7 de novembro de 2006
Dinheiro a rodos (revisto com post scriptum)
6 de novembro de 2006
A moda do You tube
3 anos 3

Eu queria escrever uma coisa bonita para lembrar que a rapaziada do :Ilhas completa hoje três anos de postas contra-postas e comentários e contra-comentários. Estou desde manhã para o fazer. Mas não saiu nada que valesse a pena. Por isso ficam uns simples parabéns a vocês.
Ah, já me ia a esquecer de uma coisa muito importante de referir. O :Ilhas é um bom exemplo de um blogue feito nos Açores mas universal, daqueles que eu falava há dias sobre a aldeia global e aquelas coisas todas que já nem sei.
Post scriptum: Vejam lá se arranjam uma fotografia com o Riley no lugar do Tozé.
Por favor deixem os Bancos à vontade
Antes dessa dos arredondamentos e da data/valor dos cheques foi a alteração do valor obrigatório para pagamento dos cheques carecas. Aquela que para o governo parecia uma medida de elementar justiça e para aliviar os tribunais e a PJ de processos de pequena monta, passou a ser um excelente negócio para a Banca. Na verdade, a partir dessa data os bancos passaram a cobrar uma "taxa de intervenção do gerente" em todos os cheques pagos a descoberto. Essa taxa pode variar entre os 5 e os 31 euros mais imposto de selo. Qual não foi o meu espanto quando a minha fonte me mostrou que é precisamente a CGD quem cobra a taxa máxima de 31 euros. Ora num cheque de 150 euros, 31 eurosrepresenta mais de 20% desse valor. Mas repare, se por absurdo o leitor se distraiu com o controlo da sua conta bancária e emitiu um cheque de 75 euros quando apenas tinha na conta 70, aí a CGD vai cobrar-lhe os mesmos 31 euros o que representa 40% do valor do cheque e cerca de 620 % do capital usado como crédito.
Bem sei que ninguém liga a essas contas mas dá para gritar.
5 de novembro de 2006
Mesmo tratando-se ...
4 de novembro de 2006
Da desunião das Ilhas II
3 de novembro de 2006
Imposto sobre o imposto
O imposto automóvel e o Iva sobre o mesmo, são uma importante fonte de financiamento do Estado já que são cobrados a pronto pela Direcção Geral do Tesouro e pagos a prestações pelos contribuintes às empresas financeiras sem que esses, muitas vezes, se apercebam que estão a pagar imposto.
Mesmo esquecendo a questão moral e jurídica da dupla tributação, relembro que não faz sentido baixar o imposto nas viaturas de gama baixa e subir nas gamas média e alta. O que faz sentido é baixar, pelo menos, nas gamas médias e subir nas baixas por forma a tornar a compra de viatura de gama média acessível a quem agora as adquire das gamas mais baixas. Essa seria uma medida importante para reduzir os níveis de emissão de gases que contribuem para o efeito de estufa, assim como seria uma medida fundamental para a redução da sinistralidade. Pois que toda a gente sabe que as viaturas mais baratas são a mais poluentes e as menos seguras.
Contudo, neste país, não se pensa assim, só se pensa em cobrar mais para o Estado poder continuar a gastar à vontade. Agora dizem-me que é em almoços e jantaradas da permanente campanha eleitoral em que o nosso primeiro está desde que é secretário-geral do partido Socialista.
2 de novembro de 2006
Da desunião das Ilhas.
A desunião destas Ilhas tem sido provocada por um discurso político bairrista e interesseiro por parte de algumas elites e pseudo elites politicas de Ilhas onde as fontes de riqueza não se alteraram, nos últimos 30 ou até 50 anos, por via da letargia, pensamentos reaccionários e falta de sentido estratégico dessas mesmas elites locais e do tecido empresarial que se habituou a que, os sucessivos governos, centrais e regionais, fizessem tudo por eles. O paternalismo de estado herdado de Salazar ou até mesmo da sociedade feudal.
Por mais descabido que pareça, a minha convicção, é que só estaremos unidos quando deixarmos de olhar uns para os outros, nesse dia deixará de haver desconfiança.
É incrível como uma preocupação, legitima da minha parte, sobre o que se está a passar na Ilha do Faial, despertou os mais recalcados sentimentos bairristas em vez de despoletar um estímulo.
Parece não haver grande interesse na comunidade local em discutir esse assunto. Contudo, ele parece-me um dos mais importantes de aprofundar, quer no contexto regional quer no contexto global.
1 de novembro de 2006
Assunto antigo
"O distrito da Horta tem o direito de viver desafogadamente mercê da importância que adquiriu pela sua esplêndida situação geográfica, que lhe dá um lugar de eleição entre todas as terras portuguesas, graças á fertilidade do seu solo e ás qualidades de trabalho dos seus habitantes.[...] O Faial está a sofrer as consequências da falta de uma élite, forjada nas escolas superiores. Durante mais de uma década empobreceu-se, intelectualmente; as companhias telegráficas barraram a saída dos jovens estudantes: cursar o liceu da Horta e obter um emprego nas companhias estrangeiras era a suprema ambição dos faialenses, ambição aliás justificável dada a exuberancia dos ordenados pagos. Isto originou o preenchimento dos cargos públicos por gente do continente, alheia aos interesses regionais que em nada captavam a sua simpatia."
A respeito...
Pão por Deus

É verdade que, em algumas escola, se mantém a tradição do Pão por Deus, e em casa , vamos alguns de nós, fazendo a pedagogia. Porém, noutras escolas até é difícil para os professores contrariarem a substituição de uma das nossas mais antigas tradições pela euforia das "doçuras ou travessuras" do halloween ao bom estilo das terras do tio Sam.Hoje o ardina do Açoriano Oriental bateu-me à porta, ontem tinha deixado o tradicional pregão da época, só para lembar.
O País está assim
31 de outubro de 2006
Afinal faltam milhões.
É que já não há mesmo pachorra
EXTRA EXTRA
Prémio
A sondagem da RTP/Açores divulgada há duas semanas catapultou Sérgio Ávila para o lugar de nº 2 da política açoriana logo a seguir a Carlos César. O vice-presidente do Executivo socialista não só ficou à frente do líder do PSD/Açores, Costa Neves, como viu Berta Cabral recusar mais uma vez qualquer cargo governativo de nível regional. Há poucos meses ninguém diria que o dirigente socialista terceirense teria a ascensão fulgurante que está a ter. Após um arranque menos convincente, a verdade é que o vice de César tem vindo a marcar pontos de forma consistente e paulatina, uma estratégia que pode vir a abrir-lhe portas no futuro.
Entre as mulheres
Quem também teve motivos para ficar satisfeito com a sondagem da RTP/Açores foi José Contente, secretário da Habitação e Equipamentos. Sobretudo quando ouviu o apresentador televisivo dizer que era dele o galardão de "o melhor entre as mulheres"! De resto, diga-se que Contente tem vindo a marcar pontos na política açoriana com uma estratégia de investimento nas comunicações sem quaisquer precedentes na Região. Para já não falar nas SCUTs, que serão responsáveis por um salto histórico nas acessibilidades em S. Miguel.
Notícias de um Portugal desnorteado.
30 de outubro de 2006
"O culto da ignorância "
28 de outubro de 2006
Pedrada no charco!
27 de outubro de 2006
26 de outubro de 2006
É que já não há pachorra
25 de outubro de 2006
É só fazer um pequeno esforço.
Continuam a chegar turistas a Santa Maria que trazem calçado adequado, bastões e mochilas. Basta olhar para perceber ao que vêm. Assim de repente lembrei-me que os trilhos já estão, todos, novamente, abandonados. É bom recordar os responsáveis que os pedestrianistas são turistas de todo o ano.
24 de outubro de 2006
Hábitos.
23 de outubro de 2006
De lobby para lobby e entre lobby até à felicidade.
22 de outubro de 2006
Sócrates em Ponta Delgada com perna curta.
Hoje, Sócrates o "batateiro" está em Ponta Delgada onde se irá encontrar com militantes e simpatizantes do PS. Irá explicar qual das mentiras? Aquela que ia dando como mentiroso o líder Regional do PS ou esta das scuts?
21 de outubro de 2006
20 de outubro de 2006
Ler Jornais é pagar mais
João Jardim será um exemplo?
Nas palavras do Sr. Ministro, a revisão da lei de Finanças das Regiões Autónomas vai penalizar a Madeira porque essa atingiu níveis de desenvolvimento que são invejáveis e por isso não faz sentido continuar com os fluxos financeiros habituais.
Pois é. Em trinta anos de autonomia Jardim levou a Madeira ao nível de uma das regiões mais ricas de Portugal. Temos que reconhecer a crueza dos números. Entretanto, por cá, apesar de dos últimos 10 anos de torrentes financeiras medonhas, e de infra-estruturas básicas concluídas, os Açores continuam uma das regiões mais pobres do País e da Europa.
Afinal que é que sabe governar?
19 de outubro de 2006
Primeiro-ministro mentiroso
Tudo parecia ir bem até que no debate do orçamento de estado as trapalhadas começam a aparecer. Se a intuição da altura me levou a acreditar que quem mentia era César, passadas 24 horas já não tinha dúvidas que a mentira vinha do Primeiro-ministro. Que feio, um Primeiro-ministro mentir à Assembleia da República e consequentemente a todos os Portugueses. Hoje o Primeiro-ministro de Portugal aparece de novo envolvido num episódio do disse que disse e que não disse. Já não há intuição que lhe valha, agora não tenho dúvidas que é o Secretário-geral do Partido Socialista e Primeiro-ministro quem mente.
Aqui de El-Rei se episódio idêntico se tivesse passado com dois governantes de um partido de direita. Não há dúvida, os OCS em Portugal são de esquerda, apenas tentam mostrar ser isentos, mas pouco.
Nada tenho contra os Jornais e jornalistas que assumem posição a favor ou contra este ou aquele partido, este ou aquele político. O problema está em fazê-lo fingindo que se não faz.
Feito pelos seus leitores
Isto é ridículo, de cada vez que há uma greve, os sindicatos atiram com 80, 90 a mais porcento de adesão.
O governo nunca vai além dos 20 ou 30 !!!!!!!!!!
Alguém mente descaradamente nisto tudo .... nunca vou ver um Jornalista confrontar "a sério" um governante ou um sindicalista com este disparate?????????
Uma sondagem...
Se fossem hoje as eleições regionais:
PS - 52,0 %
PSD - 36,3 %
CDU - 0,9 %
CDS - 0,6 %
Brancos 01,3 %
Indecisos 07,7 %
à pergunta quem seria o melhor Presidente do Governo os inquiridos responderam:
Carlos César - 49,6%
Berta Cabral - 26,9 %
Sérgi Ávila - 6,3 %
Costa Neves - 4%
José Contente - 1,7 %
Vasco Cordeiro - 1,1 %
17 de outubro de 2006
Uma vitória é menos de 50%
"Ontem foi um dia de dupla vitória para Carlos César, que para além de ver materializado um reforço de verbas ao abrigo da nova fórmula da Lei de Finanças Regionais, viu Sócrates reconhecer uma dívida já com sete anos, embora não no montante de 120 milhões euros"Mas afinal essa dívida da República não era de 200 milhões domo dizia há pouco mais de um ano o Sr. Presidente do Governo?
"se somarmos aquilo que está em falta, relativamente à aplicação da Lei de Finanças Regionais, aos 23,3 milhões de euros devidos à Secretaria Regional da Economia e aos 32,8 milhões devidos à EDA, pelo processo de convergência do tarifário eléctrico, teremos bastante mais do que 200 milhões de euros".
"Quem faz contas muito apressadas e a recado esquece estes números", sublinhou o presidente do Governo . GACS
16 de outubro de 2006
Confirmado
Nem precisava de o ter feito. Tal qual como previsto, conseguia adivinhar até a terminologia.
15 de outubro de 2006
Não vá o sapateiro além do chinelo.
Achei estranho mesmo foi o dito indivíduo ter respondido, sobre o corpo docente da sua escola, que o mesmo "até não é muito mau". Segundo as regras da gramática no que concerne ao grau dos adjectivos, diria que se não é muito mau, é porque é mau.
Pois é, como os senhores presidentes dos executivos agora são eleitos, eu sugiro ao corpo docente da Básica Integrada Canto da Maia que integra as Escolas da Vitória, Carvão, Fajã de Cima, Fajã de Baixo, Jardim de Infância e Canto da Maia, que mande o Dr. Serafim Soares plantar batatas.
A entrevista que não ouvi
Carlos César é o melhor político açoriano do momento. Como todos os bons políticos, torna-se previsível, demasiado previsível.
Alguém me diz que novidades soubemos pela dita entrevista?
14 de outubro de 2006
A nascer...
... uma nova Ponta Delgada, dizem eles. A mim parece-me mais um daqueles exemplos de vandalismo como os denunciados pelo Dr. Carlos Falcão.
13 de outubro de 2006
12 de outubro de 2006
Encher chouriços ou não?

Com falta de tempo para andanças "blogosfericas", eu andava à procura de uma fotografia para fazer um "post" tipo, assim como que... para encher chouriços.
Assim, num repente, lembrei-me de tentar saber porque razão os plenários de professores não poderão ser realizados no Coliseu Micaelense. Ele há com cada mente preversa. Essas é que são as questões preocupantes.
11 de outubro de 2006
10 de outubro de 2006
Cada vez mais.

Saem concursos, adjudicações, pregões de milhões e eu sinto que me estão a enganar.
Cada vez há mais pobres, cada vez há menos ricos, cada vez há mais gente apostada em acabar com os ricos quando se deviam preocupar em acabar com os pobres.
Cada vez me apetece mais, sentar ali, na beira da ribeira, ouvindo a algazarra das águas que correm alegremente para o mar e se perdem num oceano de liberdades. Cada vez prezo mais essa condição. A condição de Homem livre, cada vez mais livre.
9 de outubro de 2006
Lavar a imagem é como lavar dinherio...
6 de outubro de 2006
Uns vão outros teimam.
Enquanto o divagando se vai afirmando cada vez mais como uma referência na blogosfera, o d'arrejeite levou a "arrejeitada" final. Tenho pena que o Hermenegildo tenha apagado o blogue, bastava deixar de postar.
Voltamos ao comunismo?
"Fast merendário"
Anda por aí uma polémica por causa de um restaurante de fast food que vai abrir na nossa Cidade e que foi notícia de primeira página num periódico de referência.
Eu não quero saber se a qualidade da comida é má, se faz mal à saúde, se é sinal de desenvolvimento ou de degradação da sociedade micaelense.
As coisas ruins, droga, álcool, guloseimas, gorduras saturadas, andam por aí à disposição de quem quer e não é por isso que as compro ou as consumo. Cada um tem a liberdade de consumir o que entender desde que essa liberdade de cada um não colida directamente com a liberdade de cada outro.
Grave, gravíssimo mesmo, neste assunto, é o facto do referido restaurante ir ser implantado junto a uma via rápida e a menos de 50 metros da mesma. Esta situação está proibida por lei. Há muitos terrenos nas imediações das vias rápidas que estão desvalorizados por este facto e muitos negócios que deixaram de ser feitos precisamente por isso.
Alguém arranjou um buraco na lei para autorizar semelhante coisa, deve ser um subestituto dos famosos "merendários" tão ao gosto de "Més Zé Contente". Ainda não descobri qual é esse buraco nem qual foi essa entidade, mas vou descobrir.
É que ninguém está disposto a ler, um dia, num jornal local, uma noticia do tipo :MacDonald não se constrói em Ponta Delgada porque o governo X e ou a Câmara Y não autorizaram.
5 de outubro de 2006
Bendita sejas RTP
Na verdade, a RTP presta um verdadeiro serviço público de televisão, foi para isso que se manteve, é a única alternativa à "diarreia noveleira" que tomou conta das televisões privadas. São telenovelas a trás de telenovelas, plenas de conteúdos deploráveis, diálogos paupérrimos e actores de terceira categoria elevados ao estatuto de heróis nacionais.
Como se não bastassem as horas de ficção portuguesa a passar na TVI, também a SIC tentou, com recurso a uma deplorável Floribela, feita pelos maiores canastrões da cena artística portuguesa, conquistar os telespectadores e consequentemente os anunciantes.
Parece que a gente gosta, se revê, imita, compra e deixa de comer para ver.
Bendita sejas RTP enquanto não caíres na tentação de nos dar aquilo que queremos em vez de nos dares o que precisamos.
É que só falta mesmo.
1 de outubro de 2006
Tácticas da esquerda.
Tudo é permitido à esquerda. Tudo.
30 de setembro de 2006
29 de setembro de 2006
Mais um rabo de palha a arder.
O recente folhetim da criação e encerramento de um jornal diário parece-me um bom exemplo daquelas coisas que não deviam acontecer, com os protagonistas com que aconteceu. Ou melhor esses até podiam ser os protagonistas do episódio do tal jornal, não podiam era ser protagonistas de outras cenas do teatro das políticas regional e nacional.
Será que este negócio do Jornal dos Açores tem alguma coisa a ver, directa ou indirectamente, com os de um certo colégio e de uma certa instituição de crédito?
28 de setembro de 2006
Sintomático ....
27 de setembro de 2006
26 de setembro de 2006
25 de setembro de 2006
Mudar os métodos é o que é preciso.
Só tarda o que nunca chega

Eu estava a ver que não aparecia uma queixa ou sequer uma posição pública da Quercus por causa da obra da fajã do Calhau. Terá sido preciso a Câmara Municipal do Nordeste, liderada pelo Social Democrata José Carlos Carreiro, dar inicio às obras da estrada para a Fajã do Araújo para a Quercus acordar. É que eu não acredito em teorias da conspiração mas nas nossas Ilhas há com cada coincidência.
Já agora dêem, rapidamente, entrada a uma providência cautelar sobre o teleférico da Fajã da Rocha da Relva, não deixem chegar próximo das eleições. As organizações ambientalistas parecem ter o mesmo calendário dos políticos.
FLOP,flop,flop

O Jornal dos Açores começou por dois caminhos muito errados e dei disso boa nota aos amigos que ali trabalhavam e que foram, em grande parte, responsáveis pelo seu nascimento. À partida, entrar num projecto editorial sem um projecto comercial paralelo é, desde logo, um dos caminhos errados. O outro, tem a ver com a "fome" de combater o Açoriano Oriental. Os projectos revanchistas são, sempre ou quase sempre, plágios de baixa categoria (veja-se o recente SOL em relação ao Expresso).
Entrados nos trilhos errados, sucederam-se os erros e as megalomanias de sócios sem capital para aguentarem um projecto da dimensão de um jornal diário. Dos accionistas dessa pseudo sociedade anónima pouco se sabe. Sabe-se porém, que o projecto editorial visava um objectivo político, outro mau presságio.
24 de setembro de 2006
Finalmente
Que revelador
Gil Garcia, militante do BE ao semanário "Sol" desta semana.
22 de setembro de 2006
Entretanto...
Com um Guarda-roupa criado para o efeito e adereços, esta Peça Reconstituição pretende ressuscitar alguns acontecimentos da nossa História que marcaram o Povo da Ilha de Santa Maria no século XVI e XVII.
Paralelamente decorre uma feira com comida e doçaria da época, com animação de rua. onde os intervenientes vão estar trajados à época. Toda essa miscelânea vem enriquecer e engrandecer o espaço envolvente ao espectáculo, proporcionando a todos os que nos visitarem um dia diferente e um sentimento de reconhecimento por todos aqueles que no passado construíram o futuro que é o nosso presente.
Já deve estar a decorrer...
O lançamento dessa obra de relevante importância histórica e pedagógica, está a decorrer no Centro Municipal Cultura e eu tenho imensa pena de não estar lá mas a vida profissional obriga-me a estar em Santa Maria.
21 de setembro de 2006
"Té quim fim"
Está tudo calado. Não se ouviu um único pio por parte do PSD que detém a Câmara da Povoação, nem se ouviram as vozes sempre avisadas dos ambientalistas. Na verdade, quer a Delegação Regional da Quercus quer os Amigos dos Açores ainda não tomaram posição pública sobre o assunto e já o deviam ter feito. Digo eu claro.
20 de setembro de 2006
Podem manter por aí as televisões que...
19 de setembro de 2006
Serão os blogues brinquedos?
Não gosto que me chamem o Pacheco Pereira dos Açores. 1º porque eu rio, segundo porque tenho links, 3º porque prefiro ser simplesmente um blogger do que ser classificado como blogger açoriano. Ser-se blogger, na minha opinião, pressupõe alguma universalidade. Bem sei que o meio em que nos inserimos, que nos rodeia, que nos faz, dificilmente (ainda bem que assim é) deixa de nos marcar.
Mas isso não quer dizer que nos percamos em assuntos domésticos.
Ao contrário da Ana Sá Lopes, não vejo o blogue como o mais recente brinquedo ou então dou demasiada importância aos brinquedos. Até pode ser. Contudo, não deixa de ser um pouco arrogância dizer como a ASL "O blog era um brinquedo. Adorei brincar quando mo deram, novinho, acabado de sair da fábrica. Foi tão bom". O que mereceu uma belíssima resposta da fernanda (com minuscula) "olha lá, essa de puxar os galões, tipo eu já andava na blogosfera ainda tu não sabias o que isso era portanto compreende que estás na fase de experimentar o brinquedo enquanto eu já não tenho pachorra, magoa-me tão mais profundamente quão é absolutamente verdade. mas sabes como são as crianças: gostam de companhia para brincar, para ir à água, para comprar gelados. e odeiam que lhes digam que os brinquedos delas não prestam. daqui a nada estou a fazer birra".
18 de setembro de 2006
Segundo o Banco Mundial
Dupla tributação
Mas o Paulo esqueceu-se de mais um pormenor desse estado glutão. É que no caso do IA, além da dupla tributação, o Estado, o mesmo que vive preocupado com o endividamento das famílias, criou e facilitou mecanismos de recurso ao crédito pessoal para compra de automóveis em prestações. Ou seja o Estado está a cobrar impostos a crédito.
17 de setembro de 2006
Só para esclarecer
15 de setembro de 2006
Quem vier depois que pague
O pior é a decisão de fazer um nterceiro eixo que " vai ligar a Ribeira Grande à vila do Nordeste, através de uma nova estrada com diversas ligações a freguesias do concelho".
Uma estrada rompida a sul da existente, cheia de viadutos e separadores, rotundas e nós, a par de um Parque Eólico em pleno Planalto dos Graminhais requer, pelo menos, um estudo de impacte ambiental muito bem fundamentado e um estudo de impacte na frágil economia daquele concelho. Já bastas vezes disse que as vias de comunicação têm dois sentidos, um que enche e um que vaza. No caso da estrada para o Nordeste temo que vaze mais do que enche.
Grande parte do emprego gerado no Nordeste tem por base pequenas e médias empresas familiares que criam o seu próprio posto de trabalho, nas áreas da restauração, pequeno comércio, distribuição de combustíveis líquidos e gozosos e agricultura. O acesso facilitado a mercados de distribuição mais apelativos pode criar um esvaziamento do comércio local e da pequena economia a ele inerente. É obvio que, sem estudos, essas coisas são simples especulações e poderá haver quem defenda o contrário ou seja, que esses negócios vão ganhar mercado com o acesso facilitado por turistas dos concelhos limítrofes e outros forasteiros. Talvez por isso, fosse mais sensato estudar bem o impacto dessa obra nas populações locais. Se isso foi feito, devia ser amplamente divulgado, porque não, pelo departamento de propaganda pomposamente chamado de Gabinete de Apoio à Comunicação Social.
14 de setembro de 2006
My Moleskine

Há anos, aproximadamente 17 deles, registo diariamente tudo o que faço, com quem falo, como falo e do que falo. Uso, para o efeito, em cima da secretária, um caderno A4 que chegado ao fim é datado e guardado religiosamente para consultas futuras. Chamo-lhes as minhas Bíblias, só a Carla, a minha mais directa colaboradora, tem acesso a esses cadernos.
Contudo, andar com um A4 atrelado tornou-se cansativo, logo optei por uma solução móvel, um bloco de notas Castelo. Tinha assim o meu bloco sedentário e o outro nómada. Perfeito. Mais tarde, meados da década de noventa do século passado, descobri as maravilhas dos "caderninhos" da Papelaria Fernandes, espécie de livros de actas em miniatura, pautados e com capas rígidas o que eram garantia de durabilidade.
Há cerda de 3 anos a esta parte, descobri o legendário Moleskine. Legendário porque, este, de facto, não é um bloco de notas vulgar, é o bloco de notas usado por artistas e intelectuais europeus ao longo de gerações.
Só uso o Moleskine fora do escritório, lá dentro continuo fiel aos velhos cadernos A4, por isso não gasto muitos desses blocos de notas. Mas cada vez que um chega ao fim (hoje foi assim), há um ritual que se repete, um marco importante que se encerra. Datar, arquivar abrir outro. Não, um Moleskine não é um livro de actas com termo de abertura e encerramento, mas há coisas que têm que ser passadas de um para o outro, há informação permanente que tem que estar à mão, essa registo-a nas últimas duas páginas de cada bloco, passa de um para o outro. Na bolsa da contra-capa guardo os talões do euromilhões e os últimos recibos do Multibanco.Cito, de cor, Bruce Chatwin, "perder o meu passaporte é a pior coisa que me pode acontecer, perder o meu bloco de notas é uma catástrofe".
13 de setembro de 2006
Hoje é Quarta-feira e...
Hoje, porém, a RTP-Açores informou-nos (a mim e ao Pedro Arruda) que não haverá segunda época desse programa onde, nas palavras do Nuno Mendes, "uns poucos diziam em voz alta ou que muitos pensavam baixinho".
Tenho pena que acabe assim uma dos programas que mais prazer me deu fazer. Tenho pena que acabe assim um dos programas mais badalados da RTP-Açores dos últimos anos. Tenho pena que acabe assim um dos poucos espaços de debate que havia na Região.
Bem sei que estávamos a incomodar muita gente, desde a extrema-esquerda até à direita mais radical, em todo o espectro político partidário, havia gente incomodada, afinal viemos provar que se pode ser livre nesta Região de medos atávicos, cinzenta, vestida de roxo e negro.
Sei que continuará a haver debate político na RTP-A mas certamente os intervenientes serão mais ao sabor dos interesses instalados.
12 de setembro de 2006
The day after September 11
Não sei se será por isso, mas mesmo depois de ouvir tanta notícia manipulada, tanto documentário anti Bush e anti América, não consigo, mesmo assim, estar do lado de Bin Laden ou dos Talibans. Não consigo ter pena do ditador de Bagdad, continuo a ver em Hugo Chavez e Evo Morales perigosos seguidores de Fidel Castro e neste um símbolo do totalitarismo seja ele de esquerda ou de direita.
Não, esta não é uma perspectiva maniqueísta da politica internacional. Não, os Estados Unidos não têm razão em tudo o que estão a fazer no Iraque e no Afeganistão. Mas os governantes Americanos, em comparação com os seus opositores internacionais, vão a votos, vão ser sufragados dentro de pouco tempo e têm os seus mandatos limitados por lei (coisa com a qual não concordo).
A grande América, da democracia, das oportunidades, das nações e das nacionalidades, do perdão, enfim do sonho americano, continua a ser a grande América, ao invés do que se tenta vender.
Talvez por isso, continue, naturalmente a estar do lado da América, grande mas perseguida por uma esquerda perigosamente demagógica, essa sim maniqueísta que prefere escolher terroristas e assassinos em grande escala a defensores das mais amplas liberdades.
11 de setembro de 2006
Ao ritmo do calendário
Vejo os jornais portugueses e nada. Corro de lés a lés os mais importantes periódicos espanhóis e não passa nada. Dou uma saltada mais a norte às Ilhas Britânicas e continua um vazio muito "silly".
É verdade, andamos todos a esse ritmo cronológico do calendário e da temperatura que nos leva mais a pensar em praias com águas cálidas e límpidas e em esplanadas com cervejas frescas borbulhantes e louras esculturais com biquinis fluorescentes do que em leituras densas e o cinzentismo da política e dos políticos.
Todos os anos o mesmo drama. Escrever sobre o quê nesta altura do ano? As viagens de automóvel costumam inspirar-me mas nem isso. Ao volante do meu camião, ora com atenção à estrada estreita que liga Vila do Porto a Santa Bárbara ora com o outro olho na carga para que não se desloque, não tenho tempo para me inspirar. O telefone toca, não atendo, não posso atender, estou a conduzir. Mais à frente paro e vejo que é a directora desta Revista. Já devia ter entregue a crónica ontem. Com o medo de quem devolve uma chamada perdida ao seu gestor de conta bancária ligo-lhe e prometo a crónica para amanhã. Promessas. Não sei se vou conseguir, mas vou pelo menos tentar.
Sei que um dia vou escrever um romance, talvez um livro de memórias. Mas como? Se nem uma crónica com uns míseros três mil caracteres consigo escrevinhar por estes dias? Não sei. Mas sei que vou escrever um romance que nada terá a ver com as memórias de putas tristes ou alegres até porque eu nunca fui às putas. Não será sobre rochedos negros ou gaivotas, nem terá baleias, fragatas ou vulcões, terramotos ou a Ilha. Sei que vou escrever um romance onde a saudade não será um roxo nem uma amargura. Onde a nostalgia, não se confundirá com o tempo perdido mas com o tempo ganho em viver a vida tão intensamente sem que se perca um único minuto.
E o tempo que passa sem que me lembre de um assunto, um tema, uma questão. Entretanto, no teclado à minha frente os dedos mexem-se à velocidade da luz e o som perde-se na solidão do escritório. Faz eco nas prateleiras sem livros, faz retorno na vidraça da janela sem reposteiro. O tempo passa e já são quase três horas e três mil caracteres. Estou quase lá. Estou mesmo a chegar. Podem ir pondo o café na mesa.
Podia começar aqui a história de uma camionista solitário que tem saudade do seu camião, do ronco, do cheiro até do calor que sufoca de verão mas aconchega de Inverno. Mas não, essa seria uma boa história para um guião de uma novela mexicana.
Não. Uma crónica para o verão só pode ser sobre nada. É verdade, o melhor será mesmo não escrever sobre nada e escrever sobre tudo e sobretudo escrever. Mas fazê-lo só pelo prazer de o fazer e pelo prazer de saber que alguém a vai ler só pelo prazer de ler.
9 de setembro de 2006
"feios, porcos e maus"

É, de facto, uma vergonha o que se passa numa das mais emblemáticas praças de Ponta Delgada. Façam as noites que quiserem, mas criem, antes disso, as condições para que tal aconteça, fiscalizem, acima de tudo EDUQUEM que essa também é uma Vossa obrigação. Eu nem quero imaginar como estariam as retretes.
8 de setembro de 2006
Notícia
Eu também acho que a entrevista daquele deputado do Partido do Governo é motivo para noticiar, mas não pelas razões que foi. Não é que Lizuarte Machado não tenha razão em muitas das abordagens que faz à questão dos transportes marítimos de passageiros, não é nada disso.
Na verdade, o que é notícia (para mim) naquela entrevista é o facto de, pela primeira vez, em dez anos, um deputado da situação ter criticado uma opção do governo.
Atente-se que isso em nada belisca a legitimidade das opções do executivo, mas revela e amplia a liberdade do parlamentar e o bom funcionamento da democracia. É que até agora, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, parecia um rebanho de carneirinhos em desmame.
6 de setembro de 2006
"Quem não deve não teme"
Contudo, a maioria parlamentar do Partido Socialista continua a "insistir" em "esconder" a verdade aos Açorianos, muito embora o Grupo Parlamentar do PSD insista nessa oportunidade. Os contornos desse processo de audição no Açoriano Oriental de hoje.
Acordares
Eu hoje acordei assim. Amarelo, do cansaço extenuante da volúpia diária, entre Ilhas, entre emaranhados de problemas. Ainda não tinha aterrado e nos 20 minutos que nos separam acontecera de tudo. Acordei azul de génio, talvez raiva. Sempre que alguém "mete o pé na argola" depois de eu ter avisado, fico assim, azul de veneno. Estou de volta a São Miguel. O profissionalismo a isso obriga, talvez ainda tenha que ir a Madrid hoje buscar uma peça de motor de um barco avariado. Não sei. O que eu queria mesmo eras ficar aqui, olhando a baia em frente, o horizonte à espera de que algo acontecesse. O sol subiu rápido e o céu mostrou-se em todo o seu azul-cobalto pintando o mar da mesma cor. Eu espero. Só posso esperar. Espero um toque do telemóvel, um alerta do Outlook. Espero só.
5 de setembro de 2006
Julhos e Setembros e nunca Agostos

Penso que, tal como todos os lugares do mundo com excepção para as grandes metrópoles, o Agosto na Graciosa seja um pouco movimentado de mais para o meu gosto. Prefiro os Julhos e os Setembros.
Ficou a água na boca de poder passar uns dias de chinela no pé, passados entre um almoço na Folga feito de goraz grelhado pescado na hora e fora das polémicas da quota. Um banho nas límpidas águas do Carapacho, "no crawd". Um mergulho ao final da tarde no Porto de Santa Cruz ou na Praia e tudo encerrado com um reconfortante momento de descanso à sombra das araucárias olhando o Paul. Um jornal, um livro e a minha mulher. A algazarra dos meus filhos na peleja permanente por coisa nenhuma.
À noite um café e uma água das pedras na sociedade filarmónica. Julhos e Setembros em qualquer Ilha dos Açores.
4 de setembro de 2006
Poderios de Luz
As corporações e o Parlamento
Nas vésperas de comemorar 30 anos de sistema parlamentar puro, o Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Fernando Menezes, defende que as associações representativas dos diversos sectores da vida Açoriana deveriam ter um espaço para exporem aos seus problemas em alguns plenários "com regras", claro.
Eis uma coisa com a qual não concordo em absoluto. É verdade que vindo de Fernando Menezes nada me admira, afinal aquele Deputado Regional teve sempre muita dificuldade em lidar com o regime parlamentar, não obstante ter sido Presidente (reparem que não escrevi líder) da bancada parlamentar do Partido Socialista e ter chegado a Presidente do mais importante órgão da autonomia constitucional.Nada tenho contra as corporações e a forma como os sectores da economia e da sociedade em geral se organizam, mas como se diz em bom português "cada macaco no seu galho".
Muu...
3 de setembro de 2006
Lugar do Norte-Santa Bárbara-Santa Maria-Açores
Ontem andei com a família pelo lugar do Norte às Groselhas e às Amoras de Faia aqui chamadas de "fainhos". Como a câmara não me larga, tive a oportunidade de registar esse magnífico momento.
2 de setembro de 2006
A propósito...
É sim Senhor!
A Baía de São Lourenço, na Ilha de Santa Maria, Açores está longe de ser o melhor lugar do Mundo. Mas para mim , continua a ser o melhor sitio para estar com a familia desde que fora do reboliço de Agosto.
PS: A minha passagem pelas Astúrias, também em Agosto, deixou-me saudades, voltarei à "Costa Verde" mais cedo do que previsto. A vida profissional a isso obriga, mas há obrigações que não são sacrificios.
1 de setembro de 2006
É claro que...

955 semanas depois

Segui o "Indi" desde o seu primeiro número até, talvez ,ao nº 800. Nos últimos três anos, este jornal tronou-se numa espécie de diado para levar a sério e obviamente isso não é um título para levar a sério.
Grandes directores, como Paulo Portas e Constança Cunha e Sá, fizeram cair ministros e secretários de estado. O Independente foi uma lufada de ar fresco no panoramo cinzento e agonizante (agora que se fala tanto do ar rearfeito da democracia) do cavaquismo. Contudo, tudo tem o seu tempo e o tempo do "indi" há muito que havia acabado.





















