31 de dezembro de 2006
Balanço literário
Não gosto de balanços nem faz muito o meu genero perder tempo com o pretérito, gosto de olhar para diante, mas sempre com um canto do olho posto na história para dela tirar ensinamentos que me permitam corrigir erros futuros. É, contudo, tempo de lembar algumas coisas que li ao longo de 2006 e que, de uma forma ou de outra, marcaram este ano que finda.
Free World de Timothy Garton Ash de onde sobresái a pergunta deixada no ar pelo autor: Durante quanto tempo mais pode o planeta Terra sustentar cada vez mais seres humanos que consomem cada vex mais comida, água e energia?
Percurso Solitário de Augusto Ataíde, um ajuste de contas com o seu Paí , estava à espera de mais, surpreende apenas pela escrita e pela confirmação de que a vingança se serve, sempre, gelada.
O Fim do Petróleo-O grande desafio do século XXI de James Howard Kunstler, um livro imperdivel para quem pretenda compreender os desafios energéticos deste inicio de século e as relações do Homem com o planeta em que habita. Complementa Free World, na minha opinião , claro.
Não foi um livro lançado este ano mas foi o melhor livro que li a longo de 2006. "A Campanha do Argus-Uma viagem na pesca do bacalhau" de Alan Villiers. Levado à estampa pela Cavalo de Ferro em Maio de 2005 com o patrocínio da Câmara Municipal de Ílhavo, numa segunda edição cinquenta anos depois da primeira. Uma excelente encadernação e agradável porte (isso para mim é importante num livro) e uma escrita sóbria e limpa, este livro é já "um clássico da literatura marítima mundial".
Na verdade, já havia comprado um original em Inglês, ?The quest of the schooner Argus-A voyage to the banks of Greenland?, nunca o lera.
No Museu Marítimo de Ílhavo já havia apreciado fotografias e um modelo à escala desse belíssimo lugre de quatro mastros em casco de aço, construído na Holanda e armado, pela primeira vez, pela família Bensaúde o que me despertou algum interesse.
Sem perder de vista o livro mas com outras prioridades, fui adiando a sua leitura até que o meu primo Pedro Albergaria, sabendo da minha paixão pela pesca industrial e pela história, me emprestou o seu exemplar em português e insistiu para que o lesse. Li-o de uma assentada, reli-o, coisa que raramente faço com um livro.
O Argus será, porventura, o mais conhecido navio português da pesca do bacalhau graças às crónicas desse oficial da marinha Australiana que dava pelo nome de Alan Villiers a quem chamou de Queen Elizabeth da frota bacalhoeira portuguesa.
Free World de Timothy Garton Ash de onde sobresái a pergunta deixada no ar pelo autor: Durante quanto tempo mais pode o planeta Terra sustentar cada vez mais seres humanos que consomem cada vex mais comida, água e energia?
Percurso Solitário de Augusto Ataíde, um ajuste de contas com o seu Paí , estava à espera de mais, surpreende apenas pela escrita e pela confirmação de que a vingança se serve, sempre, gelada.
O Fim do Petróleo-O grande desafio do século XXI de James Howard Kunstler, um livro imperdivel para quem pretenda compreender os desafios energéticos deste inicio de século e as relações do Homem com o planeta em que habita. Complementa Free World, na minha opinião , claro.
Não foi um livro lançado este ano mas foi o melhor livro que li a longo de 2006. "A Campanha do Argus-Uma viagem na pesca do bacalhau" de Alan Villiers. Levado à estampa pela Cavalo de Ferro em Maio de 2005 com o patrocínio da Câmara Municipal de Ílhavo, numa segunda edição cinquenta anos depois da primeira. Uma excelente encadernação e agradável porte (isso para mim é importante num livro) e uma escrita sóbria e limpa, este livro é já "um clássico da literatura marítima mundial".
Na verdade, já havia comprado um original em Inglês, ?The quest of the schooner Argus-A voyage to the banks of Greenland?, nunca o lera.
No Museu Marítimo de Ílhavo já havia apreciado fotografias e um modelo à escala desse belíssimo lugre de quatro mastros em casco de aço, construído na Holanda e armado, pela primeira vez, pela família Bensaúde o que me despertou algum interesse.
Sem perder de vista o livro mas com outras prioridades, fui adiando a sua leitura até que o meu primo Pedro Albergaria, sabendo da minha paixão pela pesca industrial e pela história, me emprestou o seu exemplar em português e insistiu para que o lesse. Li-o de uma assentada, reli-o, coisa que raramente faço com um livro.
O Argus será, porventura, o mais conhecido navio português da pesca do bacalhau graças às crónicas desse oficial da marinha Australiana que dava pelo nome de Alan Villiers a quem chamou de Queen Elizabeth da frota bacalhoeira portuguesa.
A Campanha do Argus é um documento histórico imprescindível e leitura obrigatória para os amantes do reino de Neptuno.
Na mesa, à cabeceira, permanece com o marcador a páginas 24 Depois dos neoconservadores-A américa na encruzilhada de Francis Fukuyama levado à estampa pela Gradiva, fica para outros balanços.
30 de dezembro de 2006
Dias que não são dias
A vida dele era como uma lâmpada fundida, um vácuo numa redoma de vidro. Sentia-se um filamento quebrado entre dois pólos. No entanto, carregando na mão um saco pleno de quimeras e na outra, um cesto de esperanças, caminhava estrada fora ao som de um assobio melódico e com o frio a fazer-lhe ranger os dentes a mostra pelo sorriso que lhe rasgava o rosto de orelha a orelha.
Queria ele lá saber da algazarra que se ouvia dentro das casas. Que coisas teria o menino feito no presépio? Que tropelias? Que boas-novas teria trazido para que todos aqueles meninos estivessem tão eufóricos? Eram os mesmos meninos, que durante o resto do ano, saíam de casa embrulhados em casacos de feltro de marca registada e com mochilas da barbie e do action man, carregadas de livros, às costas. Eram depositados nas escolas assim como quem deixa um cão no canil municipal e vai de férias. Eram os meninos felizes de hoje os mesmos meninos infelizes dos outros dias todos do ano.
Entre o saco das quimeras e o cesto das esperanças havia um corpo franzino habituado ao frio e à chuva. As mãos gretadas do sal da água da mar e os lábios roxos do frio. Viu ao longe um estábulo e lembrou-se daquela imagem do menino deitado nas palhas aquecido pelo bafo da vaca e do burro. Correu para lá, gritou ante portas de madeira velha e trancas de aço, mas lá de dentro nada. Rodopiou e viu luz por uma janela. Trepou pelas paredes lisas de um armazém até chegar a uma pequena janela que parecia a de uma prisão. Lá dentro, nem palhas, nem pastores nem burros. Só vacas, frias, ou melhor gélidas, vacas não, máquinas de fazer leite. Nem as vacas são já como eram., estão a tornar-se mais humanas, ou seja menos livres. Que raio de humanismo é este que nos faz cativos? Que raio de inteligência nos deram que a usamos para nos fazermos escravos de tudo e de qualquer coisa?
Por estes dias, toda a gente festeja qualquer coisa, poucos festejam o nascimento de Jesus de Nazaré.
Deixou-se cair da janela com grades e seguiu o seu caminho que os dias não estão para perder tempo com coisas inúteis. Havia de chegar a casa ainda antes da meia-noite. Naquele dia, rebentaram bombas em Bagdad, morreram dezenas de homens, mulheres e crianças na faixa de Gaza, há inocentes a passar fome, a morrerem de fome, no Biafra, Darfur, aqui ao lado. Hei-de ter um naco de pão de milho com manteiga e açúcar.
Queria ele lá saber da algazarra que se ouvia dentro das casas. Que coisas teria o menino feito no presépio? Que tropelias? Que boas-novas teria trazido para que todos aqueles meninos estivessem tão eufóricos? Eram os mesmos meninos, que durante o resto do ano, saíam de casa embrulhados em casacos de feltro de marca registada e com mochilas da barbie e do action man, carregadas de livros, às costas. Eram depositados nas escolas assim como quem deixa um cão no canil municipal e vai de férias. Eram os meninos felizes de hoje os mesmos meninos infelizes dos outros dias todos do ano.
Entre o saco das quimeras e o cesto das esperanças havia um corpo franzino habituado ao frio e à chuva. As mãos gretadas do sal da água da mar e os lábios roxos do frio. Viu ao longe um estábulo e lembrou-se daquela imagem do menino deitado nas palhas aquecido pelo bafo da vaca e do burro. Correu para lá, gritou ante portas de madeira velha e trancas de aço, mas lá de dentro nada. Rodopiou e viu luz por uma janela. Trepou pelas paredes lisas de um armazém até chegar a uma pequena janela que parecia a de uma prisão. Lá dentro, nem palhas, nem pastores nem burros. Só vacas, frias, ou melhor gélidas, vacas não, máquinas de fazer leite. Nem as vacas são já como eram., estão a tornar-se mais humanas, ou seja menos livres. Que raio de humanismo é este que nos faz cativos? Que raio de inteligência nos deram que a usamos para nos fazermos escravos de tudo e de qualquer coisa?
Por estes dias, toda a gente festeja qualquer coisa, poucos festejam o nascimento de Jesus de Nazaré.
Deixou-se cair da janela com grades e seguiu o seu caminho que os dias não estão para perder tempo com coisas inúteis. Havia de chegar a casa ainda antes da meia-noite. Naquele dia, rebentaram bombas em Bagdad, morreram dezenas de homens, mulheres e crianças na faixa de Gaza, há inocentes a passar fome, a morrerem de fome, no Biafra, Darfur, aqui ao lado. Hei-de ter um naco de pão de milho com manteiga e açúcar.
In Açoriano Oriental-Suplemento de Cultura-2006.12.28
Socialismo? Sim, mas poquinho sff
Os centros e postos de saúde geridos pelos serviços sociais da administração pública, que em 2005 terão proporcionado mais de 10 mil consultas, vão ser encerrados. O Governo tomou esta decisão no seguimento de uma recomendação nesse sentido constante do relatório final elaborado pelo grupo de trabalho criado para preparar a fusão dos serviços sociais num único - denominado Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP) - no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE).
"Sugere-se a sua descontinuação, deixando os Serviços Sociais da Administração Pública de manter estruturas permanentes para prestação de cuidados de saúde", lê-se no relatório ontem divulgado.
Eu até compreendo isso, não sei é como é que os socialistas compreendem. Mas isso é lá com eles.
Nada justifica a morte.
A invasão da Somália pelas tropas etíopes e a execução apressada de Saddam Hussein foram as últimas duas acendalhas para incendiar uma fogueira gigante que tem estado entre pequenos fogachos e baldes de água.
Sempre defendi a invasão do Iraque mas apenas com o objectivo de destronar o ditador e promover a democracia, não como uma guerra santa ou comercial.
Mesmo querendo acreditar que Saddam Hussein foi julgado justamente e condenado por um tribunal isento e é preciso fazer um esforço muito grande para acreditar nisso, a comunidade internacional, a ONU do agora idolatrado quase ex-Secretário Geral Kofi Annan, enfim a gente toda, devia ter sido mais consequente nas transitivas de evitar a execução do ditador de Bagdad

Mesmo sendo um ditador sanguinário é sempre de lamentar a morte de um ser humano, a vida humana é para ser salvaguardada e inviolável. Há, no mundo inteiro, milhões de pessoas a lutar ferozmente pela vida, não temos o direito de acabar, voluntáriamente, com uma que seja, por pior que seja o individuo por mais convicentes que sejam as razões aduzidas.
Sempre defendi a invasão do Iraque mas apenas com o objectivo de destronar o ditador e promover a democracia, não como uma guerra santa ou comercial.
Mesmo querendo acreditar que Saddam Hussein foi julgado justamente e condenado por um tribunal isento e é preciso fazer um esforço muito grande para acreditar nisso, a comunidade internacional, a ONU do agora idolatrado quase ex-Secretário Geral Kofi Annan, enfim a gente toda, devia ter sido mais consequente nas transitivas de evitar a execução do ditador de Bagdad

Mesmo sendo um ditador sanguinário é sempre de lamentar a morte de um ser humano, a vida humana é para ser salvaguardada e inviolável. Há, no mundo inteiro, milhões de pessoas a lutar ferozmente pela vida, não temos o direito de acabar, voluntáriamente, com uma que seja, por pior que seja o individuo por mais convicentes que sejam as razões aduzidas.
Post para ontem 29 de Dezembro
Escapou-me, a agenda do HTC disparou um alarme eram 8 horas da manhã, não fiz o post de imediato, as horas fioram-se passando e pronto, já não é dia. Mas como "o que tarda é o que nunca chega", aqui fica um enorme beijo para a Miauu Girl Maria Graça da Silveira pela passagem, de mais um aniversário.
Cara amiga, já não vamos para idade de grandes festejos, but do never forget that life begins at forty.
29 de dezembro de 2006
Balanço simplificado
Não há, certamente, um balanço que se possa fazer. Haverá, contudo, muitos balanços. Entre as contas de deve e haver deste 2006 que chega ao fim.
Do ponto de vista empresarial, venha um melhor do que este, com menos engulhos e com menos gente incompetente e arrogante de permeio. Há o balanço da blogosfera, 2006 foi um ano de miséria, bem somados temos alguns seis meses de hibernação.
Dei por mim o ano chegou ao fim e lembrei-me que, não vou ao Coliseu Micaelense desde que a MUU nos trouxe ao palco o Aldo Lima. Não entro no Teatro Micaelense desde o Seu Jorge. Portanto, o balanço cultural é de um número com muitos zeros na conta do deve e quase nada no haver.Nada mesmo.
Vem, então, o balanço da família. Esse é de grande mais valia. Depois de um final de 2005 atribulado, 2006, com alguns sustos de premeio, foi de grandes alegrias a ver o Salvador resistir a tudo para manter-se vivo e a crescer no meio das irmãs como um menino Jesus adorado nas palhinhas. Sem dúvida, o rapaz foi a melhor coisa que nos aconteceu neste 2006.
Ia a fazer um balanço literário, mas fica para outras "postas" que esta já vai longa e a malta não está para a blogosfera. Nestes dias a malta é mais cargas etílicas e bolos.
Do ponto de vista empresarial, venha um melhor do que este, com menos engulhos e com menos gente incompetente e arrogante de permeio. Há o balanço da blogosfera, 2006 foi um ano de miséria, bem somados temos alguns seis meses de hibernação.
Dei por mim o ano chegou ao fim e lembrei-me que, não vou ao Coliseu Micaelense desde que a MUU nos trouxe ao palco o Aldo Lima. Não entro no Teatro Micaelense desde o Seu Jorge. Portanto, o balanço cultural é de um número com muitos zeros na conta do deve e quase nada no haver.Nada mesmo.
Vem, então, o balanço da família. Esse é de grande mais valia. Depois de um final de 2005 atribulado, 2006, com alguns sustos de premeio, foi de grandes alegrias a ver o Salvador resistir a tudo para manter-se vivo e a crescer no meio das irmãs como um menino Jesus adorado nas palhinhas. Sem dúvida, o rapaz foi a melhor coisa que nos aconteceu neste 2006.
Ia a fazer um balanço literário, mas fica para outras "postas" que esta já vai longa e a malta não está para a blogosfera. Nestes dias a malta é mais cargas etílicas e bolos.
28 de dezembro de 2006
O Português de todos os tempos.
Só há três hipóteses de voto por esta mesma ordem de preferência.
D. João Segundo, O Principe Perfeito ;
Marquês de Pombal, Primeiro-ministro do Rei D. José I ;
Oliveira Salazar, ele mesmo.
D. João Segundo, O Principe Perfeito ;
Marquês de Pombal, Primeiro-ministro do Rei D. José I ;
Oliveira Salazar, ele mesmo.
27 de dezembro de 2006
Já em 1998 foi assim.
Para proferir um acordão sobre um ponto do artigo 24º da Constituição da República Portuguesa que contém apenas 4 palavras, "A Vida humana é inviolável", o tribunal constitucional gastou (alem de alguns milhões), 44 páginas, das quais 42 de considerandos, 3/4 de outra de assinaturas e apenas 1 pagina e 1/4 de outra de decisão.
Tudo isto se teria poupado se os Senhores Deputados, no pleno gozo dos seus direitos e na plena assunção dos seus deveres de representantes do seu povo, tivessem tido a coragem de mudar a lei no Parlamento. Como era previsível que a lei não passasse, apesar da maioria de esquerda do hemiciclo, vai dai e toca a referendar a ver se pega, pode ser que os Portugueses se mobilizem desta vez.
Tudo isto se teria poupado se os Senhores Deputados, no pleno gozo dos seus direitos e na plena assunção dos seus deveres de representantes do seu povo, tivessem tido a coragem de mudar a lei no Parlamento. Como era previsível que a lei não passasse, apesar da maioria de esquerda do hemiciclo, vai dai e toca a referendar a ver se pega, pode ser que os Portugueses se mobilizem desta vez.
Talvez. Não há por aí umas televisões e umas playstation para distribuir? Se calhar ajudava. Vales de gasolina também dava jeito. è que com os argumentos que anda a ser esgrimidos, temos referendo daqui a oito anos.
Remexer no baú
Fui rebuscar o Açoriano Oriental de 31 de Agosto de 1990 (tinha-o guardado religiosaemnte)para tirar uma teima com um amigo um bocadinho mais teimoso do que eu. Ganhei.
Há vinte e seis anos, as noticias, nos jornais locais e da "ocidental praia lusitana", eram muito parecidas com as de hoje. O que quer dizer que quase não se passou nada, entretanto. António Capucho dizia: "autonomia nunca está acabada", Jorge Sampaio também disse no mesmo dia em Vila Franca do Campo e disse-o ainda não há dois anos. "Indústrias e Governo discutem problemas dos lacticínios", ainda hoje ouvi falar disso. "Reforço de segurança nas Lajes-navios Portugueses no bloqueio ao Iraque", podia ser hoje.Tudo isso foi há mais de 26 anos.
Entretanto o planeta aqueceu, está um frio de raxar e a malta está a preparar-se para mais um referendo sobre a legalização do aborto, opsssss! Desculpem, sobre a despenalização, até ás 10 semanas, da interrupção voluntária da gravidez como há 8 anos e como será daqui a mais 8.
Entretanto o planeta aqueceu, está um frio de raxar e a malta está a preparar-se para mais um referendo sobre a legalização do aborto, opsssss! Desculpem, sobre a despenalização, até ás 10 semanas, da interrupção voluntária da gravidez como há 8 anos e como será daqui a mais 8.
26 de dezembro de 2006
Um viva a Portugal. (irónico)
O País de todos os rigores orçamentais e de todos os sacrifícios fiscais, do estado laico e que manda retirar os símbolos religiosos dos lugares públicos. O País disso tudo e que manda seja feriado no dia a seguir ao maior feriado religioso comemorado em terras lusas.
Haja pachorra.
Claro que a banca não brinca aos países e está a trabalhar, embora a meio gás. Talvez, esses pequenos gestos, ajudem a compreender porque razão a eficiência do sector bancário seja bem diferente dos restantes sectores da economia portuguesa. Talvez, essas pequenas paragens, no ritmo de trabalho, expliquem o estado de pobreza em que nos encontramos. Talvez, que eu não sou nem economista nem aprendiz de tal oficio.
Haja pachorra.
Claro que a banca não brinca aos países e está a trabalhar, embora a meio gás. Talvez, esses pequenos gestos, ajudem a compreender porque razão a eficiência do sector bancário seja bem diferente dos restantes sectores da economia portuguesa. Talvez, essas pequenas paragens, no ritmo de trabalho, expliquem o estado de pobreza em que nos encontramos. Talvez, que eu não sou nem economista nem aprendiz de tal oficio.
25 de dezembro de 2006
Natal 2006
Há anos que passo esta quadra na minha Ilha de adopção, Santa Maria. Aas flores de Aloe Vera são umas das marcas desta época do ano na Ilha de Gonçalo velho. Como diz o poeta:
"Foi barro de Almagreira
que moldou anossa sorte.
Essa sorte marinheira
entre o mar e o vento norte".
24 de dezembro de 2006
Poema panfletário
? para um natal a la page
(sobre "Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto",
de David Mourão-Ferreira)
Vai morrer esta noite à meia-noite e tonto
de tanto olhar nas montras a ovelha lírica
os burros de neónio sob o céu postiço.
Vai morrer esta noite à meia-noite e tanto.
E nem a vaca psicadélica fará
do seu bafo o sopro que ressurge o barro,
o pó, na forma com que os dedos o modelam.
Vai morrer esta noite à meia-noite, enquanto
o seu duplo robótico ergue a perninha
à distância comandada e molha as palhas,
e os sinos de belém bimbalham jingle bells
o berloque a preço de fim-de-estação
o detergente do sovaco a passa o penso
rápido ou outro os candies o cabaz
as laranjas que já foram da lapinha
e agora se alaparam no rumor dos dias
e mais não trazem do que o sabor a plástico
? que essa coisa do "gosto no pão do povo"
deu uvas no verso de um poeta novo
até aos dentes de trincar nozes de fogo.
Vai morrer esta noite à meia-noite. E pronto !
E um pai natal de gravata e accent do sul
ou regional virá nos feixes, sobre as ondas
anunciar a boa-nova a estes tempos:
o fontanário as fitinhas os quilómetros
de asfalto o coreto os milhões do PIB
as siglas várias da pedincha natural
? em suma, os Fahrenheit que medem o sucesso.
E os Anjos Adjuntos e mesmo os Sem Pasta,
no beija-bota que assegura a eternidade
terrena, entoarão em coro o estribilho:
"Glória ao Senhor na terra, paz a deus na lonjura".
Urbano Bettencourt/Natal de 93
(sobre "Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto",
de David Mourão-Ferreira)
Vai morrer esta noite à meia-noite e tonto
de tanto olhar nas montras a ovelha lírica
os burros de neónio sob o céu postiço.
Vai morrer esta noite à meia-noite e tanto.
E nem a vaca psicadélica fará
do seu bafo o sopro que ressurge o barro,
o pó, na forma com que os dedos o modelam.
Vai morrer esta noite à meia-noite, enquanto
o seu duplo robótico ergue a perninha
à distância comandada e molha as palhas,
e os sinos de belém bimbalham jingle bells
o berloque a preço de fim-de-estação
o detergente do sovaco a passa o penso
rápido ou outro os candies o cabaz
as laranjas que já foram da lapinha
e agora se alaparam no rumor dos dias
e mais não trazem do que o sabor a plástico
? que essa coisa do "gosto no pão do povo"
deu uvas no verso de um poeta novo
até aos dentes de trincar nozes de fogo.
Vai morrer esta noite à meia-noite. E pronto !
E um pai natal de gravata e accent do sul
ou regional virá nos feixes, sobre as ondas
anunciar a boa-nova a estes tempos:
o fontanário as fitinhas os quilómetros
de asfalto o coreto os milhões do PIB
as siglas várias da pedincha natural
? em suma, os Fahrenheit que medem o sucesso.
E os Anjos Adjuntos e mesmo os Sem Pasta,
no beija-bota que assegura a eternidade
terrena, entoarão em coro o estribilho:
"Glória ao Senhor na terra, paz a deus na lonjura".
Urbano Bettencourt/Natal de 93
23 de dezembro de 2006
De volta por quanto tempo?

A minha filha Marta voltou ás suas escritas no seu Moranguito. Vamos a ver se é desta que te esmeras mais um pouco .
22 de dezembro de 2006
Lá se foram as minhas esperanças
Durante dois anos, Portugal vai restringir o acesso ao mercado de trabalho nacional, cidadãos da Roménia e da Bulgária, que aderem oficialmente à União Europeia no final do mês.
De acordo com a agência Lusa, trata-se de uma derrogação ou moratória de dois anos à livre circulação/estabelecimento em Portugal de trabalhadores dos dois novos Estados-membros da União. Estimativas apontam para a existência, em Portugal, de 60 a 80 mil residentes romenos.
in Açoriano OrientalDe acordo com a agência Lusa, trata-se de uma derrogação ou moratória de dois anos à livre circulação/estabelecimento em Portugal de trabalhadores dos dois novos Estados-membros da União. Estimativas apontam para a existência, em Portugal, de 60 a 80 mil residentes romenos.
É que eu tinha esperança que viesse por aí uns punhados grande de gente com vontade de trabalhar.
PS: Portugal está, há anos, a restringir - por via administrativa de duvidosa legalidade - a entrada no mercado de trabalho, de cidaddãos bastante qualificados provenientes de outros países da União Europeia.
O espirito de Natal
Podem fazer o obséquio de tirar o menu nº de telemóvel e o meu e-mail da V. lista de endereços para postais de boas festas?. Ok!
A gerência agradece.
21 de dezembro de 2006
Os pesos e as medidas da esquerdalha.

Será que eurodeputada Ana Gomes já tem a garrafa de champanhe preparada para o dia da morte do ditador Cubano? Eu cá não festejo a morte de ninguém, mesmo que seja um ditador sanguinário como Fidel Castro, afinal sou um humanista, não sou Socialista do tipo da Ana Gomes.
Pois é, cada vez respeito mais a esquerda pura, humanista, romântica, socialista. Contudo, cada vez mais acho que há uma certa classe de politicos que não passam de esquerdalha, tal como há na pior direita mundial.
20 de dezembro de 2006
Democratas mas...pouco...muito pouco
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