4 de novembro de 2005
É preciso ter lata
Tempo ganho, tempo perdido
História da minha vida II
Tomás Vieira, o serralheiro mecânico que trabalhou para a NASA, conta, mais logo, em discurso directo, a história da sua vida.
Para ver o comentar aqui no seu FOGUETABRAZE.
3 de novembro de 2005
A solução esperada
Espera-se, portanto que a SATA elabore um novo concurso para a sua sede social e que não incorra nos mesmos erros deste agora anulado. Principalmente, não seja feito à medida deste o daquele, não vá o diabo tecê-las e aparecer alguém para "atramoçar" a negociata.
Sugere-se ao Conselho de Administração da SATA que adquira um terreno nas imediações do aeroporto de Ponta Delgada e lance um concurso público para a concepção do seu edifício sede, abandonando a anterior solução, pouco ortodoxa, de lançar a concurso para a aquisição, concepção e execução do mesmo, coisa que só aqui e neste caso foi vista alguma vez.
Assim, não só é séria como o parece, a mulher de César.
Solidários mas pouco.
Na grande maioria dessas instituições, existe um excesso de voluntarismo inexplicável. Elas, essas instituições, são, na sua grande maioria, ninhos de caciquismo. As IPSS, são na sua maioria, instituições de utilidade pública, servindo para o governo transferir verbas, ao abrigo desse estatuto, que depois são utilizadas na compra de consciências e consequentes votos. Ou as IPSS são, de facto, Particulares e de Solidariedade, ou tornam-se extensões da secretaria dos assuntos sociais geridas sem o rigor das finanças públicas e fugindo, assim, ao controlo mesmo que inconsequente do Tribunal de Contas.
As residências assistidas e os lares de idosos, são hoje e foram sempre, um negócio altamente rentável e não meros estabelecimentos de solidariedade social. Se assim é, deixe-se o mercado funcionar e acabe-se com a hipocrizia de os chamar de instituições de solidariedade social.
Candidato contra Cavaco.
2 de novembro de 2005
Um "teaser" que vai ser costume
1 de novembro de 2005
Há 250 anos...
31 de outubro de 2005
Haja pachorra!!!!
Cristóvão de Aguiar - 40 anos
A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra homenageou Cristóvão de Aguiar por completar 40 anos de obra literária.
O Livro, dirigido e coordenado por Ana Paula Arnaut, colige grande parte da crítica e opinião publicadas em Portugal sobre a obra do escritor Açoriano ao longo dos tempos. O Foguetabraze não escapou e lá está a páginas 255 o texto aqui publicado em 21 de Junho de 2004 e que agora se republica.
Cristóvão de Aguiar
No último mês fui "Um Grito em chamas " na "Nova relação de Bordo". Fui "Passageiro em trânsito" entre a trilogia de "Raiz comovida". Nada de recensões, nada de sinopses, nada dessas presunções e literatices que não sei fazer.
Fui, um visitante da Açorianidade.
Se o conceito nasceu com Vitorino Nemésio, certamente tem em Cristóvão de Aguiar um continuador. Com a excepção para "Passageiro em Trânsito", onde há uma clara alteração do estilo, as restantes obras são belíssimos exemplos de critica dos costumes das nossas Ilhas e das nossas gentes, gentes que fizeram e fazem a nação Açores.
Nelas, nas obras de Cristóvão de Aguiar, com destaque para o primeiro de raiz comovida, está tudo no seu lugar, consigo imaginar o luzir dos instrumentos da "Musica Nova", o cheiro da terra das estufas, daquela fatia de pão com manteiga de vaca que ficou por comer, dos "charrinhos" fritos, do mar das Calhetas. Vi como que real a "branquidão" das ajudantes do Dr. Alemão, ali à rua do Contador onde na minha infância passei várias vezes ao dia nas minhas deslocações entre a casa de meus pais e a escola. Já não havia o Dr. Alemão. Estavam lá, a deambular pelo jardim os Cães do Sr. Gilberto Nóbrega, dois lindos Lobos da Alsácia sempre pendurados na varanda. Cães de verdade, não dos cães do "Passageiro em trânsito" ."Que canelas pensais vós mordiscar, ó cães literatos, sem possuirdes a dentição completa?"
29 de outubro de 2005
Dúvida desfeita
28 de outubro de 2005
HISTÓRIA DA MINHA VIDA
Alberto Costa, até hoje Presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto e apartir de amanhã Deputado Regional, será o seu primeiro convidado. Não perca e não deixe de comentar aqui no seu Foguetabraze aquilo que entender sobre o programa e sobre a história de vida de Alberto Costa, um amigo de Fidel Castro e Jimmy Carter.
A dúvida
27 de outubro de 2005
A bem da saúde da democracia ...
26 de outubro de 2005
Primeiro programa
25 de outubro de 2005
Ainda a Lotaçor e a Segurança Social
Mesmo admitindo que o processo burocrático seja complicado e que as folhas não estejam correctas, isso não impede a falta do pagamento, há sempre tempo para enviar folhas rectificativas. Além disso, só um ignorante total no assunto é que acredita que exista uma dívida sem folhas entregues. E se o problema é das folhas, porque razão o governo teve que transferir à pressa estes 750 mil euros agora? Será o fruto da venda das acções da Cofaco por cerca de um quinto do valor da sua compra?
24 de outubro de 2005
Parabéns ao Sala de Fumo
Parabéns ao André pelo 1º aniversário do seu Sala de Fumo. Embora tenha sido no dia 20, todos nos olvidamos da data, até ele que só se recordou hoje.
De novo em Santa Maria
O meu velho amigo José (das pombas) Batista diria, esse avião veio cheio de "cans grandes". É verdade, grandes e pequenos que julgam ser grandes.
23 de outubro de 2005
Crime na Lotaçor
Post Scriptum para Carlos César: V.Exiª lembrar-se-á que teve a faca e o queijo na mão para resolver, de uma vez por todas, os problemas com esta empresa pública regional. Desprezou-o, agora habitue-se, isso talvez seja só a ponta do iceberg.
22 de outubro de 2005
Mais do mesmo
Santos de casa não fazem milagres
21 de outubro de 2005
Alea jacta est
Pois é...
Mas não me apetece, está um dia tão bonito e nesses dias Santa Maria fica ainda mais bonita.
19 de outubro de 2005
Eu podia escrever...
Nem um! Nem unzinho!
Orçamento Geral do Estado
18 de outubro de 2005
Judiciária entrou na SATA
Pois é, não só havia fumo como já estão alguns rabos-de-palha a arder. As tentativas de silenciar já começaram, mas quem parece que foi enganado no meio disso tudo foi o Eng. Manuel António Cansado que, ao que sei, já foi ouvido pela PJ e não sabia de metade.
Este não é um assunto que diga apenas respeito a tráfego de influências entre empresários do PS, a secretaria de economia e a SATA, é transversal, já que há indícios de tratamento diferenciado da Câmara de Ponta Delegada para com o tal concorrente ganhador. A isso não será alheio o facto do marido da Presidente ser um dos administradores da dita empresa. Por exemplo a Câmara de Ponta Delgada, aprovou uma alteração ao alvará de loteamento em que cede 40 lugares de estacionamento público à SATA. Este alvará foi alterado em 3 dias. Experiente o cidadão comum a fazer o mesmo e logo verá quanto tempo demora.
Continuo a dizer, sem papas na língua e correndo o risco de ter que o provar nos tribunais, que o projecto ganhador, nem devia ter sido admitido a concurso por não cumprir com o caderno de encargos.
17 de outubro de 2005
Mais vale tarde do que nunca!
Está certo, é justo
Na verdade, os benefícios fiscais em vigor apenas beneficiam os cidadãos que menos precisam. É justamente por aí que o Estado tem que começar a cortar na despesa.
O que não se compreende nessa proposta de orçamento é porque razão se corta nas transferências de verbas para as autarquias e não se mexe na lei de financiamento da Regiões Autónomas? Será por medo de João Jardim e do aviso que Carlos César fez em Maio último?

16 de outubro de 2005
Abutres
Tal como os abutres esperam pacientemente a fragilidade das suas presas e uma vez descobertas não mais as largam enquanto houver ossos para roer, os rebocadores de alto mar, embora solitários, são muitas vezes comparados a abutres.
Na verdade, esse tipo de embarcação espera pacientemente em zonas estratégicas do globo por navios em aflição e quando os encontram oferecem os seus préstimos a troco de avultadas somas.
Muitos Micaelenses já se terão questionado sobre a presença constante do rebocador Fotiy Krylov, propriedade do TSAVLIRIS SALVAGE GROUP, uma empresa fundada há 50 anos na Grécia por um imigrante Ucraniano refugiado da revolução Bolchevista. Alexander Tsavliris, foi operário metalúrgico e marinheiro até se lançar no negócio da armação de pequenos navios auxiliares.
Com uma potência total na ordem dos 40.000 Cavalos (hp), o Fotiy Krylov é capaz de navegar a uma velocidade média de 20 milhas por hora e tem uma capacidade de reboque de 250 toneladas e 5250 toneladas de arqueação bruta. É um dos maiores e mais bem apetrechados rebocadores do Mundo e já efectuou importantes operações de salvamento não só no Atlântico Norte como em outras zonas do globo. De quando em vez damos pela sua falta e julgamos que está fundeado na costa norte da ilha, quando na realidade está em operação de. Há cerca de uma semana chegou a Ponta Delgada trazendo a reboque o navio tanque Genmar Trust com uma avaria na máquina. Ali está ele por fora de São Roque sem deixar a sua presa.
Já nos anos sessenta e setenta do século passado estacionavam em Ponta Delgada rebocadores Holandeses destinados ao mesmo tipo de serviços.
Eis um bom exemplo de vantagens comparativas que a nossa Região não tem sabido aproveitar. Valorizar a importância geoestratégia não é só negociar o acordo da Base das Lajes ou lugares na administração da FLAD, também é mas não só.
O N/M Pêro de Teive, rebocador da Administração dos Portos das Ilhas São Miguel e Santa Maria, S. A. tem algumas capacidades e poderia fazer alguns desses serviços se estivesse devidamente divulgado no meio naval e se tivesse alternativa no Porto quando estivesse em serviço no exterior. Eis um investimento que seria muito mais proveitoso e reprodutivo do que a construção de um cais de cruzeiros e terminal ferry ou até mesmo a aquisição de navios para transporte de passageiros. Pois alevá!
"Abouiá pó calhá"
As preocupações ambientais têm que fazer parte da nossa consciência social e política. Nesse sentido, a educação ambiental torna-se fundamental. Só a mobilização dos cidadãos permitirá a criação de uma consciência global. Em 19777 a UNESCO considerava a educação ambiental como "componente essencial no processo de formação permanente" dos cidadãos e contribui para tornar o "sistema educativo mais relevante e mais realista". Por cá continua-se a enfiar a cabeça na areia e a promover pequenas campanhas aqui e ali.
15 de outubro de 2005
Transporte de passageiros
O Governo Regional prepara-se para investir no transporte marítimo de passageiros inter-ilhas. Usando para tal a denominada SGPS das administrações portuárias, o GRA pretende adquirir quatro embarcações para consignar a privados.
Será que a experiência dos últimos anos não deu para perceber que o transporte marítimo de passageiros inter-ilhas não funciona? Nada tem que ver com a qualidade do serviço nem com a qualidade das embarcações, tem a ver com o facto de ser residual e sazonal.
O futuro económico desta Região depende essencialmente de um bom sistema de transportes, esse é um assunto consensual. Contudo, continua a ser um problema por resolver. Não é, certamente com o transporte subsidiado de "rapazes" para os festivais de verão que se vai fazer essa revolução. Está tudo por explicar e ninguém faz perguntas porque essas seriam impopulares e penalizadoras dos resultados eleitorais. O parlamento dos Açores, por via da representação maioritária dos partidos do chamado bloco central, está coarctado de fazer o seu principal papel, o da fiscalização da acção do Governo.
14 de outubro de 2005
Noticia e contra-noticia
Má noticia: Portugal (EU) proibiu a importação de carne do Brasil.
Péssima noticia: Os restaurantes de Ponta Delgada vão começar a servir carne açoriana.
Contra-noticia: Resta-nos a esperança da carne da Argentina e Uruguai.
13 de outubro de 2005
Apenas mais dois comentários...
Na Povoação registou-se uma grande vitória de Francisco Álvares e do PSD. Na verdade não só levou a melhor na luta titânica com Carlos Ávila - destacado militante (funcionário ?) do Partido Socialista - como dilatou a sua distância em relação a 2001. Ganhou ainda o Povo que votou em massa atingindo um dos níveis mais baixos de abstenção em toda a Região. O cenário de bipolarização foi aqui facilitado pela ausência do CDS-PP e do BE e dos votos absolutamente residuais do PCP onde em duas freguesias não obteve qualquer voto atingindo apenas a cruz de 23 eleitores em todo o Concelho.
Pesada derrota do CDS-PP no Corvo. Não direi de João Greves porque da leitura que faço dos números, o carteiro reformado, segurou o seu eleitorado de 2001. Contudo, o facto de ir coligado com o PSD fez transferir os votos daquele partido para o PS. Nesse caso as responsabilidades vão direitinhas para os mentores da coligação, as direcções regionais dos respectivos partidos. A esse fenómeno não estarão também, certamente, alheias as manobras de bastidores de Manuel Rita - o ex Presidente de câmara do PSD destronado por Greve - conhecido como exímio malabarista.
12 de outubro de 2005
Coisas sobre as quais já devia ter dito algo
Se tivesse dúvidas sobre a derrota de Rui Menezes elas teriam ficado dissipadas com um vale de 100?, golpe baixo, rasteiro, pela retaguarda e à má fila.
Bem! Eu só ainda não escrevi sobre a derrota do João Greves porque sou um gajo porreiro.
Não escrevi sobre a Vitória do João Castro porque sou um democrata.
Não escrevi sobre a derrota do metrÁvila porque ainda estou eufórico.
Não me digam!
11 de outubro de 2005
Outra análise que importa fazer
Certamente já te terás dado conta que em 2001 a abstenção foi de 51,9%, em 1997 de 60,2% em 1993 de 50,4% e em 1989 de 57,4%. Este fenómeno pode ter algumas explicações lógicas e até racionais que em nada têm a ver com o desinteresse da população. Ora vejamos. Grande parte do estudantes que estão no continente não votam, muitos dos residentes de Ponta Delgada vão para fora da ci9dade durante o fim-de-semana e nem todos regressam ao Domingo atempo de votar. Outros ainda, mudaram de residência numa espécie de exodo urbano - muito na moda por estas paragens - e descuidam-se de mudar o respectivo recenseamento.
Por outro lado há ainda a questão da actualização dos cadernos eleitorais que num meio grande se faz sentir mais do que em meios mais pequenos.
Há ainda a referir que na Regionais de 2000, com a vitória de César dada como adquirida, a abstenção em Ponta Delgada foi de 52,7% e em 2004, com a força da coligação, baixou para 48,9% de onde se pode concluir que sob a ameaça de uma força mais forte os socialistas saíram de casa para votarem no seu partido, não fosse o diabo tece-las. Domingo passado, ficaram em casa porque deram como adquirida a vitória de Berta Cabral, perderam por falta de comparência. Se tiveres o cuidado e a paciência de analisar os resultados poderás constatar que nas Freguesias onde a abstenção é maior, Berta Cabral atinge maior percentagem de votos, parece-me bem elucidativo.
Angra do Heroísmo e a análise que...
Casa no Bosque
Vai-se por esta Ilha fora olhando aos "alindamentos" os "parques de merendas" os jardins públicos e vê-se muita desordem, muito gosto duvidoso, muita sujidade, demasiado betão. É a atitude imprópria dos nossos autarcas conjugada com o gosto duvidoso e aculturado dos nossos governantes alicerçados na opinião incutida nos nossos cidadãos ao longo de gerações.
Por outro lado, felizmente, há cada vez mais privados a recorrerem aos serviços dos nossos bons arquitectos e a construírem coisas inovadoras, recorrendo a materiais não convencionais e de indiscutível bom gosto.
Foi o caso que fui encontrar, no último fim-de-semana no sempre verde Vale das Furnas. Dentro de uma propriedade privada, muito bem cuidada e onde tudo está irrepreensivelmente colocado no lugar certo. Uma casa no meio do bosque.
10 de outubro de 2005
Reflexão e mudanças urgentes.
A mesma preocupação deverá ter o grupo de pensadores da Rua de São João em Angra de todos os heroismos já que o CDS/PP ficou reduzido a cinzas das quais se espera, obviamente, uma Fénix renascida.
A respeito de...
Sir Winston Spencer Churchil na Câmara dos Comuns em 11 de Novembro de 1947.
Auto-estrada das Ilhas
Se "O mar é a nossa terra", então é nele que se têm que fazer as nossas auto-estradas.
7 de outubro de 2005
FACTOS 9
Já está nas bancas a FACTOS nº 9. Uma peça de fundo trata dos privilégios de alguns políticos das nossas Ilhas. Na verdade, vários políticos açorianos, embora já sejam remunerados pelas funções que desempenham, acumulam esses vencimentos com reformas. Privilégios que ainda subsistem, apesar do governo da República já ter anunciado medidas para por cobro a esta situação. Enquanto as novas regras não entram em vigor, políticos como Laborinho Lúcio, Renato Leal, António Silveira, João Greves e António Pedro Costa vão acumulando vencimentos e reformas.
Dois pesos e duas medidas
Já agora e para que conste eu sou a favor do parque da Cidade no Pico do Funcho e do Parque Açores XXI nas Laranjeiras e de todos os parques e zonas verdes requalificadas que se possam construir nos arredores de Ponta Delgada. Venham mais. Só foi pena que ali para os lados dos prolongamentos da Avenida e da Via Litoral para a Relva não tenham sido criados espaços dessa natrureza. Também é lamentável que na Canada do Henriquinho, o mesmo "Més Zé Contente" em vez de uma Zona verde tenha feito um Jardim de betão, daqueles que o candidato do PS à Câmara de Ponta Delgada diz não querer e critica à politica da ?Dama de Folheta?.
É caso para citar, mais uma vez, o amigo Pedro Arruda, merecíamos políticos melhores, até na blogosfera.
6 de outubro de 2005
Crónica de uma morte anunciada
Ninho
Há coisas que faço sem saber bem porque as faço. Mais tarde venho a descobrir que afinal havia uma razão futura para eu ter feito aquilo naquele momento. É como se houve uma predestinação e eu a tivesse antecipado. Quando isso acontece o meu agnosticismo é abalado repentinamente. Faço um esforço para explicar por força da razão e retomo o meu estado normal de ser mundano, racional e pragmático.
5 de outubro de 2005
Fajã do Araújo

Os ventos fortes e a chuva que se fizeram sentir durante o dia de ontem com especial predominância no final do mesmo, não fazia prever para hoje um dia bom para actividades de ar livre. Contudo, a manhã mostrou-se risonha e lá fomos com destino ao Nordeste para mais um passeio pedestre organizado pela Associação de merecida utilidade pública Amigos dos Açores. Éramos poucos, penso que catorze, algo a que não terá ficado alheamos o estado do tempo ontem. Mas poucos e bons lá foram.
Quanto mais ando pelo interior e pelo litoral recôndito da nossa Ilha mais me convenço que há autarcas que deviam ser dados com inimputáveis. Hoje foi mais um desses casos em que me desaponto com a democracia. Contudo é o sábio povo que decide e no caso concreto até já fui candidato, obtive uns míseros 3%. Democraticamente aceito que o Sr. José Carlos Barbosa Carreiro é o autarca que o Nordeste quer, mas na minha opinião não deixa de ser o autarca que mais disparates fez naquele concelho. Nem mesmo o execrável Eduardo Medeiros conseguiu fazer tanta asneira. Pois alevá! O futuro não reserva para o Nordeste nada de risonho já que entre José Carlos Carreiro e Nuno Amaral venha o diabo e escolha, sendo que o autóctone Ali Alatas consegue ainda ser menos mau do que a Ave de arribação.
4 de outubro de 2005
Home!
1 de outubro de 2005
Diário de Bordo-Corfú

Corfú está longe de ser uma Ilha de sonho, um paraíso na terra. Na verdade, a Ilha é incaracterística, com uma paisagem natural costeira muito bonita, recortada e pincelada pelo verde e azul do mar, mas temos que fazer um esforço enorme para nos abstrairmos da paisagem humanizada para conseguirmos achar alguma graça a esta Ilha.
Aquelas paisagens de folheto de agência de viagens com casinhas alvas em arquitectura mediterrânica, com paredes disformes e janelas pequenas e portas de cores vivas, metidas em pequenos socalcos nas encostas escarpadas, é tudo mentira em Corfú. A arquitectura contemporânea aqui é do pior que se possa imaginar e os bares e esplanadas de praia são tão maus que não existe nada tão mau nos Açores, não são tascas não são esplanadas, não são nada. São uns pequenos bares instalados em construções de alvenaria tipo loja de loiça na beira das estradas algarvias, com avançados de telha de zinco. Numa palavra: Mau.
O banho de mar foi, no entanto, dos melhores que tomei na minha vida, a água é tão límpida que em pé com a água a chegar-me à boca conseguia ver os pés no fundo e distinguir todas as suas pedras de calhau rolado de mármore branco e rosado.
À Velha Cidade de Corfú, plena de comércio e restaurantes pode achar-se alguma graça. Não é destino que valha a pena gastar mais do que as 10 horas que aqui estivemos.
Diário de Bordo-Dubrovnik 2
Post para 28 de Setembro de 2005
Poucos países terão tanta diversidade geográfica e natural em tão pouco território como acontece na Croácia. Desde o porto de Rijeka no norte até Dubrovnik no sul, a costa da Croácia oferece uma impressionante paisagem marítima.
Dubrovnik é uma das cidades mais singulares do mundo (lá estou eu entrar outra vez nessa), ruas de mármore ladeadas por casas apalaçadas construídas e reconstruídas em pedra, edifícios do estilo veneziano e altos campanários. Em 1979 foi reconhecida como património da humanidade devido aos inúmeros projectos de restauração realizados nas últimas décadas. Os seus habitantes orgulham-se bastante do compromisso que assumiram de restaurar a cidade a todo o custo.
Dubrovnik foi fundada por refugiados Gregos e Romanos no Século VII e manteve-se como república independente durante cerca de 700 anos (abolida por Napoleão em 1806). Manteve relações comerciais com a Turquia e com a Índia e com alguns países africanos, desde a costa do Magreb até ao arquipélago de Cabo Verde. Cidade de Homens dedicados ao mar, diplomatas e comerciantes, com o cruzamento de vários impérios medievais. Beneficiando dessa posição estratégica no mar adriático e com governantes astutos, evoluiu até se tornar numa cidade estado então chamada Ragusa e reconhecida como potência marítima e diplomática. Assim permaneceu durante alguns séculos, ao longo da Idade média e do renascimento.
Em 1667 um grande terramoto seguido de incêndio destruiu grande parte da cidade fortificada e matou 5000 pessoas. Já no século XX a cidade voltou a ser fustigada, em 1979 por um sismo que a destruí parcialmente levando mais de dez anos a reconstruir. De seguida, em 1991 e 1992, foi alvo das investidas da guerrilha e investidas do exército jugoslavo e das guerrilhas montenegrinas, sofrendo brutais ataques que a deixaram bastante danificada. Uma vez mais foi restaurada graças ao empenho e grande vontade do seu povo.
28 de setembro de 2005
Diario de Bordo-Dubrovnik
27 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Veneza 3
Felizmente durante a Segunda Grande Guerra Veneza não sofreu qualquer dano de maior, embora tenha sido ocupada pelas tropas de Hitler. Foi libertada em 1945. Hoje é uma cidade de serviços que vive essencialmente do turismo e de uma pequena indústria de vidro. Na verdade, o Murano, cristal veneziano, é actualmente a única indústria instalada na cidade a par do turismo. Cerca de três km de ponte unem Veneza ao extremo Nordeste da Itália, por ai passa a maior parte do comércio das Ilhas, bem como os que aqui trabalham, pois a áreas residenciais são todas no Continente já que os espaços urbanos altamente concentrados são demasiado caros para habitação.
Diário de Bordo-Veneza 2
No século V d.C, aquando das invasões Bárbaras, alguns habitantes do continente, largaram terra firme e refugiaram-se nas Ilhas da lagoa que os iria proteger durante séculos das invasões estrangeiras. Tão de presa as comunidades foram crescendo, as ilhas foram sendo ligadas por pequenas pontes e gradualmente Veneza foi se tornando numa cidade poderosa, próspera e independente.
Os Venezianos concentraram as suas energias no comércio e no século IX estabeleceram relações comerciais proveitosas com os povos muçulmanos vizinhos a quem compravam especiarias, sedas e incenso para vender aos europeus.
Em 1095, Veneza foi um importante porto de partida para as cruzadas. A Cidade aprontou as embarcações, equipamentos e toda a logística de apoio aos cruzados.
Em 1204 a república de Veneza conquistou Constantinopla e converteu-se num portentoso império que controlou o comércio das especiarias e de outros luxos em todo o ocidente. Depois de controlar cidades importantes na Grécia, Chipre e Creta, dominando assim com a sua frota todo o transporte de mercadorias nos mares Mediterrâneo e Adriático durante o século XV, Veneza começou a entrar em decadência por volta de 1508 quando os Turcos tomaram Constantinopla fechando todas as rotas lucrativas do comércio com o leste então dominadas pelos venezianos.
Com o descobrimento do caminho marítimo para a Índia e com o achamento do Mundo Novo, Veneza deixou de ser o jogador principal no comércio europeu.
A república caiu com as invasões napoleónicas em 1797.
26 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Veneza 1
Nesta viagem, a minha grande expectativa estava em Veneza. Na verdade, todas as outras escalas já eram minhas habituais, Barcelona, Ville Franche e Nápoles foi a terceira vez, Florença e Pisa foi a segunda. Chegar a Veneza por mar e avistar a mais romântica cidade do mundo assim em todo o seu esplendor foi de perder o pio. Amanhã há mais.
O pior da viagem são as saudades das minhas lindas filhas Marta e Sofia, um beijo grande para as duas.
25 de setembro de 2005
Diario de Bordo-Mediterraneo e Adriatico
24 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Nápoles
Nápoles é uma cidade industrial e comercial, quase totalmente dominada por máfias. A máfia napolitano, em certas épocas, tem sido mais temida e sangrenta do que a Camorra Siciliana. O Porto de Nápoles, o segundo maior em tráfego de toda a Itália, apenas ultrapassado pelo de Génova, é uma importante entrada e saída de turistas, bem como um entreposto de distribuição dessa indústria para as Ilhas vizinhas de Capri e Itchia, estâncias turísticas mediterrânicas. De Nápoles saem quase de cinco em cinco minutos Ferries e pequenas embarcações rápidas a hélice um "hydrofoil", em direcção às ilhas contíguas.
Vejo ao fundo o Monte Vesúvio, cuja catastrófica erupção no ano 79 d.C. soterrou com uma camada de cerca de seis metros de cinzas e pedra-pomes toda a cidade de Pompeia.
Pompeia fica a cerca de 40 km de Nápoles, durante aproximadamente de 2 horas podem percorrer-se parte das suas ruínas, num passeio pedestre com cerca de 3 km sobre terrenos irregulares e empedrados.
Nápoles foi inicialmente, século VII a.C. uma cidade de colonizadores gregos chamada paleopolis (cidade das pedras). Mais tarde foi chamada de Neapolis, também do Grego, cidade nova. Durante o Império Romano, foi cidade de veraneio graças ao seu clima ameno (temperado mediterrânico). Com a queda do Império em 476 d.C. o seu domínio foi disputado por quase todos os Povos que por aqui andavam, Godos, Bizantinos, Lombardos, Normandos e Alemães. Durante a idade média, todos exerceram domínio sobre a cidade. Em 1442 Nápoles cai sob domínio espanhol e assim se manteve durante cerca de 250 anos.
Em 1734 Nápoles tornou-se a capital do Reino das Duas Sicilias. No decurso das guerras napoleónicas (1799-1814) a cidade esteve sob domínio do Imperador Francês que colocou aqui o seu irmão José. Em 1815, com a queda de Napoleão, a cidade voltou ao domínio dos Borbon. Só em 1860, passa a fazer parte do reino de Garibaldi.
Durante a segunda Grande Guerra a cidade foi fortemente bombardeada e parcialmente destruída, tendo sido reconstruída e tendo recuperado muito rapidamente a sua influência o que a tornou na Capital da Itália do Sul.
Em 1980 sofreu com um enorme sismo que destruiu grande parte da zona histórica hoje totalmente reconstruída.
Hoje saímos daqui navegando junto á costa oeste da Itália, atravessaremos o estreito de Messina, entre a Sicília o continente (ponta da bota) e subiremos, de novo, ao longo da costa leste com destino a Veneza.
23 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Florença
Cidade do renascimento. Depois da "longa noite de trevas" que foi a idade média, a humanidade renasceu para a cultura. Esse renascimento começou em Florença, quando poetas, pintores, escultores e arquitectos criaram entre os séculos XIII e XV uma quantidade infinita de obras de arte.
Depois do Sec. XV, com o assoreamento do Rio Arno, Florença e Pisa perderam grande parte da sua importância estratégica, sendo hoje servidas pelo porto de Livorno a cerca de doze milhas de distância Pisa e a sessenta e duas está Floirença. As duas cidades desenvolveram-se como cidades romanas de comércio militar. Com o declínio do império de Roma, estabeleceu-se um período de desordem quando vários grupos de Bizantinos, Godos e lombardos guerrearam pelo controlo das cidades. Só no século VIII com a instalação do feudalismo se conseguiu alguma organização.
No século XIII o poder foi transferido dos Senhores feudais para uma Burguesia Aristocrática e pequenos comerciantes, isso resultou num período de crescimento económico, com Florença a emergir como um dos mais importantes centros financeiros e comerciais da Europa.
No século XIV, entre 1347 e 1348, com a peste negra, Florença perdeu cerca de metade da sua população, sofrendo um enorme revés.
Em 1422 Giovanni Bicci Medici foi eleito Chefe da Republica de Florença, o poder foi devolvido aos terra-tenentes e a prosperidade continuou. Os Medici governaram Florença por mais três séculos e dedicaram muita da sua fortuna à ciência e às artes.
O reinado dos Medici coincidiu com o principio do período renascentista. Artistas como Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e Rafael encontraram inspiração em Florença e contribuíram, para as suas obras de arte e arquitectura.
Durante a retirada alemã da Segunda Grande Guerra, todas as pontes de Florença foram destruídas excepto a Ponte Vecchio, uma das mais bonitas obras de arte urbanas da Humanidade.
22 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Nice
Ao final do dia demos um salto até Nice onde efectuamos um longo passeio a pé sem faltar o grande ?Promenade des Anglais?.
Diário de Bordo - Ville Franche sur-mer
Saídos de Barcelona rumamos para este cerca de 255 milhas náuticas, cerca de 10 horas de viagem. Nos 43º41 Norte e 7º18 Este. Ville Franche Sur-mer, é uma pequena cidade costeira, situada no coração da Riviera Francesa que se estende de San Tropez a Menton na fronteira Italiana, incluindo as cidades de Cannes, Nice e Monte Carlo. A Riviera, também referida como Côte D'Azur, com as suas praias preciosas e clima ameno e agradável desenvolveu-se para a indústria do turismo. À sua volta, nas colinas, mantêm-se, no entanto, algumas aldeias medievais. 3 milhas para Oeste de Villefranche está Nice e para este, 6 milhas adiante está Monte Carlo.
Apesar de receber uma média anual de 280 navios de cruzeiro e de ser um porto estratégico entre Mónaco e Nice, Ville Franche não tem Cais de Cruzeiros nem gares marítimas megalómanas, tudo aqui é perfeito e na medida das necessidades. Contudo o desemprego é assustador e o custo de vida e da habitação é proibitivo.
Deixamos Ville Franche, pelas 23 horas rumo á cidade berço do renascimento.
21 de setembro de 2005
Diário de Bordo- Barcelona
Vampos deixar Barcelona dentro de sensivelmente meia hora, está um tempo maravilhoso com 24º C e o céu limpo. Mar estanhado. Deixaremos para traz as Ramblas o Bairro Gótico a Catedral de Barcelona, a Praça da Catalunha, a Barçaloneta e todo o salero dos Catalães . Mais adiante, já na Riveira Francesa, espera-nos Ville Franche Sur-Mer.
20 de setembro de 2005
Da Capital do Império
Quem se importa?
19 de setembro de 2005
Teia
Preso na teia do dia a dia estou sem tempo para vir aqui actualizar o blogue. Amanhã vou sair dos Açores em direcção à Capital do Império e depois Mar a dentro, Barcelona, Nice, Florença, Roma, Nápoles, Veneza e Dubrovnik. Prometo ir actualizando o blogue em cada paragem.
18 de setembro de 2005
Sei lá
Porquê? Sei lá, Porra!!
16 de setembro de 2005
Logo pela fresca é dose
Levar com um balde de água gelada, é um gajo levantar-se a essa mesma hora, ir para o aeroporto, arranjar lugar, fazer check-in, entrar para a sala de embarque e depois lhe dizerem que afinal não pode embarcar porque o avião tem peso a mais.
Passou-se esta manhã comigo no aeroporto de Santa Maria. Daqui não pode ser aferida qualquer condenação ao pessoal da SATA. Na verdade fui tratado da melhor maneira possível, desde ontem que estou a tentar ir para São Miguel e desde o pessoal de terra de Santa Maria até ao controlo de reservas foram todos impecáveis. Acontece porém que o avião tinha peso a mais e não podia levar mais passageiros embora existissem lugares vazios.
E pergunta o leitor: Porque razão isso acontece?
E eu respondo: Isso acontece porque em final de férias os nossos emigrantes (aqui chamados de mosca de verão, expressão que acho deliciosa) regressam a casa. Nesse regresso levam as malas que trouxeram carregadas de "candiles", carregadas de chouriços e vinho abafado. O mal está em quem permite que os passageiros de Bóston e Toronto para as Ilhas pequenas viajem com 60 Kg. De bagagem. Para além dos ATPs da Sata-air Açores terem um MTW-Maxime Take-off Weight muito limitado, não têm grande espaço para carga.
Além disso, essa medida, permite que muitos dos que nos visitam tragam as malas carregadas de coisas que podiam bem comprar no nosso mercado e assim ajudarem a nossa paupérrima economia a resistir mais uns anos a essa agonia em que tem vivido nos últimos anos.
15 de setembro de 2005
14 de setembro de 2005
"Boutade" ou não "boutade" eis a questão
Apesar do Sol radioso e dos anticiclones estacionados a sul das Ilhas dos Açores o Governo Regional cancelou a sua visita às Flores e Corvo por razões de ordem meteorológica. Então os Senhores que se dizem a favor da convergência e até anunciaram medidas nesse sentido, têm medo de ir ao grupo Ocidental quando há ameaços de mau tempo?
Cheira-me a tempestade politica.
13 de setembro de 2005
Um Rei de patins.

A esquerda - que na Guarda vai do BE ao PSD, passando pelo PC e pelo PS, tal como aqui nos Açores - digladia-se sobre a localização da massa de bronze. Uns defendem que deve ser colocada em cima outros em baixo outros ao centro.

Joaquim Pissarra Canotilho, candidato do CDS-PP, pragmático, farto de discussões estéreis, irritou-se com a polémica e disse:
"Ponham-lhe umas rodas e façam uma escala, à segunda em cima à terça em baixo e assim sucessivamente". Genial.
Post scriptum: Entretanto a estátua foi colocada na Praça Velha em frente à Sé Catedral da Guarda.
12 de setembro de 2005
"Oposição atarracada"
Eu não vejo mal em que o governo convoque os parceiros sociais para dialogar, mesmo deixando alguns de fora, suponho que numa segunda ronda os sindicatos e outras corporações sejam chamados ao Palácio da Conceição para dizerem de sua justiça, pelo menos quero acreditar nisso.
Contudo, há uma coisa que me preocupa nesse processo. O desrespeito pelas instituições democráticas. Na verdade, ao auscultar os parceiros sociais fora do quadro definido pelas leis imanadas da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Governo está a ultrapassar as suas competências estatuárias transformando a democracia parlamentar numa espécie de democracia corporativa. Essa atitude representa mais um prego para o caixão da instituição parlamentar que Carlos César está apostado em reduzir a um desfile de vaidades. Já esteve mais longe.
11 de setembro de 2005
Repor benefícios fiscais ao aforro.
Mas há mais. A medida além de ser socialmente injusta, é uma reivindicação da banca de há muito. É mais uma concessão do Governo de José Sócrates às grandes corporações. O aforro que os portugueses remediados fazem, é a forma mais barata dos bancos comprarem dinheiro para venderem à outra parte dos portugueses que só tem casa e carro pago a prestações e a muito custo. Além disso, essa medida tem efeitos muito negativos a médio e longo prazo quer na economia quer nas finanças públicas pois os incentivos ao aforro provocam reduções no consumo e consequentemente na receita fiscal ao nível da Iva e do IRC.
A Ilha dos meus encantos
Pego num livro, sigo página a página, fotografia a fotografia. Reconheço cada canto, cada eira, cada fajã, cada fachada como se esta tivesse sido sempre a minha Ilha e não apenas aquela onde escolhi passar grande parte do meu tempo. Sinto-me um Mariense. Não sei se seria capaz de escrever estas linhas sobre a lha e o concelho onde nasci. Santa Maria diz-me quase tudo o que sei de mim. Reconheço-me em cada esquina da Rua da Lomba, em cada atalho de mar, em cada pedaço de barro moldado por mãos gastas e sofridas das crianças de Almagreira.
Subo a Ribeira de Valverde de pedra em pedra contando as sacas de trigo moído entre as mós de um moinho de água levadas ás costas de uma mula abandonada por um mercador.
Corto os matos entre as faias e as urzes de onde tiro a lenha para aquecer o meu corpo cansado nas noites de Inverno. Corto as traves e as vigas de giesta que me hão-de cobrir da chuva e proteger do vento. Desço as encostas até ao mar onde junto as pedras do chão em busca de um pedaço de terra onde plantar uma videira.
Nos prados naturais do Monteiro largo vacas e cabras e bodes e ovelhas e borregos que me darão a carne e o leite para matar a sede e a fome. Sou lavrador, pescador vinhateiro. Sou carpinteiro e lenhador. Comerciante e artesão. À minha volta uma Ilha, pedaço de terra rodeado de mar. Nele, no Mar me lanço em busca de um mundo novo, com a esperança de regressar um dia.
10 de setembro de 2005
Cume do pico da vara
Para cumprir a tradição fui o primeiro a chegar ao cume do Pico da Vara esta tarde. Não que interesse grande coisa ser o primeiro ou o último achegar mas eu tenho um ritmo próprio de andamento e além disso se não me isolo na frente, nunca mais me calo o que transforma a viagem num cansaço para mim e para os meus interlocutores.
Demoramos cerca de 15 minutos mais do que no ano passado, os pisos estavam muito molhados e escorregadios, todos os cuidados são poucos.
O cume estava coberto pelo nevoeiro, não foi possível ver qualquer panorâmica das possíveis - quer de meia encosta quer do cume do pico mais alto da Ilha de São Miguel. Mas como dizia Miguel de Cervantes " o melhor das viagens são os caminhos, não as estalagens". Assim foi. Um passeio muito bom e com muita gente. Levei dois novatos a Marlene Gaspar e o Rui Sampaio da Silva, portaram-se como verdadeiros pedestrianistas.
A 5 de Outubro há mais.
Inventário do património imóvel dos Açores
Trata-se de uma obra essencial para nos ajudar a perceber o que temos, o que já perdemos e o que podemos ainda recuperar do nosso património imobiliário.
Folheando este livro aleatoriamente e à "vol d?oiseau" deparei-me com imóveis já perdidos irremediavelmente, uns por simples acção do tempo e pela força dos elementos e outros, estes sim casos graves, por mera incúria e ou ignorância dos Homens.
O caso do antigo Ginásio do Aeroporto é gritante. Assisti incrédulo à sua demolição, fotografei quase tudo. É triste constatar como uma obra hoje reconhecida como de qualidade arquitectónica foi destruída por um bando de ignorantes para dar lugar a um barracão e a um campo polivalente cimentado que apesar de estar concluído há mais de dois anos nunca lá vi nem viva nem alma do outro mundo.
Encontrei também fotografias vetustas da Estação Loran, são do tempo em que se falava em turismo de qualidade e em estalagens de charme para a Ilha. Tudo promessas vãs de autarcas e candidatos a deputados em ano de eleições. Perdeu-se definitivamente o tempo de recuperar aquele espaço que agora se encontra tomado pelo silvado, pelas faias e pelos incensos. Viessem a Santa Maria, agora, os mesmos que sobre estes espaços se debruçaram e os classificaram e diriam que somos uma terra de brutos incultos. Teriam toda a razão do seu lado.
Coisas há que, felizmente, ainda não estão perdidas mas cujo estado avançado de degradação vão anunciando morte rápida. É o caso da Casa do Director do Centro de Controlo Oceânico ali à Bela Vista, do Cinema Atlântida, do pouco que resta das casas pré-fabricadas, vulgarmente conhecidas por casas de chapa dos americanos ou até mesmo a Casamata do Pico Alto. É bom que quem de direito leia atentamente esta obra e perceba que o que se está a construir em Santa Maria é muito pior do que aquilo que temos.
Da arquitectura contemporânea resultou-me a casa da Florestal, edifício projectado por um Arquitecto da extinta Direcção Geral dos Serviços Florestais, cujo nome não me recordo e que é um dos vários exemplos de arquitectura da primeira metade do século XX que esta obra encerra. Aliás, se virmos este livro com cuidado, facilmente concluímos que o grande investimento público efectuado nesta ilha decorreu durante o Estado-Novo, durante e logo depois da Segunda Grande Guerra. Esta casa que se destinava e destina ainda à instalação dos serviços administrativos e à residência do Administrador Florestal da Ilha de Santa Maria (hoje chefe de divisão), encontra-se em excelente estado de conservação, graças a pequenas obras de beneficiação que lhe têm sido efectuadas ao longo do tempo com maior incidência nos últimos anos.
Ao contrário do que tem sido costume nos volumes anteriores ? sobre outros conselhos - não aparece neste livro qualquer obra arquitectónica particular do último quartel do século XX ou deste inicio do século XXI. Isso é sintomático da falta de qualidade dos projectos que mais recentemente foram edificados, salvando-se as obras públicas altamente contestadas pela população como a esquadra da PSP e o Edifício da Segurança Social. À data da recolha efectuada (2000) ainda não estavam edificados o Hotel 5 na Cruz Teixeira e o novo Paquete na Praia Formosa, obras que certamente teriam lugar neste livro por representarem o que de melhor se faz em arquitectura moderna nos Açores.
9 de setembro de 2005
Fraude
Aplica-se agora a Sócrates. Na perfeição.
Ou é lei ou não é!
8 de setembro de 2005
Imperdivel...
Será que eles sabem o que querem?
Era bom saber se a "Candidatura do Zé", está a favor do mega projecto das Portas do Mar? Afinal trata-se ou não de Betão? Afinal trata-se ou não de descaracterizar, ainda mais, a nossa Cidade? Ou só o betão da "Dama de folheta" é que vos incomoda? A mim incomoda-me todo ele, principalmente quando não tem efeitos reprodutivos e não representa investimento prioritário.
7 de setembro de 2005
Um Cromo em vários fascículos
Por serem tantas as estórias do Tito, esse cromo, serão contadas em fascículos, serão as minhas Titarias. Primeira já disponivel no Ponta Delgada
Câmara de Angra oferece espectáculo à população
A banda brasileira Forrónapressão dá um concerto na próxima sexta-feira, dia 9, pelas 22h30, no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo, numa iniciativa da autarquia da cidade património mundial dos Açores.A banda Forrónapressão foi formada em 2000, e tem vindo a afirmar-se como uma das maiores promessas dentro do forró pé-de-serra.O grupo é constituído por Jimy (voz e violão), Keco (percussão), Juninho Glub (bombo), Mary (flauta transversal) e Nilson (acordeão).
Depois do candidato do PS a Ponta Delgada, José San-Bento ter criticado e bem, Berta Cabral por utilizar o seu mandato camarário para fazer campanha, o camarada daquele, Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, usa os dinheiros dos nossos impostos para, em pré-campanha, oferecer um espectáculo aos Angrenses.
É o "forró" das autárquicas no seu explendor. Tempos ouve em que o dito "forró" era só na Madeira de Alberto João, agora é por todo o lado. Este modelo de gestão autárquica - indutor dos mais diversos tipos de caciquismo - é a maior prova de que a descentralização não faz sentido. Ou melhor, faz algum sentido se se extinguirem os Concelhos e se os mesmos forem substituídos por quatro grandes novas Regiões Autónomas ( vão cair o Carmo e a Trindade), a saber:Algarve e Alentejo; Lisboa e Vale do Tejo; Centro; Douro e Trás-os-Montes.
Urge mudar a lei eleitoral, estabelecendo um período relativamente longo, imediatamente anterior à realização de eleições, em que seja vedada aos autarcas a possibilidade de realização de grandes eventos e a distribuição de materiais de construção e cedência de lotes e habitação social. Como dizia alguém em tempos, "as tintas nas mãos de alguns autarcas é pior que droga na mão dos traficantes".
Portugal não está a precisar de reformas, está à beira de precisar de uma nova Revolução.
O modelo do estado social e paternalista herdado do Estado-Novo e acentuado depois dos anos oitenta do século passado, está totalmente esgotado e perverteu toda a lógica social e financeira do País. Cada vez há mais pobres e menos ricos, cada vez os muitos pobres são mais pobres e os poucos ricos são mais ricos.
Um ano na blogosfera
Bem hajas Vera e continua perseverante a escrever, a escrevinhar ou seja lá o que gostas de fazer. Não tenhas vergonha de ser escritora e de te assumires como tal. Nesta Região de brutos onde o culto pelo boçal e pela" javardice" é cada vez mais uma realidade, chega a ser pecado assumirmo-nos como escritores, pensadores ou outra coisa qualquer que tenha a ver com isso. Coragem.
6 de setembro de 2005
Uma paixão sem chama
Eles dizem ter uma paixão pela educação. Eles dizem que têm relações privilegiadas com o governo da república. Eles queriam um curso de medicina.
Um Estado que reduz o orçamento do ensino superior de uma região periférica em 11%, não quer nem o seu desenvolvimento nem a sua aproximação ao todo nacional
Seguindo os maus exemplos


E se a policia andasse pela cidade sem ser onde há parquímetros. Não era tão bom?
Onde andam os célebres reboques que o novo código da estrada prevê para quem estaciona em cima de passeios e passadeiras? Devem andar a fiscalizar os coletes reflectores que esse povinho provinciano pendura nas costas das cadeiras a fazer companhia à bandeirinha do espírito santo no espelho retrovisor.
De nada serve construir um edifício jurídico se não houver fiscalização e repressão. De nada servem campanhas de sensibilização para um povo que apenas aprende quando sente na pele os efeitos da prevaricação. O Civismo ensina-se mas também se pode e deve impor.
Mau exemplo reincidente

Não! Não é a mesma fotografia publicada aqui no dia 22 de Maio passado. Talvez seja o mesmo camião e é no mesmo local mas foi tirada ontem à tarde, quase quatro meses depois do meu último alerta para uma situação idêntica.
Das três uma:
Ou os alertas dos Blogues não estão a chegar à mesa da Srª Presidenta;
Ou estão e a Sr.ª Presidenta não faz nada com eles;
Ou os nossos alertas chegam, a Presidenta age, mas não age convenientemente.
Isso só vai lá com repressão, muita e dura.
5 de setembro de 2005
Transportes de passageiros...
O barril de crude atingirá até ao final do ano um valor que se aproximará dos 100 USD e não será por causa do Katrina ou da intervenção no Iraque mas porque as industrias e o comerciantes assim o decidiram. Em Junho deste ano em Nova York o crude foi negociado em futuros, para ser entregue em Dezembro, a 95 usd o barril. Ninguém previa, ainda, os efeitos do Katrina.
A culpa e o culpado
4 de setembro de 2005
Exploração de trabalho infantil
Na morte de Fernando Távora
Fernando Távora - 1957
3 de setembro de 2005
Experiências
Pedimos desculpas por estas anómalias, o Blogue segue dentro de momentos.
Seguindo a tradição FACTOS 7
Ou o País tontinho
Eu julguei que era culpa do Santana e do Portas, que era por causa do abandono de Barroso ou pela intransigência de Ferreira Leite. Eu julguei que o ciclo económico tinha entrado em recessão durante o chamado "Pântano Guterrista". Eu julguei mal. Julguei muito mal.
Afinal é o País que está é tontinho. Sim porque só num país tontinho se resolvem os problemas adiando os mesmos, Só num país tontinho se tratam os assuntos sérios com a ligeireza com que se os trata em Portugal. Só num país tontinho pode passar pela cabeça de alguém a possibilidade de Mário Soares voltar a ser candidato a Presidente da República. Muito mal vai o país dos políticos, o país das guerras palacianas dos passos perdidos do Share e dos reality show, das novelas da TVI e dos concursos para gente culta que só demonstram bem o quão inculto é o nosso Povo. Muito mal vai o País do Tino de Rãs, da Lili Caneças e daquele gajo que julga saber cantar fados mas que descende de uma dinastia de canas rachadas. É um Portugal em permanente estação tontinha.
Estamos todos tontinhos. Há dias, numa entrevista a um Jornal de referência, o Chefe do Circo, José Eduardo Moniz, dizia que tínhamos uma televisão melhor do que o País. Eu queria acreditar o contrário .Queria que o meu País fosse bem melhor do que a televisão do Sr. Moniz mas para isso teria que emigrar. Afinal o meu País é o País do prime time da TVI.
Os telejornais que outrora eram feitos das novidades da politica nacional e internacional, transformaram-se em cloacas por onde são lançadas noticias bombásticas com pouco fundo de verdade e com muito de maldade.
O País tontinho, fica atónito com a demissão de um ministro, mas logo se esquece e embarca numa espécie de limbo pré-jurassico com a hipótese de candidatura presidencial de Mário Soares. Temos o fim do terrorismo à vista. O Presidente da República Portuguesa vai dialogar com Bin Laden.
Por cá a coisa não vai melhor. Nestas Ilhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, a silly season começa mais cedo. Passado que é o Domingo de Páscoa, entramos nos preparativos para a primeira dominga e com Espírito Santo, toiros, o Senhor Santo Cristo e uma parafernália de artistas populares, até nos esquecemos do défice, dos 2% a mais no IVA, do aumentos das prestações da casa e do carro, do congelamento do salário e lá vamos cantando e rindo a fingir que tudo vai bem. Em ano de eleições a "estação tontinha" enche-se de eventos tontinhos e desnecessários, a cultura serve de desculpa e argumento para erguer um palco em qualquer lugar e contratar uma qualquer vedeta da música pimba para animar meia dúzia de horas e de outras tantas cervejas os tontinhos que vão ser sábios na hora do voto.
De arraial em arraial, de município em município, uns mais falidos outros menos falidos mas todos falidos, não faltarão copos e petiscos, afinal falamos do Povo, deste povo ao qual nos orgulhamos de pertencer e para manter esse povo bem caladinho não há nada como seguir os ensinamentos que nos vêem da antiga Roma. Pão e Circo ou melhor panem et circensis
Boas férias
2 de setembro de 2005
Post do tipo melancómico
Factos 8






















