7 de setembro de 2005

Um ano na blogosfera

Um ano de Sentidos Ocultos para festejar hoje na Blogosfera de endemismo açorico.
Bem hajas Vera e continua perseverante a escrever, a escrevinhar ou seja lá o que gostas de fazer. Não tenhas vergonha de ser escritora e de te assumires como tal. Nesta Região de brutos onde o culto pelo boçal e pela" javardice" é cada vez mais uma realidade, chega a ser pecado assumirmo-nos como escritores, pensadores ou outra coisa qualquer que tenha a ver com isso. Coragem.

6 de setembro de 2005

Uma paixão sem chama

Segundo vários órgãos de comunicação social, nomeadamente o Correio dos Açores (link indisponivel) e o Jornal Diário.com, o orçamento atribuído à Universidada dos Açores para 2006 apenas cobre 90% das despesas com pessoal.
Foto jornaldiario.com
Eles dizem ter uma paixão pela educação. Eles dizem que têm relações privilegiadas com o governo da república. Eles queriam um curso de medicina.
Eles tiveram? Uma redução de 11% no orçamento!
Um Estado que reduz o orçamento do ensino superior de uma região periférica em 11%, não quer nem o seu desenvolvimento nem a sua aproximação ao todo nacional

Seguindo os maus exemplos



E se a policia andasse pela cidade sem ser onde há parquímetros. Não era tão bom?
Onde andam os célebres reboques que o novo código da estrada prevê para quem estaciona em cima de passeios e passadeiras? Devem andar a fiscalizar os coletes reflectores que esse povinho provinciano pendura nas costas das cadeiras a fazer companhia à bandeirinha do espírito santo no espelho retrovisor.
De nada serve construir um edifício jurídico se não houver fiscalização e repressão. De nada servem campanhas de sensibilização para um povo que apenas aprende quando sente na pele os efeitos da prevaricação. O Civismo ensina-se mas também se pode e deve impor.

Mau exemplo reincidente



Não! Não é a mesma fotografia publicada aqui no dia 22 de Maio passado. Talvez seja o mesmo camião e é no mesmo local mas foi tirada ontem à tarde, quase quatro meses depois do meu último alerta para uma situação idêntica.
Das três uma:
Ou os alertas dos Blogues não estão a chegar à mesa da Srª Presidenta;
Ou estão e a Sr.ª Presidenta não faz nada com eles;
Ou os nossos alertas chegam, a Presidenta age, mas não age convenientemente.

Isso só vai lá com repressão, muita e dura.

5 de setembro de 2005

Transportes de passageiros...

...sem alternativas ao gasóleo.
Não! Não são apenas os transportes de passageiros que não têm alternativas aos produtos derivados do petróleo. É o país no seu todo. Portugal não está, de facto, preparado para enfrentar a crise petrolífera que se avizinha. Portugal nunca está preparado para nada.
O barril de crude atingirá até ao final do ano um valor que se aproximará dos 100 USD e não será por causa do Katrina ou da intervenção no Iraque mas porque as industrias e o comerciantes assim o decidiram. Em Junho deste ano em Nova York o crude foi negociado em futuros, para ser entregue em Dezembro, a 95 usd o barril. Ninguém previa, ainda, os efeitos do Katrina.
Se conseguirmos imaginar que importamos cerca de 120 milhões de barris por ano e que cada vez que o barril de crude sobe 1 usd, a nossa balança de transacções leva um rombo de cerca de 100 milhões de euros e se pensarmos que o barril, só este semestre, já subiu mais de dez vezes, conseguimos perceber porque razão Portugal já devia ter investido fortemente num choque energético. Mas enfim fiquemo-nos pelo "choque tecnológico", já é um bom caminho, se o chegar a ser. Claro.

A culpa e o culpado

Grande post do Paulo Pacheco (desculpem, o post é do Rogério Martins) que acerta em cheio na classe jornalistica e nos fazedores de opinião deste rectângulozinho onda a culpa morre quase sempre tia.

4 de setembro de 2005

Exploração de trabalho infantil

Qual é a diferença entre os "putos" estarem a trabalhar numa fábrica ou a fazerem reclamos publicitários para a sociedade Ponto Verde ou novelas da TVI?

Por agora...

... acho que vai ficar assim.

Na morte de Fernando Távora

"Uma das mais elementares noções de Química ensina-nos qual a diferença entre um composto e uma mistura e tal noção parece-nos perfeitamente aplicável, na sua essência, ao caso particular de um edifício. Em verdade, há edifícios que são compostos e edfícios que são misturas (para não falar já nos edifícios que são mixórdias...) e no caso presente desta habitação construída no pinhal do Ofir, procurámos, exactamente, que ela resultasse um verdadeiro composto e, mais do que isso, um composto no qual entrasse em jogo uma infinidade de factores, de valor variável, é certo, mas todos, todos de considerar. Isto é, contra o caso infelizmente normal entre nós de realizar misturas de apenas alguns factores, tentou-se aqui um composto de muitos factores. Não é fácil, por certo, enumerá-los a todos, dada a sua variedade e o seu número, nem é fácil enunciá-los por ordem de importância. (...)"
Fernando Távora - 1957

3 de setembro de 2005

Experiências

Estou a brincar com o Blogger. Por isso, se aqui vierem e isto estiver tudo às avessas, não se preocupem que um simples copy e paste devolve o Foguetabraze á normalidade.

Pedimos desculpas por estas anómalias, o Blogue segue dentro de momentos.

Seguindo a tradição FACTOS 7

Silly season
Ou o País tontinho

Eu julguei que era culpa do Santana e do Portas, que era por causa do abandono de Barroso ou pela intransigência de Ferreira Leite. Eu julguei que o ciclo económico tinha entrado em recessão durante o chamado "Pântano Guterrista". Eu julguei mal. Julguei muito mal.
Afinal é o País que está é tontinho. Sim porque só num país tontinho se resolvem os problemas adiando os mesmos, Só num país tontinho se tratam os assuntos sérios com a ligeireza com que se os trata em Portugal. Só num país tontinho pode passar pela cabeça de alguém a possibilidade de Mário Soares voltar a ser candidato a Presidente da República. Muito mal vai o país dos políticos, o país das guerras palacianas dos passos perdidos do Share e dos reality show, das novelas da TVI e dos concursos para gente culta que só demonstram bem o quão inculto é o nosso Povo. Muito mal vai o País do Tino de Rãs, da Lili Caneças e daquele gajo que julga saber cantar fados mas que descende de uma dinastia de canas rachadas. É um Portugal em permanente estação tontinha.
Estamos todos tontinhos. Há dias, numa entrevista a um Jornal de referência, o Chefe do Circo, José Eduardo Moniz, dizia que tínhamos uma televisão melhor do que o País. Eu queria acreditar o contrário .Queria que o meu País fosse bem melhor do que a televisão do Sr. Moniz mas para isso teria que emigrar. Afinal o meu País é o País do prime time da TVI.
Os telejornais que outrora eram feitos das novidades da politica nacional e internacional, transformaram-se em cloacas por onde são lançadas noticias bombásticas com pouco fundo de verdade e com muito de maldade.
O País tontinho, fica atónito com a demissão de um ministro, mas logo se esquece e embarca numa espécie de limbo pré-jurassico com a hipótese de candidatura presidencial de Mário Soares. Temos o fim do terrorismo à vista. O Presidente da República Portuguesa vai dialogar com Bin Laden.

Por cá a coisa não vai melhor. Nestas Ilhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, a silly season começa mais cedo. Passado que é o Domingo de Páscoa, entramos nos preparativos para a primeira dominga e com Espírito Santo, toiros, o Senhor Santo Cristo e uma parafernália de artistas populares, até nos esquecemos do défice, dos 2% a mais no IVA, do aumentos das prestações da casa e do carro, do congelamento do salário e lá vamos cantando e rindo a fingir que tudo vai bem. Em ano de eleições a "estação tontinha" enche-se de eventos tontinhos e desnecessários, a cultura serve de desculpa e argumento para erguer um palco em qualquer lugar e contratar uma qualquer vedeta da música pimba para animar meia dúzia de horas e de outras tantas cervejas os tontinhos que vão ser sábios na hora do voto.
De arraial em arraial, de município em município, uns mais falidos outros menos falidos mas todos falidos, não faltarão copos e petiscos, afinal falamos do Povo, deste povo ao qual nos orgulhamos de pertencer e para manter esse povo bem caladinho não há nada como seguir os ensinamentos que nos vêem da antiga Roma. Pão e Circo ou melhor panem et circensis
Boas férias

2 de setembro de 2005

Post do tipo melancómico

A minha vizinha, D. Rita, que é professora e que vai ter que trabalhar até aos 65 anos já pediu ao director da escola um cacifo para as fraldas lindor.

Factos 8



Já está nas bancas desde ontem. É o nº 8 da revista FACTOS. Este mês com um trabalho sobre alguns Açorianos que fizeram sucesso fora de portas e uma longa entrevista a Berta Cabral onde esta assume não ser candidata ao lugar de Presidente do Governo Regional dos Açores. Não creio.

31 de agosto de 2005

Ainda há esperança

O Luís Osório e mais uma boa percentagem de Portugueses que pensavam que Manuel Alegre ia partir a loiça toda enganaram-se redondamente acerca das análises de carácter que fizeram deste grande senhor da politica Portuguesa. Não sou Socialista nunca fui e estou cada vez mais longe de poder ser. Mas ha Homens que ainda nos transmitem alguma esperança na Politica Portuguesa.

30 de agosto de 2005

Perdi...

... o meu Moleskine, o último dos meus blocos de notas que tinha dado início em Fevereiro deste ano. Tenho esperança que a recompensa oferecida pelo seu achamento seja suficiente para que quem o encontrar entre em contacto comigo. De resto, só posso esperar. E tal como disse Bruce Chatwin "losing my passport was the least of my worries; Losing a notebook was a catastrophe."

Faróis


Sigo os meus faróis. Quer o mar esteja grosso ou alteroso quer esteja calmo ou estanhado. Sigo os meus faróis para que não me perca na neblina das rotas dos outros.
Há vezes em que me perco entre dois ou três dos meus faróis, mas são sempre os meus faróis que indicam o caminho por onde vou mesmo que esse não seja o caminho por onde deva ir.

28 de agosto de 2005

Fim de férias



Estão-se acabando os dias de férias por aqui. Férias essas que foram atribuladas e interrompidas várias vezes. Acho até que não foram férias, foram uns fins-de-semana diferentes e maiores. Santa Maria voltou ao seu normal. O tempo abafado com céu outonal faz lembrar que o verão está a chegar ao fim. Mesmo assim a temperatura e a limpidez das águas desta linda Baia de São Lourenço convidam sempre a um banho ao final da tarde ou início da noite. É o que vou fazer no intervalo do Marítimo/Sporting e quando deixar de sentir a feijoada do almoço no estômago. Amanhã volto ao trabalho.

27 de agosto de 2005

Caro Luís Filipe Silva Melo

Admito que tenhas razão no que concerne ao tamanho do meu Ego, isso não quer dizer que eu seja egocêntrico, são conceitos bem diferentes. Se procuro intervenção pública e poder decisório é porque acredito nas minhas ideias e nas minhas capacidades e naquilo quero para a minha Terra (planeta e não somente Açores). Cada vez acredito mais nela, até porque os modelos de governação dos Açores desde 1975 foram muito parecidos e os resultados estão à vista.É um bom laboratório para o resto do Mundo. Isso pode parecer pretensioso, mas explico. Se eu não acreditar em mim como farei os outros acreditarem? Na verdade, o que se passa com a maioria da classe politica nos Açores em particular e na humanidade em geral é que são "falsos modestos". São de uma "peneirice" e de uma arrogância e hipocrisia tais, que conseguem parecer modestos. São esses os perigosos que, quando perdem eleições, dizem que o povo é ingrato (Carlos César dixit). Eu, todas as vezes que fui a votos directamente, apenas atingi o limiar do 4%. Esse facto, incontornável, não me demove de continuar a dizer que o Povo, este Povo ao qual me orgulho de pertencer, é sábio na hora de votar. Se a esta falta de aceitação popular eu não juntasse um pouco de confiança, certamente já me teria suicidado, coisa que não pretendo fazer pelo menos durante esta encarnação.
Quanto à minha diplomacia, deves ser a primeira pessoa no universo a reparar nisso. Quase todos - incluído eu - dizemos que sou uma "besta". Devo dizer-te que, de facto, já me apeteceu muitas vezes mandar-te à "merda", mas não foi nem por diplomacia nem por esforço de contenção que o não fiz, deve ser porque gosto de ti e da tua frontalidade, muito embora não concorde com muitas das coisas que escreves e pensas nomeadamente em relação às tuas reticências no que concerne ao liberalismo económico.

26 de agosto de 2005

Cromo

Alguém teve o desplante de sugerir que na série de cromos de Ponta Delgada que tenho vindo a publicar no blogue com o mesmo nome me auto incluisse . Prometo que o farei. Será uma coisa inédita. Uma autobiografia não autorizada.

25 de agosto de 2005

Um erro sem remédio

O Luís Anselmo lembra-nos o lançamento da obra faraónica das Portas do Mar. Eu sei que já não mudo nada e que a massa anónima está em pulgas para ver concluída aquela obra. Mas os blogs têm essa vantagem. Posso aqui deixar bem escarrapachada a minha opinião e a minha convicção para mais tarde cobrar a quem de direito. Claro que nada poderei cobrar aos anónimos que aqui vieram noutras entradas defender este projecto, mas posso fazê-lo politicamente a quem tomou tal decisão.
Há ainda um pormenor que tem escapado quer aos detractores quer aos defensores deste projecto. Ele vai ser financiado, pela Administração dos Portos da Ilha de São Miguel e Santa Maria SA. Assim, a capacidade financeira dessa instituição ficará comprometida para os próximos vinte a trinta anos, se é que não é para uma eternidade, tudo depende dos custos de manutenção e da despesa corrente que aquela infra-estrutura irá produzir, pois se esses custos forem directamente proporcionais ao que se passou no Teatro Micaelense SA, estamos a transformar uma sociedade anónima com resultados positivos em mais um elefante branco. Enfim só nos resta esperar resignados mas sempre alerta para servir os interesses dos Açorianos.

20 de agosto de 2005

Eu até acho...

... que o Ministro António Costa também devia ter ido de férias para o Quénia. Reparem. Por duas vezes o Ministro da Administração Interna usou meios aéreos de combate a incêndios para visitar zonas em chamas. Se António Costa tivesse ido de férias para o quénia, esses meios tinham sido utilizados para apagar fogos e não para passear o ministro.

19 de agosto de 2005

Adeus


O Francisco - companheiro de outras andanças também já acabadas - resolveu por um ponto final no seu Aviz, um dos mais antigos e mais estimados entre os blogues portugueses. É mais uma má noticia para a blogosfera . Ficamos à espera de novos projectos.

Eles sempre foram

Dirigentes serão responsáveis por dívidas se clubes não pagarem
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomás, garantiu hoje que, caso os clubes de futebol não regularizem a situação fiscal, os seus dirigentes "serão responsáveis pelo pagamento das dívidas".
Os dirigentes sempre foram responsáveis pelas dividas dos clubes, o Estado é que não agia e ainda não agiu.

Acabei de aprender...

... no canal Odisseia que Angra do Heroismo é a Capital dos Açores. Não é que isso me incomode. Não! Pelo contrário, há estatutos que não reclamo para nenhuma cidade dos Açores e se alguma tem condições para ser Capital, pela sua exclusiva centralidade geográfica esta é Angra de todos dos Heroismos, onde os Homens heróis, largaram os touros ao inimigo e fugiram para terra.
Agora um canal com as responsabilidades do Odisseia dizer tantos disparates como os que acabo de ouvir, não se admite. E eu que tomava como boas tantas das informações que nele colhia sobre paragens que não conhecia. Vou, decididamente mudar de escolhas televisivas.

Paga Zé.


-Quem é que vai pagar a factura da compra de publicidade ilegal que o Sr. Presidente da Câmara de Vila Franca do Campo fez?
-Nós e os nossos impostos. Foi para isso que subiram as taxas da ex-contribuição autárquica.
-A compra ilegal de publicidade não respeita os mesmos princípios de outra qualquer compra ilegal de bens e serviços?
-Devia. Afinal comprar publicidade ilegal é o mesmo que comprar mercadoria contrafeita e produtos receptados. Afinal comprar um serviço de publicidade ilegal é como ir ao Sowgirls com o dinheiro da câmara. Ou não é?

Este assunto carece de debate, afinal merecemos políticos melhores mas também merecemos cidadãos melhores, mais informados, mais críticos, mais interventivos. OU não?

17 de agosto de 2005

não sei onde li ou ouvi isso mas...

...lá que é verdade é: "A cultura humanística ensina-nos a desprezar o dinheiro que gastamos com ela".

acabou...

...o Fora do Mundo, do Francisco J. Viegas, do Pebro Lomda e do Pedro Mexia. Paciência.

16 de agosto de 2005

O "Espírito da Maré"


Não sei como foi que nasceu a expressão "espírito da maré", acho que ninguém sabe. Acho mesmo que ninguém será capaz de explicar o que é esse "spirit". Uma coisa é certa, todos os que vivem por dentro o festival musical com mais tradições nos Açores vivem este espírito. Há mesmo quem diga que, ou se está por dentro, imbuído do espírito da maré ou então se fica completamente de fora. De facto, não é a mesma coisa ouvir, das estradas das redondezas ou dos pastos adjacentes, os grupos que passam pelo palco do que ouvi-los lá dentro, no chamado "Pasto da Maré".
Há vinte e um anos, um grupo de músicos locais associou-se a outros tantos vindos de São Miguel e montaram um espectáculo improvisado, num pasto convertido em anfiteatro natural na Praia Formosa na soalheira Ilha de Santa Maria. Desde então não mais se deixou de realizar este festival musical.
A sua organização insiste em não nomear cabeças de cartaz, "são todos bons" diz o João Pimentel com o "savoir faire" de quem está preparado para organizar eventos desta natureza.
Ao cronista porém, cabe dar a sua opinião e por isso, este ano, destaco no dia 19 de Agosto, os SKATALITES, grupo Jamaicano auto denominado fundador da música SKA, uma simbiose perfeita de "Boogie-Woogie Blues, o R+B, Jazz, Mento, Calypso e ritmos africanos, o Ska transformou-se na primeira música verdadeiramente Jamaicana".

No dia 20 sobem ao palco da Maré de Agosto 2005, os Kila. Os amantes de música Celta poderão assistir a um concerto destes Irlandeses que em Dublin, no final dos anos oitenta começaram por tocar para plateias reduzidas em alguns bares da Capital Irlandesa. Uma década mais tarde pôde ler-se na Billboard "Tóg é go bog é" is the most impressive example of Irish fusion music yet, for it preserves an essential Irish identity while venturing into strange, new territory - as the emigrating islanders have for years. The Billboard, WeatherBureau, Summer 1999.
Ainda no dia 20 de Agosto, destaque para Manecas Costa, um Guineense de origem e que fez grande parte da sua aprendizagem de forma autodidacta e imigrado em Lisboa desde a última década do século passado ?grava com o apoio da UNICEF "Mundo di Femia", o seu primeiro álbum a solo. Este sucesso lança-o numa nova carreira de produtor e arranjador, bem como de cantor e compositor, produzindo muitos discos de artistas africanos residentes em Portugal. Foi guitarrista de Waldemar Bastos, com quem fez tournées na Europa e Estados Unidos e neste período trabalhou de perto com os músicos cabo verdianos Bana e Paulino Vieira, tendo igualmente gravado com muitos músicos internacionais incluindo o produtor espanhol Jose Romeo (Mestisay) e o grupo franco-maliniano TAMA (Real World)."
Infelizmente não houve grande adesão das bandas locais ao festival. Na verdade não estará em palco qualquer banda Açoriana, não é que isso traga qualquer mal ao mundo mas é sempre bom ver e ouvir o que se está a fazer por cá. A não ser que se esteja a fazer pouco.

Se está disposto a engrossar as fileiras dos amantes da boa música em "Espírito de Maré", então o lugar certo para estar no próximo fim-de-semana é a Ilha de Santa Maria. Toda a informação necessária sobre o festival pode ser obtida através do site oficial do mesmo disponível em http://www.maredeagosto.com/.
Do próprio in: Suplemento SARL do Jornal dos Açores

15 de agosto de 2005

Replay

Eu não sou de lado nenhum. Diz-se que, um dia, Diógenes, quando inquirido de que país era oriundo, afirmou: "Sou um cidadão do mundo".
Porque algúem aqui abaixo quiz concdicionar a minha opinião pelo facto de ter nascido em São Miguel, repito um post de Abril de 2004, escrito aqui em Santa Maria e a respeito de um comentário do Ezequiel Moreira da Silva que achava que eu era mais da Ribeirinha do que do Nordeste.
Cidadão do Mundo?
Para o Ezequiel Mota Moreira da Silva, o meu amigo IEL, a propósito de um comment que ele deixou aqui. Pois é meu Caro Iel Eu sou um Cidadão não sei de onde, talvez do Mundo mas de uma forma bem estranha, senão repara. O meu Pai é da Ribeirinha, fuzeiro dos quatro costados embora um deles venha da Maia, minha mãe de Cabinda com ascendência em Coimbra e no Carapito(beira interior) e foi com 9 anos para a Lisboa Pombalina, ali mesmo junto á Sé e ao Santo António, por baixo do Castelo que nos protegeu dos Mouros.
Nasci em Ponta Delgada, a infância foi no Nordeste, a adolescência dividida entre a Ribeira Grande e Ponta Delgada, a Juventude entre esta ultima e Lisboa. Cresci bastante nas Furnas onde casei com uma cagarra com ascendência de Vila Franca do Campo e onde nasceu a minha primeira Filha. Continuei a crescer e a constituir família em Rabo de Peixe, voltei a Ponta Delgada onde ando a ganhar os primeiros cabelos brancos e passo metade das minhas semanas em Santa Maria (onde me encontro presentemente). Por isso, sou da Ribeirinha, do Nordeste, das Furnas de Rabo de Peixe (eleitor), de Ponta Delgada, de Vila do Porto e de Santa Bárbara (labrego) e sei lá de onde serei mais. Sinto-me bem em Roma, Nápoles ou Madrid, vivia bem em Nova Iorque , Boston ou Londres. No Texas seria Cowboy, no Alentejo Toureiro, em Florença pintor, em Paris escritor em barcelona arquitecto. Em Israel bombista , na Palestina seria terrorista em Bagdad bombeiro.No Marco de Canaveses um perigoso esquerdista em Felgueiras um activista reaccionário. Na Madeira era emigrante na Venezuela onde me oporia ao regime de Chavez. No Brasil moço de banca de gelados, no Hawaii surfista, na Austrália padeiro em Angola garinpeiro Aqui posso ser um pouco disso tudo, um especialista em generalidades e fazendo fé no dito popular, "mestre em todas as artes burro em todas as partes", não faço nada bem feito mas faço um pouco de tudo. E erro. Erro muito porque só não erra quem não faz. Só os relógios parados duas vezes ao dia estão certos.
Enfim sou deste mundo global, da cosmopolitica e da cosmocultura, sem brumas, sem gaivotas e sem rochedos e sem baleias e sem baleeiros, onde as violas da terra são iguais às outras nas suas diferenças.
Sou um Açoriano sem a açorianidade intrínseca mas com sotaque micaelense serrado, sou conservador e sofisticado sou de direita mas não sou temente a Deus, sou por vezes perspicaz por outras demasiado ingénuo, frontal, desbocado e brejeiro, mas reservado, silencioso e delicado. Sou quase sempre responsável mas felizmente muitas irresponsável. Engano-me muitas vezes e quase sempre tenho dúvidas. Afinal ainda estou a crescer. Só tenho uma certeza é que os coices dão-se sempre para cima, para baixo estende-se uma mão amiga. Este valor herdei de meu Pai, da Ribeirinha e como é um dos valores que mais prezo se calhar tens razão. Ou talvez não. Definitivamente não, eu sou um Cidadão do mundo, sem registo e sem cartão de identidade, contumaz, anónimo mas cidadão do Mundo.

14 de agosto de 2005

Globalização

Niger vive uma das situações mais dramáticas dos últimos anos. A fome mata diariamente centenas de crianças e idosos. Essas noticiais ouvidas assim ou em surdina num noticiário de televisão em voz baixa e fora de horas incomodado pela ressonância provocada nos vidros da minha janela pelo concerto pimba mais próximo, lançam-me em cogitações sobre o destino desta humanidade em que uns poucos vivem com quase tudo enquanto outros têm unicamente que sobreviver.
Sem a construção de uma consciência global sobre as questões da fome e da exclusão social, não há programa da ONU que resista, não há dinheiro que chegue nem perdão de divida que garanta o crescimento das economias mais pobres.
Já aqui escrevi e lembro-me de ter dito em público mais do que uma vez que a globalização é um caminho sem retorno, logo há que o acelerar, tudo o que vale a pena ser feito, vale a pena se bem feiro e rapidamente. Contudo, essa globalização não deverá ser apenas na perspectiva do mercado global mas também de uma globalização da democracia, uma democratização das instituições.
Para concretizar tudo isso, urge proceder a uma reorganização dos principais organismos mundiais como a ONU, OMC, FMI, a OIT e o Banco Mundial e tantas outras. Na verdade, em meu entender, urge colocar na agenda global, no âmbito da ONU, toda uma reformulação dessas instituições que permita a criação de um sistema de regulação globalizado. Este é um processo que embora essencial e incontornável, será lento e terá grandes opositores, quer entre os países com menos recursos quer entre os mais ricos, por razões obviamente opostas.

10 de agosto de 2005

O Velho e o Novo Mundos


Os analistas apontam a escalada do preço do barril de petróleo como a principal causa da recessão na velha Europa. Enquanto isso, com os preços do ?ouro negro? igualmente a subir, a maior economia do mundo continua a crescer, como se pode ler no site oficial da Reserva Federal:"National EconomyReal GDP grew at an annual rate of 3.4% in the second quarter of 2005, according to advance estimates from the Bureau of Economic Analysis,". Com estas taxas de crescimento, a reserva federal anunciou uma subida das taxas de juro para conter a inflação. Será aquela diferença entre o intervencionismo do Estado providência e o liberalismo económico?

A crueza dos números...

...diz-nos que, 37 por cento da floresta ardida no sul da Europa é portuguesa . Ora isso não dá que pensar, dá é para chorar.

Vasco Celio/Lusa (arquivo)

9 de agosto de 2005

Mais pedestrianismo

Na impossibilidade de estar na Ilha do Pico onde os Amigos dos Açores fizeram a escalada à montanha mais alta de Portugal, fiquei-me pela Ilha de Gonçalo Velho onde se estão a dar os primeiros passos no que ao pedestrianismo concerne.Desta feita foi o passeio do Pico Alto que me levou pelas entranhas da Ilha de Gonçalo Velho. Num fim de tarde de Domingo soalheiro, parti em busca de evasão na companhia do meu sobrinho de 14 anos - esta juventude tem que ser introduzida nestas andanças ? Fizemos um pouco de batota, a tarde ia alta e tínhamos que ganhar tempo. Por isso, pedimos a alguém que nos levasse de carro até ao cume do Pico Alto onde tomamos o trilho em direcção à Freguesia de São Pedro com passagem pela "Florestal do Alto".

Pelo trilho adiante fomo-nos deparando com algumas dificuldades, entra as quais destaco a falta de limpeza do mesmo. A encosta do Pico alto, na sua vertente virada a norte encontra-se quase toda tomada por infestantes, nomeadamente incensos e conteiras. Se os primeiros são praticamente inofensivos o mesmo não se poderá dizer da segunda que tomou - a par com algumas silvas maliciosamente disfarçadas pelo meio - quase por completo a trilho, num manto vegetal tão denso que nos custa a avançar. Mesmo assim, ainda dá para ver alguns exemplares de flora endémica das Ilhas.
Na parte mais alta da serra pode observar-se a norte o lugar com esse nome e a sul toda a planície onde está implantado o Aeroporto de Santa Maria, aquele que foi um dos mais importantes aeroportos durante o nascer da aviação comercial e até os aviões se tornarem de tal forma autónomos que foram deixando de necessitar reabastecer nas suas viagens entre o Velho e o Novo Mundos.
Ao fim da descida do trilho, numa zona mais cuidada, encontra-se a Casa de Guarda Florestal, implantada num pequeno planalto construído para o efeito. Esta casa está totalmente abandonada por ter deixado de ser útil. Essas casas de guarda foram instaladas durante o Estado Novo e faziam parte de um plano integrado de prevenção dos fogos florestais. Algo que faz falta ao País neste momento. Vivi os meus primeiros anos de existência numa casa destas no lugar do Poceirão, na Vila do Nordeste na Ilha de São Miguel, felizmente ainda hoje habitada.
É uma pena que este património arquitectónico se esteja a degradar, tanto mais que para construir uma casa com as características desta é necessário despender de largas dezenas de milhar de euros.
Muito há a fazer para preservar os trilhos existentes e marcar outros tantos nesta Ilha. A manutenção dos mesmos, cabe a diversos organismos através de protocolos assinados, julgo que com o Governo Regional. Sugiro que a secretaria da tutela fiscalize melhor a forma como são gastas as verbas com esta operação, já que, nos dois trilhos que percorri este verão, encontrei falhas de sinalização e zonas onde as silvas tomaram o trilho.

6 de agosto de 2005

Mais do que saber, pensar.

O Artigo de José Guilherme Reis Leite (RL) no Expresso das Nove (EN)sobre o que está encerrado no livro do "Choque de Gerações" (CDG)suscitou-me algumas reflexões que tentarei sintetizar.
Alguns amigos com quem falei sobre o assunto, não acharam importante a publicação daquele texto. Alguém chegou mesmo a dizer que RL nem leu o livro, limitou-se a folhear e como não tinha assunto para a sua crónica semanal vai dai e saca de meia dúzia de considerações sobre o livro, os seus autores e o programa que lhe deu origem. Eu não sou dessa opinião.
Admito, também o faço, que a obrigatoriedade de escrever nos leva muitas vezes a ir buscar inspiração e assunto em coisas que não lemos com profundidade nem com grande interesse. Contudo, alguma motivação, para além daquilo que nos pagam as revistas e os jornais, tem que existir. Essa motivação vem de algo que encontramos, algo que nos incomoda, escrevo incomoda nos diversos sentidos que a palavra possa ter.

Parece-me ter sido isso que se passou com RL e com o livro do CDG "O programa que, mais do que sobre o saber, é sobre o pensar", incomodou-o. A primeira coisa que o incomodou foi "uma citação entre aspas e um conjunto de nomes por ordem alfabética". De facto, ter a ousadia de pensar nos Açores, é isso mesmo, uma ousadia, leva-se logo com o rótulo de presunçoso, vaidoso e outros epítetos com que os Açorianos se dão mal. Pelo contrário dão-se bem com outros como a modéstia, mesmo que falsa, a esperteza, mesmo que saloia, as brandas palavras, mesmo que hipócritas. Desbragado e desassombrado direi que vivemos uma sociedade medrosa, cobarde e hipócrita e que nós essa geração que ousou pensar e assumir que pensa, tem a virtude de, entre alguns deles, ter gente com "cojones" para pensar alto e dizer o que pensa em vez de pensar baixinho, demasiadamente baixinho e demoradamente, naquilo que vai dizer.
Não me parece presunçoso dizer que o CDG foi "O programa que, mais do que sobre o saber, é sobre o pensar", muito mais presunçoso é ter-se o desplante de dizer que se sabe tudo e não se precisa pensar. Terei o discernimento de morrer cuidando que sou ignorante? Terei a ousadia de viver pensado e tentando saber cada vez mais, vivendo cada dia como um ponto de partida e não como um patamar um ponto de chegada?
Não quero que passem por cima da minha geração como tentaram passar sobre outras que nos antecederam e sem entrar na discussão dos conceitos e da açorianidade, não posso deixar de lembra que se hoje podemos pensar alto e se hoje podemos dizer o que pensamos isso deve-se a uma outra geração á qual RL pertence, que lutou pela conquista da liberdade, se somos como diz ao autor a geração da globalização, eles são a geração da liberdade. Mais do que de um "generation gap" necessitamos é de falar mais uns como os outros, discutir mais as nossas ideias pensar mais o mundo, a humanidade e menos os Açores.

5 de agosto de 2005

Factos 6

Como sempre, depois de sair o novo número da Factos aqui fica a crónica da última revista, para quem a não leu em formato de papel.

A entronização de César?
Ou depois de mim o caos?

Carlos César havia prometido que apenas faria dois mandatos como Presidente do Governo Regional dos Açores. Ainda não estava o segundo mandato a meio e César anunciou a sua recandidatura em 2004. Os resultados eleitorais das regionais daquele ano e a enorme vitória nas Legislativas antecipadas do passado mês de Fevereiro foram a conformação da "entronização" do líder dos Socialistas Açorianos. Escrevi líder sem qualquer pejo e convicto de que é isso mesmo que César representa para os Socialistas e até para algumas franjas da sociedade Açoriana que encontra no actual Presidente do Governo o liberal que Mota Amaral não soube ou não quis ser. Ser-se líder de uma força politica ou de um movimento é bem diferente de ser-se presidente ou secretário-geral.
A liderança de Carlos César é inquestionável, intocável mesmo, até que ele decida. Talvez por isso, tenha o próprio admitido, recentemente, ser candidato em 2008. Esta seria uma aspiração mais do que legitima se César já não tivesse dito, por mais do que uma vez, que não o faria.
Estamos perante uma situação similar ao que se tem passado na Madeira em que Alberto João Jardim, sucessivamente, anuncia e adia a sua retirada da vida politica Regional.

É claro que na Região Açores, Alberto João Jardim não tinha lugar na cena politica, alguns de nós podem gostar daquele desbragamento e daquela boçalidade mas a maioria de nós não o suportaria mais do que dez minutos, ou mais do que meia dúzia de cervejas e já o teria mandado para aquele sítio que dá mau nome às mãezinhas de cada um.
Também não perdoaríamos a qualquer Fátima Felgueiras que se nos apresentasse com tal desplante como essa "tipa" tem feito junto do seu eleitorado e com a cobertura dos órgãos de comunicação social que tem tido.
Certamente, já teríamos expulso um qualquer Avelino Ferreira Torres que nos insultasse a inteligência como faz aquele autarca do Marco de Canaveses todas as vezes que lhe põem um microfone na frente da enfezada fronha.
Mas a democracia tem dessas aberrações que temos que respeitar tal como respeitamos os mais bem formados dos políticos, afinal são todos eleitos por sufrágio universal e por escrutínio secreto.
Não sou, por isso, daqueles que defendem a limitação do número de mandatos dos políticos eleitos, pelo contrário, ou bem que confiamos na democracia e no saber do nosso Povo ou bem que o desacreditamos e limitamos a sua escolha por decreto.
Quero acreditar que o Povo é sábio e que os políticos por nós eleitos saberão respeitar essa nossa sabedoria e se na época do mensageiro de bicicleta havia o perigo da informação demorar a chegar a toda a gente e ao chegar ser deturpada. Hoje, com as chamadas auto-estradas da informação, só é despoticamente governado quem quer.
Estranhei, no entanto, o empenho de alguns avençados do Partido Socialista em condenarem a intenção do Governo da República, da sua mesma cor partidária, de limitar os mandatos dos políticos. Foi a única vez que assisti a uma atitude critica dos socialistas Açorianos às medidas propostas pelo Governo mais do que absolutamente eleito de José Sócrates. Essa atitude indicia os receios do Partido Socialista dos Açores sobre o que se passará na era pós César.
Resta adivinhar o que vai na cabeça do Presidente do Governo Regional dos Açores. Acreditará César que só ele é capaz de levar o projecto do PS para os Açores a bom porto? Ou, por outro lado, terá receio que depois da sua saída e tendo em conta o estado em que se encontra o PSD, Vasco Cordeiro ou Ricardo Rodrigues ou até mesmo José Contente sejam capazes de ganhar eleições? Terá César medo que, com a sua saída, o PS perca o poder ou pelo contrário terá receio que o PS se aguente? Quererá César garantir que o PS continua no poder depois da sua saída ? Ou, pelo contrário, o seu egocentrismo irá tão longe que apenas deixará o poder quando tiver a certeza que depois dele virá o caos?

Hoje descobri...

Que um destes pontos, na cidade de Albany, Estado de Nova York, é da minha querida prima Marta. Bem hajas, estejas onde estiveres.

4 de agosto de 2005

Afinal alguém leu

"Ser-se açoriano e teorizar sobre essa condição é uma tarefa desgastante e uma espécie de teia de Penélope. O que esta geração da globalização está fazendo (fazendo bem) é aquilo que as outras também fizeram e até não se deram mal. Tentar classificar os vários tipos de açorianos, quer residentes, quer ausentes; teorizar sobre a literatura açoriana com tónica mais carregada na primeira condição e esbatendo a segunda, ou escolher o caminho contrário; criticar duramente as condições da criação cultural nas ilhas; questionar os bairrismos e o gosto autofágico dos açorianos; insistir no empobrecimento, que é um retorno à "ruralidade" como negação das virtudes do "urbanismo"; zurzir na castradora presença do poder político na cultura e todos os outros temas dos ensaios deste livro nascido da experiência de um programa televisivo que animou o panorama cultural no Inverno passado e cujas vicissitudes o Joel Neto nos conta, com uma ponta de vaidade, compreensível, aliás, no seu ensaio, não é outra coisa do que recriar velhas temáticas ou esconjurar velhos fantasmas.Eu por mim saúdo com entusiasmo este manifesto de açorianidade da novíssima geração e só desejo que ele floresça. Um qualquer manifesto só por si é importante, mas uma boa verdade precisa de dar frutos."
José Guilherme Reis Leite in Expresso das Nove, 2005.08.04

Eu acho que sim

Sem sombra de dúvidas eu acho que sim. O Governo tem toda a razão em aumentar a idade de reforma na função pública para os 65 anos. Afinal aquilo é um asilo.

3 de agosto de 2005

Factos 7

Desde há um bocado já está nas bancas a edição nº 7 da revista factos.
Expressões como contenção da despesa pública e combate aos privilégios dos detentores de cargos políticos passaram a estar definitivamente na ordem do dia. Só que os gastos com os gabinetes dos Ministros da República escaparam ao apertado crivo da contenção orçamental. A FACTOS fez as contas e apurou que um milhão de euros é quanto vai custar este ano a existência do cargo de Ministro da República para os Açores, apesar deste possuir escassas competências.

Um strike é sempre um bom aviso

Um strike no link de um blogue no :Ilhas é mais do que isso, é como aquela chicotada na hora certa na garupa do cavalo mandrião. Só para dar um bocadinho de trabalho ao amigo Arruda e fazê-lo tirar o strike de cima do Ponta Delgada, eis uma entrada sobre mais um cromo da Cidade desta feito uma figura ainda no reino dos vivos mas já com estatuto de cromo.

No centro dos Açores

Agosto está aí e com ele centenas de forasteiros acorrem à pacata Ilha de Santa Maria. Os filhos da terra emigrados no estrangeiro ou simplesmente a viver noutra Ilha dos Açores ou no Continente Português, escolhem este mês para as suas férias na Ilha.
Santa Maria tem, concentradas no mês de Agosto, as suas maiores manifestações culturais, religiosas e desportivas.
O Rali de Santa Maria, este ano com um número recorde de inscritos, conta para o regional de ralis e vai para a estrada a 13 deste mês, é uma das provas mais marcantes do automobilismo regional. Numa organização do vetusto Clube Asas do Atlântico, instituição de reconhecida e merecida utilidade pública, o rali é um dos mais importantes acontecimentos que a Ilha promove no âmbito desportivo e certamente o que mais influencia terá na parca economia desta Ilha de Gonçalo Velho.
Em honra de Nossa senhora da Assunção, celebra-se a 15 de Agosto a maior manifestação religiosa na, depois do Santo Cristo que também aqui se comemora e apesar do feriado municipal ser festejado no dia de São João, as festas de Nossa Senhora de Agosto, como também são conhecidas dos mais idosos, trazem à Ilha muitos emigrantes e forasteiros.
De 19 a 21 de Agosto sobem ao palco da praia Formosa os agrupamentos musicais que integram o Festival Maré de Agosto 2005.
Numa organização da Associação Cultural com o mesmo nome, este festival musical leva vinte anos de existência e passam, este ano, 21 sobre a primeira vez em que alguns músicos ali acampados se juntaram numa espécie de "Café Concerto" que deu origem ao maior festival musical dos Açores.


Mesmo com as praias sem areia e com algumas obras escusadas a incomodar, Santa Maria, o ponto mais oriental dos Açores, estará este mês, no epicentro do que se vai passar nestas Ilhas onde os milhafres enganaram os seus descobridores que as chamaram de Açores.

2 de agosto de 2005

Em pleno Verão? Não havia "nexexidade".



Este é o estado em que se encontra a estrada e o parque de estacionamento junto à principal zona balnear e de restauração (restauração aqui é obviamente um eufemismo) da Baia de São Lourenço. Estas obras duram há mais de ano, supostamente eram para estar concluídas em Agosto do ano passado. A cargo da SRHE tutelada pelo incansável politiqueiro de serviço Mestre "Happy Jo" cuja delegação na Ilha de Santa Maria esteve vaga de chefe até à nomeação de um "Boy for the Job", esta obra está a transformar uma das mais pacatas e belas estâncias de veraneio dos Açores num verdadeiro inferno. É caso para dizer que a incompetência por aqui é muita e que "não vá o sapateiro alem do chinelo".

Um ano de dúvidas

O Blogue do Luís Aguiar-Conraria e do Cristóvão de Aguiar completa hoje o seu primeiro aniversário.
O Luís, ontem, deixou-nos uma excelente entrada sobre a Ota e o TGV onde tudo deve ser lido com o maior cuidado incluindo os post srciptum.
Para eles os meus parabéns e votos de que fiquem por aqui muitos e bons anos.

31 de julho de 2005

São Lourenço



O pedestrianismo é uma actividade de ocupação de tempos livres em grande expansão. Possível de ser praticada em família, em ambientes despoluídos, saudável e didáctica, esta actividade também tem conhecido um grande incremento na Ilha de Santa Maria. Ontem fui experimentar um dos trilhos recentemente limpos e sinalizados. Do lugar de São Lourenço até ao lugar do Norte, subindo pelas vinhas de onde outrora saíram cestos carregados de uvas para as adegas da baia, é possível ter vistas panorâmicas sobre a bonita enseada que nasceu "de um beijo que o mar deu à terra". Estas panorâmicas, além de muito bonitas são muito diferentes daquelas que habitualmente vemos nos postais e nas publicações turísticas.

Bom Domingo



O Foguetabraze está no ar a partir deste edílico lugar que a natureza criou, o Homem pela força da fome e da necessidade de tirar da terra algum sustento, recriou e o Homem que se julga moderno está a destruir. Aos poucos, São Lourenço vai ficando um lugar igual a tantos outros. Infelizmente! Contudo, felizmente, a incompetência é tanta que nem obras de betão têm andamento. Obras essas pelas quais tantos aspiram, principalmente os Amigos (ou deverei dizer inimigos?) da Baia.
Usando uma ligação mais do que rudimentar (abaixo de 56K) não posso mostrar o estado em que estão as estradas de São Lourenço, vai para mais de ano. Fica para mais tarde. Por agora, bom domingo que me vou a banhos.

29 de julho de 2005

O parque da Cidade...

... vai ser reaberto, devolvido aos cidadãos. Aqui deixo o meu elogio ao actual executivo camarário que, apesar do excesso de foguetório e de outros empreendimentos menos interessantes, em boa hora, resolveu dar o tratamento que aquele espaço merecia. Merecia o seu fundador, António Borges, merecia a memória daqueles que ao Jardim dedicaram vidas inteiras, merecia a Cidade por se tratar do único espaço público com as características e dimensão daquele.
Depois de significativas se desejáveis obras de recuperação, onde foram gastos largos milhares de euros em plantas novas e relvados, não havia necessidade de se fazer uma reinauguração com um concerto de entrada livre. Em ano de eleições o executivo liderado pela "Sóra Berta" já de si dado a festas, não resistiu. Embora se trate de artista de qualidade (ao menos valha-nos isso) é caso para dizer como o Diácono Remédios: "Não havia nexexidade".
Não o merecem os pássaros que por ali vivem e nidificam; Não o merecem as plantas que foram lá colocadas de novo; Não o merecem os moradores de um dos bairros mais sossegados da cidade; Não o merecem os habituais frequentadores deste tipo de concerto que, a avaliar pelo que se vê por ai, deixarão as suas marcas indeléveis nos novos relvados e nas novas plantas, por mais cuidados que se tenham.
Será que a "Sóra Berta" perguntou aos técnicos responsáveis pela obra se aconselhavam ou não essa realização? Temo que não.
A cidade tem espaços para concertos, a Calheta, o Campo de São Francisco, as Portas da Cidade. No Jardim, apenas devem cantar os pássaros ao som dos quais acabo de escrever este texto.

Vai uma rapidinha?

E pronto, vamos construir infra-estruturas para os próximos 100 anos, pensadas em 100 dias.

Pela escada de serviço

Existiam muitas razões para entrar no sitio do jornal A Capital todos os dias. Na verdade, algumas delas continuam a existir, mas a principal, infelizmente, deixou de o ser.
A despedida do Melancómico Nuno Costa Santos do seu "quarto andar sem elevador".
ncostasantos@netcabo.pt

28 de julho de 2005

Segurança rodoviária? Onde? 2

Fui importunado, sim o termo é este importunado por uma brigada da PSP com agentes excessivamente diligentes ou excessivamente zelosos. Cuido que eram da esquadra da Maia. Eu vinha no meu Jeep com um semi-reboque, com e todas as suas luzes a funcionar, devidamente identificado, com um quad em cima. Para quem não sabe um quad é uma espécie de motociclo de quatro rodas que serve para um gajo se matar nos caminhos do mato. O Sr. Guarda implicou comigo porque eu era um menino da cidade a passear a sua mota no atrelado e então desatou a ver tudo e mais alguma coisa e acabou concluindo que o dito semi-reboque não trazia matricula. Na verdade estava em transgressão. Segundo o código da estrada os semi-reboques com peso bruto inferior a 350 Kg. não necessitam de homologação, bastando para tal colocar no mesmo o nº de matricula da viatura que o reboca. Mas o que o Sr. Guarda queria era mamar, tinha que pegar com qualquer coisinha e foi por aí. Pois paciência pagarei os 30 euros da multa (se ele tiver coragem de a mandar a casa depois do que eu lhe disse).
Vá o caro leitor por esta Ilha verde fora, a qualquer hora do dia e a qualquer hora da semana e repare:
1- Quantos tractores agrícolas têm o obrigatório pirilampo bem como o aro de protecção?
2- Quantos atrelados de ordenha não homologados, sem luzes e sem qualquer tipo de sinalização encontraram?
3- E atrelados manjedoira
4- E auto tanques?
5- Quantas carrinhas andam com tanques de leite de mais de 1000 litros em cima sem estarem para isso homologadas?

Pois, é caso para dizer que nestas nossas Ilhas dos Açores uns são filhos de deus e outros da Maria da Conceição. (deus com letra pequena e Maria da Conceição com maiúscula não foi gralha, foi propositado, que nestas ilhas o que está a dar é ser filho da puta mesmo)

27 de julho de 2005

Ora aí está...

... a razão pela qual eu não bebo, não fumo e sou heterosexual.
.
É caso para dizer como nos maços de cigarros LEVAR NO ** MATA.

Segurança rodoviária? Onde?

Contrariando todas as regras de segurança, incluindo as impostas pela própria Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos, no que concerne à construção e à utilização das bermas e terrenos adjacentes às estradas regionais, Sua Excelência o secretário da tutela, Sr. "Happy Jo", anunciou a intenção do Governo Regional em prosseguir com a política de construção de Zonas de Merenda nas ditas bermas das ditas Estradas Regionais. Nas palavras daquele responsável, a grande tradição e o significativo aumento do número de "merendeiros", justificam a construção e o melhoramento daquelas áreas.
Sim e já agora era bom fiscalizar as carrinhas de caixa aberta cheias de gente em cima, bem como os índices de alcoolémia dos seus condutores. Já agora porque não fazer umas sessões de educação ambiental ao Domingo às 3 da tarde ali no Pisão ou na estrada da Ribeira Quente.
A absurda incompetência da Direcção de Serviços das Estradas vai ao ponto de proibir a ensilagem de forragens para animais a menos de 15 metros das estradas regionais por causa do movimento anómalo de viaturas que provoca e logo insegurança, mas a mesma promove o acampamento e o churrasco na berma da mesma estrada, com a estacionamento em contra-mão e crianças a jogarem à bola.

26 de julho de 2005

Sem nada

Eu podia fazer copy paste de um poema do Alegre, colocar uma imagem com um quadro do Dalí, uma fotografia dos Açores feita por mim, um texto antigo, uma crónica passada. Mas não. Hoje não ponho nada aqui. Não me apetece, estou deprimido. Sim! Deprimido com o Portugal moderno e do choque tecnológico que paga mais 40 % pelas chamadas telefónicas e Internet do que o resto da Europa. Com o Portugal dos incêndios onde os helicópteros são usados para transportar Ministros e Secretários de Estado na companhia de Presidentes de Câmarae Câmara de televisão em vez de serem utilizados para apagar fogos. Onde as policias fiscalizam as auto-estradas em vez de fiscalizarem os pinhais. Deprimido com este Portugal onde as pessoas têm vergonha de serem políticos e feito de políticos pré-jurásicos, interesseiros, umbiguistas e reaccionários. Este Portugal que olhou o globo e o navegou em naus e caravelas, este Portugal que foi o mundo e que caminha para ser uma república feita de Condes de Abranhos.

25 de julho de 2005

Portugueses de segunda ?

A leitura da notícia acima transcrita suscitou-me algumas reflexões. Na verdade, a Assinatura deste protocolo já esteve prevista para muitas datas, em muitos governos de muitos partidos. O problema é que são só intenções. Eu não me importo de ser aquilo a que alguns chamam português de segunda, expressão com a qual não concordo absolutamente. Mais quero ser Açoriano de primeira.
Essa coisa de andar constantemente a falar de custos de insularidade e de isolamento sem medir convenientemente os prós e os contras dessa mesma condição, não é para mim. Eu gosto de viver numa região ultra periférica, com índices de criminalidade baixos, com tempo para ter tempo, com os jornais a chegarem com 24 horas de atraso. Eu gosto e eu quero que a minha terra mantenha as suas idiossincrasias, não quero Teleféricos nem Avenidas Litorais como no resto da Europa deprimida, nem Cais de Cruzeiros como se projecta para o resto do Portugal decadente. Eu quero as minhas Ilhas potenciando o que possam ter de diferente do resto do mundo, as suas vantagens comparativas, não as quero iguais a qualquer outro lugarejo. Só se vence inovando não copiando.

Eles estão de volta

É verdade eles voltaram, os indispensáveis Pai e Filha Falcão Afonso "andem aí" de novo, com um ar mais limpinho um dos blogues de visita obrigatórioa e que esteve inactivo demasiado tempo voltou.
Bem hajam.

23 de julho de 2005

Onde foi que eu já vi este filme?

Para o antigo Comissário Europeu (António Vitorino) e actual deputado do PS, as opções do Aeroporto da Ota e do TGV não vão criar a dinâmica necessária para os próximos três anos.
In Rádio Renascença

22 de julho de 2005

Havia necessidade sim.

Campos e Cunha, não era o meu ministro das Finanças, digo o meu no sentido que não seria a minha escolha para o cargo. Não vou, por isso, enaltecer agora que se demitiu, as qualidades do ex-ministro. Isso foi o que fez a esquerda conforme se foram demitindo os membros do Governo de Santana Lopes, ou seja enquanto foram ministros eram umas bestas, quando bateram com a porta eram uns gajos bestiais. Foi o que fez a esquerda quando Freitas do Amaral e Cavaco Silva criticarm o governo de Pedro Santana Lopes e Paulo Portas. Esse exercício demagógico e fácil não o farei. Contudo, vou lembrar que, ao contrário do que se diz aqui, é de políticos com credibilidade académica que o país necessita e não de habilidosos polítiqueiros, isso é o que mais há no País e na Região. Os partidos vivem dos politicos espertos, a nação precisa de politicos bons e sérios.

21 de julho de 2005

Dinheiros públicos, avante

Este é um assunto que deveria ser tratado no Olhómetro ou no Gritos de Santa Maria. Contudo, por se tratar de assunto gritante e deveras vergonhoso, atendendo ao envolvimento de dinheiros provenientes dos nossos impostos e tendo em conta a maior divulgação do Foguetabraze, cá vai.

Dizem-me (eu não acredito) que o Bote Baleeiro do Circulo de Amigos de São Lourenço custou 45.000? (quarenta e cinco mil euros) cerca de 9 mil contos para que ainda não se familiarizou com a moeda única. Repito, eu não acredito. Contudo, a ser verdade, estamos perante aquilo a que se pode chamar rasgar notas de conto.

Para que serve aquele bote?
Quantas vezes já saíram para o mar?
Tem condições para passeios marítimo-turisticos?
Para simples objecto de adorno?
Para lembrar que Santa Maria, tal como todas as outras Ilhas também teve tradição Baleeira?
Para resolver um problema qualquer a uma qualquer outra entidade que o tinha encalhado?
Custou realmente 45.000 euros?

Todas estas são perguntas que merecem uma resposta, tanto mais que não estamos falando de dinheiro proveniente das quotizações dos associados da referida agremiação mas única e simplesmente de subsídios governamentais.
O Bote Baleeiro de nome Cintrão, foi posto à água nestes últimos dias, passado mais de dois anos sobre a sua aquisição, porque o Sr. Secretário Regional da tutela, Prof. Duarte Ponte, fez uma visita relâmpago à Ilha de Santa Maria.
Senhor Secretário, apelo ao seu bom senso e sentido de justiça e peço-lhe encarecidamente, na qualidade de contribuinte bastante activo, que fiscalize melhor como são gastos os dinheiros públicos que V.Exiª distribui às associações, principalmente àquelas que são de duvidosa utilidade pública.



20 de julho de 2005

Do pantanal Guterrista ao Socrático.


"Manuel Moreira José Sócrates deverá falar amanhã em privado com Freitas do Amaral e Campos e Cunha. O primeiro-ministro deverá falar amanhã, a título particular, com Freitas do Amaral e Campos e Cunha, à margem do Conselho de Ministros. Segundo apurou o CM, José Sócrates irá procurar redefinir a estratégia de comunicação para evitar a repetição de polémicas semelhantes às que aconteceram nos últimos dias com o artigo do ministro das Finanças e as críticas do titular da pasta dos Negócios Estrangeiros às falhas do Governo para explicar as medidas difíceis." Correio da Manhã

Não foi preciso chegar a amanhã, Campos e Cunha já foi exonerado e substituído. O até agora departamento governamental de maior importância deixou de ter como timoneiro um dos independentes de que José Sócrates tanto se orgulhava. O outro vai a caminho. Freitas do Amaral já anunciou que poderá deixar o executivo para ser candidato presidencial caso se perspective uma candidatura de ?salvação nacional? do Professor Cavaco Silva. Isto está a ir no bom caminho, sem dúvida.
O equilíbrio das contas públicas e o aumento da despesa são incompatíveis. Governos do PS e contenção orçamental também o são. O primeiro ministro das finanças já caiu, outros virão, de preferência da máquina partidária que é para não cair tão rapidamente.

Copy paste

Nos territórios exigentes e imaginativos da análise política, há quem aprecie Marcelo Rebelo de Sousa, António José Teixeira, Nuno Rogeiro, Pacheco Pereira ou António Barreto. Há, no entanto, quem prefira Luís Delgado, Vasco Pulido Valente, José António Saraiva ou a dona Arminda, do café A Bela da Carcaça. Dentro do comentário político, confesso: o meu preferido é Freitas do Amaral. Freitas é o comentador político do momento. Aliás, devia ir mais vezes à televisão (proponho a SIC-Notícias, com a Lourenço e o João Adelino) comentar a acção do Executivo. É que, a julgar pela entrevista que dá hoje ao DN, o homem tem um talento analítico superior à média. E é um cidadão independente e isento (sem quaisquer ligações que o comprometam), o que é cada vez mais raro nos dias de hoje. Até cita as sábias palavras de Xenofonte quando lança o comentário sobre a actualidade. Isso: se Alberto João é um xenófobo, Diogo é um xenofontófilo (o que, já dizia alguém, é muito importante nestas coisas). Faz, no meio das citações, justíssimas críticas ao Executivo de Sócrates. Das mais lúcidas que se têm lido por aí. Fez questão de observar que Sócrates actuou erradamente ao dizer, antes das eleições, que não iria aumentar os impostos. Brilhante. Perdoem-me este desabafo à taxista: até que enfim que alguém vem dizer as verdades. Proponho uma campanha nacional (popularucha, como convém) para a promoção deste novíssimo comentador (cuidado com o Edson Athayde ? que esse ajudou a tramar o Carrilho). Qualquer coisa como: para a frente Portugal, com as bocas de Freitas do Amaral. Ah, e enquanto não arranja uma tribuna qualquer, ofereço-lhe este humilde ? mas asseadito ? cantinho. Caso esteja interessado, o email está à sua disposição.
Nuno Costa Santos em A Capital de hoje

19 de julho de 2005

"O que faz falta é animar a malta"

Em tempo contei, penso que num espaço de comentários de outro blogue, a história passada no Café Espírito Santo, ali na Rua D'Arquinha, entre dois adeptos das festas em honra do Divino Paracleto. Trago, de novo a história à colação por me parecer que a discusão à volta das festas do Espirito Santo em Ponta Delgada, atendendo aos seus principais protagonistas, é mais ou menos como aquela que assisti no tempo, mas também por a achar deliciosa.
O Mestre Manuel Carreiro e os seus filhos são, há muito, os grandes promotores das festas em honra do Divino Espírito Santo Da Rua D'Arquinha. O Mestre Manuel Pintor, Homem de grandes convicções separatistas e defensor de tudo o que é Açores, por seu lado, foi o grande impulsionador do império da Rua do Passal, ruas quase contiguas.
Certo dia, vão mais de vinte anos, assisti a uma acesa discussão entre dois adeptos das festas. Depois de aduzidos quase todos os argumentos, os válidos e os nem por isso, o adepto do império D'Arquinha, quase derrotado pela exuberância do foguetório das festas dos ricos da Rua do Passal sai-se com uma exclamação: "Hême o Sô Esprite Santo D'Arquinha tá-se cagando pó Sô Esprite Santo da Rua do Passal". E assim estamos nós, "O Sô Esprite Sante do Partido Soçalista tá-se cagando pó Sô Esprite Santo do PPD".

16 de julho de 2005

Ilha do Sol

Eu bem dizia que o dia hoje era de Sol. Aqui na Ilha mais Oriental do Arquipélago, o sol mostrou-se em todo o seu esplendor ainda não eram 7horas. Subiu no horizonte ali mesmo em frente à baia de São Lourenço e inundou Santa Bárbara. Tomou conta dos recantos e envolveu o ar que cheira a fenos e criptomérias.


Santa Bárbara-Santa Maria-Açores

15 de julho de 2005

Bom fim-de-semana



A pedido de várias famílias, em especial do Pedro Arruda, cá vai a previsão para a próximas horas. Caro amigo surfista, o mar vai estar flat, choco em bom português, estanhado em termos técnicos. Na verdade, Um anticiclone de 1030 milibares localizado por cima do Arquipélago dos Açores irá condicionar o Estado do tempo nas nossas Ilhas nas próximas horas. Vá! Mulheres para o tanque já que o tempo é de secar roupa. Meninas para a praia que estes corpinhos precisam de bronze. Rapazes não bebem muita cerveja, cria protuberâncias abdominais de elevado custo para remoção. As noites calmas e temperadas convidam a um concerto no Palácio ou a um passeio na Avenida de "Cú pró mar". Uns petiscos no Wite Shark, na companhia da Pilar Melo Antunes e do João Rieff, são uma boa aposta. Uns chicharros no Amaral também não é má ideia.
Cuidado com o sol e bom fim-de-semana.
Desde a Ilha de Gonçalo Velho

14 de julho de 2005

14 juillet


Au matin du 14 juillet, des émeutiers se rendent à l'Hôtel des Invalides et se font remettre des fusils. Mais il leur manque de la poudre... Ils décident d'aller en chercher à la Bastille.

13 de julho de 2005

Num quarto andar sem elevador encontrei isto...

Ao ritmo das férias

A blogosfera de endemismo açórico segue o ritmo do restante universo dos blogues e do País, isto é o ritmo das férias.
Bem. Não será muito assim. O País segue um ritmo de férias muito mais "silly" do que a blogosfera, esta sempre vai produzindo mais um pouco

12 de julho de 2005

Factos 5

Dia da região e do
Sacrifício do touro


Em Segunda-feira de Espírito Santo, a Região comemorou pela 25ª vez o seu feriado regional. Foi a 9ª vez que o dia da Região Autónoma dos Açores foi comemorado em "reinado" socialista. Um dia bizarro e prenhe de contradições, sendo o uso do vocábulo contradições aqui um eufemismo, talvez devesse falar mais em aberrações.
Senão vejamos:
O Partido Socialista e o Governo Regional que durante o tempo em que Mota Amaral foi Vice-Presidente e Presidente da Assembleia da República, criticou o facto de algumas Câmaras municipais o convidarem para presidir, nessa qualidade, a actos públicos, acaba convidando o nosso conterrâneo Jaime Gama, nessa mesma qualidade, a presidir à sessão solene do dia da Região.
Se as festas em honra do Divino Paracleto são, sem sombra de dúvida, uma das poucas coisas que une a identidade dos Açorianos, não é menos verdade que não deixa de ser uma aberração que um governo socialista, republicano e laico promova uma grande festança associada a esse culto religioso, se não falamos de demagogia, falamos de politiquice o que é bem pior.
"Panem et circensis", é uma expressão latina que tenho usado recorrentemente nestas minhas crónicas do fogo te abrase (foguetabraze). Não é por puro acaso que recorro a esta expressão. Na verdade, o que estamos assistir nos Açores nos últimos anos (desde 1992) é a uma crescente falta de interesse das populações pelos assuntos importantes da política regional e a uma cada vez maior alienação e apego ao acessório. Pão e circo, ou seja festa e barriguinha cheia e estamos todos de acordo.
Em ano de eleições, a festança promete ser grande daqui até Outubro. Não importam os princípios, as crenças, as convicções, só importa caçar votos e quantos mais melhor.
Não deixa de ser estranho, que o circo escolhido para este ano tenha sido uma ?toirada? de Praça. Toirada entre aspas porque a coisa mais parecia uma garraiada onde nas pegas os toiros desapareciam entre os forcados.
Estranho por ter sido realizado numa Ilha onde não é tradição existirem toiradas de Praça, estranho por ter sido o Governo Regional a patrocinar através de associações locais a sua realização.
Aberrante por ter partido da esquerda que se arroga defensora dos direitos dos animais a promover tão bárbaro espectáculo.
E assim se comemora o dia da Região, com sol, toiros e comidinha bastante. Pelo meio fica uma conferência sobre a importância estratégica dos Açores, uma promessa de um ministro, o anúncio de uma comenda, mas isso pouco ou nada interessa ao ?Povão? que nem foi ao Cinema do Aeroporto para ouvir os oradores. Sala cheia só até meio com as poucas cadeiras ocupadas pela plêiade de políticos palacianos com cara de frete que há muito circulam pelos corredores do poder nos Açores.
A Autonomia dos Açores terá que sair dos gabinetes, ser um sentimento de todos, andar de adro em adro de taberna em taberna de lugar em lugar. A Autonomia dos Açores terá que deixar de ser um desfile de vaidades comemorado em Segunda-feira de Espirito Santo para ser, de facto, um sentimento açoriano, uma forma de estar da nova "açorianidade".
In Revista Factos edição nº 5 Junho de 2005

11 de julho de 2005

Amigos

Um texto de Vinicius de Moraes para o Rui (Maracujá) Coutinho que faz hoje 50 anos

AMIGOS!Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências?A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer?
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes (1913-1980)

Factos 6

Já está nas bancas a Factos nº 6. Infelizmente por razões de ordem logistica não consegui publicar a sua capa que apresenta o "Ciclone dos Açores" em voo de milhafre.
Ainda são muito jovens mas já sonham ser craques do futebol e, de preferência, ao serviço dos grandes clubes do futebol português. Talento e vontade não lhes faltam, razões para acreditar em êxitos também não. É que estes jovens futebolistas açorianos estão na agenda de clubes como o Benfica, o Porto ou o Sporting. Alguns deles, inclusive, já assinaram contrato. Uma reportagem de Luís Pedro Silva dá a conhecer o trajecto destas promessas do futebol açoriano, que aspiram alcançar o êxito desse ídolo que é Pauleta.

10 de julho de 2005

Sugestão pouco democrática

Primeiro declaramos unilateralmente a Independência da Madeira. Acho uma medida sensata e da mais elementar boa gestão da coisa pública. Depois, arvorados em grandes defensores dos elementares princípios democráticos, invadimos a Républica Oligofrénica da Madeira, tomamos o Funchal e instalamos um Governo provisório sob a égide das Nações Unidas.
Internamos o Dr. Alberto João y sus muchcachos no Julio de Matos a aguardar julgamento.

9 de julho de 2005

"Automoribundia"

Prólogo

Titulo este libro "Automoribundia", porque un libro de esta clase es más que nada la historia de cómo ha ido muriendo un hombre y más si se trata de un escritor al que se le va la vida más suicidamente al estar escribiendo sobre el mundo y sus aventuras.
En realidad, esta es la historia de un joven que se hizo viejo sin apercibirse de que sucedía eso, contando algo de lo que pasó o tuvo a su alrededor, y que le obligó a pensar en pensamientos independientes.

Sólo me he propuesto al completar mi autobiografía dar el grito del alma, enterarme de que vivo y de que muero, despertar el eco para saber si tengo voz.

Mi conciencia ha quedado más aliviada y tranquila después de escribir este libro, en que asumo todas las responsabilidades de mi vida.

Se verá también al literato que no tuvo miedo a morir por su esfuerzo, pues cuando un artista tiene miedo a ese deshacerse día a día ya no ve las cosas que sólo dicta la muerte escondida y misteriosa.

Ahora voy descubriendo que la muerte va llegando por carestía de temas.

En las futuras ediciones que volverán más cabal esta autobiografía se irá sabiendo en qué quedó esta lucha entre la nada y el algo.
Ya soy inmortal.
¿Y ahora qué?


Ramón Gómez de La Serna

8 de julho de 2005

Ramón Gómez de la Serna...

... foi uma agradável surpresa para mim. O inventor de "Greguerías", palavra que não significa nada nem em Castelhano nem em qualquer outra língua, é um género literário inventado pelo próprio autor. Numa altura em que os Blogues começam a utilizar um género muito parecido com este, como é o caso do Melancómico do Nuno Costa Santos, achei por bem lembrar aqui alguns dos textos daquele autor Espanhol do Século XX.

El libro es un pájaro con más de cien alas para volar.

Al inventarse el cine las nubes paradas en las fotografías comenzaron a andar.

La ópera es la verdad de la mentira, y el cine es la mentira de la verdad.

El escritor quiere escribir su mentira y escribe su verdad.
Algumas mais podem ser lidas aqui ao lado no Corsário das Ilhas

7 de julho de 2005

Mais serviço público



A pedido de várias famílias, cá vai a minha previsão para o fim-de-semana.
Dois sistemas de altas pressões um localizado a nordeste das Ilhas e outro a noroeste e que atravessará todo o Arquipélago ao longo dos próximos dias, condicionarão o estado do tempo. Assim, prevejo, ao contrário do INMG, céu geralmente limpo ou com boas abertas, vento fraco a bonançoso, possibilidade de neblinas ou nevoeiros matinais.
A nuvem do costume estará localizada, no entanto, por cima da Praia das Milícias.

Porque é assim que deve ser.

Porque Eu não sou daqueles que desmentem em letras mínimas o que publicam em letras garrafais, aqui vai o desmentido que se exige.

Ministro da Justiça desmente ter cinco motoristas
O Ministério da Justiça desmentiu, esta quarta-feira, em comunicado, a notícia publicada num jornal diário segundo a qual teria ao seu serviço cinco motoristas. Segundo a nota, Alberto Costa tem, neste momento, apenas um motorista, sendo que, ao serviço dos membros do Governo no ministério estão apenas três.
Afirmando que Alberto Costa começou por ter «dois motoristas ao seu serviço», logo «no início de funções», «por ter sido essa a prática anterior, o comunicado refere que «desde o dia 1 de Abril, que, por vontade própria do ministro da Justiça, apenas um motorista está ao seu serviço».
Quanto ao número de motoristas adstritos aos membros do Governo, o mesmo documento garante que são apenas três e não os 11 citados na notícia publicada esta quarta-feira: um para o ministro da Justiça, outro para o secretário de Estado-Adjunto e da Justiça e outro para o secretário de Estado da Justiça. Ou seja, menos dois do que havia durante o último Governo PSD/CDS-PP.

Um Mundo menos livre

Ainda Londres não havia adormecido da euforia vivida ontem em Trafalgar Square e já a Al-Qaeda estava lançando o pânico nas suas ruas. Várias explosões ocorridas no "Underground" e num autocarro da Capital Britânica marca a manhã de hoje.
Esta é mais uma das provas de que a organização de Bin Laden não se amedronta com as investidas dos aliados no Iraque ou no Afeganistão. São necessárias medidas urgentes por parte dos serviços secretos dos mais diversos países para pôr cobro a este tipo de atentados. Segundo alguma contra-informação, não confirmada, os atentados estavam previstos para a cidade que ganhasse a realização das Olimpíadas de 2012. A ser verdade isso prova que a Al-Qaeda está muito bem organizada e por todo o planeta. Chirac e Zapatero livraram-se de mais uma dor de cabeça, mas a liberdade à escala global foi, mais uma vez, ameaçada.
Se há alguém que, neste momento, já conseguiu um dos seus objectivos esse alguém é Bin Laden e tudo o que este representa. Vivemos todos menos livres.

Reportagem completa e actualizada

Clique na imagem para ver

6 de julho de 2005

Sensação de cabelos brancos. Ou o peso da idade.

Se à coisa de que me recordo bem foi de um "caçoilo", "calufa" ou como queiram chamar a uma pancadinha certeira e oportuna que levei no toutiço quando, um dia, caminhando num passeio de Ponta Delgada à frente de meu Pai, ao nos cruzarmos com um idoso, me encostei à parede e fiz o velhote passar pelo lado de fora do mesmo passeio. Naquele dia aprendi que se deviam deixar passar as pessoas mais velhas pelo lado de dentro dos passeios. Jamais o esqueci. Esqueci, infelizmente, outras coisas, outros ensinamentos.
Há pouco, na Rua do Desterro cruzei-me com um Pai acompanhado dos seus dois rebentos aparentando uns 14 e 15 anos. Uns "trangolas" do diabo. Os rapazolas chegaram-se para dentro e eu fui, naturalmente, pelo lado de fora. Ainda ouvi os gritos e as "calufas" que o Pai foi distribuindo, alternadamente, pelos toutiços dos moçoilos. Senti-me velho.

Kama-sutra Papal


Clique aqui para ver restantes posições

Eureka

Já descobri o principal plano do Governo Socialista para atingir os 150 mil empregos até 2008. Além do Elefante Branco da OTA e do TGV este último que permitirá irmos, quase todos, mais comodamente e mais economicamente até Madrid fazer as compras de Natal, o executivo começou por contratar os motoristas de táxi que ficaram desempregados com a entrada em vigor dos pagamentos especiais por conta de Manuela Ferreira Leite.


Costa tem 5 motoristas
Alberto Costa conta com cinco condutores ao seu serviço como ministro da Justiça. Os gabinetes do ministro da Justiça e dos secretários de Estado dispõem de onze motoristas ao seu serviço, assim distribuídos: cinco para o gabinete do ministro, Alberto Costa, três para o gabinete do secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça, Conde Rodrigues, e três para o gabinete do secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira. Estes onze motoristas respeitam apenas ao Ministério da Justiça (MJ) propriamente dito, não sendo contabilizados todos os profissionais ao serviço das direcções-gerais, como a dos Serviços Profissionais, sob a tutela deste Ministério.

Olimpiadas 2012


Foto El Pais
La desilusión recorría la Plaza Mayor tras conocerse la eliminación de Madrid. La euforia se ha vivido en Trafalgar square.

4 de julho de 2005

Recordando no 4th of July

"Sou um Homem livre, um Americano, um senador dos Estados Unidos e um membro do partido democrático, por essa ordem".
Lyndon Johnson, 36º presidente dos Estados Unidos

Sim! É que é mesmo já a seguir

Pipocas e Coca-Cola...

... um Blogue feito em São Miguel pela Sara Neves Pereira e pelo André Miranda, sobre cinema. A não perder, principalmente os cinéfilos.
E por falar em cinéfilos. Porque será que não existe um cineclube em Ponta Delgada?
Tenho boas memórias das concorridas sessões de Quarta-feira à noite no Teatro Micaelense nos anos 80 do século XX, promovidas pelo então Cineclube de Ponta Delgada dirigido, quase unipessoalmente pelo Francisco Nunes.

Os julgadores de carácter

...Eis algumas das conclusões relativamente recentes dos julgadores de carácter: Bush é um monstro. Blair é um monstro light. Zapatero é a ética e a justiça em pessoa. Santana e Portas ? nem vale a pena falar deles ? são populistas perigosíssimos. Cunhal era um homem maior do que a vida. Zita Seabra é uma oportunista barata (pior é impossível). Os julgadores de carácter já começaram a trabalhar na corrida à Câmara de Lisboa. Carmona Rodrigues é capaz de ser um «bom rapaz» (mas está irremediavelmente afectado pelo carácter perigoso de Santana). Carrilho é petulante e não tem escrúpulos. Ruben de Carvalho é, digamos, "um homem digno". Maria José Nogueira Pinto, "apesar do partido em que está", é uma mulher equilibrada e com valores. Sá Fernandes, esse, é o "salvador da cidade e dos excluídos". Confesso: tenho medo dos julgadores de carácter. Como tenho medo de outro tipo de fascismos.

4th of July

2 de julho de 2005

Serviço público

Um sistema de altas pressões situado sobre as Ilhas dos Açores irá condicionar o estado do tempo para os próximos dias nas Ilhas Atlânticas.
Bom fim-de-semana.

1 de julho de 2005

Frenesim


A Sexta-feira, quando muitos estão já de fim-de-semana, é para mim o dia mais frenético de todos os da semana. Passado no Porto de Ponta Delgada entre a azáfama de descarregar uma embarcação, preparar o embarque de pescado e o esbarrar em méia dúzia de almas moles e incompetentes, salva-se a outra meia dúzia de diligentes profissionais, com destaque para p incansável Gabriel (Italiano). Salva-se ainda a presença permanente do meu computador portátil com uma placa 3G para postar este instantâneo.

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