7 de outubro de 2005

Dois pesos e duas medidas

Andaram por ai uns avençados defensores do Partido Socialista e do Governo e detractores da "Dama de Folheta" e de todo o resto que mexa à direita deles, a criticar a autarca de Ponta Delgada por causa do projecto do novo Parque da Cidade ali para os lados do Pico do Funcho. Diziam então (pena não me lembrar quem foi e não ter tempo pata andar nos arquivos dos blogs à procura) que não fazia sentido mais aquela infra-estrutura naquela zona por estar muito próxima do Pinhal da Paz e estar-se a recuperar o Jardim António Borges. Essa era a teoria dos tais avençados -com a qual não concordo - e que agora nada dizem sobre a intenção de "Més Zé Contente" construir uma zona verde a pouco mais de dois Km da tal do Pico do Funcho e quase tão próxima do Pinhal da Paz como a outra. São os critérios dos avençados do PS de serviço na blogosfera.

Já agora e para que conste eu sou a favor do parque da Cidade no Pico do Funcho e do Parque Açores XXI nas Laranjeiras e de todos os parques e zonas verdes requalificadas que se possam construir nos arredores de Ponta Delgada. Venham mais. Só foi pena que ali para os lados dos prolongamentos da Avenida e da Via Litoral para a Relva não tenham sido criados espaços dessa natrureza. Também é lamentável que na Canada do Henriquinho, o mesmo "Més Zé Contente" em vez de uma Zona verde tenha feito um Jardim de betão, daqueles que o candidato do PS à Câmara de Ponta Delgada diz não querer e critica à politica da ?Dama de Folheta?.
É caso para citar, mais uma vez, o amigo Pedro Arruda, merecíamos políticos melhores, até na blogosfera.

6 de outubro de 2005

Crónica de uma morte anunciada

O crono desta terceira república em que vivemos - ou sobrevivemos? - está a anunciar as suas últimas badaladas. Numa organização onde os que mais se queixam são os que têm o ordenado a tempo e horas na conta e o pão a tempo e horas na mesa; Numa nação onde os que não têm nem pão nem ordenado não têm tempo nem saber para se queixarem; Num País onde fazem greves os policias os militares e os juízes; Não há governo da esquerda ou da direita que valha. Precisamos de fazer restart, começar de novo. Numa nação isso só se faz com uma revolução e uma revolução só se faz com fome. Enquanto o "povão" andar de barriguinha cheia, não se incomodar com os barrigudos que querem uma colher maior; Enquanto o "povão" não começar a sentir fome; Não se preocupa com o povinho que a passa. Para cada Povo existe, como para os indivíduos, uma conta de Deve e Haver, que nos dá o quilate das suas prosperidades, e por onde, cedo, até para os maiores impérios, os pródromos da decadência se denunciam.
J.Lúcio de Azevedo-Épocas de Portugal Económico-livraria clássica editora

Ninho


Ninho, originally uploaded by foguetabraze1.

Há coisas que faço sem saber bem porque as faço. Mais tarde venho a descobrir que afinal havia uma razão futura para eu ter feito aquilo naquele momento. É como se houve uma predestinação e eu a tivesse antecipado. Quando isso acontece o meu agnosticismo é abalado repentinamente. Faço um esforço para explicar por força da razão e retomo o meu estado normal de ser mundano, racional e pragmático.

5 de outubro de 2005

Fajã do Araújo


Os ventos fortes e a chuva que se fizeram sentir durante o dia de ontem com especial predominância no final do mesmo, não fazia prever para hoje um dia bom para actividades de ar livre. Contudo, a manhã mostrou-se risonha e lá fomos com destino ao Nordeste para mais um passeio pedestre organizado pela Associação de merecida utilidade pública Amigos dos Açores. Éramos poucos, penso que catorze, algo a que não terá ficado alheamos o estado do tempo ontem. Mas poucos e bons lá foram.
Quanto mais ando pelo interior e pelo litoral recôndito da nossa Ilha mais me convenço que há autarcas que deviam ser dados com inimputáveis. Hoje foi mais um desses casos em que me desaponto com a democracia. Contudo é o sábio povo que decide e no caso concreto até já fui candidato, obtive uns míseros 3%. Democraticamente aceito que o Sr. José Carlos Barbosa Carreiro é o autarca que o Nordeste quer, mas na minha opinião não deixa de ser o autarca que mais disparates fez naquele concelho. Nem mesmo o execrável Eduardo Medeiros conseguiu fazer tanta asneira. Pois alevá! O futuro não reserva para o Nordeste nada de risonho já que entre José Carlos Carreiro e Nuno Amaral venha o diabo e escolha, sendo que o autóctone Ali Alatas consegue ainda ser menos mau do que a Ave de arribação.

4 de outubro de 2005

Home!

Estou de volta de um merecido descanso com 8 dias de telemóvel completamente desligado. Não fazia isso desde 1997, já lá vão alguns anos. Soube-me bem. O que já não foi tão bom foi ver a secretária atafulhada de papéis esta manhã. Suspeitando o que me esperava, ainda o relógio da matriz não tinha anunciado as 6h30 e eu já aqui estava sentado. Parei agora para escrever estas linhas. A secretária está praticamente limpa e os pendentes encaminhados. Amanhã vou descansar desse dia estonteante com um passeio pedestre dos Amigos dos Açores até à Fajã do Araújo. Cheguei hoje a uma excelente conclusão, nunca mais regresso de férias que não seja na véspera de um feriado, é simplesmente "Fantabolástico".

1 de outubro de 2005

Diário de Bordo-Corfú

Post para 29 de Setembro
Corfú-Paleokastritsa
Corfú está longe de ser uma Ilha de sonho, um paraíso na terra. Na verdade, a Ilha é incaracterística, com uma paisagem natural costeira muito bonita, recortada e pincelada pelo verde e azul do mar, mas temos que fazer um esforço enorme para nos abstrairmos da paisagem humanizada para conseguirmos achar alguma graça a esta Ilha.
Aquelas paisagens de folheto de agência de viagens com casinhas alvas em arquitectura mediterrânica, com paredes disformes e janelas pequenas e portas de cores vivas, metidas em pequenos socalcos nas encostas escarpadas, é tudo mentira em Corfú. A arquitectura contemporânea aqui é do pior que se possa imaginar e os bares e esplanadas de praia são tão maus que não existe nada tão mau nos Açores, não são tascas não são esplanadas, não são nada. São uns pequenos bares instalados em construções de alvenaria tipo loja de loiça na beira das estradas algarvias, com avançados de telha de zinco. Numa palavra: Mau.
O banho de mar foi, no entanto, dos melhores que tomei na minha vida, a água é tão límpida que em pé com a água a chegar-me à boca conseguia ver os pés no fundo e distinguir todas as suas pedras de calhau rolado de mármore branco e rosado.
À Velha Cidade de Corfú, plena de comércio e restaurantes pode achar-se alguma graça. Não é destino que valha a pena gastar mais do que as 10 horas que aqui estivemos.

Diário de Bordo-Dubrovnik 2


Dubrovnik
Originally uploaded by corsario.


Post para 28 de Setembro de 2005

Poucos países terão tanta diversidade geográfica e natural em tão pouco território como acontece na Croácia. Desde o porto de Rijeka no norte até Dubrovnik no sul, a costa da Croácia oferece uma impressionante paisagem marítima.
Dubrovnik é uma das cidades mais singulares do mundo (lá estou eu entrar outra vez nessa), ruas de mármore ladeadas por casas apalaçadas construídas e reconstruídas em pedra, edifícios do estilo veneziano e altos campanários. Em 1979 foi reconhecida como património da humanidade devido aos inúmeros projectos de restauração realizados nas últimas décadas. Os seus habitantes orgulham-se bastante do compromisso que assumiram de restaurar a cidade a todo o custo.
Dubrovnik foi fundada por refugiados Gregos e Romanos no Século VII e manteve-se como república independente durante cerca de 700 anos (abolida por Napoleão em 1806). Manteve relações comerciais com a Turquia e com a Índia e com alguns países africanos, desde a costa do Magreb até ao arquipélago de Cabo Verde. Cidade de Homens dedicados ao mar, diplomatas e comerciantes, com o cruzamento de vários impérios medievais. Beneficiando dessa posição estratégica no mar adriático e com governantes astutos, evoluiu até se tornar numa cidade estado então chamada Ragusa e reconhecida como potência marítima e diplomática. Assim permaneceu durante alguns séculos, ao longo da Idade média e do renascimento.
Em 1667 um grande terramoto seguido de incêndio destruiu grande parte da cidade fortificada e matou 5000 pessoas. Já no século XX a cidade voltou a ser fustigada, em 1979 por um sismo que a destruí parcialmente levando mais de dez anos a reconstruir. De seguida, em 1991 e 1992, foi alvo das investidas da guerrilha e investidas do exército jugoslavo e das guerrilhas montenegrinas, sofrendo brutais ataques que a deixaram bastante danificada. Uma vez mais foi restaurada graças ao empenho e grande vontade do seu povo.

28 de setembro de 2005

Diario de Bordo-Dubrovnik

Mias um post rapido e sem acentos. Saimos de Dubrovnik ha cercca de 3 horas. E uma cidade lindissima, a parte velha, dentro das muralhas e patrimonio da humanidade, muito bem cuidada, aseada e organizada. Amanha, ao chegar a Corfu, posto mais sobre a sua historia e a fotografia da praxe.

27 de setembro de 2005

Diário de Bordo-Veneza 3


Estacaria no Canal garnde
Originally uploaded by corsario.
Veneza foi o último território a integrar a Itália unificada. Já que, apenas em 1866, volvidos 6 anos sobre a unificação, Veneza integra definitivamente a Itália de Garibaldi.
Felizmente durante a Segunda Grande Guerra Veneza não sofreu qualquer dano de maior, embora tenha sido ocupada pelas tropas de Hitler. Foi libertada em 1945. Hoje é uma cidade de serviços que vive essencialmente do turismo e de uma pequena indústria de vidro. Na verdade, o Murano, cristal veneziano, é actualmente a única indústria instalada na cidade a par do turismo. Cerca de três km de ponte unem Veneza ao extremo Nordeste da Itália, por ai passa a maior parte do comércio das Ilhas, bem como os que aqui trabalham, pois a áreas residenciais são todas no Continente já que os espaços urbanos altamente concentrados são demasiado caros para habitação.

Diário de Bordo-Veneza 2


O Canal Grande
Originally uploaded by corsario.
Quando se diz que Veneza é a Cidade mais bela, romântica e amada do mundo, não se está a exagerar. Eu não gosto de entrar nessa ondas do melhor do mundo, adoro Roma, Amesterdão, Nova Iorque, Londres e Paris, mas sem dúvida que Veneza tem uma beleza diferente, é uma cidade única. É um autêntico labirinto de canais, ruas estreitas, praças pequenas e pontes. Construída sobre, aproximadamente 100 ilhas separadas por 177 canais e ligadas por mais de 400 pontes, todos os seus edifícios estão sustidos por milhões de postes de madeira enterrados no sedimento arenoso do fundo do Mar Adriático.
No século V d.C, aquando das invasões Bárbaras, alguns habitantes do continente, largaram terra firme e refugiaram-se nas Ilhas da lagoa que os iria proteger durante séculos das invasões estrangeiras. Tão de presa as comunidades foram crescendo, as ilhas foram sendo ligadas por pequenas pontes e gradualmente Veneza foi se tornando numa cidade poderosa, próspera e independente.
Os Venezianos concentraram as suas energias no comércio e no século IX estabeleceram relações comerciais proveitosas com os povos muçulmanos vizinhos a quem compravam especiarias, sedas e incenso para vender aos europeus.
Em 1095, Veneza foi um importante porto de partida para as cruzadas. A Cidade aprontou as embarcações, equipamentos e toda a logística de apoio aos cruzados.
Em 1204 a república de Veneza conquistou Constantinopla e converteu-se num portentoso império que controlou o comércio das especiarias e de outros luxos em todo o ocidente. Depois de controlar cidades importantes na Grécia, Chipre e Creta, dominando assim com a sua frota todo o transporte de mercadorias nos mares Mediterrâneo e Adriático durante o século XV, Veneza começou a entrar em decadência por volta de 1508 quando os Turcos tomaram Constantinopla fechando todas as rotas lucrativas do comércio com o leste então dominadas pelos venezianos.
Com o descobrimento do caminho marítimo para a Índia e com o achamento do Mundo Novo, Veneza deixou de ser o jogador principal no comércio europeu.
A república caiu com as invasões napoleónicas em 1797.

26 de setembro de 2005

Diário de Bordo-Veneza 1


Veneza Gande Canal, originally uploaded by foguetabraze.

Nesta viagem, a minha grande expectativa estava em Veneza. Na verdade, todas as outras escalas já eram minhas habituais, Barcelona, Ville Franche e Nápoles foi a terceira vez, Florença e Pisa foi a segunda. Chegar a Veneza por mar e avistar a mais romântica cidade do mundo assim em todo o seu esplendor foi de perder o pio. Amanhã há mais.
O pior da viagem são as saudades das minhas lindas filhas Marta e Sofia, um beijo grande para as duas.

25 de setembro de 2005

Diario de Bordo-Mediterraneo e Adriatico

Post rapido e sem acentos que a ligacao por satelite custa 50 centimos por minuto.
Acabamos de passar do Mediterraneo para o Adriatico. Estamos a 440 milhas nauticas de Veneza. Navegamos a 24 milhas por hora, dentro de sensivelmente 23 horas chegaremos ao nosso proximo destino. O tempo em rota esta optimo e o mar completamente "flat". Tem sido uma viagem bastante agradavel.

24 de setembro de 2005

Diário de Bordo-Nápoles


Nápoles, originally uploaded by foguetabraze.

Nápoles é uma cidade industrial e comercial, quase totalmente dominada por máfias. A máfia napolitano, em certas épocas, tem sido mais temida e sangrenta do que a Camorra Siciliana. O Porto de Nápoles, o segundo maior em tráfego de toda a Itália, apenas ultrapassado pelo de Génova, é uma importante entrada e saída de turistas, bem como um entreposto de distribuição dessa indústria para as Ilhas vizinhas de Capri e Itchia, estâncias turísticas mediterrânicas. De Nápoles saem quase de cinco em cinco minutos Ferries e pequenas embarcações rápidas a hélice um "hydrofoil", em direcção às ilhas contíguas.
Vejo ao fundo o Monte Vesúvio, cuja catastrófica erupção no ano 79 d.C. soterrou com uma camada de cerca de seis metros de cinzas e pedra-pomes toda a cidade de Pompeia.
Pompeia fica a cerca de 40 km de Nápoles, durante aproximadamente de 2 horas podem percorrer-se parte das suas ruínas, num passeio pedestre com cerca de 3 km sobre terrenos irregulares e empedrados.
Nápoles foi inicialmente, século VII a.C. uma cidade de colonizadores gregos chamada paleopolis (cidade das pedras). Mais tarde foi chamada de Neapolis, também do Grego, cidade nova. Durante o Império Romano, foi cidade de veraneio graças ao seu clima ameno (temperado mediterrânico). Com a queda do Império em 476 d.C. o seu domínio foi disputado por quase todos os Povos que por aqui andavam, Godos, Bizantinos, Lombardos, Normandos e Alemães. Durante a idade média, todos exerceram domínio sobre a cidade. Em 1442 Nápoles cai sob domínio espanhol e assim se manteve durante cerca de 250 anos.
Em 1734 Nápoles tornou-se a capital do Reino das Duas Sicilias. No decurso das guerras napoleónicas (1799-1814) a cidade esteve sob domínio do Imperador Francês que colocou aqui o seu irmão José. Em 1815, com a queda de Napoleão, a cidade voltou ao domínio dos Borbon. Só em 1860, passa a fazer parte do reino de Garibaldi.
Durante a segunda Grande Guerra a cidade foi fortemente bombardeada e parcialmente destruída, tendo sido reconstruída e tendo recuperado muito rapidamente a sua influência o que a tornou na Capital da Itália do Sul.
Em 1980 sofreu com um enorme sismo que destruiu grande parte da zona histórica hoje totalmente reconstruída.

Hoje saímos daqui navegando junto á costa oeste da Itália, atravessaremos o estreito de Messina, entre a Sicília o continente (ponta da bota) e subiremos, de novo, ao longo da costa leste com destino a Veneza.

23 de setembro de 2005

Diário de Bordo-Florença


Ponte Vecchio, originally uploaded by foguetabraze.

Cidade do renascimento. Depois da "longa noite de trevas" que foi a idade média, a humanidade renasceu para a cultura. Esse renascimento começou em Florença, quando poetas, pintores, escultores e arquitectos criaram entre os séculos XIII e XV uma quantidade infinita de obras de arte.
Depois do Sec. XV, com o assoreamento do Rio Arno, Florença e Pisa perderam grande parte da sua importância estratégica, sendo hoje servidas pelo porto de Livorno a cerca de doze milhas de distância Pisa e a sessenta e duas está Floirença. As duas cidades desenvolveram-se como cidades romanas de comércio militar. Com o declínio do império de Roma, estabeleceu-se um período de desordem quando vários grupos de Bizantinos, Godos e lombardos guerrearam pelo controlo das cidades. Só no século VIII com a instalação do feudalismo se conseguiu alguma organização.
No século XIII o poder foi transferido dos Senhores feudais para uma Burguesia Aristocrática e pequenos comerciantes, isso resultou num período de crescimento económico, com Florença a emergir como um dos mais importantes centros financeiros e comerciais da Europa.
No século XIV, entre 1347 e 1348, com a peste negra, Florença perdeu cerca de metade da sua população, sofrendo um enorme revés.
Em 1422 Giovanni Bicci Medici foi eleito Chefe da Republica de Florença, o poder foi devolvido aos terra-tenentes e a prosperidade continuou. Os Medici governaram Florença por mais três séculos e dedicaram muita da sua fortuna à ciência e às artes.
O reinado dos Medici coincidiu com o principio do período renascentista. Artistas como Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e Rafael encontraram inspiração em Florença e contribuíram, para as suas obras de arte e arquitectura.
Durante a retirada alemã da Segunda Grande Guerra, todas as pontes de Florença foram destruídas excepto a Ponte Vecchio, uma das mais bonitas obras de arte urbanas da Humanidade.

22 de setembro de 2005

Diário de Bordo-Nice


Nice, originally uploaded by foguetabraze.

Ao final do dia demos um salto até Nice onde efectuamos um longo passeio a pé sem faltar o grande ?Promenade des Anglais?.

Diário de Bordo - Ville Franche sur-mer

Saídos de Barcelona rumamos para este cerca de 255 milhas náuticas, cerca de 10 horas de viagem. Nos 43º41 Norte e 7º18 Este. Ville Franche Sur-mer, é uma pequena cidade costeira, situada no coração da Riviera Francesa que se estende de San Tropez a Menton na fronteira Italiana, incluindo as cidades de Cannes, Nice e Monte Carlo. A Riviera, também referida como Côte D'Azur, com as suas praias preciosas e clima ameno e agradável desenvolveu-se para a indústria do turismo. À sua volta, nas colinas, mantêm-se, no entanto, algumas aldeias medievais. 3 milhas para Oeste de Villefranche está Nice e para este, 6 milhas adiante está Monte Carlo.
Apesar de receber uma média anual de 280 navios de cruzeiro e de ser um porto estratégico entre Mónaco e Nice, Ville Franche não tem Cais de Cruzeiros nem gares marítimas megalómanas, tudo aqui é perfeito e na medida das necessidades. Contudo o desemprego é assustador e o custo de vida e da habitação é proibitivo.
Deixamos Ville Franche, pelas 23 horas rumo á cidade berço do renascimento.

21 de setembro de 2005

Diário de Bordo- Barcelona

Em pleno Mar Mediterrânea, nos 41º21 Norte e nos 02º a Este de Greenwich, está Barcelona, Capital da província Autónoma da Catalunha, Reino de Espanha. Cidade onde Gaudi arquitectou e executou algumas das suas mais emblemáticas obras num estilo Rococó moderno, como ?La Pedrera? o ?Parque Guel? com a original casa onde Gaudi viveu ou a inacabada igreja da ?Sagrada Família?.
Vampos deixar Barcelona dentro de sensivelmente meia hora, está um tempo maravilhoso com 24º C e o céu limpo. Mar estanhado. Deixaremos para traz as Ramblas o Bairro Gótico a Catedral de Barcelona, a Praça da Catalunha, a Barçaloneta e todo o salero dos Catalães . Mais adiante, já na Riveira Francesa, espera-nos Ville Franche Sur-Mer.

20 de setembro de 2005

Da Capital do Império

Ia a caminho do aeroporto de Ponta Delgada, ao telefone com um amigo, quando esse me diz: Oh! Pá! essa coisa está a tremer e bem. Não senti nada. Ao volante normalmente não se sentem os tremores de terra a não ser que sejam muito fortes. Cheguei a Lisboa e corri para o televisor para tentar saber o que se havia passado. Escolas evacuadas, nas ruas, um Povo em sobressalto. Uma mulher, septuagenária diz em directo numa televisão de serviço público que levou ?com aqueles pedregulhos todos nos ombros?. Quais pedregulhos? Nem de pedras se pode dizer que se tratavam, aquilo eram pequenas partículas de estuque e barro. Quando será que essa gente aprende a não ser alarmista. E na mão de Deus colocam afinal o seu destino, sentados nos passeios ou nos relvados esperam que a terra trema mais uma vez e mais outra e mais outra até que se acalme a crise. A açorianidade também é feita de vulcões e terramotos.

Quem se importa?

Para aqueles que estão preocupados com uma nomeação politica para o Tribunal de Contas, devo dizer-vos que isso em nada me preocupa. O que de facto é escandaloso e o facto dos pareceres do TC serem perfeitamente inconsequentes. Sempre o foram, O Tribunal de Contas é um órgão sem qualquer efeito prático (embora o devesse ter). Noticias sobre as contas e as negociatas na Região Autónoma da Madeira e que já as houve sobre a conta da Região Autónoma dos Açores (embora sem contornos de escândalo) e haverá sobre 99% das autarquias de Portugal, são isso mesmo, noticias e disso não passam. Por isso, tanto faz quem esteja no TC, o que interessa é quem está no Ministério Público e na Policia Judiciária. Se esses não ligarem peva aos relatórios e pareceres do TC, de que serve ter alguém competente e isento naquela instituição?

19 de setembro de 2005

Teia


Teia, originally uploaded by foguetabraze.

Preso na teia do dia a dia estou sem tempo para vir aqui actualizar o blogue. Amanhã vou sair dos Açores em direcção à Capital do Império e depois Mar a dentro, Barcelona, Nice, Florença, Roma, Nápoles, Veneza e Dubrovnik. Prometo ir actualizando o blogue em cada paragem.

18 de setembro de 2005

Sei lá

Escrever (acho que já o disse) é a coisa que mais gosto de fazer logo a seguir a ler. Mas este fim-de-semana não saiu nada. Com duas crónicas entre mãos para a FACTOS nº 9, não me saiu nada. Nem com a surpresa do resultado do SPD na Alemanha. Não há mote, não há clic.
Porquê? Sei lá, Porra!!

16 de setembro de 2005

Logo pela fresca é dose

Levar com um balde de água fria é um gajo levantar-se da cama ás 5h30m, ir para o aeroporto e não arranjar lugar no avião.
Levar com um balde de água gelada, é um gajo levantar-se a essa mesma hora, ir para o aeroporto, arranjar lugar, fazer check-in, entrar para a sala de embarque e depois lhe dizerem que afinal não pode embarcar porque o avião tem peso a mais.
Passou-se esta manhã comigo no aeroporto de Santa Maria. Daqui não pode ser aferida qualquer condenação ao pessoal da SATA. Na verdade fui tratado da melhor maneira possível, desde ontem que estou a tentar ir para São Miguel e desde o pessoal de terra de Santa Maria até ao controlo de reservas foram todos impecáveis. Acontece porém que o avião tinha peso a mais e não podia levar mais passageiros embora existissem lugares vazios.
E pergunta o leitor: Porque razão isso acontece?
E eu respondo: Isso acontece porque em final de férias os nossos emigrantes (aqui chamados de mosca de verão, expressão que acho deliciosa) regressam a casa. Nesse regresso levam as malas que trouxeram carregadas de "candiles", carregadas de chouriços e vinho abafado. O mal está em quem permite que os passageiros de Bóston e Toronto para as Ilhas pequenas viajem com 60 Kg. De bagagem. Para além dos ATPs da Sata-air Açores terem um MTW-Maxime Take-off Weight muito limitado, não têm grande espaço para carga.
Além disso, essa medida, permite que muitos dos que nos visitam tragam as malas carregadas de coisas que podiam bem comprar no nosso mercado e assim ajudarem a nossa paupérrima economia a resistir mais uns anos a essa agonia em que tem vivido nos últimos anos.

14 de setembro de 2005

"Boutade" ou não "boutade" eis a questão

Apetecia-me fazer a vontade ao Guilherme Marinho e largar aqui uma "boutade" a ver o que dava. Mas não o vou fazer.
Apesar do Sol radioso e dos anticiclones estacionados a sul das Ilhas dos Açores o Governo Regional cancelou a sua visita às Flores e Corvo por razões de ordem meteorológica. Então os Senhores que se dizem a favor da convergência e até anunciaram medidas nesse sentido, têm medo de ir ao grupo Ocidental quando há ameaços de mau tempo?
Cheira-me a tempestade politica.

13 de setembro de 2005

Um Rei de patins.

Na Cidade da Guarda corre grande alarido por causa da "relocalização" da estátua de D. Sancho I removida do meio da Praça Central da Cidade por via da requalificação urbana no âmbito do programa POLIS.

A esquerda - que na Guarda vai do BE ao PSD, passando pelo PC e pelo PS, tal como aqui nos Açores - digladia-se sobre a localização da massa de bronze. Uns defendem que deve ser colocada em cima outros em baixo outros ao centro.

Joaquim Pissarra Canotilho, candidato do CDS-PP, pragmático, farto de discussões estéreis, irritou-se com a polémica e disse:
"Ponham-lhe umas rodas e façam uma escala, à segunda em cima à terça em baixo e assim sucessivamente". Genial.



Post scriptum: Entretanto a estátua foi colocada na Praça Velha em frente à Sé Catedral da Guarda.

12 de setembro de 2005

"Oposição atarracada"

Gostei da expressão "oposição atarracada" utilizada por Carlos César para classificar aquela quanto à sua atitude relativa à participação dos parceiros sociais na Concelho de Governo. De facto, a oposição tem estado um pouco fragilizada face a tantos sucessos eleitorais do PS, graças a outros tantos da governação do Partido Socialista. Não é preciso ter medo. Eu até compreendo que seja confrangedor fazer politica num cenário de quase entronização do Presidente do Governo, mas que diabo também não era necessário tanto tiro nos pés.
Eu não vejo mal em que o governo convoque os parceiros sociais para dialogar, mesmo deixando alguns de fora, suponho que numa segunda ronda os sindicatos e outras corporações sejam chamados ao Palácio da Conceição para dizerem de sua justiça, pelo menos quero acreditar nisso.
Contudo, há uma coisa que me preocupa nesse processo. O desrespeito pelas instituições democráticas. Na verdade, ao auscultar os parceiros sociais fora do quadro definido pelas leis imanadas da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Governo está a ultrapassar as suas competências estatuárias transformando a democracia parlamentar numa espécie de democracia corporativa. Essa atitude representa mais um prego para o caixão da instituição parlamentar que Carlos César está apostado em reduzir a um desfile de vaidades. Já esteve mais longe.

11 de setembro de 2005

Repor benefícios fiscais ao aforro.

Segundo a TSF, o orçamento do Estado português para 2006 vai reintroduzir incentivos fiscais à poupança de médio e longo prazo. O anúncio foi feito, esta sexta-feira, pelo ministro das Finanças, que garantiu ainda que o OE 2006 será "sem truques" nem "cortes cegos". Para Vital Moreira essa medida tem três efeitos negativos: tornam o sistema fiscal mais complexo e mais difícil de fiscalizar, têm elevados custos fiscais (redução da receita) e favorecem os titulares de mais altos rendimentos, que são quem mais deles aproveita, diminuindo a progressividade real do imposto.
Mas há mais. A medida além de ser socialmente injusta, é uma reivindicação da banca de há muito. É mais uma concessão do Governo de José Sócrates às grandes corporações. O aforro que os portugueses remediados fazem, é a forma mais barata dos bancos comprarem dinheiro para venderem à outra parte dos portugueses que só tem casa e carro pago a prestações e a muito custo. Além disso, essa medida tem efeitos muito negativos a médio e longo prazo quer na economia quer nas finanças públicas pois os incentivos ao aforro provocam reduções no consumo e consequentemente na receita fiscal ao nível da Iva e do IRC.
Afinal quem é que vai pagar a crise? Quem é?

A Ilha dos meus encantos


P1010061, originally uploaded by São Lourenço.

Pego num livro, sigo página a página, fotografia a fotografia. Reconheço cada canto, cada eira, cada fajã, cada fachada como se esta tivesse sido sempre a minha Ilha e não apenas aquela onde escolhi passar grande parte do meu tempo. Sinto-me um Mariense. Não sei se seria capaz de escrever estas linhas sobre a lha e o concelho onde nasci. Santa Maria diz-me quase tudo o que sei de mim. Reconheço-me em cada esquina da Rua da Lomba, em cada atalho de mar, em cada pedaço de barro moldado por mãos gastas e sofridas das crianças de Almagreira.
Subo a Ribeira de Valverde de pedra em pedra contando as sacas de trigo moído entre as mós de um moinho de água levadas ás costas de uma mula abandonada por um mercador.
Corto os matos entre as faias e as urzes de onde tiro a lenha para aquecer o meu corpo cansado nas noites de Inverno. Corto as traves e as vigas de giesta que me hão-de cobrir da chuva e proteger do vento. Desço as encostas até ao mar onde junto as pedras do chão em busca de um pedaço de terra onde plantar uma videira.
Nos prados naturais do Monteiro largo vacas e cabras e bodes e ovelhas e borregos que me darão a carne e o leite para matar a sede e a fome. Sou lavrador, pescador vinhateiro. Sou carpinteiro e lenhador. Comerciante e artesão. À minha volta uma Ilha, pedaço de terra rodeado de mar. Nele, no Mar me lanço em busca de um mundo novo, com a esperança de regressar um dia.

10 de setembro de 2005

Cume do pico da vara


Cume do pico da vara, originally uploaded by foguetabraze.

Para cumprir a tradição fui o primeiro a chegar ao cume do Pico da Vara esta tarde. Não que interesse grande coisa ser o primeiro ou o último achegar mas eu tenho um ritmo próprio de andamento e além disso se não me isolo na frente, nunca mais me calo o que transforma a viagem num cansaço para mim e para os meus interlocutores.
Demoramos cerca de 15 minutos mais do que no ano passado, os pisos estavam muito molhados e escorregadios, todos os cuidados são poucos.
O cume estava coberto pelo nevoeiro, não foi possível ver qualquer panorâmica das possíveis - quer de meia encosta quer do cume do pico mais alto da Ilha de São Miguel. Mas como dizia Miguel de Cervantes " o melhor das viagens são os caminhos, não as estalagens". Assim foi. Um passeio muito bom e com muita gente. Levei dois novatos a Marlene Gaspar e o Rui Sampaio da Silva, portaram-se como verdadeiros pedestrianistas.
A 5 de Outubro há mais.

Mais fotografias do Pico da Vara hoje aqui

Inventário do património imóvel dos Açores

O Património Arquitectónico da Ilha de Santa Maria não se pode dizer seja muito vasto. Por isso mesmo urge preservar, recuperar e salvar alguns dos seus exemplares mais significativos. O livro que agora me chegou à mão tem a vantagem de mostrar, pela pena e objectiva de quem não tem qualquer interesse específico nestas Ilhas e sabe do que fala, o que de melhor se fez e faz nestes rochedos largados no meio do Atlântico, entre o Velho Mundo pleno de belezas arquitectónicas e paisagísticas e o não menos interessante Mundo Novo.
Trata-se de uma obra essencial para nos ajudar a perceber o que temos, o que já perdemos e o que podemos ainda recuperar do nosso património imobiliário.
Folheando este livro aleatoriamente e à "vol d?oiseau" deparei-me com imóveis já perdidos irremediavelmente, uns por simples acção do tempo e pela força dos elementos e outros, estes sim casos graves, por mera incúria e ou ignorância dos Homens.
O caso do antigo Ginásio do Aeroporto é gritante. Assisti incrédulo à sua demolição, fotografei quase tudo. É triste constatar como uma obra hoje reconhecida como de qualidade arquitectónica foi destruída por um bando de ignorantes para dar lugar a um barracão e a um campo polivalente cimentado que apesar de estar concluído há mais de dois anos nunca lá vi nem viva nem alma do outro mundo.
Encontrei também fotografias vetustas da Estação Loran, são do tempo em que se falava em turismo de qualidade e em estalagens de charme para a Ilha. Tudo promessas vãs de autarcas e candidatos a deputados em ano de eleições. Perdeu-se definitivamente o tempo de recuperar aquele espaço que agora se encontra tomado pelo silvado, pelas faias e pelos incensos. Viessem a Santa Maria, agora, os mesmos que sobre estes espaços se debruçaram e os classificaram e diriam que somos uma terra de brutos incultos. Teriam toda a razão do seu lado.

Coisas há que, felizmente, ainda não estão perdidas mas cujo estado avançado de degradação vão anunciando morte rápida. É o caso da Casa do Director do Centro de Controlo Oceânico ali à Bela Vista, do Cinema Atlântida, do pouco que resta das casas pré-fabricadas, vulgarmente conhecidas por casas de chapa dos americanos ou até mesmo a Casamata do Pico Alto. É bom que quem de direito leia atentamente esta obra e perceba que o que se está a construir em Santa Maria é muito pior do que aquilo que temos.
Da arquitectura contemporânea resultou-me a casa da Florestal, edifício projectado por um Arquitecto da extinta Direcção Geral dos Serviços Florestais, cujo nome não me recordo e que é um dos vários exemplos de arquitectura da primeira metade do século XX que esta obra encerra. Aliás, se virmos este livro com cuidado, facilmente concluímos que o grande investimento público efectuado nesta ilha decorreu durante o Estado-Novo, durante e logo depois da Segunda Grande Guerra. Esta casa que se destinava e destina ainda à instalação dos serviços administrativos e à residência do Administrador Florestal da Ilha de Santa Maria (hoje chefe de divisão), encontra-se em excelente estado de conservação, graças a pequenas obras de beneficiação que lhe têm sido efectuadas ao longo do tempo com maior incidência nos últimos anos.
Ao contrário do que tem sido costume nos volumes anteriores ? sobre outros conselhos - não aparece neste livro qualquer obra arquitectónica particular do último quartel do século XX ou deste inicio do século XXI. Isso é sintomático da falta de qualidade dos projectos que mais recentemente foram edificados, salvando-se as obras públicas altamente contestadas pela população como a esquadra da PSP e o Edifício da Segurança Social. À data da recolha efectuada (2000) ainda não estavam edificados o Hotel 5 na Cruz Teixeira e o novo Paquete na Praia Formosa, obras que certamente teriam lugar neste livro por representarem o que de melhor se faz em arquitectura moderna nos Açores.
Do própio In Suplemento SRAL do Jornal dos Açores em 2005.08.09

9 de setembro de 2005

Fraude

Vocês lembram-se do que a esquerda disse do Peru do Thanksgiving que o Bush levou às tropas no Iraque?
Aplica-se agora a Sócrates. Na perfeição.

Ou é lei ou não é!

Eu bem sei que essa nova lei da dispensa de serviço para efeitos de campanha eleitoral caiu no goto dos Portugueses, outros argumentos sobre a produtividade não são tão bem quistos como ela. Não pode haver nada mais demagógico do que defender esta lei e criticar a excessiva "partidarização" do sistema político português. Quase toda a opinião pública o tem feito. Ora vejamos: Quem é que já está em campanha? Os políticos profissionais, em grande escala e aqui e ali meia dúzia de profissionais liberais e empresários que por carolice e sentido de serviço se dedicam à nobilíssima actividade política. Os outros candidatos, professores, funcionários públicos, empregados de escritório e do comércio, vão ter apenas oportunidade de fazer os 12 dias de campanha, propriamente dita. Ou seja, está tudo feito para serem sempre os mesmos a partirem na frente sem direito a repetição por falsas partidas. Querem algo mais injusto do que isto? Mais demagógica ainda é atitude do PSD e do PS nos Açores em dizerem que vão cumprir a lei de 29 de Agosto mesmo que esta ainda não esteja em vigor. Se a lei não está em vigor, cumpra-se a que vigora, é assim em todo o lado é assim que tem que ser em Portugal.

8 de setembro de 2005

Imperdivel...

... é o conjunto de posts do Carlos Falcão Afonso sobre as Causas da decadência da Democracia, no indispensável Blogue que mantem com a sua adorável filha.

De génio

"Oposição atarracada"

Será que eles sabem o que querem?

"Não queremos para a nossa cidade as mesmas políticas que no passado destruíram as identidades de cidades e de povos (?) Ponta Delgada não quer ser uma sucedânea de Almada, da Amadora ou de Vila Nova de Gaia. Ponta Delgada não quer ser conhecida como mais uma cidade onde as pessoas vivem cercadas pelo cimento". Estas foram palavras proferidas em conferência de imprensa da candidatura socialista à Câmara de Ponta Delgada.
Era bom saber se a "Candidatura do Zé", está a favor do mega projecto das Portas do Mar? Afinal trata-se ou não de Betão? Afinal trata-se ou não de descaracterizar, ainda mais, a nossa Cidade? Ou só o betão da "Dama de folheta" é que vos incomoda? A mim incomoda-me todo ele, principalmente quando não tem efeitos reprodutivos e não representa investimento prioritário.
Fico à espera dos anónimos avençados do costume.

7 de setembro de 2005

Um Cromo em vários fascículos

Um dos cromos de Ponta Delgada do qual conheço mais estórias é o Tito Magalhães. Não conheço o Tito pessoalmente - só de vista - mas de tanto ouvir os seus episódios contados pelos amigos de infância parece que o conheço desde sempre como conheço os primos - também eles com muitas estórias para contar - Quiqui, João e o falecido e saudoso Paulinho, filhos do também já falecido Eng. Deodato Magalhães de Sousa.
Por serem tantas as estórias do Tito, esse cromo, serão contadas em fascículos, serão as minhas Titarias. Primeira já disponivel no Ponta Delgada

Câmara de Angra oferece espectáculo à população

Depois do AngraRock, o Cerrado do Bailão, vai servir de palco para um concerto com música do Nordeste do Brasil.
A banda brasileira Forrónapressão dá um concerto na próxima sexta-feira, dia 9, pelas 22h30, no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo, numa iniciativa da autarquia da cidade património mundial dos Açores.A banda Forrónapressão foi formada em 2000, e tem vindo a afirmar-se como uma das maiores promessas dentro do forró pé-de-serra.O grupo é constituído por Jimy (voz e violão), Keco (percussão), Juninho Glub (bombo), Mary (flauta transversal) e Nilson (acordeão).
in jornaldiario.com

Depois do candidato do PS a Ponta Delgada, José San-Bento ter criticado e bem, Berta Cabral por utilizar o seu mandato camarário para fazer campanha, o camarada daquele, Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, usa os dinheiros dos nossos impostos para, em pré-campanha, oferecer um espectáculo aos Angrenses.
É o "forró" das autárquicas no seu explendor. Tempos ouve em que o dito "forró" era só na Madeira de Alberto João, agora é por todo o lado. Este modelo de gestão autárquica - indutor dos mais diversos tipos de caciquismo - é a maior prova de que a descentralização não faz sentido. Ou melhor, faz algum sentido se se extinguirem os Concelhos e se os mesmos forem substituídos por quatro grandes novas Regiões Autónomas ( vão cair o Carmo e a Trindade), a saber:Algarve e Alentejo; Lisboa e Vale do Tejo; Centro; Douro e Trás-os-Montes.
Urge mudar a lei eleitoral, estabelecendo um período relativamente longo, imediatamente anterior à realização de eleições, em que seja vedada aos autarcas a possibilidade de realização de grandes eventos e a distribuição de materiais de construção e cedência de lotes e habitação social. Como dizia alguém em tempos, "as tintas nas mãos de alguns autarcas é pior que droga na mão dos traficantes".
Portugal não está a precisar de reformas, está à beira de precisar de uma nova Revolução.
O modelo do estado social e paternalista herdado do Estado-Novo e acentuado depois dos anos oitenta do século passado, está totalmente esgotado e perverteu toda a lógica social e financeira do País. Cada vez há mais pobres e menos ricos, cada vez os muitos pobres são mais pobres e os poucos ricos são mais ricos.

Um ano na blogosfera

Um ano de Sentidos Ocultos para festejar hoje na Blogosfera de endemismo açorico.
Bem hajas Vera e continua perseverante a escrever, a escrevinhar ou seja lá o que gostas de fazer. Não tenhas vergonha de ser escritora e de te assumires como tal. Nesta Região de brutos onde o culto pelo boçal e pela" javardice" é cada vez mais uma realidade, chega a ser pecado assumirmo-nos como escritores, pensadores ou outra coisa qualquer que tenha a ver com isso. Coragem.

6 de setembro de 2005

Uma paixão sem chama

Segundo vários órgãos de comunicação social, nomeadamente o Correio dos Açores (link indisponivel) e o Jornal Diário.com, o orçamento atribuído à Universidada dos Açores para 2006 apenas cobre 90% das despesas com pessoal.
Foto jornaldiario.com
Eles dizem ter uma paixão pela educação. Eles dizem que têm relações privilegiadas com o governo da república. Eles queriam um curso de medicina.
Eles tiveram? Uma redução de 11% no orçamento!
Um Estado que reduz o orçamento do ensino superior de uma região periférica em 11%, não quer nem o seu desenvolvimento nem a sua aproximação ao todo nacional

Seguindo os maus exemplos



E se a policia andasse pela cidade sem ser onde há parquímetros. Não era tão bom?
Onde andam os célebres reboques que o novo código da estrada prevê para quem estaciona em cima de passeios e passadeiras? Devem andar a fiscalizar os coletes reflectores que esse povinho provinciano pendura nas costas das cadeiras a fazer companhia à bandeirinha do espírito santo no espelho retrovisor.
De nada serve construir um edifício jurídico se não houver fiscalização e repressão. De nada servem campanhas de sensibilização para um povo que apenas aprende quando sente na pele os efeitos da prevaricação. O Civismo ensina-se mas também se pode e deve impor.

Mau exemplo reincidente



Não! Não é a mesma fotografia publicada aqui no dia 22 de Maio passado. Talvez seja o mesmo camião e é no mesmo local mas foi tirada ontem à tarde, quase quatro meses depois do meu último alerta para uma situação idêntica.
Das três uma:
Ou os alertas dos Blogues não estão a chegar à mesa da Srª Presidenta;
Ou estão e a Sr.ª Presidenta não faz nada com eles;
Ou os nossos alertas chegam, a Presidenta age, mas não age convenientemente.

Isso só vai lá com repressão, muita e dura.

5 de setembro de 2005

Transportes de passageiros...

...sem alternativas ao gasóleo.
Não! Não são apenas os transportes de passageiros que não têm alternativas aos produtos derivados do petróleo. É o país no seu todo. Portugal não está, de facto, preparado para enfrentar a crise petrolífera que se avizinha. Portugal nunca está preparado para nada.
O barril de crude atingirá até ao final do ano um valor que se aproximará dos 100 USD e não será por causa do Katrina ou da intervenção no Iraque mas porque as industrias e o comerciantes assim o decidiram. Em Junho deste ano em Nova York o crude foi negociado em futuros, para ser entregue em Dezembro, a 95 usd o barril. Ninguém previa, ainda, os efeitos do Katrina.
Se conseguirmos imaginar que importamos cerca de 120 milhões de barris por ano e que cada vez que o barril de crude sobe 1 usd, a nossa balança de transacções leva um rombo de cerca de 100 milhões de euros e se pensarmos que o barril, só este semestre, já subiu mais de dez vezes, conseguimos perceber porque razão Portugal já devia ter investido fortemente num choque energético. Mas enfim fiquemo-nos pelo "choque tecnológico", já é um bom caminho, se o chegar a ser. Claro.

A culpa e o culpado

Grande post do Paulo Pacheco (desculpem, o post é do Rogério Martins) que acerta em cheio na classe jornalistica e nos fazedores de opinião deste rectângulozinho onda a culpa morre quase sempre tia.

4 de setembro de 2005

Exploração de trabalho infantil

Qual é a diferença entre os "putos" estarem a trabalhar numa fábrica ou a fazerem reclamos publicitários para a sociedade Ponto Verde ou novelas da TVI?

Por agora...

... acho que vai ficar assim.

Na morte de Fernando Távora

"Uma das mais elementares noções de Química ensina-nos qual a diferença entre um composto e uma mistura e tal noção parece-nos perfeitamente aplicável, na sua essência, ao caso particular de um edifício. Em verdade, há edifícios que são compostos e edfícios que são misturas (para não falar já nos edifícios que são mixórdias...) e no caso presente desta habitação construída no pinhal do Ofir, procurámos, exactamente, que ela resultasse um verdadeiro composto e, mais do que isso, um composto no qual entrasse em jogo uma infinidade de factores, de valor variável, é certo, mas todos, todos de considerar. Isto é, contra o caso infelizmente normal entre nós de realizar misturas de apenas alguns factores, tentou-se aqui um composto de muitos factores. Não é fácil, por certo, enumerá-los a todos, dada a sua variedade e o seu número, nem é fácil enunciá-los por ordem de importância. (...)"
Fernando Távora - 1957

3 de setembro de 2005

Experiências

Estou a brincar com o Blogger. Por isso, se aqui vierem e isto estiver tudo às avessas, não se preocupem que um simples copy e paste devolve o Foguetabraze á normalidade.

Pedimos desculpas por estas anómalias, o Blogue segue dentro de momentos.

Seguindo a tradição FACTOS 7

Silly season
Ou o País tontinho

Eu julguei que era culpa do Santana e do Portas, que era por causa do abandono de Barroso ou pela intransigência de Ferreira Leite. Eu julguei que o ciclo económico tinha entrado em recessão durante o chamado "Pântano Guterrista". Eu julguei mal. Julguei muito mal.
Afinal é o País que está é tontinho. Sim porque só num país tontinho se resolvem os problemas adiando os mesmos, Só num país tontinho se tratam os assuntos sérios com a ligeireza com que se os trata em Portugal. Só num país tontinho pode passar pela cabeça de alguém a possibilidade de Mário Soares voltar a ser candidato a Presidente da República. Muito mal vai o país dos políticos, o país das guerras palacianas dos passos perdidos do Share e dos reality show, das novelas da TVI e dos concursos para gente culta que só demonstram bem o quão inculto é o nosso Povo. Muito mal vai o País do Tino de Rãs, da Lili Caneças e daquele gajo que julga saber cantar fados mas que descende de uma dinastia de canas rachadas. É um Portugal em permanente estação tontinha.
Estamos todos tontinhos. Há dias, numa entrevista a um Jornal de referência, o Chefe do Circo, José Eduardo Moniz, dizia que tínhamos uma televisão melhor do que o País. Eu queria acreditar o contrário .Queria que o meu País fosse bem melhor do que a televisão do Sr. Moniz mas para isso teria que emigrar. Afinal o meu País é o País do prime time da TVI.
Os telejornais que outrora eram feitos das novidades da politica nacional e internacional, transformaram-se em cloacas por onde são lançadas noticias bombásticas com pouco fundo de verdade e com muito de maldade.
O País tontinho, fica atónito com a demissão de um ministro, mas logo se esquece e embarca numa espécie de limbo pré-jurassico com a hipótese de candidatura presidencial de Mário Soares. Temos o fim do terrorismo à vista. O Presidente da República Portuguesa vai dialogar com Bin Laden.

Por cá a coisa não vai melhor. Nestas Ilhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, a silly season começa mais cedo. Passado que é o Domingo de Páscoa, entramos nos preparativos para a primeira dominga e com Espírito Santo, toiros, o Senhor Santo Cristo e uma parafernália de artistas populares, até nos esquecemos do défice, dos 2% a mais no IVA, do aumentos das prestações da casa e do carro, do congelamento do salário e lá vamos cantando e rindo a fingir que tudo vai bem. Em ano de eleições a "estação tontinha" enche-se de eventos tontinhos e desnecessários, a cultura serve de desculpa e argumento para erguer um palco em qualquer lugar e contratar uma qualquer vedeta da música pimba para animar meia dúzia de horas e de outras tantas cervejas os tontinhos que vão ser sábios na hora do voto.
De arraial em arraial, de município em município, uns mais falidos outros menos falidos mas todos falidos, não faltarão copos e petiscos, afinal falamos do Povo, deste povo ao qual nos orgulhamos de pertencer e para manter esse povo bem caladinho não há nada como seguir os ensinamentos que nos vêem da antiga Roma. Pão e Circo ou melhor panem et circensis
Boas férias

2 de setembro de 2005

Post do tipo melancómico

A minha vizinha, D. Rita, que é professora e que vai ter que trabalhar até aos 65 anos já pediu ao director da escola um cacifo para as fraldas lindor.

Factos 8



Já está nas bancas desde ontem. É o nº 8 da revista FACTOS. Este mês com um trabalho sobre alguns Açorianos que fizeram sucesso fora de portas e uma longa entrevista a Berta Cabral onde esta assume não ser candidata ao lugar de Presidente do Governo Regional dos Açores. Não creio.

31 de agosto de 2005

Ainda há esperança

O Luís Osório e mais uma boa percentagem de Portugueses que pensavam que Manuel Alegre ia partir a loiça toda enganaram-se redondamente acerca das análises de carácter que fizeram deste grande senhor da politica Portuguesa. Não sou Socialista nunca fui e estou cada vez mais longe de poder ser. Mas ha Homens que ainda nos transmitem alguma esperança na Politica Portuguesa.

30 de agosto de 2005

Perdi...

... o meu Moleskine, o último dos meus blocos de notas que tinha dado início em Fevereiro deste ano. Tenho esperança que a recompensa oferecida pelo seu achamento seja suficiente para que quem o encontrar entre em contacto comigo. De resto, só posso esperar. E tal como disse Bruce Chatwin "losing my passport was the least of my worries; Losing a notebook was a catastrophe."

Faróis


Sigo os meus faróis. Quer o mar esteja grosso ou alteroso quer esteja calmo ou estanhado. Sigo os meus faróis para que não me perca na neblina das rotas dos outros.
Há vezes em que me perco entre dois ou três dos meus faróis, mas são sempre os meus faróis que indicam o caminho por onde vou mesmo que esse não seja o caminho por onde deva ir.

28 de agosto de 2005

Fim de férias



Estão-se acabando os dias de férias por aqui. Férias essas que foram atribuladas e interrompidas várias vezes. Acho até que não foram férias, foram uns fins-de-semana diferentes e maiores. Santa Maria voltou ao seu normal. O tempo abafado com céu outonal faz lembrar que o verão está a chegar ao fim. Mesmo assim a temperatura e a limpidez das águas desta linda Baia de São Lourenço convidam sempre a um banho ao final da tarde ou início da noite. É o que vou fazer no intervalo do Marítimo/Sporting e quando deixar de sentir a feijoada do almoço no estômago. Amanhã volto ao trabalho.

27 de agosto de 2005

Caro Luís Filipe Silva Melo

Admito que tenhas razão no que concerne ao tamanho do meu Ego, isso não quer dizer que eu seja egocêntrico, são conceitos bem diferentes. Se procuro intervenção pública e poder decisório é porque acredito nas minhas ideias e nas minhas capacidades e naquilo quero para a minha Terra (planeta e não somente Açores). Cada vez acredito mais nela, até porque os modelos de governação dos Açores desde 1975 foram muito parecidos e os resultados estão à vista.É um bom laboratório para o resto do Mundo. Isso pode parecer pretensioso, mas explico. Se eu não acreditar em mim como farei os outros acreditarem? Na verdade, o que se passa com a maioria da classe politica nos Açores em particular e na humanidade em geral é que são "falsos modestos". São de uma "peneirice" e de uma arrogância e hipocrisia tais, que conseguem parecer modestos. São esses os perigosos que, quando perdem eleições, dizem que o povo é ingrato (Carlos César dixit). Eu, todas as vezes que fui a votos directamente, apenas atingi o limiar do 4%. Esse facto, incontornável, não me demove de continuar a dizer que o Povo, este Povo ao qual me orgulho de pertencer, é sábio na hora de votar. Se a esta falta de aceitação popular eu não juntasse um pouco de confiança, certamente já me teria suicidado, coisa que não pretendo fazer pelo menos durante esta encarnação.
Quanto à minha diplomacia, deves ser a primeira pessoa no universo a reparar nisso. Quase todos - incluído eu - dizemos que sou uma "besta". Devo dizer-te que, de facto, já me apeteceu muitas vezes mandar-te à "merda", mas não foi nem por diplomacia nem por esforço de contenção que o não fiz, deve ser porque gosto de ti e da tua frontalidade, muito embora não concorde com muitas das coisas que escreves e pensas nomeadamente em relação às tuas reticências no que concerne ao liberalismo económico.

26 de agosto de 2005

Cromo

Alguém teve o desplante de sugerir que na série de cromos de Ponta Delgada que tenho vindo a publicar no blogue com o mesmo nome me auto incluisse . Prometo que o farei. Será uma coisa inédita. Uma autobiografia não autorizada.

25 de agosto de 2005

Um erro sem remédio

O Luís Anselmo lembra-nos o lançamento da obra faraónica das Portas do Mar. Eu sei que já não mudo nada e que a massa anónima está em pulgas para ver concluída aquela obra. Mas os blogs têm essa vantagem. Posso aqui deixar bem escarrapachada a minha opinião e a minha convicção para mais tarde cobrar a quem de direito. Claro que nada poderei cobrar aos anónimos que aqui vieram noutras entradas defender este projecto, mas posso fazê-lo politicamente a quem tomou tal decisão.
Há ainda um pormenor que tem escapado quer aos detractores quer aos defensores deste projecto. Ele vai ser financiado, pela Administração dos Portos da Ilha de São Miguel e Santa Maria SA. Assim, a capacidade financeira dessa instituição ficará comprometida para os próximos vinte a trinta anos, se é que não é para uma eternidade, tudo depende dos custos de manutenção e da despesa corrente que aquela infra-estrutura irá produzir, pois se esses custos forem directamente proporcionais ao que se passou no Teatro Micaelense SA, estamos a transformar uma sociedade anónima com resultados positivos em mais um elefante branco. Enfim só nos resta esperar resignados mas sempre alerta para servir os interesses dos Açorianos.

20 de agosto de 2005

Eu até acho...

... que o Ministro António Costa também devia ter ido de férias para o Quénia. Reparem. Por duas vezes o Ministro da Administração Interna usou meios aéreos de combate a incêndios para visitar zonas em chamas. Se António Costa tivesse ido de férias para o quénia, esses meios tinham sido utilizados para apagar fogos e não para passear o ministro.

19 de agosto de 2005

Adeus


O Francisco - companheiro de outras andanças também já acabadas - resolveu por um ponto final no seu Aviz, um dos mais antigos e mais estimados entre os blogues portugueses. É mais uma má noticia para a blogosfera . Ficamos à espera de novos projectos.

Eles sempre foram

Dirigentes serão responsáveis por dívidas se clubes não pagarem
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomás, garantiu hoje que, caso os clubes de futebol não regularizem a situação fiscal, os seus dirigentes "serão responsáveis pelo pagamento das dívidas".
Os dirigentes sempre foram responsáveis pelas dividas dos clubes, o Estado é que não agia e ainda não agiu.

Acabei de aprender...

... no canal Odisseia que Angra do Heroismo é a Capital dos Açores. Não é que isso me incomode. Não! Pelo contrário, há estatutos que não reclamo para nenhuma cidade dos Açores e se alguma tem condições para ser Capital, pela sua exclusiva centralidade geográfica esta é Angra de todos dos Heroismos, onde os Homens heróis, largaram os touros ao inimigo e fugiram para terra.
Agora um canal com as responsabilidades do Odisseia dizer tantos disparates como os que acabo de ouvir, não se admite. E eu que tomava como boas tantas das informações que nele colhia sobre paragens que não conhecia. Vou, decididamente mudar de escolhas televisivas.

Paga Zé.


-Quem é que vai pagar a factura da compra de publicidade ilegal que o Sr. Presidente da Câmara de Vila Franca do Campo fez?
-Nós e os nossos impostos. Foi para isso que subiram as taxas da ex-contribuição autárquica.
-A compra ilegal de publicidade não respeita os mesmos princípios de outra qualquer compra ilegal de bens e serviços?
-Devia. Afinal comprar publicidade ilegal é o mesmo que comprar mercadoria contrafeita e produtos receptados. Afinal comprar um serviço de publicidade ilegal é como ir ao Sowgirls com o dinheiro da câmara. Ou não é?

Este assunto carece de debate, afinal merecemos políticos melhores mas também merecemos cidadãos melhores, mais informados, mais críticos, mais interventivos. OU não?

17 de agosto de 2005

não sei onde li ou ouvi isso mas...

...lá que é verdade é: "A cultura humanística ensina-nos a desprezar o dinheiro que gastamos com ela".

acabou...

...o Fora do Mundo, do Francisco J. Viegas, do Pebro Lomda e do Pedro Mexia. Paciência.

16 de agosto de 2005

O "Espírito da Maré"


Não sei como foi que nasceu a expressão "espírito da maré", acho que ninguém sabe. Acho mesmo que ninguém será capaz de explicar o que é esse "spirit". Uma coisa é certa, todos os que vivem por dentro o festival musical com mais tradições nos Açores vivem este espírito. Há mesmo quem diga que, ou se está por dentro, imbuído do espírito da maré ou então se fica completamente de fora. De facto, não é a mesma coisa ouvir, das estradas das redondezas ou dos pastos adjacentes, os grupos que passam pelo palco do que ouvi-los lá dentro, no chamado "Pasto da Maré".
Há vinte e um anos, um grupo de músicos locais associou-se a outros tantos vindos de São Miguel e montaram um espectáculo improvisado, num pasto convertido em anfiteatro natural na Praia Formosa na soalheira Ilha de Santa Maria. Desde então não mais se deixou de realizar este festival musical.
A sua organização insiste em não nomear cabeças de cartaz, "são todos bons" diz o João Pimentel com o "savoir faire" de quem está preparado para organizar eventos desta natureza.
Ao cronista porém, cabe dar a sua opinião e por isso, este ano, destaco no dia 19 de Agosto, os SKATALITES, grupo Jamaicano auto denominado fundador da música SKA, uma simbiose perfeita de "Boogie-Woogie Blues, o R+B, Jazz, Mento, Calypso e ritmos africanos, o Ska transformou-se na primeira música verdadeiramente Jamaicana".

No dia 20 sobem ao palco da Maré de Agosto 2005, os Kila. Os amantes de música Celta poderão assistir a um concerto destes Irlandeses que em Dublin, no final dos anos oitenta começaram por tocar para plateias reduzidas em alguns bares da Capital Irlandesa. Uma década mais tarde pôde ler-se na Billboard "Tóg é go bog é" is the most impressive example of Irish fusion music yet, for it preserves an essential Irish identity while venturing into strange, new territory - as the emigrating islanders have for years. The Billboard, WeatherBureau, Summer 1999.
Ainda no dia 20 de Agosto, destaque para Manecas Costa, um Guineense de origem e que fez grande parte da sua aprendizagem de forma autodidacta e imigrado em Lisboa desde a última década do século passado ?grava com o apoio da UNICEF "Mundo di Femia", o seu primeiro álbum a solo. Este sucesso lança-o numa nova carreira de produtor e arranjador, bem como de cantor e compositor, produzindo muitos discos de artistas africanos residentes em Portugal. Foi guitarrista de Waldemar Bastos, com quem fez tournées na Europa e Estados Unidos e neste período trabalhou de perto com os músicos cabo verdianos Bana e Paulino Vieira, tendo igualmente gravado com muitos músicos internacionais incluindo o produtor espanhol Jose Romeo (Mestisay) e o grupo franco-maliniano TAMA (Real World)."
Infelizmente não houve grande adesão das bandas locais ao festival. Na verdade não estará em palco qualquer banda Açoriana, não é que isso traga qualquer mal ao mundo mas é sempre bom ver e ouvir o que se está a fazer por cá. A não ser que se esteja a fazer pouco.

Se está disposto a engrossar as fileiras dos amantes da boa música em "Espírito de Maré", então o lugar certo para estar no próximo fim-de-semana é a Ilha de Santa Maria. Toda a informação necessária sobre o festival pode ser obtida através do site oficial do mesmo disponível em http://www.maredeagosto.com/.
Do próprio in: Suplemento SARL do Jornal dos Açores

15 de agosto de 2005

Replay

Eu não sou de lado nenhum. Diz-se que, um dia, Diógenes, quando inquirido de que país era oriundo, afirmou: "Sou um cidadão do mundo".
Porque algúem aqui abaixo quiz concdicionar a minha opinião pelo facto de ter nascido em São Miguel, repito um post de Abril de 2004, escrito aqui em Santa Maria e a respeito de um comentário do Ezequiel Moreira da Silva que achava que eu era mais da Ribeirinha do que do Nordeste.
Cidadão do Mundo?
Para o Ezequiel Mota Moreira da Silva, o meu amigo IEL, a propósito de um comment que ele deixou aqui. Pois é meu Caro Iel Eu sou um Cidadão não sei de onde, talvez do Mundo mas de uma forma bem estranha, senão repara. O meu Pai é da Ribeirinha, fuzeiro dos quatro costados embora um deles venha da Maia, minha mãe de Cabinda com ascendência em Coimbra e no Carapito(beira interior) e foi com 9 anos para a Lisboa Pombalina, ali mesmo junto á Sé e ao Santo António, por baixo do Castelo que nos protegeu dos Mouros.
Nasci em Ponta Delgada, a infância foi no Nordeste, a adolescência dividida entre a Ribeira Grande e Ponta Delgada, a Juventude entre esta ultima e Lisboa. Cresci bastante nas Furnas onde casei com uma cagarra com ascendência de Vila Franca do Campo e onde nasceu a minha primeira Filha. Continuei a crescer e a constituir família em Rabo de Peixe, voltei a Ponta Delgada onde ando a ganhar os primeiros cabelos brancos e passo metade das minhas semanas em Santa Maria (onde me encontro presentemente). Por isso, sou da Ribeirinha, do Nordeste, das Furnas de Rabo de Peixe (eleitor), de Ponta Delgada, de Vila do Porto e de Santa Bárbara (labrego) e sei lá de onde serei mais. Sinto-me bem em Roma, Nápoles ou Madrid, vivia bem em Nova Iorque , Boston ou Londres. No Texas seria Cowboy, no Alentejo Toureiro, em Florença pintor, em Paris escritor em barcelona arquitecto. Em Israel bombista , na Palestina seria terrorista em Bagdad bombeiro.No Marco de Canaveses um perigoso esquerdista em Felgueiras um activista reaccionário. Na Madeira era emigrante na Venezuela onde me oporia ao regime de Chavez. No Brasil moço de banca de gelados, no Hawaii surfista, na Austrália padeiro em Angola garinpeiro Aqui posso ser um pouco disso tudo, um especialista em generalidades e fazendo fé no dito popular, "mestre em todas as artes burro em todas as partes", não faço nada bem feito mas faço um pouco de tudo. E erro. Erro muito porque só não erra quem não faz. Só os relógios parados duas vezes ao dia estão certos.
Enfim sou deste mundo global, da cosmopolitica e da cosmocultura, sem brumas, sem gaivotas e sem rochedos e sem baleias e sem baleeiros, onde as violas da terra são iguais às outras nas suas diferenças.
Sou um Açoriano sem a açorianidade intrínseca mas com sotaque micaelense serrado, sou conservador e sofisticado sou de direita mas não sou temente a Deus, sou por vezes perspicaz por outras demasiado ingénuo, frontal, desbocado e brejeiro, mas reservado, silencioso e delicado. Sou quase sempre responsável mas felizmente muitas irresponsável. Engano-me muitas vezes e quase sempre tenho dúvidas. Afinal ainda estou a crescer. Só tenho uma certeza é que os coices dão-se sempre para cima, para baixo estende-se uma mão amiga. Este valor herdei de meu Pai, da Ribeirinha e como é um dos valores que mais prezo se calhar tens razão. Ou talvez não. Definitivamente não, eu sou um Cidadão do mundo, sem registo e sem cartão de identidade, contumaz, anónimo mas cidadão do Mundo.

14 de agosto de 2005

Globalização

Niger vive uma das situações mais dramáticas dos últimos anos. A fome mata diariamente centenas de crianças e idosos. Essas noticiais ouvidas assim ou em surdina num noticiário de televisão em voz baixa e fora de horas incomodado pela ressonância provocada nos vidros da minha janela pelo concerto pimba mais próximo, lançam-me em cogitações sobre o destino desta humanidade em que uns poucos vivem com quase tudo enquanto outros têm unicamente que sobreviver.
Sem a construção de uma consciência global sobre as questões da fome e da exclusão social, não há programa da ONU que resista, não há dinheiro que chegue nem perdão de divida que garanta o crescimento das economias mais pobres.
Já aqui escrevi e lembro-me de ter dito em público mais do que uma vez que a globalização é um caminho sem retorno, logo há que o acelerar, tudo o que vale a pena ser feito, vale a pena se bem feiro e rapidamente. Contudo, essa globalização não deverá ser apenas na perspectiva do mercado global mas também de uma globalização da democracia, uma democratização das instituições.
Para concretizar tudo isso, urge proceder a uma reorganização dos principais organismos mundiais como a ONU, OMC, FMI, a OIT e o Banco Mundial e tantas outras. Na verdade, em meu entender, urge colocar na agenda global, no âmbito da ONU, toda uma reformulação dessas instituições que permita a criação de um sistema de regulação globalizado. Este é um processo que embora essencial e incontornável, será lento e terá grandes opositores, quer entre os países com menos recursos quer entre os mais ricos, por razões obviamente opostas.

10 de agosto de 2005

O Velho e o Novo Mundos


Os analistas apontam a escalada do preço do barril de petróleo como a principal causa da recessão na velha Europa. Enquanto isso, com os preços do ?ouro negro? igualmente a subir, a maior economia do mundo continua a crescer, como se pode ler no site oficial da Reserva Federal:"National EconomyReal GDP grew at an annual rate of 3.4% in the second quarter of 2005, according to advance estimates from the Bureau of Economic Analysis,". Com estas taxas de crescimento, a reserva federal anunciou uma subida das taxas de juro para conter a inflação. Será aquela diferença entre o intervencionismo do Estado providência e o liberalismo económico?

A crueza dos números...

...diz-nos que, 37 por cento da floresta ardida no sul da Europa é portuguesa . Ora isso não dá que pensar, dá é para chorar.

Vasco Celio/Lusa (arquivo)

9 de agosto de 2005

Mais pedestrianismo

Na impossibilidade de estar na Ilha do Pico onde os Amigos dos Açores fizeram a escalada à montanha mais alta de Portugal, fiquei-me pela Ilha de Gonçalo Velho onde se estão a dar os primeiros passos no que ao pedestrianismo concerne.Desta feita foi o passeio do Pico Alto que me levou pelas entranhas da Ilha de Gonçalo Velho. Num fim de tarde de Domingo soalheiro, parti em busca de evasão na companhia do meu sobrinho de 14 anos - esta juventude tem que ser introduzida nestas andanças ? Fizemos um pouco de batota, a tarde ia alta e tínhamos que ganhar tempo. Por isso, pedimos a alguém que nos levasse de carro até ao cume do Pico Alto onde tomamos o trilho em direcção à Freguesia de São Pedro com passagem pela "Florestal do Alto".

Pelo trilho adiante fomo-nos deparando com algumas dificuldades, entra as quais destaco a falta de limpeza do mesmo. A encosta do Pico alto, na sua vertente virada a norte encontra-se quase toda tomada por infestantes, nomeadamente incensos e conteiras. Se os primeiros são praticamente inofensivos o mesmo não se poderá dizer da segunda que tomou - a par com algumas silvas maliciosamente disfarçadas pelo meio - quase por completo a trilho, num manto vegetal tão denso que nos custa a avançar. Mesmo assim, ainda dá para ver alguns exemplares de flora endémica das Ilhas.
Na parte mais alta da serra pode observar-se a norte o lugar com esse nome e a sul toda a planície onde está implantado o Aeroporto de Santa Maria, aquele que foi um dos mais importantes aeroportos durante o nascer da aviação comercial e até os aviões se tornarem de tal forma autónomos que foram deixando de necessitar reabastecer nas suas viagens entre o Velho e o Novo Mundos.
Ao fim da descida do trilho, numa zona mais cuidada, encontra-se a Casa de Guarda Florestal, implantada num pequeno planalto construído para o efeito. Esta casa está totalmente abandonada por ter deixado de ser útil. Essas casas de guarda foram instaladas durante o Estado Novo e faziam parte de um plano integrado de prevenção dos fogos florestais. Algo que faz falta ao País neste momento. Vivi os meus primeiros anos de existência numa casa destas no lugar do Poceirão, na Vila do Nordeste na Ilha de São Miguel, felizmente ainda hoje habitada.
É uma pena que este património arquitectónico se esteja a degradar, tanto mais que para construir uma casa com as características desta é necessário despender de largas dezenas de milhar de euros.
Muito há a fazer para preservar os trilhos existentes e marcar outros tantos nesta Ilha. A manutenção dos mesmos, cabe a diversos organismos através de protocolos assinados, julgo que com o Governo Regional. Sugiro que a secretaria da tutela fiscalize melhor a forma como são gastas as verbas com esta operação, já que, nos dois trilhos que percorri este verão, encontrei falhas de sinalização e zonas onde as silvas tomaram o trilho.

6 de agosto de 2005

Mais do que saber, pensar.

O Artigo de José Guilherme Reis Leite (RL) no Expresso das Nove (EN)sobre o que está encerrado no livro do "Choque de Gerações" (CDG)suscitou-me algumas reflexões que tentarei sintetizar.
Alguns amigos com quem falei sobre o assunto, não acharam importante a publicação daquele texto. Alguém chegou mesmo a dizer que RL nem leu o livro, limitou-se a folhear e como não tinha assunto para a sua crónica semanal vai dai e saca de meia dúzia de considerações sobre o livro, os seus autores e o programa que lhe deu origem. Eu não sou dessa opinião.
Admito, também o faço, que a obrigatoriedade de escrever nos leva muitas vezes a ir buscar inspiração e assunto em coisas que não lemos com profundidade nem com grande interesse. Contudo, alguma motivação, para além daquilo que nos pagam as revistas e os jornais, tem que existir. Essa motivação vem de algo que encontramos, algo que nos incomoda, escrevo incomoda nos diversos sentidos que a palavra possa ter.

Parece-me ter sido isso que se passou com RL e com o livro do CDG "O programa que, mais do que sobre o saber, é sobre o pensar", incomodou-o. A primeira coisa que o incomodou foi "uma citação entre aspas e um conjunto de nomes por ordem alfabética". De facto, ter a ousadia de pensar nos Açores, é isso mesmo, uma ousadia, leva-se logo com o rótulo de presunçoso, vaidoso e outros epítetos com que os Açorianos se dão mal. Pelo contrário dão-se bem com outros como a modéstia, mesmo que falsa, a esperteza, mesmo que saloia, as brandas palavras, mesmo que hipócritas. Desbragado e desassombrado direi que vivemos uma sociedade medrosa, cobarde e hipócrita e que nós essa geração que ousou pensar e assumir que pensa, tem a virtude de, entre alguns deles, ter gente com "cojones" para pensar alto e dizer o que pensa em vez de pensar baixinho, demasiadamente baixinho e demoradamente, naquilo que vai dizer.
Não me parece presunçoso dizer que o CDG foi "O programa que, mais do que sobre o saber, é sobre o pensar", muito mais presunçoso é ter-se o desplante de dizer que se sabe tudo e não se precisa pensar. Terei o discernimento de morrer cuidando que sou ignorante? Terei a ousadia de viver pensado e tentando saber cada vez mais, vivendo cada dia como um ponto de partida e não como um patamar um ponto de chegada?
Não quero que passem por cima da minha geração como tentaram passar sobre outras que nos antecederam e sem entrar na discussão dos conceitos e da açorianidade, não posso deixar de lembra que se hoje podemos pensar alto e se hoje podemos dizer o que pensamos isso deve-se a uma outra geração á qual RL pertence, que lutou pela conquista da liberdade, se somos como diz ao autor a geração da globalização, eles são a geração da liberdade. Mais do que de um "generation gap" necessitamos é de falar mais uns como os outros, discutir mais as nossas ideias pensar mais o mundo, a humanidade e menos os Açores.

5 de agosto de 2005

Factos 6

Como sempre, depois de sair o novo número da Factos aqui fica a crónica da última revista, para quem a não leu em formato de papel.

A entronização de César?
Ou depois de mim o caos?

Carlos César havia prometido que apenas faria dois mandatos como Presidente do Governo Regional dos Açores. Ainda não estava o segundo mandato a meio e César anunciou a sua recandidatura em 2004. Os resultados eleitorais das regionais daquele ano e a enorme vitória nas Legislativas antecipadas do passado mês de Fevereiro foram a conformação da "entronização" do líder dos Socialistas Açorianos. Escrevi líder sem qualquer pejo e convicto de que é isso mesmo que César representa para os Socialistas e até para algumas franjas da sociedade Açoriana que encontra no actual Presidente do Governo o liberal que Mota Amaral não soube ou não quis ser. Ser-se líder de uma força politica ou de um movimento é bem diferente de ser-se presidente ou secretário-geral.
A liderança de Carlos César é inquestionável, intocável mesmo, até que ele decida. Talvez por isso, tenha o próprio admitido, recentemente, ser candidato em 2008. Esta seria uma aspiração mais do que legitima se César já não tivesse dito, por mais do que uma vez, que não o faria.
Estamos perante uma situação similar ao que se tem passado na Madeira em que Alberto João Jardim, sucessivamente, anuncia e adia a sua retirada da vida politica Regional.

É claro que na Região Açores, Alberto João Jardim não tinha lugar na cena politica, alguns de nós podem gostar daquele desbragamento e daquela boçalidade mas a maioria de nós não o suportaria mais do que dez minutos, ou mais do que meia dúzia de cervejas e já o teria mandado para aquele sítio que dá mau nome às mãezinhas de cada um.
Também não perdoaríamos a qualquer Fátima Felgueiras que se nos apresentasse com tal desplante como essa "tipa" tem feito junto do seu eleitorado e com a cobertura dos órgãos de comunicação social que tem tido.
Certamente, já teríamos expulso um qualquer Avelino Ferreira Torres que nos insultasse a inteligência como faz aquele autarca do Marco de Canaveses todas as vezes que lhe põem um microfone na frente da enfezada fronha.
Mas a democracia tem dessas aberrações que temos que respeitar tal como respeitamos os mais bem formados dos políticos, afinal são todos eleitos por sufrágio universal e por escrutínio secreto.
Não sou, por isso, daqueles que defendem a limitação do número de mandatos dos políticos eleitos, pelo contrário, ou bem que confiamos na democracia e no saber do nosso Povo ou bem que o desacreditamos e limitamos a sua escolha por decreto.
Quero acreditar que o Povo é sábio e que os políticos por nós eleitos saberão respeitar essa nossa sabedoria e se na época do mensageiro de bicicleta havia o perigo da informação demorar a chegar a toda a gente e ao chegar ser deturpada. Hoje, com as chamadas auto-estradas da informação, só é despoticamente governado quem quer.
Estranhei, no entanto, o empenho de alguns avençados do Partido Socialista em condenarem a intenção do Governo da República, da sua mesma cor partidária, de limitar os mandatos dos políticos. Foi a única vez que assisti a uma atitude critica dos socialistas Açorianos às medidas propostas pelo Governo mais do que absolutamente eleito de José Sócrates. Essa atitude indicia os receios do Partido Socialista dos Açores sobre o que se passará na era pós César.
Resta adivinhar o que vai na cabeça do Presidente do Governo Regional dos Açores. Acreditará César que só ele é capaz de levar o projecto do PS para os Açores a bom porto? Ou, por outro lado, terá receio que depois da sua saída e tendo em conta o estado em que se encontra o PSD, Vasco Cordeiro ou Ricardo Rodrigues ou até mesmo José Contente sejam capazes de ganhar eleições? Terá César medo que, com a sua saída, o PS perca o poder ou pelo contrário terá receio que o PS se aguente? Quererá César garantir que o PS continua no poder depois da sua saída ? Ou, pelo contrário, o seu egocentrismo irá tão longe que apenas deixará o poder quando tiver a certeza que depois dele virá o caos?

Hoje descobri...

Que um destes pontos, na cidade de Albany, Estado de Nova York, é da minha querida prima Marta. Bem hajas, estejas onde estiveres.

4 de agosto de 2005

Afinal alguém leu

"Ser-se açoriano e teorizar sobre essa condição é uma tarefa desgastante e uma espécie de teia de Penélope. O que esta geração da globalização está fazendo (fazendo bem) é aquilo que as outras também fizeram e até não se deram mal. Tentar classificar os vários tipos de açorianos, quer residentes, quer ausentes; teorizar sobre a literatura açoriana com tónica mais carregada na primeira condição e esbatendo a segunda, ou escolher o caminho contrário; criticar duramente as condições da criação cultural nas ilhas; questionar os bairrismos e o gosto autofágico dos açorianos; insistir no empobrecimento, que é um retorno à "ruralidade" como negação das virtudes do "urbanismo"; zurzir na castradora presença do poder político na cultura e todos os outros temas dos ensaios deste livro nascido da experiência de um programa televisivo que animou o panorama cultural no Inverno passado e cujas vicissitudes o Joel Neto nos conta, com uma ponta de vaidade, compreensível, aliás, no seu ensaio, não é outra coisa do que recriar velhas temáticas ou esconjurar velhos fantasmas.Eu por mim saúdo com entusiasmo este manifesto de açorianidade da novíssima geração e só desejo que ele floresça. Um qualquer manifesto só por si é importante, mas uma boa verdade precisa de dar frutos."
José Guilherme Reis Leite in Expresso das Nove, 2005.08.04

Eu acho que sim

Sem sombra de dúvidas eu acho que sim. O Governo tem toda a razão em aumentar a idade de reforma na função pública para os 65 anos. Afinal aquilo é um asilo.

3 de agosto de 2005

Factos 7

Desde há um bocado já está nas bancas a edição nº 7 da revista factos.
Expressões como contenção da despesa pública e combate aos privilégios dos detentores de cargos políticos passaram a estar definitivamente na ordem do dia. Só que os gastos com os gabinetes dos Ministros da República escaparam ao apertado crivo da contenção orçamental. A FACTOS fez as contas e apurou que um milhão de euros é quanto vai custar este ano a existência do cargo de Ministro da República para os Açores, apesar deste possuir escassas competências.

Um strike é sempre um bom aviso

Um strike no link de um blogue no :Ilhas é mais do que isso, é como aquela chicotada na hora certa na garupa do cavalo mandrião. Só para dar um bocadinho de trabalho ao amigo Arruda e fazê-lo tirar o strike de cima do Ponta Delgada, eis uma entrada sobre mais um cromo da Cidade desta feito uma figura ainda no reino dos vivos mas já com estatuto de cromo.

No centro dos Açores

Agosto está aí e com ele centenas de forasteiros acorrem à pacata Ilha de Santa Maria. Os filhos da terra emigrados no estrangeiro ou simplesmente a viver noutra Ilha dos Açores ou no Continente Português, escolhem este mês para as suas férias na Ilha.
Santa Maria tem, concentradas no mês de Agosto, as suas maiores manifestações culturais, religiosas e desportivas.
O Rali de Santa Maria, este ano com um número recorde de inscritos, conta para o regional de ralis e vai para a estrada a 13 deste mês, é uma das provas mais marcantes do automobilismo regional. Numa organização do vetusto Clube Asas do Atlântico, instituição de reconhecida e merecida utilidade pública, o rali é um dos mais importantes acontecimentos que a Ilha promove no âmbito desportivo e certamente o que mais influencia terá na parca economia desta Ilha de Gonçalo Velho.
Em honra de Nossa senhora da Assunção, celebra-se a 15 de Agosto a maior manifestação religiosa na, depois do Santo Cristo que também aqui se comemora e apesar do feriado municipal ser festejado no dia de São João, as festas de Nossa Senhora de Agosto, como também são conhecidas dos mais idosos, trazem à Ilha muitos emigrantes e forasteiros.
De 19 a 21 de Agosto sobem ao palco da praia Formosa os agrupamentos musicais que integram o Festival Maré de Agosto 2005.
Numa organização da Associação Cultural com o mesmo nome, este festival musical leva vinte anos de existência e passam, este ano, 21 sobre a primeira vez em que alguns músicos ali acampados se juntaram numa espécie de "Café Concerto" que deu origem ao maior festival musical dos Açores.


Mesmo com as praias sem areia e com algumas obras escusadas a incomodar, Santa Maria, o ponto mais oriental dos Açores, estará este mês, no epicentro do que se vai passar nestas Ilhas onde os milhafres enganaram os seus descobridores que as chamaram de Açores.

2 de agosto de 2005

Em pleno Verão? Não havia "nexexidade".



Este é o estado em que se encontra a estrada e o parque de estacionamento junto à principal zona balnear e de restauração (restauração aqui é obviamente um eufemismo) da Baia de São Lourenço. Estas obras duram há mais de ano, supostamente eram para estar concluídas em Agosto do ano passado. A cargo da SRHE tutelada pelo incansável politiqueiro de serviço Mestre "Happy Jo" cuja delegação na Ilha de Santa Maria esteve vaga de chefe até à nomeação de um "Boy for the Job", esta obra está a transformar uma das mais pacatas e belas estâncias de veraneio dos Açores num verdadeiro inferno. É caso para dizer que a incompetência por aqui é muita e que "não vá o sapateiro alem do chinelo".

Um ano de dúvidas

O Blogue do Luís Aguiar-Conraria e do Cristóvão de Aguiar completa hoje o seu primeiro aniversário.
O Luís, ontem, deixou-nos uma excelente entrada sobre a Ota e o TGV onde tudo deve ser lido com o maior cuidado incluindo os post srciptum.
Para eles os meus parabéns e votos de que fiquem por aqui muitos e bons anos.

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