelense empedernida), uma candidatura de Pedro Medina constitui um acto de grande abnegação. Sendo derrotado, São Miguel ficará de fora dos órgãos dirigentes regionais do CDS/PP. O vencedor será, então um Presidente eleito mas nunca um líder, dum partido que é em São Miguel que mais facilmente elege um deputado ou até dois tendo em conta o 10º circulo eleitoral e o peso em nº de votos que o circulo de São Miguel contribui para o chamado circulo de compensação.
Há 15 dias parecia que o CDS/PP dos Açores não tinha interessados na sua liderança, a quinze dias do Congresso já existem duas alternativas. Para que tudo se componha falta uma terceira via que pode, muito bem, ser a via consensual.
Seja como for, Pedro Medina é já um vencedor. O vencedor da coragem, da firmeza, da perseverança, do vigor e da perseguição de objectivos.
Há 15 dias parecia que o CDS/PP dos Açores não tinha interessados na sua liderança, a quinze dias do Congresso já existem duas alternativas. Para que tudo se componha falta uma terceira via que pode, muito bem, ser a via consensual.
Seja como for, Pedro Medina é já um vencedor. O vencedor da coragem, da firmeza, da perseverança, do vigor e da perseguição de objectivos.
1 de março de 2007
Secretaria muda
Conforme decidido pelo Sr. Secretário Regional da Agricultura e Florestas, em reunião do dia 27 de Fevereiro do corrente ano, na DRACA, onde se debateram problemas técnicos relacionados com as comunicações ao nível da informática, informo que a partir do dia 29 de Fevereiro (próximo ano bisexto portanto) começarão a ser desactivadas as placas de som de todos os computadores da SRAF.
Isso é que vai ser uma maçada. Então como é que os funcionários vão ouvir os discursos do Senhor Secretário nas mensagens do GACS? Afinal, pensamo bem, é mesmo melhor não ouvirem.
E essa coisa de ver vídeos dos "gato fedorento" no "Youtube", sem som, não tem graça absolutamente alguma.
E essa coisa de ver vídeos dos "gato fedorento" no "Youtube", sem som, não tem graça absolutamente alguma.
Isso para não falar da pornografia sem gemidos e ais e uis.
Uma vez da caça outra do caçador
Há um ano, passei o dia de aniversário separado da minha mulher e com a angustia de não saber se o meu filho iria nascer ou se o perderia. Naqueles dias agarrei-me ao que de mais valioso tenho, a minha restante família, principalmente as minhas filhas.
Para disfarçar o desconforto que provoca a infelicidade e a angustia, afundei-me no único vicio que mantenho, o trabalho.
Eram 21 horas entrei no estúdio da RTP-Açores para fazer o "Língua afiada" daquela semana. Não sei onde arranjei forças, mas a vontade de cumprir deu-ma.
Hoje, ao invés, vou ter a família toda junta, ao bebé Salvador vai juntar-se a restante prole, os tios, os primos, a avó e o patriarca, o outro Salvador, o avô mais babado que alguma vez se viu.
Para disfarçar o desconforto que provoca a infelicidade e a angustia, afundei-me no único vicio que mantenho, o trabalho.
Eram 21 horas entrei no estúdio da RTP-Açores para fazer o "Língua afiada" daquela semana. Não sei onde arranjei forças, mas a vontade de cumprir deu-ma.
Hoje, ao invés, vou ter a família toda junta, ao bebé Salvador vai juntar-se a restante prole, os tios, os primos, a avó e o patriarca, o outro Salvador, o avô mais babado que alguma vez se viu.
28 de fevereiro de 2007
Pagar pelo banho quente.
Nunca pensei vir a concordar com o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, sempre achei que a única coisa que tal criatura sabia fazer era dar uns pontapés numa bola.
Contudo, a suas declarações de hoje tendo a coragem de dizer que a entrada na Zona da Caldeira Velha deve ser paga, têm o meu aplauso. Faço-o pela coragem e pela lucidez de tal medida.
Um património como as conhecidas por "Cascatas da Ribeira Grande", não pode ser fruído gratuitamente e selvaticamente como tem sido ao longo dos últimos anos. Se a nossa Ilha fosse povoada de gente civilizada e respeitadora do próximo e dos bens públicos ainda admitia alguma flexibilidade. Como somos uma boa cambada de "javardos", a utilização de lugares como a "Caldeira Velha" e a "Poça da Beija" tem que ser paga e cara para que esses locais possam ser mantidos convenientemente, estar abertos 24 horas por dia e vigiados outras tantas.
Contudo, a suas declarações de hoje tendo a coragem de dizer que a entrada na Zona da Caldeira Velha deve ser paga, têm o meu aplauso. Faço-o pela coragem e pela lucidez de tal medida.
Um património como as conhecidas por "Cascatas da Ribeira Grande", não pode ser fruído gratuitamente e selvaticamente como tem sido ao longo dos últimos anos. Se a nossa Ilha fosse povoada de gente civilizada e respeitadora do próximo e dos bens públicos ainda admitia alguma flexibilidade. Como somos uma boa cambada de "javardos", a utilização de lugares como a "Caldeira Velha" e a "Poça da Beija" tem que ser paga e cara para que esses locais possam ser mantidos convenientemente, estar abertos 24 horas por dia e vigiados outras tantas.
Porque não, consignar a privados a sua exploração?
27 de fevereiro de 2007
Democracia vermelha
Ou seja quem troca os interesses das suas populações por beneces para o municipio safa-se, quem defende os seus municipes contra o governo, lixa-se. É assim a democracia de Sócrates que Vital Moreira tanto adora.
26 de fevereiro de 2007
À procura de um texto
Quando a gente não tem o que dizer, vai à procura de qualquer coisa nos blogues da outra gente. Assim, a gente faz um link, uma frase bonita, bem esgalhada, plena de verdades e pronto. Faz da posta alheia posta sua. Sem plágio, simples copiar e colar com ligação feita para identificar o autor.
As ligações entre textos de diferentes blogues são importantes para a criação de redes de influência na Blogosfera. Mas também é verdade que o blogger que linka muito é porque tem poucas ideias ou poucas opiniões próprias.
Quando se escreve opinião, precisa-se de um mote a partir do qual se esboça uma ideia com base em um ou mais conceitos e o resto é "palha". A criatividade na escrita de opinião, tal como outra qualquer coisa, treina-se. Para além do treino da inspiração e da busca do mote, é importante começar qualquer coisa, mesmo que não se saiba bem o que vai sair dali, importa dar um passo, neste caso umas dedadas no teclado. Depois, as coisas vão fluindo e tal como dos primeiros rabiscos do arquitecto sai o primeiro esboço de uma obra-prima, é das primeiras frases que pode sair um grande texto. Quando a gente não tem o que dizer vai à procura.
As ligações entre textos de diferentes blogues são importantes para a criação de redes de influência na Blogosfera. Mas também é verdade que o blogger que linka muito é porque tem poucas ideias ou poucas opiniões próprias.
Quando se escreve opinião, precisa-se de um mote a partir do qual se esboça uma ideia com base em um ou mais conceitos e o resto é "palha". A criatividade na escrita de opinião, tal como outra qualquer coisa, treina-se. Para além do treino da inspiração e da busca do mote, é importante começar qualquer coisa, mesmo que não se saiba bem o que vai sair dali, importa dar um passo, neste caso umas dedadas no teclado. Depois, as coisas vão fluindo e tal como dos primeiros rabiscos do arquitecto sai o primeiro esboço de uma obra-prima, é das primeiras frases que pode sair um grande texto. Quando a gente não tem o que dizer vai à procura.
25 de fevereiro de 2007
Baby Sitting
É verdade, o meu fim-de-semana foi de baby sitter, entre o Sol, o Expresso, as pápas milupa e as fraldas Dodot (puuuuuuuu), ainda houve tempo para sacar umas fotos ao Salvador e andar pela net, vagueando, surfando, navegando, depende das opiniões. Bem, já volto para acabar este post. Agora o puto está a reclamar, deve ser para arrotar, acabei de lhe dar a pápa. Oh não! Mais uma fralda. É a terceira fralda da tarde. Chiça!
As meias verdades são como as meias mentiras.
A gente espera que, de facto, o atum Bom Petisco venha a ser comercializado em Itália com o rótulo "produto dos Açores". É que, até agora, não havia uma única referência aos Açores nas embalagens de atum daquela marca. Além disso, é sempre bom referir, ao contrário do que é dado a entender na peça do gabinete da propaganda do Governo, que esta não é uma marca de valor acrescentado produzida com atum frsco do mar dos Açores e que não é comercializada em Itália (mercado por excelência das conservas de atum), é uma marca de combate produzida a partir de matérias primas de baixa qualidade importada, em congelado, de paises terceiros.
Goste-se ou não do estilo...
... são mais do que avisadas as plavras do Henrique Raposo no blogue da Atlântico acerca das jogadas de Alberto João Jardim: Depois, há que admirar a coragem do homem: diz o que pensa num país em que os políticos medem tudo o que dizem, com medo de desagradar a quadratura do círculo.
23 de fevereiro de 2007
O Paraíso das SA
A partir de hoje o IROA-Instituto Regional de Ordenamento Agrário passou a ser Sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos. Os seus trabalhadores passaram, portanto, a serem colaboradores de uma empresa pública.
Vão ter três administradores e um fiscal em vez de um presidente, vão ter muitos mais trabalhadores e a ganhar mais do que os actuais, vão ter uma sede nova que vai custar uns milhões e os vai levar para onde o diabo perdeu as botas.
Entretanto, naquele ex-Instituto, estão há uma semana só a "picar ponto", sem conseguir trabalhar, porque já fazem tudo por via electrónica e entrou um vírus na rede do governo regional (apesar de terem quase tudo barrado e nem conseguirem receber os anexos dos e-mails).
Isto não é o céu???
Nem percebo como é que se apanham depressões neste paraíso!...
Vão ter três administradores e um fiscal em vez de um presidente, vão ter muitos mais trabalhadores e a ganhar mais do que os actuais, vão ter uma sede nova que vai custar uns milhões e os vai levar para onde o diabo perdeu as botas.
Entretanto, naquele ex-Instituto, estão há uma semana só a "picar ponto", sem conseguir trabalhar, porque já fazem tudo por via electrónica e entrou um vírus na rede do governo regional (apesar de terem quase tudo barrado e nem conseguirem receber os anexos dos e-mails).
Isto não é o céu???
Nem percebo como é que se apanham depressões neste paraíso!...
E quem serão os administradores?
Ai se isso se tivesse passado no tempo do Mota Amaral. Já se falava de "tachos" e "panelas" e de mordomias e mais outras mais valias pessoaios. Era a degradação, o conluio e essa pleiade de epitetos que toda a gente sabe. Mas como é no tempo de César. Vale tudo. Tudo não, mas vale fazer bastante que a gente habitua-se. Foi no tempo de outro César, há muitos anos, que a táctica do Pão e Circo foi implementada. Assim permanece até aos nosso dias como infalivel meio de garantir o poder.
22 de fevereiro de 2007
Scongiurare ritorno della destra
A Itália no seu melhor. Um bom exempo de que os governos podem não mandar nas economias e de que a estabilidade politica não é, em si, essencial ao bom funcionamento de um país, antes pelo contrário.
ROMA - Alla fine sono arrivate le dimissioni. Dopo tante minacce di crisi il governo Prodi va in testa coda e cade quando (forse) meno se lo aspettava, inciampando sulla politica estera: la mozione sul discorso di D'Alema non è passata al Senato per due voti. A stoppare la maggioranza è stata una inedita cinquina composta da tre senatori a vita e due «irriducibili» della sinistra radicale. Rossi e Turigliatto.
21 de fevereiro de 2007
O retornado

Temo que tenhas razão, caríssimo primo. Na verdade, há muito, que os mais conservadores e algumas hostes liberais levadas no engano de que Portas é um defensor do mercado e da iniciativa privada, vêm esperando o regresso do "menino bonito" à politica partidária. Esperam, qual Portugal esperou um D. Sebastião em noite de nevoeiro. Acontece, porém, que este D. Sebastião, ao invés do outro, tem mesmo ganas de voltar e não o fará numa noite de nevoeiro mas só e apenas quando tudo o que se mexe à direita estiver clarificado.
Portas cometeu o erro de abandonar o Partido quando este mais precisava dele, numa época de crise e levado pelo cano a reboque do PSD que o levara, também a reboque, aos palcos do arco do poder.
Muitas das bases do CDS e do Partido Popular, nomeadamente os já chamados históricos, não perdoarão a Portas os golpes palacianos internos e externos, as saídas estratégicas e os regressos tácticos, os escândalos e as trapalhadas.
Por mim, não entregarei o cartão do Partido, mas não contem comigo para dar a cara por um projecto de avanços e recuos à mercê de "carreiristas" e golpistas.
Ficarei no meu canto.
Coisas sem sentido

Juro que fiquei mesmo sem perceber se estavamos perante uma nova comunidade imigrante enraizada nos nossos costumes ou se perante um grupo de fundamentalistas Islâmicos.
Temo que será apenas ignorância. Era preciso, é tradição levar uma bandeira. Então, foi a primeira que apareceu.
19 de fevereiro de 2007
Daqui a pouco...
...em directo, em todas as televisões, na abertura dos seus "serviços" noticiosos, os dislates do Dr. Alberto João e o golpe que preparou para a democracia portuguesa. Demite-se, provoca eleições antecipadas, ganha-as com uma maioria absolutíssima e afronta Lisboa. Além disso, não sei se não ultrapassa aquela questão dos doze anos da lei da limitação dos mandatos.
Um mestre na política à portuguesa. Pois alevá.
Um mestre na política à portuguesa. Pois alevá.
Umas vezes importantes, outras nem por isso
Depois do Governo Regional de ter demonstrado, no Uruguai e na Argentina, o nível da importância do relacionamento entre os órgãos de Governo próprio da Região e as comunidades emigrantes, acho que estava na altura do Séquito Cesariano, e de todo o grupo parlamentar do PS Açores na Assembleia da República, fazerem uma visitinha de cortesia aos nossos queridos emigrantes de Providence e New Bedford .
18 de fevereiro de 2007
Ainda há esperança nos Homens
O Presidente da Câmara de Valença e demais vereação (todos os partidos) demitiram-se em defesa dos interesses da população que os elegeu e que ele tem obrigação de defender. Demitiu-se também a Concelhia do PS local. Ou seja, fizeram aquilo para que foram eleitos e que as suas consciências mandaram. O Ministro Correia de Campos acusa-os de deslealdade. Era só o que faltava, um Autarca eleito baixar-se às ordens de um Ministro indigitado.
Infelizmente, em Portugal, cada vez há menos pessoas com coragem para atirarem os interesses partidários para traz das costas e capazes de se manterem firmes nas suas convicções.
Infelizmente, em Portugal, cada vez há menos pessoas com coragem para atirarem os interesses partidários para traz das costas e capazes de se manterem firmes nas suas convicções.
17 de fevereiro de 2007
Há boatos e o Boato
Há mentiras, rumores, acusações gratuitas e ataque infames e infundados. Contudo, a mim, o único boato que interessa é este.
Progresso betonado e efeito estufa
Só para quem não percebe que Ponta Delgada também cresceu para Sul e mal.
16 de fevereiro de 2007
Entre o azeite e o pó-de-talco
Jardim: portugueses "não têm testículos" para dizer que o referendo não é vinculativo .
E Jardim perdeu os tomates e resolveu falar em testiculos.
E Jardim perdeu os tomates e resolveu falar em testiculos.
15 de fevereiro de 2007
É impresionante...

... a percentagem de viaturas em transgressão nesse pequeno espaço num parque de estacionamento da nossa cidade. Esta situação é recorrente, denotando não só a falta de civismo dos cidadãos como a falta de fiscalização, isso para já não falar da falta de alternativas ao encerramento de parte do parque da Calheta.
14 de fevereiro de 2007
The Beatles - All You Need is Love
A única coisa que não sabemos como explicar e que resiste a todas as adversidades é mesmo só o Amor. Por isso mesmo All You (we) Need is Love.
Qual progresso qual carapuça!

Se Ponta Delgada não tivesse crescido descontrolada e estupidamente para Sul, em nome de um progresso mais bacoco do que qualquer pensamento reaccionário e ao invés, tivesse crescido para Norte, Este e Oeste, provavelmente era património de Humanidade. Paga-se o preço do tal progresso e frui-se das suas coisas boas. Vá o diabo medir, pesar, quantificar na balança do tempo qual a melhor das opções.
13 de fevereiro de 2007
Um paradigma da arrogância
"Eu acho que não dará em nada, mas mesmo que eu vá preso, ele não ganhará as eleições".
Carlos César a Costa Neves sobre o episódio da queixa à CNE remetida ao Ministério Público.
Carlos César a Costa Neves sobre o episódio da queixa à CNE remetida ao Ministério Público.
Está Confirmado

É o Express Santorini, navio construído em 1974, com 33 anos portanto e que tem estado em situação de "laid up" há pelo menos 4. É um navio que não se enquadrava no anterior caderno de encargos e que, por isso, nunca foi considerado pelos interessados no concurso. Além disso é um navio de exploração muito dispendiosa por ter elevados consumos de combustíveis e manutenção.
Segundo as noticias hoje avançadas, este navio irá efectuar uma espécie de mini cruzeiros inter Ilhas, uma ideia que, à partida, parece boa, resta esperar pelos seus resultados.
O aluguer dos dois navios irá custar aos cofres da Região cerca de 6 milhões de euros, bastante mais do que estava consignado anteriormente. A Região pretende ter uma receita de cerca de 2,5 milhões de euros o que, à partida, parece uma meta utópica. Vamos esperar para ver.
Quanto à data de Maio de 2008 para apresentação dos dois novos navios a construir em Viana do Castelo, essa sim, é totalmente irealista já que os navios ainda nem estão em obra e esse prazo implicaria uma execução em 15 meses.
Segundo as noticias hoje avançadas, este navio irá efectuar uma espécie de mini cruzeiros inter Ilhas, uma ideia que, à partida, parece boa, resta esperar pelos seus resultados.
O aluguer dos dois navios irá custar aos cofres da Região cerca de 6 milhões de euros, bastante mais do que estava consignado anteriormente. A Região pretende ter uma receita de cerca de 2,5 milhões de euros o que, à partida, parece uma meta utópica. Vamos esperar para ver.
Quanto à data de Maio de 2008 para apresentação dos dois novos navios a construir em Viana do Castelo, essa sim, é totalmente irealista já que os navios ainda nem estão em obra e esse prazo implicaria uma execução em 15 meses.
12 de fevereiro de 2007
Parlamento sem Legitimidade (2)
A Avaliar pelos comentários no post Parlamento sem Legitimidade, dá para perceber que há muita gente que não entende e não conhece os mecanismos democráticos e outros tantos que ainda não perceberam o caminho perigoso que a nossa democracia está a percorrer.
Em primeiro lugar convém esclarecer que aquele meu post nada tem que ver com mau perder, eu nem sei se perdi, votei neste referendo com a minha consciência, é pública a minha opinião e ninguém me viu fazendo campanha nem pelo sim nem pelo não.
Contudo, preocupam-me os atropelos ao bom funcionamento das instituições democráticas, ao poder judicial e pior que isso, preocupa-me a ligeireza com que os líderes políticos deste país desrespeitam o que legislam porque acham que o Povo não os compreenderia se cumprissem a lei e as regras da democracia. Isso passa-se na justiça como o caso da menina e do Sargento, já se passou no Futebol, vai passar-se transversalmente na sociedade portuguesa e ninguém acha anormal.
Continuarei, por isso a manifestar a minha opinião. Se não queriam correr o risco de fazer um referendo que não fosse vinculativo, não o fizessem e ponto final.
Só para o Francisco Costa que ainda é novato e tem potencial: O Governo não legisla, executa, quem legisla é a Assembleia da República e as Assembleias Regionais que não o quiseram fazer. Foram a jogo num referendo com regras, regras que eles próprios criaram por descrença no Povo que os elegeu. Como para ganhar o Jogo é preciso que uma regra não seja aplicada, então não se aplica.
Alguém disse e bem, que queria ver o seu voto validado e que não estava para ser prejudicado com o facto de muitos não terem querido exercer esse direito. Devo dizer que concordo. Além disso, nem acho que uma abstenção de 56% seja um escândalo, pelo contrário é uma vitória da democracia, o que está mal é a tal regra que está na lei orgânica do referendo.
Em primeiro lugar convém esclarecer que aquele meu post nada tem que ver com mau perder, eu nem sei se perdi, votei neste referendo com a minha consciência, é pública a minha opinião e ninguém me viu fazendo campanha nem pelo sim nem pelo não.
Contudo, preocupam-me os atropelos ao bom funcionamento das instituições democráticas, ao poder judicial e pior que isso, preocupa-me a ligeireza com que os líderes políticos deste país desrespeitam o que legislam porque acham que o Povo não os compreenderia se cumprissem a lei e as regras da democracia. Isso passa-se na justiça como o caso da menina e do Sargento, já se passou no Futebol, vai passar-se transversalmente na sociedade portuguesa e ninguém acha anormal.
Continuarei, por isso a manifestar a minha opinião. Se não queriam correr o risco de fazer um referendo que não fosse vinculativo, não o fizessem e ponto final.
Só para o Francisco Costa que ainda é novato e tem potencial: O Governo não legisla, executa, quem legisla é a Assembleia da República e as Assembleias Regionais que não o quiseram fazer. Foram a jogo num referendo com regras, regras que eles próprios criaram por descrença no Povo que os elegeu. Como para ganhar o Jogo é preciso que uma regra não seja aplicada, então não se aplica.
Alguém disse e bem, que queria ver o seu voto validado e que não estava para ser prejudicado com o facto de muitos não terem querido exercer esse direito. Devo dizer que concordo. Além disso, nem acho que uma abstenção de 56% seja um escândalo, pelo contrário é uma vitória da democracia, o que está mal é a tal regra que está na lei orgânica do referendo.
11 de fevereiro de 2007
O crime não compensa
José Sócrates jogou limpo e ganhou.Parabéns!
Carlos César Jogou sujo (muito sujo) e perdeu.
Carlos César Jogou sujo (muito sujo) e perdeu.
Parlamento sem legitimidade.
42% de votação é melhor do que os 36% de 1998. Gritar vitória, como já ouvi esta noite, é não saber nada sobre a lei do referendo, não entender nada de democracia, é sobretudo, uma perigosa tentativa de atropelar as decisões democráticas.
o POVO, não pode ser sábio para o que nos convém e ignorante para o que não interessa.
Os políticos da democracia representativa tiveram várias hipóteses e oportunidades de, em sede da Assembleia da República, legislarem no sentido que agora querem fazer. Não tiveram coragem de o fazer, quizeram referendar, fizeram-no duas vezes, por duas vezes os resultados desses referendos não foram vinculativos, isso retira ao Parlamento legitimidade para legislar.
Deveres Civicos? Isso é o quê?
10 de fevereiro de 2007
Reflexão
A necessidade de manter-se, na legislação em vigor sobre todos os actos eleitorais, um dia dedicado à reflexão por parte dos eleitores, é um paternalismo paradigmático da falta de lastro da nossa democracia.
Numa altura que se apela à participação cívica, em que se invoca a sofisticação e urbanidade de um povo em nome de um suposto progresso, não faz sentido que se limitem as acções de campanha para um qualquer acto eleitoral em nome do perigo de manipulação desse mesmo Povo.
Numa altura que se apela à participação cívica, em que se invoca a sofisticação e urbanidade de um povo em nome de um suposto progresso, não faz sentido que se limitem as acções de campanha para um qualquer acto eleitoral em nome do perigo de manipulação desse mesmo Povo.
9 de fevereiro de 2007
RTP-Açores ou RTP do Governo?
A reportagem que a RTP-a fez, ou melhor não fez, sobre a decisão da CNE de obrigar a retirar da página do GACS as declarações do Presidente do Governo sobre o referendo e ter remetido para o Ministério Público a queixa do PSD por haver indício claro de ilícito criminal na atitude do Presidente do Governo, é um escândalo de frete ao Governo e a César. Tudo isso logo seguido de uma tentativa de Francisco Coelho de fugir para a frente tentando comparar o incomparável.
César no Ministério Público
A Comissão nacional de Eeleições mandou a Presidência do Governo Regional dos Açores retirar de imediato do sitio do GACS, os conteudos relativos ao apelo ao voto no sim no referendo do próximo Domingo.
Por haver indicio de ilicito criminal, a CNE remeteu o processo para o Ministério Público.
8 de fevereiro de 2007
Finalmente
A manutenção dos trilhos pedestres turísticos homologados nos Açores, que estão sob a responsabilidade do Governo Regional, vai passar a ser assegurada por entidades privadas. A medida visa arranjar "olheiros" nas nove ilhas, que se responsabilizem, diariamente, por "manter os trilhos em perfeitas condições".

A gente lê no Açoriano Oriental via Lusa e acredita e fica satisfeita, é que a gente anda a defender esta solução há anos. É bom olhar bem quem serão os tais "olheiros" e que no passado já existiram protocolos que serviram para muita coisa menos para a manutenção dos trilhos.
Se puserem a concurso, aviso já que vou concorrer para Santa Maria, afinal tenho feito isso pro bono.
7 de fevereiro de 2007
Presidente do Governo viola lei do referendo (revisto)
O presidente do partido socialista pode e deve fazer os apelos que quizer e entender. Ao invés, o Presidente do Governo Regional não o pode fazer.
Ao ter apelado ao voto no sim da forma como fez e usando um instrumento como o GACS para o fazer, O Presidente do Governo regional dos Açores viola os principios plasmados no artigo 45ª da lei 15/A de 98 onde se lê:
Quem, no exercício das suas funções, infringir os deveres de neutralidade ou imparcialidade, constantes do artigo 45.º, é punido com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias.
Ao ter apelado ao voto no sim da forma como fez e usando um instrumento como o GACS para o fazer, O Presidente do Governo regional dos Açores viola os principios plasmados no artigo 45ª da lei 15/A de 98 onde se lê:
Artigo 194.ºViolação dos deveres de neutralidade e imparcialidade
Quem, no exercício das suas funções, infringir os deveres de neutralidade ou imparcialidade, constantes do artigo 45.º, é punido com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias.
5 de fevereiro de 2007
A promiscuidade que vem de longe.
Tal como a fama do Brandy Constantino, nos Açores, vem de longe a fama e continua a existir uma perigosa promiscuidade entre público e privado, entre dinheiros públicos e negócios privados e privativos, entre dinheiros privados e negócios públicos, entre negócios privados e interesses públicos e mais um sem número de conjugações que se podem fazer.
O presidente do Governo Regional, Carlos César, preside, terça-feira, em Ponta Delgada, à sessão pública de apresentação dos projectos que o consórcio SIRAM/LusoIrlandês se propõe executar na ilha de S. Miguel.
A sessão decorre às 15:30 horas no auditório da Secretaria Regional da Economia.
Entre os projectos da SIRAM para S. Miguel figura uma intervenção no Campo de Golfe da Batalha, que prevê a construção de um complexo turístico e residencial associado àquele espaço de lazer, de que o grupo empresarial é proprietário na sequência da privatização da Verdegolf.
O presidente do Governo Regional, Carlos César, preside, terça-feira, em Ponta Delgada, à sessão pública de apresentação dos projectos que o consórcio SIRAM/LusoIrlandês se propõe executar na ilha de S. Miguel.
A sessão decorre às 15:30 horas no auditório da Secretaria Regional da Economia.
Entre os projectos da SIRAM para S. Miguel figura uma intervenção no Campo de Golfe da Batalha, que prevê a construção de um complexo turístico e residencial associado àquele espaço de lazer, de que o grupo empresarial é proprietário na sequência da privatização da Verdegolf.
Será que a Verdegolf foi, de facto, privatizada?
Lembro que depois do primeiro concurso ter ficado deserto ( um costume nos concursos lançados pela SRE), o Governo Regional dos Açores, decidiu alienar por "negociação particular, um lote indivisível de 3.549.648 acções, com o valor nominal de € 1,00 cada, representativas de 92,23% do capital social da sociedade VerdeGolf, S.A., detidas pela Região Autónoma dos Açores".
A negociação fez-se "pelo envio, aos investidores que o Vice-Presidente do Governo Regional e o Secretário Regional da Economia" determinaram, "de um convite para a apresentação de proposta para a aquisição da totalidade da participação da Região Autónoma dos Açores no capital social da VerdeGolf, S.A".
4 de fevereiro de 2007
Políticos à manjedoira um esclarecimento
Acerca do post com o título Políticos à manjedoira, importa esclarecer com a mesma enfase com que se noticiou que:
O Dr. Paulo Menezes foi o Director Regional que "negociou" a vinda do IPTM para os Açores e nada tem a ver com o aluguer do imóvel para instalação do Delegado Regional daquele Instituto já que é casado com separação de bens da Drª Nélia Amaral e é esta a proprietária do referido imóvel.
A Drª Nélia Amaral, por várias vezes procedeu a melhorias e pequenas obras de reparação na casa de habitação que alugou ao IPTM para instalação do seu delegado na Região.
A quando da vinda de uma nova delegada para a região, há cerca de um mês, essa manifestou junto da senhoria a intenção de arranjar uma casa maior e mais próxima de Ponta Delgada. A Drª Nélia Amaral, segundo diz, anuiu e manifestou a sua intenção de não prejudicar a delegada do IPTM. Contudo, o contrato existente é entre o IPTM e a senhoria pelo que compete ao IPTM na pessoa da sua administração rescindir o contrato e não ao utilizador.
Segundo consegui apurar, a renitência em rescindir com a Drª Nélia Amaral parte de Lisboa onde o Instituto não tem poder para proceder a novos contratos sem autorização da competente Secretária de Estado.
O Casal Paulo Menezes e Nélia Amaral, negam qualquer interesse na manutenção da presente situação e foi isso mesmo que manifestaram ao responsável por este Blogue.
Espero ter contribuído para um melhor esclarecimento e entendimento desta polémica.
O Dr. Paulo Menezes foi o Director Regional que "negociou" a vinda do IPTM para os Açores e nada tem a ver com o aluguer do imóvel para instalação do Delegado Regional daquele Instituto já que é casado com separação de bens da Drª Nélia Amaral e é esta a proprietária do referido imóvel.
A Drª Nélia Amaral, por várias vezes procedeu a melhorias e pequenas obras de reparação na casa de habitação que alugou ao IPTM para instalação do seu delegado na Região.
A quando da vinda de uma nova delegada para a região, há cerca de um mês, essa manifestou junto da senhoria a intenção de arranjar uma casa maior e mais próxima de Ponta Delgada. A Drª Nélia Amaral, segundo diz, anuiu e manifestou a sua intenção de não prejudicar a delegada do IPTM. Contudo, o contrato existente é entre o IPTM e a senhoria pelo que compete ao IPTM na pessoa da sua administração rescindir o contrato e não ao utilizador.
Segundo consegui apurar, a renitência em rescindir com a Drª Nélia Amaral parte de Lisboa onde o Instituto não tem poder para proceder a novos contratos sem autorização da competente Secretária de Estado.
O Casal Paulo Menezes e Nélia Amaral, negam qualquer interesse na manutenção da presente situação e foi isso mesmo que manifestaram ao responsável por este Blogue.
Espero ter contribuído para um melhor esclarecimento e entendimento desta polémica.
Post Scriptum: A ser verdade tudo o que nos foi contado e não temos razão para não acreditar já que ambas as histórias finais coincidem, ficamos a saber que a Administração do IPTM não tem poder nem para alugar uma casa e rescindir um contrato de arrendamento de outra. Então, tem poderes para quê?
3 de fevereiro de 2007
Pior a emenda do que o soneto
Pois é, Senhor Primeiro-ministro, o que o Senhor veio ontem dizer em defesa do seu Ministro da economia ainda é pior do que aquilo que ele proprio disse. Na verdade, o Sr. veio dizer que em Portugal, até o emprego qualificado é mal pago. O que o Sr. Eng. José Sócrates olvidou e olvida permanentemente e tem a comunicação social, geralmente, a ir ao seu encontro nessas omissões, é que o estado de atraso em que se encontra o país deve-se aos últimos 15 anos de politicas inconsequentes e destes 15 anos o senhor esteve no governo 10 deles.
2 de fevereiro de 2007
Políticos à manjedoira
Em tempos, não muito longínquos, um Director Regional de um Governo do Partido Socialista, negociou com um Instituto Público com sede em Lisboa a abertura de uma delegação em Ponta Delgada. Deu um enorme jeito aos seus utilizadores, muito embora numa primeira fase essa delegação não passasse de uma caixa de correio.Ffoi uma medida de importante alcance para os operadores marítimos da Região, o seu a seu dono. O que já não é muito ortodoxo é o facto desse Instituto ter alugado uma casa, para alojamento do seu delegado na Região, à mulher do mesmo Director Regional. Menos ortodoxo ainda é o facto da renda cobrada por essa Senhora que, por puro acaso, é Deputada do Partido Socialista, ser acima do preço do mercado para o tipo, condições e localização da referida habitação. Menos ortodoxo ainda é o facto dessa habitação se ter degradado nos últimos anos (chega a chover em cima da cama e em outras dependências da casa) e a renda continua a subir. Vergonhoso é o facto do utilizador da casa já ter arranjado uma melhor e mais barata mas de Lisboa vem ordem de que se mantenha o actual regime de engorda da Senhora Deputada Regional.
Bem sei que sobre isso nada se dirá, nada se publicará e tudo continuará na mesma com excepção para os meus problemas nas lides com esse instituto que podem vir a agudizar-se. São riscos que gosto de correr, logo se verá.
1 de fevereiro de 2007
Ainda vamos a tempo.
A operação "5 minutes pour la planète", uma iniciativa do Greenpeace, teve como resultado 1% de economia de consumo de electricidade em França . Já na nossa vizinha Espanha que, resolveu juntar-se à iniciativa, os resultados foram mais animadores, 2,5% de redução na procura de energia durante os cinco minutos previstos.
Estes números são bastante interessantes para quem, como eu, acredita que vale a pena continuar a tentar até porque "It's not too late".
Entretanto, por cá, esperam-se iniciativas.
O Ministro das anedotas
O Ministro Manuel Pinho já teve inúmeras tiradas que o poderiam colocar na galeria dos Portugueses mais broncos de todos os tempos a par de Craveiro Lopes, Alberto João Jardim, Eusébio Ferreira da Silva ou até mesmo de um Jaime Pacheco. Mas há uma coisa que não lembrava mesmo nem à Gertrudes, é essa de ter ido à China apresentar como vantagem comparativa para os Chineses investirem em Portugal o factor salarial. É que só mesmo na china é que isso é importante, lá onde se trabalha ainda por um prato de arroz.
Parece sina que, na a República tal como na Região, a economia seja tratada por quem é.
Parece sina que, na a República tal como na Região, a economia seja tratada por quem é.
Em primeira mão.
O novo navio contratado pelo Governo para efectuar o transporte de passageiros no verão de 2007, será o Express Santorini , um navio com 33 anos.Ou seja, essa contratação por parte da Atalnticoline SA, instrumento do Governo para as suas aventuras maritimas, vem dar razão ao que aqui escrevi sobre o irrealismo do caderno de encargos que o Governo então lançoui e que acabou por ficar deserto ou, pelo menos, meio deserto. Além disso vem dar "carradas" de razão à Açorline, cada vez mais esse processo vai mostrando a incompetência do gabinete de Duarte Ponte.
Está tudo no segredo dos Deuses, para o Governo poder fazer um brilharete com a apresentação do "chaço velho" como se fosse uma grande coisa, mas cá o Foguetabraze sabe onde ir buscar toda a informação.
31 de janeiro de 2007
Grande comilona
Em tempos foi a ocupação ilegal de um apartamento pago com os impostos d'agente toda. Agora é a fuga ao fisco.
No tempo do PSD do Dr. Mota Amaral, que eu tanto combati por coisas parecidas com esta, o então Deputado Regional Carlos César já teria exigido a demissão da Directora, do Secretário quiçá a queda do executivo. Hoje, em tempo de mudança, não se passa nada, nem muda Directora nem muda Secretário nem muda coisa alguma.
Enquanto o "Povão", luta e labuta por um naco de pão e mendiga por uma consulta no centro de saúde mais próximo, esses "senhorzinhos", uma espécie de mediocres que julguam ser gente, vão tratando da sua saudinha muito bem tratada. Saem do Governo sempre melhor do que entraram. A corrupção existe, é inegável. Não é ao nível da Presidência, dos Secretários que até aí ainda queremos acreditar que há empenho e seriedade, daí para baixo é que é um tal ver se te avias enquanto é tempo que se muda a maré acaba a pescaria.
No tempo do PSD do Dr. Mota Amaral, que eu tanto combati por coisas parecidas com esta, o então Deputado Regional Carlos César já teria exigido a demissão da Directora, do Secretário quiçá a queda do executivo. Hoje, em tempo de mudança, não se passa nada, nem muda Directora nem muda Secretário nem muda coisa alguma.
Enquanto o "Povão", luta e labuta por um naco de pão e mendiga por uma consulta no centro de saúde mais próximo, esses "senhorzinhos", uma espécie de mediocres que julguam ser gente, vão tratando da sua saudinha muito bem tratada. Saem do Governo sempre melhor do que entraram. A corrupção existe, é inegável. Não é ao nível da Presidência, dos Secretários que até aí ainda queremos acreditar que há empenho e seriedade, daí para baixo é que é um tal ver se te avias enquanto é tempo que se muda a maré acaba a pescaria.
Mandar calar
É verdade, meu Caro Francisco, se há vetusta tentação à qual não resistimos neste país "salazarento", reaccionário e cheirando a naftalina, é a essa de mandar calar os outros quando a sua palavra não nos convém. É pena que estes que clamam pelo silêncio da Igreja Católica sejam os mesmos que gritam pela liberdade religiosa. É caso para dizer, liberdade sim mas só para alguns.
30 de janeiro de 2007
Reinventar o País é urgente
Leiam-se as páginas dos pasquins da aldeia, onde os mais conceituados e instalados fazedores de opiniões e jornalistas esgrimem a sua pena em rebuscados e há vezes, barrocos textos com balanços e contra balanços do ano que passou. Que importa o que está para traz, importa sim olhar em frente e que na nossa memória colectiva apenas permaneça uma ideia do que não queremos se repita nos dias que virão.
Em 2007, devíamos referendar o encerramento do pais e o seu restart. Encomendamos a um Deus qualquer um CD de recuperação e reinstalemos o País em sistema Operativo Espanha pós Franco.
Em 2007, devíamos referendar o encerramento do pais e o seu restart. Encomendamos a um Deus qualquer um CD de recuperação e reinstalemos o País em sistema Operativo Espanha pós Franco.
Últimos parágrafos de crónica do autor publicada na revista FACTOS edição de Janeiro 2007.
24 de janeiro de 2007
As obras da discórdia
Segundo noticiou a RDP esta manhã, o Governo Regional volta a ameaçar o embargo à obra do parque de estacionamento do Largo de São João da responsabilidade da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Mais uma argolada da Câmara Municipal no licenciamento e mais uma "birrinha" do Governo. Ao que consta, César, subindo a uma varanda do edifício da Escola Roberto Ivens não gostou do que viu e tratou de arranjar meio de parar a obra.
Nada disto se estaria a passar se o projecto inicial de recuperação e requalificação do Teatro Micaelense, da autoria do Arquitecto Salgado, tivesse sido cumprido e o Parque de estacionamento tivesse sido construído ao mesmo tempo das obras de recuperação se faziam.
A administração do Teatro e alguns dos seus habituais utilizadores, têm se queixado do estado do acesso àquela sala de espectáculos. Ora a demora que agora se prolonga, em nada facilitará a administração do Teatro, e nós a pagarmos. Sim que no fim quem paga os prejuízos já bastante elevados daquela sala somos nós, os contribuintes.
É o costume, nunca se faz nada com a programação devida
Pois é! E nós? Nós, a pagarmos, pelas obras, pelos atrasos, pelas incompetências da Câmara, pelas arrogâncias de um governo prepotente e omnipresente. Nós a pagarmos os caprichos de políticos de vão de escada.
Nada disto se estaria a passar se o projecto inicial de recuperação e requalificação do Teatro Micaelense, da autoria do Arquitecto Salgado, tivesse sido cumprido e o Parque de estacionamento tivesse sido construído ao mesmo tempo das obras de recuperação se faziam.
A administração do Teatro e alguns dos seus habituais utilizadores, têm se queixado do estado do acesso àquela sala de espectáculos. Ora a demora que agora se prolonga, em nada facilitará a administração do Teatro, e nós a pagarmos. Sim que no fim quem paga os prejuízos já bastante elevados daquela sala somos nós, os contribuintes.
É o costume, nunca se faz nada com a programação devida
Pois é! E nós? Nós, a pagarmos, pelas obras, pelos atrasos, pelas incompetências da Câmara, pelas arrogâncias de um governo prepotente e omnipresente. Nós a pagarmos os caprichos de políticos de vão de escada.
A Senhora que se segue
Hillary Rodham ClintonTudo aponta para que esta Senhora seja a próxima Presidente dos Estados Unidos da América.
Fogo-te-abrase
Há dias, uma amiga do "contenente", pronunciou o nome deste blogue de uma forma que me deixou a pensar. Ao fim de meia hora de cogitações vieram-me à memória outras situações em que as pessoas, principalmente de fora da Ilha, não pronunciavam bem o nome do blogue. Na verdade, este começou por chamar-se Fogotabrase, depois evoluiu para Foguetabraze. Essa expressão, tal como está descrito no manifesto editorial desta modesta página de opinião generalista, é muito típica e, salvo erro, foi levada para a literatura, pela primeira vez,pela pena do Cristóvão D'Aguiar na trilogia de Raiz Comovida.
O Cristóvão escreve fogotabrase numa aglutinação das palavras fogo-te-abrase. Contudo, os micaelenses, neste caso e noutros, comem o final da segunda sílaba. É claro que em linguagem oral a coisa é fácil mas se tentarmos passar à escrita já não é assim tão claro e resultou em leituras muito estranhas da palavra foguetabraze, na qual, deveria colocar-se um acento circunflexo no primeiro o, ou seja fôguetabraze (sugestão do Lomba há já mais de um ano). Assim fica esta 3ª versão do nome do blogue.
O Cristóvão escreve fogotabrase numa aglutinação das palavras fogo-te-abrase. Contudo, os micaelenses, neste caso e noutros, comem o final da segunda sílaba. É claro que em linguagem oral a coisa é fácil mas se tentarmos passar à escrita já não é assim tão claro e resultou em leituras muito estranhas da palavra foguetabraze, na qual, deveria colocar-se um acento circunflexo no primeiro o, ou seja fôguetabraze (sugestão do Lomba há já mais de um ano). Assim fica esta 3ª versão do nome do blogue.
23 de janeiro de 2007
Corrupção há muita seu palerma.
Cada vez que o Cravinho abre a boca lá vai, mais uma no cravo e outra na ferradura. Lamentável episódio este. Lamentável país do bloco central onde não interessa a nada nem a ninguém a implementação de verdadeiras medidas anti-corrupção. Viva, ao menos, a coragem de um político, daqueles que o "pântano guterrista" esteve quase engolindo, que passou por uma das pastas mais propícias ao jeito e à cunha e que, talvez por isso mesmo, sabe bem do que fala quando diz que os lobis da construção são imparáveis.
Bem sabe um empresário da nossa praça, que no tempo era do PSD e agora, contrata avenças com advogados com ligações ao governo e aos parlamentos e financia festas e fogos de artifício promovidas pela Secretaria que tutela as obras públicas.
Finalmente...
.. a internet aqui mesmo à mão, tal como esava habituado e estava inibido desde 19 de Dezembro. Para resolver o assunto foi preciso mudar de ISP e lá fui cair na TELEPAC. Dos males o menor. sai-te NOVIS para o raio que te parta.
18 de janeiro de 2007
É só para dizer que...
...Março é o meu mês. A 1 faço anos, a 2,3,e,4 estarei no Vale das Furnas, Vale Formoso, nessa espécie de encontro de druidas para o qual já mandei manufacturar uma foice de oiro na mesma tenda onde Panoramix mandava fazer as suas. Na Companhia dos Bloggers que entenderem aí se deslocarem o 2º Encontro de Bloggers dos Açores, numa organização do :Ilhas, promete presenças de peso. Só espero que o João Nuno, desta vez, participe mais.
A 10 estarei na minha querida Angra de todos os Heroismos para participar, com muito gosto e orgulho, no 2º EBIT-Encontro de Bloggers da Ilha Terceira, numa organização do Azoriana e do ideias & Ideias, conto aí encontrar velhos e novos amigos e que o debate seja, pelo menos como o do ano passado, participado e conclusivo, mas acima de tudo indutor de novas dinâmicas. Até lá, vamos "blogando".
17 de janeiro de 2007
Momento sem graça mas julgando ter
Steve Jobs não confindir com b..jobs é já considerado como um mago das gadgets. a Apple, que Jobs fundou com Gates numa garagem, quer ganhar a guerra dos "gadgets" com o novissímo iPhone
Depois do iPod e do iPhone virá o iPhode (ainda sem link para não escandalizar o Luís Anselmo), um "gadget" que servirá para ver filmes ouvir musica, telefonar, de relógio, de canivete do MacGiver e de estimulador facial. Ou seja ,um vibrador que até serve para outras merdas.
Depois do iPod e do iPhone virá o iPhode (ainda sem link para não escandalizar o Luís Anselmo), um "gadget" que servirá para ver filmes ouvir musica, telefonar, de relógio, de canivete do MacGiver e de estimulador facial. Ou seja ,um vibrador que até serve para outras merdas.
Absolutamente imperdivel
Hoje na :2, às 22h30m hora dos Açores, o Clube de Jornalistas, programa imperdivel.
A Internet está a alterar os fluxos e os conteúdos da informação? Serão os blogues a segunda bolha da Internet? É possível democratizar, através da Internet, o processo de produção e distribuição da informação? - estas são algumas das questões que o Clube de Jornalistas vai colocar aos convidados do programa. Em estúdio estarão João Morgado Fernandes, director-adjunto do "DN", Paulo Querido, colaborador do "Expresso" (e mais qualquer coisinha), e Rogério Santos, professor universitário. João Alferes Gonçalves é o moderador.
16 de janeiro de 2007
Para (des)animar a malta
O Planeta Açores está de fugir. Não bastavam as sucessivas postas dos muitos aprendizes de bate-chapas do Clube Zoom e ainda temos que gramas com os "firmezinhos" do Vítor Marques.
15 de janeiro de 2007
Coisas que se me ocorrem

Depois da visita presidencial de César à comunidade Açoriana da Argentina e Uruguai (serão 3 gatos pingados?), um conhecido restaurante de São Miguel, vai mudar, defenitivamente, o seu slogan para: Desde las pampas para el plato.
É que não há mesmo pachorra
Estou, desde 19 de Dezembro com problemas nas ligações ADSL NOVIS-Empresas, se não é do router é do IP, se não é do IP é da hub, se não é da hub é da incompetência dos prestadores de serviços. Tal é o meu desespero que até já fui à PT para ver se mudava de ISP. mas fiquei completamente esclarecido quando uma comercial daquela empresa, à segunda pergunta, me entregou um papelinho desdobrável e disse: "Aqui tem tudo o que o Sr. precisa saber". E eu que sou um rapaz bem mandado, agradeci, virei as costas e deixei o dito desdobrável no recipiente para reciclagem de papel mais próximo. Fiquei esclarecidíssimo.
10 de janeiro de 2007
Para facilitar a vida...
...basta seguir o link para relembar tudo o que aqui foi escrito sobre o transporte maritimo de passageiros.
Transporte maritimo de passageiros
Mais um episódio (que não o último)
Não, não estou vendido. Sou uma Puta com um preço que não cabe nas bolsas de um qualquer "governozinho" regional ou de qualquer "empresazinha" de capitais públicos gerida por um punhado de "macacos" que julgam que são gente. Não, não ando sem paciência. Ando mesmo é assoberbado de trabalho e como profissional, quando assumo um compromisso com um cliente, toda a gente sabe, não faço mais nada enquanto não cumpro com esse cliente. Além disso, estou desde o dia 19 de Dezembro sem um acesso decente à Internet o que me retira alguma margem de manobra para o bloganço.
O último episódio da novela (já dava um guiaão para uma série sobre como não fazer politica) do transporte marítimo de passageiros inter-ilhas veio dar razão a tudo o que aqui escrevi e tudo o que disse em televisão sobre esse assunto. Infelizmente, mais uma vez, tive razão e mais uma vez, são os meus impostos e os de mais um bom milhar de bons contribuintes, que vão pagar as incompetências dos governantes. E ninguém vai preso? Nem sequer se demite?
O secretário da tutela, Duarte Ponte, já conhecido no meio jornalístico e "caféceiro" como "mestre iogurteiro", deu instruções à sua instrumental empresa denominada Atlanticoline SA para rescindir com a Transmaçor. É um passo acertado, mas é pouco. Se atendermos ao facto de que foi a incompetência da administração da Atlanticoline e do gabinete do Secretário, que meteu a região nas mão da Transmaçor e de meia dúzia de consultores incapazes, então, não se explica que a administração da Atlanticoline não tenha sido toda exonerada e subestituida. Isso para não falar da falta de vergonha do Secretário Duarte Ponte da Directora Regional Luísa Shandler que já se deviam ter demitido.
O último episódio da novela (já dava um guiaão para uma série sobre como não fazer politica) do transporte marítimo de passageiros inter-ilhas veio dar razão a tudo o que aqui escrevi e tudo o que disse em televisão sobre esse assunto. Infelizmente, mais uma vez, tive razão e mais uma vez, são os meus impostos e os de mais um bom milhar de bons contribuintes, que vão pagar as incompetências dos governantes. E ninguém vai preso? Nem sequer se demite?
O secretário da tutela, Duarte Ponte, já conhecido no meio jornalístico e "caféceiro" como "mestre iogurteiro", deu instruções à sua instrumental empresa denominada Atlanticoline SA para rescindir com a Transmaçor. É um passo acertado, mas é pouco. Se atendermos ao facto de que foi a incompetência da administração da Atlanticoline e do gabinete do Secretário, que meteu a região nas mão da Transmaçor e de meia dúzia de consultores incapazes, então, não se explica que a administração da Atlanticoline não tenha sido toda exonerada e subestituida. Isso para não falar da falta de vergonha do Secretário Duarte Ponte da Directora Regional Luísa Shandler que já se deviam ter demitido.
Resta a Carlos César a decisão final, ou será enterrado nas areias movediças em que a Secretaria da Economia está a meter todo o Governo.
Sim, que isto não acabou por aqui e a culpa não é só da Transmaçor.
8 de janeiro de 2007
Problemas com a navegação à vista
"O CDS-PP precisa mudar de rumo", Luís Nobre Guedes, ex-dirigente do Partido ao Correio das Manhã.
Concordo em absoluto, é preciso que os "pórtistas" se percam em alto-mar e se afundem.
Bem sei que...
Como, certamente, se têm apercebido isso anda muito desprovido de novidades. Não é que não haja assunto a merecer tratamento, mas o trabalho não tem permitido grande dedicação ao Blogue.
Bem sei que andou por aí novidade sobre a Transmaçor e o transporte marítimo de passageiros inter-Ilhas, bem sei que veem aí aumentos indirectos nas passagens aéreas, bem sei que vai subir a gasolina, o Pão, o açúcar ,o óleo e o sabão e bem sei que os ordenados vão ficar na mesma como a lesma. Mas que querem que diga? Estou como aqueles malabaristas que em desespero de causa atiram demasiadas bolas ao ar. Agora, apenas me resta tentar mantê-las em movimento, quando não, caem todas.
Bem sei que andou por aí novidade sobre a Transmaçor e o transporte marítimo de passageiros inter-Ilhas, bem sei que veem aí aumentos indirectos nas passagens aéreas, bem sei que vai subir a gasolina, o Pão, o açúcar ,o óleo e o sabão e bem sei que os ordenados vão ficar na mesma como a lesma. Mas que querem que diga? Estou como aqueles malabaristas que em desespero de causa atiram demasiadas bolas ao ar. Agora, apenas me resta tentar mantê-las em movimento, quando não, caem todas.
7 de janeiro de 2007
6 de janeiro de 2007
Exilio dourado?
Que sirva de lição aos crentes
João Cravinho deixa Parlamento para administrar banco internacional
João Cravinho deixa Parlamento para administrar banco internacional
O que é que leva o paladino do combate à corrupção a aceitar um cargo oferecido pelo governo num período em que se encontra a negociar com esse mesmo governo um pacote anti-corrupção?
Honestamente roubado ao Blasfémias
3 de janeiro de 2007
Coisas que quase nada importam.
Os efeitos do novo regime (subsidio de desemprego) também se fazem sentir nas empresas que vêem assim criados limites no número de rescisões.
Enquanto os políticos não perceberem que os limites ao despedimento são um constrangimento à contratação, o mercado de mão-de-obra não funcionará e consequentemente, o desemprego não irá diminuir.
É claro que, na Região, os efeitos do desemprego ainda não se fazem sentir. Quando os problemas inerentes a esse flagelo social passarem para além das fronteiras de São Miguel ouviremos os brados que por aí se darão.
Enquanto os políticos não perceberem que os limites ao despedimento são um constrangimento à contratação, o mercado de mão-de-obra não funcionará e consequentemente, o desemprego não irá diminuir.
É claro que, na Região, os efeitos do desemprego ainda não se fazem sentir. Quando os problemas inerentes a esse flagelo social passarem para além das fronteiras de São Miguel ouviremos os brados que por aí se darão.
2 de janeiro de 2007
"Crucial"
O Presidente da República diz que 2007 será um ano "crucial". Conhecedor de macro economia como poucos em Portugal, Cavaco sabe que 2007 será um anos de enormes sacrifícios para os portugueses. Em primeiro lugar as regras de contenção orçamental num país altamente dependente do orçamento de estado, reduzirão, em larga escala, os fluxos financeiros no mercado. A diminuição do poder de compra, terá repercussões no consumo, com diminuição da cobrança de impostos directamente ao nível do IVA e indirectamente ao nível do IRS e IRC.
Finalmente, a grande questão, um abrandamento, inevitável do investimento por causa da transição do quadro comunitário de apoio. Todos sabemos, por experiência passada, que os anos de transição dos quadros comunitários de apoio, devido á lentidão do estado e das regiões autónomas em adaptarem os respectivos planos de investimentos, atira para um segundo semestre tardio, senão todo, pelo menos uma boa parte do investimento público e privado. Nas franjas ficam os empresários com projectos que não se enquadram nos sistemas de incentivos, ou seja, uma minoria.
Finalmente, a grande questão, um abrandamento, inevitável do investimento por causa da transição do quadro comunitário de apoio. Todos sabemos, por experiência passada, que os anos de transição dos quadros comunitários de apoio, devido á lentidão do estado e das regiões autónomas em adaptarem os respectivos planos de investimentos, atira para um segundo semestre tardio, senão todo, pelo menos uma boa parte do investimento público e privado. Nas franjas ficam os empresários com projectos que não se enquadram nos sistemas de incentivos, ou seja, uma minoria.
"Crucial", porque se este governo resistir à contestação previsivel, estarão criadas as condições de estabilidade para consolidação das políticas necessárias ao equilibrio das contas públicas. Isso se, entretanto, não resolverem "queimar" os milhões que pretendem nos mega projectos da OTA e do TGV .
Estranha ressaca
Confesso que ontem já estava a começar a ficar irritado com tanto tempo sem fazer nada. E dois de uns dias de alienação e ainda na ressaca do doce não fazer nada, eis que acordo com a boca seca e a garganta a arder. Tomo um trago de chamadas telefónicas mais um naco de visitas pelas listagens de clientes e retomo, rapidamente, a condição normal de trabalhador. Começam a cair as solicitações, é preciso tratar da isca e do aparelho. São dois contentores para Quinta-feira no Porto, outros dois chegam hoje Enfim ressacar é sempre difícil, voltar à labuta é bem melhor. É bom ter tanto que fazer que nos olvidamos das agruras dessa vida, uso dizer que mão tenho tempo para me deprimir.
1 de janeiro de 2007
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