6 de novembro de 2006

A moda do You tube

Isto é um blogue não é um Vlog. Anda-me a irritar essa moda de fazer postas com recurso aos vidioclips do You tube .
Ide todos mas é para a casa do ....

3 anos 3


Eu queria escrever uma coisa bonita para lembrar que a rapaziada do :Ilhas completa hoje três anos de postas contra-postas e comentários e contra-comentários. Estou desde manhã para o fazer. Mas não saiu nada que valesse a pena. Por isso ficam uns simples parabéns a vocês.
Ah, já me ia a esquecer de uma coisa muito importante de referir. O :Ilhas é um bom exemplo de um blogue feito nos Açores mas universal, daqueles que eu falava há dias sobre a aldeia global e aquelas coisas todas que já nem sei.

Post scriptum: Vejam lá se arranjam uma fotografia com o Riley no lugar do Tozé.

Por favor deixem os Bancos à vontade

Cada vez que o Governo através da entidade reguladora do sistema bancário que dá pelo nome de banco de Portugal, resolve mexer com os bancos quem sofre é o freguês. Há dias, a respeito dos arredondamentos para cima e para baixo, alguém falava desse grande instrumento que o governo tem ao seu dispor para regular o mercado e que não lhe dá o devido uso e é chamado Caixa Geral de Depósitos. È verdade se a CGD arredondar as suas taxas para baixo, todos vão para baixo. Mas não, o governo usa esse instrumento para tudo, inclusive para dar emprego aos amigos (sempre foi assim com todos os partidos incluindo o CDS-PP), excepto para regular o mercado.
Antes dessa dos arredondamentos e da data/valor dos cheques foi a alteração do valor obrigatório para pagamento dos cheques carecas. Aquela que para o governo parecia uma medida de elementar justiça e para aliviar os tribunais e a PJ de processos de pequena monta, passou a ser um excelente negócio para a Banca. Na verdade, a partir dessa data os bancos passaram a cobrar uma "taxa de intervenção do gerente" em todos os cheques pagos a descoberto. Essa taxa pode variar entre os 5 e os 31 euros mais imposto de selo. Qual não foi o meu espanto quando a minha fonte me mostrou que é precisamente a CGD quem cobra a taxa máxima de 31 euros. Ora num cheque de 150 euros, 31 eurosrepresenta mais de 20% desse valor. Mas repare, se por absurdo o leitor se distraiu com o controlo da sua conta bancária e emitiu um cheque de 75 euros quando apenas tinha na conta 70, aí a CGD vai cobrar-lhe os mesmos 31 euros o que representa 40% do valor do cheque e cerca de 620 % do capital usado como crédito.
Bem sei que ninguém liga a essas contas mas dá para gritar.
Por favor, deixem os bancos que nós merecemos.

5 de novembro de 2006

Mesmo tratando-se ...

... de um ditador sanguinário que ordenou milhares de mortes incluindo a de um dos seus genros, não há nada que justifique a morte de um ser humano. Nada mesmo.

4 de novembro de 2006

Da desunião das Ilhas II

(Continuação)
Já aqui escrevi, várias vezes, que o bairrismo é o cancro desta Região. Julguei que a blogosfera produzida nos Açores e com dimensão universal pudesse ser um meio de comunicação que aproximasse os pensamentos contemporâneos de todas as Ilhas no contexto da aldeia global. Tive a presunção e a leviandade de acreditar num novo movimento filosófico nascido nos Açores do século XXI.O Guilherme chegou a falar de uma nova geração de autonomistas Enganei-me. Afinal não existe uma blogosfera feita nos Açores com dimensão global, nem sequer nacional, nem sequer regional. São capelinhas de Ilha, concelho, freguesia, onde interessa mais discutir se a tampa do esgoto está virada ao contrário ou se a canada tem mais ou menos buracos, se há teatro no Coliseu e Jazz no Teatro, se o centro cultural passa mais ou menos cinema, se o Ramo Grande tem mais ou menos visitas, tudo isso se discute em vez dos grandes temas da actualidade. Entretanto a globalização vai-se fazendo, alguns, poucos, empresários internacionalizam-se e são olhados com desconfiança, outros quedam-se à espera de tempos melhores, sem mudar nada e à espera que tudo mude. Os resultados só se alteram se os métodos forem alterados, quando não, "fica tudo na mesma como a lesma."

3 de novembro de 2006

Imposto sobre o imposto

Eu já aqui falei - a respeito de um post do Vital Moreira (Maio de 2005) - da dupla tributação a por via do Iva cobrado sobre o Imposto Automóvel. Uma imoralidade que o Estado pratica e que torna a compra de viaturas novas de alta cilindrada e de gamas médias quase proibitiva às bolsas da classe média. Agora levanta-se também a questão da legalidade.
O imposto automóvel e o Iva sobre o mesmo, são uma importante fonte de financiamento do Estado já que são cobrados a pronto pela Direcção Geral do Tesouro e pagos a prestações pelos contribuintes às empresas financeiras sem que esses, muitas vezes, se apercebam que estão a pagar imposto.
Mesmo esquecendo a questão moral e jurídica da dupla tributação, relembro que não faz sentido baixar o imposto nas viaturas de gama baixa e subir nas gamas média e alta. O que faz sentido é baixar, pelo menos, nas gamas médias e subir nas baixas por forma a tornar a compra de viatura de gama média acessível a quem agora as adquire das gamas mais baixas. Essa seria uma medida importante para reduzir os níveis de emissão de gases que contribuem para o efeito de estufa, assim como seria uma medida fundamental para a redução da sinistralidade. Pois que toda a gente sabe que as viaturas mais baratas são a mais poluentes e as menos seguras.
Contudo, neste país, não se pensa assim, só se pensa em cobrar mais para o Estado poder continuar a gastar à vontade. Agora dizem-me que é em almoços e jantaradas da permanente campanha eleitoral em que o nosso primeiro está desde que é secretário-geral do partido Socialista.

2 de novembro de 2006

Da desunião das Ilhas.

A unidade das Ilhas faz-se quando, cada uma delas, for capaz de potenciar a suas idiossincrasias, trilhar o seu caminho, sem esperar que outra comunidade faça o trabalho de casa.
A desunião destas Ilhas tem sido provocada por um discurso político bairrista e interesseiro por parte de algumas elites e pseudo elites politicas de Ilhas onde as fontes de riqueza não se alteraram, nos últimos 30 ou até 50 anos, por via da letargia, pensamentos reaccionários e falta de sentido estratégico dessas mesmas elites locais e do tecido empresarial que se habituou a que, os sucessivos governos, centrais e regionais, fizessem tudo por eles. O paternalismo de estado herdado de Salazar ou até mesmo da sociedade feudal.
Por mais descabido que pareça, a minha convicção, é que só estaremos unidos quando deixarmos de olhar uns para os outros, nesse dia deixará de haver desconfiança.
É incrível como uma preocupação, legitima da minha parte, sobre o que se está a passar na Ilha do Faial, despertou os mais recalcados sentimentos bairristas em vez de despoletar um estímulo.
Parece não haver grande interesse na comunidade local em discutir esse assunto. Contudo, ele parece-me um dos mais importantes de aprofundar, quer no contexto regional quer no contexto global.
(Continua)

1 de novembro de 2006

Assunto antigo

Gerou-se uma pequena polémica por causa do post do passado Sábado que tratava de parte de uma entrevista do Arquitecto Pedro Porteiro, nomeadamente acerca da letargia da sociedade faialense. O assunto é antigo, recorrente portanto mas vale a pena lembrar este pedaço de prosa datado de 1939, publicado no Jornal Portugal, Madeira e Açores e citado a páginas 161 de uma dissertação do José Grave.

"O distrito da Horta tem o direito de viver desafogadamente mercê da importância que adquiriu pela sua esplêndida situação geográfica, que lhe dá um lugar de eleição entre todas as terras portuguesas, graças á fertilidade do seu solo e ás qualidades de trabalho dos seus habitantes.[...] O Faial está a sofrer as consequências da falta de uma élite, forjada nas escolas superiores. Durante mais de uma década empobreceu-se, intelectualmente; as companhias telegráficas barraram a saída dos jovens estudantes: cursar o liceu da Horta e obter um emprego nas companhias estrangeiras era a suprema ambição dos faialenses, ambição aliás justificável dada a exuberancia dos ordenados pagos. Isto originou o preenchimento dos cargos públicos por gente do continente, alheia aos interesses regionais que em nada captavam a sua simpatia."

A respeito...

... dos provedores da ortografia que se preocupam demasidao com a forma e pouco com o conteudo, lembrei-me de ir à procura desta frase: "A forma para o poeta é o freio e as rédeas sem as quais não poderá governar o seu cavalo (a menos que seja um acrobata)..."
Somerset Maugham

Pão por Deus


Uma tradição que se vai perdendo pela força de uma outra importada do outro lado do Atlântico, essa espécie de carnaval americano que dá pelo nome de halloween.
É verdade que, em algumas escola, se mantém a tradição do Pão por Deus, e em casa , vamos alguns de nós, fazendo a pedagogia. Porém, noutras escolas até é difícil para os professores contrariarem a substituição de uma das nossas mais antigas tradições pela euforia das "doçuras ou travessuras" do halloween ao bom estilo das terras do tio Sam.Hoje o ardina do Açoriano Oriental bateu-me à porta, ontem tinha deixado o tradicional pregão da época, só para lembar.

O País está assim

Hospitais recrutam clínicos "sem assegurar qualidade" . Qual é o espanto? O País recruta, escolhe, vota, nomeia... sempre sem asegurar a qualidade, porque razão nos clinicos havia a coisa de ser diferente?
O "Tuga" é, por sistema, pouco profissional, excepto a exigir profisssionalismo a terceiros.

31 de outubro de 2006

Afinal faltam milhões.

O Ministro Teixeira e o Primeiro Sócrates além de nos mentirem, andam a enganar o amigo César. Também como é que o nosso primeiro não havia de fazer asneira, o tipo passa mais tempo a viajar e a fazer conferências de imprensa do que a governar.

É que já não há mesmo pachorra

Lá voltou o recalcado e reprimido "més Zé" (já nem classe para Happy Jo tem) Contente, a propósito do final do protocolo dos canais generalistas, a recorrer à sua habitual estratégia de dizer que "no tempo do PSD". Alguém recorda ao més Zé que ele e o seu Partido estão já há 10 anos no poder. Até parece que os odios viscerais são geneticamente transmissivesis.
É que já não há mesmo pachorra, não há cú como se usa dizer agora.

EXTRA EXTRA

O Foguetabraze será citado novamente na rubríca Blog in do semanário Expresso das Nove na sua edição da próxima sexta-feira, também já sabemos a opinião do argolas sobre a sondagem NORMa/RTP de há 15 dias.

Prémio
A sondagem da RTP/Açores divulgada há duas semanas catapultou Sérgio Ávila para o lugar de nº 2 da política açoriana logo a seguir a Carlos César. O vice-presidente do Executivo socialista não só ficou à frente do líder do PSD/Açores, Costa Neves, como viu Berta Cabral recusar mais uma vez qualquer cargo governativo de nível regional. Há poucos meses ninguém diria que o dirigente socialista terceirense teria a ascensão fulgurante que está a ter. Após um arranque menos convincente, a verdade é que o vice de César tem vindo a marcar pontos de forma consistente e paulatina, uma estratégia que pode vir a abrir-lhe portas no futuro.
Entre as mulheres
Quem também teve motivos para ficar satisfeito com a sondagem da RTP/Açores foi José Contente, secretário da Habitação e Equipamentos. Sobretudo quando ouviu o apresentador televisivo dizer que era dele o galardão de "o melhor entre as mulheres"! De resto, diga-se que Contente tem vindo a marcar pontos na política açoriana com uma estratégia de investimento nas comunicações sem quaisquer precedentes na Região. Para já não falar nas SCUTs, que serão responsáveis por um salto histórico nas acessibilidades em S. Miguel.
Não! O Foguetabraze não é bruxo nem acredita neles mas em noite de dia das Bruxas é bom lembrar o que se diz em terras de Espanha "que las hay, las hay"!

Notícias de um Portugal desnorteado.

O Ministro das finanças Teixeira dos Santos, dissimuladamente austero, desmultiplica-se em acções de caça aos impostos e ao aumento da carga fiscal das empresas portuguesas. Enquanto decorre essa acção, o Ministro da Economia Manuel Pinho, sorridente, em nome da criação de emprego, distribui às empresas estrangeiras benefícios fiscais. Vá-se lá entender uma coisa destas

30 de outubro de 2006

"O culto da ignorância "

Grande texto do Luis Aguiar-Conraria no seu Destreza das dúvidas em respota ao artigo de Eduardo Prado Coelho no Público de hoje (sem link disponivel mas possivel de ler aqui).

26 de outubro de 2006

É que já não há pachorra

Portaria n.º 691/2006 de 10 de Outubro de 2006
Considerando a manifestação de interesse por parte do Sport Clube Lusitânia no sentido de realizar uma campanha de promoção dos produtos agro-alimentares regionais;(..)
Conceder um subsídio, a fundo perdido, no valor de 100.000,00 ? (cem mil euros), ao Sport Clube Lusitânia, como forma de comparticipação para fazer face às dificuldades do clube.
Vamos lá a promover as batatinhas.
Afinal o subsidio é para promover as batatinhas ou para ajudar o Lusitânia?
Para que foi que se fez um Decreto Legislativio Regional com o intuito de legislar e regulamentar este tipo de apoios?
E como pergunta o Lucas, Onde está o Gacs nestas horas?
A fazer-se de Lucas ou seja a asssobiar para o ar.
Haja vergonha.

25 de outubro de 2006

É só fazer um pequeno esforço.


Sinalética, originally uploaded by foguetabraze2.

Continuam a chegar turistas a Santa Maria que trazem calçado adequado, bastões e mochilas. Basta olhar para perceber ao que vêm. Assim de repente lembrei-me que os trilhos já estão, todos, novamente, abandonados. É bom recordar os responsáveis que os pedestrianistas são turistas de todo o ano.

24 de outubro de 2006

Uma razão...


...mais do que bastante para eu ir votar e fazer campanha a favor da vida.

Hábitos.

Hoje percebi que alguns amigos se preocupam com as minhas horas de sono. Andam a vasculhar a hora das "postas" para ver o que ando a fazer. Pronto, eu confesso, deito-me tarde e levanto-me cedo. O que é que querem, hábitos.

22 de outubro de 2006

Sócrates em Ponta Delgada com perna curta.

In Urbi et Orbi-Jornal da Covilhã nº 254 Dezembro de 2004
Estas foram as palavras de José Sócrates em campanha eleitoral. O discurso agora é outro, Sócrates anda repetidamente a mentir dizendo que quem mente é a oposição. Acontece porém que as suas palavras, ditas em campanha eleitoral, estão registadas em muitos órgãos de comunicação lembrabdo o nosso primeiro que a mentira tem perna curta.
Hoje, Sócrates o "batateiro" está em Ponta Delgada onde se irá encontrar com militantes e simpatizantes do PS. Irá explicar qual das mentiras? Aquela que ia dando como mentiroso o líder Regional do PS ou esta das scuts?

Retratos do trabalho nos Açores


Consolidação de talude - Água D'Alto - São Miguel Açores

20 de outubro de 2006

Ler Jornais é pagar mais

É verdade e logo pela mão dos amiguinhos da cultura e do saber. Os deputados eleitos pelo círculo eleitoral dos Açores tiveram uma óptima oportunidade de mostrarem serem homenzinhos, mas não, até desrespeitaram a ampla maioria consensual da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. São estes pequenos gestos que humilham as autonomias, não os gritos vociferados por Alberto João jardim.

João Jardim será um exemplo?

Eu já aqui escrevi que nada tenho a favor do Dr. Alberto João Jardim. Disse, inclusive que se fosse Madeirense, provavelmente, era do Bloco de Esquerda (abrenúncio). Contudo, há um argumento do Ministro Teixeira dos Santos que João Jardim ainda não soube potenciar.
Nas palavras do Sr. Ministro, a revisão da lei de Finanças das Regiões Autónomas vai penalizar a Madeira porque essa atingiu níveis de desenvolvimento que são invejáveis e por isso não faz sentido continuar com os fluxos financeiros habituais.
Pois é. Em trinta anos de autonomia Jardim levou a Madeira ao nível de uma das regiões mais ricas de Portugal. Temos que reconhecer a crueza dos números. Entretanto, por cá, apesar de dos últimos 10 anos de torrentes financeiras medonhas, e de infra-estruturas básicas concluídas, os Açores continuam uma das regiões mais pobres do País e da Europa.
Afinal que é que sabe governar?

19 de outubro de 2006

Primeiro-ministro mentiroso

É muito triste chegar à conclusão que o nosso país é governado por um indivíduo que emana do parlamento a quem mentiu descaradamente e sem hesitações e esse mesmo parlamento, confirmada a mentira, nada diz sobre o assunto e a comunicação social idem.
Aqui de El-Rei se episódio idêntico se tivesse passado com dois governantes de um partido de direita. Não há dúvida, os OCS em Portugal são de esquerda, apenas tentam mostrar ser isentos, mas pouco.
Nada tenho contra os Jornais e jornalistas que assumem posição a favor ou contra este ou aquele partido, este ou aquele político. O problema está em fazê-lo fingindo que se não faz.

Feito pelos seus leitores

Será possível que de uma vez por todas os Jornalistas deste país, não se disponham a questionar os números das greves???

Isto é ridículo, de cada vez que há uma greve, os sindicatos atiram com 80, 90 a mais porcento de adesão.

O governo nunca vai além dos 20 ou 30 !!!!!!!!!!

Alguém mente descaradamente nisto tudo .... nunca vou ver um Jornalista confrontar "a sério" um governante ou um sindicalista com este disparate?????????

Abel Carreiro-Ponta Delgada

Uma sondagem...

...NORMA/RTP-Açores para comentar aqui no seu foguetabraze.
Se fossem hoje as eleições regionais:
PS - 52,0 %
PSD - 36,3 %
CDU - 0,9 %
CDS - 0,6 %
Brancos 01,3 %
Indecisos 07,7 %
à pergunta quem seria o melhor Presidente do Governo os inquiridos responderam:
Carlos César - 49,6%
Berta Cabral - 26,9 %
Sérgi Ávila - 6,3 %
Costa Neves - 4%
José Contente - 1,7 %
Vasco Cordeiro - 1,1 %

17 de outubro de 2006

Contra senso?

No tempo em que não havia PDMs, a anarquia harmoniosa.

Por umas horas...


Marina de Angra, originally uploaded by foguetabraze.

...aqui.

Uma vitória é menos de 50%

Segundo o Açoriano Oriental,"Ontem foi um dia de dupla vitória para Carlos César, que para além de ver materializado um reforço de verbas ao abrigo da nova fórmula da Lei de Finanças Regionais, viu Sócrates reconhecer uma dívida já com sete anos, embora não no montante de 120 milhões euros"
Mas afinal essa dívida da República não era de 200 milhões domo dizia há pouco mais de um ano o Sr. Presidente do Governo?
"se somarmos aquilo que está em falta, relativamente à aplicação da Lei de Finanças Regionais, aos 23,3 milhões de euros devidos à Secretaria Regional da Economia e aos 32,8 milhões devidos à EDA, pelo processo de convergência do tarifário eléctrico, teremos bastante mais do que 200 milhões de euros".
"Quem faz contas muito apressadas e a recado esquece estes números", sublinhou o presidente do Governo
. GACS
Em dez anos de governo gastaram sete a cobrar uma dívida e depois ainda é uma vitória cobrar menos de 50%.

16 de outubro de 2006

Confirmado

Por causa de um compromisso que assumi com a RTP-Açores para comentar um estudo sobre intenção de voto a ser divulgado na próxima quarta-feira, vi-me obrigado a ouvir, em repetição, a entrevista de S.Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores Sr. Carlos Manuel Martins do Vale César.
Nem precisava de o ter feito. Tal qual como previsto, conseguia adivinhar até a terminologia.

15 de outubro de 2006

Não vá o sapateiro além do chinelo.

Entretanto ouvi, em gravação, uma entrevista ao Dr. Serafim Soares, Presidente da Comissão Instaladora de uma das maiores e mais importantes escolas Básicas Integradas dos Açores (2400 alunos e 180 professores). Parece-me ter ouvido que o Sr. é da área da Filosofia, não tenho a certeza. Ouvi-o sim, isso ouvi bem, defender o poder instituído o que não me impressiona já que, Álamo de Menezes é, sem sombra de dúvidas, o melhor secretário da educação desde os alvores da Autonomia.
Achei estranho mesmo foi o dito indivíduo ter respondido, sobre o corpo docente da sua escola, que o mesmo "até não é muito mau". Segundo as regras da gramática no que concerne ao grau dos adjectivos, diria que se não é muito mau, é porque é mau.
Pois é, como os senhores presidentes dos executivos agora são eleitos, eu sugiro ao corpo docente da Básica Integrada Canto da Maia que integra as Escolas da Vitória, Carvão, Fajã de Cima, Fajã de Baixo, Jardim de Infância e Canto da Maia, que mande o Dr. Serafim Soares plantar batatas.

A entrevista que não ouvi

Toda a gente me pergunta se ouvi a entrevista de Carlos César à RDP-Açores. Não. Não ouvi. Obviamente se tivesse que fazer um programa na próxima Quarta-feira te-lo-ia feito.
Carlos César é o melhor político açoriano do momento. Como todos os bons políticos, torna-se previsível, demasiado previsível.
Alguém me diz que novidades soubemos pela dita entrevista?
Ou melhor, não me digam, quero lá saber.

14 de outubro de 2006

A nascer...


A nascer, original carregado por foguetabraze1.

... uma nova Ponta Delgada, dizem eles. A mim parece-me mais um daqueles exemplos de vandalismo como os denunciados pelo Dr. Carlos Falcão.

13 de outubro de 2006

Espero...


Cá fora, original carregado por foguetabraze1.

Acordar assim, amanhã. É que já não há paciência para mau tempo ao fim-de-semana.

Gado on the blue


Gado on the blue, originally uploaded by corsario.

Bom fim-de-semana

11 de outubro de 2006

Um clássico dos anos 80...


Um clássico, originally uploaded by corsario.

... do século XX, numa paisagem de sonho de todos os séculos.

Fui para o almoço...


Contrastes, originally uploaded by corsario.

... mais ou menos assim.

Entretanto...


Lagoa, originally uploaded by corsario.

... foi assim.

Ainda de manhã...


Altas pressões, originally uploaded by corsario.

... mas já assim!

Hoje acordei assim...


Ponta Delgada a nascer, originally uploaded by corsario.

10 de outubro de 2006

Cada vez mais.



Vão-se os dias. Fico mais velho, mais sensível a algumas coisas boas da vida, mais descrente em Deus, mais crente na humanidade. Sim, os Homens são bons só ficam maus quando acreditam em Deuses estéreis que matam há séculos em cruzadas e contraxruzadas tingindo o mapa mundi com manchas de sangue.

Saem concursos, adjudicações, pregões de milhões e eu sinto que me estão a enganar.
Cada vez há mais pobres, cada vez há menos ricos, cada vez há mais gente apostada em acabar com os ricos quando se deviam preocupar em acabar com os pobres.
Cada vez me apetece mais, sentar ali, na beira da ribeira, ouvindo a algazarra das águas que correm alegremente para o mar e se perdem num oceano de liberdades. Cada vez prezo mais essa condição. A condição de Homem livre, cada vez mais livre.

9 de outubro de 2006

Lavar a imagem é como lavar dinherio...

... toda a gente sabe que, mais tarde ou mais cedo, ele aparece sujo novamente.
O Jornal Açoriano Oriental publica hoje uma reportagem de duas páginas em estilo "operação de charme" sobre um dia na vida de Ricardo Rodrigues na Assembleia da República. Bem podia ser um dia na vida de um dos 22 desempregados com ordenados em atraso do Jornal dos Açores. Duas páginas são muita coisa.
Para os critérios economicistas do dito órgão de comunicação, é bem estranho mandarem uma estagiária a Lisboa fazer esse trabalho, ou será que alguém pagou a deslocação?
Ou será que, na próxima segunda-feira, vamos ter um dia na vida de Mota Amaral?

6 de outubro de 2006

Uns vão outros teimam.

Eles, entre si, são dois ex-colegas de empresa, ex-colegas de universidade e duas pessoas a quem me ligam laços de amizade que não sei explicar. Tal como há pessoas de quem não gostamos e não sabemos porquê, há aquelas que admiramos e de quem gostamos por razões igualmente dificeis de explicar, gostamos e pronto. Assim é com o José Grave e com o Hermenegildo Galante.
Enquanto o divagando se vai afirmando cada vez mais como uma referência na blogosfera, o d'arrejeite levou a "arrejeitada" final. Tenho pena que o Hermenegildo tenha apagado o blogue, bastava deixar de postar.

Voltamos ao comunismo?

Gacs.
Os empresários hoteleiros florentinos estão, financeiramente, em estado tal que nem têm capacidade para recorrerem aos fundos conhecidos como das "ilhas da coesão". No entanto, o Governo Regional vai construir um Hotel para animar a concorrência.
Voltamos ao tempo do "comunismo amaralista". Onde foi que eu já ouvi que César era o melhor delfim que Mota Amaral podia ter encontrado?

"Fast merendário"

Eu até podia não escrever. Até podia. Mas não vou deixar de o fazer, que mais não seja para "encher chouriços", ou serão MacMenus?
Anda por aí uma polémica por causa de um restaurante de fast food que vai abrir na nossa Cidade e que foi notícia de primeira página num periódico de referência.
Eu não quero saber se a qualidade da comida é má, se faz mal à saúde, se é sinal de desenvolvimento ou de degradação da sociedade micaelense.
As coisas ruins, droga, álcool, guloseimas, gorduras saturadas, andam por aí à disposição de quem quer e não é por isso que as compro ou as consumo. Cada um tem a liberdade de consumir o que entender desde que essa liberdade de cada um não colida directamente com a liberdade de cada outro.
Grave, gravíssimo mesmo, neste assunto, é o facto do referido restaurante ir ser implantado junto a uma via rápida e a menos de 50 metros da mesma. Esta situação está proibida por lei. Há muitos terrenos nas imediações das vias rápidas que estão desvalorizados por este facto e muitos negócios que deixaram de ser feitos precisamente por isso.
Alguém arranjou um buraco na lei para autorizar semelhante coisa, deve ser um subestituto dos famosos "merendários" tão ao gosto de "Més Zé Contente". Ainda não descobri qual é esse buraco nem qual foi essa entidade, mas vou descobrir.
É que ninguém está disposto a ler, um dia, num jornal local, uma noticia do tipo :MacDonald não se constrói em Ponta Delgada porque o governo X e ou a Câmara Y não autorizaram.

5 de outubro de 2006

Bendita sejas RTP

As noites de insónia são boas conselheiras e quase sempre criativas. Para além de muitas coisas que escrevi esta noite sobre Davos, o Beato e os interesses corporativos e que fica para outra altura, dei comigo reflectindo sobre o serão televisivo a que acabava de assistir.
Na verdade, a RTP presta um verdadeiro serviço público de televisão, foi para isso que se manteve, é a única alternativa à "diarreia noveleira" que tomou conta das televisões privadas. São telenovelas a trás de telenovelas, plenas de conteúdos deploráveis, diálogos paupérrimos e actores de terceira categoria elevados ao estatuto de heróis nacionais.
Como se não bastassem as horas de ficção portuguesa a passar na TVI, também a SIC tentou, com recurso a uma deplorável Floribela, feita pelos maiores canastrões da cena artística portuguesa, conquistar os telespectadores e consequentemente os anunciantes.
Parece que a gente gosta, se revê, imita, compra e deixa de comer para ver.
Bendita sejas RTP enquanto não caíres na tentação de nos dar aquilo que queremos em vez de nos dares o que precisamos.

É que só falta mesmo.

Primeiro foram as maternidades e as escolas, agora as urgências hospitalares. Já enterraram o socialismo, só falta enterrar a república.

1 de outubro de 2006

Tácticas da esquerda.

O presidente Lula (bronco) da Silva está à beira de ser reeleito Presidente do Brasil já à primeira volta, mesmo sem ter efectuado um único debate televisivo ou radiofónico Eu nem consigo imaginar o que uma certa esquerda(alha) diria se o Lula da Silva fosse um candidato de direita.
Tudo é permitido à esquerda. Tudo.

29 de setembro de 2006

Mais um rabo de palha a arder.

Dizia-se na antiga Roma que à mulher de César não bastava ser séria, teria que parece-lo.
Por aqui, parece-me que irá fazer escola que não basta nem ser sério nem parece-lo.
O recente folhetim da criação e encerramento de um jornal diário parece-me um bom exemplo daquelas coisas que não deviam acontecer, com os protagonistas com que aconteceu. Ou melhor esses até podiam ser os protagonistas do episódio do tal jornal, não podiam era ser protagonistas de outras cenas do teatro das políticas regional e nacional.
Será que este negócio do Jornal dos Açores tem alguma coisa a ver, directa ou indirectamente, com os de um certo colégio e de uma certa instituição de crédito?
Irão existir consequências politicas? Deviam!

27 de setembro de 2006

A não perder



A não perder mesmo a exposição de desenhos do meu primo e amigo André. Se não estivesse já vendido há lá um coelhinho de olho vermelho que ficava muito bem na minha sala.
Parabéns ao "bom selvagem", o meu primo mais parecido comigo e de quem muito me orgulho.

26 de setembro de 2006

Centro Democrático Socialista?

O CDS-PP pediu hoje a presença do ministro da Economia, Manuel Pinho, na comissão parlamentar de Economia para dar explicações sobre o encerramento das fábricas da Johnson Controls em Portalegre e em Nelas.

"Queremos saber se o ministro estava ao corrente desta situação e o que pensa fazer", afirmou o deputado do CDS-PP Hélder Amaral, em declarações no Parlamento.

Os responsáveis da multinacional norte-americana Johnson Controls comunicaram hoje aos operários da fábrica de Portalegre que a unidade vai encerrar em Agosto de 2007 e que a de Nelas será fechada no final do mesmo ano.

O CDS-PP pediu inicialmente esclarecimentos ao Governo, através de requerimento, mas depois, após a notícia da confirmação do fecho das fábricas, exigiu a presença do ministro Manuel Pinho no Parlamento.

No requerimento entregue hoje na Assembleia da República, o CDS-PP sublinha que a fábrica de Nelas emprega cerca de 500 trabalhadores e a de Portalegre perto de 330 e que os fechos das duas unidades terão "graves consequências sociais e económicas" para os concelhos.
É caso para dizer, por favor "tirem-me deste filme"!

Duelo de bloggers

ou um post do tipo... melancómico
Em vez das pistolas, usam o dedo em F5.

1000 boatos

Parabéns Alexandre.

25 de setembro de 2006

Mudar os métodos é o que é preciso.

O Presidente estreitará os laços com a Família Real e conhecerá Rodriguez Zapatero. Em vez dos grandes empresários portugueses, que trabalham em Espanha sem a necessidade do "guarda-chuva"do Estado, Belém convidou jovens cientistas e empresários da área das novas teconologias.
in-Público
Eu até acho muito bem, o que nós precisamos mesmo é que os empresários espanhóis venham para Portugal, invistam e mostrem o que é uma cultura de negócio e respeito pela massa salarial. Agora essa coisa que Soares e Sampaio faziam e Sócrates emita de levar os "tubarões" da economia portuguesa, a passear por aí serve de muito pouco.
No convento do Beato esteve refastelada a manada que mais se senta à manjedoira do orçamento e que mais faz por mostrar ser anti estado. Disfarce, simplesmente disfarce. este país faz-se com pequenas e médias empresas, não com tubarões.

Via Azores Publicum




O afastamento de Nuno Barata da futura programação da RTP/Açores não é coisa que se aceite sem uma justificação pública. Mesmo tratando-se de uma estação televisiva pertença exclusiva do Estado não se pode nem se deve esquecer a opinião pública. Quando a opinião pública não conta estamos perante um regime censório, tipo ditadura de coronéis civis servidores de uma encapotada e ávida Legião Democrática. Programas do género do "Língua Afiada" faziam com que a RTP/A assumisse também uma postura crítica e levasse muito telespectador a sintonizá-la, coisa rara devido à "qualidade" da concorrência que "desvia" o grosso da população para a diversão alienante. O resultado é estar a malta toda mais despolitizada do que no tempo de Salazar e Caetano. Era preferível arranjar alguém que fizesse o contraditório. O que não era difícil, porque os oficiais da situação são muitos. Nuno Barata é uma voz incómoda. Nem sempre estive de acordo com o modelo do seu discurso. Ideologicamente não devo ter qualquer identificação com ele. Porém, isso não deve servir para o calar. Eduquei-me para a democracia e como tal fiquei chocado com a postura de Osvaldo Cabral. Ultimamente, o director responsável pelas notícias de cariz político tem branqueado aquilo que é politicamente incorrecto. Tem contribuído para esta espécie de paz podre/bem estar que se vai arrastando entre nós sem se vislumbrar saída alguma. Tudo nesta região tem mornaça. Tem anestesia. Democracia não é apagamento. Democracia é luta activa. E é nesta que se pode dar o desenvolvimento e o crescimento. A democracia americana, apesar de ser governada por um ditador sangrento económico, é exemplo salutar de como a oposição tem espaço para lutar. Estou a ver um realizador americano (esqueci o nome) numa cerimónia da entrega dos Óscars vilipendiar Bush com a estatueta da fama numa das mãos permitindo que todo o mundo ouvisse numa linguagem truculenta o seu desagrado para com uma política que coloca os Direitos Humanos no bidé das rameiras. Numa ditadura não existem momentos daqueles. Está tudo programado... Nós, aqui nos Açores, não cultivamos uma cultura de tolerância democrática. Somos uns paus mandados. Nada de ofender os senhores! É uma regra do antigamente que ainda não foi revogada da nossa mentalidade. Não temos partidos regionais, não temos televisão privada e independente como mandam as regras democráticas. Temos tudo que os tolos têm quando julgam viver em liberdade. E porquê? Vai-se lá saber!

Só tarda o que nunca chega


Eu estava a ver que não aparecia uma queixa ou sequer uma posição pública da Quercus por causa da obra da fajã do Calhau. Terá sido preciso a Câmara Municipal do Nordeste, liderada pelo Social Democrata José Carlos Carreiro, dar inicio às obras da estrada para a Fajã do Araújo para a Quercus acordar. É que eu não acredito em teorias da conspiração mas nas nossas Ilhas há com cada coincidência.
Já agora dêem, rapidamente, entrada a uma providência cautelar sobre o teleférico da Fajã da Rocha da Relva, não deixem chegar próximo das eleições. As organizações ambientalistas parecem ter o mesmo calendário dos políticos.

FLOP,flop,flop


O Jornal dos Açores começou por dois caminhos muito errados e dei disso boa nota aos amigos que ali trabalhavam e que foram, em grande parte, responsáveis pelo seu nascimento. À partida, entrar num projecto editorial sem um projecto comercial paralelo é, desde logo, um dos caminhos errados. O outro, tem a ver com a "fome" de combater o Açoriano Oriental. Os projectos revanchistas são, sempre ou quase sempre, plágios de baixa categoria (veja-se o recente SOL em relação ao Expresso).
Entrados nos trilhos errados, sucederam-se os erros e as megalomanias de sócios sem capital para aguentarem um projecto da dimensão de um jornal diário. Dos accionistas dessa pseudo sociedade anónima pouco se sabe. Sabe-se porém, que o projecto editorial visava um objectivo político, outro mau presságio.

24 de setembro de 2006

Finalmente

O Blogue :ILHAS ultrapassou, pela primeira vez, o Foguetabraze em número total de hits, já que em número de leitores únicos (para mim muito mais importante do que os hits) há muito que eles iam na dianteira. Não se trtando de uma corrida é sempre bom lembrar.
Resta-me a consolação de continuar a ser o sitio que envia mais leitores para o :Ilhas.

Que revelador

" O que levou os trabalhadores a cumprimentar Francisco Louçã à saída das fábricas é o mesmo espírito que permitiu ao Hamas chegar ao poder na Palestina"
Gil Garcia, militante do BE ao semanário "Sol" desta semana.

22 de setembro de 2006

Entretanto...

... mais a sul a Associação Escravos da Cadeinha vem provar que nem só de concertos de música vive a cultura humanística nestas Ilhas. Com a colaboração do grupo Máquina do Tempo leva à rua, no lugar dos Anjos, na Ilha de Santa Maria uma reconstituição da descoberta, povoamento e parte da história da Ilha de Santa Maria .
Uma boa oportunidade para os Marienses e forasteiros sairem à rua. Segundo se pode ler no site daquela Associação cultural, O espectáculo terá sempre em fundo uma componente musical seleccionada para o efeito, com recolha e recurso a algumas sonoridades trazidas pelos Captivos do Norte de Africa. A componente de voz estará a cargo de dois sopranos e um contralto que marcarão os quadros de maior intensidade dramática.
Com um Guarda-roupa criado para o efeito e adereços, esta Peça Reconstituição pretende ressuscitar alguns acontecimentos da nossa História que marcaram o Povo da Ilha de Santa Maria no século XVI e XVII.
Paralelamente decorre uma feira com comida e doçaria da época, com animação de rua. onde os intervenientes vão estar trajados à época. Toda essa miscelânea vem enriquecer e engrandecer o espaço envolvente ao espectáculo, proporcionando a todos os que nos visitarem um dia diferente e um sentimento de reconhecimento por todos aqueles que no passado construíram o futuro que é o nosso presente.
Amanhã, a partir das 21h30 minutos no lugar dos Anjos na Ilha de Gonçalo Velho.

Já deve estar a decorrer...

...o lançamento do livro "Ponta Delgada: Vandalismo ou Desenvolvimento", da autoria do Dr. Carlos Falcão Afonso.
O lançamento dessa obra de relevante importância histórica e pedagógica, está a decorrer no Centro Municipal Cultura e eu tenho imensa pena de não estar lá mas a vida profissional obriga-me a estar em Santa Maria.
Para o Carlos, a Anabela e seus rebentos Ana e Bernardo, muitos parabéns.

21 de setembro de 2006

"Té quim fim"

Mais uma vez a Secretária Regional do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques, não desilude. A cereja em cima do bolo seria mesmo que a governante tivesse coragem e poder para mandar parar as obras do caminho agrícola que irá servir as casas de verão de alguns senhores dos partidos do grande centrão na Fajã do Calhau. Na própria Direcção regional das Florestas que, tem a obra a seu cargo, alguém já devia ter tido a coragem de dizer o que pensa.
A construção desse caminho já destruiu uma significativa quantidade de floresta endémica e alterou a vida de muitos ecossistemas terrestres e marinhos naquela zona.
Está tudo calado. Não se ouviu um único pio por parte do PSD que detém a Câmara da Povoação, nem se ouviram as vozes sempre avisadas dos ambientalistas. Na verdade, quer a Delegação Regional da Quercus quer os Amigos dos Açores ainda não tomaram posição pública sobre o assunto e já o deviam ter feito. Digo eu claro.

Via Blasfémias

20 de setembro de 2006

Podem manter por aí as televisões que...

... logo a seguir à depressão extra-tropical Gordon vem por aqui mais uma depressão cavada e ainda sem alerta colorido.

19 de setembro de 2006

Pois é.

O Sol trouxe uma enorme melhoria ao panorama dos semanários portugueses, uma excelente colecção de 8 DVDs no Expresso.

Serão os blogues brinquedos?

Depois de uma breve polémica entre a Fernanda Câncio e a Ana Sá Lopes no Glória Fácil, dei comigo cogitando sobre essa coisa em que me envolvi, voluntariamente, levado por um impulso vindo sem saber de onde, atraído pela novidade e que hoje chamamos blogosfera. O epíteto de "Papa" da blogosfera Açoriana, envaidece-me mas deposita nas minhas largas costas uma responsabilidade acrescida.
Não gosto que me chamem o Pacheco Pereira dos Açores. 1º porque eu rio, segundo porque tenho links, 3º porque prefiro ser simplesmente um blogger do que ser classificado como blogger açoriano. Ser-se blogger, na minha opinião, pressupõe alguma universalidade. Bem sei que o meio em que nos inserimos, que nos rodeia, que nos faz, dificilmente (ainda bem que assim é) deixa de nos marcar.
Mas isso não quer dizer que nos percamos em assuntos domésticos.
Ao contrário da Ana Sá Lopes, não vejo o blogue como o mais recente brinquedo ou então dou demasiada importância aos brinquedos. Até pode ser. Contudo, não deixa de ser um pouco arrogância dizer como a ASL "O blog era um brinquedo. Adorei brincar quando mo deram, novinho, acabado de sair da fábrica. Foi tão bom". O que mereceu uma belíssima resposta da fernanda (com minuscula) "olha lá, essa de puxar os galões, tipo eu já andava na blogosfera ainda tu não sabias o que isso era portanto compreende que estás na fase de experimentar o brinquedo enquanto eu já não tenho pachorra, magoa-me tão mais profundamente quão é absolutamente verdade. mas sabes como são as crianças: gostam de companhia para brincar, para ir à água, para comprar gelados. e odeiam que lhes digam que os brinquedos delas não prestam. daqui a nada estou a fazer birra".

18 de setembro de 2006

Segundo o Banco Mundial

Qualidade da governação em Portugal deteriora-se desde 2002. E nós já estamos tão habituados que ficamos contentes quando um governo é menos mau do que outro.

Dupla tributação

Impostos sobre impostos, num excelente texto do Paulo Morais no Diário económico.com.
Mas o Paulo esqueceu-se de mais um pormenor desse estado glutão. É que no caso do IA, além da dupla tributação, o Estado, o mesmo que vive preocupado com o endividamento das famílias, criou e facilitou mecanismos de recurso ao crédito pessoal para compra de automóveis em prestações. Ou seja o Estado está a cobrar impostos a crédito.

17 de setembro de 2006

Só para esclarecer

Por causa de uns leitores mal informados que entendem fazer comentários sem sequer lerem as "postas" até ao fim, aqui fica uma outra que publiquei no Ponta Delgada em 19 de Janeiro último.

Não se hipoteca o futuro de uma cidade só contraindo dividas. Na verdade, as más opções urbanísticas são mais perniciosas do que as dividas das autarquias. Eu tinha fé que, a contenção imposta pelo novo enquadramento da lei de financiamento das autarquias, tivesse a bonomia de não permitir a alguns autarcas fazerem disparates. Contudo, há sempre que arranje maneira de contrariar a tendência e como para o mal arranja-se sempre maneira, vieram na onda das SCUT, os PSCA- Parques sem custos par as autarquias. Na realidade, a construção do parque de estacionamento subterrâneo em frente ao Teatro Micaelense é uma forma encapotada de, ao abrigo de um acordo de exploração de vinte e cinco anos, fazer-se uma obra sem custos para a Autarquia e que vai ser paga pelo utentes, ou seja é um mecanismo inverso às SCUT.Sobre essa invenção da Dr.ª Berta Cabral, tenho, pelo menos, duas coisas a dizer:

15 de setembro de 2006

Quem vier depois que pague

Até aqui tudo bem, pois na verdade o que mais me incomoda não é a questão financeira, embora eu ache que é de uma desonestidade política sem limites.
O pior é a decisão de fazer um nterceiro eixo que " vai ligar a Ribeira Grande à vila do Nordeste, através de uma nova estrada com diversas ligações a freguesias do concelho".
Temo que esse tal terceiro eixo, atravesse grande parte da reserva florestal pública e privada do emblemático concelho do Nordeste, bem como alguns habitas onde nidificam Priolos.
Uma estrada rompida a sul da existente, cheia de viadutos e separadores, rotundas e nós, a par de um Parque Eólico em pleno Planalto dos Graminhais requer, pelo menos, um estudo de impacte ambiental muito bem fundamentado e um estudo de impacte na frágil economia daquele concelho. Já bastas vezes disse que as vias de comunicação têm dois sentidos, um que enche e um que vaza. No caso da estrada para o Nordeste temo que vaze mais do que enche.
Grande parte do emprego gerado no Nordeste tem por base pequenas e médias empresas familiares que criam o seu próprio posto de trabalho, nas áreas da restauração, pequeno comércio, distribuição de combustíveis líquidos e gozosos e agricultura. O acesso facilitado a mercados de distribuição mais apelativos pode criar um esvaziamento do comércio local e da pequena economia a ele inerente. É obvio que, sem estudos, essas coisas são simples especulações e poderá haver quem defenda o contrário ou seja, que esses negócios vão ganhar mercado com o acesso facilitado por turistas dos concelhos limítrofes e outros forasteiros. Talvez por isso, fosse mais sensato estudar bem o impacto dessa obra nas populações locais. Se isso foi feito, devia ser amplamente divulgado, porque não, pelo departamento de propaganda pomposamente chamado de Gabinete de Apoio à Comunicação Social.

Vantagens dos horários da SATA


Não fosse a SATA voar tão cedo e tinha perdido este nascer do sol a mais de 2000 metros de altitude.

14 de setembro de 2006

My Moleskine


Há anos, aproximadamente 17 deles, registo diariamente tudo o que faço, com quem falo, como falo e do que falo. Uso, para o efeito, em cima da secretária, um caderno A4 que chegado ao fim é datado e guardado religiosamente para consultas futuras. Chamo-lhes as minhas Bíblias, só a Carla, a minha mais directa colaboradora, tem acesso a esses cadernos.
Contudo, andar com um A4 atrelado tornou-se cansativo, logo optei por uma solução móvel, um bloco de notas Castelo. Tinha assim o meu bloco sedentário e o outro nómada. Perfeito. Mais tarde, meados da década de noventa do século passado, descobri as maravilhas dos "caderninhos" da Papelaria Fernandes, espécie de livros de actas em miniatura, pautados e com capas rígidas o que eram garantia de durabilidade.
Há cerda de 3 anos a esta parte, descobri o legendário Moleskine. Legendário porque, este, de facto, não é um bloco de notas vulgar, é o bloco de notas usado por artistas e intelectuais europeus ao longo de gerações.
Só uso o Moleskine fora do escritório, lá dentro continuo fiel aos velhos cadernos A4, por isso não gasto muitos desses blocos de notas. Mas cada vez que um chega ao fim (hoje foi assim), há um ritual que se repete, um marco importante que se encerra. Datar, arquivar abrir outro. Não, um Moleskine não é um livro de actas com termo de abertura e encerramento, mas há coisas que têm que ser passadas de um para o outro, há informação permanente que tem que estar à mão, essa registo-a nas últimas duas páginas de cada bloco, passa de um para o outro. Na bolsa da contra-capa guardo os talões do euromilhões e os últimos recibos do Multibanco.Cito, de cor, Bruce Chatwin, "perder o meu passaporte é a pior coisa que me pode acontecer, perder o meu bloco de notas é uma catástrofe".

13 de setembro de 2006

Hoje é Quarta-feira e...

....não há "língua afiada". Quando na Quarta-feira 28 de Junho escrevi o título do post "último pelo menos desta época", nada fazia crer que o "língua afiada" ia acabar. Acabei o programa desse dia despedindo-me até Setembro.
Hoje, porém, a RTP-Açores informou-nos (a mim e ao Pedro Arruda) que não haverá segunda época desse programa onde, nas palavras do Nuno Mendes, "uns poucos diziam em voz alta ou que muitos pensavam baixinho".
Tenho pena que acabe assim uma dos programas que mais prazer me deu fazer. Tenho pena que acabe assim um dos programas mais badalados da RTP-Açores dos últimos anos. Tenho pena que acabe assim um dos poucos espaços de debate que havia na Região.
Bem sei que estávamos a incomodar muita gente, desde a extrema-esquerda até à direita mais radical, em todo o espectro político partidário, havia gente incomodada, afinal viemos provar que se pode ser livre nesta Região de medos atávicos, cinzenta, vestida de roxo e negro.
Sei que continuará a haver debate político na RTP-A mas certamente os intervenientes serão mais ao sabor dos interesses instalados.

12 de setembro de 2006

The day after September 11

Não sei bem porquê, talvez por razões de ordem inata, nunca estive do lado dos mais fortes. Pelo contrário sempre tive uma certa tendência para estar do lado dos fracos, dos desprotegidos, dos injustiçados. Fazendo jus aquela máxima de que os coices se dão para cima e que para baixo se estende uma mão.
Não sei se será por isso, mas mesmo depois de ouvir tanta notícia manipulada, tanto documentário anti Bush e anti América, não consigo, mesmo assim, estar do lado de Bin Laden ou dos Talibans. Não consigo ter pena do ditador de Bagdad, continuo a ver em Hugo Chavez e Evo Morales perigosos seguidores de Fidel Castro e neste um símbolo do totalitarismo seja ele de esquerda ou de direita.
Não, esta não é uma perspectiva maniqueísta da politica internacional. Não, os Estados Unidos não têm razão em tudo o que estão a fazer no Iraque e no Afeganistão. Mas os governantes Americanos, em comparação com os seus opositores internacionais, vão a votos, vão ser sufragados dentro de pouco tempo e têm os seus mandatos limitados por lei (coisa com a qual não concordo).
A grande América, da democracia, das oportunidades, das nações e das nacionalidades, do perdão, enfim do sonho americano, continua a ser a grande América, ao invés do que se tenta vender.
Talvez por isso, continue, naturalmente a estar do lado da América, grande mas perseguida por uma esquerda perigosamente demagógica, essa sim maniqueísta que prefere escolher terroristas e assassinos em grande escala a defensores das mais amplas liberdades.

11 de setembro de 2006

Ao ritmo do calendário

Ao logo dos anos que tenho colaborado com diversos órgãos de comunicação dos Açores, tenho-me deparado sempre com o problema do calendário. Mesmo na mais recente das formas de comunicação, os blogues, sinto esse problema. A pergunta atormenta-me, a criatividade vai-se, fica o ritmo. Sim o ritmo das férias. Não que as faça nesta altura do ano, porque não posso, mas porque este é o ritmo próprio do verão no hemisfério norte. Seguimos todos o ritmo das férias.
Vejo os jornais portugueses e nada. Corro de lés a lés os mais importantes periódicos espanhóis e não passa nada. Dou uma saltada mais a norte às Ilhas Britânicas e continua um vazio muito "silly".
É verdade, andamos todos a esse ritmo cronológico do calendário e da temperatura que nos leva mais a pensar em praias com águas cálidas e límpidas e em esplanadas com cervejas frescas borbulhantes e louras esculturais com biquinis fluorescentes do que em leituras densas e o cinzentismo da política e dos políticos.
Todos os anos o mesmo drama. Escrever sobre o quê nesta altura do ano? As viagens de automóvel costumam inspirar-me mas nem isso. Ao volante do meu camião, ora com atenção à estrada estreita que liga Vila do Porto a Santa Bárbara ora com o outro olho na carga para que não se desloque, não tenho tempo para me inspirar. O telefone toca, não atendo, não posso atender, estou a conduzir. Mais à frente paro e vejo que é a directora desta Revista. Já devia ter entregue a crónica ontem. Com o medo de quem devolve uma chamada perdida ao seu gestor de conta bancária ligo-lhe e prometo a crónica para amanhã. Promessas. Não sei se vou conseguir, mas vou pelo menos tentar.
Sei que um dia vou escrever um romance, talvez um livro de memórias. Mas como? Se nem uma crónica com uns míseros três mil caracteres consigo escrevinhar por estes dias? Não sei. Mas sei que vou escrever um romance que nada terá a ver com as memórias de putas tristes ou alegres até porque eu nunca fui às putas. Não será sobre rochedos negros ou gaivotas, nem terá baleias, fragatas ou vulcões, terramotos ou a Ilha. Sei que vou escrever um romance onde a saudade não será um roxo nem uma amargura. Onde a nostalgia, não se confundirá com o tempo perdido mas com o tempo ganho em viver a vida tão intensamente sem que se perca um único minuto.
E o tempo que passa sem que me lembre de um assunto, um tema, uma questão. Entretanto, no teclado à minha frente os dedos mexem-se à velocidade da luz e o som perde-se na solidão do escritório. Faz eco nas prateleiras sem livros, faz retorno na vidraça da janela sem reposteiro. O tempo passa e já são quase três horas e três mil caracteres. Estou quase lá. Estou mesmo a chegar. Podem ir pondo o café na mesa.
Podia começar aqui a história de uma camionista solitário que tem saudade do seu camião, do ronco, do cheiro até do calor que sufoca de verão mas aconchega de Inverno. Mas não, essa seria uma boa história para um guião de uma novela mexicana.
Não. Uma crónica para o verão só pode ser sobre nada. É verdade, o melhor será mesmo não escrever sobre nada e escrever sobre tudo e sobretudo escrever. Mas fazê-lo só pelo prazer de o fazer e pelo prazer de saber que alguém a vai ler só pelo prazer de ler.
In FACTOS magazine Agosto 2006

9 de setembro de 2006

"feios, porcos e maus"


O Campo de São Francisco captado pela câmara do meu telemóvel hoje pela manhã. E querem turismo, exclamava uma Jorgense que há 44 anos vive em Ponta Delgada mas não perdeu o sotaque.
É, de facto, uma vergonha o que se passa numa das mais emblemáticas praças de Ponta Delgada. Façam as noites que quiserem, mas criem, antes disso, as condições para que tal aconteça, fiscalizem, acima de tudo EDUQUEM que essa também é uma Vossa obrigação. Eu nem quero imaginar como estariam as retretes.

8 de setembro de 2006

Notícia

A entrevista de Lizuarte Machado, Deputado Regional eleito em listas do Partido Socialista, a um Jornal do Pico foi notícia apenas uma semana depois da sua publicação. Estranho.
Eu também acho que a entrevista daquele deputado do Partido do Governo é motivo para noticiar, mas não pelas razões que foi. Não é que Lizuarte Machado não tenha razão em muitas das abordagens que faz à questão dos transportes marítimos de passageiros, não é nada disso.
Na verdade, o que é notícia (para mim) naquela entrevista é o facto de, pela primeira vez, em dez anos, um deputado da situação ter criticado uma opção do governo.
Atente-se que isso em nada belisca a legitimidade das opções do executivo, mas revela e amplia a liberdade do parlamentar e o bom funcionamento da democracia. É que até agora, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, parecia um rebanho de carneirinhos em desmame.

6 de setembro de 2006

"Quem não deve não teme"

Costuma dizer-se e é verdade. E como quem "não deve não teme", o mesmo é dizer que quem teme é porque deve. Na verdade o Secretário Regional da Economia deve muitas explicações ao Povo dos Açores. Não há, em meu entender, melhor lugar para prestar essas contas ao Povo do que a Assembleia legislativa Regional dos Açores.
Contudo, a maioria parlamentar do Partido Socialista continua a "insistir" em "esconder" a verdade aos Açorianos, muito embora o Grupo Parlamentar do PSD insista nessa oportunidade. Os contornos desse processo de audição no Açoriano Oriental de hoje.

Acordares

Eu hoje acordei assim. Amarelo, do cansaço extenuante da volúpia diária, entre Ilhas, entre emaranhados de problemas. Ainda não tinha aterrado e nos 20 minutos que nos separam acontecera de tudo. Acordei azul de génio, talvez raiva. Sempre que alguém "mete o pé na argola" depois de eu ter avisado, fico assim, azul de veneno. Estou de volta a São Miguel. O profissionalismo a isso obriga, talvez ainda tenha que ir a Madrid hoje buscar uma peça de motor de um barco avariado. Não sei. O que eu queria mesmo eras ficar aqui, olhando a baia em frente, o horizonte à espera de que algo acontecesse. O sol subiu rápido e o céu mostrou-se em todo o seu azul-cobalto pintando o mar da mesma cor. Eu espero. Só posso esperar. Espero um toque do telemóvel, um alerta do Outlook. Espero só.

5 de setembro de 2006

Julhos e Setembros e nunca Agostos


O Alexandre, cuja disponibilidade desde já se agradece, enviou-me ontem umas belíssimas fotos do seu Agosto na Ilha branca. Por momentos fui bombardeado com recordações de um longínquo Julho que por ali passei. Na altura éramos só os dois e a Marta, a nossa mais velha que tinha meses. Tal como o Salvador agora, a Marta dormia e mamava.
Penso que, tal como todos os lugares do mundo com excepção para as grandes metrópoles, o Agosto na Graciosa seja um pouco movimentado de mais para o meu gosto. Prefiro os Julhos e os Setembros.
Ficou a água na boca de poder passar uns dias de chinela no pé, passados entre um almoço na Folga feito de goraz grelhado pescado na hora e fora das polémicas da quota. Um banho nas límpidas águas do Carapacho, "no crawd". Um mergulho ao final da tarde no Porto de Santa Cruz ou na Praia e tudo encerrado com um reconfortante momento de descanso à sombra das araucárias olhando o Paul. Um jornal, um livro e a minha mulher. A algazarra dos meus filhos na peleja permanente por coisa nenhuma.
À noite um café e uma água das pedras na sociedade filarmónica. Julhos e Setembros em qualquer Ilha dos Açores.

4 de setembro de 2006

Poderios de Luz

Ao fim de muitas décadas a Avenida Roberto Ivens viu ser-lhe colocada iluminação pública. É verdade, foram décadas consecutivas em que apenas se via uma luzinha encimando o busto do explorador Açoriano a quem algém chamou ?um génio Português na Costa de África?. Como diz o nosso Povo, esse Povo sábio ao qual me orgulho de pertencer, "não há fome que não dê em fartura", é que além da iluminação da via foi salvaguardada a iluminação dos passeios. Não gosto da estética dos ditos "lampians" mas lá que vão ter a vantagem de iluminar as paredes do convento da esperança e torna-las assim menos apetecíveis para a função de mictório público em noites de verão, ah lá isso vão.

As corporações e o Parlamento

Já aqui escrevi várias vezes sobre os perigos da democracia corporativa que se vive em geral em Portugal e muito em especial nos Açores e que tem vindo a relegar para um plano inferior os parlamentos nacional e regional.
Nas vésperas de comemorar 30 anos de sistema parlamentar puro, o Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Fernando Menezes, defende que as associações representativas dos diversos sectores da vida Açoriana deveriam ter um espaço para exporem aos seus problemas em alguns plenários "com regras", claro.
Eis uma coisa com a qual não concordo em absoluto. É verdade que vindo de Fernando Menezes nada me admira, afinal aquele Deputado Regional teve sempre muita dificuldade em lidar com o regime parlamentar, não obstante ter sido Presidente (reparem que não escrevi líder) da bancada parlamentar do Partido Socialista e ter chegado a Presidente do mais importante órgão da autonomia constitucional.Nada tenho contra as corporações e a forma como os sectores da economia e da sociedade em geral se organizam, mas como se diz em bom português "cada macaco no seu galho".

Muu...

Segundo a revista Sábado, "um estudo da Universidade de Londres revelou que as vacas têm sotaques ao mugir".
E não é que a gente toda já sabia disso, basta comparar o mugir desta vaca com o daquela outra. A primeira muge à micaelense, segura, com calma, marcando pontos. A outra mugiu à Madeirense, tudo de uma vez e perdeu o fôlego.
Nunca é demais repetir que há, nos Açores, um tempo cultural antes e depois da MUU.

Pensamento do dia

Um politico na oposição é como um jornalista permanentemente em busca de um furo.

3 de setembro de 2006

Lugar do Norte-Santa Bárbara-Santa Maria-Açores

Ontem andei com a família pelo lugar do Norte às Groselhas e às Amoras de Faia aqui chamadas de "fainhos". Como a câmara não me larga, tive a oportunidade de registar esse magnífico momento.

2 de setembro de 2006

A propósito...

... do meu post de 31 de Agosto e da discussão gerada na respectiva caixa de comentários, convém dar realce a este outro post do João Miranda tirado do Blasfémias:

É sim Senhor!

A Baía de São Lourenço, na Ilha de Santa Maria, Açores está longe de ser o melhor lugar do Mundo. Mas para mim , continua a ser o melhor sitio para estar com a familia desde que fora do reboliço de Agosto.
PS: A minha passagem pelas Astúrias, também em Agosto, deixou-me saudades, voltarei à "Costa Verde" mais cedo do que previsto. A vida profissional a isso obriga, mas há obrigações que não são sacrificios.

1 de setembro de 2006

É claro que...

... ah! Só mais uma coisa antes do fim-de-semana. Eu não vou falar do novo Partido do Dr. Pedro Ferraz da Costa anuncia no Público nem da entrevista do Dr. Mário Soares ao DN.

955 semanas depois


Segui o "Indi" desde o seu primeiro número até, talvez ,ao nº 800. Nos últimos três anos, este jornal tronou-se numa espécie de diado para levar a sério e obviamente isso não é um título para levar a sério.
Grandes directores, como Paulo Portas e Constança Cunha e Sá, fizeram cair ministros e secretários de estado. O Independente foi uma lufada de ar fresco no panoramo cinzento e agonizante (agora que se fala tanto do ar rearfeito da democracia) do cavaquismo. Contudo, tudo tem o seu tempo e o tempo do "indi" há muito que havia acabado.

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