31 de julho de 2005

São Lourenço



O pedestrianismo é uma actividade de ocupação de tempos livres em grande expansão. Possível de ser praticada em família, em ambientes despoluídos, saudável e didáctica, esta actividade também tem conhecido um grande incremento na Ilha de Santa Maria. Ontem fui experimentar um dos trilhos recentemente limpos e sinalizados. Do lugar de São Lourenço até ao lugar do Norte, subindo pelas vinhas de onde outrora saíram cestos carregados de uvas para as adegas da baia, é possível ter vistas panorâmicas sobre a bonita enseada que nasceu "de um beijo que o mar deu à terra". Estas panorâmicas, além de muito bonitas são muito diferentes daquelas que habitualmente vemos nos postais e nas publicações turísticas.

Bom Domingo



O Foguetabraze está no ar a partir deste edílico lugar que a natureza criou, o Homem pela força da fome e da necessidade de tirar da terra algum sustento, recriou e o Homem que se julga moderno está a destruir. Aos poucos, São Lourenço vai ficando um lugar igual a tantos outros. Infelizmente! Contudo, felizmente, a incompetência é tanta que nem obras de betão têm andamento. Obras essas pelas quais tantos aspiram, principalmente os Amigos (ou deverei dizer inimigos?) da Baia.
Usando uma ligação mais do que rudimentar (abaixo de 56K) não posso mostrar o estado em que estão as estradas de São Lourenço, vai para mais de ano. Fica para mais tarde. Por agora, bom domingo que me vou a banhos.

29 de julho de 2005

O parque da Cidade...

... vai ser reaberto, devolvido aos cidadãos. Aqui deixo o meu elogio ao actual executivo camarário que, apesar do excesso de foguetório e de outros empreendimentos menos interessantes, em boa hora, resolveu dar o tratamento que aquele espaço merecia. Merecia o seu fundador, António Borges, merecia a memória daqueles que ao Jardim dedicaram vidas inteiras, merecia a Cidade por se tratar do único espaço público com as características e dimensão daquele.
Depois de significativas se desejáveis obras de recuperação, onde foram gastos largos milhares de euros em plantas novas e relvados, não havia necessidade de se fazer uma reinauguração com um concerto de entrada livre. Em ano de eleições o executivo liderado pela "Sóra Berta" já de si dado a festas, não resistiu. Embora se trate de artista de qualidade (ao menos valha-nos isso) é caso para dizer como o Diácono Remédios: "Não havia nexexidade".
Não o merecem os pássaros que por ali vivem e nidificam; Não o merecem as plantas que foram lá colocadas de novo; Não o merecem os moradores de um dos bairros mais sossegados da cidade; Não o merecem os habituais frequentadores deste tipo de concerto que, a avaliar pelo que se vê por ai, deixarão as suas marcas indeléveis nos novos relvados e nas novas plantas, por mais cuidados que se tenham.
Será que a "Sóra Berta" perguntou aos técnicos responsáveis pela obra se aconselhavam ou não essa realização? Temo que não.
A cidade tem espaços para concertos, a Calheta, o Campo de São Francisco, as Portas da Cidade. No Jardim, apenas devem cantar os pássaros ao som dos quais acabo de escrever este texto.

Vai uma rapidinha?

E pronto, vamos construir infra-estruturas para os próximos 100 anos, pensadas em 100 dias.

Pela escada de serviço

Existiam muitas razões para entrar no sitio do jornal A Capital todos os dias. Na verdade, algumas delas continuam a existir, mas a principal, infelizmente, deixou de o ser.
A despedida do Melancómico Nuno Costa Santos do seu "quarto andar sem elevador".
ncostasantos@netcabo.pt

28 de julho de 2005

Segurança rodoviária? Onde? 2

Fui importunado, sim o termo é este importunado por uma brigada da PSP com agentes excessivamente diligentes ou excessivamente zelosos. Cuido que eram da esquadra da Maia. Eu vinha no meu Jeep com um semi-reboque, com e todas as suas luzes a funcionar, devidamente identificado, com um quad em cima. Para quem não sabe um quad é uma espécie de motociclo de quatro rodas que serve para um gajo se matar nos caminhos do mato. O Sr. Guarda implicou comigo porque eu era um menino da cidade a passear a sua mota no atrelado e então desatou a ver tudo e mais alguma coisa e acabou concluindo que o dito semi-reboque não trazia matricula. Na verdade estava em transgressão. Segundo o código da estrada os semi-reboques com peso bruto inferior a 350 Kg. não necessitam de homologação, bastando para tal colocar no mesmo o nº de matricula da viatura que o reboca. Mas o que o Sr. Guarda queria era mamar, tinha que pegar com qualquer coisinha e foi por aí. Pois paciência pagarei os 30 euros da multa (se ele tiver coragem de a mandar a casa depois do que eu lhe disse).
Vá o caro leitor por esta Ilha verde fora, a qualquer hora do dia e a qualquer hora da semana e repare:
1- Quantos tractores agrícolas têm o obrigatório pirilampo bem como o aro de protecção?
2- Quantos atrelados de ordenha não homologados, sem luzes e sem qualquer tipo de sinalização encontraram?
3- E atrelados manjedoira
4- E auto tanques?
5- Quantas carrinhas andam com tanques de leite de mais de 1000 litros em cima sem estarem para isso homologadas?

Pois, é caso para dizer que nestas nossas Ilhas dos Açores uns são filhos de deus e outros da Maria da Conceição. (deus com letra pequena e Maria da Conceição com maiúscula não foi gralha, foi propositado, que nestas ilhas o que está a dar é ser filho da puta mesmo)

27 de julho de 2005

Ora aí está...

... a razão pela qual eu não bebo, não fumo e sou heterosexual.
.
É caso para dizer como nos maços de cigarros LEVAR NO ** MATA.

Segurança rodoviária? Onde?

Contrariando todas as regras de segurança, incluindo as impostas pela própria Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos, no que concerne à construção e à utilização das bermas e terrenos adjacentes às estradas regionais, Sua Excelência o secretário da tutela, Sr. "Happy Jo", anunciou a intenção do Governo Regional em prosseguir com a política de construção de Zonas de Merenda nas ditas bermas das ditas Estradas Regionais. Nas palavras daquele responsável, a grande tradição e o significativo aumento do número de "merendeiros", justificam a construção e o melhoramento daquelas áreas.
Sim e já agora era bom fiscalizar as carrinhas de caixa aberta cheias de gente em cima, bem como os índices de alcoolémia dos seus condutores. Já agora porque não fazer umas sessões de educação ambiental ao Domingo às 3 da tarde ali no Pisão ou na estrada da Ribeira Quente.
A absurda incompetência da Direcção de Serviços das Estradas vai ao ponto de proibir a ensilagem de forragens para animais a menos de 15 metros das estradas regionais por causa do movimento anómalo de viaturas que provoca e logo insegurança, mas a mesma promove o acampamento e o churrasco na berma da mesma estrada, com a estacionamento em contra-mão e crianças a jogarem à bola.

26 de julho de 2005

Sem nada

Eu podia fazer copy paste de um poema do Alegre, colocar uma imagem com um quadro do Dalí, uma fotografia dos Açores feita por mim, um texto antigo, uma crónica passada. Mas não. Hoje não ponho nada aqui. Não me apetece, estou deprimido. Sim! Deprimido com o Portugal moderno e do choque tecnológico que paga mais 40 % pelas chamadas telefónicas e Internet do que o resto da Europa. Com o Portugal dos incêndios onde os helicópteros são usados para transportar Ministros e Secretários de Estado na companhia de Presidentes de Câmarae Câmara de televisão em vez de serem utilizados para apagar fogos. Onde as policias fiscalizam as auto-estradas em vez de fiscalizarem os pinhais. Deprimido com este Portugal onde as pessoas têm vergonha de serem políticos e feito de políticos pré-jurásicos, interesseiros, umbiguistas e reaccionários. Este Portugal que olhou o globo e o navegou em naus e caravelas, este Portugal que foi o mundo e que caminha para ser uma república feita de Condes de Abranhos.

25 de julho de 2005

Portugueses de segunda ?

A leitura da notícia acima transcrita suscitou-me algumas reflexões. Na verdade, a Assinatura deste protocolo já esteve prevista para muitas datas, em muitos governos de muitos partidos. O problema é que são só intenções. Eu não me importo de ser aquilo a que alguns chamam português de segunda, expressão com a qual não concordo absolutamente. Mais quero ser Açoriano de primeira.
Essa coisa de andar constantemente a falar de custos de insularidade e de isolamento sem medir convenientemente os prós e os contras dessa mesma condição, não é para mim. Eu gosto de viver numa região ultra periférica, com índices de criminalidade baixos, com tempo para ter tempo, com os jornais a chegarem com 24 horas de atraso. Eu gosto e eu quero que a minha terra mantenha as suas idiossincrasias, não quero Teleféricos nem Avenidas Litorais como no resto da Europa deprimida, nem Cais de Cruzeiros como se projecta para o resto do Portugal decadente. Eu quero as minhas Ilhas potenciando o que possam ter de diferente do resto do mundo, as suas vantagens comparativas, não as quero iguais a qualquer outro lugarejo. Só se vence inovando não copiando.

Eles estão de volta

É verdade eles voltaram, os indispensáveis Pai e Filha Falcão Afonso "andem aí" de novo, com um ar mais limpinho um dos blogues de visita obrigatórioa e que esteve inactivo demasiado tempo voltou.
Bem hajam.

23 de julho de 2005

Onde foi que eu já vi este filme?

Para o antigo Comissário Europeu (António Vitorino) e actual deputado do PS, as opções do Aeroporto da Ota e do TGV não vão criar a dinâmica necessária para os próximos três anos.
In Rádio Renascença

22 de julho de 2005

Havia necessidade sim.

Campos e Cunha, não era o meu ministro das Finanças, digo o meu no sentido que não seria a minha escolha para o cargo. Não vou, por isso, enaltecer agora que se demitiu, as qualidades do ex-ministro. Isso foi o que fez a esquerda conforme se foram demitindo os membros do Governo de Santana Lopes, ou seja enquanto foram ministros eram umas bestas, quando bateram com a porta eram uns gajos bestiais. Foi o que fez a esquerda quando Freitas do Amaral e Cavaco Silva criticarm o governo de Pedro Santana Lopes e Paulo Portas. Esse exercício demagógico e fácil não o farei. Contudo, vou lembrar que, ao contrário do que se diz aqui, é de políticos com credibilidade académica que o país necessita e não de habilidosos polítiqueiros, isso é o que mais há no País e na Região. Os partidos vivem dos politicos espertos, a nação precisa de politicos bons e sérios.

21 de julho de 2005

Dinheiros públicos, avante

Este é um assunto que deveria ser tratado no Olhómetro ou no Gritos de Santa Maria. Contudo, por se tratar de assunto gritante e deveras vergonhoso, atendendo ao envolvimento de dinheiros provenientes dos nossos impostos e tendo em conta a maior divulgação do Foguetabraze, cá vai.

Dizem-me (eu não acredito) que o Bote Baleeiro do Circulo de Amigos de São Lourenço custou 45.000? (quarenta e cinco mil euros) cerca de 9 mil contos para que ainda não se familiarizou com a moeda única. Repito, eu não acredito. Contudo, a ser verdade, estamos perante aquilo a que se pode chamar rasgar notas de conto.

Para que serve aquele bote?
Quantas vezes já saíram para o mar?
Tem condições para passeios marítimo-turisticos?
Para simples objecto de adorno?
Para lembrar que Santa Maria, tal como todas as outras Ilhas também teve tradição Baleeira?
Para resolver um problema qualquer a uma qualquer outra entidade que o tinha encalhado?
Custou realmente 45.000 euros?

Todas estas são perguntas que merecem uma resposta, tanto mais que não estamos falando de dinheiro proveniente das quotizações dos associados da referida agremiação mas única e simplesmente de subsídios governamentais.
O Bote Baleeiro de nome Cintrão, foi posto à água nestes últimos dias, passado mais de dois anos sobre a sua aquisição, porque o Sr. Secretário Regional da tutela, Prof. Duarte Ponte, fez uma visita relâmpago à Ilha de Santa Maria.
Senhor Secretário, apelo ao seu bom senso e sentido de justiça e peço-lhe encarecidamente, na qualidade de contribuinte bastante activo, que fiscalize melhor como são gastos os dinheiros públicos que V.Exiª distribui às associações, principalmente àquelas que são de duvidosa utilidade pública.



20 de julho de 2005

Do pantanal Guterrista ao Socrático.


"Manuel Moreira José Sócrates deverá falar amanhã em privado com Freitas do Amaral e Campos e Cunha. O primeiro-ministro deverá falar amanhã, a título particular, com Freitas do Amaral e Campos e Cunha, à margem do Conselho de Ministros. Segundo apurou o CM, José Sócrates irá procurar redefinir a estratégia de comunicação para evitar a repetição de polémicas semelhantes às que aconteceram nos últimos dias com o artigo do ministro das Finanças e as críticas do titular da pasta dos Negócios Estrangeiros às falhas do Governo para explicar as medidas difíceis." Correio da Manhã

Não foi preciso chegar a amanhã, Campos e Cunha já foi exonerado e substituído. O até agora departamento governamental de maior importância deixou de ter como timoneiro um dos independentes de que José Sócrates tanto se orgulhava. O outro vai a caminho. Freitas do Amaral já anunciou que poderá deixar o executivo para ser candidato presidencial caso se perspective uma candidatura de ?salvação nacional? do Professor Cavaco Silva. Isto está a ir no bom caminho, sem dúvida.
O equilíbrio das contas públicas e o aumento da despesa são incompatíveis. Governos do PS e contenção orçamental também o são. O primeiro ministro das finanças já caiu, outros virão, de preferência da máquina partidária que é para não cair tão rapidamente.

Copy paste

Nos territórios exigentes e imaginativos da análise política, há quem aprecie Marcelo Rebelo de Sousa, António José Teixeira, Nuno Rogeiro, Pacheco Pereira ou António Barreto. Há, no entanto, quem prefira Luís Delgado, Vasco Pulido Valente, José António Saraiva ou a dona Arminda, do café A Bela da Carcaça. Dentro do comentário político, confesso: o meu preferido é Freitas do Amaral. Freitas é o comentador político do momento. Aliás, devia ir mais vezes à televisão (proponho a SIC-Notícias, com a Lourenço e o João Adelino) comentar a acção do Executivo. É que, a julgar pela entrevista que dá hoje ao DN, o homem tem um talento analítico superior à média. E é um cidadão independente e isento (sem quaisquer ligações que o comprometam), o que é cada vez mais raro nos dias de hoje. Até cita as sábias palavras de Xenofonte quando lança o comentário sobre a actualidade. Isso: se Alberto João é um xenófobo, Diogo é um xenofontófilo (o que, já dizia alguém, é muito importante nestas coisas). Faz, no meio das citações, justíssimas críticas ao Executivo de Sócrates. Das mais lúcidas que se têm lido por aí. Fez questão de observar que Sócrates actuou erradamente ao dizer, antes das eleições, que não iria aumentar os impostos. Brilhante. Perdoem-me este desabafo à taxista: até que enfim que alguém vem dizer as verdades. Proponho uma campanha nacional (popularucha, como convém) para a promoção deste novíssimo comentador (cuidado com o Edson Athayde ? que esse ajudou a tramar o Carrilho). Qualquer coisa como: para a frente Portugal, com as bocas de Freitas do Amaral. Ah, e enquanto não arranja uma tribuna qualquer, ofereço-lhe este humilde ? mas asseadito ? cantinho. Caso esteja interessado, o email está à sua disposição.
Nuno Costa Santos em A Capital de hoje

19 de julho de 2005

"O que faz falta é animar a malta"

Em tempo contei, penso que num espaço de comentários de outro blogue, a história passada no Café Espírito Santo, ali na Rua D'Arquinha, entre dois adeptos das festas em honra do Divino Paracleto. Trago, de novo a história à colação por me parecer que a discusão à volta das festas do Espirito Santo em Ponta Delgada, atendendo aos seus principais protagonistas, é mais ou menos como aquela que assisti no tempo, mas também por a achar deliciosa.
O Mestre Manuel Carreiro e os seus filhos são, há muito, os grandes promotores das festas em honra do Divino Espírito Santo Da Rua D'Arquinha. O Mestre Manuel Pintor, Homem de grandes convicções separatistas e defensor de tudo o que é Açores, por seu lado, foi o grande impulsionador do império da Rua do Passal, ruas quase contiguas.
Certo dia, vão mais de vinte anos, assisti a uma acesa discussão entre dois adeptos das festas. Depois de aduzidos quase todos os argumentos, os válidos e os nem por isso, o adepto do império D'Arquinha, quase derrotado pela exuberância do foguetório das festas dos ricos da Rua do Passal sai-se com uma exclamação: "Hême o Sô Esprite Santo D'Arquinha tá-se cagando pó Sô Esprite Santo da Rua do Passal". E assim estamos nós, "O Sô Esprite Sante do Partido Soçalista tá-se cagando pó Sô Esprite Santo do PPD".

16 de julho de 2005

Ilha do Sol

Eu bem dizia que o dia hoje era de Sol. Aqui na Ilha mais Oriental do Arquipélago, o sol mostrou-se em todo o seu esplendor ainda não eram 7horas. Subiu no horizonte ali mesmo em frente à baia de São Lourenço e inundou Santa Bárbara. Tomou conta dos recantos e envolveu o ar que cheira a fenos e criptomérias.


Santa Bárbara-Santa Maria-Açores

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