... que goze um bom fim-de-semana prolongado que eu, infelizmente, vou ter que trabalhar.
Amanhã, em Portugal, comemora-se o principio do fim.
30 de novembro de 2006
Quem puder...
29 de novembro de 2006
Sem título
Eu gosto destes dias em que as luzes da rua acendem às 4 da tarde. Venta, chove, faz frio, até no Algarve dos Açores onde as coisas se passam ao ritmo bom da vida, quase parado. Passa-se qualquer coisa. Lembro o dia em que aqui cheguei pela primeira vez nos idos de Agosto de 1987. Estava (estou) apaixonado por uma cagarra, apaixonei-me pela lha, pelas suas gentes, pela maneira de ser pelo modo de vida. Infelizmente, faltam elites, vão-se perdendo tradições e o que se faz de novo é bem pior do que o que havia dantes. Aqui, como no resto da humanidade, os políticos são o espelho do que resta de um Povo. A gente é um reflexo dos seus políticos mas não devia ser.
Vivem-se quimeras vãs. Eu gosto das pessoas que sonham, mas quando esses sonhos fazem o mundo pular e avançar como nos poemas do Pessoa há 70 anos. Não gosto dos sonhos perdidos de encontro os balcões dos cafés ou nas tertúlias de clubes em decadência. São sonhos estéreis.
Sonhei um dia ser poeta em Vila do Porto, nunca mais escrevi um verso. Esta é uma ilha de poetas que não escrevem poemas, que não escrevem livros, que não lêem livros. Poetas que se perdem entre dois copos e uma novela da TVI. Mas poetas.

Vivem-se quimeras vãs. Eu gosto das pessoas que sonham, mas quando esses sonhos fazem o mundo pular e avançar como nos poemas do Pessoa há 70 anos. Não gosto dos sonhos perdidos de encontro os balcões dos cafés ou nas tertúlias de clubes em decadência. São sonhos estéreis.
Sonhei um dia ser poeta em Vila do Porto, nunca mais escrevi um verso. Esta é uma ilha de poetas que não escrevem poemas, que não escrevem livros, que não lêem livros. Poetas que se perdem entre dois copos e uma novela da TVI. Mas poetas.

28 de novembro de 2006
Um gajo farta-se...porra!
Eu ia escrever sobre a nova grelha de programação da RTP-Açores. Mas desisti, é que depois iam dizer que era tudo por despeito e por inveja e essas coisas todas. Por isso...
27 de novembro de 2006
Há dias.
Dias em que o tempo não rende. Pensando bem até rende mas pouco. Há dias em que apetece nunca ter dado o número do telemóvel a certas pessoas.
26 de novembro de 2006
1923-2006
Morreo o surrealista

De profundis amamus
Ontem às onze fumaste um cigarro encontrei-te sentado ficámos para perdertodos os teus eléctricos os meus estavam perdidospor natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não
faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
Mário Cesariny

De profundis amamus
Ontem às onze fumaste um cigarro encontrei-te sentado ficámos para perdertodos os teus eléctricos os meus estavam perdidospor natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não
faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
Mário Cesariny
25 de novembro de 2006
25 de Novembro sem máscaras.
Hoje importa lembrar e lembrarei enquanto forças tiver, a madrugada de 25 de Novembro de 1975, o "Grupo dos 9" e esse grande vulto da democracia portuguesa que deu e dará pelo nome de Ernesto Melo Antunes.
Hoje, há 31 anos, Portugal foi libertado definitivamente da ameaça de implementação de uma ditadura comunista. Hoje, há 31 anos consolidou-se a democracia que, em 25 de Abril do ano anterior tinha dado os seus primeiros e ténues passos.
Hoje, há 31 anos, Portugal foi libertado definitivamente da ameaça de implementação de uma ditadura comunista. Hoje, há 31 anos consolidou-se a democracia que, em 25 de Abril do ano anterior tinha dado os seus primeiros e ténues passos.
Hoje, o dia passará sem cravos, sem paradas, sem sessões oficiais. Porque hoje, a gente não se lembra da "Ocidental Praia" dos COPCON, do episódio do Campo Pequeno, dos assaltos às sedes do CDS.
A esquerda, desculpem a "esquerdalha", esse grupelho de aruaceiros disfarçados de Armani e que se passeiam pelos salões em busca de um lugar na "manjedoira" da democracia, até se empenha na preservação da memória da PIDE. Contudo, qual manada de toiros enraivecidos olvida, perigosamente, o dia em que, pela primeira vez, se colocou lastro nesse navio ainda leve e mal lastrado que é o Portugal moderno e democrático.
Que mais não seja para prestar a minha mais do que humilde homenagem ao "Sonhador pragmático", aqui fica o registo de que este dia existiu e fez perdurar a democracia em Portugal.
Que mais não seja para prestar a minha mais do que humilde homenagem ao "Sonhador pragmático", aqui fica o registo de que este dia existiu e fez perdurar a democracia em Portugal.
24 de novembro de 2006
Confissão de blogger
Só não posto "frames" sacados do You Tube porque não sei. Pois é, estou para o You tube, como um amigo delicioso que perdi precocemente estava para os nomes dos bolos. Íamos, com frequência, nas madrugadas Lisboetas, aos bolos na Praça do Chile. Perguntava-lhe o que queria, respondia-me invariavelmente, "uma bola de Berlim". Um dia confessou, "há bolos bem melhores do que as bolas de Berlim mas eu não sei os nomes".
23 de novembro de 2006
E tempo?
Pois é, tamanha agenda cultural e tão pouco tempo para a desfrutrar. Não tenho por hábito ir a inaugurações, não gosto de revistas cor-de-rosa, não gosto de cor-de-rosa, mas tive pena de não estar presente na galeria Fonseca Macedo para acompanhar a Catarina Castelo Branco, vou por lá passar um dia destes.
22 de novembro de 2006
Por um prato de lentilhas
O CDS, ou melhor o Deputado Artur Lima, votou favoravelmente o orçamento de 2007 apresentado pelo Governo Socialista a troco de três propostas de alteração na área da saúde. Isto só quer dizer que o CDS, o oficial, está de acordo com toda a política do Governo menos em três pequeninas coisas do sector da saúde.
Também quer dizer que, pelo menos no próximo ano, a oposição está reduzida ao PSD.
Também quer dizer que Artur Lima cavou um fosso enorme entre o Grupo Parlamentar e o partido que o suporta, até porque o assunto do orçamento não foi discutido em qualquer órgão do partido.
Também quer dizer que, pelo menos no próximo ano, a oposição está reduzida ao PSD.
Também quer dizer que Artur Lima cavou um fosso enorme entre o Grupo Parlamentar e o partido que o suporta, até porque o assunto do orçamento não foi discutido em qualquer órgão do partido.
A quatro meses de um congresso regional em que Alvarino Pinheiro estará de fora, pode ter sido uma cartada decisiva para o aspirante de lider perder terreno para Nuno Melo Alves, outro putativo candidato à liderança dos Democratas Cristãos dos Açores.
Aborte-se o aborto
Ainda nem chegamos à campanha e eu já estou farto de ouvir disparates, de um lado e do outro. Será que os "maiorais" dessas "manadas" ainda não perceberam que foram campanhas do tipo "a barriga é minha" ou "se a barriga fosse de vidro" e outras demagogias que levaram aos resultados, pouco esclarecedores, do último referendo sobre o aborto?
Bem, já sei, daqui a oito anos vamos a votos outra vez e claro, com uma pergunta muito mais complexa.
Bem, já sei, daqui a oito anos vamos a votos outra vez e claro, com uma pergunta muito mais complexa.
3anos3
O Causa Nossa que é, cada vez mais, a causa do Vital Moreira e esporadicamente da Ana Gomes, faz hoje 3 anos. Num Sábado, 22 de Novembro de 2003, era dado o mote com um manifesto editorial da autoria do Luís Osório no qual se podia ler: ... Seria, aliás, difícil imaginar um grupo mais heterogéneo, quanto ao percurso de vida, formação académica e profissão, itinerário político (ou ausência dele). Reivindicamos por isso uma irredutível liberdade crítica...
Talvez seja hora de refazerem este manifesto. Não?
21 de novembro de 2006
Arquitectura e urbanismo também são cultura
Tenho andado demasiado ocupado (ainda por cima com trabalho de escrita, o meu segundo trabalho por encomenda e pago) para cuidar do blogue. Contudo, algumas recensões críticas -um trabalho pedido por uma instituição pública - sobre os volumes publicados pelo Instituto Açoriano de Cultura onde é inventariado o Património Imóvel dos Açores, em conjunto com a novidade de um Curso de Introdução à Arte do Sec XX em Portugal, isso tudo mais uma pitada de pimenta do livro do Dr. Carlos Falcão Afonso, levou-me a pensar na urgência e oportunidade de se fazer um curso, worshop, o raio-que-o-parta, sobre os atropelos, os desmazelos e os excessos de zelos da grande maioria das câmaras municipais, técnicos da DRAC, associações cívicas, Santas Casas da Misericórdia, arquitectos, desenhadores, engenheiros, mestres de obras e empreiteiros, promotores imobiliários e mais outra raia miúda. São tantos os atropelos, os disparates, os abandonos, os atentados, os elefantes brancos que era mesmo bom haver algum sentido estético e algum bom-senso no meio desta salgalhada toda.
20 de novembro de 2006
BORATaçores
Depois de ouvir, hoje ,o Senhor Vice-presidente do Governo a "mentirar" no Parlamento dos Açores, só falta mesmo um BORAT à micaelense para que a gente caia da burra.
17 de novembro de 2006
Cavaco desilude
A entrevista do Professor Cavaco ontem, que só ouvi hoje, veio reconfirmar a pertinência da minha crónica publicada na revista FACTOS nº 21 e que aqui transcrevo.
Cavaco desilude
Não raras vezes nos desiludimos com os políticos que escolhemos e elegemos. Assim aconteceu com uma larga maioria dos Portugueses em relação a esses primeiros meses de mandato presidencial do Professor Aníbal Cavaco Silva. Não a mim o Sr. Silva de Boliqueime, tecnocrata inculto, não me desiludiu, está a ser, precisamente, aquilo que eu desconfiava que ele ia ser. Cinzento. Foi assim como Primeiro-ministro, foi assim como Ministro das Finanças, será sempre assim, embora passando a imagem de ser diferente. Um embuste.
Contudo, Cavaco desiludiu e muito, os seus adeptos e os seus principais detractores. Na verdade, há várias direitas neste país que reconheciam no Professor Cavaco uma espécie de salvador da Pátria , um Salazar dos tempos modernos, com família, casa no Algarve e férias numa praia do Brasil, um "tuga" típico, "self made men" como todos os "tugas" gostavam de ser, reaccionário como só os "tugas" sabem ser, austero como todos os "tugas" gostam.
Alguma social-democracia que, gosta de se dizer de direita (qual equivoco) apostou no Professor Cavaco na esperança que esse se transformasse numa espécie de contra poder, uma "força de bloqueio" à maneira do "Rei" Soares, capaz de devolver diplomas ao parlamento só porque lhe dava na real gana e que ameaçasse a dissolução da Assembleia da República ao primeiro indicio de corrupção ou desentendimento entre governantes ou entre estes e a Câmara de Deputados. Ao invés, Cavaco, adoptou por uma atitude conciliadora, apoiou medidas do Governo, apela ao respeito pela Assembleia da República e vez alguma insinuou ou deixou transparecer a possibilidade de dissolver o Parlamento. Desiludiu assim a sua direita, a pseudo direita PSD.
Nas esquerdas, principalmente na mais liberal e na mais genuina, Cavaco era visto como uma espécie de anticristo, o "Homem da Regisconta" que olvida as questões desde que o interesse da caixa registadora o justifique. Também essa esquerda temia um Cavaco, contra-poder, intransigente, sem preocupações sociais e em que a economia ultrapassasse todas as outras preocupações de Estado. Um Presidente permanentemente em "guerra" com o Governo.
Ma afinal, estes primeiros dias em Belém têm revelado um Cavaco Silva bem diferente do esperado quer por uns quer por outros. Por isso Cavaco é uma grande desilusão.
E se não bastasse termos a noção disso, ele próprio, sabe que assim foi, se é que já não sabia que assim iria ser.
"He procurado poner en práctica lo que prometí. He actuado según lo que dije, no según lo que otros imaginaron o inventaron que iba a hacer".Anibal Cavaco Silva ao El-País .
Sintomático é o facto do Presidente falar mais aos órgãos de comunicação social estrangeiros do que aos Portugueses. Sim, lá fora opinou sobre cá dentro, sobre o futuro da Europa, sobre a emigração ilegal. Cá dentro, ainda não disse nada.
Não raras vezes nos desiludimos com os políticos que escolhemos e elegemos. Assim aconteceu com uma larga maioria dos Portugueses em relação a esses primeiros meses de mandato presidencial do Professor Aníbal Cavaco Silva. Não a mim o Sr. Silva de Boliqueime, tecnocrata inculto, não me desiludiu, está a ser, precisamente, aquilo que eu desconfiava que ele ia ser. Cinzento. Foi assim como Primeiro-ministro, foi assim como Ministro das Finanças, será sempre assim, embora passando a imagem de ser diferente. Um embuste.
Contudo, Cavaco desiludiu e muito, os seus adeptos e os seus principais detractores. Na verdade, há várias direitas neste país que reconheciam no Professor Cavaco uma espécie de salvador da Pátria , um Salazar dos tempos modernos, com família, casa no Algarve e férias numa praia do Brasil, um "tuga" típico, "self made men" como todos os "tugas" gostavam de ser, reaccionário como só os "tugas" sabem ser, austero como todos os "tugas" gostam.
Alguma social-democracia que, gosta de se dizer de direita (qual equivoco) apostou no Professor Cavaco na esperança que esse se transformasse numa espécie de contra poder, uma "força de bloqueio" à maneira do "Rei" Soares, capaz de devolver diplomas ao parlamento só porque lhe dava na real gana e que ameaçasse a dissolução da Assembleia da República ao primeiro indicio de corrupção ou desentendimento entre governantes ou entre estes e a Câmara de Deputados. Ao invés, Cavaco, adoptou por uma atitude conciliadora, apoiou medidas do Governo, apela ao respeito pela Assembleia da República e vez alguma insinuou ou deixou transparecer a possibilidade de dissolver o Parlamento. Desiludiu assim a sua direita, a pseudo direita PSD.
Nas esquerdas, principalmente na mais liberal e na mais genuina, Cavaco era visto como uma espécie de anticristo, o "Homem da Regisconta" que olvida as questões desde que o interesse da caixa registadora o justifique. Também essa esquerda temia um Cavaco, contra-poder, intransigente, sem preocupações sociais e em que a economia ultrapassasse todas as outras preocupações de Estado. Um Presidente permanentemente em "guerra" com o Governo.
Ma afinal, estes primeiros dias em Belém têm revelado um Cavaco Silva bem diferente do esperado quer por uns quer por outros. Por isso Cavaco é uma grande desilusão.
E se não bastasse termos a noção disso, ele próprio, sabe que assim foi, se é que já não sabia que assim iria ser.
"He procurado poner en práctica lo que prometí. He actuado según lo que dije, no según lo que otros imaginaron o inventaron que iba a hacer".Anibal Cavaco Silva ao El-País .
Sintomático é o facto do Presidente falar mais aos órgãos de comunicação social estrangeiros do que aos Portugueses. Sim, lá fora opinou sobre cá dentro, sobre o futuro da Europa, sobre a emigração ilegal. Cá dentro, ainda não disse nada.
16 de novembro de 2006
Combustiveis comandam a economia
As recentes notícias de movimentação de capitais no tecido empresarial micaelense, com especial destaque para a venda de parte significativa do capital da ACCymbron ldª a um dos seus sócios e de uma também significativa parcela de acções do grupo NSL ao grupo Bensaude, poderia levar o mais incauto dos leitores a pensar que a economia desta Ilha e consequentemente dos Açores está dinâmica. Ao invés, constata-se que as movimentações são apenas ao nível de empresas dos serviços, sendo que no caso SousaLima/Bensaude o negócio esteve dependente do encerramento da unidade industrial da Lagoa o que acabou por acontecer com o despedimento de mais de 30 trabalhadores. A outrora chamada de Vila Industrial, está cada vez mais perto de deixar de o ser.
Com a compra, o grupo Bensaude fica detentor de cerca de 70% do mercado de combustiveis da Ilha de São Miguel e quase 50% do mercado dos Açores.
Entretanto os empresários terceirences já perceberam o sinal das suas elites sobre a letargia e o comodismo das suas gentes e trataram de investir em São Miguel. De facto, depois do grupo Paím ter investido, através da sua participada ASTA-Açores, na construção de 2 hotéis e exploração de uma zona de Jogo em São Miguel, também o grupo Monjardino, importante grupo económico terceirense na área da distribuição de combustíveis, se prepara para instalar em São Miguel uma rede de distribuição dentro do seu habitual "core business".
Há dias o ex-ministro da economia Augusto Mateus dizia uma coisa que venho a dizer e já escrevi há muito: "Os açores só se desenvolvem com o crescimento de um pólo aglutinador que, neste caso, é São Miguel". Lembro-me de, a esse respeito, ter utilizado aqui uma analogia com o comboio e a locomotiva, sendo a Ilha maior a locomotiva e as outras os vagões
Os empresários, felizmente, já perceberam aquilo que os políticos, infelizmente, ainda têm dificuldade em perceber.
Entretanto os empresários terceirences já perceberam o sinal das suas elites sobre a letargia e o comodismo das suas gentes e trataram de investir em São Miguel. De facto, depois do grupo Paím ter investido, através da sua participada ASTA-Açores, na construção de 2 hotéis e exploração de uma zona de Jogo em São Miguel, também o grupo Monjardino, importante grupo económico terceirense na área da distribuição de combustíveis, se prepara para instalar em São Miguel uma rede de distribuição dentro do seu habitual "core business".
Há dias o ex-ministro da economia Augusto Mateus dizia uma coisa que venho a dizer e já escrevi há muito: "Os açores só se desenvolvem com o crescimento de um pólo aglutinador que, neste caso, é São Miguel". Lembro-me de, a esse respeito, ter utilizado aqui uma analogia com o comboio e a locomotiva, sendo a Ilha maior a locomotiva e as outras os vagões
Os empresários, felizmente, já perceberam aquilo que os políticos, infelizmente, ainda têm dificuldade em perceber.
15 de novembro de 2006
José Pinóquio Sócrates
Há três dias o Primeiro-ministro de Portugal, o tal das sucessivas mentiras e que reúne em seu torno perigosas unanimidades, anunciou que o orçamento de estado combate o défice sem "recurso a truques e subterfúgios". Hoje, o tribunal de contas, vem falar em mais de 300 milhões de desorçamentação.
Noutros tempos já se estava por aí a falar de degradação da vida politica e de outros disparates.
Parece que este país que "precisa que tudo mude para que tudo fique igual", continua cada vez mais igual.
Noutros tempos já se estava por aí a falar de degradação da vida politica e de outros disparates.
Parece que este país que "precisa que tudo mude para que tudo fique igual", continua cada vez mais igual.
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