É verdade, não tenho mesmo nada contra voos tão cedo como é o caso do voo Ponta Delgada Santa Maria no horário de verão. Mas, pagando o mesmo valor de taxas que pago noutro horário, o exigível era, no mínimo, que tivesse o mesmo serviço. Àquela hora da manhã (5h30m hora para check in), nem o bar (escandalosamente caro) está aberto.
Já agora, haverá alguém capaz de me explicar porque razão um café no bar da aerogare é barato do que no bar da zona das salas de embarque?
31 de agosto de 2006
Não tenho nada contra, mas...
29 de agosto de 2006
Concha de Artedo
Obviamente a temperatura da água do mar não se compara ao que estamos hbituados nos Açores, nem arrisquei a pôr o pé dentro dela. A Concha de Artedo é uma lindissima baía na chamada "Costa Verde, Astúrias.
Longe mas perto
O verde, o recorte da costa, a divisäo dos prados, quase tudo nas Astúrias faz lembrar as nossas Ilhas.
27 de agosto de 2006
Lago La Ercina
O Lago La Ercina fica a 1108 metros de altituede no Parque Natural dos Picos de Europa, em Covadonga, Astúrias. O Parque fundado por D. Pedro Pidal, Marquez de Villaviciosa, em 1918. Em 1995 viu a sua área alargada aos maciços ocidental e oriental. É área protegida e integra a rede natura 2000. Aqui podem-se encontrar várias epécies animais em estado selvagem, como Lobos, Raposas, Corsas e Ursos, assim como passaros variados desde pequenas Toutinegras até à Águia Real e ao Falcão Rateiro.
A sua flora é muito diversificada e varia entre uma vegetação rasteira feita de festucas e graminias até uma densa floresta caducifolia. A pastoricia de montanha faz-se, aqui, até aos 1200 metros de altitude.
25 de agosto de 2006
De viagem e sem tempo
O trabalho, o turismo e a falta de Internet no Hotel associados a uma baixa cobertura da rede móvel, têm contribuído para a ausência de posts dos últimos dias.
Estamos em Cudillero, uma pequena cidade costeira do principado das Astúrias. Sede de Concelho, esta foi já um grande porto pesqueiro. No entanto, a perda de gente para a lide do mar tem reduzido fortemente a importância da pesca na economia local. Por estes dias de verão, os pouco mais de 6000 habitantes de Cudillero vêem o seu "pueblo" invadido por gente de todo o Reino. São aos milhares estão vindo de toda a parte, uns pela comida, outros pela paisagem, outros (poucos) pela Praia. Os das redondezas, ao final do dia, baixam à localidade "encastrada" na rocha num anfiteatro, para tomar algo ou para Jantar.
21 de agosto de 2006
Na hora...

...de deixar Santa Maria por uma semana, deixo-vos uma série de 50 fotografias todas do lugar de São Lourenço, tiradas entre 31 de Julho de 2005 e 20 de Agosto de 2006 e que podem ser vistas aqui.
20 de agosto de 2006
Mais partidas e chegadas
Com a Maré de Agosto a decorrer na Praia Formosa, São Lourenço fica um verdadeiro paraíso. Infelizmente amanhã também terei que sair daqui por uma semana. Compromissos profissionais vão levar-me ao Porto, Santiago de Compostela, Oviedo e a uma pequena vila piscatória do Principado das Astúrias chamada Cudillero.
Tal como todos os sítios bonitos e pacatos do mundo, Cudillero no mês de Agosto trona-se insuportável. Felizmente já vou apanhar uma semana de calmaria. Regresso a Santa Maria a 30 de Agosto para aproveitar mais uma semana neste paraíso e percorrer mais uns tantos recantos da Ilha que escolhi como minha primeira.
Silly season
Estamos mesmo em plena estação tontinha.Tenho dado sempre por bem empregues os 2,5 euros que custa o Courrier Internacional. Desde a sua criação, esse título tem mantido a regularidade na qualidade invejável. Os últimos dois números, com destaque para o de ontem, são bem reflexo a estação que atravessamos. Também no plano internacional as noticias são tontinhas.
19 de agosto de 2006
Ele há mais marés que marinheiros.

Não foram goradas as expectativas. Tão bons como imaginava, muito jovens e por isso com muito ainda para dar à musica portuguesa. É verdade que sou um fã incondicional da percussão mas há muito tempo que não assistia a algo tão bom nesta área.
Foi, sem dúvida uma boa opção da Associação Cultural Maré de Agosto a escolha deste grupo para abrir o festival em versão 2006.
18 de agosto de 2006
complicadex
A tarefa quase diária de manter o blogue actualizado não é fácil. Tal como fazer rádio ou televisão, manter um blogue, minimamente actualizado, obriga à leitura diária da imprensa regional, nacional e internacional.
Mas sabendo que um blogue não deve ser uma extensão dos media tradicionais, mesmo acreditando que é possível dar novidades através desta maravilhosa ferramenta, é inevitável seguir o que se está a passar á nossa volta.
Na minha passagem pelos diários de hoje, onde cada vez mais vou lendo a opinião em detrimento da notícia, parei no artigo do Jacinto Lucas Pires. Julguei, pelo título, que ia ler outra coisa. Mesmo assim, não deixo de concordar com o que li sobre o simplex e os serviços públicos na periferia.
É bom que os privilegiados das grandes cidades e que têm posses para irem ao médico privado, sejam apanhados de quando em vez num serviço de atendimento urgente de um centro de saúde da periferia. Se todos tivessem uma entorse no Algarve, ou uma diarreia no Fundão, talvez percebessem melhor como se vive no interior e na periferia do país que eles só conhecem no verão, ou seja quando essa periferia é menos periférica.
17 de agosto de 2006
windows live writer
Este é o primeiro post utilizando esta nova ferramenta sugerida pelo Paulo Querido e pelo Pedro Arruda. Apesar de ser uma primeira versão, parece-me bastante interessante e afinada. A utilizar uma ligação via GPRS que não vai para além dos 57K, ferramentas como esta ou como o Flickr Uploader, tornam-se fundamentais pois permitem poupar uma boa quantidade de passos e logo de esperas
O espirito da maré.
16 de agosto de 2006
Nove Ilhas nove Fotógrafos
Na verdade, como amante da fotografia e das nossas Ilhas, acho um desperdício limitar essas obras de arte ao espaço do Teatro Micaelense.
Em Maio de 2004 ao chegar ao Terreiro do paço, essa Time Square do século XVI, fui surpreendido por uma exposição de Yann Arthus-Bertrand intitulada a "Terra Vista do Céu". Não era um conceito novo, mas era uma excelente forma de dar a conhecer o trabalho desse grande fotógrafo.
À semelhança do que foi feito com o espólio fotográfico do Carlos Falcão, também essas fotografias patentes no Teatro Micaelense deveriam ser espalhadas pelo Largo da Matriz ou pela Praça Gonçalo Velho.
15 de agosto de 2006
E se dúvidas houvesse.
O tempo, o outro tempo, o meteorológico, não tem colaborado neste Agosto. Fazendo, assim, jus ao dito popular,"primeiro de agosto, primeiro de inverno".
Os comerciantes queixam-se da falta de turistas micaelenses e dos horários dos navios, os micaelenses queixam-se da falta de profissionalismo dos comerciantes marienses.
Alguns comerciantes dizem-me que o mês de Julho teve quebras de facturação na ordem dos 30% em relação a mês homólogo do ano anterior.
Eu acho que nada disso tem a ver com o facto dos navios terem chegado tarde, nem com os horários, nem sequer com os operadores. Na minha opinião, essa quebra nas vendas nos meses de verão tem a ver, única e simplesmente, com o facto de não haver dinheiro e de já não ser novidade ir de barco a outra Ilha.
12 de agosto de 2006
A encerrar um capítulo.

Procuro um texto, uma ideia, uma fotografia. Detesto passar um dia sem fazer um post. Já lá vão dois. A passagem por São Miguel não acrescentou muito. Foi tudo muito rápido. Ainda deu para um almoço na Nacional, com o nosso "grande" Márinho regressado de férias. O Márinho, para além de benfiquista, é o melhor empregado de mesa que conheço.
A malta apanhou esse vício de almoçar semanalmente para por a escrita em dia, coisas que o "Língua Afiada" deixou. Leio, no Jornal dos Açores, assim em jeito de voo de pássaro, um artigo de um dos mais antigos profissionais de televisão dos Açores, Emanuel Carreiro. A linhas tantas, diz a respeito desse programa, que ninguém vê mas do qual toda a gente fala, "Língua Afiada não resultou, definitivamente". Eu não sou rapaz de exigir grandes rigores na opinião, afinal também a emito sem grandes justificações. Contudo, para um profissional da comunicação social como Emanuel Carreiro, exigia-se no mínimo que explicasse o porquê desse fracasso do "Língua Afiada". Ele até pode dizer que eu sou um asno, que o Pedro é taralhoco, que o Lucas é meio atrasado e que o Mendes é oligofrénico ou ainda que todos os nossos convidados eram umas bestas, ele pode dar as justificações que quiser, tem é que dizer qualquer coisa.
Eu por mim tenho a plena consciência de ter feito o que a RTP-A me pediu para fazer, com o máximo da dedicação e com o profissionalismo e a paixão que emprego em tudo o que faço. De resto...
9 de agosto de 2006
Entre partidas e chegadas
O tempo voltou a melhorar e com ele o estado do mar na Baía de São Lourenço. Infelizmente estou de partida para Ponta Delgada onde ficarei até Sexta-feira. É a volúpia constante entre partidas e chegadas. O trabalho a isso obriga.
Quem vive permanentemente numa Ilha como São Miguel, não tem noção da verdadeira insularidade e pequenez das nossas Ilhas. Santa Maria também não se pode dizer que seja periférica se comparada com a Graciosa, São Jorge ou com Flores e Corvo. Na verdade os Jornais regionais chegam todos os dias e os nacionais chegam com 24 horas apenas de atraso, à quinta-feira até chegam mais cedo do que a São Miguel. Falta, no entanto, cobrir a Ilha de uma rede de aceitável. A transferência de dados a 57K é, em termos de telecomunicações, do jurássico.
Um bom sistema de comunicações, não serve apenas o cibernauta de lazer ou o empresário, serve também a protecção civil.
O sindroma do polvo
Ao contrário do que diz o Pedro e dizem muitos outros fazedores de opinião, o pecado neste projecto não está no facto de promover o negócio imobiliário. O pecado está precisamente no facto deste projecto ser tão pouco ambicioso que não irá permitir grande desenvolvimento e requalificação daquela Zona, desde logo pela exiguidade das faixas de terreno sobrantes e pela falta de qualidade do quebra-mar
Se fosse eu a decidir, e será porventura por isso que não sou, aquela via litoral teria sido construída com mais arrojo, ganhando mais terrenos ao mar, mais ampla, mais protegida do mar e ganhando mais terrenos cuja venda reverteria a favor do financiamento da própria obra. Assim, da forma como foi projectada e executada, temo que de pouco ou nada sirva.
Começa a irritar-me essa atitude persecutória em relação aos promotores imobiliários e construtores. Até parece que têm bicho.
A Construção civil e obras públicas constituem o segundo sector mais importante da economia dos Açores e emprega mais de 20% da população activa destas Ilhas. Cabe ao Estado (Região) e às autarquias promoverem investimento público que possa potenciar a economia regional e local. Cabe, por isso, ao Estado (Região) e às autarquias o cuidado na gestão criteriosa dos parcos recursos que os Açores podem aceder.
Entre as maleitas e as coisas boas, ficou feito o saneamento básico. É que antes, ia tudo recto correcto pró calhau.





