30 de novembro de 2005
"Línguinhas de prata"!
Não...
27 de novembro de 2005
Genial...
quantos problemas tem Portugal?
Assim de repente, consigo lembrar-me de uns 10 milhões
Companheira
Já aqui escrevi sobre esta minha vela que me acompanha há cerca de 25 anos. Está definitivamente colada num canto da minha secretária e os seus pingos já quase chegam ao soalho. Vinte e cinco anos de uma relação de intimidade, essa é a companheira de todas as solidões, a inspiradora de formas e conteúdos ,a cúmplice da minhas cogitações.
26 de novembro de 2005
Novos conceitos de economia.
25 de novembro de 2005
Um post à laia de comentário
O André Bradford lançou a pergunta: Quanto é que ganha Berta Cabral?
Na minha prespectiva ganha mal, ganha mesmo muito mal. Talvez por isso essa ânsia de procurar subterfúgios para ganhar mais. Eu não entro nessa onda demagógica sobre os ordenados dos políticos. Estes, os políticos, ou são bem pagos ou então não passamos de presidentas de coroação em vestido Azul cuecas.
Finalmente Livres!
24 de novembro de 2005
"Aviões já, SCUT depois..."
As opções pela nova frota é que não me parecem muito apropriadas para quem pretende um crescimento e melhoria desse tipo de transporte. Na verdade, quer o ATR da nova geração 500 produzido pela consórcio ALENIA e EADS, e não pela Airbus como foi noticiado, quer o Dash da Bombardier, não são aviões muito diferentes dos actuais ATP.
O ATR 72-500 na sua versão 68 ou 72 passageiros continua a ter um défice no espaço de carga que não pode ir além dos 10,6 m3 com limitação de peso máximo à descolagem na ordem das 22 toneladas. O Dash na sua versão para 68 passageiros tem um limite de 14m3 de carga, um pouco melhor, com um Maximum take-off weight de 28 toneladas, logo com maior disponibilidade de carga e bagagem.
ATR 72/500 da AlitaliaContudo, o Dash vem equipado com motores menos económicos já que o motor PW 150 que o equipa tem mais potência do que o PW 127F que equipa o ATR, ambos são da geração dos chamados motores ecológicos (green motors).
Dash da companhia aérea FLYBEOs dois são aviões de asa alta o que é desaconselhado para voos sobre o mar já que o seu poder de flutuação é menor.
As duas aeronaves têm a seu favor o facto de estarem equipadas com motores canadenses PW (Pratt & Witney), fabricante que motoriza os actuais ATP. Isso deverá constituir uma vantagem.
23 de novembro de 2005
Como já vai sendo costumeiro...
22 de novembro de 2005
2anos2
Trapalhadas
Depois das trapalhadas, com o Fundo Social Europeu, os hemofílicos de Évora, o Alumínio, as derrapagens orçamentais do Centro Cultural de Belém, o ZéZé Beleza, o Melancia e Macau, que levaram Cavaco Silva a sair do Governo e abandonar Portugal, foi o pântano de trapalhadas em que nos mergulhou o Eng. Guterres ea sua tralha.
Num ápice apareceu e fugiu par a Comissão Europeia o Zé Manel, não, não é o taxista do Benfica é ou outro o Cherne Barroso que nos deixou o Calimero Lopes na incubadora.
Eis que na esperança da trapalhada se esfumar, os Portugueses deram uma reforçada confiança ao Eng. da co-incineração. Tudo parecia ir bem até que no debate do orçamento de estado as trapalhadas começam a aparecer. Se a intuição da altura me levou a acreditar que quem mentia era César, passadas 24 horas já não tinha dúvidas que a mentira vinha do Primeiro Ministro. Que feio, um Primeiro Ministro mentir à Assembleia da Republica e consequentemente a todos os Portugueses.Hoje o Primeiro-ministro de Portugal aparece de novo envolvido num episódio do disse que disse e que não disse. Já não há intuição que lhe valha, agora não tenho dúvidas que é o Secretário Geral do Partido Socialista e Primeiro-ministro quem mente.
21 de novembro de 2005
Orelhas "moucas".
Deveria aqui dizer que é uma maçada estar à frente no tempo, mas não o vou dizer, vou mesmo dizer que é uma grande Porra estar á frente no tempo. Deixa-me fulo ter razão antes do tempo.
Estávamos no final da legislatura 1996/2000, César já sabia que no final daquele ano teria uma maioria absoluta, as coisas corriam de feição. Mesmo assim, no cumprimento das funções que me foram confiadas, apresentei em 18 de Janeiro de 2000, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, um requerimento sobre essa questão, prevendo já um futuro agente poluente. A resposta tardou mas sempre chegou ao plenário em 12 de Abril. O documento de resposta não está, infelizmente, disponível on-line, mas dizia o então Secretário Regional do Ambiente, Dr. Ricardo Rodrigues, que a Secretaria da tutela estava atenta ao assunto. Já lá vão quase 6 anos e muitas mais reportagens vamos ter que ver para que uma solução seja encontrada. Escusado será falar dos interesses existentes entre Ricardo Rodrigues, a Associação Agrícola e a Cooperativa União Agrícola, o primeiro agente económico a comercializar esses produtos em sacos sintéticos e a quem não dava jeito nenhum mudar para o papel.
20 de novembro de 2005
Unidos para nos tramar
18 de novembro de 2005
Democracia corporativa? Não obrigado!
As Assembleias da república e regionais são uma espécie de bombo em que todos entendem bater. Fica bem bater nos deputados, nos adjuntos, na instituição, mas esquecem-se que essa é a casa dos representantes legítimos do Povo e o garante único do funcionamento da democracia. O parlamento é a democracia, é o reflexo de um Povo, o espelho de uma Nação. Ao bater-lhe estamos a bater em nós próprios, e a quebrar o espelho em que nos vamos ver distorcidos. O texto abaixo é do Rodrigo Moita de Deus que o publicou no Acidental e pode ser uma boa achega para a reflexão sobre o papel que a corporações estão a ter em Portugal.
16 de novembro de 2005
Atenção é Hoje às 21h20m, hora dos Açores
Adivinha
Bem a propósito
É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.
Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair do porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.
Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na nossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.
Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.
Manuel Alegre, O canto e as armas
Da direita liberal a Manuel Alegre
Durante dez anos, Cavaco Silva tentou ser esse líder da direita portuguesa. Terá convencido os mais distraídos, não me convenceu a mim. Por detrás da uma atmosfera de rigor e de obra em curso, escondiam-se centenas de trapalhadas que mais tarde vieram a revelar-se erros estratégicos colossais.
Uma gestão social-democrata pura, assente no aumento do estado social e a manter a economia aquecida com base em grandes obras públicas e regimes monopolistas do estado em sectores estratégicos levaram o país ao túnel em que se encontra hoje. Parecendo um liberal convicto, Cavaco governou o país sem qualquer tipo de liberalismo. As reprivatizações foram encaradas não como uma forma de devolver a economia aos cidadãos mas sim do estado arrecadar riqueza para investir em obras de regime. A abertura de novos negócios à iniciativa privada, como foi o caso da televisão, assentaram em jeitos aos amigos, primeiro ao amigo da imprensa depois ao amigo clero.
A verdade porém é que muita gente da área da direita liberal, ainda hoje, se revê em Cavaco Silva.
À falta de um candidato das verdadeiras direitas portuguesas, votarei no poeta Manuel Alegre. Esse, ao menos, encara a politica com romantismo e sentido de servir, eu não a encaro de outra forma.
15 de novembro de 2005
Segunda sessão
Crescimento quase nulo
Contudo, deveremos olhar para este indicador com muitas cautelas. Não será essa obsessão pelo défice, que dura desde 2002, que está a retrair os investidores, nomeadamente o pequeno e médio investidor? Obviamente que sim. Numa economia ainda demasiado dependente do Estado, quando este aperta o cinto a economia tem que ressentir-se forçosamente. O Estado não tem que apertar o pescoço aos portugueses tem que emagrecer ele mesmo, na sua despesa corrente, para poder libertar capital para investimento. Tal como as medidas tomadas para combater o défice, essas que aponto também estão nos livros simplesmente são muito mais difíceis de aplicar e mexem com o bolso de quem se cruza nos corredores do poder diariamente. Por isso?
Presidente mas não líder
O PSD-Açores vai ter um novo Presidente mas continuará sem um líder!
SA
Eles não devem nada a ninguém mas também entenderam criar uma Sociedade Anónima de estrutura accionista devidamente identificada. O Nuno Mendes e o Rui Lucas são os primeiros investidores. Boa sorte e boas "postas".
14 de novembro de 2005
13 de novembro de 2005
Dire Straits
Mais daqui a pouco na RTP 1 Dire Straits on the night. Mark Knopler and friends , a não perder, uma das melhores bandas de sempre.
Dire Straits on the night é um disco de 1992, com Musica de Mark Knopfler e produção de Mark Knopfler, Guy Fletcher e Neil Dorfsman .
O album encerra os temas Calling Elvis; Walk of life; Heavy fuel; Romeo and Juliet; Private investigations; Your Latest trick; On every street; You and your friend; Money for nothing (Mark Knopfler e Sting); Brothers in arms.
É à meia noite e quinze minutos no canal de serviço público.
O Parque da Cidade
Viver no centro da cidade foi uma opção da qual não me arrependo. Além de muitas outras vantagens, não tenho que pagar o jardineiro para ter o prazer de desfrutar de um espaço como este. O Jardim de António Borges, está como nunca, um lugar aprazível, onde a família se pode reunir numa manhã de Domingo. Enquanto as crianças se divertem nas "arredouças" perco-me pelas suas veredas e recantos de máquina fotográfica em punho tentando captar aqui e ali o momento do dia. O jardim está vazio, dois guardas, duas crianças, duas mães e dois turistas nórdicos. É caso para dizer, merecíamos cidadãos melhores.
12 de novembro de 2005
Pelas entranhas da Ilha

Trilho na encosta do Pico da Barrosa
O dia de hoje foi passado no interior da Ilha, entre a Vila da Lagoa e a Serra de Água de Pau. Na companhia de velhos e novos amigos e com a natureza por perto. Desde o Pico da Mariana até à nascente da encosta da Barrosa, com regresso pelo trilho da adutora, seguindo os aquedutos e o emaranhado de conteiras e silvados, cá chegamos e registamos alguns momentos, daqueles que não se mostram aos turistas.

Aqueduto
11 de novembro de 2005
Vale a pena ler isto
10 de novembro de 2005
Pinóquio e a Borboleta Mágica
Quem nos estará a enganar, O Primeiro-ministro? Ou o Presidente da Governo regional dos Açores? Nesse último caso, o Grilo Falante, já veio a terreiro dizer que o Senhor Presidente do Governo, não tem por hábito faltar à verdade aos Açorianos. Esperemos o desenrolar dos acontecimentos mas que isso vai ter que ser muito bem explicado, ai isso vai.
9 de novembro de 2005
Porque hoje é Quarta-feira
Já se sabe! Hoje vamos falar de Costa Neves, dos conceitos de autonomia de Jorge Sampaio, das relações financeiras de cabeceira entre César e Sócrates, do serviço público de televisão e dos recentes acontecimentos em França na perspectiva das suas implicações na Região. Sim eu não disse Açores mas escrevi Região, essa entidade conceptual que, segundo Medeiros Ferreira, serve de argumento para nos afirmarmos e nos "fazermos representar nas mais altas instituições da União Europeia".
Para ver e comentar aqui no sempre vosso Foguetabraze, o blog mais desinibido dos Açores e arredores.
8 de novembro de 2005
Mujahedines Franceses V
Mujahedines Franceses IV
Caríssimo Ezequiel, certamente leste o meu post na diagonal, incomodou-te aquela questão da genética e então desatas a chamar-me nomes como d Le Pen, Häider e outros epítetos que não me cabem nem sequer de longe. Que a questão é racial, acho que já ninguém tem dúvidas, que tem motivações religiosas com espirito de contra-cruzada, também acho que ninguém duvida. Contudo vejo que em relação à questão genética todos se alarmam, se indignam, se refugiam no mais elementar dos humanismos porque não a querem aceitar. Desculpa que te diga mas o teu exercício foi demagógico e como sabes tenho um defeito que tu também assumes ter, ambos dizemos o que nos vai na alma.
Tenho pena que te tenhas despedido do foguetabraze, de ando aliás já andavas bem arredio, espero que voltes que eu cá não vivo de ressentimentos nem me deixo agastar por coisa tão pequena, terias de me ofender muito mesmo para eu não te perdoar, Amigo.
Caríssimo ToZé.
As diferenças genéticas, nos animais e por força de razão nos Homens, são, do ponto de vista cientifico, inquestionáveis. Não me digas que acreditas no Pai Natal? Embora não existam estudos muito divulgados, existem vários trabalhos publicados em revistas da especialidade, na Nature, por exemplo, sobre este assunto.
Alguns negros poderosos, nos Estados Unidos, chegaram a encomendar a universidades e laboratórios de genética, estudos sobre as suas origens. Um desses estudos, publicado na Nature precisamente (ando à procura dele para te enviar), aponta para o facto de a grande maioria dos negros que foram escravos para a América do norte, serem escolhidos entre os melhores das suas tribos, os mais fortes, os mais sagazes, até entre os que davam mais luta, porque seriam submetidos a uma viagem de navio muito rigorosa e a condições muito adversas que os negreiros não arriscavam transportar Homens debilitados. Essa condição física, genética como sabes, fez do Negro norte americano um ser mais lutador e mais trabalhador do que outros noutras paragens, dai também a sua perseverança na luta pela emancipação.
O mesmo código genético que condiciona a cor da pele, dos olhos, a robustez dos ossos, a fragilidade do coração, o formato do nariz e das unhas dos pés, condiciona o tamanho e o ordenamento dos neurónios, dos nervos e dos tendões. Dirás que os meus estão desalinhados, já sei. Mas permite-me dizer-te que já estou habituado a que me digam isso, talvez por ter a ousadia de pensar e de o fazer não só sobre o que se passa à minha volta como sobre o que se passa no resto do mundo. O meu umbigo é muito pequenino e feio para me enfeitiçar.Isso não explica tudo. Claro que existem comunidades excluídas, onde nem por razões religiosas, nem por razões culturais nem genéticas a violência é uma constante, podemos ir aqui perto aos bairros degradados das nossas vilas e cidades fazer estudos rápidos. Embora aí, também a questão religiosa seja causadora de enormes letargias, esse seria outro debate. E também é claro que a solução para esses caso não passa por mudar a religião e a genética, muito menos pela simples repressão. Passa fundamentalmente pela educação e cultura, ou seja, como disse há dois post atras, educando sempre, reprimindo quando é preciso e responsabilizando quanto baste.
7 de novembro de 2005
Mujahedines Franceses III
Mujahedines Franceses II
Não ToZé! Não me venhas com esses romantismos. São essas atitudes que nos levam a esses becos sem saída (principalmente as da tua última frase inacabada e desistente de lutar). Não! Este é um assunto que interessa e muito. Interessa porque é de vária ordem. É racial, é religioso, é cultural e é genético. Caro ToZé, os portugueses nos anos 60 viviam escravizados e excluídos socialmente nos arredores de Paris. Não tinham assistência na doença, segurança social, subsídio de desemprego, rendimento mínimo e casas de alvenaria dadas pelo estado social, como têm os africanos de agora. Fundaram os bidonville e ajudaram a fazer da França o que ela é hoje e são reconhecidos por isso. Poderia dizer-te, demagogicamente, que a culpa é do estado social, como não hesitaram alguns em dizer que a culpa do que aconteceu em New Orleans era do Estado Mínimo. Não, não o direi, a culpa, nestes casos é dos próprios excluídos que mesmo excluídos vivem melhor nos guetos da Europa Social e da América Liberal do que nos seus países de origem. Não podemos continuar a culpar-nos pelas escolhas de estilo de vida que algumas populações negras, principalmente as muçulmanas, fazem para si próprias. Tomemos como exemplo os emigrantes asiáticos. Também eles são excluídos, também eles começam a sua vida nos guetos das grandes cidades europeias e americanas. Contudo, rapidamente pela força do trabalho, da inovação, do entrosamento se tornam em comerciantes, agricultores e industriais de enorme sucesso, os seus filhos estudam, integram-se e chegam a ocupar o poder. Repito a questão é racial, cultural, religiosa e genética e não é procurando culpados que se resolve, é educando sempre, reprimindo quando é preciso e responsabilizando quanto baste.
Esse é um debate que pode dar pano para mangas, espero não morra em dois ou três comentários como tem acontecido sempre que se debatem coisas sérias aqui no sempre vosso Foguetabraze. Disponham à vontade da caixa de comentários, é grátis.
Já aqui disse...
Depois de ouvir a entrevista de Manuel Alegre a Constança Cunha e Sá na TVI, agora há pouco, diria que estou muito mais próximo de Alegre do que do voto em branco do Saramago.
Factos 10
6 de novembro de 2005
Deficientes mentais? Só pode!
Numa tarde de Domingo soalheiro, alguns motards optaram pelas esplanadas da cidade em vez de fazerem rolar os seus motociclos pelas estradas da Ilha. Essa atitude já é costumeira, tal como o é o facto de estacionarem a suas máquinas barulhentas nos lugares destinados aos deficientes. Fazem-no com razão. Quem não tem cartão de deficiente e estaciona nos lugares a eles destinados, é deficiente. Mental, certamente, mas deficiente, deviam tira-lhe a carta de condução.
P.Scriptum: Pouco importante será o facto de na esplanada estar muito bem sentado um Juiz, julgo que também ele motard.
Mujahedines Franceses
Serviço público de televisão III
Se é fácil definir quais as obrigações de serviço público segundo as lógicas da informação, assentes nos princípios básicos da ética jornalística, já no que concerne às lógicas de programação as opções pelos conteúdos são mais polémicas e logo mais difíceis de definir.
A abertura ao mercado do espectro televisivo veio, segundo José Rebelo, "tornar mais veementes as responsabilidades do estado" em termos de programação no serviço público de televisão. Dai a necessidade de se debater com o maior número possível de instituições, das mais diversas áreas da população, das artes, dos ofícios, do desporto, enfim da chamada sociedade civil, por forma a se encontrar um "espaço público critico e exigente". Ainda segundo José Rebelo, a lógica economicista da televisão estatal aponta para a redução de custos a toda a força. Essa lógica levará a uma "redução de conteúdos e consequentemente a uma redução de serviço público". Ainda segundo José Rebelo, é importante, em serviço público, "divertir, mas fazê-lo com inteligência". Fundamental é encontrar um equilibro na dicotomia, Interesse público e interesse do público. E se na primeira se podem optar por "soluções e conteúdos mais vanguardistas", na segunda presidem os critérios das audiometrias.
Para Sara Pereira da Universidade do Minho que nos falou de programação para crianças, além de existir pouca programação para infantis e juvenis, há pouco cuidado com os conteúdos. Segundo aquela investigadora, "o sector privado quebra as mais elementares regras da ética em televisão". Cabe ao serviço público, por isso, atender às "diferentes realidades socioculturais e à pluralidade de experiências de vida". Deve assim, promover uma educação para o consumo dos media.
Maria Emilia Brederode Santos, programadora educativa, falou-nos da componente formativa e educacional da televisão e de como a escolha de conteúdos pode contribuir decisivamente para a educação e formação dos telespectadores. Para tal era necessário saber que necessidade educativas existem e definir os novos públicos alvo.
O estado de incultura geral que, reconhecidamente, existe hoje no país passa obrigatoriamente pela televisão. Esta, a televisão, tem um papel importantíssimo na formação de crianças e jovens de classes sociais que não têm possibilidades de dar aos seus filhos mais do que a escola pública dá. Ou seja, há uma enorme faixa da população estudantil que não tem possibilidades de pagar actividades extra curriculares e que não pode contar com a ajuda da família já que esta é, muitas vezes, mais ignorante e iletrada do que o próprio aluno. Segunda a conferencista, a diferença entre os meninos das classes mais favorecidas e os outros está precisamente nos tempos livres e não na escola. Ou seja, a escola é praticamente igual para todos mas depois da escola há os meninos que têm apoio da família, ocupação com actividades culturais, musica, dança, ou desportivas, e há os meninos que depois da escola têm a rua e a televisão como actividade de ocupação dos tempos livres. É para esses que a escolha dos conteúdos em televisão pode fazer a diferença.
Seria de esperar mais jornalistas na plateia, mais profissionais de televisão, mais fazedores de opinião dos que proliferam nos media regionais, mais gente ligada aos partidos políticos, mais cidadãos livres, exigentes e irrequietos. Felizmente, não estavam representadas as corporações, começo a ficar aliviado quando não aparecem. Se as elites nesses dias, preferem aproveitar o sol, as compras e as conversas de café em vez de participarem no debate das questões a que todos dizem respeito, estamos conversados. Assim, estamos a demitirmo-nos das nossas obrigações e direitos de cidadania. Estranho é que sejam essas elites, ultrapassadas por demissão das suas obrigações enquanto tal que vêm, recorrentemente, criticar a ascensão de novos grupos de pensadores. A sociedade açoriana vive, de facto uma enorme revolução, ontem fiquei com essa certeza, discutem-se mais abertamente os temas sem os costumeiros receios e traumas de sermos pequenos. Contudo, como disse Conceição Garcia na abertura da sessão da tarde, estavam "poucos mas os melhores", até porque os melhores são sempre os que querem estar.
Dois anos :ILHAS
Nestes dois últimos anos, o Alexandre Pascoal, o Carlos Guilherme Riley, o João Nuno Almeida e Sousa, o Pedro de Mendoza, o Vitor Marques e o ToZé enquanto lá esteve, fizeram um dos melhores blogs portugueses, quer na forma quer nos conteúdos.
Parabéns aos rapazes do :ILHAS.
5 de novembro de 2005
Serviço público de televisão II
Lógicas da Informação
O debate começa a ser cada vez mais difícil de controlar pelos moderadores. A plateia não estava tão composta como ontem à noite, não havia "cãs grandes" como oradores. De qualquer modo deixem-me referir três notas breves sobre as intervenções desta manhã.
Paulo Simões lembrou a necessidade de se definir o conceito de serviço público de televisão nas lógicas da informação, para além do que está plasmado no decreto lei que o define. É a eterna questão da interpretação do espírito da lei e a ténue diferença entre as questões de facto e as questões de direito. Na opinião da Director do Açoriano Oriental, a "RTP-A, ao invés do passado ainda recente, tem aberto o seu sinal a espaços de opinião diversificados " e isso é bom.
Para o Pedro Bicudo, a informação é o coração da RTP-A e do serviço público, serviço público esse que é "o fermento da cidadania". Reforçou a ideia lançada ontem pela jornalista Teresa Tomé, de se criar a figura do provedor do espectador. Confesso que não sou grande adepto da ideia. As figuras providenciais, na minha opinião, criam mais letargias do que fermentos. A nossa, ainda deslastrada, democracia não precisa de mais provedores, precisa de mais cidadãos irrequietos. Segundo José Manuel Portugal, urge definir e demarcar a fronteira entre a informação e a ficção, alertando para os perigos da "neotelevisão" e do excessivo poder que as televisões adquiriram nos últimos anos. "O público consome escândalos desde que Caim matou Abel".
Serviço público de televisão I
Ao contrário do que havia acontecido na tarde, onde os intervenientes não tiveram o peso de encher a sala mas regalaram os presentes com polémicas e questões bastante pertinentes sobre o serviço público de televisão.
Para salientar só as questões mais importantes, refiro a intervenção de uma Jovem Professora da Universidade do Minho, Helena Sousa. Fez uma resenha histórica da criação da televisão em Portugal e salientou a falta de independência da televisão pública em relação ao poder politico ao longo dos tempos. Apelou a uma maior participação cívica, salientando a bonomia das intenções do ex-Ministro Morais Sarmento em relação à 2: que não resultou para além do papel. Na verdade, a 2:, ao contrário do que se pretendia, não é feita pela chamada sociedade civil, pois são sempre os mesmos protagonistas e os mesmos conteúdos. Deixou ainda algumas perguntas no ar, "terá a sociedade civil pedido um canal de televisão?" "Quem, dessa sociedade civil, foi convidado a participar?" E ainda "quem tem condições para aceitar esse convite caso exista"?
Ficamos, ainda, sem saber que mecanismos podem garantir a isenção da RTP.
Tolentino Nóbrega, falou do serviço público de televisão na Madeira onde é tido pelo Governo "não como o órgão de informação regional mas como um órgão de propaganda", aqui nos Açores, cada vez é menos assim, felizmente.
Já José Grave da RTP-A, relembrou o papel que a televisão teve na consolidação da identidade açoriana e do reforço da ideia de região arquipelágica. Foi a primeira vez que ouvi alguém falar da importância estratégica da televisão nos Açores, não só como meio de divulgação das questões regionais pela totalidade das Ilhas mas também como meio de projecção dos Açores no Mundo.
Em meu entender, não nos devemos quedar pela satisfação de sermos capazes de nos conhecermos melhor uns aos outros por meio da RTP-A. Devemos mostrar ao mundo a nossa cultura e que somos capazes de discutir aqui, o que se passa em Tóquio, Nova Iorque ou no Irão. Mais do que nos fazermos ouvir a nós próprios, importa fazer os outros nos escutarem e aprenderem a nos respeitar pelo que pensamos.
É urgente que as decisões sobre o que é e não é serviço público de televisão saiam da esfera do poder politico, sem que se permita aos governos lavarem as suas mãos no que concerne ás responsabilidades do Estado na garantia do serviço público.
Do painel da noite, Vasco Cordeiro foi quem conseguiu ir mais longe, deixando uma réstia de esperança. Pela sua voz saiu a confirmação de que o Governo regional não pretende a tutela da RTP-A. No entender daquele Governante, "cabe ao Estado assegurar o serviço público de televisão nos Açores".
Acho essa estratégia perigosa para a nossa autonomia mas percebo que o Governo do PS não queira ficar com o ónus de pretender dominar financeiramente a RTP-A, evitando assim, suspeições quanto ao seu controlo no que diz respeito aos conteúdos.
Pessoalmente, como nacionalista açoriano, entendo que a nação açores, tal como a Catalunha, o País Basco ou a Galiza, devia ter a sua televisão. Com a entrada dos canais generalistas regionais em sinal aberto para toda a região, a TV dos Açores terá que assegurar a sua emissão com mais produção regional, esse pode ser o caminho da sua independência face à casa mãe. Falta assegurar o financiamento. Aguardo pelo dia de amanhã (hoje) mais debate e mais conclusões.
4 de novembro de 2005
É preciso ter lata
Tempo ganho, tempo perdido
História da minha vida II
Tomás Vieira, o serralheiro mecânico que trabalhou para a NASA, conta, mais logo, em discurso directo, a história da sua vida.
Para ver o comentar aqui no seu FOGUETABRAZE.
3 de novembro de 2005
A solução esperada
Espera-se, portanto que a SATA elabore um novo concurso para a sua sede social e que não incorra nos mesmos erros deste agora anulado. Principalmente, não seja feito à medida deste o daquele, não vá o diabo tecê-las e aparecer alguém para "atramoçar" a negociata.
Sugere-se ao Conselho de Administração da SATA que adquira um terreno nas imediações do aeroporto de Ponta Delgada e lance um concurso público para a concepção do seu edifício sede, abandonando a anterior solução, pouco ortodoxa, de lançar a concurso para a aquisição, concepção e execução do mesmo, coisa que só aqui e neste caso foi vista alguma vez.
Assim, não só é séria como o parece, a mulher de César.
Solidários mas pouco.
Na grande maioria dessas instituições, existe um excesso de voluntarismo inexplicável. Elas, essas instituições, são, na sua grande maioria, ninhos de caciquismo. As IPSS, são na sua maioria, instituições de utilidade pública, servindo para o governo transferir verbas, ao abrigo desse estatuto, que depois são utilizadas na compra de consciências e consequentes votos. Ou as IPSS são, de facto, Particulares e de Solidariedade, ou tornam-se extensões da secretaria dos assuntos sociais geridas sem o rigor das finanças públicas e fugindo, assim, ao controlo mesmo que inconsequente do Tribunal de Contas.
As residências assistidas e os lares de idosos, são hoje e foram sempre, um negócio altamente rentável e não meros estabelecimentos de solidariedade social. Se assim é, deixe-se o mercado funcionar e acabe-se com a hipocrizia de os chamar de instituições de solidariedade social.
Candidato contra Cavaco.
2 de novembro de 2005
Um "teaser" que vai ser costume
1 de novembro de 2005
Há 250 anos...
31 de outubro de 2005
Haja pachorra!!!!
Cristóvão de Aguiar - 40 anos
A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra homenageou Cristóvão de Aguiar por completar 40 anos de obra literária.
O Livro, dirigido e coordenado por Ana Paula Arnaut, colige grande parte da crítica e opinião publicadas em Portugal sobre a obra do escritor Açoriano ao longo dos tempos. O Foguetabraze não escapou e lá está a páginas 255 o texto aqui publicado em 21 de Junho de 2004 e que agora se republica.
Cristóvão de Aguiar
No último mês fui "Um Grito em chamas " na "Nova relação de Bordo". Fui "Passageiro em trânsito" entre a trilogia de "Raiz comovida". Nada de recensões, nada de sinopses, nada dessas presunções e literatices que não sei fazer.
Fui, um visitante da Açorianidade.
Se o conceito nasceu com Vitorino Nemésio, certamente tem em Cristóvão de Aguiar um continuador. Com a excepção para "Passageiro em Trânsito", onde há uma clara alteração do estilo, as restantes obras são belíssimos exemplos de critica dos costumes das nossas Ilhas e das nossas gentes, gentes que fizeram e fazem a nação Açores.
Nelas, nas obras de Cristóvão de Aguiar, com destaque para o primeiro de raiz comovida, está tudo no seu lugar, consigo imaginar o luzir dos instrumentos da "Musica Nova", o cheiro da terra das estufas, daquela fatia de pão com manteiga de vaca que ficou por comer, dos "charrinhos" fritos, do mar das Calhetas. Vi como que real a "branquidão" das ajudantes do Dr. Alemão, ali à rua do Contador onde na minha infância passei várias vezes ao dia nas minhas deslocações entre a casa de meus pais e a escola. Já não havia o Dr. Alemão. Estavam lá, a deambular pelo jardim os Cães do Sr. Gilberto Nóbrega, dois lindos Lobos da Alsácia sempre pendurados na varanda. Cães de verdade, não dos cães do "Passageiro em trânsito" ."Que canelas pensais vós mordiscar, ó cães literatos, sem possuirdes a dentição completa?"
29 de outubro de 2005
Dúvida desfeita
28 de outubro de 2005
HISTÓRIA DA MINHA VIDA
Alberto Costa, até hoje Presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto e apartir de amanhã Deputado Regional, será o seu primeiro convidado. Não perca e não deixe de comentar aqui no seu Foguetabraze aquilo que entender sobre o programa e sobre a história de vida de Alberto Costa, um amigo de Fidel Castro e Jimmy Carter.
A dúvida
27 de outubro de 2005
A bem da saúde da democracia ...
26 de outubro de 2005
Primeiro programa
25 de outubro de 2005
Ainda a Lotaçor e a Segurança Social
Mesmo admitindo que o processo burocrático seja complicado e que as folhas não estejam correctas, isso não impede a falta do pagamento, há sempre tempo para enviar folhas rectificativas. Além disso, só um ignorante total no assunto é que acredita que exista uma dívida sem folhas entregues. E se o problema é das folhas, porque razão o governo teve que transferir à pressa estes 750 mil euros agora? Será o fruto da venda das acções da Cofaco por cerca de um quinto do valor da sua compra?
24 de outubro de 2005
Parabéns ao Sala de Fumo
Parabéns ao André pelo 1º aniversário do seu Sala de Fumo. Embora tenha sido no dia 20, todos nos olvidamos da data, até ele que só se recordou hoje.
De novo em Santa Maria
O meu velho amigo José (das pombas) Batista diria, esse avião veio cheio de "cans grandes". É verdade, grandes e pequenos que julgam ser grandes.
23 de outubro de 2005
Crime na Lotaçor
Post Scriptum para Carlos César: V.Exiª lembrar-se-á que teve a faca e o queijo na mão para resolver, de uma vez por todas, os problemas com esta empresa pública regional. Desprezou-o, agora habitue-se, isso talvez seja só a ponta do iceberg.
22 de outubro de 2005
Mais do mesmo
Santos de casa não fazem milagres
21 de outubro de 2005
Alea jacta est
Pois é...
Mas não me apetece, está um dia tão bonito e nesses dias Santa Maria fica ainda mais bonita.
19 de outubro de 2005
Eu podia escrever...
Nem um! Nem unzinho!
Orçamento Geral do Estado
18 de outubro de 2005
Judiciária entrou na SATA
Pois é, não só havia fumo como já estão alguns rabos-de-palha a arder. As tentativas de silenciar já começaram, mas quem parece que foi enganado no meio disso tudo foi o Eng. Manuel António Cansado que, ao que sei, já foi ouvido pela PJ e não sabia de metade.
Este não é um assunto que diga apenas respeito a tráfego de influências entre empresários do PS, a secretaria de economia e a SATA, é transversal, já que há indícios de tratamento diferenciado da Câmara de Ponta Delegada para com o tal concorrente ganhador. A isso não será alheio o facto do marido da Presidente ser um dos administradores da dita empresa. Por exemplo a Câmara de Ponta Delgada, aprovou uma alteração ao alvará de loteamento em que cede 40 lugares de estacionamento público à SATA. Este alvará foi alterado em 3 dias. Experiente o cidadão comum a fazer o mesmo e logo verá quanto tempo demora.
Continuo a dizer, sem papas na língua e correndo o risco de ter que o provar nos tribunais, que o projecto ganhador, nem devia ter sido admitido a concurso por não cumprir com o caderno de encargos.
17 de outubro de 2005
Mais vale tarde do que nunca!
Está certo, é justo
Na verdade, os benefícios fiscais em vigor apenas beneficiam os cidadãos que menos precisam. É justamente por aí que o Estado tem que começar a cortar na despesa.
O que não se compreende nessa proposta de orçamento é porque razão se corta nas transferências de verbas para as autarquias e não se mexe na lei de financiamento da Regiões Autónomas? Será por medo de João Jardim e do aviso que Carlos César fez em Maio último?

16 de outubro de 2005
Abutres
Tal como os abutres esperam pacientemente a fragilidade das suas presas e uma vez descobertas não mais as largam enquanto houver ossos para roer, os rebocadores de alto mar, embora solitários, são muitas vezes comparados a abutres.
Na verdade, esse tipo de embarcação espera pacientemente em zonas estratégicas do globo por navios em aflição e quando os encontram oferecem os seus préstimos a troco de avultadas somas.
Muitos Micaelenses já se terão questionado sobre a presença constante do rebocador Fotiy Krylov, propriedade do TSAVLIRIS SALVAGE GROUP, uma empresa fundada há 50 anos na Grécia por um imigrante Ucraniano refugiado da revolução Bolchevista. Alexander Tsavliris, foi operário metalúrgico e marinheiro até se lançar no negócio da armação de pequenos navios auxiliares.
Com uma potência total na ordem dos 40.000 Cavalos (hp), o Fotiy Krylov é capaz de navegar a uma velocidade média de 20 milhas por hora e tem uma capacidade de reboque de 250 toneladas e 5250 toneladas de arqueação bruta. É um dos maiores e mais bem apetrechados rebocadores do Mundo e já efectuou importantes operações de salvamento não só no Atlântico Norte como em outras zonas do globo. De quando em vez damos pela sua falta e julgamos que está fundeado na costa norte da ilha, quando na realidade está em operação de. Há cerca de uma semana chegou a Ponta Delgada trazendo a reboque o navio tanque Genmar Trust com uma avaria na máquina. Ali está ele por fora de São Roque sem deixar a sua presa.
Já nos anos sessenta e setenta do século passado estacionavam em Ponta Delgada rebocadores Holandeses destinados ao mesmo tipo de serviços.
Eis um bom exemplo de vantagens comparativas que a nossa Região não tem sabido aproveitar. Valorizar a importância geoestratégia não é só negociar o acordo da Base das Lajes ou lugares na administração da FLAD, também é mas não só.
O N/M Pêro de Teive, rebocador da Administração dos Portos das Ilhas São Miguel e Santa Maria, S. A. tem algumas capacidades e poderia fazer alguns desses serviços se estivesse devidamente divulgado no meio naval e se tivesse alternativa no Porto quando estivesse em serviço no exterior. Eis um investimento que seria muito mais proveitoso e reprodutivo do que a construção de um cais de cruzeiros e terminal ferry ou até mesmo a aquisição de navios para transporte de passageiros. Pois alevá!
"Abouiá pó calhá"
As preocupações ambientais têm que fazer parte da nossa consciência social e política. Nesse sentido, a educação ambiental torna-se fundamental. Só a mobilização dos cidadãos permitirá a criação de uma consciência global. Em 19777 a UNESCO considerava a educação ambiental como "componente essencial no processo de formação permanente" dos cidadãos e contribui para tornar o "sistema educativo mais relevante e mais realista". Por cá continua-se a enfiar a cabeça na areia e a promover pequenas campanhas aqui e ali.
15 de outubro de 2005
Transporte de passageiros
O Governo Regional prepara-se para investir no transporte marítimo de passageiros inter-ilhas. Usando para tal a denominada SGPS das administrações portuárias, o GRA pretende adquirir quatro embarcações para consignar a privados.
Será que a experiência dos últimos anos não deu para perceber que o transporte marítimo de passageiros inter-ilhas não funciona? Nada tem que ver com a qualidade do serviço nem com a qualidade das embarcações, tem a ver com o facto de ser residual e sazonal.
O futuro económico desta Região depende essencialmente de um bom sistema de transportes, esse é um assunto consensual. Contudo, continua a ser um problema por resolver. Não é, certamente com o transporte subsidiado de "rapazes" para os festivais de verão que se vai fazer essa revolução. Está tudo por explicar e ninguém faz perguntas porque essas seriam impopulares e penalizadoras dos resultados eleitorais. O parlamento dos Açores, por via da representação maioritária dos partidos do chamado bloco central, está coarctado de fazer o seu principal papel, o da fiscalização da acção do Governo.
14 de outubro de 2005
Noticia e contra-noticia
Má noticia: Portugal (EU) proibiu a importação de carne do Brasil.
Péssima noticia: Os restaurantes de Ponta Delgada vão começar a servir carne açoriana.
Contra-noticia: Resta-nos a esperança da carne da Argentina e Uruguai.
13 de outubro de 2005
Apenas mais dois comentários...
Na Povoação registou-se uma grande vitória de Francisco Álvares e do PSD. Na verdade não só levou a melhor na luta titânica com Carlos Ávila - destacado militante (funcionário ?) do Partido Socialista - como dilatou a sua distância em relação a 2001. Ganhou ainda o Povo que votou em massa atingindo um dos níveis mais baixos de abstenção em toda a Região. O cenário de bipolarização foi aqui facilitado pela ausência do CDS-PP e do BE e dos votos absolutamente residuais do PCP onde em duas freguesias não obteve qualquer voto atingindo apenas a cruz de 23 eleitores em todo o Concelho.
Pesada derrota do CDS-PP no Corvo. Não direi de João Greves porque da leitura que faço dos números, o carteiro reformado, segurou o seu eleitorado de 2001. Contudo, o facto de ir coligado com o PSD fez transferir os votos daquele partido para o PS. Nesse caso as responsabilidades vão direitinhas para os mentores da coligação, as direcções regionais dos respectivos partidos. A esse fenómeno não estarão também, certamente, alheias as manobras de bastidores de Manuel Rita - o ex Presidente de câmara do PSD destronado por Greve - conhecido como exímio malabarista.
12 de outubro de 2005
Coisas sobre as quais já devia ter dito algo
Se tivesse dúvidas sobre a derrota de Rui Menezes elas teriam ficado dissipadas com um vale de 100?, golpe baixo, rasteiro, pela retaguarda e à má fila.
Bem! Eu só ainda não escrevi sobre a derrota do João Greves porque sou um gajo porreiro.
Não escrevi sobre a Vitória do João Castro porque sou um democrata.
Não escrevi sobre a derrota do metrÁvila porque ainda estou eufórico.
Não me digam!
11 de outubro de 2005
Outra análise que importa fazer
Certamente já te terás dado conta que em 2001 a abstenção foi de 51,9%, em 1997 de 60,2% em 1993 de 50,4% e em 1989 de 57,4%. Este fenómeno pode ter algumas explicações lógicas e até racionais que em nada têm a ver com o desinteresse da população. Ora vejamos. Grande parte do estudantes que estão no continente não votam, muitos dos residentes de Ponta Delgada vão para fora da ci9dade durante o fim-de-semana e nem todos regressam ao Domingo atempo de votar. Outros ainda, mudaram de residência numa espécie de exodo urbano - muito na moda por estas paragens - e descuidam-se de mudar o respectivo recenseamento.
Por outro lado há ainda a questão da actualização dos cadernos eleitorais que num meio grande se faz sentir mais do que em meios mais pequenos.
Há ainda a referir que na Regionais de 2000, com a vitória de César dada como adquirida, a abstenção em Ponta Delgada foi de 52,7% e em 2004, com a força da coligação, baixou para 48,9% de onde se pode concluir que sob a ameaça de uma força mais forte os socialistas saíram de casa para votarem no seu partido, não fosse o diabo tece-las. Domingo passado, ficaram em casa porque deram como adquirida a vitória de Berta Cabral, perderam por falta de comparência. Se tiveres o cuidado e a paciência de analisar os resultados poderás constatar que nas Freguesias onde a abstenção é maior, Berta Cabral atinge maior percentagem de votos, parece-me bem elucidativo.
Angra do Heroísmo e a análise que...
Casa no Bosque
Vai-se por esta Ilha fora olhando aos "alindamentos" os "parques de merendas" os jardins públicos e vê-se muita desordem, muito gosto duvidoso, muita sujidade, demasiado betão. É a atitude imprópria dos nossos autarcas conjugada com o gosto duvidoso e aculturado dos nossos governantes alicerçados na opinião incutida nos nossos cidadãos ao longo de gerações.
Por outro lado, felizmente, há cada vez mais privados a recorrerem aos serviços dos nossos bons arquitectos e a construírem coisas inovadoras, recorrendo a materiais não convencionais e de indiscutível bom gosto.
Foi o caso que fui encontrar, no último fim-de-semana no sempre verde Vale das Furnas. Dentro de uma propriedade privada, muito bem cuidada e onde tudo está irrepreensivelmente colocado no lugar certo. Uma casa no meio do bosque.
10 de outubro de 2005
Reflexão e mudanças urgentes.
A mesma preocupação deverá ter o grupo de pensadores da Rua de São João em Angra de todos os heroismos já que o CDS/PP ficou reduzido a cinzas das quais se espera, obviamente, uma Fénix renascida.
A respeito de...
Sir Winston Spencer Churchil na Câmara dos Comuns em 11 de Novembro de 1947.
Auto-estrada das Ilhas
Se "O mar é a nossa terra", então é nele que se têm que fazer as nossas auto-estradas.
7 de outubro de 2005
FACTOS 9
Já está nas bancas a FACTOS nº 9. Uma peça de fundo trata dos privilégios de alguns políticos das nossas Ilhas. Na verdade, vários políticos açorianos, embora já sejam remunerados pelas funções que desempenham, acumulam esses vencimentos com reformas. Privilégios que ainda subsistem, apesar do governo da República já ter anunciado medidas para por cobro a esta situação. Enquanto as novas regras não entram em vigor, políticos como Laborinho Lúcio, Renato Leal, António Silveira, João Greves e António Pedro Costa vão acumulando vencimentos e reformas.
Dois pesos e duas medidas
Já agora e para que conste eu sou a favor do parque da Cidade no Pico do Funcho e do Parque Açores XXI nas Laranjeiras e de todos os parques e zonas verdes requalificadas que se possam construir nos arredores de Ponta Delgada. Venham mais. Só foi pena que ali para os lados dos prolongamentos da Avenida e da Via Litoral para a Relva não tenham sido criados espaços dessa natrureza. Também é lamentável que na Canada do Henriquinho, o mesmo "Més Zé Contente" em vez de uma Zona verde tenha feito um Jardim de betão, daqueles que o candidato do PS à Câmara de Ponta Delgada diz não querer e critica à politica da ?Dama de Folheta?.
É caso para citar, mais uma vez, o amigo Pedro Arruda, merecíamos políticos melhores, até na blogosfera.
6 de outubro de 2005
Crónica de uma morte anunciada
Ninho
Há coisas que faço sem saber bem porque as faço. Mais tarde venho a descobrir que afinal havia uma razão futura para eu ter feito aquilo naquele momento. É como se houve uma predestinação e eu a tivesse antecipado. Quando isso acontece o meu agnosticismo é abalado repentinamente. Faço um esforço para explicar por força da razão e retomo o meu estado normal de ser mundano, racional e pragmático.
5 de outubro de 2005
Fajã do Araújo

Os ventos fortes e a chuva que se fizeram sentir durante o dia de ontem com especial predominância no final do mesmo, não fazia prever para hoje um dia bom para actividades de ar livre. Contudo, a manhã mostrou-se risonha e lá fomos com destino ao Nordeste para mais um passeio pedestre organizado pela Associação de merecida utilidade pública Amigos dos Açores. Éramos poucos, penso que catorze, algo a que não terá ficado alheamos o estado do tempo ontem. Mas poucos e bons lá foram.
Quanto mais ando pelo interior e pelo litoral recôndito da nossa Ilha mais me convenço que há autarcas que deviam ser dados com inimputáveis. Hoje foi mais um desses casos em que me desaponto com a democracia. Contudo é o sábio povo que decide e no caso concreto até já fui candidato, obtive uns míseros 3%. Democraticamente aceito que o Sr. José Carlos Barbosa Carreiro é o autarca que o Nordeste quer, mas na minha opinião não deixa de ser o autarca que mais disparates fez naquele concelho. Nem mesmo o execrável Eduardo Medeiros conseguiu fazer tanta asneira. Pois alevá! O futuro não reserva para o Nordeste nada de risonho já que entre José Carlos Carreiro e Nuno Amaral venha o diabo e escolha, sendo que o autóctone Ali Alatas consegue ainda ser menos mau do que a Ave de arribação.
4 de outubro de 2005
Home!
1 de outubro de 2005
Diário de Bordo-Corfú

Corfú está longe de ser uma Ilha de sonho, um paraíso na terra. Na verdade, a Ilha é incaracterística, com uma paisagem natural costeira muito bonita, recortada e pincelada pelo verde e azul do mar, mas temos que fazer um esforço enorme para nos abstrairmos da paisagem humanizada para conseguirmos achar alguma graça a esta Ilha.
Aquelas paisagens de folheto de agência de viagens com casinhas alvas em arquitectura mediterrânica, com paredes disformes e janelas pequenas e portas de cores vivas, metidas em pequenos socalcos nas encostas escarpadas, é tudo mentira em Corfú. A arquitectura contemporânea aqui é do pior que se possa imaginar e os bares e esplanadas de praia são tão maus que não existe nada tão mau nos Açores, não são tascas não são esplanadas, não são nada. São uns pequenos bares instalados em construções de alvenaria tipo loja de loiça na beira das estradas algarvias, com avançados de telha de zinco. Numa palavra: Mau.
O banho de mar foi, no entanto, dos melhores que tomei na minha vida, a água é tão límpida que em pé com a água a chegar-me à boca conseguia ver os pés no fundo e distinguir todas as suas pedras de calhau rolado de mármore branco e rosado.
À Velha Cidade de Corfú, plena de comércio e restaurantes pode achar-se alguma graça. Não é destino que valha a pena gastar mais do que as 10 horas que aqui estivemos.
Diário de Bordo-Dubrovnik 2
Post para 28 de Setembro de 2005
Poucos países terão tanta diversidade geográfica e natural em tão pouco território como acontece na Croácia. Desde o porto de Rijeka no norte até Dubrovnik no sul, a costa da Croácia oferece uma impressionante paisagem marítima.
Dubrovnik é uma das cidades mais singulares do mundo (lá estou eu entrar outra vez nessa), ruas de mármore ladeadas por casas apalaçadas construídas e reconstruídas em pedra, edifícios do estilo veneziano e altos campanários. Em 1979 foi reconhecida como património da humanidade devido aos inúmeros projectos de restauração realizados nas últimas décadas. Os seus habitantes orgulham-se bastante do compromisso que assumiram de restaurar a cidade a todo o custo.
Dubrovnik foi fundada por refugiados Gregos e Romanos no Século VII e manteve-se como república independente durante cerca de 700 anos (abolida por Napoleão em 1806). Manteve relações comerciais com a Turquia e com a Índia e com alguns países africanos, desde a costa do Magreb até ao arquipélago de Cabo Verde. Cidade de Homens dedicados ao mar, diplomatas e comerciantes, com o cruzamento de vários impérios medievais. Beneficiando dessa posição estratégica no mar adriático e com governantes astutos, evoluiu até se tornar numa cidade estado então chamada Ragusa e reconhecida como potência marítima e diplomática. Assim permaneceu durante alguns séculos, ao longo da Idade média e do renascimento.
Em 1667 um grande terramoto seguido de incêndio destruiu grande parte da cidade fortificada e matou 5000 pessoas. Já no século XX a cidade voltou a ser fustigada, em 1979 por um sismo que a destruí parcialmente levando mais de dez anos a reconstruir. De seguida, em 1991 e 1992, foi alvo das investidas da guerrilha e investidas do exército jugoslavo e das guerrilhas montenegrinas, sofrendo brutais ataques que a deixaram bastante danificada. Uma vez mais foi restaurada graças ao empenho e grande vontade do seu povo.















