28 de setembro de 2005
Diario de Bordo-Dubrovnik
27 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Veneza 3
Felizmente durante a Segunda Grande Guerra Veneza não sofreu qualquer dano de maior, embora tenha sido ocupada pelas tropas de Hitler. Foi libertada em 1945. Hoje é uma cidade de serviços que vive essencialmente do turismo e de uma pequena indústria de vidro. Na verdade, o Murano, cristal veneziano, é actualmente a única indústria instalada na cidade a par do turismo. Cerca de três km de ponte unem Veneza ao extremo Nordeste da Itália, por ai passa a maior parte do comércio das Ilhas, bem como os que aqui trabalham, pois a áreas residenciais são todas no Continente já que os espaços urbanos altamente concentrados são demasiado caros para habitação.
Diário de Bordo-Veneza 2
No século V d.C, aquando das invasões Bárbaras, alguns habitantes do continente, largaram terra firme e refugiaram-se nas Ilhas da lagoa que os iria proteger durante séculos das invasões estrangeiras. Tão de presa as comunidades foram crescendo, as ilhas foram sendo ligadas por pequenas pontes e gradualmente Veneza foi se tornando numa cidade poderosa, próspera e independente.
Os Venezianos concentraram as suas energias no comércio e no século IX estabeleceram relações comerciais proveitosas com os povos muçulmanos vizinhos a quem compravam especiarias, sedas e incenso para vender aos europeus.
Em 1095, Veneza foi um importante porto de partida para as cruzadas. A Cidade aprontou as embarcações, equipamentos e toda a logística de apoio aos cruzados.
Em 1204 a república de Veneza conquistou Constantinopla e converteu-se num portentoso império que controlou o comércio das especiarias e de outros luxos em todo o ocidente. Depois de controlar cidades importantes na Grécia, Chipre e Creta, dominando assim com a sua frota todo o transporte de mercadorias nos mares Mediterrâneo e Adriático durante o século XV, Veneza começou a entrar em decadência por volta de 1508 quando os Turcos tomaram Constantinopla fechando todas as rotas lucrativas do comércio com o leste então dominadas pelos venezianos.
Com o descobrimento do caminho marítimo para a Índia e com o achamento do Mundo Novo, Veneza deixou de ser o jogador principal no comércio europeu.
A república caiu com as invasões napoleónicas em 1797.
26 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Veneza 1
Nesta viagem, a minha grande expectativa estava em Veneza. Na verdade, todas as outras escalas já eram minhas habituais, Barcelona, Ville Franche e Nápoles foi a terceira vez, Florença e Pisa foi a segunda. Chegar a Veneza por mar e avistar a mais romântica cidade do mundo assim em todo o seu esplendor foi de perder o pio. Amanhã há mais.
O pior da viagem são as saudades das minhas lindas filhas Marta e Sofia, um beijo grande para as duas.
25 de setembro de 2005
Diario de Bordo-Mediterraneo e Adriatico
24 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Nápoles
Nápoles é uma cidade industrial e comercial, quase totalmente dominada por máfias. A máfia napolitano, em certas épocas, tem sido mais temida e sangrenta do que a Camorra Siciliana. O Porto de Nápoles, o segundo maior em tráfego de toda a Itália, apenas ultrapassado pelo de Génova, é uma importante entrada e saída de turistas, bem como um entreposto de distribuição dessa indústria para as Ilhas vizinhas de Capri e Itchia, estâncias turísticas mediterrânicas. De Nápoles saem quase de cinco em cinco minutos Ferries e pequenas embarcações rápidas a hélice um "hydrofoil", em direcção às ilhas contíguas.
Vejo ao fundo o Monte Vesúvio, cuja catastrófica erupção no ano 79 d.C. soterrou com uma camada de cerca de seis metros de cinzas e pedra-pomes toda a cidade de Pompeia.
Pompeia fica a cerca de 40 km de Nápoles, durante aproximadamente de 2 horas podem percorrer-se parte das suas ruínas, num passeio pedestre com cerca de 3 km sobre terrenos irregulares e empedrados.
Nápoles foi inicialmente, século VII a.C. uma cidade de colonizadores gregos chamada paleopolis (cidade das pedras). Mais tarde foi chamada de Neapolis, também do Grego, cidade nova. Durante o Império Romano, foi cidade de veraneio graças ao seu clima ameno (temperado mediterrânico). Com a queda do Império em 476 d.C. o seu domínio foi disputado por quase todos os Povos que por aqui andavam, Godos, Bizantinos, Lombardos, Normandos e Alemães. Durante a idade média, todos exerceram domínio sobre a cidade. Em 1442 Nápoles cai sob domínio espanhol e assim se manteve durante cerca de 250 anos.
Em 1734 Nápoles tornou-se a capital do Reino das Duas Sicilias. No decurso das guerras napoleónicas (1799-1814) a cidade esteve sob domínio do Imperador Francês que colocou aqui o seu irmão José. Em 1815, com a queda de Napoleão, a cidade voltou ao domínio dos Borbon. Só em 1860, passa a fazer parte do reino de Garibaldi.
Durante a segunda Grande Guerra a cidade foi fortemente bombardeada e parcialmente destruída, tendo sido reconstruída e tendo recuperado muito rapidamente a sua influência o que a tornou na Capital da Itália do Sul.
Em 1980 sofreu com um enorme sismo que destruiu grande parte da zona histórica hoje totalmente reconstruída.
Hoje saímos daqui navegando junto á costa oeste da Itália, atravessaremos o estreito de Messina, entre a Sicília o continente (ponta da bota) e subiremos, de novo, ao longo da costa leste com destino a Veneza.
23 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Florença
Cidade do renascimento. Depois da "longa noite de trevas" que foi a idade média, a humanidade renasceu para a cultura. Esse renascimento começou em Florença, quando poetas, pintores, escultores e arquitectos criaram entre os séculos XIII e XV uma quantidade infinita de obras de arte.
Depois do Sec. XV, com o assoreamento do Rio Arno, Florença e Pisa perderam grande parte da sua importância estratégica, sendo hoje servidas pelo porto de Livorno a cerca de doze milhas de distância Pisa e a sessenta e duas está Floirença. As duas cidades desenvolveram-se como cidades romanas de comércio militar. Com o declínio do império de Roma, estabeleceu-se um período de desordem quando vários grupos de Bizantinos, Godos e lombardos guerrearam pelo controlo das cidades. Só no século VIII com a instalação do feudalismo se conseguiu alguma organização.
No século XIII o poder foi transferido dos Senhores feudais para uma Burguesia Aristocrática e pequenos comerciantes, isso resultou num período de crescimento económico, com Florença a emergir como um dos mais importantes centros financeiros e comerciais da Europa.
No século XIV, entre 1347 e 1348, com a peste negra, Florença perdeu cerca de metade da sua população, sofrendo um enorme revés.
Em 1422 Giovanni Bicci Medici foi eleito Chefe da Republica de Florença, o poder foi devolvido aos terra-tenentes e a prosperidade continuou. Os Medici governaram Florença por mais três séculos e dedicaram muita da sua fortuna à ciência e às artes.
O reinado dos Medici coincidiu com o principio do período renascentista. Artistas como Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e Rafael encontraram inspiração em Florença e contribuíram, para as suas obras de arte e arquitectura.
Durante a retirada alemã da Segunda Grande Guerra, todas as pontes de Florença foram destruídas excepto a Ponte Vecchio, uma das mais bonitas obras de arte urbanas da Humanidade.
22 de setembro de 2005
Diário de Bordo-Nice
Ao final do dia demos um salto até Nice onde efectuamos um longo passeio a pé sem faltar o grande ?Promenade des Anglais?.
Diário de Bordo - Ville Franche sur-mer
Saídos de Barcelona rumamos para este cerca de 255 milhas náuticas, cerca de 10 horas de viagem. Nos 43º41 Norte e 7º18 Este. Ville Franche Sur-mer, é uma pequena cidade costeira, situada no coração da Riviera Francesa que se estende de San Tropez a Menton na fronteira Italiana, incluindo as cidades de Cannes, Nice e Monte Carlo. A Riviera, também referida como Côte D'Azur, com as suas praias preciosas e clima ameno e agradável desenvolveu-se para a indústria do turismo. À sua volta, nas colinas, mantêm-se, no entanto, algumas aldeias medievais. 3 milhas para Oeste de Villefranche está Nice e para este, 6 milhas adiante está Monte Carlo.
Apesar de receber uma média anual de 280 navios de cruzeiro e de ser um porto estratégico entre Mónaco e Nice, Ville Franche não tem Cais de Cruzeiros nem gares marítimas megalómanas, tudo aqui é perfeito e na medida das necessidades. Contudo o desemprego é assustador e o custo de vida e da habitação é proibitivo.
Deixamos Ville Franche, pelas 23 horas rumo á cidade berço do renascimento.
21 de setembro de 2005
Diário de Bordo- Barcelona
Vampos deixar Barcelona dentro de sensivelmente meia hora, está um tempo maravilhoso com 24º C e o céu limpo. Mar estanhado. Deixaremos para traz as Ramblas o Bairro Gótico a Catedral de Barcelona, a Praça da Catalunha, a Barçaloneta e todo o salero dos Catalães . Mais adiante, já na Riveira Francesa, espera-nos Ville Franche Sur-Mer.
20 de setembro de 2005
Da Capital do Império
Quem se importa?
19 de setembro de 2005
Teia
Preso na teia do dia a dia estou sem tempo para vir aqui actualizar o blogue. Amanhã vou sair dos Açores em direcção à Capital do Império e depois Mar a dentro, Barcelona, Nice, Florença, Roma, Nápoles, Veneza e Dubrovnik. Prometo ir actualizando o blogue em cada paragem.
18 de setembro de 2005
Sei lá
Porquê? Sei lá, Porra!!
16 de setembro de 2005
Logo pela fresca é dose
Levar com um balde de água gelada, é um gajo levantar-se a essa mesma hora, ir para o aeroporto, arranjar lugar, fazer check-in, entrar para a sala de embarque e depois lhe dizerem que afinal não pode embarcar porque o avião tem peso a mais.
Passou-se esta manhã comigo no aeroporto de Santa Maria. Daqui não pode ser aferida qualquer condenação ao pessoal da SATA. Na verdade fui tratado da melhor maneira possível, desde ontem que estou a tentar ir para São Miguel e desde o pessoal de terra de Santa Maria até ao controlo de reservas foram todos impecáveis. Acontece porém que o avião tinha peso a mais e não podia levar mais passageiros embora existissem lugares vazios.
E pergunta o leitor: Porque razão isso acontece?
E eu respondo: Isso acontece porque em final de férias os nossos emigrantes (aqui chamados de mosca de verão, expressão que acho deliciosa) regressam a casa. Nesse regresso levam as malas que trouxeram carregadas de "candiles", carregadas de chouriços e vinho abafado. O mal está em quem permite que os passageiros de Bóston e Toronto para as Ilhas pequenas viajem com 60 Kg. De bagagem. Para além dos ATPs da Sata-air Açores terem um MTW-Maxime Take-off Weight muito limitado, não têm grande espaço para carga.
Além disso, essa medida, permite que muitos dos que nos visitam tragam as malas carregadas de coisas que podiam bem comprar no nosso mercado e assim ajudarem a nossa paupérrima economia a resistir mais uns anos a essa agonia em que tem vivido nos últimos anos.
15 de setembro de 2005
14 de setembro de 2005
"Boutade" ou não "boutade" eis a questão
Apesar do Sol radioso e dos anticiclones estacionados a sul das Ilhas dos Açores o Governo Regional cancelou a sua visita às Flores e Corvo por razões de ordem meteorológica. Então os Senhores que se dizem a favor da convergência e até anunciaram medidas nesse sentido, têm medo de ir ao grupo Ocidental quando há ameaços de mau tempo?
Cheira-me a tempestade politica.
13 de setembro de 2005
Um Rei de patins.

A esquerda - que na Guarda vai do BE ao PSD, passando pelo PC e pelo PS, tal como aqui nos Açores - digladia-se sobre a localização da massa de bronze. Uns defendem que deve ser colocada em cima outros em baixo outros ao centro.

Joaquim Pissarra Canotilho, candidato do CDS-PP, pragmático, farto de discussões estéreis, irritou-se com a polémica e disse:
"Ponham-lhe umas rodas e façam uma escala, à segunda em cima à terça em baixo e assim sucessivamente". Genial.
Post scriptum: Entretanto a estátua foi colocada na Praça Velha em frente à Sé Catedral da Guarda.
12 de setembro de 2005
"Oposição atarracada"
Eu não vejo mal em que o governo convoque os parceiros sociais para dialogar, mesmo deixando alguns de fora, suponho que numa segunda ronda os sindicatos e outras corporações sejam chamados ao Palácio da Conceição para dizerem de sua justiça, pelo menos quero acreditar nisso.
Contudo, há uma coisa que me preocupa nesse processo. O desrespeito pelas instituições democráticas. Na verdade, ao auscultar os parceiros sociais fora do quadro definido pelas leis imanadas da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Governo está a ultrapassar as suas competências estatuárias transformando a democracia parlamentar numa espécie de democracia corporativa. Essa atitude representa mais um prego para o caixão da instituição parlamentar que Carlos César está apostado em reduzir a um desfile de vaidades. Já esteve mais longe.
11 de setembro de 2005
Repor benefícios fiscais ao aforro.
Mas há mais. A medida além de ser socialmente injusta, é uma reivindicação da banca de há muito. É mais uma concessão do Governo de José Sócrates às grandes corporações. O aforro que os portugueses remediados fazem, é a forma mais barata dos bancos comprarem dinheiro para venderem à outra parte dos portugueses que só tem casa e carro pago a prestações e a muito custo. Além disso, essa medida tem efeitos muito negativos a médio e longo prazo quer na economia quer nas finanças públicas pois os incentivos ao aforro provocam reduções no consumo e consequentemente na receita fiscal ao nível da Iva e do IRC.








